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Genética Prática e Aplicada no Ensino de Biologia e Medicina / Practical and Applied Genetics in the Teaching of Biology and Medicine

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 8, p. 59703-59713 aug. 2020. ISSN 2525-8761

Genética Prática e Aplicada no Ensino de Biologia e Medicina

Practical and Applied Genetics in the Teaching of Biology and Medicine

DOI:10.34117/bjdv6n8-400

Recebimento dos originais:08/07/2020 Aceitação para publicação:20/08/2020

Emanoel Vicente de Matos

Graduado em Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade de Pernambuco - UPE

São José, Garanhuns-PE, Brasil E-mail: [email protected]

Tiago da Silva Araújo

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular Aplicada Universidade de Pernambuco - UPE

Santo Amaro, Recife-PE, Brasil E-mail: [email protected]

Eloisa Maria Souto Silva

Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade de Pernambuco - UPE

São José, Garanhuns-PE, Brasil E-mail: [email protected] Débora Raissa Ferraz Figueiredo

Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade de Pernambuco - UPE

São José, Garanhuns-PE, Brasil E-mail: [email protected]

Sílvio Amorim de Souza

Graduado em Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade de Pernambuco - UPE

São José, Garanhuns-PE, Brasil E-mail: [email protected]

Vladimir da Mota Silveira-Filho Doutor em Genética, Professor Adjunto

Universidade de Pernambuco - UPE São José, Garanhuns-PE, Brasil

E-mail: [email protected] RESUMO

Este artigo relata a experiência de monitoria acadêmica desenvolvida na modalidade presencial e semipresencial para os componentes curriculares de Genética nos cursos de Ciências Biológicas e Medicina da Universidade de Pernambuco, Campus Garanhuns. Ao longo de 2016 a 2019, foram desenvolvidas uma série de atividades práticas e metodologias ativas de ensino, que possibilitaram

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a contextualização dos alunos sobre a aplicação da genética e ferramentas moleculares frente aos avanços da tecnologia moderna, desmistificando a complexidade da genética, facilitando o processo de aprendizagem e incentivando o desenvolvimento de pesquisas na área. Nesse contexto, a atuação dos monitores resultou em um impacto significativo na percepção do trabalho pedagógico e desempenho dos estudantes.

Palavras-chave: Apoio acadêmico, Inovação, Prática pedagógica. ABSTRACT

This paper reports the experience of academic monitoring developed in the presence and semi-presence modalities for the curricular components of Genetics in Biological Sciences and Medicine courses at the University of Pernambuco, Campus Garanhuns. Throughout 2016 to 2019, a series of practical activities and active teaching methodologies were developed, which allowed students to contextualize the application of genetics and molecular tools in the face of advances in modern technology, demystifying the complexity of genetics, facilitating the learning process and encouraging the development of research in the area.In this context, the commitment of the monitors has resulted in a significant impact on the perception of the teaching and student performance work. Keywords: Academic support, Innovation, Pedagogical practice.

1 INTRODUÇÃO

Nos últimos séculos, foi possível acompanhar os grandes avanços nas pesquisas relacionadas à Genética. Desde a publicação dos experimentos de Mendel, até os dias de hoje, vários cientistas trabalham arduamente na caracterização do DNA, na manipulação genética, no diagnóstico de doenças, na compreensão dos mecanismos hereditários, na terapia gênica etc. (PATRA; ANDREW, 2015; BERGEL, 2017). Tais descobertas estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, sendo veiculadas nos meios de comunicação em massa. Segundo Cardoso e Oliveira (2010), tornou-se comum o consumo de alimentos transgênicos, bem como as discussões sobre terapia gênica, células tronco, genomas e clonagem. Nesse contexto, esses assuntos geram discussões e requer da sociedade um posicionamento crítico quanto aos riscos, benefícios e implicações éticas, morais e sociais relacionadas a essas temáticas.

