Ambientes de luz e substratos orgânicos na produção e diagnose nutricional de Salvia officinalis L. / Light environments and organic substrates in the production and nutritional diagnosis of Salvia officinalis L.

Texto

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761

Ambientes de luz e substratos orgânicos na produção e diagnose

nutricional de Salvia officinalis L.

Light environments and organic substrates in the production and

nutritional diagnosis of Salvia officinalis L.

DOI:10.34117/bjdv6n3-426

Recebimento dos originais: 26/02/2020 Aceitação para publicação: 26/03/2020

Janildes de Jesus da Silva

Mestre em Solos e Qualidade de Ecossistemas pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: janildesdejesus@hotmail.com

Anacleto Ranulfo dos Santos

Doutor em Agronomia (Solos e Nutrição Mineral de Plantas) pela Universidade de São Paulo - ESALQ

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: anacleto@ufrb.edu.br

Girlene Santos de Sousa

Doutora em Agronomia área de concentração Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Lavras - UFL

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: girlene@ufrb.edu.br

Gilvanda Leão dos Anjos

Doutoranda em Ciências Agrárias pela Universidade de Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: gilvandas218s2@gmail.com

Patrícia Messias Ferreira

Graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade de Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: agro.patriciamessias@gmail.com

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Railda Santos de Jesus

Mestranda em ciências Agrárias pela Universidade de Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: raipereira12@hotmail.com

Gisele Chagas Moreira

Doutoranda em Ciências Agrárias pela Universidade de Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Endereço: Rua Rui Barbosa, 710 – centro, Cruz das Almas – BA, Brasil E-mail: giselemoreira_@hotmail.com

RESUMO

Objetivou-se avaliar as características agronômicas, índices fisiológicos e diagnose nutricional de plantas de Salvia officinalis L. cultivadas em diferentes condições de luminosidade e substratos orgânicos. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 4, sendo três tipos de substratos orgânicos: húmus de minhoca, esterco bovino curtido, vivatto plus® e a testemunha (solo sem adubação) e quatro condições de luminosidade obtidas com o uso de malhas: 1) malha ChromatiNet Vermelha; 2) malha Aluminet; 3) Malha Preta e 4) Tratamento controle – a pleno sol. Os dados foram submetidos à análise de variância com auxílio do programa estatístico computacional “R”. Observou-se efeito significativo da interação entre os ambientes de luz e os substratos orgânicos para as variáveis área foliar específica, razão de área foliar e a relação clorofila A e B. Para as demais variáveis houve efeito isolado dos substratos orgânicos e também dos ambientes de luz. O crescimento das plantas de sálvia é influenciado por diferentes ambientes de luz e substratos orgânicos. O uso do solo+esterco bovino curtido e solo+vivatto plus® proporciona maior crescimento das plantas de sálvia, enquanto que os substratos solo+húmus de minhoca e solo+esterco bovino curtido promovem maiores teores de P e K nas folhas e raízes das plantas de sálvia.

Palavras chave: adubação orgânica, nutrição vegetal, plantas aromáticas, qualidade de luz ABSTRACT

The objective was to evaluate the agronomic characteristics, physiological indexes and nutritional diagnosis of Salvia officinalis L. plants when grown under different conditions of light and organic substrates. The experimental design used was completely randomized in a 4x4 factorial scheme, with three types of organic substrates: earthworm humus, tanned manure, vivatto plus® and the control (soil without fertilization) and four light conditions obtained with the use of meshes: 1) Red ChromatiNet mesh; 2) Aluminet mesh; 3) Black mesh and 4) Control treatment - in full sun. The data were submitted to analysis of variance with the aid of the computer statistical program "R". There was a significant effect of the interaction between the light environments and the organic substrates for the variables specific leaf area, leaf area ratio and the chlorophyll A and B ratio. For the other variables, there was an isolated effect of the organic substrates and also of the environments light. The growth of sage plants

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 is influenced by different light environments and organic substrates. The use of soil + tanned bovine manure and soil + vivatto plus® provides greater growth of sage plants, while the substrates soil + earthworm humus and soil + tanned bovine manure promote higher levels of P and K in the leaves and roots of plants of sage.

Keywords: organic fertilization, plant nutrition, aromatic plants, light quality

1 INTRODUÇÃO

A Salvia officinalis L., pertencente à família Lamiaceae, conhecida popularmente como sálvia, é uma planta aromática usada principalmente para fins medicinais e alimentícios que apresenta elevada expressão de metabólitos secundários úteis, tais como: compostos terpenóides e derivados fenólicos (BEN FARHAT et al., 2013; ROBY et al., 2013), sendo muito utilizada pela indústria farmacêutica e de condimentos.

A adubação orgânica proporciona elevação da produtividade e qualidade dos produtos obtidos e maximização do rendimento das culturas. As plantas medicinais e aromáticas, como qualquer outra cultura, dependem de suprimentos adequados de nutrientes para boas produtividades agrícolas. Nesse sentido, a adubação orgânica é fonte de nutrientes para as plantas, além de contribuir para a melhoria das qualidades físicas, químicas e biológicas do solo (CORRÊA et al., 2010).

A utilização de malhas fotoconversoras nos cultivos vegetais corresponde a uma inovação agrotecnológica atualmente disponível no mercado, tendo como finalidade à alteração na qualidade da radiação solar, influenciando o crescimento e o desenvolvimento vegetal e promovem respostas fisiológicas desejadas reguladas pela luz (BRANT et al., 2009). Esses ambientes manipulam o espectro de luz solar incidente sobre o cultivo, modificando tanto a quantidade como a qualidade da radiação solar transmitida.

