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SONAE INDÚSTRIA, SGPS, S.A.

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SONAE INDÚSTRIA, SGPS, S.A.

Sede Social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia

Matriculada na C. R. C. da Maia sob o nº. 506 035 034

Capital Social: 700 000 000 euros

Pessoa Colectiva nº. 506 035 034

Sociedade Aberta

Relatório Anual

Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas

Exercício de 2011

(2)

Índice

RELATÓRIO DE GESTÃO ... 6

 

1.

 

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração ... 6

 

2.

 

Mensagem dos co-CEOs Rui Correia e João Paulo Pinto ... 6

 

3.

 

Relatório de Gestão ... 7

 

3.1.

 

Actividade Sectorial em 2011... 7

 

3.2.

 

Análise por Área Geográfica ... 8

 

3.2.1.

 

Península Ibérica... 8

 

3.2.2.

 

Europa Central (Alemanha, França e Reino Unido) ... 9

 

3.2.3.

 

Resto do Mundo (Canadá e África do Sul)... 10

 

3.3.

 

Actividade Financeira em 2011 ... 11

 

3.4.

 

Análise das Contas Individuais da Sonae Indústria, SGPS, SA ... 14

 

3.5.

 

Actividade desenvolvida pelos Membros Não-Executivos do Conselho de

Administração ... 15

 

3.6.

 

Gestão de Riscos ... 15

 

3.6.1.

 

Risco de crédito ... 15

 

3.6.2.

 

Riscos de Mercado ... 16

 

3.6.3.

 

Risco de Liquidez ... 16

 

3.6.4.

 

Riscos Legais ... 17

 

3.6.5.

 

Riscos Operacionais ... 17

 

3.7.

 

Relatório de Social e Ambiental ... 18

 

3.7.1.

 

Relatório Social ... 22

 

3.7.2.

 

Relatório ambiental ... 25

 

3.8.

 

Acções próprias ... 29

 

3.9.

 

Proposta de Aplicação de Resultados ... 29

 

3.10.

 

Perspectivas futuras ... 29

 

3.11.

 

Política de Dividendos ... 29

 

3.12.

 

Agradecimentos ... 29

 

RELATÓRIO DO GOVERNO DA SOCIEDADE ... 32

 

0.

 

Declaração de cumprimento ... 32

 

(3)

1.1.

 

Composição da Mesa da Assembleia Geral e duração do mandato ... 40

 

1.2.

 

Remuneração do Presidente da Mesa de Assembleia Geral ... 40

 

1.3.

 

Exercício de Direito de Voto e Representação de Accionistas na Assembleia Geral

41

 

2.

 

Órgãos de Administração e Fiscalização ... 43

 

2.1.

 

Órgãos Sociais ... 43

 

2.1.1.

 

Conselho de Administração ... 43

 

2.1.2.

 

Comissão Executiva ... 45

 

2.1.3.

 

Conselho Fiscal ... 47

 

2.1.4.

 

Revisor Oficial de Contas ... 47

 

2.1.5.

 

Secretário da Sociedade ... 47

 

2.2.

 

Controlo Interno, Auditoria Interna e Gestão de Risco ... 47

 

2.2.1.

 

Controlo Interno ... 47

 

2.2.2.

 

Auditoria Interna ... 48

 

2.2.3.

 

Gestão de Risco ... 49

 

2.2.4.

 

Responsabilidade do órgão de administração e do órgão de fiscalização nos sistemas

de controlo interno e de gestão de riscos ... 54

 

2.3.

 

Regulamentos de funcionamento dos órgãos da sociedade ... 55

 

2.4.

 

Identificação dos principais riscos económicos, financeiros e jurídicos a que a

sociedade se expõe no exercício da actividade ... 55

 

2.5.

 

Poderes do órgão de administração ... 56

 

2.6.

 

Politica de rotação dos pelouros do Conselho de Administração e designação e

substituição dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização ... 56

 

2.7.

 

Assistência às Reuniões do Conselho de Administração, das Comissões, do Conselho

Fiscal e da Comissão de Ética. ... 57

 

2.8.

 

Independência dos membros do Conselho de Administração ... 57

 

2.9.

 

Qualificações profissionais do Conselho de Administração, actividades profissionais

dos últimos cinco anos, e acções detidas e data da primeira designação e data de termo de

mandato ... 58

 

2.10.

 

Listagem das funções exercidas pelos membros do conselho de administração à data

de 31 de Dezembro de 2011 ... 60

 

2.11.

 

Identificação, independência, mandato, qualificações, actividades profissionais dos

membros do Conselho Fiscal e avaliação do auditor externo ... 63

 

2.11.1.

 

Identificação, Independência e mandato dos membros do Conselho Fiscal ... 63

 

2.11.2.

 

Qualificações profissionais dos membros do Conselho Fiscal, actividades profissionais

dos últimos cinco anos, acções detidas ... 64

 

2.11.3.

 

Listagem das funções exercidas pelos membros do conselho Fiscal à data de 31 de

Dezembro de 2011 ... 65

 

(4)

2.12.

 

Remunerações e Outras Compensações dos Administradores e membros do Conselho

Fiscal ... 66

 

2.13.

 

Política de comunicação de Irregularidades ... 71

 

2.14.

 

Comissões com competências especializadas ... 73

 

2.14.1.

 

Comissão de Auditoria e Finanças (BAFC) ... 74

 

2.14.2.

 

Comissão de Responsabilidade Social, Ambiente e Ética (SREEC)... 75

 

2.14.3.

 

Comissão de Nomeações e Remunerações (BNRC) ... 75

 

2.14.4.

 

Responsável pelo Governo Societário ... 76

 

3.

 

Informação ... 76

 

3.1.

 

Estrutura de Capitais ... 76

 

3.2.

 

Participações qualificadas, calculadas nos termos do art. 20º do CVM. ... 76

 

3.3.

 

Identificação dos accionistas titulares de direitos especiais ... 76

 

3.4.

 

Restrições à transmissibilidade das acções, tais como cláusulas de consentimento para

a alienação, ou limitações à titularidade de acções. ... 77

 

3.5.

 

Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a

restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto. 77

 

3.6.

 

Regras para alterações aos Estatutos da sociedade ... 77

 

3.7.

 

Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos

trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos

directamente por estes. ... 77

 

3.8.

 

Evolução da Cotação das Acções em 2011 ... 77

 

3.9.

 

Política de Distribuição de Dividendos ... 79

 

3.10.

 

Negócios com Partes Relacionadas ... 79

 

3.11.

 

Relações com Investidores ... 79

 

(5)

ANEXOS

Anexos ao Relatório de Gestão e Participações Qualificadas

Anexo a que se refere o artº. 447 do Código das Sociedades Comerciais Anexo a que se refere o artº. 448 do Código das Sociedades Comerciais Participações qualificadas

Declaração emitida nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do nº1 do Art. 245º do Código dos Valores Mobiliários

Demonstrações Financeiras Individuais

Demonstrações de Posição Financeira Demonstrações de Resultados por Naturezas Demonstrações do Rendimento Integral

Demonstrações de Alterações no Capital Próprio Demonstrações dos Fluxos de Caixa

Anexo às Demonstrações Financeiras Individuais

Demonstrações Financeiras Consolidadas

Demonstrações Consolidadas de Posição Financeira Demonstrações consolidadas de Resultados por Naturezas Demonstrações Consolidadas do Rendimento Integral

Demonstrações consolidadas de Alterações nos Capitais Próprios Demonstrações consolidadas dos Fluxos de Caixa

Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas

Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria e do Conselho Fiscal

Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira consolidada e individual

(6)

RELATÓRIO DE GESTÃO

1. Mensagem do Presidente do Conselho de Administração

“O mundo e nomeadamente a Europa, tem vindo a enfrentar uma crise financeira em moldes muito diferentes de todas as anteriores e de repercussões que nunca vivenciamos nem imaginamos anteriormente. O euro está a ser posto à prova e com ele todo um conceito de uma economia europeia integrada que foi criada com objectivos que agora são questionáveis. A crise da dívida soberana e a instabilidade do euro impõem uma nova ordem e nesse sentido, não apenas os governos têm que repensar o estado social, mas também, as empresas terão que se orientar para uma nova era global, mais exigente e com novos desafios.

