O PARÁGRAFO. Professor Marlos Pires Gonçalves

Texto

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O PARÁGRAFO

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O parágrafo, normalmente, compõe-se

de uma seqüência de frases, orações e

períodos, pormenorizando e aumentando

a compreensão de uma idéia, mediante a

especificação de suas partes

.

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 “A liberdade, como um princípio vital, sempre esteve ligada aos momentos mais representativos da história do homem. A luta pela liberdade tem sido a própria luta pela dignidade humana, no plano do indivíduo e no plano de cada povo ou nação. Assim, toda a liberdade que ele tem acaba sendo o poder-dever escolher o compromisso que lhe cabe assumir, em sua vida social.“

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 é cada uma das partes da estrutura formal externa (física) de um texto;

 é formado por um ou mais períodos;

 é estruturado em torno de uma idéia-núcleo;  a ideia-núcleo é desenvolvida por idéias

subsidiárias;

 a cada nova ideia-núcleo deve corresponder um novo parágrafo;

 o desenvolvimento da idéia-núcleo, por idéias subsidiárias, é que vai

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Normalmente é formado por uma introdução, um

desenvolvimento e, às vezes, escondida ou

subentendida uma conclusão.

Na introdução do parágrafo, há o tópico frasal que é a motivação composta por um bloco de palavras, suficiente para desencadear o parágrafo.  Pode ser uma declaração, uma interrogação,

uma exclamação, uma referência a determinado episódio histórico ou ficcional, uma definição, uma divisão. Deve caracterizar-se pela simplicidade, rapidez, síntecaracterizar-se e por caracterizar-ser capaz de realmente levar à construção do parágrafo.

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1. Declaração

 O autor afirma ou nega algo na abertura do parágrafo para, logo a seguir, desenvolver a proposição, justificando ou fundamentando o que afirmou.

Exemplo: ”A finalidade da escola é educar e ensinar. Ensinar é ministrar conhecimentos, experiências. A educação é ação formadora da personalidade, que faculta ao indivíduo alcançar, com sua atividade, a meta da sua vida.”

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2. Definição

 O autor se propõe a expor uma definição ou um conceito que explicará posteriormente.

Ex.: “O tópico frasal é o segmento inicial de um parágrafo, que contém a idéia-núcleo. Esta idéia pode, por vezes, ser completa em si mesma, dispensando as idéias subsidiárias que a explicariam.“

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3. Referência Histórica

 Um fato acontecido no passado é relembrado como

ponto de partida para novas afirmações e julgamento.Qualquer fato representativo, já acontecido, pode servir para abrir este tipo de parágrafo.

Ex.: Diz a lenda que Rômulo e Remo, fundadores de

Roma, foram amamentados por uma loba. Esse mito do herói amamentado por animais foi revivido neste século por Edgar R. Burroughs, com a criação do personagem Tarzan, que deveu sua subsistência a uma macaca e cuja trajetória passou do livro para o cinema.

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4. Interrogação

 Uma frase interrogativa inicia o parágrafo. Uma questão é lançada para reflexão ou mesmo para motivação da leitura das idéias subseqüentes. Nelas, o autor, geralmente, procura responder à indagação feita, apresentando seus motivos.

Ex.: O que é redigir? Redigir é um ato do nosso cotidiano. Estamos, até sem nos dar conta, redigindo nas diversas situações.

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5. Citação

 O autor cita uma declaração de alguém para, a partir daí, desenvolver suas próprias idéias.

Ex.: ”O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Tristão de Athayde, ao afirmar tais verdades, declara-se novamente inimigo mortal das palavras vãs.”

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6. Omissão de dados identificadores.

 Esse tópico visa a criar um certo suspense no leitor,

por intermédio da ocultação de elementos que somente aparecerão no desenvolvimento do parágrafo.

Ex:. De uns tempos para cá, tem surgido um

elemento novo no cenário político nacional. Extremamente movediço, ele sempre aparece onde não se espera. Se o espreitamos, ele se esconde, em hibernação cautelosa.

