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Polímeros vol.9 número2

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Academic year: 2018

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14 Polímeros: Ciência e Tecnologia - Abr/Jun - 99

Plataforma de Polímeros no Sul do Brasil

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A Plataforma de polímeros no Sul do Brasil (PLAPSUL) é um projeto financiado pelo MCT/ PADCT com os seguintes objetivos: a) diagnosticar a situação (em termos de tecnologia) do setor indus-trial na região; b) estabelecer as prioridades regio-nais quanto a financiamento para C&T; c) detectar e estimular o desenvolvimento de parcerias e, d) atin-gir um maior e melhor nível de organização regional na área de materiais poliméricos.

Tendo a ABPol-Sul como proponente, e como par-ticipantes e co-executores o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado do Rio Grande do Sul (SINPLAST), o Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha do Estado do Rio Grande do Sul (SINBORSUL), a Universidade de Caxias do Sul, o Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET, Sapucaia do Sul), o Centro de Formação Profissional SENAI Nilo Bettanin, a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), a Universidade Federal do Rio Gran-de do Sul (UFRGS), e tendo como conveniada a Fun-dação de Apoio à UFRGS (FAURGS), o projeto PLAPSUL vem sendo desenvolvido desde setembro de 1998, devendo encerrar-se em julho de 1999.

A PLAPSUL realizou um extenso diagnóstico setorial através de pesquisa encomendada à América Consultoria e Projetos Internacionais abrangendo as áreas de plásticos, borrachas, tintas e adesivos. Em um primeiro momento (janeiro e fevereiro) a pesquisa foi dirigida às empresas com maior tradição em inovação tecnológica. No primeiro workshop (24/03/99), a pes-quisa foi ampliada permitindo a complementação do tra-balho através da participação de todas as empresas interessadas. A este evento compareceram cerca de 140 profissionais representando empresas, escolas e univer-sidades. Durante 5 horas cada segmento avaliou suas

características e suas demandas, permitindo uma exce-lente ampliação da pesquisa anteriormente realizada.

No RS existem mais de 700 empresas atuando na área de polímeros, sendo mais de 70% empresas de porte pequeno. A inovação tecnológica para indústrias pequenas deve envolver parcerias amplas em torno de objetivos comuns que capacitem-nas em termos com-petitivos de forma progressiva e duradoura. Empresas de médio e grande porte, por sua vez, são comprado-ras usuais de tecnologia, mas apresentam, em função desta experiência, maior disposição para a geração de tecnologia própria, quando convencidas de que podem faze-lo com sucesso, em função de seu estágio de de-senvolvimento e da qualificação dos parceiros.

Em um segundo workshop (01/06/99) ao qual com-pareceram cerca de 200 profissionais, com expressiva participação do setor industrial, foram apresentados os resultados consolidados do diagnóstico, os principais programas de fomento e incentivos fiscais para desen-volvimento tecnológico, seguindo-se a instalação de grupos de trabalho dedicados às seguintes atividades: a) elaboração de documento sobre demandas re-gionais em termos de investimentos e política de C & T.

b) desenvolvimento de novos mecanismos de cooperação, particularmente aqueles que envol-vam as entidade patronais como elos de fortale-cimento das relações da empresa com o setor de ensino e pesquisa.

c) detecção e divulgação de oportunidades de fi-nanciamento para desenvolvimento tecnológico. d) grupos setoriais específicos:

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Notícia elaborada pelo Prof. Dr. Ricardo Baumhardt Neto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

e desenvolvimento cooperativo neste tema. d.2) grupo de reciclagem de termoplásticos: justifica-se a formação deste grupo por apresentar características bem diferentes do primeiro, uma vez que envolve de for-ma expressiva a possibilidade de reapro-veitamento de resíduos urbanos.

d.3) grupo de ampliação de infra-estrutura de serviços no segmento de borrachas: vol-ta-se para a ampliação do Centro Tecno-lógico de Polímeros (CETEPO), instalado em São Leopoldo (RS) com o objetivo de melhor capacitá-lo para a prestação de ser-viços e desenvolvimento de produtos. d.4) grupo de moldes e matrizes: iniciativa da

CEFET/RS, que já dispõe de infra-es-trutura básica nas áreas de CAD/ CAE/CAM, tem por objetivo desen-volver parcerias com empresas e ou-tras instituições vi-sando desenvolver esta área que hoje ainda encontra séri-as dificuldades em termos de inovação. d.5) grupo denominado Centro Virtual de Pesquisa e Servi-ços: encarregar-se-á da instalação de bancos de dados

in-formativos para o setor de polímeros, com acesso via Internet.

A PLAPSUL terá durante dois anos o seu site na Internet (acessível desde janeiro de 1999 no endereço http://www.ufrgs.br/plapsul), bem como de uma lista de intercâmbio e divulgação (atualmente com 170 en-dereços eletrônicos). Divulgação de assuntos na rede pode ser solicitada ao endereço [email protected], sendo que em futuro próximo a lista será aberta para divulgação automática de mensagens.

Este projeto tem uma característica altamente

multi-institucional, o que se constituiu em fator decisivo para a realização dos seus objetivos. A equipe completa do projeto é constituída (o asterisco indica a composição do comitê executivo) por Ademir Zattera, Estevão Freire, Gláucio A. Carvalho e Mara Zeni Andrade (*)(UCS), Assis F. de Castilhos (*)(CEFET/RS), Eduar-do Tergolina (*) e FernanEduar-do Franceschini (Ipiranga Petroquímica), Carlos A. Ferreira, Cesar L. Petzhold, Dimitrios Samios, Griselda B. Galland, Liane L. L. Freitas, Madalena C. Forte, Nilo S. Medeiros Cardozo, Norberto Holz, Marly M. Jacobi, Raquel Santos Mauler (*)(UFRGS), César R. Codorniz (CECLAP Ltda e Presidente do SINPLAST), Paulo Sérgio Dias (*)(SINPLAST), Geraldo P. R. Fonseca (Borbonite e Presidente do SINBORSUL), Eliandro Bortoluzzi

(*)(SINBORSUL), Luis Carlos Fabian e Antonio Morschbacker (*)(OPP Petroquímica), Cláudio Pocos e Ney Kaminsky (*)(ULBRA), Roney Brognolli (*)(C.F.P. Nilo Betannin) e Ricardo Baumhardt Neto (IQ/UFRGS e ABPOL-Sul, coordenador do projeto).

O comitê executivo da PLAPSUL avalia neste mo-mento a possibilidade de continuidade da plataforma como entidade supra-institucional a contribuir com a organização e articulação do setor, ao mesmo tempo em que se dedica a ampliar as possibilidades de parce-rias entre empresas e instituições de ensino e pesquisa.

Referências

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