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Bol. da PM n.º 015 22FEV CD CRD CJ Orientações aos Colegiados

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Academic year: 2018

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13. ADITAMENTO - REFERÊNCIA.

Encontra-se aditado ao presente Boletim a seguinte publicação:

PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS DE JUSTIFICAÇÃO – RELATÓRIOS E HOMO-LOGAÇÕES

4

a

.PARTE

JUSTIÇA E DISCIPLINA

1. CONFECÇÃO DE CD E CRD NA CORPORAÇÃO – ORIENTAÇÕES AOS COLEGIA-DOS.REPUBLICAÇÃO

O Corregedor Interno da Polícia a Militar, considerando os equívocos que têm sido observados na confecção dos PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES no âmbito da Corporação (CD e CRD), orienta aos Colegiados que obedeçam rigorosamente as seguintes orientações:

1 – OPROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR(CD e CRD) é o instrumento através do qual a administração dá ao acusado ou revisionado a oportunidade para que ele possa se defender de um fato criminoso ou ilícito administrativo que lhe foi imputado, constante de umLIBELO, tendo como ori-gem a solução final de uma AVERIGUAÇÃO, SINDICÂNCIA, IPM, AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, pela prática de um delito de natureza militar ou comum, tendo como fundamento uma das condições previstas no art. 2º, incisos I a IV, do Decreto Estadual nº 2.155/78 ou art. 7º, incisos I a V, da Portaria PMERJ nº 0168/95. Pode-se até dizer que o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) é um DRD (Documentos de Ra-zões de Defesa) mais sofisticado, porque embora neste o acusado também se defenda de um fato que lhe foi im-putado, inclusive, com respaldo na AJMERJ, àquele se presta a mesma situação, porém, exige no seu curso que seja cumprido um rito específico, estabelecido nos dispositivos retro citados;

2 - Que recebido o Processo Administrativo Disciplinar, estando o acusado ou revisionado

APTOpara responder o processo, depois de submetido a exame de saúde na Seção de Perícias Médicas da Cor-poração e depois de lido o LIBELO ACUSATÓRIO, a Comissão deverá tomar o seu depoimento, conforme de-termina o art. 7º, caput, do Decreto Estadual nº 2.155/78 ou o art. 4º, da Portaria PMERJ nº 0168/95 e, a seguir,

OBEDECIDO O DISPOSTO NO ITEM 5, das presentes orientações, fazer a entrega da peça acusatória ao mesmo, mediante recibo, cabendo a defesa, a partir daí,CONFRONTAR O LIBELO, buscando desqualificar o fato imputado, através da arguição de uma escusa absolutória (vide como exemplos, art. 36 e art. 350, § 2º, ambos do CPM) ou erro administrativo; de negativa de autoria do fato criminoso ou ilegalidade administrativa; de uma sentença penal absolutória, onde conste taxativamente que o fato imputado não aconteceu ou que o réu não foi o seu autor; de uma causa de justificação (vide como exemplos, art. 17, c/c o seu parágrafo único, do RDPMERJ e arts. 39, 42 e 47, todos do CPM); de uma causa que exclui a culpabilidade (vide como exemplo, o art. 38, do CPM); de um incidente de insanidade mental (art. 48, CPM, c/c os arts. 156 usque 162, do CPPM); embriaguez involuntária, decorrente de caso fortuito ou força maior (vide art. 49, do CPM); solicitar ao Conse-lho a oitiva de pessoas ou qualquer outra diligência que possa modificar o fato provado; apresentação de prova documental ou exames periciais que provam a inocência do réu; etc., enfim, sempre procurando inverter o ônus da acusação que preliminarmente lhe foi imposta, sendo dispensável, portanto, que qualquer prova produzida no procedimento apuratório apenso ao feito, de iniciativa do Colegiado, seja repetida no seu curso, sob pena de a-cabar criando situações conflitantes com o fato culposo ou doloso atribuído, uma vez que, depois de passado mais tempo, com os ânimos mais calmos, não mais se conseguirá reproduzir prova alguma e aí o acusado con-segue se transformar em “inocente” de um dia para o outro.