A malha fotoconversora vermelha possui uma maior transmitância em comprimentos de onda acima de 590 nm (vermelho) e um pico menor em torno de 400 nm (violeta), reduzindo ondas azuis, verdes e amarelas (BRANT et al., 2009). A malha termorrefletora vem sendo usada

para cultivo poratenuar variações bruscas de temperatura entre o dia e a noite, possibilitando a

formação de vários microclimas, além de proteger as plantas da radiação solar excessiva e conservar o calor no interior do ambiente (COSTA et al., 2012). A malha preta (sombrite) é cada vez mais utilizada em condições de temperaturas altas para reduzir a incidência direta da radiação nas plantas, que precisam de menor fluxo de energia radiante para seu crescimento, sem alterar a qualidade espectral da luz (TULLIO et al., 2013).

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 A avaliação do crescimento e diagnose nutricional de sálvia submetida a ambientes de luz e substratos orgânicos pode fornecer dados para que se estabeleça as melhores condições de cultivo da espécie, uma vez que, quando se trata de plantas medicinais, as informações agronômicas acerca das exigências nutricionais das culturas são ainda pouco pesquisadas.

Assim, objetivou-se avaliar as características agronômicas, índices fisiológicos e diagnose nutricional das plantas de Salvia oficinallis L., cultivadas em diferentes condições de luminosidade e os substratos orgânicos.

2 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado em casa de vegetação do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no município de Cruz das Almas-BA, o qual está localizado geograficamente a 12°40’19”S e 39°06’22”W a uma altitude de 225 m.

O solo utilizado foi do tipo Latossolo Amarelo Distrófico coletado na camada superficial (0,0 – 0,20 m) cultivado com eucaliptos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas–BA. As amostras foram destorroadas, secas ao ar, passado em peneira de 4 mm, sendo posteriormente analisadas, apresentando as seguintes características químicas: pH (em H2O) = 5,6; Al trocável (Cmolc dm-3) = 0,00; Ca + Mg

(Cmolc dm-3) = 1,6; P (mg dm-3) = 0; K (mg dm-3) = 7,82; Matéria orgânica = 0,96%; V

(%) = 46,81; Soma de bases (Cmolc dm-3) = 1,32; CTC (Cmolc dm-3) = 1,32.

Foram feitas análises químicas dos substratos orgânicos, que apresentaram as seguintes características: esterco bovino + solo, pH = 7,3; Al trocável (Cmolc dm-3) =

0,00; Ca + Mg (Cmolc dm-3) = 1,79; P (mg dm-3) = 1,86; K (mg dm-3) = 27,37; Matéria

orgânica = 1,16%; V (%) = 88,81; Soma de bases (Cmolc dm-3) = 3,97; CTC (Cmolc dm -3) = 13,56. Húmus de minhoca + solo: pH = 7,3; Al trocável (Cmol

c dm-3) = 0,00; Ca +

Mg (Cmolc dm-3) = 1,83; P (mg dm-3) = 7,41; K (mg dm-3) = 31,28; Matéria orgânica =

0,89%. Vivatto plus® + solo: pH = 5,8; Al trocável (Cmolc dm-3) = 0,00; Ca + Mg (Cmolc

dm-3) = 3,47; P (mg dm-3) = 6,05; K (mg dm-3) = 11,73; Matéria orgânica = 1,68%; V (%) = 90,58; Soma de bases (Cmolc dm-3) = 6,73; CTC (Cmolc dm-3) = 6,73.

As mudas de sálvia foram obtidas por meio de sementes certificadas (pela Isla) e transplantadas quando atingiram 4,0 cm de altura. Utilizou-se vasos com capacidade de 4,0 dm3 sendo 80% solo e 20% de composto orgânico homogeneizado.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 4, sendo três tipos de substratos orgânicos: húmus de minhoca, esterco bovino curtido, vivatto plus®, e a testemunha (solo sem adubação) e quatro condições de luminosidade obtidas com o uso de malhas: 1) malha ChromatiNet Vermelha; 2) malha Aluminet; 3) Malha Preta (neutra) e 4) Tratamento controle – a pleno sol. Esse modelo experimental foi disposto em parcela subdividida no espaço. Nas parcelas foram alocados os diferentes ambientes de luz e nas subparcelas os substratos orgânicos. O ensaio foi constituído com 16 tratamentos e cinco repetições, em um total de 80 unidades experimentais (vasos).

O experimento foi coletado aos 115 dias após o transplantio das mudas, e foram analisadas as variáveis: altura da planta (AP) que foi medida com régua graduada a partir do colo ao ápice dagema terminal; o diâmetro do caule (DC) medido a 1 cm do substrato, com o auxílio do paquímetro com precisão de 0,01 mm; comprimento de raiz (CR) que foi medido com régua graduada da base superior até a ponta da raiz principal; o volume de raiz (VR) foi obtido pelo método da proveta, por meio do deslocamento da coluna de água em função da imersão da raiz.

Foram coletados dados de índice de clorofila A, B e Total (ICF – Índice de Clorofila Folker), entre 8:00 e 10:00 horas da manhã utilizando o medidor eletrônico Falker modelo-CFL1030, com leituras realizadas em três folhas do terço médio de cada planta.

As folhas, caule e raiz foram separadas e acondicionadas individualmente em sacos de papel, colocadas em estufa com circulação forçada de ar a 40 ± 2 ºC (para extração do óleo essencial) até massa constante. A partir daí foram determinadas às massas da matéria seca da folha (MSF), caule (MSC), raiz (MSR) e total (MST) utilizando balança analítica com precisão de 10–3. Com esses resultados, foi calculado a razão massa da matéria seca parte aérea/massa da matéria seca raiz (MSPA/MSR).

