RES: DUVIDAS 2 - FELIXLÂNDIA
De: DRPSP CGFAL - Coordenacao Geral de Fiscalizacao e Acompanhamento - MPS
Para: '[email protected]'
Assunto: RES: DUVIDAS 2 - FELIXLÂNDIA Data: 18/05/2010 11:38
Prezada Sra. Tânia Gonçalves de Souza Melo,
Superintendente do IPREMFEL - Município de Felixlândia/MG
Para o cálculo dos proventos de aposentadorias pelos Regimes Próprios de Previdência Social não há aplicação do fator previdenciário, porém há exigência do cumprimento de idade mínima para a concessão. Já no RGPS, se aplica o fator previdenciário para o cálculo do valor do benefício mas não se exige cumprimento de idade mínima para a concessão. As mudanças em relação ao fator previdenciário são afetas somente ao RGPS, não causam nenhuma conseqüência nos RPPS.
O fator previdenciário do RGPS tem o mesmo objetivo que o critério idade mínima exigido para fins de concessão de aposentadoria nos RPPS, pois ambos foram instituídos para incitar o segurado a postergar sua aposentadoria, prolongando o tempo de contribuições a fim de propiciar o equilíbrio financeiro entre as receitas e despesas do regime previdenciário.
Embora o fator previdenciário não seja assunto afeto aos RPPS, podemos esclarecer que o mesmo foi instituído pela Lei nº 9.876/99 e é aplicado pelo RGPS sobre a média dos salários-de- contribuições para fins de apuração do valor inicial do benefício de aposentadoria. Para melhor compreensão do cálculo do valor do benefício pelo RGPS, observar o disposto nos arts. 28 e 29 da Lei nº 8.213/91 e nos arts. 31 e 32 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048/99.
O fator previdenciário em si é estabelecido de acordo com o tempo de contribuição do trabalhador, sua idade e a expectativa de vida dos brasileiros no momento da aposentadoria.
Para entender a forma de cálculo do fator previdenciário, observar o disposto nos §§ 7º a 9º do art.
29 da Lei nº 8.213/91 e nos §§ 11 a 14 do art. 32 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048/99.
Outrossim, esclarecemos que questionamentos sobre o fator previdenciário devem ser dirigidos ao INSS, que é o administrador do RGPS.
Att.
Coordenação-Geral de Normatização e Acompanhamento Legal
Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público/SPS/MPS Tel.: (61) 2021-5725
e-mail: [email protected]
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De: SIPREV - Felixlandia
Enviada em: segunda-feira, 17 de maio de 2010 13:25
Para: DRPSP CGFAL - Coordenacao Geral de Fiscalizacao e Acompanhamento - MPS Assunto: Re: RES: DUVIDAS FELIXLÂNDIA
Boa tarde, Senhores Coordenadores, agradeço pela resposta a nossa consulta, a qual nos
ajudou muito a obter uma melhor compreensão do assunto abordado.
No entanto, no momento da consulta não havia a dúvida sobre o fator previdenciário, e hoje temos servidores e até advogados, acreditando que com o fim do fator previdenciário algum servidor terá o direito de se aposentar contendo apenas o tempo de serviço, pois eles entendem que fator previdenciário é o limite de idade para se aposentar. Porém já venho esclarecendo aos mesmos que RPPS não tem fator previdenciário, portanto gostaria que o MPS nos esclarecesse o que é fator previdenciário? Nos RPPS com o fim do mesmo nos trará alguma alteração nas regras de aposentadorias atualmente?
Desde já agradecemos a atenção.
Atenciosamente,
Tânia Gonçalves de Souza Melo Superintendente do IPREMFEL
De: DRPSP CGFAL - Coordenacao Geral de Fiscalizacao e Acompanhamento - MPS Enviada em: sexta-feira, 14 de maio de 2010 18:41
Para: '[email protected]' Cc: '[email protected]'
Assunto: RES: DUVIDAS FELIXLÂNDIA
Prezada Sra. Tânia Gonçalves de Souza Melo,
Superintendente do IPREMFEL - Município de Felixlândia/MG
Em atenção à sua consulta no e-mail abaixo, informamos:
A acumulação de cargos públicos é permitida nos casos dispostos no art. 37, inciso XVI, da Constituição Federal. Se a acumulação de cargos for lícita, também será lícita a acumulação das aposentadorias decorrentes desses cargos acumuláveis, considerando a ressalva constante no § 10 do citado art. 37 e também o disposto no § 6º do art. 40 da Constituição, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98. Nesse sentido, a Oridentação Normativa SPS/MPS nº 02, de 31/03/2009, dispõe:
"Art. 76. são vedados:
...
IV - a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime próprio a servidor público titular de cargo efetivo, ressalvadas as decorrentes dos cargos acumuláveis previstos na
Constituição Federal; e
V - a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente de regime próprio de servidor titular de cargo efetivo, com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
...