Toda essa movimentação da defesa não transgride um dos princípios que rege o processo administrativo, chamadoOFICIALIDADE, no entanto, para também não violar o princípio doFAVOR REI,

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pelo Colegiado, escudando-se num outro PRINCÍPIO que também rege o Processo Administrativo, chamado

VERDADE MATERIAL, também conhecido como “DA LIBERDADE NA PROVA”, princípio, este, que consagra aPROVA INDIRETA NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO,ao autorizar que o poder público pos-sa se valer de qualquer prova que a autoridade procespos-sante ou julgadora tenha conhecimento, desde que a faça trasladar para o processo, ainda que reproduzidas em outro procedimento apuratório ou decorrentes de

fatos supervenientes que comprovem as alegações imputadas(MEIRELLES. Hely Lopes.Direito

Administra-tivo Brasileiro. 18ª ed. São Paulo: Malheiros, 1990, p. 587/588);

3 - Caso a submissão do policial militar a CD ou CRD se dê em decorrência de um auto de prisão em flagrante da instância comum ou militar, sustentada no Art. 2º, inciso I, letras “a”, “b” ou “c”, do De-creto Estadual nº 2.155/78 ou Art. 7º, inciso I, letras “a”, “b” ou “c”, da Portaria PMERJ nº 0168/95, será im-prescindível que seja publicado em BOL PM uma solução narrando o fato ocorrido, bem como, que cópia dos autos daquele procedimento, na sua versão original ou autenticada, seja anexada ao PAD, para que a adminis-tração possa se valer das provas nele produzidas, possibilitando, também, a chance da defesa contestá-las, assim como o LIBELO, ficando garantido, dessa forma, o respeito ao art. 5º, inciso LV, CF, que trata dos princípios do contraditório e da ampla defesa;

4 - Pode também o policial militar ser submetido a Processo Administrativo Disciplinar, por estar com a PRISÃO PREVENTIVA ou TEMPORÁRIA DECRETADA pela justiça comum ou militar, mas, neste caso, deve a autoridade administrativa (a CIntPM, no caso de CD e Comandantes, Chefes ou Direto-res de OPM, no caso de CRD), antes, solicitar à autoridade judiciária ou policial competente, cópia de todas as provas que deram origem a medida acautelatória (técnicas, testemunhais, reconhecimentos feitos, acareações, etc.), na sua versão original ou comCÓPIAS AUTENTICADAS, juntando tudo na Portaria de Instauração, pa-ra que tais provas possam ser utilizadas regularmente pelo Colegiado, valendo-se doPRINCÍPIO DA VER-DADE MATERIAL;

5 – Para que o colegiado possa proceder regularmente de acordo com os itens 1 a 4, alhu-res, no momento da entrega do LIBELO ao acusado seria conveniente que este esteja instruído com a fonte de todas as provas que se encontram nos autos do procedimento apuratório precedente, tais como: cópia do parecer do encarregado e da solução publicada em boletim; oitiva das testemunhas e dos acusadores; exames, perícias e avaliações; reconhecimentos feitos, de pessoas ou coisas; diligências realizadas; auto de busca e apreensão de materiais; e tudo mais que serviram para compor a peça acusatória e comprovar o fato imputado. Todo esse cui-dado fará evitar que a defesa invoque em favor do acusado a ofensa ao princípio do contraditório e da ampla de-fesa, criando, dessa forma, dificuldade para a administração na instrução e no veredicto final do feito. E tudo is-so amarrado no texto da peça acusatória, dizendo que se encontram ANEXOS os seguintes documentos: xxxxxxxxxxxx;