A área foliar total (AF) por planta foi determinada utilizando a relação de MSF e massa da matéria seca de 10 discos foliares, coletados da base até o ápice da planta, com o auxílio de um perfurador de área conhecida, evitando a nervura central, conforme descrito em Peixoto (2011). A razão de área foliar (RAF), razão de massa foliar (RMF) e área foliar específica (AFE) foram determinadas a partir dos valores de AF, MSF e MST, ambas expressas em grama. A partir de fórmulas matemáticas descritas por Peixoto et al., (2011).

Para determinação dos nutrientes da fitomassa vegetal utilizou-se moinho tipo Willy e padronizado com peneira de 20 mesh. Aproximadamente em 0,1 g das MSF e MSR foram submetidos à digestão ácida em uma mistura de 3,0 mL de ácido sulfúrico concentrado

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 (H2SO4) e 3 mL de peróxido de hidrogênio (H2O2) a 30%. Em seguida, o digerido foi diluído

para 100 mL com água destilada, obtendo-se assim, o extrato para realização das análises de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Os teores de K foram determinados por fotometria de chama, o de N pelo método espectrofotométrico do fenol-hipoclorito e o de P pelo método espectrofotométrico do molibdo-vanadato.

Os dados foram submetidos à análise de variância com auxílio do programa estatístico computacional “R” (R Development Core Team, 2018). Em função do nível de significância foi aplicado o teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro para comparação de médias.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com os resultados obtidos, verifica-se que houve efeito (p<0,05) da interação entre os ambientes de luz e as substratos orgânicos para as variáveis: RAF, AFE e a relação clorofila a∕b (CLO A∕B). Para as demais variáveis constata-se que houve efeito isolado das adubações orgânicas, como também, dos ambientes de luz (Tabela 1).

Tabela 1. Resumo da análise de variância para altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca do caule (MSC), massa da matéria seca da raiz (MSR), massa da matéria seca total (MST),

relação massa da matéria seca da parte aérea e massa da matéria seca da raiz (MSPA/MSR), área foliar (AF), área foliar específica (AFE), razão de área foliar (RAF), razão de massa foliar (RMF), clorofila A (CLO A), clorofila B (CLO B), clorofila total (CLO T) e relação clorofila A e B (CLO A/B) das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes ambientes de luz e substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA,

2019

**– significativo ao nível de 1% pelo teste F; *– significativo ao nível de 5% pelo teste F; ns – não significativo. Fonte de variação Quadrado Médio AP DC CR VR MSF MSC Malhas (M) 2597,36** 0,38** 200,89** 51,00* 8,62** 0,64ns Erro a Adubação (A) 174,65 73,22ns 0,01 0,28** 10,231 192,08** 6,924 47,48** 0,928 98,28* * 0,48 20,27* M X A 249,06ns 0,01ns 23,76ns 5,02ns 2,27ns 1,06ns Erro b 138,17 0,01 853,87 5,17 1,30 0,56 CV1(%) CV 2 (%) 46,02 40,93 26,64 23,90 13,56 17,89 79,82 69,01 17,49 20,71 27,87 30,21 Fonte de variação Quadrado Médio MSR MST MSPA/MS R AF AFE RAF Malhas (M) 49,391** 88,02** 48,98** 1524340ns 160042* * 98815* * Erro a Adubação (A) 0,907 30,92** 3,64 362,55** 1,15 10,56** 504044 20163891** 4273 27167ns 98815 9362*

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 M X A 2,61ns 11,28ns 1,50ns 382083ns 29102* 10020 * Erro b 1,43 6,02 0,97 442272 9808 3246 CV1(%) CV 2 (%) 29,13 36,57 16,92 21,77 33,71 30,93 27,12 25,40 13,17 19,96 15,89 22,87 Fonte de variação Quadrado Médio

RMF CLO A CLO B CLO T CLO A/B

Malhas (M) 0,06** 11,97ns 3,04ns 21,26ns 0,22ns Erro a Adubação (A) 0,00 0,03** 7,23 47,06* 4,89 11,69ns 22,50 103,84* 0,18 0,12ns M X A 0,00ns 8,81ns 6,83ns 29,28ns 0,33* Erro b 0,00 10,34 4,23 26,30 0,11 CV1(%) CV 2 (%) 8,98 10,10 7,95 9,51 19,64 18,27 10,52 11,38 13,95 11,22

O desdobramento da interação entre as condições de ambientes de luz e adubações orgânicas é apresentado na Tabela 2. A RAF das plantas de sálvia crescidas em solo sem a presença de substratos orgânicos e sob a malha vermelha foram estatisticamente diferente das plantas crescidas sob os demais ambientes de luz, quando cultivadas no mesmo substrato.

Para a variável AFE vê-se que as plantas de sálvia cultivadas em solo sem adição de material orgânico e sob as malhas vermelha, preta, termorrefletora e pleno sol se diferiram entre si estatisticamente (Tabela 2). Esses resultados estão de acordo com o que estabelece Larcher (2004), o qual afirma que as plantas crescidas a alta intensidade de radiação desenvolvem folhas espessas, como consequência apresenta um metabolismo mais ativo, proporcionando maior produção de matéria seca e consequentemente, um maior conteúdo energético.

