• Nenhum resultado encontrado

As Perspectivas do Rádio Digital em Minas Gerais

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "As Perspectivas do Rádio Digital em Minas Gerais"

Copied!
33
0
0

Texto

(1)

Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte Comunicação Social – Jornalismo

As Perspectivas do Rádio Digital em Minas Gerais

Nome: Priscila Mendes

(2)

Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte

As Perspectivas do Rádio Digital em Minas Gerais

Projeto Experimental como pré-requisito para a obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo.

Aluna: Priscila Mendes Orientador: Profª. Mestre Patrícia Pinho.

(3)

Sumário

INTRODUÇÃO...05

1. A HISTÓRIA DO RÁDIO NO BRASIL...07

1.1 A implantação do rádio no Brasil...07

2. A ERA DIGITAL NO BRASIL...12

3. O RÁDIO DIGITAL EM MINAS...17

3.3.1 Os testes do Rádio Digital em Minas...17

3.3.2 Os modelos de Rádio Digital...19

IBOC (In Band On Channel)……….………...…...19

DRM (Digital Radio Mondiale)………...20

DAB (Digital Áudio Broadcasting)...20

ISDB (Integrated Services Digital Broadcast)……….20

4. AS PERSPECTIVAS DO RÁDIO DIGITAL NO BRASIL E EM MINAS...23

4.1 O que muda e as novas possibilidades...23

4.2 Interatividade...25

4.3 Acessibilidade e custo...27

CONCLUSÃO...31

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...32

(4)

RESUMO:

O rádio digital finalmente chega ao Brasil, e está em fase de teste desde 2005, autorizado pela Anatel. E, em Minas, as rádios autorizadas foram Rádio Globo e Rádio Itatiaia com o sistema IBOC.

Este trabalho aborda como estão os testes para a implantação do rádio digital, e as perspectivas do rádio digital em Minas Gerais. A escolha do tema se deu devido ao momento em que o Brasil discute a implantação da tecnologia digital no rádio.

PALAVRAS CHAVE:

(5)

INTRODUÇÃO

O tema escolhido para essa monografia foi a perspectiva do Rádio Digital em Minas Gerais, devido à expectativa na qual está sendo criada em torno da revolução tecnológica desse meio de comunicação tão presente na vida e no dia a dia de várias pessoas há mais de cem anos.

A escolha do tema se deu devido ao momento em que o Brasil discute a implantação da tecnologia digital no rádio, fazendo assim, surgir novas perspectivas para as emissoras. Como foi feito com a TV Digital.

A análise do conteúdo consiste em textos e artigos já publicados a respeito do tema O Radio Digital em Minas Gerais.

No capítulo I desta monografia, foi relatado um pouco da história do rádio no Brasil, de acordo com o livro de Tavares (1999) e Ortriwano (1985).

No capítulo II, passamos pela a história da Era digital no Brasil no que se refere aos meios de comunicação, como mudanças que aconteceram também no rádio, com citações de Moura (2002), Meditsch (1999) e Prata (2007).

O capítulo III já parte para os testes do rádio digital no Brasil, especificamente em Minas Gerais, e os modelos disponíveis, de acordo com artigos de Fialho (2006).

E, o último capítulo, IV relata a perspectiva, a interatividade, a acessibilidade e as novas possibilidades do rádio digital em Minas.

O desenvolvimento do trabalho se deu através de leituras e pesquisas realizadas em artigos de Prata, Del Bianco e em livros de outros autores que relatam como, por exemplo, a história do rádio no Brasil, primeiro meio de comunicação criado e o último a ser digitalizado.

O que se foi considerado como problema da pesquisa foi a perspectiva do rádio digital em Minas Gerais.

Os objetivos foram: quais as transformações do rádio digital em Minas, qual será o custo, migração do modelo analógico para o digital, os modelos disponíveis e os testados pelas rádios autorizadas a fazer o teste em Minas, quanto ao processo de regulamentação pela Anatel.

(6)

Com a digitalização do AM (Amplitude Modulada) e FM (Frequência Modulada), haverá mais qualidade de som. “A melhoria do som e a multiplicação das freqüências disponíveis deverão ser intensificadas com a entrada em cena da rádio digital” (Meditsch, 1999, p.109).

O rádio no Brasil, assim como a TV, é um dos meios de comunicação mais influentes devido à qualidade e instantaneidade com que se transmitem as informações.

De acordo com Lakatos (2001) a metodologia é a parte da pesquisa que abrange maior número de itens a ser respondido em um só tempo.

O tipo de pesquisa que foi utilizado nesse projeto foi à pesquisa exploratória que tem como objetivo proporcionar maior conhecimento sobre o problema da pesquisa, que aqui é saber As Perspectivas do Rádio Digital em Minas Gerais e torná-lo mais fácil de entender.

A técnica de pesquisa usada foi a documental que consiste em leituras de livros, artigos, documentos internos e externos disponibilizados por órgãos públicos e organizações, informações extraídas de jornais, revistas, internet e boletins.

(7)

A HISTÓRIA DO RÁDIO NO BRASIL

1.1 A implantação do rádio no Brasil

De acordo com Ortriwano (1985), o rádio no Brasil nasceu em Recife, no dia 6 de abril de 1919, quando com um transmissor importado da França foi inaugurada a Rádio Clube de Pernambuco por Oscar Moreira Pinto, que depois se associou a Augusto Pereira e João Cardoso Ayres.

Como conta Ortriwano (1985), oficialmente o rádio foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1922 nas comemorações do centenário da Independência, quando através de 80 receptores especialmente importados para a ocasião, algumas pessoas da sociedade carioca puderam ouvir em casa o discurso do Presidente Epitácio Pessoa. O discurso também foi ouvido nas cidades de Petrópolis, Niterói e São Paulo. O transmissor foi instalado no alto do Corcovado na Praia Vermelha e durante alguns dias, após a inauguração foram transmitidas óperas diretamente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Mas as transmissões foram logo encerradas por falta de um projeto financeiro que desse continuidade.

Ainda de acordo com Ortriwano (1985), a data considerada como oficial da instalação da radiodifusão no Brasil foi em 20 de abril de 1923. É quando começa a funcionar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquette Pinto e Henry Morize, uma rádio totalmente educativa e elitizada; pois só quem tinha poder aquisitivo podia mandar buscar no exterior os aparelhos receptores que até então, eram muito caros. A programação também era elitizada: trazia a cotação das bolsas do açúcar, do café, a previsão do tempo, ouvia-se também ópera com discos emprestados pelos próprios ouvintes, concertos, palestras culturais, poesias e outros. Mas para Roquette Pinto o rádio logo se transformaria em uma comunicação de massa. Nessa fase, o rádio se mantinha com mensalidades pagas pelos que possuíam aparelhos receptores e com doações eventuais de entidades privadas ou públicas.

Segundo Tavares (1999), nos anos 20 começava a surgir as rádios no Brasil, e no dia 30 de novembro de 1923, nascia a Sociedade Rádio Educadora Paulista, de São Paulo.