Também a Sonae Indústria atravessou este ano um marco importante. Num período muito difícil resultante da combinação de uma crise internacional nos mercados financeiro e imobiliário, e tendo-se assistido a uma melhoria sustentada da performance operacional da empresa, há lugar para um novo ciclo, com uma performance significativamente melhor. Aprovamos neste ano 4 orientações estratégicas que acreditamos que nos permitem atingir tal melhoria:

(i) Construir uma equipa de elevada qualidade, com pessoas talentosas, capazes e comprometidas;

(ii) Criar uma cultura de alta performance, fomentando a excelência operacional e a inovação;

(iii) Ser uma empresa com enfoque no mercado, com uma oferta integrada e consistente; (iv) Desenvolver fábricas competitivas, com fornecimento seguro de madeira

O trabalho está já a decorrer, e a partir da Assembleia Geral Anual de accionistas, iremos reportar mais detalhes relativamente às iniciativas que estamos a implementar.”

2. Mensagem dos co-CEOs Rui Correia e João Paulo Pinto

“Apesar de, em 2011, termos enfrentado mais um ano difícil em termos de ambiente macroeconómico, particularmente no que diz respeito à construção residencial, é com prazer que reportamos mais um ano de melhorias, tendo atingido o melhor EBITDA recorrente desde 2007, e tendo já registado vários meses de resultado liquido positivo. Este é o nono trimestre consecutivo em que se regista uma forte tendência positiva no EBITDA recorrente dos últimos 12 meses. Em 2011, conseguimos atingir os 108 milhões de euros de EBITDA recorrente, 8% de 1,364 milhões de euros de volume de negócios. Esta melhoria de 2,4pp de margem EBITDA recorrente, quando comparado com 2010, foi registada com base em significativas melhorias de eficiência operacional, alcançadas em quase todas as fábricas nos 7 países onde operamos.

O volume de vendas em 2011 manteve-se no mesmo nível que em 2010, mas o volume de negócios subiu 6%, em resultado de alguma recuperação nos preços de mercado, devido a um melhor equilíbrio entre a oferta e a procura e à venda de um melhor mix de produtos. Ao comparar com 2010, os custos variáveis estão 8% acima, devendo-se tal aumento aos químicos e à madeira. Por outro lado, os custos fixos ficaram 2% abaixo.

(7)

Em termos de investimento, implementamos um projecto importante no Canada, aumentado a capacidade de processamento de madeira reciclada, com vista a diversificar o abastecimento, utilizando materiais mais sustentáveis e eficientes em termos de custo. Também iniciamos a expansão de capacidade de produção de MDF na África do Sul, com vista a substituir as importações para este mercado local. Adicionalmente, arrancamos com a reconstrução da área de preparação de partículas da fábrica de Knowsley, no Reino Unido, que foi destruída com um incêndio em Junho de 2011.

Este ano também conseguimos o refinanciamento da divida a vencer, apesar da difícil situação do mercado bancário. Contratamos um financiamento no valor de 50 milhões de euros na Sonae Indústria SGPS e de 81 milhões de dólares canadianos na Tafisa Canadá, com vista a diversificar as fontes de financiamento e adaptar o perfil de amortização da dívida à geração de cash flow esperado. Em 2012, prosseguiremos com a estratégia de refinanciamento que temos vindo adoptar com sucesso, refinanciando parte dos financiamentos que se vencem nos nossos bancos de relacionamento e levantando novos financiamentos em subsidiárias que têm um balanço mais forte. Também trabalharemos arduamente com vista a finalizar o processo de venda de imóveis “não core” bem como de activos industriais.

Relativamente a 2012, estamos confiantes, que continuaremos a melhorar o EBITDA recorrente suportado pela consolidação das melhorias alcançadas em 2011 e pela implementação de novas iniciativas alinhadas com a estratégia que temos vindo a seguir e que está focada no desenvolvimento de pessoas, excelência operacional, orientação para o cliente e melhor utilização da nossa base industrial. Se não houver nenhuma deterioração inesperada no ambiente macroeconómico durante 2012, esperamos voltar aos lucros, e alcançar um rácio Divida Liquida para EBITDA recorrente próximo de 5 (após ter já melhorado de 10,1 em 2010 para 6,6 em 2011), permitindo-nos continuar a melhorar o perfil de risco de crédito, diversificando as fontes de financiamento e refinanciando a divida a vencer.

Gostaríamos de agradecer aos nossos clientes, colaboradores, bancos e accionistas pelo seu contínuo apoio e confiança.”

% v a r

V o lu m e d e n e g ó c io s c o n s o lid a d o 1 .7 6 9 1 .2 8 3 1 .2 9 3 1 .3 6 4 6 %

E B IT D A 1 3 9 1 0 4 5 3 7 6 4 5 %

E B IT D A e x c lu in d o ite m s n ã o -re c o rre n te s 1 0 0 4 6 7 1 1 0 8 5 1 %

M a rg e m E B IT D A % e x c lu in d o ite m s n ã o -re c o rre n te s 5 ,7 % 3 ,6 % 5 ,5 % 7 ,9 %

R e s u lta d o L íq u id o a trib u ív e l a o s A c c io n is ta s (1 0 8 ) (5 9 ) (7 4 ) (5 8 ) 2 2 %

D ív id a L íq u id a C o n s o lid a d a 8 9 0 7 5 7 7 1 8 7 1 5 0 %

2 0 0 9 * 2 0 1 0 2 0 1 1 2 0 1 1 / 2 0 1 0 2 0 0 8

* Em Agosto de 2009 vendemos as nossas operações do Brasil

3. Relatório de Gestão

3.1. Actividade Sectorial em 2011

As condições de mercado do sector dos painéis derivados de madeira melhoraram ligeiramente pelo segundo ano consecutivo, quando comparando com os anos extremamente difíceis de 2008 e 2009, o que resultou numa subida da utilização da capacidade global. No entanto, a indústria foi negativamente afectada pela crise da divida soberana o que levou a um quadro macroeconómico menos favorável e ao consequente impacto negativo nos sectores de construção e mobiliário.

Sector Europeu da Construção e Mobiliário

(8)

confiança dos empresários e consumidores, o que também reduziu as previsões do sector da construção. A estimativa de 2011 ficou praticamente inalterada (em -0,6% em volume, de -0,4%), mas para 2012 e 2013, é agora estimado não ser superior a 1,1% em 2012 e 1,7% em 2013.

Alem disso, as exportações de mobiliário dos países UE27 caíram 4,5% em termos de volume (apesar de terem aumentado 0,3% em valor) nos primeiros 11 meses de 2011, de acordo com informações do Eurostat.

Sector Europeu de painéis derivados de madeira

De acordo com estimativas da European Panel Federation a produção de aglomerado de partículas nos países EPF subiu 1% (comparativamente com o período homólogo) para 31 milhões de m3, com vendas nacionais a recuperar 4% e as exportações a crescerem 6%. A produção de MDF desceu ligeiramente (0,6% comparativamente com o período homólogo) para cerca de 15 milhões de m3 com vendas nacionais estáveis (+0,1% comparativamente com o período homólogo). A produção de OSB manteve-se estável com quase 5 milhões de m3.

Pavimentos Laminados (Laminate Flooring)

Apesar de uma nova ligeira diminuição na intenção dos consumidores de construir ou reformar casas e apartamentos, a actividade de construção e as licenças de habitação terão supostamente recuperado ligeiramente em 2011. Neste sentido, os dados preliminares da EPLF (European Producers of Laminate Flooring), indicam uma previsão razoavelmente optimista para 2011.

Sector Norte Americano de painéis derivados de madeira

O consumo de MDF e de aglomerado na América do Norte, particularmente nos Estados Unidos, continuou a ser afectado por um mercado imobiliário ainda deprimido e uma indústria do mobiliário pressionada pelas importações. O consumo de aglomerado de partículas na América do Norte deverá ter crescido 1,5% em 2011, mas a partir de níveis muitos baixos. Estima-se que a procura interna de MDF tenha crescido 8% em 2011 comparado com o período homólogo.

Sector Sul Africano de painéis derivados de madeira

De acordo com as estatísticas locais, as licenças para construção residencial terão recuperado 7% entre Janeiro e Novembro em comparação com o ano anterior, e o sector mobiliário terá recuperado em 2011 2,3%, quando comparado com o período homólogo (de acordo com o Innomis).

3.2. Análise por Área Geográfica 3.2.1. Península Ibérica

A Península Ibérica continuou a enfrentar condições de mercado adversas, devido à situação macroeconómica e ao consequente anúncio de medidas de austeridade em ambos os países, que está a causar um ambiente económico muito deprimido que está já a ter impacto na procura. As licenças de construção para novas habitações em Portugal estão 20%1 abaixo dos valores do ano passado, após uma redução já sentida em 2010 de 9%2 em relação a 2009. A mesma situação é vivida em Espanha com uma redução de 13%3 em cima de outra redução já sentida em 2010 de 17%4.