Atualmente, para se entender os conteúdos de Genética, é necessário ultrapassar fatores limitantes na atividade pedagógica que são: a abordagem fragmentada e descontextualizada dos tópicos, o livro didático como único recurso didático metodológico e o estudo da genética mendeliana em detrimento da genética moderna (SILVA; KALHIL, 2019). Essa superação deve estar associada a uma dinâmica de aula capaz de estimular o interesse dos alunos, de instigá-los a resolver os problemas que devem emergir das próprias atividades, organizadas e orientadas pelo professor e monitores para a compreensão dos procedimentos envolvidos.

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A área da Genética funciona como um dos pilares centrais na formação do conhecimento nos cursos da Saúde e de Ciências Biológicas. Ela é caracterizada por sua interdisciplinaridade, visto que a compreensão avançada de diversas áreas afins, como Bioquímica, Citologia, Histologia, Zoologia, Botânica, Microbiologia, Ecologia e Evolução, estão intimamente ligadas ao entendimento dos conceitos genéticos (SCHNEIDER et al., 2011).

Devido à própria complexidade, a compreensão da Genética demanda esforço e o desenvolvimento de habilidades que auxiliarão na desmistificação dos conteúdos abordados, quase sempre descritos como abstratos. Em todos os níveis da educação, principalmente no ensino médio e superior, são relatadas grandes dificuldades acerca da aprendizagem significativa dos temas propostos. Segundo Pereira et al. (2020), esta realidade pode ser observada em outros países, como Escócia, Turquia, Japão e Argentina. As principais atribuições ao esse fato são a falta de recursos didáticos, descontextualização, não-adaptação dos conteúdos para os diferentes públicos, materiais didáticos desatualizados, entre outros.

O discente, no ensino superior, pode deparar-se com uma gama de dificuldades para cumprir todas as obrigações curriculares e extracurriculares, como ementas, projetos de iniciação científica, extensão e estágios. O que implica, muitas vezes, no aproveitamento deficiente dos componentes curriculares obrigatórios. Dentro desse contexto, a monitoria surge como um complemento às aulas ministradas pelo docente. E, em suas possibilidades, contribui para que o processo de ensino-aprendizagem seja maximizado, formando assim, profissionais mais qualificados (PAULINO; BEZERRA, 2019).

Importante ressaltar que a monitoria foi regulamentada a partir da Lei n° 5.540/1968, desse modo, sendo fundamental para valorização estudantil à nível universitário. Apesar de revogada pela Lei n° 9.394/1996, que atualmente estabelece as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, seu art. 84 afirma que:

Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições, exercendo funções de monitoria, de acordo com seu rendimento e seu plano de estudos (Brasil, Lei n° 9.394, 1996, art. 84).

Isso possibilitou uma maior interface entre o corpo docente e discente, oferecendo aos monitores a oportunidade de participação em etapas de planejamento, execução e análise de atividades e/ou pesquisas básicas desenvolvidas na Universidade, favorecendo o desenvolvimento profissional especialmente os estudantes de Licenciatura (MINDAL; GUÉRIOS, 2013; BORGES; GONZÁLEZ, 2017).

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As práticas de monitoria são cada vez mais comuns no ensino como apoio pedagógico (SANTI; CASTANHA, 2013). Conforme aponta Frison (2016): “percebe-se, em sua aplicabilidade, que ela conserva a concepção original, pela qual os estudantes mais adiantados nos programas escolares auxiliam na instrução e na orientação de seus colegas”. Essa característica de instruir e orientar colegas seria em virtude do diálogo, isto é, o monitor torna-se um elo entre o conteúdo, o corpo docente e o corpo discente.

2 METODOLOGIA

A monitoria foi desenvolvida na Universidade de Pernambuco, Campus Garanhuns, de 2016 a 2019, com as turmas do 3º, 5º e 6º períodos de Licenciatura em Ciências Biológicas, além do 1° período de Bacharelado em Medicina, para acompanhamento dos componentes curriculares: Genética Geral, Citogenética e Biologia Molecular.