(8)

Pelotense e no Paraná, em Curitiba a Rádio Clube Paranaense. Tavares (1999), explica que, as rádios levavam os nomes de sociedades ou clubes, devido aos seus fundadores e seus associados.

Como ainda relata Tavares (1999), no dia 17 de junho de 1924, na capital paulista surgia a Sociedade Rádio São Paulo, transmitindo programas ao vivo realizados dentro de um auditório.

Em 7 de setembro do mesmo ano, surgia a Rádio Sociedade Rio Grandense em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No dia 20 de outubro foi a vez da Rádio Clube de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na cidade de Santos, também em São Paulo, no dia 26 de dezembro surgia a Rádio Clube de Santos Estação Miramar.

Em 1925, foi a vez da cidade de Franca, São Paulo com a Rádio Clube Hertz que em 1964 passou a se chamar Rádio Record de São Paulo.

Em 1926, no Rio de Janeiro, surgia a Rádio Educadora do Brasil e, em Minas Gerais, na cidade de Juiz de Fora, surgiu a Rádio Sociedade de Juiz de Fora. Em seguida, veio a Sociedade Rádio Cruzeiro do Sul, de São Paulo.

Em 1927, nascia a Rádio Gaúcha de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e, em Belo Horizonte, no mesmo ano nascia também a Sociedade Rádio Mineira que mais tarde passou a se chamar Sociedade Rádio Mineira de Belo Horizonte. Consta também o aparecimento da Rádio escola Municipal, da Prefeitura do Rio de Janeiro que depois passou a se chamar Rádio Roquette Pinto. Já no ano de 1928, em Belém do Pará, nasceu a Rádio Clube do Pará e, na cidade de Rio Preto, São Paulo a Sociedade Rádio Rio Preto.

Já de acordo com Ortriwano (1985), em 1931, o Governo Federal passou a regulamentar o rádio, definindo seus serviços como de interesse nacional e de finalidade educativa. A publicidade passou a ser permitida e veiculada no rádio por meio do Decreto n.º 21.111 de 1º de março de 1932, que foi assinado pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, surgindo nove anos depois da implantação do rádio no Brasil. Assim, o rádio foi passando a se tornar popular, voltado ao lazer e à diversão.

(9)

Depois da regulamentação da publicidade nas rádios, o interesse dos ouvintes em adquirir seu próprio receptor fez com que aumentasse o número de compra dos aparelhos receptores referente aos modelos mais recentes devido ao grande número de emissoras que surgiram na década de 30. Ainda, segundo Otriwano (1985), em 1934, foi criada “A voz do Brasil” e em 1935, a rádio Kosmos, de São Paulo, cria seu primeiro auditório e, a partir daí, surge a participação do público juntamente com os programas de auditório. No mesmo ano, o Jornal do Brasil do Rio de Janeiro criou sua emissora, a Rádio Jornal do Brasil, com o slogan “Música e notícia”.

De acordo com Ortriwano (1985), o rádio nos anos 40 entra na fase da ‘época de ouro do rádio brasileiro’, pois crescia a concorrência das rádios entre elas. A primeira transmissão do “Repórter Esso” aconteceu no dia 28 de agosto de 1941, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na voz de Romeu Fernandes. Em São Paulo, o “Repórter Esso” era transmitido pela Rádio Record com locução de Artur Piccinini.

Ortriwano (1985), esclarece que no ano de 1944, ocorreu um concurso para escolher a voz padrão do “Repórter Esso” e o concurso teve como vencedor Antônio Salgado, que não chegou a estrear devido a família ter se recusado a sair de Porto Alegre. Então, em seu lugar, foi chamado o segundo classificado, Heron Domingues, também gaúcho que estreou no programa no dia 3 de novembro de 1944 permanecendo até 1962.

Em outras cidades, o Repórter Esso também foi implantado, em Recife teve como locutor principal Edson de Almeida pela Rádio Jornal do Comércio; em Porto Alegre, Lauro Haggemann da Rádio Farroupilha; em Belo Horizonte, Aloísio Campos pela Rádio Inconfidência e Dalmácio Jordão pela Rádio Tupi. No dia 23 de novembro de 1968, a Rádio Globo do Rio de Janeiro, apresentou pela última vez o “Repórter Esso” com locução de Roberto Figueiredo.

(10)

De acordo Ortriwano (1985), nos anos 60, começam a surgir as primeiras emissoras em FM (Frequência Modulada) a primeira foi a Rádio Imprensa, do Rio de Janeiro e sua programação era baseada em música ambiente para um público determinado como hospitais, escritórios e também músicas mais alegres para residências, fábricas e indústrias.

Em 1967, a Rádio Panamericana, de São Paulo, volta com uma programação mais falada, onde a programação jornalística fica mais intensificada, os fatos passam a ocupar qualquer horário e qualquer programação da rádio. Em 12 de maio de 1967 é criada a Rádio Mulher, de São Paulo, primeira rádio brasileira voltada para o público feminino e com assuntos femininos como: moda, horóscopo, culinária, músicas românticas e outros.

Nos anos 70, cresce o número de emissoras operando em FM, todas voltadas para uma programação mais musical. As rádios FM passaram a se identificar melhor com determinados públicos, assim facilitando a programação das rádios nas classes que desejavam atingir. O Governo preocupado com a expansão de rádios no país, em 1976, cria a Radiobrás (Empresa Brasileira de Radiodifusão) que tinha como finalidade organizar emissoras.

Na opinião de Meditsch (1999), a chegada da freqüência FM melhorou a qualidade do som, também diminuiu custos e multiplicou o número de emissoras fazendo assim que aumentasse o número de opções nas escolhas musicais.

Assim, as emissoras voltadas para a informação ampliaram seus serviços com a participação de repórteres ao vivo dizendo onde estavam, informando a hora e improvisando falas nas entradas ao vivo, assim passando mais credibilidade aos ouvintes, foi o que aconteceu com a Rádio Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro em 1980. No final dos anos de 1982, a Rádio Jornal do Brasil é a primeira rádio a usar o CD (Compact Disc) disco com leitura a laser, facilitando assim a vida do programador musical da rádio.

(11)

Del Bianco (1999) explica que a primeira transmissão de áudio digital via satélite foi feita pela rádio Bandeirantes, de São Paulo em 1990, após a rádio Bandeirantes ter investido no sinal via satélite, fez com que outras rádios de outros estados também investissem nessa tecnologia, assim ampliando o número de emissoras filiadas, novos tipos de programações.

Quando o assunto se trata de Web rádio, de acordo com Del Bianco (1999) a primeira rádio a criar uma home page1, no ano de 1996, no auge dos computadores no Brasil, foi a rádio Transamérica, em abril do mesmo ano. Já Prata (2007), diz que a rádio Itatiaia foi a primeira rádio mineira a utilizar um canal via satélite para aumentar seu sinal de transmissão, utilizando a Rede Itasat, ainda de acordo com Prata (2007), a rádio Itatiaia trabalha com emissora própria e emissoras filiadas que captam as transmissões da emissora principal e as restrasmitem para a sua região na qual é transmitida simultaneamente em AM (610) e FM (95,7). A rádio também pode ser ouvida pelo site www.itatiaia.com.br.