O volume de vendas a partir da Península Ibérica no 4T11, quando comparado com 3T11 caiu 3% mas o volume de negócios subiu ligeiramente alcançando 92 milhões de euros. O

1

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Fevereiro 2012 (para o período entre Jan. e Nov.)

2

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Fevereiro 2012 (comparando 2010 com 2009)

3

Fonte: Ministerio de Fomento, Fevereiro 2012 (para o período entre Jan. e Nov.)

4

(9)

EBITDA recorrente recuperou de 5,3% para 7,5%, devido à adopção de uma diferente metodologia para alocação de custos fixos entre os trimestres, já referida anteriormente. Considerado a mesma base de alocação de custos utilizada no ano passado, do 3T11 para o 4T11, o EBITDA recorrente teria diminuído 1,5pp de 8,1% para 6,6% (em vez de subir de 5,3% para 7,5%). A causa principal para um EBITDA recorrente tradicionalmente mais baixo neste trimestre são os elevados custos variáveis por unidade produzida nesta altura do ano, nomeadamente os da madeira e os da energia, e particularmente este trimestre houve uma subida muito elevada do custo dos químicos. Também a menor actividade que caracteriza o mês de Dezembro impacta os resultados do último trimestre.

9 3 9 8 1 0 5 9 0 9 2 4,6% 6,7% 10,0% 5,3% 7,5% 5,9% 9,2% 8,1% 6,6% 4T 10 1T 11 2T 11 3T 11 4T 11

V o lu m e d e Neg ó cio s* e M arg em E BIT DA Reco rren te P en ín su la Ib érica € M n

341 367 384 9,9% 7,4% 7,5%

FY09 FY10 FY11

Volume de Negócios* e Margem EBITDA Recorrente Península Ibérica

€ Mn

- - - Percentagem de EBITDA Recorrente considerando a mesma repartição de custos fixos utilizada no ano passado * Inclui vendas entra empresas do grupo

Comparando FY11 com FY10, o volume de vendas a partir da Península Ibérica aumentou 1%, e o volume de negócios subiu 5%. A margem de EBITDA recorrente manteve-se em 7,5%, o que significa que o aumento do volume de negócios e a redução de custos fixos foram absorvidos pelos elevados custos dos químicos, da energia e da madeira.

3.2.2. Europa Central (Alemanha, França e Reino Unido)

Na Europa Central, a actividade tem vindo a recuperar, impactando positivamente o volume de negócios nesta região. Adicionalmente, a margem EBITDA recorrente continua a demonstrar as melhorias de eficiência implementadas.

167 195 199 184 182 -0,1% 1,5% 7,5% 7,1% 5,6% 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11

V olum e de Negócios* e M argem E BITDA Recorrente E uropa Central € M n 694 691 760 -4,0% 0,2% 5,4%

FY09 FY10 FY11

Volume de Negócios* e Margem EBITDA Recorrente Europa Central € Mn

* Inclui vendas entra empresas do grupo

Na Alemanha, as licenças de construção para novos edifícios foram 20%5 acima do período homólogo, o que indica que o mercado está a recuperar, ao comparar com o ano transacto, mas a um ritmo mais lento durante o 2S11. Durante o 4T11, comparado com o 3T11, o

5

(10)

volume de vendas e o volume de negócios desceram ligeiramente o que levou à queda de 1pp da margem de EBITDA recorrente. Comparando FY11 com FY10, o volume de vendas aumentou 4% e volume de negócios subiu 14%. Estes efeitos combinados com melhorias de eficiência levaram a uma subida da margem EBITDA recorrente em 3pp.

Em França, a procura de produtos para construção e mobiliário continua fraca, havendo no entanto algumas tendências positivas, como é o caso das licenças de construção de novas habitações que subiram 16%6, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Durante o 4T11, comparado com o 3T11, o volume de vendas caiu 6%, e o volume de negócios desceu 4%. Os custos variáveis subiram 6%, não apenas devido à subida dos custos da madeira em 6% mas também aos custos da energia que foram 14% mais elevados. Estes efeitos combinados levaram a uma queda da margem EBITDA recorrente de 8pp. Comparando FY11 com FY10, o volume de vendas aumentou 10% e o volume de negócio cresceu 19%, o que levou à recuperação da margem EBITDA recorrente em 14pp. No Reino Unido, as encomendas para novas habitações caíram 2%7, quando comparado com o período homólogo. No entanto, em Junho 2011, ocorreu um incêndio na fábrica do Reino Unido o que interrompeu a actividade normal de produção desde essa altura, tendo sido reiniciada no final de Janeiro de 2012. Entre Junho e Dezembro, o fornecimento de placas para os clientes do Reino Unido foi efectuado através de outras fábricas da Europa, o que dificulta comparações com o ano anterior.

Na Europa Central, do 3T11 para o 4T11, apesar da actividade ter sido afectada pelas condições de inverno, o volume de negócios apenas diminuiu 1% para 182 milhões de Euros e, o EBITDA recorrente caiu 1.5pp de 7,1% para 5,6%. Quando comparando FY11 com FY10, o volume de vendas subiu 1% e o volume de negócio cresceu 10% o que combinado com melhorias de eficiência operacionais levou a uma subida de 5pp da margem de EBITDA recorrente atingindo 5,4%.

3.2.3. Resto do Mundo (Canadá e África do Sul)

O desempenho no Canadá e África do Sul, reflecte a conjugação de distintas tendências do mercado e dos impactos específicos, o que dificulta comparações directas.

62 62 62 63 68

16,3%

12,7%

15,6% 17,0% 13,9%

4T10 1T11 2T11 3T11 4T11

Volume de Negócios* e Margem EBITDA Recorrente Resto do Mundo

€ Mn

263 251 255 15,3% 17,0% 14,8%

FY09 FY10 FY11

Volume de Negócios* e Margem EBITDA Recorrente Resto do Mundo

€ Mn

* Inclui vendas entra empresas do grupo

Na América do Norte, a construção de novas habitações recuperou 4%8 nos EUA mas recuou 4%9 no Canadá, o que demonstra existirem sinais de recuperação do mercado dos

6

Fonte: Service économie statistiques et prospective (Ministère de l'Écologie, de l'Energie, du Développement

durable et de l'Aménagement du territoire), Fevereiro 2012 (para o período entre Jan. e Novembro) 7

Fonte: Office for National Statistics UK, Fevereiro 2012 (para o período entre Jan. e Setembro)

8

Fonte: RISI Fevereiro 2012 (entre Janeiro e Dezembro, em relação ao mesmo período do ano transacto)

9

(11)

EUA. O volume de vendas no 4T11 contrariou o movimento sazonal geralmente negativo subindo 2%, incluindo uma maior percentagem de produtos de valor acrescentado vendidos, e o volume de negócios (em moeda local) foi 23% acima, quando comparando com o 3T11. No entanto, estes efeitos positivos não foram suficientes para superar a subida de 6% dos custos de produção, levando a uma queda da margem EBITDA recorrente de 3pp. Comparando o FY11 com FY10, o volume de vendas caiu 4% mas o volume de negócios (em moeda local) recuperou 2%. A nossa quota de mercado em 2011 voltou a aumentar, apesar de termos assistido a menores vendas10 desta indústria a partir do Canada. No entanto, a margem de EBITDA recorrente caiu 2,8pp devido aos custos variáveis mais elevados nomeadamente dos químicos, que estão 21% acima do custo do ano anterior. Na África do Sul, as licenças de construção residencial registaram um crescimento de 7%11. O volume de vendas e o volume de negócios em moeda local no 4T11, quando comparado com o 3T11 diminuíram 2% e 4%, respectivamente, devido à época de férias, o que levou à queda da margem de EBITDA recorrente em 2pp. Comparando o FY11 com o FY10, o volume de vendas aumentou 8% e o volume de negócios (em moeda local) subiu 6%. No entanto, a margem de EBITDA recorrente recuou 2pp devido à subida de 6% dos custos de produção (principalmente energia, químicos e madeira que estiveram 62%, 11% e 6% respectivamente acima, quando comparado com o ano anterior).