Para a variável relação clorofila A/B, quando as plantas de sálvia foram cultivadas com solo+húmus de minhoca, e sob malha vermelha e termorrefletora não observou-se diferenças estatísticas entre si, quando comparadas às plantas cultivadas sob a malha vermelha em substrato contendo solo+húmus de minhoca com aquelas crescidas a pleno sol e cultivadas com solo sem adição de húmus. Resultados contrários a estes foram encontrados por Souza et al., (2011), onde os maiores valores da relação clorofila a/b ocorreram em condições de pleno sol em plantas de Mikania glomerata. Segundo os autores a relação clorofila a/b diminui com a redução da intensidade de luz, pois a clorofila “b” em condições de sombreamento está em maior quantidade, que pode estar relacionado à sua degradação ser mais lenta que a da clorofila “a”.

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Tabela 2. Desdobramento da interação para as variáveis razão de área foliar (RAF), área foliar específica (AFE) e relação clorofila A e B (CLO A/B) das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes ambientes

de luz e substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Ambientes de luz

RAF (cm2 g-1)

Esterco bovino Húmus minhoca Vivatto plus® Testemunha Malha vermelha 277,55 A b 337,93 A b 268,99 A b 449,67 A a Malha termorrefletora Malha preta 247,50 AB a 287,26 A a 222,87 BC a 280,65 AB a 191,50 AB a 261,55 A a 199,79 BC a 269,62 B a Pleno sol 182,90 B a 184,39 C a 156,61 B a 165,27 C a Ambientes de luz AFE (cm2 g-1)

Esterco bovino Húmus minhoca Vivatto plus® Testemunh a Malha vermelha 501,05 A b 585,29 A b 556,39 A b 826,97 A a Malha termorrefletora Malha preta 496,85 A a 491,01 A a 421,91 B a 473,99 AB a 441,62 A a 536,25 A a 462,72 B a 507,07 B a Pleno sol 385,44 A a 435,60 AB a 409,87 A a 404,20 B a Ambientes de luz

CLO A/B (ICF)

Esterco bovino Húmus minhoca Vivatto plus® Testemunh a Malha vermelha 2,79 A b 3,57 A a 2,94 A b 3,53 A a Malha termorrefletora Malha preta 2,94 A a 3,07 A a 3,02 AB a 2,91 B a 3,39 A a 3,01 A a 2,90 B a 3,14 AB a Pleno sol 2,98 A a 2,87 B a 3,04 A a 2,92 AB a

*Médias seguidas de mesma letra, maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey (p<0,05).

O efeito isolado do ambiente de luz, ou seja, independente da adição de adubações orgânicas, é apresentado na Tabela 3. A altura da planta (AP) de sálvia quando cultivadas sob as malhas vermelha e termorrefletora, não diferiram entre si, entretanto, apresentaram diferenças das plantas cultivadas sob a malha preta e pleno sol. Os resultados indicam que plantas cultivadas sob a malha vermelha tiveram influência positiva sobre a altura da planta, possivelmente por conta do pigmento existente na mesma, à redução da temperatura do ambiente e à redução da perda de água por evaporação. Contudo, a maior altura atingida pelas plantas pode ser em função do estiolamento destas, devido às condições de menor quantidade de luz no ambiente sombreado (Quinto et al., 2012). Segundo os autores Gomes et al. (2002), a altura da planta apresenta uma boa contribuição para uma avaliação da qualidade de plantas, sendo essas características fáceis e viáveis de mensuração, além de não destruir as plantas.

Para o diâmetro do caule (DC) e comprimento de raiz (CR) as plantas crescidas sob pleno sol e malha termorrefletora não se diferenciaram entre si, sendo que as plantas cultivadas

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 sob pleno sol se diferenciaram dos demais ambientes. O maior DC é característica desejável em mudas pois garante maior sustentação da parte aérea (Tabela 3).

Tabela 3. Valores médios para as variáveis altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca raiz (MSR), massa da matéria seca total (MST), relação massa seca da parte aérea e raiz (MSPA/MSR) e razão de massa

foliar (RMF) das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes ambientes de luz, Cruz das Almas-BA, 2019

Variáveis

Ambientes de luz Malha

vermelha

Malha termorrefletora Malha preta Pleno sol

AP (cm planta-1) 41,87 a 30,09 ab 28,82 b 14,07 c DC (mm planta-1) 0,36 b 0,63 a 0,43 b 0,63 a CR (cm planta-1) 20,60 b 25,8 a 21,11 b 26,78 a VR (ml planta-1) 1,83 b 4,1 ab 2,10 b 5,15 a MSF (g planta-1) 4,58 b 6,09 a 5,80 a 5,55 a MSR (g planta-1) 1,55 d 3,94 b 2,47 c 5,10 a MST (g planta-1) 8,61 c 12,75 a 10,56 b 13,12 a MSPA/MSR 5,27 a 2,38 c 3,44 b 1,67 c RMF (g g-1) 0,53 a 0,47 b 0,54 a 0,42 c

*Médias seguidas por letras distintas na linha diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey (p<0,05).

Em relação ao volume de raiz (VR) as plantas cultivadas sob pleno sol e malha termorrefletora, não diferiram entre si, porém, apresentaram diferenças em relação àquelas crescidas sob as malhas preta e vermelha. Planta com o maior VR, tem-se uma maior exploração do solo em busca de água e nutrientes, sendo esta uma estratégia das plantas para garantir maior capacidade de suportar maiores taxas de fotossíntese e transpiração que ocorre mais facilmente em ambientes iluminados.

