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Medidas Invariantes Absolutamente Contínuas para

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Academic year: 2021

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Universidade Federal da Bahia Instituto de Matem´atica

Curso de P´os-graduac¸˜ao em Matem´atica Dissertac¸˜ao de Mestrado

Medidas Invariantes Absolutamente Cont´ınuas para

Transformac

¸˜

oes de Markov

Rolando Restany Gomes de Ara´ujo

Salvador — Bahia Marc¸o de 2006

(2)

Medidas Invariantes Absolutamente Cont´ınuas para

Transformac

¸˜

oes de Markov

Rolando Restany Gomes de Ara´ujo

Disserta¸c˜ao apresentada ao colegiado do curso de P´os-Gradua¸c˜ao em Ma-tem´atica da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obten¸c˜ao do T´ıtulo de Mestre em Matem´atica.

Banca examinadora:

Prof. Dr. Vilton Jeovan Viana Pinheiro (Orientador)

Prof. Dr. Jos´e Ferreira Alves (Universidade do Porto – Portugal)

Prof. Dr. Alberto Adrego Pinto (Universidade do Porto – Portugal)

(3)

Ara´ujo, R. R. G. “Medidas Invariantes Absolutamente Cont´ınuas para Transforma¸c˜oes de Markov”.

Orientador: Prof. Dr. Vilton Jeovan Pinheiro.

Disserta¸c˜ao de Mestrado apresentada ao curso de P´os-gradua¸c˜ao em Matem´atica da Universidade Federal da Bahia, 38 p´aginas, Salvador-Ba, 2006.

Palavras-Chave: Medidas Invariantes, Transforma¸c˜oes de Markov, Operador de Perron-Fr¨obenius.

(4)

Dedicado `a Fausta Maria da Concei¸c˜ao (in memorian) e Francisca de Assis Gomes.

(5)

“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciˆencia que o criou. ´E preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho num grande silˆencio e a verdade me ´e revelada!”

(6)

Agradecimentos

Agrade¸co `as duas pessoas diretamente respons´aveis por mais esta vit´oria, minha m˜ae, Francisca de Assis Gomes e minha av´o materna, Fausta Maria da Concei¸c˜ao; que n˜ao mediram esfor¸cos nem sacrificios, durante toda minha vida para oferecer o que de melhor estava ao seu alcance e sem sombra de d´uvidas, n˜ao teria chegado `a conclus˜ao deste curso se n˜ao fosse pelo ajuda, carinho, aten¸c˜ao exclusiva e o amor delas. Agrade¸co aos meus familiares pelo apoio e ajuda durante todo esse per´ıodo.

Aos professores do Instituto de Matem´atica, pela aten¸c˜ao e disponibilidade em atender, mesmo na resolu¸c˜ao de pequenos problemas. Em especial, aos professores Jos´e Ferreira Alves (Faculdade de Ciˆencias do Porto), que sempre se mostrou prestativo e atencioso na resolu¸c˜ao de d´uvidas e o Prof. Vilton Jeovan pela orienta¸c˜ao, paciˆencia e transmiss˜ao do conhecimento; que certamente ´e o bem mais precioso que pode ser dado `a outra pessoa. A estes serei eternamente grato.

Aos amigos professores do munic´ıpio de Catu: Profa. Jeane Chiam, Profa. Anaci, Prof. Acimar, pelo incentivo e apoio, principalmente nos momentos de maior desˆanimo. N˜ao poderia deixar de mencionar a Profa. Julieta Bezerra, que com extrema compreens˜ao e carinho possibilitou minha dedica¸c˜ao durante todo o per´ıodo do curso de mestrado, bem como a Profa. Giselda Fr´oes pela compreens˜ao e apoio na reta final do curso.

Aos amigos do curso: Ab´ılio Souza, Adriano Cattai, Elisˆangela Farias, Rosane Funato, Gilcl´ecio Dantas, Silvia Costa, Maur´ıcio Porto, Tailsom Jeffersom, os quais pelo objetivo comum que nos uniu, tem a sua parcela de contribui¸c˜ao durante este per´ıodo de convivˆencia.

Aos funcion´arios do Instituto de Matem´atica pela boa vontade e gentileza em atender. Aos demais amigos n˜ao citados.

(7)

Resumo

Neste trabalho estudaremos a dinˆamica das transforma¸c˜oes de Markov. Mostraremos que tais transforma¸c˜oes admitem medidas invariantes que s˜ao absolutamente cont´ınuas com respeito `a medida de Lebesgue. Verificaremos esse fato, via operador de Perron-Frob¨enius; pois seus pontos fixos s˜ao densidades de medidas invariantes. Veremos que sob a hip´otese de controle forte de dis-tor¸c˜ao, tais transforma¸c˜oes exibem medidas invariantes absolutamente cont´ınuas, com densidades limitadas no espa¸co das fun¸c˜oes lipschitz cont´ınuas. Em particular, mostraremos que para uma transforma¸c˜ao markoviana expansora por partes, de classe C2, definida numa variedade compacta

M, existe um conjunto finito de tais medidas, que provaremos ser erg´odicas e que Lebesgue quase

(8)

Abstract

In this work we study the dynamics of the transformations of Markov. We show that such transformations admit invariant measures that are absolutely continuous with respect to the measure of Lebesgue. We verify that fact, through operator of Perron-Frob¨enius; because such measures are their fixed points. We see that under the hypothesis of strong distortion control, such transformations exhibit invariant measures absolutely continuous with limited densities in the space of the functions continuous lipschitz. In particular, we show that for a C2 piecewise

expanding markovian map, defined in a compact variety M, one exists finite set of such measures, that we prove to be ergodics and that Lebesgue almost whole point belongs the basin of one of those measured.

