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Técnicas para redigir textos
Na redação do texto de forma científica, Fachin (2003, p. 188) determina que as informações devem obedecer à ordem lógica do raciocínio, passando para o papel uma linguagem clara e precisa, sem verbalismo inconsistente, podendo seguir essas orientações:
• usar de frases completas e curtas;
• evitar repetições do título na primeira frase; • empregar verbos em terceira pessoa;
• coletar dados bibliográficos obedecendo à ordem das informações; • preferir palavras familiares e termos de fácil compreensão;
• no rascunho, escrever o que lhe vier à cabeça. Depois, eliminar as partes desnecessárias e dar continuidade à construção do texto;
• recorrer a um amigo fazendo-o ler; as reações dele poderão ser de grande utilidade;
• usar clareza ao expressar as ideias, pois um trabalho científico acadêmico tem por objetivo expressar e não impressionar;
• ter sempre à mão um dicionário de língua portuguesa;
• ter cuidado com termos que expressem qualidade, quantidade, frequência, quando usados com palavras como “bom”, “muito”, “às vezes”; podem dar margem a diferentes interpretações;
• evitar o início de frases diretamente com números, como: 12 professores pertencem ao Curso de Direito. O indicado seria: No curso de Direito, há doze professores.
O rigor nas regras apresentadas faz da redação do trabalho uma atividade científica que deve atender os leitores em geral, porém, a linguagem escrita, deve levar em conta seu estilo próprio de escrever.
• técnica de sublinhar ou destacar: o uso dessa técnica, segundo Salomon (2001, p. 103-104), Oliveira (2003, p. 153) e Medeiros (2004, p. 25), possibilita destacar as ideias principais, as palavras-chave e as passagens importantes de um texto. Em geral, a ideia principal encontra- se na primeira frase. É
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preciso ler o texto e formular perguntas sobre ele, procurando respondê-las à medida que lê.
Para a eficácia no uso dessa técnica, você, aluno, pode seguir os passos abaixo: • fazer a primeira leitura integral do texto, sem sublinhá-lo;
• em uma segunda leitura, sublinhar apenas o que é realmente importante: ideias principais, dando destaque às palavras-chave. As palavras sublinhadas devem permitir uma releitura do texto, semelhante à leitura de um telegrama;
• destacar passagens importantes do texto, com traços na margem, assim como indicar dúvidas, com pontos de interrogação;
• reconstruir o parágrafo com base nas palavras e expressões sublinhadas; • não interromper a leitura ao encontrar palavras desconhecidas. Se após a
leitura completa do texto, as dúvidas persistirem, o leitor deverá anotá-las, para buscar esclarecimentos (mantenha à vista um dicionário).
• técnica de esquema: significa listar tópicos essenciais do texto, com a finalidade de permitir ao leitor uma visualização completa do texto. Essa alternativa é uma das melhores formas de estudar. É indispensável uma boa leitura do material para ter compreensão do texto e estabelecer hierarquia em relação às ideias do material lido. O esquema deve conter as ideias do autor, ideia principal e detalhes importantes.
Mas, lembre-se de que, para elaborar um esquema, você deverá respeitar algumas características. Veremos quais são:
• Na elaboração de esquema não é permitido alterar as ideias do autor, você deverá manter fidelidade ao texto original.
• Quer uma dica? Parta sempre das ideias mais importantes para construir a estrutura lógica.
• Como o objetivo do esquema é auxiliar em seu estudo, ele deve ser funcional e flexível, mas você poderá elaborá-lo de acordo com suas habilidades.
Existem vários tipos de esquema. Os mais adotados são: • Chaves { }
• Reta de chamada: o atenção
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• Regras para a aprendizagem o memória
o associação de ideias
• Esquema numérico dos títulos das seções 1; 1.1; 2; 2.1 ...
Não existem normas para elaboração de esquema, ele deve ser um registro útil para você, por isso é você quem deve definir a melhor maneira de fazê-lo.
Veja agora a síntese de dicas úteis para um esquema, segundo Hühne (2000): • após a leitura do texto, dar títulos e subtítulos às ideias identificadas no texto,
anotando-os às margens;
• colocar esses itens no papel como uma sequência ordenada por números (1, 1.1, 1.2, 2 etc.) para indicar suas divisões;
• utilizar símbolos para relacionar as ideias esquematizadas, como setas para indicar que uma ideia leva a outra, sinais de igual para indicar semelhança ou cruzes para indicar oposição etc;
• é igualmente útil utilizar chaves ({ ) ou círculos para agrupar ideias semelhantes.
Fichamento
São informações retiradas de leitura particulares, das aulas, das conferências e dos seminários. As ideias pessoais importantes para qualquer projeto futuro também devem ser transcritas nas fichas, para não se perderem com o passar do tempo. Seu objetivo é coletar elementos relevantes para o estudo em geral ou para a realização de um trabalho em particular, sempre dentro de determinada área. E como se se baseiam em conceitos fundamentais para consolidar alguma área do saber, a sugestão é as partes fundamentais devem ser evidenciadas como títulos e os demais conceitos e outros elementos entram como subtítulos. Deve conter vocabulário técnico – linguístico com um conjunto de termos cuja compreensão é necessária ´para a leitura e construção da redação, e para isso, esses termos devem ser sistematicamente transcritos e explicitados.