Ainda de acordo com Prata (2007), é considerada uma web rádio uma emissora que possa ser acessada através de uma URL2, um endereço na internet e não mais pelo rádio analógico tradicional.

O advento da internet junto à web rádio faz surgir uma nova forma de radiofonia, onde o usuário não apenas ouve as mensagens transmitidas, mas também as encontra em textos, vídeos, fotografias, desenhos e hipertextos. (...) a web, na realidade, provocou uma gigantesca transformação nos sistemas de troca de informações conhecido até agora. (PRATA, 2007, p.7)

Outras emissoras também utilizam o sistema de transmissão via satélite no Brasil e as web rádios, fazendo com que assim o rádio viva um melhor momento em relação a qualidade do som se comparado ao ano de 1923 quando se refere a transmissão.

1 4 Home Page se trata de uma pagina na internet contendo informações, links e outros serviços da

(12)

A ERA DIGITAL NO BRASIL

2.2 A Era digital no Brasil

Os meios de comunicação se transformam a todo o momento, através dos avanços tecnológicos. A palavra digital se tornou sinônimo de qualidade, muito mais do que uma tecnologia.

Em novembro de 1990, como conta Moura (2002), começa a surgir no Brasil a Era Digital nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. E de acordo com Meditsch (1999), nos anos 90, a maior transformação tecnológica que ocorreu na rádio informativa foi a introdução das redes de computadores como ferramentas de trabalho como cita abaixo:

A primeira utilização do computador nas redações de rádio foi como processador de texto e terminal de recepção das agências de noticias, numa adaptação dos programas desenvolvidos para os jornais. Uma segunda geração de sistemas, já pensados em função da rádio, permite a gravação, o armazenamento e o processamento de sons, introduz a edição não-linear, assim como o planejamento da programação para um posterior comando facilitado a partir do estúdio ou das cabeças de redes interligadas por satélite. Os novos sistemas dispensam o uso de fitas e cartuchos magnéticos para armazenar o som, da mesma maneira como antes se eliminou a necessidade do papel para armazenar a escrita.

(MEDITSCH, 1999, p.110)

Ainda segundo Moura (2002), de 1994 a 1996, surgiu no Brasil os serviços de email e acesso a rede nacional. O auge da internet no Brasil aconteceu ao longo de 1996, tanto pelo crescimento de mercado, quanto pela melhoria dos serviços oferecidos na época pela Embratel. Segundo Moura (2002), em abril do mesmo ano nasceu o UOL (Universo On Line), lançado pelo Grupo Folha de São Paulo e o extinto Zaz, que hoje é o Terra, foi também criado no mesmo ano pelo grupo gaúcho RBS.

De acordo com Moura (2002), em 1997 a internet estava firme no Brasil, com muito conteúdo em Língua Portuguesa. No final de 1998, foi criado o primeiro serviço de email gratuito no Brasil, pelo Zipmail. Muita gente ainda não tinha internet em casa e acessava a rede do local de trabalho.

(13)

A internet vem provocando grandes mudanças no campo da comunicação devido ao pouco espaço e tempo que a notícia pode ser dada, mas não tira da rádio o seu papel importante de informar também com instantaneidade, como se refere Meditsch (1999).

Comunicações por micro-ondas, satélites, fibras óticas, redes digitais e celulares alteraram radicalmente as relações de espaço-tempo da aventura humana, mas não tiraram da rádio informativa o seu papel coadjuvante nesta aventura. Precursor de todas estas tecnologias, oportunisticamente foi incorporando e se adaptando a todas elas, superando-se para não ser superado. (MEDITSCH,1999, p.106)

Com a Era da informação e com o mundo mais digital, o Brasil vem alcançando posição de destaque de acordo com pesquisas realizadas referentes ao número de usuários na Internet e em Redes Sociais como ressaltou o site Relevância3 em um estudo realizado em setembro de 2009, mostrou que o uso de redes sociais é consideravelmente maior no Brasil que em outros países. De acordo com a pesquisa, cerca de 69% dos usuários de Internet no Brasil disseram participar de redes sociais é uma das atividades que realizam na Internet, contra 37% dos mexicanos e somente 21% dos Argentinos.

Ainda segundo a pesquisa, as principais redes sociais usadas pelos latino-americanos são o Orkut e MSN, também apresentando um quadro diferente dos EUA e Europa, onde Facebook e MySpace têm mais destaque. De acordo com a pesquisa divulgada no site Relevância, os entrevistados disseram que o que mais os atrai nestes sites são: a possibilidade de compartilhar e ver fotos de amigos, fazer novos amigos e manter contato com amigos.

Com a chegada da Era Digital, também cresceu o número de celulares e a banda larga móvel, de acordo com pesquisa realizada pela Agência Nacional de

Telecomunicações (Anatel) que divulgou os dados de janeiro de 2010 em seu site4, mostra que o número de usuários de telefonia móvel (os celulares) no Brasil chegou a 175,599 milhões. Já o acesso a banda larga (acesso a internet pelo celular) na tecnologia 3G (terceira geração) teve crescimento de 8,66 milhões em dezembro para 12,2 milhões em janeiro de 2010 e 13,5 milhões de acessos a internet pelo telefone fixo. O crescimento das vendas de mini-modens foi de 4,57 milhões em dezembro para 4,72 milhões em janeiro. Do total de aparelhos celulares 82,62 % são pré-pagos (cartão) e

3 www.relevancia.com.br

4

(14)

17,38% são pós-pagos (conta).

Segundo o site Ramalhodigital5, não só o Brasil, mas o mundo em si passou por uma grande revolução digital como segue a linha do tempo. Como já citado, o Rádio no Brasil foi oficialmente inaugurado em 1922. Depois do rádio, passamos para o LP (LongPlay) ou simplesmente Vinil criado em 1950, depois veio o Walkmam criado em 1977, pela marca Sony de acordo com o site Ramalhodigital.com. Em 1979, a empresa Philips lança o Compact Disc System, o tão conhecido hoje CD, que se trata de um mini toca disco com leitor a laser fazendo assim que o CD não se desgaste. Em 1987, nasce o MP3 que foi invenção dos alemães, de acordo ainda com o site Ramalhodigital.com. Meditsch (1999), também lembra a importância da transformação da revolução digital ao citar o CDs.

Em 1985, um grupo de técnicos contratados pela IBM para prever utilizações para as tecnologias em desenvolvimento não conseguiu imaginar os compact discs de som digital, que dez anos depois seria um equipamento de utilização doméstica difundido a todo o planeta.

(MEDITSCH, 1999, p.110)

Meditsch (1999) ainda ressalta “As novas utilizações das ferramentas tecnológicas vão depender então dos caminhos que vierem a ser adotados na evolução da rádio, tanto quanto os vão ajudar a definir.”