(9)

Sum´

ario

Resumo vii

Abstract viii

Introdu¸c˜ao 1

1 Preliminares 3

2 Dinˆamica do Operador de Perron-Fr¨obenius 10

2.1 Existˆencia da probabilidade . . . 10

2.2 Transforma¸c˜oes de Markov . . . 12

2.3 A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas . . . 16

2.4 Propriedades de Distor¸c˜ao e Ergocidade . . . 22

3 Teoremas A e B 25

Apˆendice 32

Bibliografia 36

(10)

Introdu¸c˜

ao

Os Sistemas Dinˆamicos munidos de medidas invariantes ´e o principal objeto de estudo da Teoria Erg´odica. Em termos simples um sistema dinˆamico ´e qualquer sistema cujo compor-tamento se modifica com o tempo; na verdade o mundo `a nossa volta pode ser visto como um sistema dinˆamico complexo. Mesmo os sistemas ditos simples, podem apresentar um comporta-mento a longo prazo que apenas podem ser descritos de maneira probabil´ıstica, esses sistemas s˜ao denominados ca´oticos.

Nesse trabalho de disserta¸c˜ao, provaremos a existˆencia de probabilidades invariantes fi-sicamente relevantes para a dinˆamica de uma transforma¸c˜ao de Markov, a qual definiremos mais adiante.

Se um dado sistema apresenta infinitos pontos peri´odicos, ele tamb´em apresentar´a infinitas medidas invariantes, no entanto, desejamos encontrar medidas invariantes que sejam relevantes em termos de medida de lebesgue. Queremos que a probabilidade de encontrar algum iterado da transforma¸c˜ao que reje o sistema em um conjunto mensur´avel seja n˜ao nula apenas quando a medida de lebesgue nesse conjunto mensur´avel tamb´em seja n˜ao nula. Para tal ´e suficiente que essas medidas invariantes sejam absolutamente cont´ınuas em rela¸c˜ao `a medida de lebesgue. Propriedades adicionais dessas medidas ser˜ao verificadas, como por exemplo ergodicidade, que nos diz num certo sentido que o sistema n˜ao pode ser decomposto em termos probabil´ısticos em mais de um sistema n˜ao trivial.

Dividimos essa disserta¸c˜ao em trˆes cap´ıtulos. No Cap´ıtulo 1, que chamamos de Prelimi-nares, apresentaremos algumas defini¸c˜oes e resultados gerais da Teoria da Medida. Omitiremos as demosntra¸c˜oes na maioria das vezes por se tratarem de resultados conhecidos, no entanto, citaremos a fonte utilizada e p´agina, para os leitores que desejarem uma consulta mais detalhada.

No Cap´ıtulo 2, onde construiremos as condi¸c˜oes necess´arias para chegarmos ao resultado 1

(11)

principal do nosso trabalho, estudaremos a dinˆamica do Operador de Perron-Frobenius, tamb´em conhecido como operador de transferˆencia. Inicialmente, sem nos preocuparmos com o espa¸co de atua¸c˜ao do operador, provaremos que os pontos fixos do operador s˜ao probabilidades invariantes absolutamente cont´ınuas `a medida de lebesgue. Definiremos transforma¸c˜oes de Markov e mostra-remos que para essas transforma¸c˜oes, existem probabilidades invariantes absolutamente cont´ınuas limitadas no espa¸co das fun¸c˜oes integr´aveis. Em seguida introduziremos o espa¸co das fun¸c˜oes Lips-chitz cont´ınuas e estudaremos o comportamento do operador de Perron-Frobenius neste espa¸co. Um dos principais resultados desse cap´ıtulo ´e:

Lema(2.4) Seja (T, P) uma transforma¸c˜ao de Markov tal que para todo ~p ∈ eP com

inf {µ(T (~s)); ~s ∈ P} > 0; ent˜ao existe uma probabilidade T -invariante q absolutamente cont´ınua `a µ tal que dq

∈ L

(µ).

Finalmente, no Cap´ıtulo 3, apresentaremos os resultados principais deste trabalho, no qual provaremos a existˆencia de um conjunto finito de medidas invariantes absolutamente cont´ınuas e erg´odicas para uma C2 transforma¸c˜ao markoviana expansora por partes definida numa variedade

compacta M, e que s˜ao limitadas no espa¸co das fun¸c˜oes lipschitz cont´ınuas. Este resultado ´e obtido a partir da prova do Teorema A, abaixo publicado por Jon Aaronson, em An Introduction to Infinite

Ergodic Theory. Mathematical Surveys and Monographs 50, American Math. Society, 1997, 168.

Teorema A. Suponha que (T, P) uma transforma¸c˜ao de Markov; tal que para todo cilindro

~p ∈ eP tenham forte controle de distor¸c˜ao. Se #T (P) < ∞; ent˜ao existe uma densidade invariante

µ, absolutamente cont´ınua a medida de Lebesgue m, tal que log

dm pertence ao espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas (L).

Outro Teorema que demonstraremos ´e:

Teorema B. Se T : M → M ´e uma C2 aplica¸c˜ao markoviana expansora por partes, com

um n´umero limitado de imagens, ent˜ao existe um conjunto finito de medidas invariantes absoluta-mente cont´ınuas `a Lebesgue e erg´odicas tal que m − q.t.p. pertence a bacia de uma dessas medidas. Ademais a densidade de cada uma dessas medidas com respeito a Lebesgue ´e uniformemente limi-tada por alguma constante.

Por ´ultimo, no Apˆendice, faremos um breve estudo dos shifts, onde exibiremos um resul-tado de menor importˆancia, mas de alguma relevˆancia para a obten¸c˜ao do resulresul-tado principal do nosso trabalho.