§ 2º A vedação prevista no inciso V não se aplica aos membros de Poder e aos inativos,
servidores e militares que, até 16 de dezembro de 1998, tenham ingressado novamente no serviço público por concuso público de provas ou de provas e títulos, e pelas demais formas previstas na Costituição Federal, sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria pelo regime próprio, exceto se decorrentes de cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal.
§ 3º O servidor inativo para ser investido em cargo público efetivo não acumulável com aquele que gerou a aposentadoria deverá renunciar aos proventos dessa.
§ 4º Aos segurados de que trata o § 2º é resguardado o direito de opção pela aposentadoria mais vantajosa. "
(grifamos)
Assim, se a acumulação estiver em conformidade com o art. 37, XVI, da Constituição, o servidor poderá se aposentar pelos dois cargos quando preenchidos os requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria. O cumprimento dos requisitos para aposentadoria é verificado em
relação a cada cargo acumulável, separadamente, de maneira que a concessão de
aposentadoria voluntária em um cargo não impede que o servidor permaneça no exercício do outro cargo acumulável. A exceção seria em caso de aposentadoria compulsória ou
aposentadoria por invalidez, pois quando o servidor faz jus a essas espécies de aposentadorias fica impedido de exercer qualquer cargo, sendo obrigatória a inatividade pelo fato de
ter completado 70 anos de idade ou de ter sido constatada incapacidade permanente para o trabalho, conforme o caso.
Quanto à questão do valor do benefício de auxílio-doença cabe ressaltar que o mesmo deve ser calculado na forma prevista em lei do ente federativo, pois como não há norma geral
disciplinando a forma de cálculo do auxílio-doença, compete ao ente tal disciplinamento, com a devida consideração no cálculo atuarial. Observar o disposto no art. 52, § 1º, da Orientação Normativa SPS/MPS nº 02/2009.
Relativamente à incidência de contribuição sobre parcelas de natureza temporária, cabe informar que compete ao ente federativo a definição, em lei, da base de cálculo da contribuição previdenciária ao seu Regime Próprio de Previdência Social, conforme disposto no art. 29 da Orientação Normativa SPS/MPS nº 02/2009:
"Art. 29. A lei do ente federativo definirá as parcelas da remuneração que
comporão a base de cálculo da contribuição, podendo prever que a inclusão das parcelas pagas em decorrência de local de trabalho, de função de confiança, de cargo em comissão, ou de outras parcelas temporárias de remuneração, será feita mediante opção expressa do servidor, inclusive quando pagas por ente cessionário."
O Supremo Tribunal Federal - STF tem se pronunciado no sentido de que somente as parcelas que podem ser incorporadas à remuneração do servidor para fins de aposentadoria podem sofrer a incidência da contribuição previdenciária. Ver decisões do STF no RE 389.903- AgR/DF, RE 545.317-AgR/DF, AI 710.361-AgR, AI 712.880-AgR.
O Supremo Tribunal Federal, na Seção Plenária do dia 07/05/2009, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a existência de repercussão geral da similar questão constitucional suscitada no RE 593.068-8/SC. Desta forma, o julgamento desse RE 593.068-8/SC terá efeito vinculante.
Diante do posicionamento do STF pode-se entender que a incidência de contribuição obrigatória somente pode ocorrer sobre as parcelas que se incorporam à remuneração do cargo efetivo. Entretanto, para possibilitar ao servidor, quando lhe convier, a melhora do resultado do cálculo da média aritmética simples das remunerações de contribuições, a partir da qual se estabelece o valor inicial dos proventos de aposentadoria, é recomendável que o ente federativo permita, em lei, a contribuição facultativa, mediante opção do servidor, sobre as parcelas temporárias que não se incorporam à remuneração do cargo efetivo, e que evite a previsão de tal incidência de maneira obrigatória
De toda forma, a contribuição é devida exatamente de acordo com a previsão em lei do ente federativo e a restituição só é cabível em caso de cobrança sem amparo legal ou por decisão judicial, pelo menos até que seja editada a respectiva Súmula Vinculante pelo STF.
As parcelas de caráter temporário ou transitório não se incorporam à remuneração do cargo efetivo, pois são devidas pelo desempenho de determinada atividade ou sob determinada condição, e não pelo exercício do cargo efetivo propriamente dito, sendo que, deixam de ser devidas quando cessado o fato que as gerou. Exemplo de parcelas temporárias: parcelas pagas em decorrência de local de trabalho (insalubridade, periculosidade, etc. ...), de função de confiança ou de cargo em comissão, de substituição, etc.
Em geral, as leis que instituem os adicionais, as gratificações, as vantagens pessoais, etc., especificam suas características, de maneira a esclarecer se são de caráter temporário ou permanente, e também costumam prever sobre sua incorporação ou não à remuneração do cargo efetivo.
A Orientação Normativa SPS/MPS nº 02/2009 dispõe:
"Art. 43. É vedada a inclusão nos benefícios de aposentadoria e pensão, para efeito de percepção destes, de parcelas remuneratórias pagas em decorrência de local de trabalho, de função de confiança, de cargo em comissão, de outras parcelas temporárias de remuneração, ou do abono de permanência de que trata o art. 86.