O Volume de Negócios no Resto do Mundo no 4T11 subiu 7%, quando comparado com o 3T11, totalizando 68 milhões de Euros mas a margem de EBITDA recorrente caiu 3pp para 14%. Esta redução de EBITDA recorrente é consequência de custos mais elevados. Quando comparado com FY10, o volume de negócios no FY11 subiu ligeiramente e a margem de EBITDA recorrente caiu 2pp para 15% do volume de negócios, devido aos custos variáveis mais elevados, nomeadamente dos químicos (que estão 21% acima no Canada e 11% acima na África do Sul).

3.3. Actividade Financeira em 2011

No FY11, o Volume de Negócios Consolidado foi de 1.364 milhões de Euros, 6% acima do valor alcançado no FY10. O EBITDA recorrente foi de 108 milhões de Euros, o que resultou numa recuperação de 2,4pp de margem de EBITDA recorrente, alcançando 7,9% de volume de negócios. Esta melhoria da margem resulta principalmente de um mercado mais forte e de ganhos de eficiência operacionais na Alemanha e em França.

320 352 356 326 331 4,5% 5,0% 9,9% 8,8% 8,0% 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11

Volum e de Negócios e Margem EBITDA Recorrente Consolidada € Mn

1.283 1.293 1.364 3,6% 5,5% 7,9% FY 09 FY 10 FY 11

V olum e de Negócios e M argem E BITDA Recorrente Consolidada

€ Mn

10

Fonte: CPA: Composite Panel Association

11

(12)

O EBITDA total12 em 2011 foi de 76 milhões de Euros, o que inclui cerca de 25 milhões de Euros da multa imposta pela autoridade da concorrência alemã à Glunz na Alemanha. Esta multa será paga em seis parcelas anuais: a primeira de 2 milhões de euros já foi paga em 2011, a segunda também no valor de 2 milhões de euros será paga em 2012, e as restantes de maior valor, seguidas de uma sétima que representa o pagamento de juros.

% v ar

V o lu m e d e n eg ó cio s c o n so lid ad o 1.217 1.293 1.3 64 6 %

Outros P roveitos Operacionais 75 66 67 2 %

E B IT D A 7 53 76 45 %

E B ITD A excluindo item s não-recorrentes 33 71 108 51 %

M arge m E B ITD A % excluindo item s não-recorrentes 2,7 % 5 ,5% 7,9%

A m o rtizações e depreciaçõ es (1 16) (95) (84) 12 %

P ro visões e P erd as de Im parid ade (29) (19) (18) 5 %

R esu ltad o s Op era cio n ais (93) (26) (8) 70 %

E ncargos F inanceiro s Líquido s (50) (47) (50) (7% )

D o s quais Juros Líquidos (29) (24) (30) (26% )

D o s quais D escontos F inanceiro s Líquidos (13) (13) (13) (0% )

R esu ltad o s an tes d e Im p o sto s (1 43) (73) (58) 20 %

Im p ostos (4) (2) (0) 87 %

D o s quais Im po stos C orrentes (1) (2) (3) (12% )

R esu ltad o L íq u id o a trib u ível ao s Accio n istas (1 46) (74) (58) 22 %

(m ilh õ es eu ro s)

2 009* 2011 201 1/

2 010 2 010

* Recalculado numa base comparável, excluindo os valores da operação do Brasil

O prejuízo liquido consolidado atribuível aos accionistas da Sonae Indústria no FY11 foi de 58 milhões de Euros, representando uma melhoria de 16 milhões de Euros quando comparado com FY10. Excluindo os custos referentes à multa, os prejuízos alcançados teriam sido de 33 milhões de euros.

Os juros líquidos no FY11 estão acima dos valores de FY10 em 6 milhões de Euros, devido à taxa de juro mais elevada.

V o lu m e d e n e g ó c io s c o n s o lid a d o 3 2 0 3 2 6 3 3 1 3 % 2 %

O utro s P ro ve ito s O p e ra c io na is 1 3 1 8 2 9 1 2 5 % 6 6 %

E B IT D A 1 0 2 6 (1 ) (1 1 4 % ) (1 0 5 % )

E B ITD A e xc luind o ite m s nã o -re c o rre nte s 1 4 2 9 2 6 8 5 % (8 % )

M a rg e m E B ITD A % e xc l. ite m s nã o -re c o rre nte s 4 ,5 % 8 ,8 % 8 ,0 %

A m o rtiza ç õ e s e d e p re c ia ç õ e s (2 1 ) (2 2 ) (1 9 ) 9 % 1 2 %

P ro vis õ e s e P e rd a s d e Im p a rid a d e (9 ) (1 ) 1 8

R e s u lta d o s O p e ra c io n a is (1 3 ) 5 4 1 3 3 % (1 4 % )

E nc a rg o s F ina nc e iro s L íq uid o s (1 2 ) (1 2 ) (1 3 ) (1 3 % ) (7 % )

D o s q ua is J uro s L íq uid o s (6 ) (8 ) (9 ) (3 4 % ) (8 % )

D o s q ua is D e s c o nto s F ina nc e iro s L íq uid o s (3 ) (3 ) (4 ) (9 % ) (1 3 % )

R e s u lta d o s a n te s d e Im p o s to s (2 5 ) (7 ) (9 ) 6 4 % (2 2 % ) Im p o s to s 1 (1 ) 5 D o s q ua is Im p o s to s C o rre nte s (1 ) (0 ) (1 ) (1 0 2 % ) (1 6 3 % ) R e s u lta d o L íq u id o a trib u ív e l a o s A c c io n is ta s (2 3 ) (9 ) (4 ) 8 2 % 5 2 % 4 T 1 1 / 3 T 1 1 4 T 1 0 4 T 1 1 / 4 T 1 0 (m ilh õ e s e u ro s ) 4 T 1 1 3 T 1 1

12

(13)

No 4T11, o Volume de Negócios Consolidado atingiu 331 milhões de Euros, o que representa uma recuperação de 2% face ao 3T11. No entanto, o aumento do custo das matérias-primas (não compensada por ajustamentos de preços), combinada com as medidas de redução de stock implementadas, levou a uma queda de 0,8pp no EBITDA recorrente, para 26 milhões de euros (8% do Volume de Negócios). O EBITDA total no 4T11 foi negativo em 1 milhão de euros, o qual inclui cerca de 25 milhões de Euros da multa, que estavam já registados na conta de provisões deste o 2T11.

(milhões euros)

Activos Não Correntes 1.135 1.103 1.081 1.049 1.064

Imobilizações Corpóreas 984 953 935 905 915

Goodwill 94 93 93 93 93

Impostos Diferidos Activos 40 38 36 34 38

Outros Activos Não Correntes 17 19 17 17 18

Activos Correntes 351 383 398 398 368

Existências 129 138 147 145 137

Clientes 159 202 202 191 158

Caixa e Investimentos 27 11 14 10 24

Outros Activos Correntes 35 33 34 52 48

Total do Activo 1.486 1.486 1.478 1.447 1.432

Capitais Próprios 298 269 244 231 236

Interesses Minoritários 1 1 0 0 0

Capitais Próprios + Interesses Minoritários 299 270 244 232 236

Dívidas a Terceiros 745 740 742 734 739 CP 175 140 116 106 157 MLP 570 599 626 628 581 Fornecedores 152 185 174 168 161 Outros Passivos 290 291 318 313 296 Total do Passivo 1.187 1.216 1.234 1.215 1.196

Total do Passivo, Capitais Próprios e

Interesses Minoritários 1.486 1.486 1.478 1.447 1.432

Dívida Líquida 718 729 728 724 715

1T11

2010 1S 11 9M11 2011

No 4T11, o prejuízo líquido consolidado atribuível aos accionistas da Sonae Indústria, foi de 4 milhões de Euros, uma melhoria de 19 milhões de Euros face ao 4T10.

Durante o ano de 2011, o Activo Fixo aumentou 35 milhões de Euros, dos quais 26 milhões de euros são na sua maioria relacionados com investimentos em manutenção, segurança, saúde e ambiente. Cerca de 3 milhões de euros foram investidos num projecto no Canada para aumentar a capacidade de utilização de madeira reciclada na linha de produção mais

10 4 6 7 4 7 7 7 9 4 7 14 28 22 35 0 5 10 15 20 25 30 35 40 2009 2010 2011

Activo Fixo Adicional

(14)

recente e 6 milhões de Euros estão relacionados com a reconstrução da fábrica do Reino Unido, que foram pagos ao abrigo do programa de seguro.

