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116 C.L. Carvalho e J.A. Varela viscosidade e depois retirá-lo da mesma com uma velocidade controlada e constante, de tal maneira que n~ao existam vib

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(1)

Construc~ao e Caracterizac~ao de um Equipamento para

Deposic~ao de Filmes pela Tecnica de \Dip Coating"

C.L. Carvalho

Grupode VidroseCer^amicas,Departamento deFsicaeQumica

FaculdadedeEngenhariadeIlhaSolteira-UNESP

CaixaPostal31, 15385-000,IlhaSolteira,SP,Brasil

J.A. Varela

Departamento deFsico-Qumica

InstitutodeQumicadeAraraquara-UNESP

CaixaPostal355,14800-900, Araraquara,SP, Brasil

Recebidoem12desetembrode2000. Aceitoem23deabrilde2001.

Neste trabalho, apresentamos a construc~ao e caracterizac~ao de um equipamento utilizado na

preparac~aode lmes nospelatecnicaconhecidapordip-coating. Talequipamentopermite

contro-larcomprecis~aoavelocidadedemergulhamento/puxamentodosubstratonoqualseradepositadoo

lme. Avelocidadeefundamentalparacontrolarauniformidadeeaespessurado lme. Emgeral,

aviscosidadedasoluc~aoprecursoraeumpar^ametromuitoimportantenaobtenc~aodos lmes.Em

nossocaso,foiusadaumasoluc~aocomviscosidadeemtornode20cP,eavelocidadedepuxamento

foi limitadaentre 0,2 e 2,5 mm/s. Oequipamento foicontrudo utilizando-se materiais baratos,

facilmenteencontradosnomercadonacional. Oprojeto eapresentadodeforma detalhada

propi-ciandoumafacilcompreens~aoeconstruc~ao. Alemdisso,s~aoapresentadoscomoresultadosalgumas

caractersticascomovelocidadedepuxamento,espessuraeestruturadealguns lmesobtidospelo

equipamentoconstrudo.

Inthiswork, weshowthebuildingandcharacterization oftheequipmentusedinthepreparation

ofthin lmswhichisknownbyDipcoating. Thisequipmentallowustocontrolwithprecisionthe

dipping/pullingvelocityofthe lmsubstrate. Thevelocityisfundamentaltocontrolthethickness

anduniformityofthe lm. Ingeneral,the viscosity ofthe precursorsolutionisa veryimportant

parametertoobtainthe lms. Inourcase,itwasusedabout20cPforsolutionviscosityand0.2to

2.5mm/sforrangeofthedippingvelocity. Theequipmentwasbuiltwithinexpensivecomponents

easily found in the national market. We present aneasy to understand detailed project of the

Dip-coatingwhichcanbebuiltbyanyone. Somecharacteristicslikedippingvelocity,thicknessand

structureofsome lmsareshown.

I Introduc~ao

Diferentes tecnicasde deposic~ao temsido empregadas

na obtenc~ao de lmes nos/espessos desde as mais

so sticadas ate as mais simples, ou seja, Molecular

BeamEpitaxy(MBE),sputtering,Chemical Vapor

De-position (CVD), screen-printing, spin-coating,

paint-on, dip-coating. Acontece que nem sempre torna-se

necessariousaras tecnicasmaiscaraparaseobter

re-sultados interessantes. A tenica dedeposic~aopor

mer-gulhamento, mais conhecida por di-coating, tem sido

muitssimousadafornecendobonsresultadosdentrodo

necessario. Porem, temse percebido que, no mercado

aplicaratecnicaem quest~ao,sempretem apresentado

algum tipo de problema para seus usuarios. Assim,

nestetrabalho,apresentamosumaopc~aodeconstruc~ao

deumequipamentosimples,baratoequeapresenta

re-sultados excelentes, isto e, lmes com espessura bem

controlada,devidoagrandefaixadevelocidadeestavel

obtida,ecomsuperfcieuniforme.