6 - Caso a defesa solicite a oitiva de determinada testemunha ou do próprio acusador ou qualquer outra diligência no curso do PAD, mesmo que venha a ser iterada, exceto os exames, perícias e avalia-ções, que nem no Juízo penal se repetem, salvo erro ou motivo de anulação comprovada ou outra condição que justifique a solicitação, o colegiado não pode negar o pedido, sob pena de ofensa ao princípio do CONTRADI-TÓRIO e da AMPLA DEFESA (vide art. 5º, inciso LV, CF, c/c o art. 9º, § 2°, Decreto Estadual nº 2.155/78 e art. 6º, § 2°, da Portaria PMERJ 0168/95), no entanto, o não comparecimento não tem o condão de fazer perecer as provas produzidas anteriormente no procedimento apuratório que deu azo ao fato imputado, até pela orienta-ção dada no item anterior, uma vez que o Conselho ou a Comissão não pode obrigar ninguém a depor ou reco-nhecer pessoa ou coisa no curso do PAD, salvo policiais militares testemunhas, pelo fato deste não ser INQUI-SITORIAL, razão pela qual não exige o mesmo formalismo doPROCESSO PENAL, tanto é verdade que o art. 10, caput, do Decreto Estadual nº 2.155/78, disciplina o seguinte:O Conselho de Disciplina PODE (grifo nosso)inquirir o acusador ou RECEBER (grifo nosso), por escrito, seus esclarecimentos, ouvindo,

posteri-ormente, a respeito, o acusado. E o art. 5º, da Portaria PMERJ 0168/95, diz o seguinte:Aos membros da

Co-missão de Revisão Disciplinar É LÍCITO(grifo nosso)reperguntar ao Revisionado e às testemunhas sobre o

objeto da acusação e propor diligências para o esclarecimento dos fatos. Com definição quase idêntica a

ante-rior, diz o art. 8º, do Decreto Estadual nº 2.155/78:Aos membros do Conselho de Disciplina É LÍCITO(grifo nosso)reperguntar ao acusado e às testemunhas sobre o objeto da acusação e propor diligências para o

es-clarecimento dos fatos. Depois também, por um outro princípio, chamadoINFORMALISMO,o processo

ad-ministrativo disciplinar dispensa ritos sacramentais e formas rígidas, principalmente para os atos a cargo do particular, bastando, apenas, as formalidades estritamente necessárias à obtenção da ceteza jurídica e à

se-gurança procedimental(MEIRELLES. Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 18ª ed. São Paulo:

Ma-lheiros, 1990, p. 587).

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Co-legiados, não sendo instados pela defesa, não têm a obrigação de cumprir o conteúdo dos citados artigos, o que somente deve acontecer havendo necessidade de compor a prova, mas sempre garantindo ao acusado o cumpri-mento dos princípios do CONTRADITÓRIO e da AMPLA DEFESA, o que seria indispensável, diante da possibilidade da oitiva de determinada pessoa ou diligência encetada, acrescentarem mais indícios que não constam do LIBELO e no processo como um todo, não significando dizer, portanto, que a falta do compareci-mento de determinada pessoa possa ser usada como motivo de absolvição, tal como, inadivertidamente, vem sendo observado nos Conselhos e nas Comissões, mesmo porque, se as provas produzidas em desfavor do acu-sado e que serviram de base para descrever a peça acusatória, estão claras e robustas nos autos, bem como, se a autoridade processante pode se valer doPRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL, citado alhures, para que repeti-las, ex officio, no curso do processo, se utilizando dos dispositivos retromencionados? O procedimento

apuratório correspondente ao fato ilícito, anexados aos autos do PAD (AVER, SIND, IPM, APF, etc.), como parte integrante deste e que estará sempre à disposição da defesa, então serviu para quê?