Durante o 4T11, o fundo de maneio13 reduziu em 34 milhões de Euros, o que permitiu voltar a diminuir a divida líquida em 9 milhões de euros. Apesar dos custos das matérias-primas terem sido 8% mais elevados em 2011, quando comparado com 2010, conseguiu-se melhorar o fundo de maneio reduzindo-o em 2 milhões de Euros. Este efeito, combinado com a restrição dos investimentos, permitiu reduzir a dívida líquida em 3 milhões de euros.

O rácio Divida Liquida para EBITDA recorrente cai de 10,1x há um ano atrás para 6,6x nos últimos 12 meses. A divida líquida reduziu em 42 milhões de euros desde 2009 e em 3 milhões de euros durante o ano passado. O EBITDA recorrente é 62 milhões de Euros acima quando comparado com 2009 e 36 milhões de Euros mais elevado do que em 2010. Este é o nono trimestre consecutivo em que se regista uma forte tendência positiva no EBITDA recorrente dos últimos 12 meses.

3.4. Análise das Contas Individuais da Sonae Indústria, SGPS, SA

A Sonae Indústria, SGPS, SA, enquanto sociedade mãe do grupo Sonae Indústria, é responsável por definir as directrizes estratégicas para o grupo, gerir as participações e

13

Fundo de Maneio = Existências + Clientes - Fornecedores

0 100 200 300 400 500 1T 09 1S 0 9 9M 0 9 20 09 1T 10 1S 1 0 9M 1 0 20 10 1T 11 1S 1 1 9M 1 1 20 11 FUNDO DE MANEIO: 2009 - 2011 € Mn 400 500 600 700 800 900 1.000 1.100 1.200 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 18,0 20,0 1T10 1S10 9M10 2010 1T11 1S11 9M11 2011 Dívida Líquida (milhões Euros) Dívida Líquida/  EBITDA Recor.

Dívida Líquida / EBITDA  Recorrente Dívida Líquida

(15)

monitorizar a actividade das suas subsidiárias. Entre as várias actividades, a sociedade é responsável pela função financeira global, alocando fundos e gerindo as necessidades de tesouraria das suas subsidiárias.

3.5. Actividade desenvolvida pelos Membros Não-Executivos do Conselho de Administração

Todos os administradores não executivos da Sonae Indústria integram uma das Comissões do Conselho de Administração com Competências Especializadas, (a descrição pormenorizadas das suas funções está descrita no Relatório do Governo da Sociedade). Nesse foro aqueles administradores analisam as matérias que são da competência da respectiva Comissão, dando directrizes à sociedade sobre as mesmas e apresentando propostas ao Conselho de Administração. Para além dessa participação nas Comissões Especializadas, os administradores não executivos participam activamente nas reuniões do Conselho de Administração, onde discutem e questionam as matérias em análise. Os membros não executivos do Conselho de Administração participam igualmente, de acordo com a experiência profissional que possuem, na análise da optimização da estrutura industrial, projectos de expansão e de reestruturação, no desenvolvimento de contactos internacionais relevantes com possíveis parceiros e autoridades, no âmbito das áreas geográficas em que a sociedade está actualmente presente ou em que equaciona poder vir a investir.

3.6. Gestão de Riscos 3.6.1. Risco de crédito 1. Créditos sobre clientes

O risco de crédito, na Sonae Indústria, resulta maioritariamente dos créditos sobre os seus Clientes, relacionados com a actividade operacional.

O principal objectivo da gestão de risco de crédito, na Sonae Indústria, é garantir a cobrança efectiva dos recebimentos operacionais de Clientes em conformidade com as condições negociadas.

De modo a mitigar o risco de crédito que decorre do potencial incumprimento de pagamento por parte dos Clientes, as empresas do Grupo expostas a este tipo de risco têm:

- Constituído um Comité de análise e acompanhamento do Risco de Crédito;

- Implementado processos e procedimentos pró-activos de gestão de crédito sempre suportados por sistemas de informação;

- Mecanismos de cobertura (seguros de crédito, cartas de crédito, etc).

Para promover uma troca de experiências num nível horizontal mais amplo, a Sonae Indústria criou o “Fórum de Gestão de Risco de Crédito”. O objectivo é partilhar experiências, competências e informações que irão promover a definição de directrizes e implementação de acções chave que sejam sustentáveis.

2. Outros activos financeiros para além de créditos sobre clientes

Para além dos activos resultantes das actividades operacionais, as empresas do Grupo detêm activos financeiros decorrentes do seu relacionamento com Instituições Financeiras, tais como depósitos bancários, investimentos financeiros e derivados financeiros (com valor de mercado positivo). Consequentemente, existe também risco de crédito associado ao potencial incumprimento pecuniário das Instituições Financeiras que são contraparte nestes relacionamentos.

(16)

3.6.2. Riscos de Mercado 1. Risco de Taxa de Juro

Em resultado da proporção relevante de dívida a taxa variável nas suas Demonstrações Consolidadas de Posição Financeira, e dos consequentes cash flows de pagamento de juros, a Sonae Indústria encontra-se exposta a risco de taxa de juro.

Regra geral a Sonae Indústria não cobre por meio de derivados financeiros a sua exposição às variações de taxas de juro. Esta abordagem baseia-se no princípio da existência de uma correlação positiva entre os níveis de taxa de juro e o “cash flow operacional antes de juros líquidos”, que cria um hedging natural ao nível do “cash flow operacional após juros líquidos” para a Sonae Indústria.

Como excepções à política geral sobre gestão de risco de taxa de juro, a Sonae Indústria pode contratar derivados de taxa de juro.

2. Risco de Taxa de Câmbio

Enquanto Grupo geograficamente diversificado, com subsidiárias localizadas em três continentes diferentes, a Sonae Indústria encontra-se exposta a risco de taxa de câmbio. As Demonstrações Consolidadas de Posição Financeira e a Demonstração de Resultados encontram-se expostos a risco de câmbio de translação e as subsidiárias da Sonae Indústria encontram-se expostas a risco de taxa de câmbio tanto de translação como de transacção. Também como regra do Grupo, sempre que possível e economicamente viável, as empresas do Grupo procuram compensar os cash flows positivos e negativos denominados na mesma divisa estrangeira.

Ainda como regra geral, em situações em que exista risco cambial relevante em resultado da actividade operacional envolvendo divisas que não a divisa local de cada subsidiária, o risco cambial deve ser mitigado através da contratação de derivados cambiais levados a cabo na subsidiária exposta ao referido risco. As empresas do Grupo não contratam derivados cambiais com objectivos de trading, geração de proveitos ou fins especulativos. Como política, o risco de translação em resultado da conversão do investimento (Capitais Próprios) em subsidiárias não Euro, não é coberto uma vez que estes investimentos são considerados de longo prazo e se assume que a cobertura destes valores não acrescenta valor no longo prazo. Os ganhos e as perdas relacionados com a conversão a diferentes taxas de câmbio dos valores de Capitais Próprios denominados em outras divisas que não o Euro, são contabilizados na rubrica Reservas de Conversão, incluída na rubrica de outro Rendimento Integral Acumulado.

3.6.3. Risco de Liquidez

A gestão de risco de liquidez, na Sonae Indústria, tem por objectivo garantir que a sociedade possui capacidade para obter atempadamente o financiamento necessário para poder levar a cabo as suas actividades de negócio, implementar a sua estratégia, e cumprir com as suas obrigações de pagamento quando devidas, evitando ao mesmo tempo a necessidade de obter financiamento em condições desfavoráveis.

Com este propósito, a gestão de liquidez no Grupo compreende os seguintes aspectos: a) Planeamento financeiro consistente baseado em previsões de cash flows quer ao nível das operações (países), quer ao nível consolidado, de acordo com diferentes horizontes temporais (semanal, mensal, anual e plurianual);

b) Diversificação de fontes de financiamento;

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d) Contratação com Bancos de relacionamento, de linhas de crédito de curto prazo (committed e uncommitted), programas de papel comercial, e outros tipos de operações financeiras (como é o caso do programa de Securitização de créditos comerciais). Isto ajuda a assegurar um balanceamento entre níveis adequados de liquidez e de commitment fees suportados.

Ainda com o objectivo de mitigar o Risco de Liquidez, é política da Sonae Indústria não admitir nos seus contratos de financiamento, cláusulas relativas ao cumprimento de rácios financeiros que possam conduzir ao vencimento antecipado dos financiamentos. Esta política tem em linha de conta o carácter cíclico da indústria de painéis de madeira, o qual afecta directamente os valores observados para os rácios financeiros ao longo do ciclo económico

3.6.4. Riscos Legais

A Sonae Indústria e suas participadas estão obrigadas, e promovem activamente, o respeito pelas leis aplicáveis nos países e regiões em que operam. Mudanças nesses enquadramentos legais podem traduzir-se em alterações, ou mesmo restrições, às condições actuais de exploração, e podem originar custos acrescidos.

