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PSICOPATOLOGIA FORENSE Personalidades psicopatas

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Academic year: 2021

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PSICOPATOLOGIA FORENSE

Personalidades psicopatas

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OUTRO FATOR:

Inteligência emocional

• QI = quociente de inteligência foi o diferenciador

procurado durante muito tempo por aqueles que

precisavam de indivíduos confiáveis para o

trabalho

• No final do século passado um estudo do

psicólogo Daniel Golleman mudou este conceito,

surgindo o

• QE = quociente emocional, um diferencial

procurado hoje juntamente com o anterior e

considerado, por vezes, mais importante que ele

(3)

EMOÇÃO E RAZÃO, aspectos da INTELIGÊNCIA humana formados em um

(4)

EMOÇÃO E RAZÃO

CONSTITUEM UMA INTERAÇÃO ENVOLVIDA NAS

DECISÕES MORAIS

• Normalmente parceiras e complementares, tem

origem neurológica distinta, como já vimos. A

interação

das

duas

estabelece

decisões

e

comportamentos socialmente adequados.

• exemplos de emoções que são moduladas pela razão:

– medo é mecanismo neuronal de sobrevivência que

escolhe lutar ou fugir

– raiva = mecanismo de defesa ou sobrevivência

(5)

Caso do pai que matou o próprio filho

• Quando o animal sente medo, acionado o sistema límbico

diretamente, o sangue vai para a musculatura esquelética transformando-o em uma máquina pronta para

movimentar: fugir ou lutar? É o que ele se vê obrigado a resolver em um instante. Circuitos nos seus centros

emocionais colocam mais hormônios circulando, seu

sistema vascular é inundado de adrenalina e seu corpo fica em alerta geral.

• Sem sombra de dúvidas estas respostas emocionais foram uma força que proporcionaram sobreviver numa realidade extremamente dura.

• Em meu modo de ver, o mal da humanidade origina-se ai, nesta necessidade de sobreviver; como forma de oposição ao outro, encarado como um competidor de seus próprios meios de continuidade.

(6)

PESSOA CONSIDERADA NORMAL

• Pesquisas recentes mostram que a capacidade moral (diferenciação do bem e mal) foi apreendida na evolução natural do homem,

estando no DNA de cada um:

Em um momento evolutivo, com toda a certeza este ser primitivo descobriu no outro alguém semelhante a si mesmo; que podia unir-se com ele para juntos sobreviverem. Como isto aconteceu é algo que se perde no tempo; todavia, este “novo” ser tem agora uma ferramenta de sobrevivência a mais, algo que a ciência denominou de “cérebro social” que ficou impresso em nossos cromossomas. Com esta ferramenta de sobrevivência dominamos o mundo.

• Fenotipicamente também desenvolvemos esta capacidade moral,

para o bem ou para o mal (quando aprendemos a driblar nossa

capacidade moral , como nas guerras, onde grupos manipulam o aspecto moral para permitir que sobrepujemos esta nossa capacidade, aflorando instintos de sobrevivência)

(7)

CAPACIDADE MORAL = CONSCIÊNCIA

ESTAR

SER

CONSCIÊNCIA

Ser consciente é ser capaz de amar...criar vínculos afetivos e nos abastecer de nobre sentimentos; ela nos faz subjetivamente únicos, porem, integrados e sincrônicos com o TODO maior e transcendente É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos orienta para o caminho do bem

(8)

INDIVIDUO CONSIDERADO NORMAL

• Pessoas normais, com capacidade moral, sem

traços psicopáticos, tem intensa atividade da

amígdala e do lobo frontal quando

estimuladas ou pensam em algo imoral ou

perverso (quando examinadas por RMF)

• E nas personalidade psicopáticas e/ou

sociopáticas?

(9)

PSICOPATAS

• Psico = mente - patia = doença (um tipo especial

de doença mental, com raciocinio normal ou

acima do normal, mas pobre em consciência)

• Os psicopatas apresentam uma desconexão

neurológica com os circuitos cerebrais da emoção

e, portanto, com a consciência ou capacidade

moral, que determina a capacidade de sentir,

principalmente o que o outro sente

Psicopata = predisposição genotípica (déficit

(10)

PSICOPATAS

• Pessoas psicopáticas não tem quase nada

atividade da amígdala e do lobo frontal

quando estimuladas ou pensam em algo

imoral ou perverso;

• seu “coração cerebral” (amigdala) não reage;

pensam

muito

e

sentem

pouco;

a

sobrepujança da razão leva a escolher a

sobrevivência e/ou o prazer

(11)

Psicopatas

• Níveis variados:

– leve,

– moderado, – grave

• A parte racional e cognitiva do psicopata é perfeita e

integra, por isso sabem perfeitamente o que estão

fazendo. Quanto aos sentimentos, porém, são

absolutamente deficitários, pobres, ausentes de afeto e

de profundidade emocional (anérgicos emocionais)

• são indivíduos desprovidos de consciência, totalmente

livres de constrangimentos ou julgamentos morais

internos...

Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe o

acréscimo unilateral e predatório...

(12)

Posições pessoais:

DIFERENCIO O PSICOPATA DO SOCIOPATA

SE SOMOS A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS E

DEUS É AMOR, CONCLUE-SE QUE O PSICOPATA

NÃO É ESTA IMAGEM PORQUE NÃO AMA

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PSICOPATAS, INCIDÊNCIA

• DSM-IV – TR – Associação americana de

transtornos mentais:

– 3% dos homens

– e 1% das mulheres

– apenas uma minoria são psicopatas graves.