(12)

Cap´ıtulo 1

Preliminares

Nosso principal objetivo neste cap´ıtulo ´e estabelecer as nota¸c˜oes necess´arias `a compreens˜ao dos cap´ıtulos subseq¨uentes e apresentar defini¸c˜oes e resultados que ser˜ao ´uteis para o entendimento da teoria que ser´a desenvolvida no decorrer deste trabalho. Citaremos alguns teoremas de An´alise Funcional e da Teoria da Medida. Por se tratarem de resultados conhecidos na literatura vigente omitiremos ou simplificaremos suas demonstra¸c˜oes.

Admitimos que X ´e um espa¸co topol´ogico e B denota a σ-´algebra de Borel. Seja µ uma aplica¸c˜ao com dom´ınio B, µ : B → [0, +∞], satisfazendo as seguintes propriedades:

(i) µ(∅) = 0 (ii) µ( [ i=1 Ai) = X i=1 µ(Ai), com A0

is disjuntos dois a dois e Ai ∈ B ∀ i.

Dizemos que a aplica¸c˜ao µ acima ´e uma medida sobre os borelianos de X e chamamos a terna (X, B, µ) de espa¸co de medida. Quando µ(X)=1, dizemos que se trata de um espa¸co de

probabilidades.

Dizemos que T : X → X ´e uma transforma¸c˜ao mensur´avel se T−1(A) ∈ B ∀A ∈ B. No caso em que µ(T−1(A)) = µ(A) ∀A ∈ B, dizemos que T preserva medida ou simplesmente que µ

´e T -invariante. A transforma¸c˜ao mensur´avel T : X → X no espa¸co (X, B, µ) ´e dita n˜ao singular se µ(T−1(A)) = 0, ∀A ∈ B tal que µ(A) = 0. Note que toda transforma¸c˜ao preservando medida ´e

necessariamente n˜ao singular.

(13)

Preliminares

conjunto dos pontos onde a propriedade n˜ao ´e satisfeita tem medida nula.

A transforma¸c˜ao n˜ao singular T : X → X ´e chamada q.t.p. invert´ıvel se T ´e invert´ıvel em algum Y ∈ B com µ(X \ Y ) = 0 e ´e dita q.t.p. localmente invert´ıvel se existem conjuntos mensur´aveis disjuntos {Aj; j ≥ 1} tal que µ(X \

[

j≥1

Aj) = 0 e T ´e invert´ıvel em cada Aj, com

Aj ∈ B, ∀ j.

Um conjunto A ∈ B ´e dito T-invariante se temos T−1(A) = A.

Um espa¸co de medida (X, B, µ) ´e chamado finito se µ(X) < ∞. No caso em que existe uma seq¨uencia {Ak}k>1, Ak∈ B, satisfazendo X =

[

k=1

Ak e µ(Ak) < ∞ ∀ k; ent˜ao (X, B, µ) ´e dito

σ-finito.

Seja (X, B, µ) um espa¸co de medida, (X0, B0) um espa¸co mensur´avel e T : X → X0 uma

aplica¸c˜ao mensur´avel. A medida transportada de µ por T ´e a medida µ0 := T

∗µ : B0 → [0, +∞]

definida por:

µ0(A0) := µ(T−1(A0)), A0 ∈ B0.

Enunciaremos alguns Teoremas, dos quais faremos uso no decorrer do nosso trabalho:

1.1 Teorema (Mudan¸ca de Vari´aveis). Seja (X, B, µ) um espa¸co de medida, (X0, B0) um espa¸co

mensur´avel e T : X → X0 uma aplica¸c˜ao mensur´avel. Considere ν = µT−1 a medida transportada de µ por T . Ent˜ao g : X0→ R ´e ν-integr´avel se e somente se g ◦ T : X → R ´e µ-integr´avel e:

Z X0 g dν = Z X g ◦ T dµ.

Prova. Ver demonstra¸c˜ao em [3], p´ag. 121.

¤

Sejam µ e ν duas medidas num espa¸co mensur´avel (X, B). Dizemos que ν ´e absolutamente

cont´ınua com respeito a µ se µ(A) = 0 implica ν(A) = 0, qualquer que seja A o conjunto mensur´avel.

Neste caso escrevemos ν ¿ µ. Caso tenhamos µ(A) = 0 se e somente se ν(A) = 0, dizemos que µ ´e equivalente a ν e escrevemos µ ∼ ν.

Chamamos suporte da medida µ o conjunto dos pontos tais que toda vizinhan¸ca tem medida positiva para µ e este ´e denotado por supp(µ) = {x; ∀ aberto V  x, µ(V ) > 0}. Quando µ

(14)

Preliminares

´e invariante para T a bacia de µ a qual denotamos por B(µ) ´e o conjunto dos pontos tais que lim n→∞ 1 n n−1 X j=0 ϕ(Tj(x)) = Z ϕ dµ

para toda fun¸c˜ao cont´ınua ϕ : X → R. Note que a bacia sempre ´e um conjunto invariante.

Uma probabilidade invariante µ diz-se erg´odica se todo subconjunto invariante por T , tem medida ´e 0 ou 1. Se µ ´e erg´odica ent˜ao B(µ) tem µ-medida total.

1.2 Teorema (Radon-Nikodym). Seja (X, B, µ) um espa¸co de medida σ-finita. Seja ν : B → R uma medida σ-finita absolutamente cont´ınua com respeito a µ. Ent˜ao existe uma fun¸c˜ao mensur´avel n˜ao negativa f : X → R tal que:

ν(A) =

Z

A

f dµ, ∀A ∈ β.

Prova. Ver demonstra¸c˜ao em [9], p´ag. 238.

¤ A fun¸c˜ao f ∈ L1(µ) obtida no Teorema de Radon-Nikodym ´e chamada de derivada de

Randon-Nikodym ou densidade da medida ν em rela¸c˜ao a medida µ e denotada por f =

.