Entre Março de 2009 e Setembro de 2011, a Glunz AG, a GHP GmbH, e outros fabricantes alemães de painéis derivados de madeira foram submetidos a um procedimento de investigação pela Autoridade da Concorrência alemã por alegada violação do direito da concorrência. Um escritório de advogados líder do mercado alemão foi contratado para ajudar Glunz AG e GHP GmbH.

Em Julho de 2011, a Glunz AG, concordou com a Autoridade da Concorrência alemã (Bundeskartellamt) sobre os termos de um acordo (liquidação), que poria fim à investigação em curso, nos termos do qual a Glunz AG concordou em pagar uma multa de um montante a ser determinado, mas que não seria superior a 27,7 milhões de euros. Foi também acordado que a multa aplicada seria paga em seis parcelas anuais (as duas primeiras são de 2 milhões de euros cada, e as restantes de valores superiores), seguidas de uma sétima que representa o pagamento de juros.

Em Setembro de 2011, a Autoridade da Concorrência alemã emitiu uma decisão final de aplicação de uma coima de 27,7 milhões de euros à Glunz, a serem pagos nas condições acima referidas. Esta decisão foi posteriormente revista a pedido Glunz e o montante final da coima - emitido em Dezembro - foi reduzido para cerca de 25 milhões de euros, a ser pago em condições semelhantes.

A Sonae Indústria, SGPS, SA é, e pretende continuar a ser, justamente reconhecida pela forma como age de acordo com as regras e os valores da concorrência com base no mérito, na força dos mercados livres e respeito ilimitado para o consumidor. Para atingir esse objectivo, estão em vigor medidas para reforçar a promoção e divulgação das iniciativas de conformidade existentes dentro do grupo. Tais medidas incluem formação para os colaboradores, a fim de garantir que todas as partes da nossa organização, em todas as geografias têm uma consciência mais profunda e mais completa e um respeito mais rigoroso perante as suas obrigações legais.

3.6.5. Riscos Operacionais

O fabrico de painéis derivados de madeira é uma actividade industrial com um risco operacional muito significativo, quer de incêndio, quer de explosão. Consequentemente, a gestão de risco operacional desenvolve a sua actividade na implementação de normas e na escolha de sistemas passíveis de redução dos riscos das unidades industriais.

(18)

3.7. Relatório de Social e Ambiental O nosso contexto de negócio

Somos um dos maiores produtores mundiais de painéis derivados de madeira, com 27 fábricas localizadas em 7 países, distribuídos por 3 continentes. Em 2011, a nossa actividade englobava, a nível mundial, 4.71214 colaboradores e um volume de negócios de 1.364 milhões de euros. Os nossos produtos são vendidos em 92 países e temos uma capacidade produtiva anual superior a 7 milhões de m3 de painéis derivados de madeira.

Sites da Sonae Indústria (Dez. 2011)

A nossa história

Desde a fundação, em 1959, levámos a cabo um processo de expansão, concretizado de forma consolidada e durante um longo período, através de crescimento orgânico e de aquisições. Ao longo da década de 90, foram realizadas aquisições e efectuados investimentos significativos em projectos de raiz no Brasil, Canadá, África do Sul, Espanha e Reino Unido. Em 1998, através da aquisição do grupo alemão Glunz, expandimo-nos para a Alemanha e França. Em 2006, adquirimos os activos do grupo alemão Hornitex e uma fábrica de aglomerado de partículas em França (Darbo). Em 2007 a nossa produção de

14

(19)

painéis de crus tinha crescido para mais de 10 milhões de m3 que comparava com a penas 2 milhões de m3 em 1997.

Em 2008 e 2009 fomos forçados a tomar medidas de retracção, encerrando activos insustentáveis e desinvestindo em activos específicos perante a existência de melhores intervenientes, e a prosseguir a nossa actividade de forma mais eficiente e flexível do que anteriormente. Em 2008, encerrámos duas linhas: uma de aglomerado de partículas na fábrica de Valladolid (Espanha) e outra de MDF na fábrica de Meppen (Alemanha). Em Março de 2009, encerrámos as fábricas de aglomerado de partículas em Coleraine (Reino Unido) e em George (África do Sul). Para além destas, em Junho, encerrámos duas fábricas em França, St. Dizier e Châtellerault. No 4º trimestre de 2009, encerrámos a fábrica de Kaisersesch e no início de 2010, encerrámos a unidade de Duisburg (a qual tinha parado a produção no início de 2009). No decurso de 2009 e em linha com a estratégia de reforço do balanço, tomou-se a decisão de alienar as operações no Brasil, o que foi facilitado pelo processo de consolidação já a decorrer neste mercado. Em Abril de 2010, vendemos também a fábrica de Lure (França) à Swedspan, uma subsidiária do grupo INGKA (que também detém o grupo IKEA).

Evolução da capacidade deste 1992

O processo decisório subjacente ao encerramento das diversas unidades industriais assentou numa perspectiva, o mais abrangente possível, de análise custo-benefício, efectuada casuisticamente Esta incluiu os impactos sociais e ambientais, presentes e futuros, de cada operação.

Este processo de reestruturação resultou numa redução total da nossa capacidade produtiva de 2.600.000 m3 (incluindo 640.000 m3 de redução proveniente da venda da Tafisa Brasil) e na venda da unidade de Lure (em 2010). À data deste relatório, a nossa capacidade produtiva total era de praticamente 7.455.000 m3.

A nossa estrutura de capital

Sonae Indústria tem um accionista maioritário – EFANOR - que detém 51% do seu capital e é cotada na NYSE Euronext Lisbon.

0,83 1,7 6,71 7,34 10,1 8,0 7,5 7,5 0 2 4 6 8 10 12 1992 1997 1999 2004 2007 2009 2010 2011 Millions of m3 1993 Aquisição da Tafisa – o 2º maior produtor em Espanha – com unidades industriais em Espanha e no Canadá 1997 Período de Investimento em unidades novas no Brasil,

África do Sul e Reino Unido.

1999-2004 Reestruturação da Glunz Período de Investimento em Portugal, Espanha, Canadá e Brasil. Aquisição da Sappi na África do Sul. , , , 1998

Aquisição da Glunz com operações na Alemanha,

França e Reuno Unido.

2005 JV com a Tarkett (Alemanha) 2006 Aquisição da Hornitex e da Darbo ABRIL 2010 Venda da fábrica de Lure (França) 2008+2009 Fase de reestruturação AGOSTO 2009

Venda das operações no Brasil

(20)

Até 2005, a Sonae Indústria foi uma subsidiária da Sonae, altura em que decorreu um processo de autonomização (spin-off) desta sociedade, que passou a focar-se exclusivamente no seu negócio principal: a produção de painéis derivados de madeira. A nossa actividade está orientada para a melhoria do desempenho operacional e temos orgulho na solidez e eficiência da nossa força laboral. Através de regras claras de governo da sociedade, de uma gestão de risco eficiente e de uma preocupação genuína com o ambiente e a segurança das pessoas, o nosso propósito é sermos reconhecidos como um líder mundial sustentável no sector da indústria de painéis derivados de madeira.

Os nossos valores e estratégia

Os nossos valores representam a pedra fundamental sobre a qual construímos o nosso negócio e servem para orientar o nosso comportamento: Ambição, Inovação Autenticidade e Responsabilidade.

Nos últimos trimestres, temos vindo a dar especial atenção a 4 directrizes estratégicas que queremos prosseguir no longo prazo para melhorar significativamente a nossa performance. São elas:

1. Construir uma equipa de elevada qualidade, com pessoas talentosas, capazes e comprometidas

Um programa de alinhamento e desenvolvimento de pessoas está já a decorrer

2. Criar uma cultura de alta performance fomentando a excelência operacional e a inovação

Foi lançado um programa estruturado para desenvolver as melhores práticas e a partilha de conhecimento, reforçada por uma abordagem lean manufacturing

3. Ser uma empresa com enfoque no mercado e com uma oferta integrada e consistente

Foi lançada a colecção global Innovus que tem vindo a ganhar uma crescente aceitação pelos nossos clientes

4. Desenvolver fábricas competitivas, com fornecimento seguro de madeira

Estão a decorrer várias iniciativas que visam aumentar a flexibilidade de utilização da matéria prima utilizada (por exemplo o investimento no Canadá para aumentar a utilização de madeira reciclada numa das mais recentes linhas de produção)

Os nossos produtos e as suas variadas aplicações

Os painéis derivados de madeira são uma alternativa valiosa à madeira maciça com algumas vantagens claras, nomeadamente, a utilização eficiente das matérias-primas. Outra vantagem particular é a flexibilidade dimensional, que (em contraste com a madeira maciça) permite a produção de dimensões feitas-à-medida, as quais podem ser adaptadas aos requisitos das aplicações dos clientes. Assim, hoje em dia assistimos à substituição da madeira maciça pelos painéis derivados de madeira num número crescente de aplicações.