As plantas de sálvia quando submetidas ao cultivo sob as malhas termorrefletora, preta e no ambiente a pleno sol não apresentaram diferença significativa, porém, se diferenciaram das plantas cultivadas sob o ambiente com malha vermelha, para a variável MSF. Resultados contrários foram encontrados por Souza et al. (2017), avaliando a produção de fitomassa de S.

officinalis cultivada sob malhas coloridas e doses de esterco avícola, onde os autores

verificaram que as plantas crescidas sob malha vermelha apresentaram valores significativos para a variável MSF.

A MSR das plantas de sálvia não diferiu em relação aos ambientes de luz (vermelha, termorrefletora e preta). Entretanto, evidenciou-se respostas significativas para as plantas

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 crescidas no ambiente a pleno sol, indicando resposta adaptativa que proporciona maiores ganhos de carbono, como aumento na razão de área foliar, ou que reflita numa estratégia em busca de luminosidade. A alocação preferencial da fitomassa seca para o sistema radicular é atribuída para o efeito da intensidade da luz, uma vez que plantas cultivadas sob pleno sol mostraram maior investimento de fotoassimilados em raízes, em detrimento das folhas. Isto é, uma estratégia adaptativa, a fim de aumentar capacidade de absorção de água e nutrientes e aumentar a capacidade de sobrevivência das plantas em ambientes com maior incidência de vento e maior irradiância, consequentemente, maior necessidade de água (Chagas et al., 2013). A MST das plantas de sálvia quando cultivadas sob a malha termorrefletora e pleno sol, diferiu estatisticamente daquelas crescidas sobas malhas preta e vermelha. Brant et al. (2009), ao estudarem o desempenho produtivo de Melissa officinalis (Lamiaceae) sob malhas coloridas e ambiente a pleno sol, concluíram que as plantas de melissa são insensíveis à qualidade de luz para produção de fitomassa e expansão foliar, sendo sensíveis apenas quanto à intensidade de luz, de forma que o sombreamento empregado pelas malhas (50%), independentemente de sua cor, foi benéfico em relação às plantas cultivadas a pleno sol.

A relação MSPA/MSR, quando as plantas de sálvia foram submetidas ao ambiente de luz com malha vermelha, apresentou diferença estatística quando as plantas foram cultivadas sob as malhas: preta, termorrefletora e no ambiente a pleno sol. Quanto menor a relação parte aérea/raiz em plantas sob alta intensidade de luz há uma indicação que maior será a alocação de fotoassimilados no sistema radicular.

Em relação à variável RMF, observou-se que plantas de sálvia crescidas sob as malhas preta e vermelha, se diferiram estatisticamente daquelas crescidas sob malha termorrefletora e em ambiente a pleno sol. Souza et al. (2014) encontraram razão de massa foliar em alecrim com menores valores no tratamento pleno sol e segundo os autores ocorreu menor alocação dos produtos da fotossíntese para as folhas em relação à fitomassa total produzida.

O efeito isolado das adubações orgânicas (esterco bovino curtido, húmus de minhoca, vivatto plus® e testemunha – solo sem adubação) é apresentado na Tabela 4. Para as variáveis DC e MSC foram observados que os substratos contendo solo+esterco bovino curtido, solo+húmus de minhoca e solo+vivatto plus® se diferiram estatisticamente da testemunha. Segundo Araújo & Paiva Sobrinho (2011) a presença de matéria orgânica nos substratos evidencia sua importância para a formação das plantas, uma vez que, quando formadas em substrato que continha um elevado teor de matéria orgânica, apresentaram maior diâmetro do caule.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 Resultados encontrados por Blank et al. (2003) estudando os efeitos de composições de substratos na produção de mudas de Ocimum gratissimum L. observaram que para o peso de MSC, o substrato húmus de minhoca destacou-se, proporcionando maior valor (0,096 g), notando-se ainda que a medida que a quantidade de húmus de minhoca decresce, nas diferentes misturas de substratos, as mudas de O. gratissimum tiveram um menor crescimento em altura de planta, peso de MSF, MSC, MSPA e MST por planta.

Em relação ao comprimento da raiz (CR) das plantas de sálvia, observou-se que quando submetidas aos substratos contendo solo+vivatto plus® e solo+esterco bovino curtido não se diferiram entre si, entretanto se diferiram estatisticamente das plantas cultivadas na testemunha e do substrato solo+húmus de minhoca. Em plantas de abobrinha híbrida cultivadas em diferentes substratos e níveis de estresse salino, Amorim (2015) observou que o substrato que influenciou em uma melhor qualidade de mudas foi o vivatto®, de acordo com os parâmetros avaliados.

Tabela 4. Valores médios para as variáveis diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca caule (MSC), massa da

matéria seca raiz (MSR), massa da matéria seca total (MST), relação massa da matéria seca da parte aérea e massa da matéria seca da raiz (MSPA/MSR), área foliar (AF), razão de massa foliar (RMF), clorofila A (CLO

A) das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Variáveis

Substratos orgânicos

Esterco bovino Húmus minhoca Vivatto plus® Testemunh a DC (mm planta-1) 0,60 a 0,56 a 0,56 a 0,34 b CR (cm planta-1) 24,37 ab 19,76 c 27,21 a 22,93 bc VR (ml planta-1) 3,45 ab 3,2 bc 5,15 a 1,38 c MSF (g planta-1) 7,16 a 6,68 ab 5,90 b 2,27 c MSC (g planta-1) 3,24 a 2,82 a 2,87 a 1,00 b MSR (g planta-1) 3,37 b 3,44 b 4,63 a 1,61 c MST (g planta-1) 13,78 a 12,95 a 13,42 a 4,89 b MSPA/MSR 3,73 a 3,79 a 2,25 b 2,98 ab AF (cm² planta-1) 3368,06 a 3119,11 a 2835,23 a 1147,05 b RMF (g g-1 planta-1) 0,52 a 0,53 a 0,44 b 0,47 b CLO A (ICF) 35,45 a 33,82 ab 34,13 ab 31,75 b CLO T (ICF) 47,73 a 44,99 ab 45,31 ab 42,17 b

*Médias seguidas por letras distintas na linha diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey (p<0,05).

