PROGRAMA DE DISCIPLINA
Disciplina: Epistemologia nos Estudos Organizacionais – DoutoradoCódigo: PADM-9060 Carga horária: 60
Créditos: 4 Natureza: Obrigatória
Oferta: 2018-1 Dia/ horário: Quarta-feira / 14h às 18h
Nível: Doutorado
Professor: Alexandre Reis Rosa E-mail: [email protected] I. EMENTA
Essa disciplina discute as abordagens epistemológicas relacionadas ao conhecimento científico, suas crises, mudanças paradigmáticas e problematizações; intentando desenvolver nos discentes a capacidade de diferenciar as diversas epistemologias organizacionais existentes, enfatizando-se os aspectos relacionados às Ciências Sociais e suas implicações com o campo organizacional. Espera-se desenvolver nos alunos o rigor epistemológico no desenvolvimento de suas pesquisas.
II. OBJETIVO
Conhecer, por meio do estudo analítico-crítico das principais correntes da epistemologia moderna e contemporânea, os fundamentos das diferentes linhas epistemológicas utilizadas nos estudos organizacionais, identificando seus conteúdos, limites e possibilidades.
III. METODOLOGIA DE ENSINO
O curso será ministrado por meio de exposição dialogada e debates em sala de aula, apoiados por estudos dirigidos, questões e textos apresentados pelo professor e pelos alunos, de acordo com os critérios definidos para cada atividade de avaliação.
IV. AVALIAÇÃO
As notas serão distribuídas em seminários de apresentação de textos, debates sobre os textos, participação nas aulas e a entrega de um ensaio teórico no final da disciplina.
V. CRONOGRAMA DE AULA AULA 1 – Introdução à disciplina
SCHOPENHAUER, Arthur. Pensar por si mesmo. In: A arte de escrever. Porto Alegre: L&PM, 2009.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Como ler um texto de filosofia. São Paulo: Paulus, 2014. AULA 2 – Ciência, Senso Comum e a possibilidade do Conhecimento
BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise
do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. (Caps. 1, 2 e 3)
SOUSA SANTOS, Boaventura de. Introdução a uma Ciência Pós-moderna. 6a ed. Porto: Afrontamento, 1989. (Cap. 2)
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2000. (Caps. 1 e 2) AULA 3 – Racionalismo
DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, 1996. DESCARTES, René. Meditações metafísicas. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
LEIBNIZ, Gottfried. Novos ensaios sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1980. pp. 7-207. (Coleção Os Pensadores).
MARICONDA, Pablo. O controle da natureza e as origens da dicotomia entre fato e valor.
Scientiæ Studia, v.4, n.3, p.453-472, 2006.
AULA 4 – Empirismo
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1984. pp. 25-313. (Coleção Os Pensadores).
HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Unesp, 2004. (pp.19-222).
ALBIERI, Sara. Causas e leis nas ciências do homem. Kriterion, n.124, p.331-342, 2011. AULA 5 – Criticismo
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001. DELEUZE, Gilles. A Filosofia crítica de Kant. Lisboa: Edições 70, 1997. (Cap.1)
SILVEIRA, Fernando. A teoria do conhecimento em Kant: o idealismo transcendental. Cad.
AULA 6 – Debate paradigmático
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 5.ed. São Paulo: Perspectiva, 1998. POPPER, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1972. (Parte I).
BASTOS FILHO, Jenner. Sobre os paradigmas de Kuhn, o problema da incomensurabilidade e o confronto com Popper. Acta Scientiarum, v.22, n.5, p.1297- 1309, 2000.
SOKAL, Alan; BRICMONT, Jean. Imposturas intelectuais: o abuso da ciência pelos
filósofos pós-modernos. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. (Cap. 11).
AULA 7 – Funcionalismo
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2007. GIDDENS, A. Durkheim e a questão do individualismo. In: Política, sociologia e teoria
social. São Paulo: Editora da UNESP, 1998.
MERTON, Robert. Funções manifestas e latentes. In: Sociologia: Teoria e Estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970.
MÜNCH, Richard. A teoria parsoniana hoje: a busca de uma nova síntese. In: GIDDENS, A.; TURNER, Jonathan (Orgs.). Teoria social hoje. São Paulo: Unesp, 1999.
AULA 8 – Estruturalismo
LEVI-STRAUSS, Claude. A noção de estrutura em etnologia. In: Antropologia Estrutural. São Paulo: Cosac-Naif, 2008.
DELEUZE, Gilles. Como reconhecer o estruturalismo. In.: CHÂTELET, François. (Org.)
História da filosofia. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995.