(21)

Os nossos produtos de base são o aglomerado de partículas (PB), muito versátil e indicado para a generalidade das utilizações nas indústrias de mobiliário e construção; o aglomerado de fibras de média densidade (MDF), um excelente substituto da madeira maciça e ideal para o mobiliário, pavimentos e indústria da construção; e os painéis de fibras orientadas (OSB), que são altamente resistentes e indicados para aplicações estruturais e não-estruturais na indústria da construção.

Mais de 50% da nossa produção é transformada em produtos de valor acrescentado, tais como os pavimentos laminados (laminate flooring) e os painéis revestidos a melamina (MFC). Estes, por sua vez, são utilizados numa enorme variedade de aplicações, tais como: mobiliário, pavimentos, gavetas, portas, embalagens, decoração de interior, assim como cozinha e utensílios de jardinagem.

Armazenamento de carbono em produtos derivados de madeira

Em tempos em que os eventos climáticos extremos, como inundações e secas, sinalizam que a mudança climática é muito mais do que uma discussão científica teórica, as sociedades em geral – e as empresas em particular – estão cada vez mais à procura de formas para combater estes novos cenários climáticos e realidades.

Os produtos derivados de madeira, têm um papel importante a desempenhar nesta realidade. A Sonae Indústria acredita que utilizar mais madeira representa um forte contributo para combater as alterações climáticas, porque pode, por um lado, reduzir as fontes de CO2, e por outro lado, aumentar os sumidouros de CO2 e o armazenamento de

carbono.

A redução das fontes de CO2 resulta da madeira ser um material que armazena energia,

podendo substituir, em diversas aplicações, outros materiais que usam mais energia – e geram mais emissões – durante a sua produção.

A utilização da madeira pode também aumentar os sumidouros de CO2 e o armazenamento

de carbono, uma vez que a própria floresta tem um papel único no sequestro de carbono da atmosfera – as florestas ao crescer, absorvem mais CO2, e os produtos florestais mantêm o

carbono armazenado durante sua vida útil.

A utilização de produtos de madeira estimula um maior crescimento da floresta, e um mercado eficiente para produtos de madeira oferece um incentivo financeiro para investir na gestão activa da floresta.

COZINHA/ESCRITÓRIO/MOBILIARIO DE CASA CONSTRUÇÃO

(22)

Adicionalmente, quando os produtos de madeira são reutilizados ou reciclados, o armazenamento de carbono é prolongado numa nova vida útil, evitando emissões de CO2

para a atmosfera.

Que quantidade de CO2 pode ser poupada com a utilização de madeira?

“O efeito combinado de armazenamento e de substituição de carbono significa que um metro cúbico de madeira armazena 0,9 toneladas de CO2 e substitui 1,1 tonelada - num total

de 2,0 toneladas de CO2"

Dr Arno Frühwald, Universidade de Hamburgo

Podem ser armazenadas 12-30 toneladas de carbono na construção e conteúdo duma casa média em madeira”

Dr Arno Frühwald, Universidade de Hamburgo

3.7.1. Relatório Social

As nossas pessoas

Na Sonae Indústria, esforçamo-nos por apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos colaboradores de modo a que possam atingir os seus próprios objectivos de desenvolvimento de carreira.

No final de 2011, a Sonae Indústria empregava 4.712 pessoas em 8 diferentes países.

(23)

Na Sonae Indústria a maioria dos nossos colaboradores têm entre 45 e 54 anos de idade e no total empregamos cerca de 16% de colaboradoras.

Nos últimos anos, a produtividade tem vindo a aumentar de uma forma muito significativa, especialmente devido ao processo de reestruturação que levamos a cabo.

22% 29% 34% 15% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% <=34 35 a 44 45 a 54 >=55 Força de Trabalho por idade 84% Sexo masculino  16% Sexo feminino 

Numero de colaboradores e produtividade

1) FTE's (Full tim e Em ployees) excluindo estagiários Productividade

2) Hornitex e Darbo BASE 100: 2002

(24)

O absentismo tem vindo a diminuir nos últimos anos

Principais Indicadores de Segurança e Saúde

O ano de 2011 foi o quinto ano consecutivo em que se conseguiu medir de uma forma sistemática e consistente os indicadores de desempenho de segurança e saúde nas fábricas da Sonae Indústria. Esses indicadores (consolidados no país e no mundo) são mostrados nas figuras abaixo.

Índice de casos de acidentes com baixa por País 

Em 2011 houve uma melhoria no índice de casos de acidentes com baixa apresentado este uma redução de 19% quando comparado com 2010. Desde 2008 houve uma diminuição de 31%, apesar de um desempenho não tão positivo em 2010.

6,3% 5,5% 5,7% 5,0% 5,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 6,0% 7,0% 2007 2008 2009 2010 2011 Absentismo  0 2 4 6 8 10 12

Iberia França Alemanha Reino Unido Canada Áf rica do Sul Sonae Indústria

Índice de casos de acidentes com baixa

(25)

 

Índice de gravidade 

Apesar da diminuição significativa do número de acidentes (índice de casos de acidentes com baixa), o índice de gravidade aumentou 24% em 2011 comparado com o ano anterior, devido principalmente a casos de dores prolongadas nas costas que originaram muito tempo fora do local de trabalho. Um programa específico para lidar com a causa destas lesões foi lançado. Globalmente, desde 2008 há uma diminuição de 5% do índice de gravidade no grupo.

Notas:

Casos de acidentes com baixa: qualquer acidente ou doença ocupacional que impeça o colaborador de apresentar-se ao trabalho, em qualquer turno subsequente e calendarizado. Acidentes fatais e doenças são considerados Casos de acidentes com baixa, independentemente do tempo que medeia o acidente e o falecimento em consequência da doença.

Índice de casos de acidentes com baixa: Número de casos de acidentes com baixa *200 000/ Número de horas trabalhadas. Representa o número de casos de acidentes com baixa por 100 trabalhadores (calculados numa base de 200,000 horas por colaborador (100 colaboradores a tempo inteiro, a trabalhar 50 semanas, 40 horas por semana).

Índice de gravidade = Número de dias de trabalho perdidos devido a casos de acidentes com baixa *1.000 / Número de horas trabalhadas

3.7.2. Relatório ambiental

Consumo de madeira (tonelada/m3 produzido) 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8

Iberia França Alemanha Reino Unido Canada Áf rica do Sul Sonae Indústria Índice de gravidade

FY'08 FY'09 FY'10 FY'11

0,70 0,71 0,70 0,72 0,70 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 2011 2010 2009 2008 2007

(26)

O consumo específico de madeira melhorou em relação aos valores 2010, numa tendência que foi registada ao longo de 2011. Todas as operações contribuíram para este progresso, com França a registar as maiores melhorias

Consumo de Madeira por tipo

No computo geral de abastecimento de madeira para todas as operações da Sonae Indústria a contribuição de madeira reciclada permaneceu estável quando comparado com os valores em 2010.

A contribuição relativa de rolaria aumentou durante 2011. A operação em Eiweiler (joint-venture com Tarket), bem como as operações francesas, foram as que mais contribuíram para essa tendência

Consumo de agua (m3/m3) - Municipal, à superfície e subterrânea

Consumo específico de água melhorou em relação ao ano de 2010, alcançando o melhor desempenho nos últimos 5 anos. As contribuições mais significativas para esta tendência foram a partir de França (principalmente Le Creusot) e Alemanha (principalmente Horn e Beeskow). 40% 43% 34 % 59% 55% 61% 38% 35% 41% 37% 18% 5% 84% 39% 22 % 22% 26% 3% 27% 95% 16%

FY'10 FY'11 Pen. Ibérica França Alemanha Reino Unido Canada Africa do Sul

0,49 0,54 0,57 0,57 0,55 0,0 0,2 0,4 0,6 2011 2010 2009 2008 2007

Consumo de água por m3produzido (m3/m3)

Reciclados

Subprodutos

(27)

Geração de Resíduos (kg/m3) – Resíduos perigosos e não perigosos

A geração de resíduos específicos melhorou consistentemente quando comparado com os valores de 2010 e de anos anteriores. França (principalmente Linxe & Le Creusot), e o Canadá foram as melhores performances a contribuir para esta melhoria. Apenas o Reino Unido foi uma excepção, com um aumento significativo deste indicador, afectado pela interrupção da actividade.