As atividades propostas transitaram, principalmente, na área da construção e aplicação de práticas que auxiliam a assimilação e sedimentação dos conceitos das aulas expositivas. Os monitores participaram ativamente do planejamento, preparação e execução das práticas. Estas foram desenvolvidas nos laboratórios de pesquisa e ensino, laboratório de informática, salas de aula e espaços de ensino da instituição, além de plataformas digitais/sociais. Nesse sentido, foram aplicadas, atividades e discussão de exercícios e artigos, criação de modelo didático pedagógico de cariograma, visualização de cromossomos, extração de DNA, Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), eletroforese em gel de DNA de agarose, mapeamento gênico funcional por bioinformática, além da aplicação da metodologia ativa de Aprendizagem Baseada em Equipes (ABE).

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao longo de 04 anos, o projeto de monitoria em Genética contou com a participação ativa de 05 monitores, que assistiram e acompanharam aproximadamente 480 graduandos de Ciências Biológicas e 120 graduandos de Bacharelado em Medicina. Como prática lúdica inicial, foram apresentados aos estudantes de Genética Geral características fenotípicas simples da espécie humana, como covinha na bochecha, queixo fendido, bico-de-viúva, sardas, lóbulo da orelha, aspecto do cerume, sensibilidade ao PTC, tipo sanguíneo ABO, fator Rh etc., de forma que eles pudessem reconhecer em si, entre seus colegas e entre seus parentes os padrões de herança, dominância e recessividade, para finalmente compreenderem a estruturação de um heredograma. Apesar de McDonald (2011) identificar que a maioria dessas características fenotípicas não apresenta um padrão de herança mendeliana (monogênica), muitos livros didáticos e sites de estudo

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abordam essas características como um exemplo simples, a fim de aproximar os alunos da Genética, despertando seu interesse pelo conteúdo.

Tendo ciência da complexidade do componente Citogenética, as atividades foram iniciadas de forma mais leve, lúdica e didática, de forma a garantir uma aprendizagem significativa. Para isso, foi proposta a criação de um modelo pedagógico de cariograma, onde os estudantes, utilizaram papel machê (mistura de papel e cola) para moldar cromossomos com formatos e posições centroméricas aleatoriamente. Segundo Ferreira e Santos (2019), o uso de modelo didático no ensino torna o processo de aprender mais prazeroso, independentemente do nível de escolaridade. Depois de confeccionados, os alunos tomaram as medidas do braço curto (p) e do braço longo (q) dos cromossomos, a fim de classificá-los e, posteriormente, organizá-los em um cariograma. Essa prática facilitou a visualização e tornou palpável conceitos até então considerados abstratos (Figura 1A).

A prática de visualização de cromossomos de cebola e identificação das fases de divisão celular foi realizada de acordo com Guerra e Souza (2002), onde raízes de cebola foram coletadas, fixadas, hidrolisadas e coradas (hematoxilina acética 1%) pelos estudantes, para posterior montagem das lâminas e visualização dos cromossomos em microscópio óptico. Em aula, foi possível observar com clareza os cromossomos condensados e os alunos foram desafiados a identificar todas as fases possíveis do ciclo mitótico (Figura 1BC). Foi perceptível o empenho dos estudantes, quando os mesmos preparam o material a ser analisado, pois existe o estímulo de ter feito um bom trabalho no preparo da lâmina, caso contrário teriam dificuldades com a visualização.

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Figura 1. Atividades práticas de Citogenética. A – Modelagem de cromossomos e organização do cariograma; B – Preparo das raízes de cebola e montagem de lâminas; C – Visualização dos cromossomos e identificação das etapas do ciclo mitótico.

(Fonte: o autor.)