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Resumo e Resenha
Resumo e Resenha: como fazerEmbora eu tenha feito 5 anos de faculdade pra me formar Psicóloga, só agora, na Pós, é que eu fui aprender o passo-a-passo das resenhas e resumos (não me perguntem como eu me virei durante a graduação). Brincadeiras à parte, o fato é que muitos de nós já têm uma noção do que seja, e é com essa noção que a gente vai levando – e poucos são os que reclamam (imagino que muitos dos nossos professores também estejam nesse domínio da vaga noção: ok, péssimo panorama! Mas é o que eu imagino.) Bom, então chega de enrolação e vamos ao que interessa. Espero que o ‘como fazer’ que eu vou compartilhar com vocês tenha alguma serventia. Bom proveito!
RESUMO
O objetivo de um resumo é fazer um texto ocupar menos espaço, mantendo as ideias principais (ou centrais). Existem três tipos:
1) resumo acadêmico – objetivo, direto, ideias centrais;
2) extensivo – não se pode suprimir nada; só mudam as palavras; 3) seletivo/estético – ideias importantes, centrais.
O resumo possui algumas etapas que devem ser consideradas: a) conhecimento das condições do resumo
• espaço ocupado (quantas laudas) • finalidade pretendida
• leitura atenta do texto a ser resumido – essencial que se tenha um bom conhecimento e entendimento da obra. Sem isso, será muito difícil produzir um resumo fiel ao conteúdo original
b) processo – estruturação de ideias: como as ideias estão estruturadas no
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Por blocos de sentido: o autor não desenvolve cada ideia em um parágrafo, mas faz muitas digressões, voltando a assunto anteriormente tratado, retomando a ideias já combatidas, etc. Os textos freudianos seguem essa estruturação.
A melhor maneira de resumir textos que têm esta estruturação é por unidade de sentido, concentrando o sentido no parágrafo. Exemplo: num texto em que duas teses antagônicas são apresentadas pelo autor na forma de blocos de sentido, o resenhista irá reunir todas ideias referentes à tese A num parágrafo e todas as que se referirem à tese B em outro parágrafo.
Como se identificam as unidades de sentido: através da identificação dos conectores: • mas/porém: indicam oposição entre ideias;
• embora: indica concessão;
• na verdade/assim: demonstração.
Por parágrafos: as ideias são desenvolvidas parágrafo a parágrafo. Sem dúvida, é mais fácil resumir este tipo de texto, pois a sequência lógica das ideias permite fazer um resumo por parágrafos, seguindo a ordem dos parágrafos do texto.
c) Estratégias:
• o resumo não apresenta introdução: vai direto ao assunto;
• segue-se a ordem do texto, assim se evita a falta de coesão no encadeamento das ideias;
• não se mencionam elementos estranhos ao texto analisado, como exemplos e ideias que o autor não expressou;
• redige-se o resumo como se o próprio autor o fizesse: não usar expressões como “o autor afirma”, “segundo o autor”;
• o resumo não contém conclusões a que o autor não chegou.
RESENHA
A resenha que será abordada aqui é a resenha acadêmica, mas nada impede que possa ser usada em diferentes contextos. Tudo vai do bom-senso. Pois bem.
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A resenha é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Existem dois tipos de resenha acadêmica:
a) resenha crítica – geralmente a mais pedida pelos professores; b) resenha temática.
Resenha crítica:
Podemos dizer que a resenha crítica é constituída por seis passos:
1. identificação da obra – título, autor, ano de publicação, referências sobre o autor (sua formação, áreas de interesse, etc.);
2. apresentação breve da obra – tema abordado pelo livro ou texto que se
está resenhando;
3. resumo – nesta parte, apresenta-se ao leitor a descrição do conteúdo da
obra na forma de um resumo com as suas ideias centrais. Importante salientar que no resumo (como vimos) não se usam expressões como “segundo o autor…”. O resumo deve ser escrito como se o próprio autor do texto o estivesse fazendo, só que se enfatizam apenas as ideias centrais, de forma concisa (de 3 a 5 parágrafos);
4. Análise crítica – aqui é a vez de o resenhista analisar criticamente a obra em questão. Para isso, ele pode (e deve) se apoiar em outras obras que versam sobre o mesmo tema, construindo, assim, o seu posicionamento acerca da atualidade e originalidade da obra, das escolas de pensamento às quais se vincula, qual a relevância do tema, o que traz de novo, qual o panorama cultural, social, econômico e político em que ela foi escrita, entre outros aspectos que podem ser analisados;
5. Recomendação da obra – na verdade, a recomendação não é uma
regra. Se você não concorda com as ideias desenvolvidas pelo autor, não precisa recomendar só para cumprir o protocolo;
6. Assinatura e identificação do resenhista – é importante que o leitor saiba quem é você para estar falando de determinado assunto, então não esqueça de mencionar sua formação, áreas de interesse e alguns detalhes que julgar pertinentes sobre você mesmo.
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Resenha temática:
Este tipo de resenha é usado quando se quer escrever sobre um tema comum a vários textos. Aqui, temos cinco passos:
1. apresentação do tema comum - exemplo: atuação do psicólogo em varas de família. Esse tema é abordado pelos 3 textos que serão analisados. Temos o tema comum);
2. resumo dos textos – lembrando que no resumo NÃO cabem expressões
como “o autor pensa”, “segundo o autor”. É como se você fosse o autor do texto e tivesse que enxugá-lo até as partes mais essenciais (ideias centrais);
3. conclusão: é o momento da análise crítica. O resenhista irá expor o seu posicionamento acerca do assunto. Para isso, ele se utilizará de outras fontes bibliográficas e construirá com base nelas uma argumentação coerente e plausível sobre o tema. Pontos importantes a serem considerados nesta análise: a relevância do tema, os pontos altos, a atualidade do tema, as contribuições de outros pensadores acerca da questão.
4. apresentação das fontes – referências bibliográficas utilizadas.
5. assinatura e identificação do resenhista – como na resenha crítica.