Ainda de acordo com o site Ramalhodigital, agora passamos para a revolução digital no visual, onde nasce a TV, em 1930 nos Estados Unidos e só chegando ao Brasil em 1950, na cor preta e branca, a TV em cores surgiu nos Estados Unidos, no ano de 1951 e chegando ao Brasil em 1962. Em janeiro de 1997, surge a TV de plasma e a mais atual que se conhece até hoje é a TV de led. Continuando nas referências do site, passamos para o Vídeo Cassete e a fita VHS (Vídeo Home System), criado em 1976, já o DVD (Disco Versátil Digital) veio em 1997, que é do tamanho de um CD comum, o produto foi lançado nos Estados Unidos.

A câmera fotográfica passa do preto e branco para o colorido e do analógico para o digital que chegou ao Brasil em 1991, fabricada pela Kodak e, para finalizar, o iPod criado em 2001 pela Apple, parecido com o MP3, ele é capaz também de armazenar músicas. Os computadores também passaram por revoluções passando do tradicional

5

(15)

para Laptop inventado em 1981, tornando-se o primeiro computador portátil, depois veio o Palmtop em 1993, lançado pela Apple.

No auge dos computadores no Brasil, a primeira rádio a criar uma home Page em 1996, de acordo com Del Bianco (1999) foi a rádio Transamérica.

Del Bianco (2004) descreve que no início dos anos 90, o rádiojornalismo também passou por mudanças devido o avanço da tecnologia como, por exemplo, com a chegada do uso dos celulares pelos jornalistas para as transmissões de notícias ao vivo, direto do local do acontecimento.

Essa tecnologia contribuiu para alterar o conceito de velocidade e instantaneidade na divulgação da informação. Tornou o jornalismo de rádio diário “mais quente” em relação aos demais. A cultura do “ao vivo”, presente na era analógica, agora foi reforçada. Trouxe o caráter de antecipação da informação rivalizando com a cobertura do jornal e TV. (DEL BIANCO, 2004, p.6)

Segundo ainda, Del Bianco (2004) outras digitalizações que contribuíram com a evolução do rádio na Era Digital no Brasil foi o processo de digitalização dos equipamentos que alterou de certa forma o processo de produção no radiojornalismo como um todo, por exemplo, a chegada do mini-disc mais conhecido como MD6, e os softwares como o Soud Forge7.

Já a partir do ano 2000, de acordo com Pessoa (2009) as emissoras de rádio passaram a investir na criação de web sites, na internet disponibilizando parte da programação, promoções e outros serviços.

Continuando a linha do tempo das evoluções da Era Digital no Brasil, de acordo com o site da Teleco8, em junho de 2006 o Brasil adotou o padrão japonês para a TV Digital – SBTVD-T (Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre) que ocorreu com o Decreto 5.820. E em Dezembro de 2007 na cidade de São Paulo (SP) aconteceu a primeira transmissão em HDTV (Televisão de Alta Definição). Ainda de acordo com o site da Teleco, a transmissão analógica continuará ocorrendo, ao mesmo tempo à digital, por um período de 10 anos, ou seja, até Junho de 2016, só então a partir de Julho de 2013 somente serão concedidos canais para a transmissão na tecnologia digital.

6 Mini-Disc: que trata-se de um aparelho para armazenamento de dados

http://pt.wikipedia.org/wiki/MiniDisc

(16)

Outra evolução na Era Digital no Brasil foi a do Jornal do Brasil (JB), que surgiu em 1891 e passa para uma outra plataforma, no dia 01 de setembro de 2010, quando deixa se existir de forma impressa e passa a ser o primeiro jornal do país a ser totalmente 100% digital, de acordo com o próprio site www.jb.com.br.

(17)

O RÁDIO DIGITAL EM MINAS

3.3.1 Os testes do Rádio Digital em Minas

A implantação do sistema rádio digital no Brasil já está em teste desde 2005, os testes foram autorizados pela Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações), no dia 12 de setembro de 2005. Em Minas Gerais, as rádios autorizadas a testar a nova tecnologia são a Rádio Globo e a Rádio Itatiaia, ambas na freqüência AM.

De acordo com Prata (2007), os testes em andamento pretendem analisar o sinal digital com analógico, a transmissão simultânea dos sistemas e o impacto do sinal digital na recepção de sinais analógicos no mesmo canal.

Del Bianco (2003) explica que o rádio passa por uma nova e importante evolução tecnológica, e com a digitalização ocorrerá uma melhoria na qualidade do áudio, Com a implantação do rádio digital, o som do AM (Amplitude Modulada) não terá mais interferência e passará a ter som de FM (Frequência Modulada), e o FM terá som de CD.

Segundo Fialho (2006), a rádio Itatiaia ainda não iniciou os testes para a transmissão no modelo digital, embora tenha sido uma das treze emissoras brasileiras autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a testar o sistema digital de rádio com o sistema IBOC no país. Portanto, ela está investindo na compra de um novo transmissor, na modernização e transferência de seus equipamentos.

Em entrevista realizada com o engenheiro Severino Carneiro9, responsável pelos testes na Rádio Itatiaia, a emissora já possui a licença para iniciar os testes no sistema digital, mas ainda não deu inicio aos testes, mas “participou recentemente de um teste do padrão DRM, porem ela não está de posse dos resultados uma vez que os dados foram obtidos pela Anatel e a analise destes dados ainda não nos foram repassados” afirma Carneiro.

Já os testes realizados na Rádio Globo de Belo Horizonte, o Engenheiro Gilberto Kussler10 esclarece que os testes foram feitos na frequência AM utilizando também o sistema DRM e que os testes com o sistema HD de rádio ainda não foram encerrados devido aos sistemas estarem em evolução. Já o “problema” da diferença do tempo de

9 Engenheiro Severino Carneiro é o responsável pelos testes na rádio Itatiaia. Entrevista

concedida por e-mail no dia 04/11/2010

(18)

transmissão do sinal analógico para o digital ainda permanece como ressalta Kussler “sistemas digitais sempre terão atrasos, no caso do HD rádio 50% do delay na transmissão e 50% na recepção, dependem do processamento dos sinais digitais”. Os testes com a inclusão de imagens ou textos no display na Rádio Globo serão implementados somente quando existir uma definição do padrão a ser escolhido, afirma Kussler.

Os resultados a serem obtidos a partir dos testes para a implantação do rádio digital no Brasil serão de grande importância. A digitalização das transmissões radiofônicas no Brasil deve proporcionar mudanças tanto no aspecto técnico, quanto no conteúdo como explica Prata (2007) “as novas tecnologias promoveram uma verdadeira revolução na radiofonia. A principal delas é a digitalização, tanto da produção, quanto da transmissão e recepção radiofônicas”.

As vantagens do sistema digital são muitas e uma delas são qualidade e a limpeza do som para o ouvinte, uma maior exploração dos canais sem interferência ou perda de qualidade, totalmente diferente do que acontece hoje no sistema analógico.