Para o componente Biologia Molecular, foram realizadas práticas de extração de DNA, PCR e eletroforese fizeram parte de um conjunto de conhecimentos que se complementam e foram realizadas em sequência, colaborando para a construção do resultado final. A extração DNA foi realizada a partir de um protocolo adaptado de Sambrook e Russel (2001). Para isso, células (animal, vegetal ou humana) foram lisadas utilizando SDS e protainase K (20 mg/mL). O DNA foi purificado com fenol:clorofórmio:álcool isoamílico (25:24:1) e precipitado em acetato de sódio (3 M) e isopropanol a -20°C. A partir do DNA extraído, a PCR foi realizada utilizando uma solução tampão contendo nucleotídeos livres, cloreto de magnésio, enzima Taq DNA polimerase e um par de primers para delimitar a área do DNA que seria amplificada. Os ensaios de PCR foram levados ao termociclador. Por fim, o produto da PCR foi submetido à eletroforese em gel de agarose corado com brometo de etídio e visualizado em transiluminador de luz ultravioleta (Figura 2).

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Figura 2. Atividades práticas de Biologia Molecular. A – Extração de DNA; B – Preparo da reação em cadeia da polimerase (PCR); C – Encaminhamento dos ensaios ao termociclador; D – Visualização dos resultados após eletroforese do produto da PCR.

(Fonte: o autor.)

A fim de contextualizar e envolver todos os participantes, foram construídos casos hipotéticos de diagnóstico molecular de distúrbio genético (hemocromatose hereditária), casos hipotéticos de genética forense (assassinato ou estupro) e ainda casos hipotéticos de genética aplicada à conservação (ecologia molecular), de acordo com o curso de graduação. Dessa forma, todas as etapas exigiram uma participação ativa dos estudantes, que registraram todos os processos e explicações sobre as reações, cabendo-lhes a responsabilidade de emitir um laudo final com a conclusão dos experimentos.

Ainda na análise de variabilidade genética humana, o software Molecular Evolutionary

Genetics Analysis (MEGA) foi utilizado, no laboratório de informática, para análise in silico de

sequências de DNA, a fim de ilustrar o mapeamento genético funcional. Nessa prática, foram comparados os polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) entre um grupo controle e um grupo de pacientes portadores de algum distúrbio de herança complexa (multifatorial), como esquizofrenia e obesidade. Assim, foi possível traçar o mapa de haplótipo e identificar possíveis mutações associadas ao distúrbio em questão (Figura 3). Com isso, foi possível demonstrar que a Genética vai muito além do indivíduo vivo, onde a bioinformática é uma das principais abordagens para análise de dados moleculares. De acordo com Sedlazeck et al. (2018), algo tão importante não poderia ficar de fora do ensino superior, como geralmente acontece.

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Figura 3. Prática de mapeamento genético funcional.

(Fonte: o autor.)

Essas abordagens práticas desafiadoras fizeram com que os estudantes se envolvessem diretamente e desenvolvessem habilidades específicas, como trabalho em equipe, para que pudessem analisar e colocar em prática seus conhecimentos para resolução de situações problemas. Dessa forma, os discentes foram responsáveis pela construção da aprendizagem, enquanto o professor foi apenas um mediador dos conteúdos abordados.

Metodologias que venham auxiliar e agregar as aulas dos docentes são uma alternativa para contornar problemas de ensino e aprendizagem, oriundos dos diversos conflitos que dificultam as aulas. Dentre as diversas possibilidades de metodologias adotadas encontram-se as “metodologias ativas”, muito divulgadas na última década por trabalhos científicos, sobretudo na área da saúde. Nessas metodologias ativas, os estudantes se tornam parte central da própria construção do conhecimento, ou seja, ativos, e o professor, um mediador e tutor nas atividades abordadas (VANNUCHI; CAMPOS, 2007; HECK et al., 2009; XAVIER et al., 2014). Então, as chamadas metodologias ativas na educação são ferramentas pedagógicas que valorizam um processo de ensino-aprendizagem crítico-reflexivo, percebendo as diversas possibilidades de aprendizagem, valorizando a heterogeneidade estudantil, pois cada indivíduo apresenta sua própria relação com o conhecimento, e o tempo que leva à aprendizagem não é uniforme para todos (OLIVEIRA et al., 2018).