Depois também, sabe-se que os acusadores ou as vítimas raramente comparecem para de-por contra policiais ou reconhecer pessoa ou coisa, de-por temerem que algum mal injusto lhes possam acontecer no futuro, pelo fato de terem que ficar frente a frente com o acusados ou revisionados e, assim, um juízo de convicção jamais seria formado pela administração, o que tornaria o PAD de umaINUTILIDADE ABSOLU-TA, além de prejudicá-la de exercer a sua independência em relação à instância penal, antecipando uma sanção interna correspondente ao ilícito cometido pelo policial militar;

7 – Ao submeter o policial militar a CRD, o Comandante da Unidade ou a autoridade competente deve observar o rigor do art. 6º, da Portaria PMERJ 0168/95, sob pena de NULIDADE. Como e-xemplo hipotético, num procedimento apuratório em que ficou constatado na solução final que uma guarnição, composta por 03 policiais militares, encontrava-se fazendo operação A REP 3, sem autorização de quem de di-reito, tendo o fato sido inicialmene denunciado na Ouvidoria da PM, a Portaria de Instauração deve ser formali-zada nos seguintes termos:

Submeter a CRD o CB PM xxxxxx, SD PM xxxxxx e SD PM xxxxxx, todos do xxxx BPM, com fulcro no art. 1º e art. 7º, inciso I, letras “a” e “b”, da Portaria PMERJ nº 0168/95,por terem proce-dido incorretamente no desempenho do cargo, tido conduta irregular e praticado ato que afeta o SENTI-MENTO DO DEVER, porque, quando de serviço no dia xxx de xxxx do ano de xxxx, foram flagrados pelo Oficial Supervisor realizando operação policial militar não autorizada, abordando veículos na Rua tal, em frente ao nº tal, quando deveriam estar com a viatura baseada no local tal, entre 18 hs e 06 hs, cumprindo o que previa o planejamento da Unidade, dando azo, com tal procedimento, a que o fato fosse denunciado na Ouvidoria da PM, incidindo, assim, nas transgressões previstas no art. 14, inciso II; números 07, 20, 25 e 26, do inciso II, do Anexo I, com as agravantes dos incisos II, IV, V, VIII e X, do art. 19, tudo do RDPMERJ.

Quanto aos LIBELOS, que deverão seguir os mesmos termos da Portaria de Instauração, que, por sua vez, seguirá a nota de publicação em Boletim da autoridade processante, serão entregues a cada um dos revisionados e redigidos da seguinte forma:

Faço saber que de acordo com o art. 1º e art. 7º, inciso I, letras “a” e “b”, ambos da Por-taria PMERJ nº 0168/95, cumprindo determinação do Sr. Comandante Geral ou Comandante tal, estás sen-do processasen-do nesta instância administrativa, pelos seguintes motivos: por ter procedisen-do incorretamente no desempenho do cargo, tido conduta irregular e praticado ato que afeta o SENTIMENTO DO DEVER, por-que, quando de serviço no dia xxx de xxxx do ano de xxxx, foi flagrado pelo Oficial Supervisor realizando operação policial militar não autorizada, abordando veículos na Rua tal, em frente ao nº tal, quando deveria estar com a viatura baseada no local tal, entre 18 hs e 06 hs, cumprindo o que previa o planejamento da Uni-dade, dando azo, com tal procedimento, a que o fato fosse denunciado na Ouvidoria da PM, incidindo, assim, nas transgressões previstas no art. 14, inciso II; números 07, 20, 25 e 26, do inciso II, do Anexo I, com as a-gravantes dos incisos II, IV, V, VIII e X, do art. 19, tudo do RDPMERJ.

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Tomando como exemplo o mesmo fato retratado anteriormente, sendo os policiais milita-res estáveis e da ativa, a Portaria de Instauração e o LIBELO, milita-respectivamente, deverão ser transcritos da se-guinte forma:

Submeter a CD o CB PM xxxxxx, SD PM xxxxxx e SD PM xxxxxx, todos do xxxx BPM, com fulcro no art. 1º e art. 2º, inciso I, letras “a” e “b”, ambos do Decreto Estadual nº 2.155/78, por terem procedido incorretamente no desempenho do cargo, tido conduta irregular e praticado ato que afeta o SEN-TIMENTO DO DEVER, porque, quando de serviço no dia xxx de xxxx do ano de xxxx, foram flagrados pelo Oficial Supervisor realizando operação policial militar não autorizada, abordando veículos na Rua tal, em frente ao nº tal, quando deveriam estar com a viatura baseada no local tal, entre 18 hs e 06 hs, cumprindo o que previa o planejamento da Unidade, dando azo, com tal procedimento, a que o fato fosse denunciado na Ouvidoria da PM, incidindo, assim, nas transgressões previstas no art. 14, inciso II; números 07, 20, 25 e 26, do inciso II, do Anexo I, com as agravantes dos incisos II, IV, V, VIII e X, do art. 19, tudo do RDPMERJ.

Faço saber que de acordo com o art. 1º e art. 2º, inciso I, letras “a” e “b”, ambos do De-creto Estadual nº 2.155/78, cumprindo determinação do Sr. Comandante Geral ou Comandante tal, estás

sendo processado nesta instância administrativa, pelos seguintes motivos:por ter procedido incorretamente

no desempenho do cargo, tido conduta irregular e praticado ato que afeta o SENTIMENTO DO DEVER, porque, quando de serviço no dia xxx de xxxx do ano de xxxx, foi flagrado pelo Oficial Supervisor realizan-do operação policial militar não autorizada, abordanrealizan-do veículos na Rua tal, em frente ao nº tal, quanrealizan-do de-veria estar com a viatura baseada no local tal, entre 18 hs e 06 hs, cumprindo o que previa o planejamento da Unidade, dando azo, com tal procedimento, a que o fato fosse denunciado na Ouvidoria da PM, incidindo, assim, nas transgressões previstas no art. 14, inciso II; números 07, 20, 25 e 26, do inciso II, do Anexo I, com

as agravantes dos incisos II, IV, V, VIII e X, do art. 19, tudo do RDPMERJ;

8 – Todos os documentos devem estar em ORDEM CRONOLÓGICA e LEGÍVEIS

(tem sido encontrado nos autos do PAD documentos praticamente em branco), principalmente, exames, perí-cias, avaliações e fotocópias de documentos, porque, senão, não será possível compreender como o fato aconte-ceu e nem fazer a leitura dos autos, dificultando sobremaneira a emissão de um juízo final da administração;

9 – Por força do disposto no Art. 5º, inciso LX, da CF, não é mais permitida a deliberação do Colegiado em Sessão Secreta, devendo o documento correspondente ser redigido sob o título de “ATA DA SESSÃO DE DELIBERAÇÃO”;

10 – Quando o Decreto Estadual nº 2.155/78, art. 16 e a Portaria PMERJ nº 0168/95, art. 23, permite a aplicação subsidiária das normas do CPPM, não significa dizer e fiquem alertos os Colegiados, que tais diplomas legais estão transformando o PAD em PROCESSO PENAL, porque isso não teria sentido, re-petindo, primeiro, por aquele não ser INQUISITORIAL e segundo, por não exigir que as provas construídas an-teriormente sejam reproduzidas no seu curso, conforme demonstrado alhures. Citando como exemplo, quando se deseja fazer um reconhecimento pessoal no PAD, como as normas deste não define o rito que deve ser segui-do, aplica-se subsidiariamente o art. 368 usque 370, do CPPM; outro exemplo, a peça acusatória (LIBELO), de-verá seguir os mesmos termos do art. 77, do CPPM, no que for aplicável, etc.;

11 – O fato imputado no LIBELO se deu em razão do disposto no art. 7º, incisos II a V, da Portaria PMERJ 0168/95 ou no art. 2º, incisos II a IV, do Decreto Estadual nº 2.155/78, quesão situações de fato ou fáticas, basta, nesses últimos, citando como exemplo uma condenação penal, anexar aos autos à cópia da sentença transitada em julgada, que serve como comprovante de que o fato aconteceu, devendo tal circuns-tância constar na Portaria de Instauração e na peça acusatória;