II Princpio de funcionamento

Oprincpiodefuncionamentodoequipamentoemuito

(2)

mer-viscosidade e depois retira-lo da mesma com uma

ve-locidade controlada e constante, de tal maneira que

n~aoexistam vibrac~oesouqualqueroutrotipode

inter-fer^encia,sejacomasoluc~aooucomosistemaqueefetua

opuxamento. Oprocessodedeposic~aoedivididoem5

estagios: imers~ao,start-up,deposic~ao,secagemeev

ap-orac~ao[1,2]. NaFig. 1, podemosverumesquema do

processo. Comsolventesvolateis,taiscomooalcool,a

evaporac~aonormalmente acompanha ostart-up, a

de-posic~ao e adrenagem. Quando um substrato esta se

movendodentrodeumlquido,arrastandoascamadas

vizinhasdesselquidonadirec~aodaregi~aodedeposic~ao

(RD), onde as camadas vizinhas separam-seem duas,

acamada maisinterna move-se paracima juntamente

com o substrato, enquanto a mais externa retorna a

soluc~ao (Fig.1f). De maneira geral, pode-se tratar o

escoamento deum uidoatravesdelinhas decorrente

ques~ao oscaminhostracados porpequenos elementos

de uido[3,4].

Figura 1. Esquema dos varios estagios que comp~oem o

processo dip coating. (a) Imers~ao do substrato com

in-dicac~ao dearraste das camadas maisproximas, (b) incio

daretiradadosubstratodasoluc~aocomarraste paracima

das camadas mais proximas, (c) deposic~ao da camada de

soluc~aomaisproximadosubstrato,setasindicativasde

as-cens~ao, ecamadasmaisafastadasretornamasoluc~aocomo

indicado pelas setas descendentes, (d) secagem do lme

depois de totalmente emerso, (e) evaporac~ao da soluc~ao

durante a emers~ao e (f) detalhamento das linhas de

cor-rentes em ascens~ao, regi~ao de deposic~ao proxima ao

sub-stratoe opontochamadodeestagnac~ao(S)daslinhas

as-cendentes/descendentes.

Aespessura do lmedepositadoestarelacionado a

posic~ao daslinhas de correntes,dividindo as camadas

quev~aoparacimaeasquesemovemparabaixo. Uma

competic~ao entre 6 forcas na regi~ao de deposic~ao do

lme governa a espessura do mesmo e a posic~ao das

linhasdecorrente[11]. S~aoelas:

a. arrasteviscosodolquido,paracima,pelo

movi-b. forcadagravidade

c. forcaresultantedatens~aosuper cialdomenisco

d. forcainercialdacamadavizinhadelquidos que

chegam daregi~aodedeposic~ao

e. gradientedatens~aosuper cial(forcaporunidade

dearea)

f. apress~ao(forcaporunidadedearea)deconex~ao

e desconex~ao (importante para lmes de espessura <

1m).

Quandoaviscosidade eavelocidadedosubstrato

U s~ao bastante altas para diminuir a curvatura do

menisco, ent~ao a espessura h do lme depositado e

quembalanceiaaviscosidadedearrasteU=heaforca

dagravidadegh[1], h=C 1 (U=g) 1=2 (2:1) onde C 1 = 0.8 e a constante de proporcionalidade (lquidosnewtonianos) =densidade g=acelerac~aodagravidade

Quandoa velocidadedo substrato e a viscosidade

dolquidon~aos~aomuitoelevadas,comoefrequenteno

casodo processamentoSol-Gel,obalancoemodulado

pelataxadaviscosidadedearrasteeatens~aosuper cial

lquido-vapor(

LV

), deacordocomarelac~ao de nida

porLandau-Levich[1] h=0:94(U= LV ) 1=6 (U=g) 1=2 (2:2)

Portanto,deacordocomodescritoacima,paraseobter

lmes deboa qualidade, necessita-se umequipamento

estavel,livre devibrac~oes,com controlede velocidade

e cazeeclarocom,conhecimento dadensidade e

vis-cosidadedasoluc~aoutilizadanadeposic~ao.