MAYHEW, Bruce. Structuralism versus individualism: part I, shadowboxing in the dark.
Social Forces, v.59, n.2, p.335-428, 1980.
MAYHEW, Bruce. Structuralism versus individualism: part II, ideological and other obfuscations. Social Forces, v.59, n.3, p. 627-648, 1981.
AULA 9 – Fenomenologia
HUSSERL, Edmund. A ideia da fenomenologia. Lisboa: Edições 70, 1989.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1999. (Caps.1-4).
SCHUTZ, Alfred. Fenomenologia e relações sociais: textos escolhidos. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. (Parte I).
TOURINHO, Carlos. Fenomenologia e ciências humanas: a crítica de Husserl ao positivismo.
AULA 10 – Pragmatismo
DEWEY, John. Experiência e natureza. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p.159-210. (Coleção Os Pensadores).
JAMES, William. Pragmatismo. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p.7-37. (Coleção Os Pensadores).
RORTY, Richard. Consequências do pragmatismo: (ensaios: 1972-1980). Lisboa: Instituto Piaget, 1999. (Caps. 5, 9 e 11).
POGREBINSCHI, Thamy. Pragmatismo: teoria social e política. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2005. (Caps. 1 e 2).
AULA 11 – Teoria Crítica
HORKHEIMER, M. Teoria tradicional e teoria crítica. In: Textos Escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1975. (Coleção Os Pensadores).
HABERMAS, J. Conhecimento e Interesse. In: Textos Escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1975. (Coleção Os Pensadores).
ADORNO, Theodore; HORKHEIMER, Max. O conceito de esclarecimento. In: Dialética do
esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1985.
HONNETH, Axel. Teoria Crítica. In: GIDDENS, A.; TURNER, Jonathan (Orgs.). Teoria
social hoje. São Paulo: Unesp, 1999.
AULA 12 – Pós-Estruturalismo
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Editora Record, 2003. (Cap. 2).
DREYFUS, Hubert; RABINOW, Paul. Michel Foucault uma trajetória filosófica: para além
do estruturalismo e da hermenêutica. São Paulo: Forense, 1995. (Cap. 2 e 3).
GIDDENS, Anthony. Estruturalismo, pós-estruturalismo e a produção da cultura. In: Teoria
social hoje. São Paulo: Editora da UNESP, 1999.
PETERS, Michael. Pós-estruturalismo e filosofia da diferença: uma introdução. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. (Parte I).
AULA 13 – Realismo Crítico
BHASKAR, Roy. A realist theory of science. New York: Routledge, 2008. (Caps. 1 e 3) HAMLIN, Cynthia. Realismo crítico: um programa de pesquisa para as ciências sociais.
Dados, v.43, n.2, p.373-397, 2000.
LÓPEZ, José; POTTER, Garry (Eds.). After postmodernism: An introduction to critical
AULA 14 – Pós-Colonialismo
DUSSEL, Enrique. 1492 El encubrimiento del Otro: Hacia el origen del “mito de la
modernidad”. La Paz: Plural, 1994. (Parte I).
MIGNOLO, Walter. Os esplendores e as misérias da “ciência”: colonialidade, geopolítica do conhecimento e pluri-versalidade epistêmica. In: SOUSA SANTOS, Boaventura (Ed.).
Conhecimento prudente para uma vida decente: Um discurso sobre as ciências revisitado.
São Paulo: Cortez, 2003.
NUNES, João Arriscado. O resgate da epistemologia. In: SOUSA SANTOS, Boaventura MENESES, Maria Paula. Epistemologias do sul. Coimbra: Almedina, 2010.
GUERREIRO RAMOS, Alberto. A Redução Sociológica. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996. (pp.67-155)
AULA 15 – Epistemologia e Metodologia
STARBUCK, William. Why I stopped trying to understand the real world. Organization
Studies, v.25, n.7, p.1233-1254, 2004.
BRYMAN, Alan. The debate about quantitative and qualitative research: a question of method or epistemology? British journal of Sociology, v.35, n.1, p.75-92, 1984. CUNLIFFE, Ann L. Crafting qualitative research: Morgan and Smircich 30 years on.
Organizational Research Methods, v. 14, n. 4, p. 647-673, 2011.
HASSARD, John; WOLFRAM COX, Julie. Can sociological paradigms still inform organizational analysis? A paradigm model for post-paradigm times. Organization Studies, v.34, n.11, p.1701-1728, 2013.
VI. OBSERVAÇÕES GERAIS
A critério do professor e conforme o número de alunos matriculados, este programa poderá ser modificado.