De acordo com o diretor geral da Abert, Luis Roberto Antonik11, ainda há muito por se feito e definido para que a implantação do rádio digital aconteça, “as tecnologias testadas no mundo, atendem problemas específicos e acabam por não resolver a questão como um todo. O sistema DRM é aplicável para o AM e não para o FM, mas o sistema americano (Ibiquity) é muito bom para o FM, mas não tem uma boa solução para o AM, o principal problema brasileiro”

A implantação do rádio digital em primeiro momento não irá permitir acesso a todos de imediato, mesmo com a chegada de novos serviços devido ao alto preço dos receptores, que será elevado em primeiro momento para as emissoras de menor porte que terão dificuldades para se adaptar ao sistema. Também porque até o momento, o padrão a ser escolhido no país, ainda não foi definido, pois estão em fases de teste os três modelos: o IBOC (americano), DAB/DRM (europeu) e o ISDB (japonês). E terceiro, é que a divisão de espectro12 não significa o surgimento de novas emissoras, mas a multiplicação dos canais das já existentes, através do Simulcastin13 que permitirá a transmissão de até três programas simultâneos, na mesma freqüência para públicos

Entrevista concedida por e-mail no dia 04/11/2010

11 Luis Roberto Antonik é Diretor geral da Abert, Entrevista concedida por e-mail no dia

20/10/2010.

12 Espectro: trata-se da frequência que forma o som.

(19)

diferentes, como cita Meditsch (1999).

A introdução de novas tecnologias tem impacto não apenas sobre a produção, mas também sobre o produto enquanto tal e sua situação no mercado. A radiodifusão digital, (,,,) vão afetar as atuais emissoras da mesma forma que a chegada da FM afetou a AM. Tanto este impacto quanto o aumento do número de canais com o fim da escassez de banda que as novas tecnologias vão permitir forçam a uma revisão das regulamentações sobre o uso da rádio atualmente em vigor em todos os países. Embora provocadas por razões técnicas, o sentido destas revisões de regulamentação será o de reordenar atividade

economicamente e os interesses políticos postos em causa pela nova situação dada. (MEDITSCH, 1999, p.113)

Para Del Bianco (2003) são necessárias algumas orientações para a introdução do rádio digital no Brasil, sendo elas: manter a gratuidade do acesso ao rádio, pois os serviços de textos e imagens nos Estados Unidos são pagos. Segundo: a transmissão de áudio deve ser de qualidade em qualquer situação de transmissão, tanto no analógico, quanto no digital. Terceiro: deve-se permitir uma implantação do sistema gradualmente, assim diminuindo os riscos e os custos com qualquer imprevisto na convergência do digital para o analógico e que enquanto isso ocorra a popularização do aparelho receptor.

3.3.2 Os Modelos de Rádio Digital

As vantagens da transmissão do rádio digital já são conhecidas, mas o modelo do sistema a ser adotado ainda é motivo de discussão no país. Segundo o site Teleco, os modelos que estão em teste no Brasil são três: IBOC (americano), DRM/DAB (europeu) e o ISDB (japonês), mas em teste em Minas Gerais está sendo utilizado o sistema IBOC padrão americano em freqüência AM com as rádios Rádio Globo e Rádio Itatiaia.

IBOC (In Band On Channel): Sistema americano que permite a transmissão simultânea dos sinais analógico e digital na mesma freqüência atendendo tanto o FM, quanto AM, podendo assim, transmitir áudio e dados simultaneamente.

(20)

O site da Teleco esclarece que, com a substituição gradativa dos sistemas analógicos para o digital, quem não possui um receptor digital poderá continuar recebendo normalmente o sinal analógico, que é o sinal que temos hoje. O IBOC permite ainda o uso da infra-estrutura já existente; acredita-se também que não será necessário trocar torres e nem mudar os locais de transmissão.

A desvantagem do IBOC no Brasil, está na transmissão do sinal AM que a apresenta uma diferença de até 8 segundos quando muda para a transmissão do analógico para o digital, onde nesse tempo a informação no rádio fica com atraso.

DRM (Digital Radio Mondiale): Sistema europeu que também transmite sinais tanto digitais quanto analógicos ao mesmo tempo utilizando a mesma freqüência é utilizado para a transmissão de sinais em freqüência AM e não possui o serviço em FM, fator que levou o Brasil a descartar esse sistema para testes, já que por enquanto as emissoras não abandonarão o sistema analógico.

DAB (Digital Áudio Broadcasting): O sistema DAB foi criado com o intuito de utilizar a transmissão de sinais digitais de áudio e demais serviços interativos, como textos e imagens atendendo somente a freqüência FM e não atendendo a freqüência AM.

ISDB – Tn (Services Digital Broadcasting – Terrestre narrowband): Sistema Japonês, possui vários canais na mesma freqüência e usa também a chamada Banda L, a qualidade do som também é bem próxima ao do cd, permite também a transmissão de texto, áudio e imagens paradas para os aparelhos de rádio. O sinal para o rádio vem também do mesmo sinal da TV digital, modelo adotado pelo Brasil.

Existem outros modelos, mas o debate se limitou apenas aos dois padrões o IBOC e o DRM que atendem as necessidades do Brasil. De acordo com o site da ANATEL, a discussão envolve apenas emissoras e técnicos, não chegando ao conhecimento da população até o momento para a definição do padrão a ser usado. O site Observatório da Imprensa14 ainda cita alguns dos motivos para que o governo brasileiro não apresse a escolha do padrão de rádio digital, antes da realização de debates junto à sociedade, são ele

(21)

1. Apenas dois padrões foram testados.

Os testes do rádio digital obedeceram ao interesse das emissoras. A partir de 2005, estações realizam experimentos com o HD Radio (IBOC), o preferido dos empresários da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

2. Nenhum dos padrões de Rádio Digital apresenta experiência consolidada no mundo.

Os padrões estrangeiros favoritos não apresentam experiência suficiente para determinar uma escolha confiável.

3. Mudança no Ministério das Comunicações não é fator determinante. Não se pode utilizar a saída de Hélio Costa do Ministério das Comunicações, como motivo para apressar a definição sobre o padrão de rádio. A TV digital não se tornou realidade após quatro anos, e o mesmo poderá ocorrer com o rádio. Afinal, as pesquisas para a digitalização do rádio caminham lentamente em todo o mundo.

4. Adoção será automática, sem aprimoramentos tecnológicos.

Ambos os padrões favoritos são pacotes prontos e não há perspectiva concreta de melhoramentos em suas funcionalidades. O HD Rádio tem dono: a empresa iBiquity que irá cobrar royatis. Já o DRM foi desenvolvido por um grupo composto por empresas públicas de comunicação da Europa.

5. Não há compatibilidade com a TV digital brasileira.

Convergência é a palavra de ordem das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Para que os serviços de rádio digital não sejam em vão, é importante que ocorram estudos e adaptações.