III Material e metodo

Existemalgunsequipamentosnomercadonacionalque

permitemfazeradeposic~aodepelculasmuito nas

so-bresubstratos,usandoatecnicadepuxamento, no

en-tanto,osmesmosn~aotemoferecidoumaboa

uniformi-dade naspelculas. Assim, optou-se porconstruir um

equipamentocomumacertaversatilidadeetotalmente

nacional. AFig. 2mostraumesquemadodip-coating,

construdo em nosso laboratorio. Esse equipamento

permite controlar a velocidade de puxamento atraves

(3)

Figura2. Esquemadodip coatingconstrudo.

Omaterialusadonaconstruc~aodosistemade

pux-amento ou dip-coating, que daqui pra frente

denom-inaremos por DP, pode ser encontrado facilmente no

mercado nacional ou em ferros velhos. A base (1) foi

feita de ferro utillizando-se uma fresa para que fosse

obtida a esquadria de todos seus componentes. Esse

material sendopesado contribui tambem para a

esta-bilidade do sistema. O motor (2) e de limpador de

parabrisadecarro,particularmente,decarrospequenos

porquen~aonecessitadegrandesesforcosetambem

de-vido aoseubaixocusto (quandousado). Aspolias(3)

foram feitas de lat~ao que e facilmente usinado e, no

seu interior foram colocados rolamentos com o

obje-tivodediminuiroatritoquandodapassagemdo ode

transmiss~ao (4). Orolamento (5) e uma parte

funda-mental de um sistema desse tipo, pois o mesmo deve

evitaroscilac~oesevibrac~oesdossubstratosquando

re-tiradosdasoluc~ao,nessecasotrata-sedeumrolamento

linear adquirido ja como eixo apropriado. O suporte

dosubstratofoi feitocomumjacarepequeno,

normal-mente usadonaareade eletr^onica ecomum pequeno

im~aparapoder xa-loetira-lofacilmentedorolamento

(5). Atransmiss~aodomovimentodomotor parao

su-portedosubstratoefeitoatravesdeumapolia xano

eixo do motor eum o exvel comuma extremidade

xa neste e a outra extremidade xa na base do

su-evitaquepossveisvibrac~oessejam transferidasao

su-porte;eventuaisvibrac~oesprovenientesdoeixodo

mo-tor ser~ao amortecidas nas polias (3). O controle da

velocidade de puxamento e feito atraves da variac~ao

datens~aonos terminaisdo motor. Isso pode serfeito

facilmente usando-se uma fonte de tens~ao regulavel e

estavel. Ofato de variar atens~ao, dentro doslimites

de bom funcionamento do motor, n~ao comprometem

emnadaosistema. Mesmoporquetal sisteman~ao

ex-ecuta grandes esforcos. A variac~ao da velocidade do

motor pode ser feitade varias outras maneiras, como

porexemplo,variac~aodefrequ^enciadopulsodetens~ao,

masoptamosporusarequipamentosmaissimpleseque

estavam disponveis no laboratorio. Na Fig. 3

tem-seodesenhotecnicodetalhadode todas aspartes que

comp~oemoequipamentodescritoacima.

Paraacaracterizac~aododip-coating emtermos de

velocidadecomqueosubstratoemergedeumlquido,

foifeito uma calibrac~aoda voltagemaplicada aos

ter-minaisdomotoreopercursoporunidadedetempo

de-scritopelo mesmo. Opercursoporunidade detempo,

oua velocidade,foram medidos usando-seuma escala

milimetradaeumcron^ometrodigital,ambosfacilmente

disponveis em qualquer laboratorio de fsica. As

ve-locidades em quest~ao s~ao, normalmente pequenas (1

mm/s), o que implica numa grande facilidade no

mo-mentodasmedidasdosdeslocamentos. Ocircuitopara

inverter o sentido da velocidade do sistema de

puxa-mento/mergulhamento pode serbastante simples,isto

e, existem outras opc~oes factveis. Neste caso,

usou-se, simplesmente, um circuito contendo uma entrada

paraafontedetens~aoregulavel,umachaveliga-desliga,

umLEDcomo luzpilotoeumachaveliga-desligacom

duas posic~oes. O circuito utilizado esta mostrado na

Fig.4a. Nessecircuitopode-severosbornesdeentrada

datens~ao proveniente dafonte regulavel,osbornes de

sadaparaomotordc,achaveinversoradepolaridade

parainvers~aodosentidoderotac~aodomotoreoLED.