1.3 Lema (Fatou). Seja {fn}∞

n=1 uma seq¨uencia de fun¸c˜oes mensur´aveis n˜ao negativas e f =

lim

n→∞fn q.t.p. sobre um conjunto mensur´avel E, ent˜ao:

Z E f dµ ≤ lim n→∞inf Z E fn dµ.

Prova. Ver demonstra¸c˜ao em [9], p´ag. 83.

¤

1.4 Teorema (Convergˆencia Dominada). Seja {fn}∞n=1uma seq¨uencia de fun¸c˜oes mensur´aveis

e | fn |≤ g sobre um conjunto E, onde g ´e uma fun¸c˜ao integr´avel sobre E. Se f = lim

n→∞fn q.t.p. em E ent˜ao: Z E f dµ ≤ lim n→∞ Z E fn dµ.

Prova. Ver demonstra¸c˜ao em [4], p´ag. 75.

¤

(15)

Preliminares

1.5 Teorema (Ascoli-Arzel´a). Seja (X, d) um espa¸co m´etrico compacto. Seja F uma fam´ılia equicont´ınua de fun¸c˜oes ψ : X → R. Isto ´e, para todo ² > 0 existe δ > 0 tal que se | x−y |< δ ent˜ao | ψ(x) − ψ(y) |< ² para toda ψ ∈ F. Se F ´e uniformemente limitada; isto ´e, existe M > 0 tal que | ψ |< M para toda ψ ∈ F, ent˜ao toda seq¨uencia {ψn} de elementos de F tem uma subseq¨uˆencia

{ψnk} uniformemente convergente em X.

Prova. Ver demonstra¸c˜ao em [7], p´ag. 244.

¤ Denotamos Lp(X, B, µ); 1 ≤ p < ∞ ou simplesmente Lp(µ) o espa¸co das fun¸c˜oes, tais que

| f |p ´e integr´avel. Em Lp(µ) definimos a norma k · kp como:

k f kp= µZ X | f |p ¶1 p

Definimos L∞(µ) o espa¸co das fun¸c˜oes tais que existe M > 0 tal que | f (x) |≤ M para

q.t.p. x ∈ X, e escrevemos L∞(µ) = {f : X → R; ∃M > 0; µ({x; f (x) > M }) = 0. Em L(µ)

definimos a norma k · k como:

k f k= inf {M > 0; µ({x; f (x) > M }) = 0}.

Uma parti¸c˜ao P de um espa¸co de probabilidades (X, B, µ), que chamaremos de uma parti¸c˜ao com respeito a medida µ, ´e uma fam´ılia de subconjuntos de B de medida n˜ao nula; tais que:

(i) Ai, Aj ∈ P, i 6= j ⇒ µ(Ai∩ Aj) = 0

(ii) µ(X \ [

Ai∈ P

Ai) = 0

Chamamos de densidade de probabilidade a uma fun¸c˜ao ρ ∈ L1(µ) tal que ρ ≥ 0 e k ρ k= 1, de fato observe que ρ induz uma medida de probabilidade νρ dada por

0 ≤ νρ(A) :=

Z

A

ρ dµ ≤ 1 ∀A ∈ B.

Dizemos que νρ´e T -invariante se νρ(T−1(A)) = ν

ρ(A); ∀A ∈ B.

Seja (X, B, µ) um espa¸co de medida. Se T : X → X ´e uma transforma¸c˜ao n˜ao singular, definimos o operador P : L1(µ) → L1(µ) por

Z

A

Pf dµ =

Z

(16)

Preliminares

Observe que o operador est´a bem definido, ou seja, se νf ´e a medida definida por νf := R

T−1(A)f dµ, temos pela n˜ao singularidade de T que νf ¿ µ. Logo, pelo teorema de Randon-Nikodym existe uma ´unica gf ∈ L1(µ), tal que ν

f(A) :=

R

Agf dµ, ∀A ∈ B. Assim Pf ´e, por

defini¸c˜ao nossa gf dada pelo Teorema de Randon-Nikodym.

O operador P ´e chamado de Perron-Fr¨obenius correspondente para T . A importˆancia deste operador para o estudo de medidas invariantes segue do fato que seus pontos fixos s˜ao densidades de medidas invariantes absolutamente cont´ınuas. Para verificarmos esta afirma¸c˜ao, suponha que

h ∈ L1(µ) seja um ponto fixo de P, ou seja, Ph = h. Assim, definindo ν por ν(A) = R

Ah dµ,

veremos que ν ¿ µ e, al´em disto

ν(T−1(A)) = Z T−1(A)h dµ = Z A Ph dµ = Z A h dµ = ν(A).

Logo, ν ´e absolutamente cont´ınua e invariante.

1.6 Proposi¸c˜ao. Seja P : L1(µ) → L1(µ) o operador de Perron-Fr¨obenius de uma transforma¸c˜ao

T como dita anteriormente. Ent˜ao valem:

1. P ´e um operador linear,

2. P ´e positivo: f ≥ 0 ⇒ Pf ≥ 0, 3. P preserva a m´edia: Z X Pf dµ = Z X f dµ,

4. P ´e uma contra¸c˜ao fraca: k Pf k1 ≤ k f k1,

5. Se Tn =

n vezes

z }| {

T ◦ ... ◦ T e P ´e o operador de Perron-Fr¨obenius correspondente para T ent˜ao Pn ´e o operador correspondente para Tn e

Z A Pnf dµ = Z T−n(A) f dµ. Prova.

1. Seja A ⊂ X um conjunto mensur´avel e sejam λ1 e λ2 constantes. Ent˜ao, se f1, f2

(17)

Preliminares L1(µ), Z A P(λ1f1+ λ2f2)dµ = Z T−1(A) 1f1+ λ2f2) dµ = λ1 Z T−1(A) f1 dµ + λ2 Z T−1(A) f2 = λ1 Z A Pf1 dµ + λ2 Z A Pf2 = Z A 1Pf1+ λ2Pf2)dµ. Logo, P(λ1f1+ λ2f2) = λ1Pf1+ λ2Pf2 ∀ f1, f2 ∈ L1(µ) e λ1, λ2 ∈ R.