6. TV Digital ainda não decolou.

(22)

7. Adotar dois padrões distintos é irresponsabilidade.

Foi levantada a possibilidade de o Brasil adotar dois padrões de rádio digital: um para ondas curtas e outro para a faixa de frequências AM e FM. Esta atitude geraria insegurança entre os usuários e entre a indústria, que enfrentaria dificuldades em definir prioridades de investimento.

8. Rádios comunitárias não participaram do processo.

Somente emissoras de grande porte, em sua maioria privadas, participaram dos testes do rádio digital. As rádios comunitárias ficaram de fora desse processo, o que pode acarretar na adoção de um padrão que não atenda as suas necessidades.

9. Novas concessões para um novo serviço.

O Rádio Digital deve ser encarado como um novo serviço de radiodifusão e não como uma atualização tecnológica. A digitalização permite uma multiplicação de canais de frequência e é a oportunidade para novos atores participarem das comunicações de massa.

(23)

AS PERSPECTIVAS DO RÁDIO DIGITAL NO BRASIL E EM MINAS

4.1 O que muda e as novas possibilidades

As expectativas são muitas, diante das novas possibilidades que o rádio digital irá proporcionar, desde a separação dos canais que permitirá investir em diversas programações simultâneas transmitidas pela mesma freqüência. Com o rádio digital também será o fim das interferências nas transmissões AM. O rádio digital não significa apenas a melhoria do sinal, a melhoria do som e o surgimento de novos serviços no áudio, transforma o rádio em um meio multimídia, por ser capaz de enviar textos e imagens para os aparelhos receptores, que de acordo com Meditsch (1999), a introdução de novas tecnologias tem impacto não apenas sobre a produção, mas também sobre o produto e sua situação no mercado.

Del Bianco (2003) ainda explica que a nova tecnologia digital traz muitas vantagens quanto à qualidade de som e a possibilidade de novos serviços de interatividade, mas também o custo de exigir a fabricação e a obtenção de novos aparelhos receptores que substituam os atuais. Quando se trata do futuro do rádio, o digital no Brasil está em passos lentos, o rádio foi o primeiro veículo de comunicação a existir e será o ultimo a entrar na Era digital, pois há pouco interesse de certa forma dos meios de comunicação, do meio econômico e do meio político em implantar essa nova tecnologia, pois possuem receio em relação à aceitação do público, como se refere Meditsch (1999):

A chegada da FM melhorou a qualidade do som, ampliando a possibilidade de expressão a praticamente qualquer voz, o que antes era impensável. Também diminuiu custos e duplicou a capacidade do espectro de freqüências, multiplicando o número de emissoras. (..) A melhoria do som e a multiplicação das freqüências disponíveis deverão ser intensificadas com a entrada em cena da rádio digital. (MEDITSCH, 1999, p. 109)

(24)

A respeito das novas tecnologias, para Meditsch (1999) o rádio possui a vantagem de ser áudio, dispensando assim os outros sentidos para compreensão de seu conteúdo e permite a realização de outras tarefas ao mesmo tempo, o que não ocorre com a televisão, jornal impresso e o computador, por isso o rádio continua sendo importante.

De acordo com Meditsch (1999), o rádio e a televisão são o símbolo da nova revolução nos meios de comunicação, que vem causando uma mudança cultural entre os povos. O papel do rádio é de informar, assim como a internet hoje, ambos são veículos de informação rápida e clara.

O surgimento da rádio criou uma relação nova entre o público, as informações e os acontecimentos a que estas se referem (...) Vivemos em um mundo onde as revoluções tecnológicas entre os meios de comunicação serão cada vez maiores, onde cada vez mais, as pessoas vão precisar ser informadas em tempo real a respeito do que está acontecendo, no lugar em que estão, e o rádio permite isso. (MEDITSCH, 1999, p. 106)

Já para Del Bianco (2003), a precária produção de jornalismo em pequenas e médias emissoras de rádio no interior do país é um outro problema a ser resolvido além da escolha do padrão digital a ser adotado no Brasil.

Nessas emissoras predominam os programas de entretenimento centrados na figura de comunicadores, um mix de música, fofocas com pouca ou quase nenhuma de informação jornalística sobre a cidade ou região. Poucas são as que possuem equipe de jornalismo e algum interesse em produzir radiojornalismo local de qualidade. (DEL BIANCO, 2003. p.7)

A mesma autora define assim o problema da produção no jornalismo.

O sistema digital utilizará menos da metade dos profissionais hoje necessários no rádio analógico. Só permanecerão empregados os profissionais que conseguirem conciliar a experiência acumulada no sistema analógico com os novos conhecimentos de informática para o domínio de novas possibilidades de produção com os recursos digitais. (...) Os profissionais da área sabem que a digitalização representa melhor qualidade de transmissão; uma exigência primordial num veículo de mensagem sonora, num momento em que o mundo assiste a ascensão do áudio digital que tornará certamente os consumidores mais exigentes.

(25)

Os novos profissionais do rádio digital terão que se adaptarem às novas exigências de mercado de acordo com Del Bianco “ocorrerá um aumento das exigências de especialização profissional e da produtividade individual, pois essas novas tecnologias agilizam o trabalho de produção”. Com a chegada do sistema digital, as mudanças e as possibilidades serão muitas, novos desafios dentre eles o de se fazer rádio devido a novos segmentos que poderão ser criados.

4.2 Interatividade

O rádio continua tendo como seu principal objeto o som, só que agora com a opção de novos recursos, como texto e imagens. Essas mudanças de fato vão exigir de certa maneira uma nova forma de se fazer rádio, assim surgindo novos formatos de programação com a abertura de novos canais dentro da mesma frequência e novas formas de se interagir com os ouvintes. A digitalização deverá provocar um jornalismo com mais qualidade e mais agilidade, acessível a um número maior de pessoas, e ficando mais próximo do ouvinte, como relata Del Bianco.

Nos anos 90, recursos tecnológicos distintos pontuam a evolução do rádio. A década que se iniciou com a sedimentação das transmissões em rede via satélite e chegou a metade apresentando novo formato para o veículo com o lançamento de sites radiofônicos na internet deve ser encerrada com o rádio da era digital

(DEL BIANCO, 1999, p.220)

A melhoria do som e a multiplicação dos canais de freqüência disponíveis dentro de um mesmo canal deverão tornar mais forte com a chegada da rádio digital. Os novos tipos de serviços que podem ser prestados pelo rádio digital são eles: imagem fixa, transmissão de mapas de tempo detalhados, com explicações e alta resolução gráfica e sistemas de informação de trânsito são alguns dos serviços que serão agregados ao rádio.

(26)

adaptar a nova tecnologia”. Ainda mais diante da possibilidade de se veicular recursos adicionais ao áudio, como textos, gráficos e imagens.

Del Bianco (2003) explica que além da melhoria do áudio, o rádio digital também irá oferecer aos ouvintes opções de interatividades, como a transmissão de textos, com informações complementares as notícias transmitidas pela emissora como: previsão do tempo, notícias sobre o trânsito, cotações, detalhes da programação musical como nome da música, intérprete, ou do personagem entrevistado etc, os serviços multimídia serão disponibilizados no visor do aparelho através de um display. Os receptores de rádio digital também possibilitam o aproveitamento de uma mesma frequência para a transmissão de dados em frequência AM e FM, mas ainda estão sendo testados.