§ 1º Compreende-se na vedação do caput a previsão de incorporação das parcelas temporárias diretamente nos benefícios ou na remuneração, apenas para efeito de concessão de benefícios, ainda que mediante regras específicas, independentemente de ter havido incidência de
contribuição sobre tais parcelas.
§ 2º Não se incluem na vedação prevista no caput, as parcelas que tiverem integrado a remuneração de contribuição do servidor que se aposentar com proventos calculados pela média aritmética, conforme art. 61, respeitando-se, em qualquer hipótese, o limite de
remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria, ainda que a contribuição seja feita mediante a opção prevista no caput do art. 29.
§ 3º As parcelas remuneratórias decorrentes de local de trabalho que não se caracterizarem como temporárias, sendo inerentes ao cargo, deverão ser explicitadas, em lei, como integrantes da remuneração do servidor no cargo efetivo e da base de cálculo de contribuição. "
Se a gratificação denominada "pó de giz" é devida somente para o professor que estiver exercendo suas atividades em sala de aula e não para todos os detentores do cargo efetivo de professor, então pode-se entender que trata-se de uma parcela de natureza temporária, posto que, para fazer jus a ela, não basta que o servidor esteja no exercício do cargo efetivo, ele tem que estar exercendo atividade em sala de aula, fato considerado como de caráter temporário, pois pode-se sair dessa condição e deixar de fazer jus à citada gratificação.
Enfim, a incidência de contribuição sobre parcelas de natureza temporária somente poderá ocorrer mediante previsão em lei do ente federativo e terá efeito somente sobre o valor dos benefícios calculados pela média das remunerações de contribuições. No caso específico do auxílio-doença, a contribuição sobre parcelas de natureza temporária surtirá efeito no valor do benefício somente se estiver definido na lei do ente que esse benefício será calculado pela média das remuneraçãoes de contribuições.
Att.
Coordenação-Geral de Normatização e Acompanhamento Legal
Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público/SPS/MPS Tel.: (61) 2021-5725
e-mail: [email protected]
De: Pedro Moreira [mailto:[email protected]]
Enviada em: segunda-feira, 10 de maio de 2010 17:51 Para: CGAAI - Auditoria - MPS
Cc: [email protected] Assunto: DUVIDAS FELIXLÂNDIA
Boa tarde, Pedro;
Aproveitamos, quando estávamos no curso em Três Marias, o senhor pediu para que eu fizesse por escrito a respeito do servidor que tem dois cargos, quando o mesmo
aposentar-se do primeiro cargo ele teria que aposentar-se no outro cargo, fazendo o somatório das remunerações? Ou poderá aposentar naquela que tiver o tempo e depois no segundo quando adquirir o direito a aposentadoria? Lembra que o senhor estava em dúvida a respeito do assunto e pediu que eu fizesse por escrito, desde já, também aproveito para levantar a respeito dos servidores que tem gratificações, pó de giz, caso tenha optado para descontar sobre os mesmos terá o direito do auxílio-doença com estes valores? Pedro, estou informando que, para o pó de giz, a previdencia incidirá sobre o mesmo, mas somente servirá para cálculo de benefício que seja calculado pela média, no auxílio-doença não terá o direito, uma vez que este benefício(pó de giz) é só concedido aqueles que estão em sala de aula, será que estou fazendo corretamente. Quanto aos que tem gratificações salariais o auxílio-doença acompanha o salário se tiver optado por incidir a previdência. No primeiro caso, Pedro, eu já tenho professora que se aposentou
Lembre-se: sua senha de acesso no BOL Mail é secreta; não a informe a ninguém.
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em um cargo e está continuando trabalhando no outro cargo que ela possue, observei aqui que no estado também tem casos idênticos, professores se aposentou em um e continuou trabalhando no outro, aguardando o tempo para aposentar no último.
Aguardo informações sobre o que foi exposto.
Atenciosamente,
Tânia Gonçalves de Souza Melo Superintendente do IPREMFEL
Em 04/05/2010 15:37, Pedro Moreira < [email protected] > escreveu:
Caro Dirigente,
Como é do seu conhecimento, acontecerá um evento em Patos de Minas, nos dias 12, 13 e 14 de maio, referente a ATUÁRIA e SIPREV (sistema gratuito oferecido pelo MPS).
Certamente V. Sa. sabe da importância dos cursos de qualificação, e em especial os oferecidos pelo MPS, que busca trasmitir aos gestores os conhecimentos necessários que lhe permitam uma melhor gestão dos RPPS.
Além disso o CURSO É INTEIRAMENTE GRATUITO.
O seu custo será apenas o transporte e a hospedagem em Patos de Minas.]
CONTAMOS COM A SUA INDISPENSÁVEL PRESENÇA.
FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO.
Aguardo retorno de confirmação.
Abraços,
Pedro Antonio Moreira Auditor da Receita Federal Auditoria dos RPPS Matricula 0.954.427