2. Qualquer que seja A mensur´avel, tem-se Z A Pf dµ = Z T−1(A) f dµ ≥ 0. Logo, se f ≥ 0, ent˜ao Pf ≥ 0.

3. O resultado decorre diretamente de Z X Pf dµ = Z T−1(X)f dµ = Z X f dµ

4. Seja f ∈ L1(µ). Sejam f+ = max(f, 0) e f= −min(0, f ). Ent˜ao, f+ e f ∈ L1(µ),

f = f+− f e |f | = f++ f. Como P ´e um operador linear, tem-se

Pf = P(f+− f−) = P(f+) − P(f−). Consequentemente, |Pf | ≤ |P(f+)| + |P(f−)| = P(f+) + P(f−) = P|f | e k Pf k1= Z X |Pf | dµ ≤ Z X P|f | dµ = Z X |f | dµ =k f k1.

5. A prova segue por indu¸c˜ao em n. Para n = 1, ´obvio, admitindo que vale para n = k; para n = k + 1 obtemos Z A Pk+1f dµ = Z A Pk(Pf ) dµ = Z T−k(A) Pf dµ = Z T−1(T−k(A)) f dµ = Z T−(k+1)(A) f dµ. Logo, Z A Pnf dµ = Z T−n(A) f dµ. ¤

(18)

Preliminares

1.7 Corol´ario. P ´e cont´ınuo.

Prova. Segue da contra¸c˜ao fraca.

¤ Uma cole¸c˜ao F ⊂ L1(µ) ´e chamada uniformemente integr´avel, se para todo ² > 0, existe

M > 1 tal que, Z

{|f |≥M }

| f | dµ ≤ ², ∀f ∈ F,

em que {| f |≥ M } = {x ∈ X, | f (x) |≥ M }. Uma cole¸c˜ao F ´e uniformemente integr´avel, se e somente se, ´e fracamente pr´e-compacta em L1(µ), ou seja toda seq¨uˆencia de fun¸c˜oes em F possui subseq¨uˆencia {fnk}k≥1 que convergente fracamente para alguma h ∈ L1(µ). Escrevemos fnk * h,

significando Z A fnkdµ −→ Z A h dµ, ∀A ∈ B.

O pr´efixo pr´e ´e usado porque tomamos h ∈ L1(µ), ao inv´es de h ∈ F.

(19)

Cap´ıtulo 2

Dinˆ

amica do Operador de

Perron-Fr¨

obenius

Neste cap´ıtulo, provaremos a existˆencia de pontos fixos para o Operador de Perron-Fr¨obe-nius, quando T for uma Transforma¸c˜ao de Markov. Ademais, analisaremos o comportamento do Operador de Perron-Fr¨obenius no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas e concluiremos que existe um ponto fixo para o mesmo, sendo este uma densidade de uma medida T -invariante.

2.1

Existˆ

encia da probabilidade

Dada f ∈ L1

+(µ), vamos definir Anf por Anf := 1n n−1

X

k=0

Pkf e provaremos nesta se¸c˜ao, a

existˆencia de uma probabilidade T -invariante cuja densidade ´e o limite de uma subseq¨uˆencia de

Anf .

2.1 Proposi¸c˜ao. Seja T uma transforma¸c˜ao n˜ao singular de (X, B, µ). Se existe f pertencente a L1(µ)

+ tal que {Anf }n≥1 ´e uma fam´ılia uniformemente integr´avel, ent˜ao existe uma probabilidade

T -invariante que ´e absolutamente cont´ınua a µ.

Prova. Segue da integrabilidade uniforme, que existe subsequˆencia {Ankf }k≥1 e uma h pertencente a L1(µ), tal que A

nkf * h significando que Z A Ankf dµ −→ Z A h dµ := ν(A) ; ∀A ∈ B

(20)

Existˆencia da probabilidade

Por hip´otese, temos que lim nk→∞   1 nk nXk−1 j=0 Pjf = h, ent˜ao, devido a continuidade do operador vale

Ph = lim nk→∞ P   1 nk nXk−1 j=0 Pjf . Por outro lado,

P   1 nk nXk−1 j=0 Pjf   = 1 nk nXk−1 j=0 Pj+1f = 1 nk nXk−1 j=0 Pjf − 1 nkP 0f + 1 nkP nf

como as duas ´ultimas parcelas s˜ao limitadas, v˜ao para zero quando nk→ ∞. Segue ent˜ao que,

Ph = lim nk→∞ P   1 nk nXk−1 j=0 Pjf   = lim nk→∞ 1 nk nXk−1 j=0 Pjf = h e ent˜ao, Z A Ph dµ = Z A h dµ = ν(A); ∀A ∈ B.

Como j´a foi observado ν, tendo a densidade como ponto fixo de P, ´e T -invariante.

¤ 2.2 Proposi¸c˜ao. Seja T uma transforma¸c˜ao n˜ao singular de (X, B, µ). Se existe M > 0 e 1 ≤ p ≤ ∞ tal que k Pnf k

p≤ M ∀ n, ent˜ao existe uma probabilidade T -invariante ν absolutamente

cont´ınua `a µ tal que h = ∈ L

p(µ).

Prova. Segue da Proposi¸c˜ao (2.1) que para qualquer f ∈ Lp(µ)

+temos Anf := n1 n−1 X k=0 Pkf ∈ Lp(µ), de fato, k Anf kp = k n1 n−1 X k=0 Pkf kp 1 n n−1 X k=0 k Pkf kp 1 n n−1 X k=0 M

(21)

2.2. TRANSFORMAC¸ ˜OES DE MARKOV

a ´ultima desigualdade decorre de k Pnf k

p ≤ M ∀ n.