Para Meditsch (1999), a evolução do rádio nada mais é do que uma transformação necessária.

Na medida em que as condições técnicas são alteradas, as limitações variam e a linguagem se modifica, com implicações sobre os conteúdos a que dão forma (..) o surgimento da rádio criou uma relação nova entre o público, as informações e os acontecimentos a que estas se referem. (MEDITSCH, 1999, p. 106)

A diversificação de conteúdos no rádio será o maior desafio entre os profissionais do rádio devido ao grande número de gêneros e estilos variados que será agregado, tais como: esportes, economia, músicas, entre outros serviços como cita Del Bianco (2003) “O que exigirá dos radiodifusores muita criatividade não somente para gerar conteúdos específicos, como também para enfrentar o desafio de fazer rádio para ser lido”.

Diante da possibilidade de transmissão de dados e oferta de serviços especializados, o rádio não mais se caracterizará como um meio de comunicação exclusivamente sonoro. Boa parte de seu conteúdo também poderá ser lido na tela do cristal líquido do aparelho receptor digital – portátil e multifuncional – ou em outras plataformas de mídias convergentes. (DEL BIANCO, 2003, p.2)

(27)

4.3 Acessibilidade e custo

De acordo com Prata (2007), a nova tecnologia além de não ser acessível à maior parte das emissoras do estado, também ainda não é acessível aos ouvintes. Mas espera-se que o rádio digital seja popularizado o mais rápido possível. O custo dos equipamentos limita o número de emissoras que realizam os testes. No que tudo indica a tecnologia do rádio digital será implantada apenas em longo prazo.

O primeiro desafio a ser superado pelas emissoras, é o custo de implantação do sistema. Ainda, segundo Prata (2007) estima-se que a migração para a nova tecnologia ultrapasse os R$ 100 mil em transmissores. Caso a decisão brasileira defina o IBOC, será necessário o pagamento de uma taxa de licenciamento anual de US$ 5 mil a empresa Ibiquity.

O investimento médio mínimo é de cerca de R$ 300 mil para uma emissora que já conta com base física bem estruturada. Existem emissoras que já chegaram a investir mais de R$ 1 milhão de reais em período de testes sem saber se o Brasil vai mesmo adotar o sistema IBOC.

Para se ter acesso a tais melhorias não basta esperar a conversão do sistema analógico para o digital. O ouvinte terá que arcar também com a compra de um aparelho de som compatível com a tecnologia digital e calcula-se que seja entre R$ 700 e R$ 1,000 – para os aparelhos fixos e entre R$ 550 e R$ 700 para aparelhos automotivos ou caso contrário, não conseguirá observar diferença alguma no som.

Por enquanto, a falta de oferta de receptores de rádio digital no país é uma barreira que torna os testes com sinal digital inacessível a população, pois para receber os sinais digitalizados é necessário possuir receptores habilitados para este sistema, os novos aparelhos estarão em breve disponíveis para a compra mas até o momento não se sabe quando isso irá acontecer.

(28)

O diretor da Amirt, Luis Roberto Antonik15, destaca que a escolha do sistema ideal de transmissão está próximo de ser resolvido. A preferência é pelo modelo IBOC considerado o mais adaptável por transmitir pelo mesmo aparelho tanto o sinal digital, quanto o sinal analógico.

Segundo Fialho (2006), em Minas Gerais, apenas duas emissoras, das 350 têm dado passos concretos rumo à implantação do rádio digital, a Rádio Globo AM, que já iniciou os testes em 2005 e a Rádio Itatiaia FM que deve fazer os mesmos testes, mas ainda sem previsão, ambas com o sistema IBOC. O rádio digital irá alterar o modo de produção da programação, de distribuição de sinais e canais e a recepção da mensagem radiofônica. O rádio terá que se ‘reinventar’ para que possa se adaptar a nova tecnologia cita Del Bianco (2003), pois haverá uma grande diversificação de conteúdo para atender ao crescimento da oferta devido à diversificação de canais, no qual a tecnologia permite.

No horizonte há uma incerteza: o rádio sobrevivera ao vendaval de mudanças. Não será o mesmo, provavelmente, depois que o digital chegar. A sua sobrevivência estará garantida se souber manter o que faz de melhor: ser o bom e velho companheiro e amigo de todas as horas de milhares de ouvintes ao oferecer música, informação e entretenimento de qualidade. (DEL BIANCO, 2003 p.9)

O rádio digital exigirá dos radiodifusores muita criatividade não somente para gerar conteúdos específicos, como também para enfrentar o desafio de fazer radio para ser lido, pois o radio disponibilizara emissoras especializadas com canais específicos – esportes, economia, política, entre outros. Diante da possibilidade de transmissão de dados e oferta de serviços especializados, o rádio não mais se caracterizara como um meio de comunicação exclusivamente sonoro. Boa parte de seu conteúdo também poderá ser lido na tela do cristal líquido do aparelho receptor digital – portátil e multifuncional.

De acordo com Prata (2007), os testes não avançaram, e isso certamente vai impedir que o rádio digital se torne uma realidade em Belo Horizonte nos próximos cinco anos. A evolução do processo tem sido impedida em todo o Brasil pelo atraso na escolha do sistema de transmissão e pela limitação de recursos por parte de pequenas e médias emissoras.

Del Bianco (2003) esclarece que o principal obstáculo para a definição do rádio

15

(29)

digital no Brasil está na escolha de qual deve ser o padrão adotado pelas emissoras e fabricantes de equipamentos; pois o governo tem a opção de adotar um modelo entre diversos padrões diferentes que estão sendo oferecidos. Um fator que pode influenciar na decisão de escolha do modelo a ser adotado pelo governo é o investimento já feito por várias emissoras pelo padrão IBOC para a realização dos testes que estão sendo realizados desde 2005.

Segundo Del Bianco (2003), em 2001, a Abert criou um grupo técnico para estudar a implantação do rádio digital no Brasil. O grupo tem a missão de acompanhar, pesquisar uma futura decisão do governo e manter informado os radiodifusores quanto ao modelo a ser escolhido.

Enquanto o debate se concentra sobre o padrão digital a ser adotado no país, a preocupação com os novos conteúdos para o novo rádio estão sendo deixados para serem debatidos em segundo plano tanto pelas empresas, quanto pelo governo. Organizações querem que governo de um posicionamento sobre o modelo do rádio digital no Brasil e pressionam para que haja maior divulgação das mídias, com a participação de atores e outros na produção de conteúdos em rádio e TV para divulgação, como ser refere Del Bianco (2003).