Com relação ao VR observou-se que as plantas de sálvia quando cultivadas com os substratos solo+vivatto plus® e solo+esterco bovino curtido, se diferenciaram dos substratos solo+húmus de minhoca e da testemunha. O maior volume de raiz, provavelmente está

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 atribuído à maior capacidade de retenção de água e aeração desse substrato, que contribuiu para o melhor desenvolvimento das raízes.

Para a variável MSF das plantas de sálvia, verificou-se maior ganho de fitomassa quando as mesmas foram cultivadas com o substrato solo+esterco bovino curtido, não se diferenciando estatisticamente do substrato solo+húmus de minhoca, porém, os resultados foram diferentes quando se utilizou o substrato solo+vivatto plus® e o solo sem adição composto orgânico.

Zietemann & Roberto (2007) estudando a produção de mudas de goiabeira (Psidium

guajava L.) em diferentes substratos, verificaram que o substrato à base de mistura de solo

(Latossolo)+areia+matéria orgânica (esterco de curral) (2:1:1), mostrou-se boa alternativa para a produção de mudas das cultivares estudadas. A importância da adição de matéria orgânica nos substratos deve-se à sua influência nas propriedades físicas, químicas e biológicas, deste modo, sua presença pode ter influenciado na fertilidade, na disponibilização de nutrientes, na capacidade de retenção de água e na CTC (Zietemann & Roberto 2007).

O substrato solo+vivatto plus® influenciou na MSR das plantas de sálvia, contudo, se diferenciou dos substratos: solo+húmus de minhoca, solo+esterco bovino curtido e da testemunha. Resultados semelhantes foram encontrados por Martins et al. (2011), onde verificaram que substrato vivatto slim plus® foi o que possibilitou o melhor desenvolvimento quanto a massa da matéria seca da raiz das mudas aclimatizadas de bananeiras micropropagadas.

A MST das plantas de sálvia não diferiram quando crescidas nos substratos solo+esterco bovino curtido, solo+vivatto plus® e solo+húmus de minhoca, entretanto, evidenciou-se diferença significativa apenas para o tratamento testemunha. Ao trabalharem com plantas de orégano, Oliveira et al. (2015) verificaram que o esterco bovino proporcionou às plantas de orégano 83 g, em média, sendo o equivalente a 32 % de aumento desta variável, quando comparada às plantas que foram adubadas com NPK. Blank et al. (2003) relatam que o substrato húmus de minhoca promoveram os melhores peso de MSF e MST por planta promovendo eficiente acúmulo de biomassa seca.

Para a relação MSPA/MSR foi observado que as plantas quando cultivadas com os substratos solo+húmus de minhoca, solo+esterco bovino curtido e testemunha não apresentaram diferença, contudo, se diferenciou apenas do substrato solo+vivatto plus®.

Com os resultados obtidos para a variável AF, pôde-se observar que as plantas cultivadas com os substratos solo+esterco bovino curtido, solo+húmus de minhoca e com o solo+vivatto

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 plus®, não apresentaram diferença significativa, entretanto, apresentou diferença significativa apenas para a testemunha.

Para os índices de CLO A e CLO T foi observado que não houve diferença significativa para as plantas crescidas com os substratos solo+esterco bovino curtido, solo+vivatto plus® e solo+húmus de minhoca, porém, se diferenciou estatisticamente da testemunha. Lima et al., (2016), estudando o efeito do sombreamento com telas coloridas e da adubação orgânica no desenvolvimento vegetativo e estrutura foliar de Salvia hispanica L., verificaram que em relação às doses de esterco o índice de clorofila A apresentou-se crescente junto às doses aplicadas, necessitando assim de uma dose superior à máxima estudada para destacar o ponto máximo de índice de clorofila.

Para o índice fisiológico RMF, quando as plantas de sálvia foram cultivadas nos substratos com solo+húmus de minhoca e solo+esterco bovino curtido, apresentaram efeito significativo, entretanto, se diferenciou das plantas cultivadas com o substrato solo+vivatto plus® e da testemunha.

Os resultados dos quadrados médios obtidos para diagnose nutricional em plantas de sálvia demonstrados na tabela 5 indicam que houve efeito significativo da interação apenas para os teores de N nas folhas, em função dos diferentes ambientes de luz e substratos orgânicos. O efeito isolado dos ambientes de luz indica que as plantas de sálvia apresentaram significância para os teores de N nas folhas, teores de P nas folhas e raízes e para o K apenas para as raízes. A análise estatística demonstra que a adubação orgânica exerceu efeito significativo para os teores de N, P e K, com exceção para os teores de N nas raízes (Tabela 5). Tais resultados confirmam a importância da adubação com compostos orgânicos em solos de baixa fertilidade para melhorar o estado nutricional das plantas.