Assim {Anf }n≥1 ´e uma fam´ılia uniformemente integr´avel e isto j´a prova a existˆencia

da probabilidade T -invariante ν. Decorrente da integrabilidade uniforme, temos que existe uma subsequˆencia {Ankf }k≥1 satisfazendo Ankf * h; ent˜ao:

k h kpp = Z | h |pdµ = Z lim k→∞| Ankf | p lim k→∞inf Z | Ankf | p = lim k→∞inf k Ankf k p p e portanto, h = ∈ L p(µ). ¤

2.2

Transforma¸c˜

oes de Markov

Seja T uma transforma¸c˜ao n˜ao singular localmente invert´ıvel e P uma parti¸c˜ao enumer´avel de X. Nessas condi¸c˜oes, dizemos que P ´e uma Parti¸c˜ao de Markov para a transforma¸c˜ao T se :

(i) T (A) ´e a reuni˜ao de elementos de P, ∀A ∈ P

(ii) T : A → T (A) ´e invert´ıvel, ∀A ∈ P

(iii) P gera B sob T , no sentido de que Wk=0T−k(P) = B, em que: _ k=0 T−k(P) = ( \ k=0 T−kAk, Ak ∈ P, ∀k )

Dada uma transforma¸c˜ao T n˜ao singular localmente invert´ıvel e P uma parti¸c˜ao de Markov; chamamos o par (T, P) de Transforma¸c˜ao de Markov.

Chamamos Conjunto Cilindro e denotamos por ~p, o conjunto

~p = [p0, ..., pn−1] = n−1\

i=0

T−ipi,

(22)

Transforma¸c˜oes de Markov

Consideraremos que µ(~p) > 0, ∀~p ∈ P. Chamamos de gn o ramo inverso de Tn,

satisfa-zendo Tn◦ gn(x) = x, ∀ x ∈ ~p. A fim de simplificar nossa nota¸c˜ao, denotaremos o ramo inverso de

Tn restrito ao cilindro ~p por g ~

p := gp0 ◦ ... ◦ gpn−1 = (Tn ¯ ¯

~

p)−1. Ademais; designaremos o dom´ınio

de g~p, que ´e Tn(~p), por Dom(g~p).

Vamos denotar eP := [

n∈N

Pn−1. Como (Tn¯¯~p) ´e uma bije¸c˜ao com sua imagem escreveremos o Jacobiano de (Tn¯¯

~

p) com respeito a µ por JµTn, ou seja,

µ(Tn(~p)) := Z

~ p

JµTn dµ.

Diremos que uma Transforma¸c˜ao de Markov (T, P) tem distor¸c˜ao limitada em todo cilindro (ou controle fraco de distor¸c˜ao), se existe C > 0, tal que

¯ ¯ ¯ ¯ Jµg~p(x) Jµg~p(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ C; ∀ x, y ∈ Dom(g~p), ∀~p ∈ eP

2.3 Lema (Lema da distor¸c˜ao). Sejam ~p = [p0, ..., pn−1] ∈ Pn−1 um cilindro e ~q ∈ eP e

suponhamos que (T, P) tem distor¸c˜ao limitada em todo cilindro, ent˜ao: µ(g~q∩ ~p)

µ(~p) ≤ C

2·µ(~q ∩ T (pn−1))

µ(T (pn−1)) .

Prova. Temos que Tn(~p) = T (p

n−1) e para µ − q.t.p. x ∈ ~p: µ(~p) = µ(g~p◦ T (pn−1)) = Z x∈ T (pn−1)) g~p(x) dµ Z x∈ T (pn−1)) k Jµ g~p k∞ < Z x∈ T (pn−1)) (|Jµ g~p(y²)| + ²) dµ < Z x∈ T (pn−1)) ((C + 1) · |Jµ gp~(z)| + ²) dµ ∀², ∀z Z x∈ T (pn−1)) (C + 1) · |Jµ g~p(z)| dµ = C · |Jµ g~p(z)| µ(T (pn−1)), ∀z.

(23)

Transforma¸c˜oes de Markov

Por outro lado, procedendo da mesma forma temos:

µ(g~q∩ ~p) = Z ~ q ∩ Tn(~p) g~p(x) dµ = Z ~ q ∩ T (pn−1) Jµg~p(x) dµ ≤ C · |Jµg~p(x)| · µ(~q ∩ T (pn−1)) < C2·µ(~p) · µ(~q ∩ T (pn−1)) µ(T (pn−1)) e ent˜ao, temos o resultado desejado.

¤

2.4 Lema. Seja (T, P) uma Transforma¸c˜ao de Markov com distor¸c˜ao limitada em todo cilindro e inf {µ(T (~s)); ~s ∈ P} > 0; ent˜ao existe uma probabilidade T -invariante ν absolutamente cont´ınua

`a µ tal que

∈ L

(µ).

Prova. Segue do Lema (2.3) que ∀n ≥ 1, ~p = [p0, ..., pn−1] ∈ Pn−1 um cilindro e A um

conjunto mensur´avel, A ∈ B vale:

µ(T−n(A) ∩ ~p)

µ(~p) ≤ C

2·µ((A) ∩ T (pn−1))

µ(T (pn−1))

Seja Γ = {T (~s); ~s ∈ P} e suponhamos que µ(T (~s)) ≥ ² > 0; ∀ T (~s) ∈ Γ. Assim n´os temos,

µ(T−n(A)) = X ~r∈Pn µ(T−n(A) ∩ ~p) µ(~p) · µ(~p) ≤ C2· X ~r∈Pn µ(A ∩ T (pn−1)) µ(T (pn−1)) · µ(~p) C 2 ² · X ~r∈Pn µ(A ∩ T (pn−1)) · µ(~p) C2 ² · X ~r∈Pn µ(A) · µ(~p) C2 ² · µ(A)

(24)

Transforma¸c˜oes de Markov

Observamos que se g ∈ L1(µ)

+e µ(A)1

Z

A

g dµ ≤ M, ∀A ∈ B, isto implica que k g k∞≤ M .