De acordo com Moran (2017), “Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada, híbrida”. Nesse sentido, a Aprendizagem Baseada em Equipes (ABE), ou TBP, do Inglês

Team-Based Learning, é uma estratégia educacional introduzida nas mais diversas áreas, mesmo

que de forma tímida, ainda assim é possível encontrar alguns trabalhos na Educação no Brasil (SANTOS; SASAKI, 2015).

A aplicação dessa metodologia em encontros extraclasse de monitoria, permitiu que os estudantes revisassem os conteúdos abordados em sala de aula. Para isso, inicialmente foi utilizado

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um mapa conceitual que ilustra o conjunto de ideias e conceitos que seriam objeto de estudo naquele momento. Importante notar que esse mapa conceitual foi enviado antes da monitoria juntamente com um material de apoio. Diante do exposto nessa explanação breve, os estudantes foram introduzidos ao conceito da atividade que se seguiria, a ABE. Questionamentos foram propostos para serem respondidos individualmente para perceber se de fato os estudantes estavam preparados para seguir às próximas etapas da ABE, configurando a segunda etapa dessa metodologia – “garantia de preparo”. Após o término, a turma foi dividida em grupos de quatro estudantes. Os mesmos questionamentos tiveram de ser respondidos em grupo, no qual seriam discutidas as respostas individuais dos estudantes até que o grupo chegasse a um consenso sobre qual resposta mais satisfaria o questionamento proposto (Figura 4).

Figura 4. Utilização de metodologias ativas entre grupos de estudo de Genética.

(Fonte: o autor.)

Essa abordagem permitiu que os estudantes pudessem argumentar e defender um ponto de vista, ou aprender com o entendimento dos outros colegas acerca do assunto, favorecendo uma aprendizagem mútuo baseada no diálogo e troca de informação. A possibilidade de o estudante estar à frente da construção do seu próprio conhecimento proporciona que a aprendizagem seja realmente significativa (LOUREIRO et al., 2020).

As trocas de experiências do monitor com o docente e do monitor com os estudantes visam fortalecer o aprendizado e desenvolvimento de habilidades práticas que poderão ser úteis futuramente (GARCIA et al., 2013). A importância da monitoria como facilitadora do ensino-aprendizagem contribui no sentido de agregar às aulas do docente uma outra abordagem para os mesmos conteúdos. Dessa forma, a monitoria ajudou na facilitação da logística e programação do docente no planejamento e execução das atividades.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 8, p. 59703-59713 aug. 2020. ISSN 2525-8761 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista que os conteúdos são considerados de difícil aprendizado e assimilação, um direcionamento e alguém disponível para tirar dúvidas, pode ser um método poderoso para alcançar a aprendizagem significativa. A monitoria teve sua contribuição na medida em que os estudantes puderam revisar os conteúdos, sanar dúvidas e participar ativamente do processo ensino-aprendizagem. As atividades práticas também foram elaboradas e executadas com a ajuda dos monitores, dessa forma, incentivando a participação na carreira docente e também na pesquisa. Como continuidade desse projeto, pretende-se ampliar o número de atividades práticas e metodologias ativas para cada conteúdo dos componentes curriculares.

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Figura  1.  Atividades  práticas  de Citogenética.  A  –  Modelagem  de cromossomos  e  organização do cariograma;  B  –  Preparo das raízes de cebola e montagem de lâminas; C – Visualização dos cromossomos e identificação das etapas do  ciclo mitótico
Figura 3. Prática de mapeamento genético funcional.
Figura 4. Utilização de metodologias ativas entre grupos de estudo de Genética.

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