Há fortes indicativos de que o rádio digital deverá ser o padrão dominante na radiodifusão brasileira dentro de 10 a 15 anos, quando se espera que pelo menos 95% dos ouvintes tenham aparelho para captar o sinal digital. Não é um tempo longo se considerar que o FM precisou de trinta anos para ter êxito. O momento é de expectativa diante do sistema técnico a ser adotado. Mas também de muita cautela diante dos riscos e incertezas típicas da transição entre o novo e o velho

(DEL BIANCO, 2003 p.9)

Como já dito, estão em testes no Brasil dois padrões de rádio digital: o IBOC (americano) preferido das empresas afiliadas a Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) e o DRM (europeu). Segundo relatório divulgado pela ANATEL, o Ex Ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que os testes realizados com os dois padrões mostraram que eles não atendem todas às exigências técnicas para serem adotados oficialmente pelo Brasil.

(30)

A cada seis meses as emissoras que estão realizando os testes terão que gerar relatórios sobre a funcionalidade, vantagens e desvantagens obtidos nos seus experimentos. Os relatórios serão enviados para a ANATEL e disponibilizados no site da mesma.

Todos os modelos de sistema digital que estão sendo testados no Brasil possuem um custo de royalty. A DRM também inclui uma taxa de royalty embutida no preço de seu equipamento. A iBiquity se compromete a licenciar sua tecnologia para todos os fabricantes de transmissores e receptores brasileiros. Todas as empresas terão a possibilidade de oferecer o HD Radio.

O interesse do Brasil sobre a legislação do sistema de Rádio Digital hoje anda devagar e com indefinições. No dia 30 de março de 2010, Hélio Costa despediu-se do Ministério das Comunicações anunciando a publicação de uma portaria que instituiu o Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBDR).

Além disso, a instituição do SBDR por meio de uma Portaria Ministerial demonstra como o tema não está recebendo a devida importância dentro do governo. Uma mudança desta magnitude, em um veículo da importância do rádio, que está presente em 88,9% dos lares brasileiros, não pode ficar restrita apenas ao Ministério das Comunicações. O tema envolve, necessariamente, políticas de desenvolvimento tecnológico, educacionais e, claro, culturais, entre outras.

Se não houver uma ampla participação da sociedade, serão as emissoras comerciais que decidirão o melhor padrão ou sistema. O melhor para elas. Essa, porém, é uma decisão que cabe a toda sociedade e não apenas aos empresários de comunicação. A portaria tem o mérito de criar oficialmente o Sistema Brasileiro de Rádio Digital, reivindicação de alguns movimentos sociais. Mas simplesmente não indica quais serão os meios para programar a política. O debate sobre o padrão de rádio digital aguarda a decisão do Congresso Nacional, e assim, temos que aguardar o resultado de uma nova lei de aprovação do modelo.

(31)

CONCLUSÃO

Os testes do rádio digital no Brasil começaram em 2005, ainda continuam a passos lentos, pois ainda a data da implantação do rádio digital é incerta. Não ocorreram mudanças e nem grandes novidades nos testes já realizados. Os testes em Minas Gerais e talvez em todo o Brasil estejam mais preocupados com o sinal digital, pois até o momento o problema do delay (transmissão digital e analógica ao mesmo tempo) não foi resolvido, o atraso de 8 segundos continua, de acordo com as informações obtidas através de e-mail enviado aos técnicos responsáveis pelos testes do rádio digital aqui em Minas.

O rádio digital também continua não sendo acessível não só a outras rádios com padrões menores devido ao alto custo dos novos equipamentos, como também os ouvintes que não tem acesso as informações do que está acontecendo com os testes do rádio digital.

O rádio digital será uma realidade, mas somente em alguns anos, é preciso acompanhar os testes em Minas e aguardar a definição do governo, no que se refere ao modelo a ser implantado no Brasil, pois a briga está entre o IBOC e DAB, cada um atendendo as necessidades do rádio brasileiro em diferentes aspectos.

(32)

Referências Bibliográficas

DEL BIANCO, Nélia R. Artigo. E tudo vai mudar quando o digital chegar. 2003. DEL BIANCO, Nélia. MOREIRA, Sônia V. Rádio no Brasil: Tendêmcias e Perspectivas. Rio de Janeiro. UnB, 1999

Disponivel em: <http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=bianco-nelia-radio-digital.html> Acessado em julho de 2008

DEL BIANCO, Nélia R. Artigo. Remediação do rádiojornalismo na era da informação. Disponivel em: <www.bocc.ubi.pt>

Acessado em julho de 2008

FIALHO, Waldiane. Etal (orgs). Os primeiros passos do rádio digital em Minas Gerais. Disponivel em: <www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R0450-1.pdf> Acessado em julho de 2008

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia cientifica. São Paulo. Atlas, 2001. MEDITSCH, Eduardo. A rádio na era da informação: teoria e técnica do novo

radiojornalismo. Coimbra. Minerva, 1999.

MOURA, Leonardo de Souza. Como escrever na rede: manual de conteúdo e redação para a internet. Rio de Janeiro. Record, 2002.

ORTRIWANO, Gisela Swetlana. A informação no rádio: os grupos de poder e a determinação dos conteúdos. São Paulo. Summus, 1985.

PESSOA, Sônia Caldas. Artigo: Rádio e tecnologias digitais: desafios para a formação do jornalista. Fórum Nacional de Jornalismo. 2009

PRATA, Nair. Etal (orgs). O rádio digital em Minas Gerais – um balanço do primeiro ano de testes.

Artigo: (orgs) Impacto da digitalização no processo de produção de notícias radiofônicas, segundo os jornalistas da rádio Itatiaia. 2008

Artigo: Tecnologia, um divisor de águas na história do rádio. 2007

Disponivel em: <www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/.../R0225-2.pdf> Acessado em julho 2008

(33)

Referências Eletrônicas ABERT,

Disponível em: < http://www.abert.gov.br/site/ > Acessado em 28/08/2009 ANATEL Disponível em: <http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalNivelDois.do?acao=%26codItemCanal=93 7%26codigoVisao=5%26nomeVisao=Informa%C3%A7%C3%B5es> Acessado em 16/10/2009

ANTONIK, Luís Roberto – [email protected] 2010/11/04 Assunto: O teste com o sistema Iboc CARNEIRO, Severino – [email protected] 2010/11/04 Assunto: O teste com o sistema Iboc Jornal do Brasil

Disponível em: <http://www.jb.com.br> Acessado em 10/09/2010

KUSSLER, Gilberto – [email protected] 2010/11/04 Assunto: O teste com o sistema Iboc. Observatório da imprensa Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=463IPB004> Acessado em 04/09/2009 Ramalho.Com Disponível em: <http://www.ramalhodigital.com/index.php?option=com_content&view=article&id=48 &Itemid=16> Acessado em 10/09/2010 Relevância

Disponível em: <http://www.relevancia.com.br/quase-70-dos-usuarios-de-internet-do-brasil-usam-redes-sociais/>

Acessado em 10/09/2010 TELECO

Disponível em: <http://www.teleco.com.br/rdigital.asp e www.teleco.com.br/tvdigital.asp>

Referências

Documentos relacionados