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ALGUNS TIPOS DE

DESENVOLVIMENTO

 Há certos tipos de desenvolvimento mais

adequados ao texto argumentativo. Outros, ao discurso narrativo. Irei exemplificar algumas possibilidades de desenvolvimento do parágrafo, a partir de um único tópico, o seguinte:

Ex:. A vida nas grandes cidades

aumenta os índices de doenças do coração.

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DESENVOLVIMENTO POR

DETALHES / RAZÕES

A vida nas grandes cidades aumenta

os índices de doenças do coração. O

tráfego intenso, os ruídos excessivos, as preocupações geradas pela pressa, o almoço corrido, o horário de entrar no trabalho, tudo isso abala as pessoas, produzindo o estresse que provoca os males cardíacos.

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DESENVOLVIMENTO POR

DEFINIÇÃO

A vida nas grandes cidades aumenta os

índices de doenças do coração. O tipo de vida em questão é aquela agitada em que o indivíduo não tem tempo para cuidar de si próprio, que fica a mercê dos compromissos e do tempo exíguo para cumpri-los. Entre as doenças cardíacas a mais comum é a que ataca as artérias coronárias, assim chamadas porque envolvem o coração como uma coroa, para irrigá-lo em toda a sua extensão.

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DESENVOLVIMENTO POR EXEMPLO

ESPECÍFICO

A vida nas grandes cidades aumenta os índices

de doenças do coração. Imaginemos um chefe de

família que deixa sua casa, à 6h e 30 da manhã. Logo de início, tem de enfrentar a fila da condução. A angústia da demora: será que vem ou não vem o ônibus? Finalmente, vem. Superlotado. Sobe ele aos trancos, e logo enfrenta a roleta. – Troco?- Não tem troco para cem. – Espera um pouco para poder ir à frente. Finalmente, o ponto de descida. O relógio de ponto. Em cima da hora. Nesse momento o relógio do coração do nosso amigo já passou do ponto. Está acelerado. Suas coronárias sofrem o impacto do estresse e entram em débito de fluxo sangüíneo.

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DESENVOLVIMENTO POR FUNDAMENTAÇÃO DA PROPOSIÇÃO

A vida nas grandes cidades aumenta os

índices de doenças do coração. Somente na

última década, segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado de Minas Gerais, o mineiro sofreu vinte vezes mais infartos que no decênio anterior. O estresse causado pela vida intensa acelera os batimentos cardíacos, por intermédio da injeção exagerada de adrenalina, apressa o surgimento dos problemas do coração.

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DESENVOLVIMENTO POR COMPARAÇÃO

A vida nas grandes cidades aumenta os índices

de doenças do coração. Imagine o leitor, por

exemplo, um automóvel dirigido suavemente, com trocas de marcha em tempo exato, sem freadas bruscas ou curvas violentas. A vida útil desse veículo tende a prolongar-se bastante. Imagine agora o contrário: um automóvel cujo proprietário se satisfaz em arrancadas de “cantar pneus”, curvas no limite de aderência, marchas esticadas e freadas violentas. A vida deste indivíduo tende a decair miseravelmente. O mesmo podemos fazer com o nosso coração. Podemos conduzi-lo com doçura, em ritmo de alegria e de festa, ou podemos tratá-lo agressivamente, exigindo-o fora de seu ritmo e de seu tempo de recuperação.

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DESENVOLVIMENTO POR ANÁLISE

(Divisão do todo em partes)

Quatro funções básicas têm sido atribuídas

aos meios de comunicação: informar, divertir, persuadir e ensinar. A primeira diz respeito à difusão de notícias, relatos e comentários sobre a realidade. A segunda atende à procura de distração, de evasão, de divertimento por parte do público. A terceira procura persuadir o indivíduo, convencê-lo a adquirir certo produto. A quarta é realizada de modo intencional ou não, por meio de material que contribui para a formação do indivíduo ou para ampliar seu acervo de conhecimentos.

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DESENVOLVIMENTO POR

ENUMERAÇÃO

A televisão, apesar das críticas que

recebe, tem trazido muitos benefícios às pessoas, tais como: informação, por meio de

noticiários que mostram o que acontece de importante em qualquer parte do mundo; diversão, através de programas de entretenimento (shows, competições esportivas); cultura, por meio de filmes, debates, cursos.

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Referências

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