12 – O procedimento apuratório interno que deu origem ao PAD, em razão da administra-ção poder se valer doPRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL, deve sempre estar anexado nos autos deste na sua versão original, salvo o IPM, pelo fato do mesmo ter que ser remetido a AJMERJ ou os feitos advindos da instância penal, razão pela qual uma cópia autenticada e legível atende o requisito;

13 – A revogação do porte de arma de que trata as pubicações de submissão, refere-se à arma particular do policial militar e não se estende a que se encontra na carga da Corporação, razão pela qual, estando o acusado ou revisionado escalado nos serviços internos, pode esta última ser empregada regularmente;

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15 – Não se lavra APF de desertor capturado (foi remetida uma CRD a CIntPM nessas condições), uma vez que o TERMO DE DESERÇÃO lavrado contra si, o sujeita desde logo a prisão, nos ter-mos do art. 452, do CPPM;

16 – Durante o curso do PAD, antes de ouvir uma testemunha, esta deverá ser cientificada pelo Presidente do Colegiado de queSE MENTIR OU CALAR A VERDADEdurante a oitiva, estará sujeita aoCRIME DE FALSO TESTEMUNHO, consoante dispõe o art. 342, do CP, sendo ela civil, ou art. 346, do CPM, sendo ela militar da ativa. Sendo consumado o crime, o militar da ativa deverá ser autuado em flagrante, no âmbito da Unidade sede do Colegiado, enquanto o civil será encaminhado a DP da circunscrição, para que a autoridade policial competente proceda nos termos da lei; e,

17 – Aplicam-se ao CJ,Lei Estadual nº 427, de 10 de junho de 1981,no que for perti-nente, as mesmas orientações constantes desta publicação.

Republicado por haver sido alterado o item 4 e dado nova redação ao item 16, o qual pas-sou a figurar como número 17, nas presentes orientações. Em conseqüência, fica revogada a publicação anterior.

(Nota nº0592 de 22 Fev 08 - CInPM)

2. RETIFICAÇÃO DE PUBLICAÇÃO

No Bol da PM nº 007, de 12 de fevereiro de 2008, 4ª parte, tópico nº 10, página nº 50.

ONDE SE LÊ:

COMISSÃO DE REVISÃO DISCIPLINAR - DECISÃO – ANULAÇÃO -ARQUIVAMENTO DOS AU-TOS

Ref: CIntPM nº 20.777/07 – Portaria nº 0078/2528/2007

PRESIDENTE: TEN CEL PM RG 50.941 LUÍS CLÁUDIO LAVIANO, do BOPE.

ACUSADO: SD PM RG 69.384 EDINEI NASCIMENTO DE PAULA, do BOPE.

ORIENTADOR DE DEFESA:MAJ PM RG 35.778 RICARDO DE SOUZA SOARES, do BOPE. [...]

3 – arquivar os autos na CIntPM/SJD.

LEIA-SE:

COMISSÃO DE REVISÃO DISCIPLINAR - DECISÃO – ANULAÇÃO -ARQUIVAMENTO DOS AU-TOS

Ref: CIntPM nº 20.777/07 – Portaria nº 0078/2528/2007

PRESIDENTE: TEN CEL PM RG 50.941 LUÍS CLÁUDIO LAVIANO, do BOPE.

ACUSADO: SD PM RG 69.384 EDINEI NASCIMENTO DE PAULA, do BOPE.

ORIENTADOR DE DEFESA:MAJ PM RG 35.778 RICARDO DE SOUZA SOARES, do BOPE. [...]

3 – arquivar os autos no BOPE.

(Nota nº 0567 - 22Fev08 – CIntPM/RUP)

3. RETIFICAÇÃO DE PUBLICAÇÃO

No Bol da PM nº 189 , de 10 outubro 2007, 4ª parte, tópico nº 01.

ONDE SE LÊ:

AVERIGUAÇÃO – SOLUÇÃO – ARQUIVAMENTO DOS AUTOS Ref: CIntPM nº 13.632/2007 –1ª DPJM– Portaria nº030/2558/2007

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