Tabela 5. Resumo da análise de variância com respectivos quadrados médios para as variáveis: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K) de folhas e raízes, em plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes

ambientes de luz e substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Fonte de variação

Quadrado Médio

Nitrogênio Fósforo Potássio

Folha Raiz Folha Raiz Folha Raiz Malhas (M) 59,14** 470,96ns 0,24* 1,83* 2883,6ns 4948,3* Erro a 2,01 247,78 0,02 0,21 1069,9 508,8 Adubação (A) 159,80** 363,51ns 0,96** 8,27** 22204,8** 7683,7** M X A 10,45* 360,35ns 0,04ns 0,40ns 688,1ns 333,0ns Erro b 2,68 217,80 0,05 0,41 354,4 379,0 CV1(%) 8,97 112,19 12,55 24,77 17,86 22,78 CV 2 (%) 10,37 105,18 18,91 34,24 10,28 19,66

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761

**– significativo ao nível de 1% pelo teste f; *– significativo ao nível de 5% pelo teste f; ns – não significativo.

O desdobramento estatístico dos teores de N nas folhas de sálvia em função dos ambientes de luz e compostos orgânicos demonstra que os tratamentos onde se aplicou esterco bovino curtido nos ambientes com malhas, ou seja, ambientes sombreados foram influenciados significativamente por essa interação. O mesmo foi observado quando as plantas foram crescidas em substrato solo+húmus de minhoca assim como, aquelas crescidas a pleno sol e sob a malha termorrefletora.

Tabela 6. Desdobramento da interação para o nitrogênio (N) nas folhas das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes ambientes de luz e substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Ambientes de luz

N nas folhas (g Kg-1) Esterco bovino Húmus

minhoca

Vivatto plus® Testemunha Malha vermelha 23,25 A a 19,30 A b 10,71 B c 15,95 AB b Malha termorrefletora Malha preta 20,21 A a 21,50 A a 19,53 A a 14,59 A b 14,59 A b 11,17 AB b 17,47 A ab 11,85 C b Pleno sol 16,26 B a 13,07 B ab 9,87 B b 13,52 BC ab

*Médias seguidas de mesma letra, maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey (p<0,05).

Ressalta-se que o teor de N nas folhas não foi influenciado pela interação das plantas cultivadas a pleno sol independente da aplicação ou não de composto orgânico. Esse desempenho das plantas a pleno sol sugere que a presença de malhas coloridas com efeito de sombreamento favoreceu o aumento do teor de N nas folhas. Isso provavelmente pode ter acontecido pela diferença de energia luminosa incidida sobre as plantas.

Independente do ambiente de luz, o substrato que proporcionou maior teor de N nas folhas foi solo+esterco bovino curtido, podendo ser explicado pelo fato desse composto em relação aos demais avaliados, disponibilizar maior concentração de N no solo em função da sua composição química e da velocidade de mineralização. Dessa forma, quanto maior a concentração do elemento no solo, maior a sua absorção e assimilação pelas folhas.

O N é de fundamental importância, uma vez que é requerido para a síntese de vários componentes celulares, a exemplo da molécula de clorofila e da Rubisco, um pigmento cloroplastídico importante e uma enzima responsável pela assimilação de CO2 durante as fases

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 Borges et al. (2013) avaliando a produtividade e acúmulo de nutrientes em plantas de jambu, sob adubação orgânica e mineral, verificaram que o acúmulo de N nas folhas respondeu acentuadamente ao aumento das doses de esterco de curral, sendo que o maior acúmulo de 350,02 mg planta-1 de N foi obtido na dose de 10 kg m2 de esterco de curral.

O estudo estatístico do efeito isolado dos diferentes ambientes de luz em relação aos teores de P e K nas folhas e raízes de planta de sálvia está apresentado na tabela 7. As plantas crescidas sob a malha vermelha e malha preta não diferiram quanto ao teor de P nas folhas, contudo, no ambiente a pleno sol esse teor foi significativamente inferior.

Observa-se na raiz que as plantas cultivadas a pleno sol demonstram não haver diferenças do teor de P entre o ambiente a pleno sol e sob as malhas vermelha e preta (Tabela 7). Isso pode ser explicado pelo fato das plantas a pleno sol, devido ao metabolismo mais acelerado em função da maior irradiação por incidência direta dos raios, aumentarem a absorção desse elemento e seu acúmulo nas raízes. Esses resultados também indicam que não há efeito da radiação vermelha, e sim, efeito evidente de sombreamento sobre o teor de P nas folhas e raízes.

O teor de K nas raízes das plantas cultivadas a pleno sol foi significativamente superior ao observado nas raízes das plantas cultivadas sob as malhas vermelha e termorrefletora. Ressalta-se não haver diferenças do teor de K nas raízes das plantas sob as malhas estudadas, o que indica claramente não haver efeito da radiação vermelha e nem do efeito termorrefletor, vez que, não houve diferença entre os teores de K nas raízes das plantas sob as malhas preta e vermelha.

Tabela 7. Teores de Fósforo (P) e Potássio (K) nas folhas e nas raízes das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes ambientes de luz, Cruz das Almas-BA, 2019

Variáveis Ambientes de luz Malha vermelha Malha termorrefletora

Malha preta Pleno sol P nas folhas (g Kg-1) 1,24 ab 1,10 bc 1,36 a 1,04 c P nas raízes (g Kg-1) 1,72 ab 1,40 b 2,24 a 2,16 a K nas raízes (g Kg-1) 7,9 b 8,4 b 10,9 ab 12,2 a

*Médias seguidas por letras distintas na linha diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey (p<0,05).

As plantas cultivadas com substratos solo+húmus de minhoca e solo+esterco bovino curtido apresentaram os maiores teores de P nas folhas, enquanto que, os menores teores desse elemento foram observados nas folhas das plantas cultivadas em solo sem adição de compostos

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761 orgânicos (Tabela 8). Tais resultados são coerentes, visto que, o material orgânico usado aumentou a disponibilidade do elemento P no substrato, logo, promoveu maior absorção desse elemento pelas plantas.