Nocasoparticularemqueomotorpossuimaisqueuma

velocidadepropria,existeumcircuitoopcionalpara

se-lecionar velocidades, bastando apenas ligar o circuito

opcionalnospontosAeB.NaFig.4b.emostradouma

(4)

Figura3. Desenhotecnico,comdetalhes,dodip coatingconstrudo.

Figura 4a. Circuito eletrico de alimentac~ao e invers~ao do

motor de(CH/L-D=Chave Liga-Desliga, CH/I =Chave

Inversora,V1 eV2s~aovelocidadesopcionais).

Figura 4b. Fotogra a do acondicionamento do circuito

eletricodealimentac~aoeinvers~aoedodipcoating.

IV Resultados experimentais

Umacurvadavelocidadedepuxamento,emfunc~aoda

tens~aoaplicada,foifeitaparaseconhecerprecisamente

(5)

de-posic~ao. Na Fig. 5, tem-se um gra co da velocidade

de puxamento dosubstrato em func~ao datens~ao

apli-cada ao motor. Nesse gra co, pode-se ver que existe

uma depend^encia linearentreavelocidadeeatens~ao,

equeosistema socomecaafuncionar apartirdeuma

tens~ao em torno de 1.5 Volts [5]. Na preparac~ao dos

lmes procurou-setrabalharcom atens~ao de2.0 V, o

que implica numa velocidade em torno de 0.2 mm/s.

Nessa faixa de velocidade, obteve-se lmes nos com

espessuradaordemde5m,ondeaespessuradepende

diretamente davelocidade depuxamento (a menos de

umfatordepot^encia)conformevistoanteriormentena

breveexplanac~aoteoricasobre oprocesso. NaFig. 6,

usando-semicroscopiaeletr^onicadevarredura,pode-se

veraespessura deum lmecomaproximadamente 15

m formado pormultiplas camadas e a uniformidade

dasuasuperfcie[5].

Figura 5. Curvade caracterizac~aodavelocidade de

puxa-mentoemfunc~aodatens~aoaplicadadodip-coating.

Figura6. Microgra aspormicroscopiaeletr^onicadasecc~ao

transversal(A)edasuperfcie(B)deum lme

supercondu-tordosistemaBi:Pb:Sr:Ca:Cu:Ocommultiplascamadas.

V Conclus~ao

Oequipamento emquest~ao, apresentoucaractersticas

extremamente interessantes paraaobtenc~aode lmes,

taiscomo, lmescomespessuracontroladaeuniforme,

bem como um equipamento facil e barato de se

con-struir. Alem disso, permiteobter uma vasta gama de

velocidadesatraves,oudousodepoliascomdiferentes

di^ametrosouvariac~aodatens~aodealimentac~ao,oque

propiciautilizarsoluc~oescomdiferentesviscosidadese

aotimizac~aodoprocessodedeposic~ao.

Agradecimentos

Osautoresagradecemmuitoacontribuic~aodoProf.

Dr. Jo~aoCarlosSilosdeMoraespelarevis~ao,sugest~oes

eincentivoseaFUNDUNESPpelosuporte nanceiro.

Refer^encias

[1] C.J. Brinker and G.W. Scherer, Sol-Gel Science: The

PhysicsandChemistryofSol-GelProcessing,

Academic-Press,Inc.(1990).

[2] C.J. Brinker, A.J. Hurd, G.C. Frye, P.R. Schunk and

C.S.Ashley,-TheCentennialMemorialIssueofJournal

oftheCeramicSocietyofJapan99(10),862-877(1991).

[3] D. Halliday, R. Resnick, J. Walker, Fundamentos de

Fsica,Vol.IIEditoraLTC,LivrosTecnicoseCient cos

EditoraS.A.4a.edic~ao1996,RiodeJaneiro.

[4] P.A.Tipler,Fsica,Vol.IIEditoraLTC,LivrosTecnicos

e Cient cos Editora S.A. 3a. edic~ao 1995, Rio de

Janeiro.

Referências

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