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Rev. adm. empres. vol.16 número4

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critérios para a seleção de uma estratégia de treinamento.

Parte 3: Desenvolve as ques-tões relativas à alocação e arran-jo de recursos para aprendiza-gem. Aqui são tratados três temas básicos: a) recursos dispo-níveis a um treinador-adminis-trador; b) papéis que os treina-dores podem praticar numa si-tuação de aprendizagem; c) rela-ções entre treinadores e treinan-dos e as estratégias dispon fveis.

Parte 4: Trata de avaliação da eficácia do treinamento, consi-derando: a) o papel da avalia-ção; b) a natureza das inter-rela-ções que existem entre objeti-vos, métodos de ensino e as várias estratégias de avaliação; c) considerações técnicas tais como fidedignidade e validade, ;· e as diferenças entre critérios e testes de referências normal i-zadas; d) as diferenças técnicas de avaliação que podem ser usa-das para determinar se os obje-tivos cogniobje-tivos, afeobje-tivos e psi-comotores foram atingidos com pleno sucesso; e) como a eficá-cia de um programa de aprendi-zagem pode ser avaliada.

. A obra traz informações acerca da visão moderna do trei-namento. Aborda, sem dúvida alguma, as relações entre obje-tivo, técnica de ensino e méto-do de avaliação, estabe.lecenméto-do a sua independência em relação ao tipo de treinamento

dese-jado. •

Luís César G. de Araújo

Revista de A dministração de Empresas

A organização humana

Por Rensis Likert. 1 .a ed . São Paulo, Editora Atla s, 1975 .

Baseado em -estudos rigoro sos do Instituto de Pesquisa Social de Michigan, Rensis Likert des-creve um sistema de administra-ção científica, ou mais precisa-mente um modelo que, de acor-do com o comportamento das variáveis, passa a ser denomina-do de sistema 1, 2, 3 ou 4, num gradiente.

As variáveis organizacionais do modelo referem-se à natu-reza: a) da liderança aplicada; b) das forças motivacionais; c) dó processo de comunicação; d) do processo decisório; e) do processo de influência e intera-ção; f) do sistema de metas e diretrizes; g) do processo de controle.

Os resultados da pesquisa quantitativa revelam que as em-presas mais eficientes aproxima-mam-se do sistema 4 (quatro) . Enquanto que as menos eficien-tes tendem para o sistema 1 (um), que se caracteriza por uma administraçãb hierarquicamente controlada. Já o sistema 4 (qua-tro) é de administração partici-pativa, e tem como conceitos básicos · o "relacionamento de apoio", a "tomada de decisão em grupo", o "método grupal de supervisão" e a "fixação de

elevado padrão de desempenho individual".

O autor sustenta que, con-forme as pesquJsas, à medida que os métodos de administra-ção tendem para o sistema 4 (quatro) há benefícios em ter-mos de produtividade, custos e atitudes dos empregados. De modo inverso, à proporção que a administração inclina-se para o sistema 1 (um) a produtivi-dade tende a baixar, os custos a elevarem-se e as atitudes dos funcionários são menos produ-tivas.

Centenas de administrado-res de diversas áreas - produ-ção, vendas, finanças, escritório, etc. - reconheceram, por meio de questionários, quais os me-lhores métodos de administra-ção (sistema 4), porém tai s mé-todos não eram os mesmos que eles aplicavam em suas respecti-vas unidades de trabalho. Likert procura, então, lançar luzes à indagação: "Por que os adminis-tradores utilizam um sistema administrativo que eles próprios reconhecem ser menos eficiente que outro por eles mesmos des-crito como mais eficiente?"

Pelas características do sis-tema 4 (quatro) infere-se que ele, mais que qualquer outro sis-tema, exige melhor preparo téc-nico dos administradores. Basi-camente, maior conhecimento sobre a natureza das organiza-ções e sobre as forças que moti-vam o trabalho humano. Como salienta Likert, a competência, motivação e eficiência da orga-nização humana determina a própria empresa. Daí, dirigir o componente humano é a tarefa administrativa crucial.

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va-riáveis causais, pois são elas que determinam o curso dos eventos e os próprios resultados organi-zacionais. No capítulo 8 as va-riáveis são amplamente discuti-das quanto à natureza e relacio-namento entre si, e em termos de como são tratadas pelos sis-temas 2 (dois) e 4 (quatro). Também no apêndice o autor apresenta - classificadas nas três categorias citadas - um grande elenco de variáveis orga-nizacionais.

Merecem destaque as deci-sões que são tomadas sem consi-derar, adequadamente, o com-ponente humano. A deficiência do processo estaria no sistema contábil que não registra os ati-vos intangíveis. Likert propõe e discute a mensuração desses

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ativos. Afirma que hodierna-mente "já é possível aferir o valor corrente da organização humana de uma firma e da satis-fação de sua clientela". É neces-sário que os administradores te-nham idéia do valor da organi-zação humana (e das tendências desse valor) de suas empresas, porque "a lucratividade e a sobrevivência a longo prazo da empresa dependerão muito de decisões corretas, inspiradas por mensurações que reflitam o valor corrente da sua organiza-ção humana".

A organização humana é o primeiro livro de uma trilogia. "O segundo volume descreverá em minúcias o sistema de admi-nistração científica derivado dos princípios e práticas dos

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administradores mais bem suce-didos". O último "examinará as experiências que se realizam visando fazer com que número cada vez maior de empresas passe a adotar a administração científica" nos moldes do sis-tema 4, relatando sobre as estra-tégias de mudança e sobre como assimilar as aptidões necessárias às funções empresariais.

Conquant'1 Likert destine esse livro "aos interessados em ap I icar os resu I ta dos da pesquisa quantitativa no aprimoramento da administração dos recursos humanos", cremos que, pela sua coerência e aplicabilidade, o livro tem destinação bem mais

ampla. •

Marcos Antonio Frota

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