Os compostos orgânicos húmus de minhoca e esterco bovino curtido, não diferiram em relação ao teor de K nas folhas nem nas raízes das plantas de sálvia. Neste estudo, observou-se que a não adição da matéria orgânica no solo produziu os menores teores de K nas raízes das plantas. Wilkinson (1994) afirma que o potássio ativa reações enzimáticas do tipo fósforo-transferase, envolvendo as enzimas acetato-quinase, acetil-tioquinase, carbonil-fosfato-sintetase, piruvato-quinase e reações de hidrólise. Promove a síntese da ribulose-bifosfato-carboxilase que afeta a taxa de assimilação do CO2. É essencial na ativação da ATPase,

necessária para a troca de nutrientes metabólitos entre o apoplasto e o simplasto. Os cloroplastos de folhas deficientes em potássio contêm reduzida atividade nas enzimas do ciclo de Calvin.

Tabela 8. Teores de fósforo (P) e potássio (K) nas folhas e raízes das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Variáveis

Adubações orgânicas (AO) Esterco

bovino

Húmus minhoca Vivatto plus® Testemunha Sem AO P nas folhas (g kg-1) 1,27 ab 1,48 a 1,20 b 0,80 c P nas raízes (g kg-1) 1,93 b 3,00 a 1,56 bc 1,03 c K nas folhas (g kg-1) 21,7 a 22,2 a 14,4 b 14,7 b K nas raízes (g kg-1) 11,3 a 11,2 a 10,8 a 6,1 b

*Médias seguidas por letras distintas na linha diferem estatisticamente entre si pelo teste Tukey (p<0,05).

Com os resultados obtidos nos parâmetros relacionados ao teor de P, pôde-se notar que as plantas cultivadas com apenas solo apresentaram menor teor na parte aérea quando comparadas as cultivadas com adição de húmus de minhoca e esterco bovino curtido. Enquanto que nas raízes as plantas cultivadas no substrato húmus de minhoca apresentaram um maior teor, quando comparadas a testemunha.

Já para o K, observou-se que as plantas quando cultivadas com adição de húmus de minhoca apresentaram maior teor nas folhas. Contudo, o teor de K nas raízes foi superior com a adição de esterco bovino. O potássio é um nutriente que desempenha função importante na regulação de abertura e fechamento dos estômatos, fotossíntese, trocas gasosas, ativação de enzimas e síntese de proteínas (Hawkesford et al., 2012).

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 3,p.15447- 15465 mar.. 2020. ISSN 2525-8761

4 CONCLUSÕES

O crescimento das plantas de sálvia é influenciado por diferentes ambientes de luz e substratos orgânicos.

Observa-se incremento nas características para as plantas crescidas no ambiente a pleno sol, confirmando que o fator qualidade de luz influencia no crescimento, com exceção para a altura das plantas de sálvia.

O uso do solo+esterco bovino curtido e solo+vivatto plus® proporciona maior crescimento das plantas de sálvia.

Os substratos solo+húmus de minhoca e solo+esterco bovino curtido proporciona maiores teores de P e K nas folhas e raízes das plantas de sálvia.

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Imagem

Tabela 1. Resumo da análise de variância para altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC),  comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da  matéria seca do caule (MSC), massa da matéria seca da raiz (MSR), m

Tabela 1.

Resumo da análise de variância para altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca do caule (MSC), massa da matéria seca da raiz (MSR), m p.6
Tabela 2. Desdobramento da interação para as variáveis razão de área foliar (RAF), área foliar específica  (AFE) e relação clorofila A e B (CLO A/B) das plantas de S

Tabela 2.

Desdobramento da interação para as variáveis razão de área foliar (RAF), área foliar específica (AFE) e relação clorofila A e B (CLO A/B) das plantas de S p.8
Tabela 3. Valores médios para as variáveis altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC), comprimento  de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca raiz (MSR),  massa da matéria seca total (MST), relação ma

Tabela 3.

Valores médios para as variáveis altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca raiz (MSR), massa da matéria seca total (MST), relação ma p.9
Tabela 4. Valores médios para as variáveis diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR),  volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca caule (MSC), massa da

Tabela 4.

Valores médios para as variáveis diâmetro do caule (DC), comprimento de raiz (CR), volume de raiz (VR), massa da matéria seca da folha (MSF), massa da matéria seca caule (MSC), massa da p.11
Tabela 5. Resumo da análise de variância com respectivos quadrados médios para as variáveis:

Tabela 5.

Resumo da análise de variância com respectivos quadrados médios para as variáveis: p.13
Tabela 6. Desdobramento da interação para o nitrogênio (N) nas folhas das plantas de S

Tabela 6.

Desdobramento da interação para o nitrogênio (N) nas folhas das plantas de S p.14
Tabela 7. Teores de Fósforo (P) e Potássio (K) nas folhas e nas raízes das plantas de S

Tabela 7.

Teores de Fósforo (P) e Potássio (K) nas folhas e nas raízes das plantas de S p.15
Tabela 8. Teores de fósforo (P) e potássio (K) nas folhas e raízes das plantas de S. officinalis cultivadas  em diferentes substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019

Tabela 8.

Teores de fósforo (P) e potássio (K) nas folhas e raízes das plantas de S. officinalis cultivadas em diferentes substratos orgânicos, Cruz das Almas-BA, 2019 p.16

Referências