Tomando agora a densidade f ≡ 1 e A ∈ B temos, Z A Pk1 dµ = Z T−n(A)1 dµ = X ~r∈ Pn Z x∈(~r∩T−n(A))1 dµ = X ~r∈ Pn Z x∈g~p(A∩T−n(~r)) 1 dµ = X ~r∈ Pn Z A Jµg~p(~r) dµ = X ~r∈ Pn µ(g~p(A ∩ Tn(~r))) = X ~r∈ Pn µ(~r ∩ T−n(A)) = µ(T−n(A)) C2 ² · µ(A) portanto, encontramos k Pn1 k∞≤ C2 ² ∀ n.

Assim, pela Proposi¸c˜ao (2.2) existe uma probabilidade T -invariante ν ¿ µ em X e nk

∞ tal que ∈ L (µ) e 1 nk nXk−1 j=0 Pj1 * em L∞(µ), significando Z A 1 nk nXk−1 j=0 Pj1 dµ −→ Z A dµ ∀A ∈ B. ¤ 2.5 Lema. Seja (T, P) uma Transforma¸c˜ao de Markov com distor¸c˜ao limitada em todo cilindro e inf {µ(T (~s)); ~s ∈ P} > 0; ent˜ao existe uma probabilidade T -invariante ν absolutamente cont´ınua

`a µ tal que inf

~ q∈ T (~s) µ > 0.

Prova. Inicialmente, observemos que para ~p e ~q ∈ P temos, µ C2 ²−1 ·µ(~p) µ(~q) µ(gp~(x)) µ(g~p(y)) µ C2 ²·µ(~p) µ(~q),

(25)

2.3. AC¸ ˜AO DO OPERADOR NO ESPAC¸ O DAS FUNC¸ ˜OES LIPSCHITZ CONT´INUAS

de fato, observemos que

µ(g~p(x)) µ(g~p(y)) = R ~ pJµg~p R ~ qJµg~q .

Do Lema anterior e da h´ıp´otese de distor¸c˜ao limitada, podemos escrever logJµg~p Jµg~q ¯ ¯ ¯ ¯ Jµg~p(x) Jµg~q(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ C.

Ademais, pelo Lema da Distor¸c˜ao, encontramos R ~ pJµg~p R ~ qJµg~q C2 ² · Jµg~p(x)µ(~p) Jµg~q(y)µ(~q) Portanto, para A ∈ B µ C2 ²−1 · µ(A) ≤ µ(T−n(A)) ≤ µ C2 ²· µ(A), assim; µ C2 ²−1 1 nk nXk−1 j=0 Pj1 ≤ µ C2 ² ¶ como 1 nk nXk−1 j=0 Pj1 * , temos ent˜ao µ C2 ²−1 µ C2 ². ¤

2.3

A¸c˜

ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜

oes Lipschitz cont´ınuas

Nesta se¸c˜ao analisaremos o comportamento do Operador de Perron-Fr¨obenius no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas, que definiremos adiante e para tal faremos uso de alguns lemas auxiliares, que fornecer˜ao subs´ıdios para podermos concluir que existe algum ponto fixo do Operador nesse mesmo espa¸co.

Dada uma parti¸c˜ao mensur´avel P de um espa¸co de medida (X, B, µ) e uma aplica¸c˜ao mensur´avel T : X → X definiremos uma m´etrica associada a P e T como segue. Seja 0 < β < 1 fixado, introduziremos a m´etrica dβem X dada por dβ = βs(x,y), onde s(x, y) ´e o tempo de separa¸c˜ao

(26)

A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas

de x e y, definido a seguir. Se x e y est˜ao em elementos distintos de uma parti¸c˜ao P de X ent˜ao

s(x, y) = 0. Se x e y est˜ao num mesmo elemento da parti¸c˜ao ent˜ao s(x, y) ´e o maior inteiro n ≥ 0

tal que Tkx e Tky est˜ao no mesmo elemento da parti¸c˜ao para k = 0, ..., n.

Aqui trabalharemos com o conceito de fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua com respeito aos elemen-tos da parti¸c˜ao P de X. Assim no nosso contexto, dizemos que uma fun¸c˜ao f : X → R ´e Lipschitz

cont´ınua em A ⊂ X se:

DAf := sup x6=y∈A

| f (x) − f (y) | dβ(x, y) < ∞

e Lipschitz cont´ınua em x ∈ X se ´e Lipschitz cont´ınua em alguma vizinhan¸ca de x. Uma fun¸c˜ao ´e

localmente Lipschitz cont´ınua em A ⊂ X se ´e Lipschitz cont´ınua em cada ponto de A. Dada uma

fun¸c˜ao f : X → R, dizemos que f ´e P-Lipschitz cont´ınua por partes em X, se ´e Lipschitz cont´ınua em cada A ∈ P e DPf := sup

A∈P

DAf < ∞. Note que qualquer fun¸c˜ao limitada P-Lipschitz cont´ınua

por partes ´e Lipschitz cont´ınua em X. Seja P0 uma parti¸c˜ao definida como segue P0 := {X\T (X) ∪

parti¸c˜ao de T (X) gerada por T (P)}, a cole¸c˜ao das fun¸c˜oes P0-Lipschitz cont´ınua por partes em X ´e denotada por L e equipada com a norma:

k f kL:=k f k1+DXf.