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Ambiente dos psicopatas:

• Grande número de psicopatas são burocratas em cargo de mando, liderança e chefia. Cinco fases:

– ingresso – cativante, seguro e charmoso

– estudo do território – identifica quem manda e se aproxima – manipulação de pessoas e fatos a seu favor

– confrontação com aqueles dos quais utilizou-se – Ascensão

• A política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada. Poucos cargos permitem um exercício tão propicio para a atuação dos psicopatas.

• O psicopata pedófilo procura profissões que os coloca em contato com crianças.

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Psicopatia na criança

• A criança com transtornos de conduta (pode ser o psicopata futuro); • Características: (importante a frequência e intensidade)

– mentiras – crueldade

– conduta desafiadora com autoridade – impulsividade e irresponsabilidade

– frustrado, reage com fúria e irritabilidade – culpar os outros por seus erros

– preocupação excessiva com seus interesses – insensibilidade emocional

– ausência de culpa ou remorso – falta de empatia

– falta de se constranger se pego em mentira ou flagrante – dificuldade de manter amizades

– vandalismo, falsificações – sexualidade exagerada

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Psicopatia no adulto

• superficialidade e eloquência; não demonstram vergonha quando flagrados em suas mentiras – falso médico linense

• egocentrismo e megalomania – para eles culpa é sempre dos outros

• ausência de sentimento de culpa (podem verbalizar remorso em seu próprio proveito)

• ausência de empatia ou respeito pelo sentimento alheio – o outro é mero objeto a ser utilizado/ gostam de possuir coisas e pessoas

• mentiras, trapaças, manipulação- podem enganar profissionais e até o detector de mentiras

• anergia emocional – as vezes simulam emoção para enganar – neurologicamente, são mto mais racionais do que emocionais

• impulsividade – busca satisfação imediata sem atentar para as consequências

• deficiente autocontrole, mas sabe onde quer ir ou a quem magoar quando perdem o controle

• necessidade de excitação – gostam de viver no limite • falta de responsabilidade em todas as áreas de sua vida

• problemas comportamentais precoces –“precisamos falar sobre Kevin” – crueldade com os irmãos, animais, colegas de escola ( líder de bullyng) já nasce psicopata e assim permanecem a vida toda

• comportamento transgressor no adulto – transitam pelas diferentes áreas do crime (versatilidade criminal) – falta o medo da punição pois são anergicos emocionais

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Dois problemas:

• Psiquiatra forense luta para utilização do teste PCL* para presidiários no Brasil, no sentido de identificar psicopatas (Chico picadinho)

* instrumento que avalia o grau de risco da reincidência criminal.

• Idade penal – como o desenvolvimento da criança sem discernimento para o adulto responsável é um processo contínuo e irregular, diferente entre as diversas pessoas, não cabe estabelecer idade penal, que deve ser analisada caso a caso.

Embora a psiquiatria não seja autorizada a falar em psicopatia antes dos 18 anos devido as intensas modificações da puberdade, é certo que existem personalidades psicopáticas precoces rotuladas como transtornos de conduta

Importa avaliar a personalidade do infrator e seu discernimento do certo e errado, punindo – no crime grave – de forma individualizada e independente da idade.

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Dicas para lidar com eles:

• Saiba que eles existem e cuide de saber com quem vc esta lidando

• Cuidado que as aparências enganam

• ouça a voz de sua intuição que aprende a sinalizar perigos • cuidado com pessoas maravilhosas demais e/ou bajuladoras • atenção redobrada quando esta se sentindo desprotegido e

em um ambiente de solidão (aeroporto, cruzeiros, boates) • cuidado com o jogo da pena e da culpa- o “jogo do

coitadinho”

• não tente mudar o que não pode ser mudado • nunca se acumplicie com ele

• se suspeitou, evite-o a qualquer custo • se vôce foi vítima, procure ajuda

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Análise do mundo de hoje:

• A cultura dos tempos modernos esta propiciando o

aumento da psicopatia, baseando-se em:

– individualismo = busca do melhor tipo de vida a usufruir

– relativismo = o melhor para mim a qualquer custo, não havendo hierarquia moral a ser seguida;

– instrumentalismo = o valor daquilo que esta fora de mim é instrumental

• A luta pela liberdade individual levou a esse vale tudo e nos distanciou dos laços afetivos dentro de nosso mundo social • Portanto, formou-se uma cultura psicopática na sociedade

e até na ficção das novelas e filmes onde muitas vezes os nossos heróis são os vilões, os de antigamente... otários

Talvez o caminho seja o da tolerância zero com as transgressões de cada dia

(20)

• Componha uma discussão –

individualmente – sobre aquilo que

você conseguiu captar sobre a

personalidade psicopática na

sociedade e os mecanismos de

defesa que se tem para evitar seus

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Psicopatologia forense

• imputabilidade penal a capacida que tem a pessoa que praticou certo ato, definido como crime, de entender o que está fazendo e de poder determinar se, de acordo com esse entendimento.

1. absoluta, isso significa que não importam as

circunstâncias, o indivíduo definido como "inimputável" não poderá ser penalmente responsabilizado por seus atos na legislação convencional, ficando sujeitos às normas estabelecidas em legislação especial.

2. relativa, isso indica que o indivíduo pertencente a certas

categorias definidas em lei poderá ou não ser penalmente responsabilizado por seus atos, dependendo da análise individual de cada caso.

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Psicopatologia forense

• Capacidade de consentimento: diante de

entendimento pleno do proposto e suas

consequências

1. Menores de 14 anos

2. Surdos mudos, cegos, etc

3. Deficientes mentais

Referências

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