Sistemas de Gestão

Na Sonae Indústria, procura-se constantemente desenvolver e melhorar os sistemas de qualidade ambiental e de segurança e saúde.

Durante 2011, foram obtidas novas certificações para gestão ambiental (ISO 14001) para a operação de laminados de alta pressão na Maia e para a operação de aglomerado em Solsona, Espanha. Além disso, e seguindo os esforços da Sonae Indústria para desenvolver na sua cadeia de responsabilidade matérias-primas com base na floresta, várias operações alcançaram as suas certificações de PEFC (Programa para o Reconhecimento de Certificação Florestal) e de FSC (Forest Stewardship Council): Auxerre, Le Creusot e Ussel, em França; Horn e Nettgau, na Alemanha; Cuellar, em Espanha, e Alcanede, Castelo de Paiva e Vilela, em Portugal.

As especificações da Norma de Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS 18001) têm os requisitos para um sistema de gestão de segurança e saúde, que apoia o nosso compromisso com a Saúde interna e com as normas de segurança. Com vista ao controlo absoluto dos riscos em termos de Saúde e Segurança bem como da melhoria de desempenho, em linha com o compromisso da gestão de topo, foram obtidas novas certificações em três fábricas em OHSAS 18001: Linares, Valladolid e Cuellar, em Espanha.

25,4 29,1 33,9 40,0 35,6 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 2011 2010 2009 2008 2007

Geração de resíduos por m3

(28)
(29)

3.8. Acções próprias

A sociedade não adquiriu, nem alienou acções próprias durante o exercício. À data de 31 de Dezembro, a sociedade não detinha acções próprias.

3.9. Proposta de Aplicação de Resultados

A Sonae Indústria, SGPS, SA, enquanto sociedade gestora das participações sociais do grupo, com base nas contas individuais, gerou um Resultado Líquido no exercício de 2011 de 175.705,95 euros e, numa base consolidada, gerou um Resultado Liquido negativo de 57,800,172 euros.

O Conselho de Administração, irá propor, na Assembleia Geral de Accionistas, que o Resultado Líquido de 175.705,95 euros seja levado a resultados transitados.

3.10. Perspectivas futuras

Para 2012, esperamos que nossas margens de EBITDA continuem a melhorar, sustentada em mais eficiências operacionais, um enfoque mais forte no cliente com base numa oferta mais integrada e fiável e um maior equilíbrio entre oferta e procura na maioria dos mercados, onde operamos. É expectável que estes efeitos combinados nos permitam gerar margens de contribuição mais elevadas.

A gestão do fundo de maneio permanecerá como uma prioridade e continuaremos a ser muito selectivos nos investimentos a fim de alcançar maior desalavancagem em 2012.

3.11. Política de Dividendos

O Conselho de Administração definiu como objectivo a distribuição de 50% dos lucros da sociedade.

Em cada ano o rácio de pagamento real a ser proposto pelo Conselho de Administração terá em consideração o grau de solidez da estrutura de capitais da sociedade, assim como o plano de investimentos existente.

3.12. Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer a todos os colaboradores pela dedicação que têm demonstrado, principalmente neste ambiente de mercado menos positivo. Aproveitamos esta oportunidade para agradecer também aos nossos accionistas, clientes, fornecedores e comunidades locais pela confiança em nós depositada.

28 de Fevereiro de 2012

O Conselho de Administração,

(30)

_________________________ Álvaro Cuervo García

_________________________ Paulo Azevedo _________________________ Albrecht Ehlers _________________________ Rui Correia _________________________ João Paulo Pinto

(31)

RELATÓRIO DO GOVERNO DA

SOCIEDADE

(32)

RELATÓRIO DO GOVERNO DA SOCIEDADE

0. Declaração de cumprimento

A Sonae Indústria, SGPS, SA (Sonae Indústria) encontra-se sujeita ao Código de Governo das Sociedades publicado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários em Janeiro de 2010, o qual se encontra publicado no endereçowww.cmvm.pt.

Das recomendações constantes do Código de Governo a que se encontra sujeita a Sonae Indústria apenas não cumpre 2 das recomendações, pelas razões abaixo explicitadas. Além do cumprimento das obrigações legais e das recomendações do referido Código a Sonae Indústria, consciente da importância de um bom governo corporativo, quer para os seus negócios, quer para os seus accionistas, procura constantemente adoptar as melhores práticas em todas as áreas em que actua, tendo elaborado o seu próprio código de conduta, o qual pode ser consultado no sítio da sociedade www.sonaeindustria.com.

Durante o ano de 2011, o Conselho de Administração, deliberou introduzir algumas alterações no Código de Ética tendo as mesmas como objectivo reforçar o princípio, que já constava do mesmo, de que todos os administradores e colaboradores do Grupo devem pautar as suas condutas pelo estrito cumprimento das leis aplicáveis.

RECOMENDAÇÃO

Grau de

Cumprimento

Relatório do

Governo

I. ASSEMBLEIA GERAL

I.1 MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

I.1.1 O presidente da mesa da assembleia-geral deve dispor de

recursos humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas necessidades, considerada a situação económica da sociedade.

Cumpre 1.1 I.1.2 A remuneração do presidente da mesa da

assembleia-geral deve ser divulgada no relatório anual sobre o

governo da sociedade. Cumpre 1.2

I.2 PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA

I.2.1 A antecedência imposta para a recepção, pela mesa, das

declarações de depósito ou bloqueio das acções para a participação em assembleia-geral não deve ser superior a 5 dias úteis

Cumpre 1.3 I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da assembleia-geral, a

sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o período que medeia até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a antecedência exigida na primeira sessão

Cumpre 1.3

I.3 VOTO E EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO

I.3.1 As sociedades não devem prever qualquer restrição

estatutária ao voto por correspondência e, quando adoptado e admissível, ao voto por correspondência

(33)

electrónico.

I.3.2 O prazo estatutário de antecedência para a recepção da

declaração de voto emitida por correspondência não deve ser superior a 3 dias úteis.

Cumpre 1.3. I.3.3 As sociedades devem assegurar a proporcionalidade entre

os direitos de voto e a participação accionista, preferencialmente através de previsão estatutária que faça corresponder um voto a cada acção. Não cumprem a proporcionalidade as sociedades que, designadamente: i) tenham acções que não confiram o direito de voto; ii) estabeleçam que não sejam contados direitos de voto acima de certo número, quando emitidos por um só accionista ou por accionistas com ele relacionados.

Cumpre 1.3.

I.4 QUÓRUM DELIBERATIVO

As sociedades não devem fixar um quórum deliberativo

superior ao previsto por lei. Cumpre 1.3.

I.5 ACTAS E INFORMAÇÃO SOBRE DELIBERAÇÕES ADOPTADAS

Extractos de actas das reuniões da assembleia-geral, ou documentos de conteúdo equivalente, devem ser disponibilizados aos accionistas no sítio da Internet da sociedade no prazo de 5 dias, após a realização da assembleia-geral, ainda que não constituam informação privilegiada. A informação divulgada deve abranger as deliberações tomadas, o capital representado e os resultados das votações. Estas informações devem ser conservadas no sítio na Internet da sociedade durante pelo menos três anos.

Cumpre 1.3.

I.6 MEDIDAS RELATIVAS AO CONTROLO DAS SOCIEDADES

I.6.1 As medidas que sejam adoptadas com vista a impedir o

êxito de ofertas públicas de aquisição devem respeitar os interesses da sociedade e dos seus accionistas. Os estatutos das sociedades que, respeitando esse princípio, prevejam a limitação do número de votos que podem ser detidos ou exercidos por um único accionista, de forma individual ou em concertação com outros accionistas, devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos será sujeita a deliberação pela Assembleia Geral a alteração ou a manutenção dessa disposição estatutária – sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal - e que nessa deliberação se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione.

Cumpre 1.3.

I.6.2 Não devem ser adoptadas medidas defensivas que tenham

por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e a livre apreciação pelos accionistas do desempenho dos titulares do órgão de administração.

Cumpre 1.3.

Referências

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