Por simplicidade nos referiremos ao espa¸co L, como o espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas. No nosso contexto o Teorema (1.5) acima ser´a enunciado da seguinte forma:

2.6 Teorema. Se {fn}∞n=1 ´e uma sequˆencia de fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas e sup

n≥1 k fn kL < ∞,

ent˜ao existe uma subsequˆencia {fnk}∞k=1 e uma fun¸c˜ao g lipschitz cont´ınua tal que

fnk(x) → g(x), quando k → ∞ ∀x ∈ X,

k g kL ≤ limn→∞inf k fnkL

e

k fnk − g k1→ 0, quando k → ∞.

Prova. Tomemos uma sequˆencia {fn}∞n=1 em L (espa¸co das fun¸c˜oes lipschitz cont´ınuas).

Por hip´otese k fnkL≤ K; n ≥ 1 e K > 0. Podemos tomar | fn(x) | ≤ 2K, x ∈ X, n ≥ 1 e sabemos

que | fn(x) − fn(y) | ≤ K · dβ(x, y); ∀x, y ∈ X; n ≥ 1.

(27)

A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas

Seja Γ ⊂ X um subconjunto enumer´avel denso; logo existe uma subsequˆencia {fnk} tal que (fnk(x))k≥1 ´e uma sequˆencia de Cauchy ∀x ∈ Γ. De fato (fnk(x))k≥1 ´e uma sequˆencia de

Cauchy ∀x ∈ X e ent˜ao existe g ∈ L, g : X → R tal que lim

k→∞fnk(x) = g(x) ∀x ∈ X. E decorrente

do Lema de Fatou, temos que

k g k1≤ lim

k→∞inf k fnk k1 .

Seja P0uma parti¸c˜ao definida como anteriormente; tomemos um elemento qualquer B ∈ P0,

ent˜ao para x, y ∈ B, com x 6= y

DP0g = | g(x) − g(y) | dβ(x, y) | fnk(x) − fnk(y) | dβ(x, y) ≤ DP 0fnk portanto DP0g ≤ lim

k→∞ inf DP0fnk e isto ´e suficiente para mostrar que g ∈ L.

Por outro lado,

k g kL = k g k1 +DP0g

lim

k→∞inf k fnk k1+ limk→∞ inf DP0fnk

e portanto,

k g kL ≤ lim

k→∞inf k fnk kL.

Por ´ultimo, como | fnk(x) | ≤ g(x); ∀x ∈ X, pelo Teorema da Convergˆencia Dominada

k g k1≤ lim

k→∞k fnk k1 e ent˜ao temos k fnk− g k1−→ 0, quando k → ∞.

¤ A fim de simplificar a nota¸c˜ao escreveremos d(x, y) = dβ(x, y) para representar a m´etrica

dβ(x, y) = βs(x,y), onde 0 < β < 1 fixado e s(x, y) ´e o tempo de separa¸c˜ao de x e y.

Considerare-mos que as transforma¸c˜oes de Markov trabalhadas nesta se¸c˜ao satisfazem inf{µ(T (~p)); ~p ∈ P} > 0, ∀ ~p ∈ P.

2.7 Lema. Seja ~p um cilindro e h : ~p −→ R tal que h ´e uma fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua e g~p ´e o ramo inverso de (Tn¯¯

~

p), ent˜ao para 0 < β < 1 fixado e x, y ∈ Dom(g~p) vale:

|h(gp~(x))| ≤ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + βn· D~ph

(28)

A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas Prova. |h(g~p(x))| ≤ µ(~p)1 Z ~ p |h(x)| dµ + ¯ ¯ ¯ ¯h(g~p(x)) −µ(~p)1 Z ~ p h(x) dµ ¯ ¯ ¯ ¯ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ +¯¯h(g~p(x)) − h(g~p(y))¯¯ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + D~ph · d(g~p(x), gp~(y)) = 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + D~ph · βn ¤ Para o Lema e Proposi¸c˜ao a seguir consideraremos o conjunto Ωβ abaixo; o qual

desem-penhar´a papel importante na pr´oxima se¸c˜ao. Em que Ωβ := ½ ~p ∈ eP; ¯ ¯ ¯ ¯ Jµg~p(x) Jµgp~(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ Cdβ(x, y); ∀(x, y) ∈ ~p ∈ Dom(g~p) ¾ com C ∈ R+.

2.8 Lema. Suponha h uma fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua e ~p = [p0, ..., pn−1] ∈ Pn−1 um cilindro.

Ent˜ao para x, y ∈ ~p ∈ Ωβ temos:

|Jµg~p(x) · h(gp~(x)) − Jµg~p(y) · h(g~p(y))| ≤ M00· d(x, y) · µ M Z ~ p |h| dµ + (M + 1)µ(~p)βnD~ph

Prova. Inicialmente, da desigualdade triangular obtemos

|Jµg~p(x)h(gp~(x)) − Jµg~p(y)h(gp~(y))| ≤ ≤ Jµg~p(x)|h(g~p(x))| ¯ ¯ ¯ ¯JJµgp~(x) µg~p(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ + + Jµg~p(y)|h(g~p(x)) − h(gp~(y))| = (I) + (II)

Analisando os fatores da parcela (I), observamos que:

(i) Jµg~p(x) ≤ M00· µ(~p), ∀x ∈ ~p, decorre diretamente do Lema da Distor¸c˜ao

(ii) |h(g~p(x))| ≤ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + βn· Dp~h; pelo Lema (2.7) (iii) ¯ ¯ ¯ ¯ Jµgp~(x) Jµg~p(y) − 1 ¯ ¯ ¯

¯ ≤ M · d(x, y); pois por hip´otese ∀~p ∈P; temos que ~p ∈ Ωe β

(29)

A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas e, portanto, (I) ≤ M00· µ(~p) · M · d(x, y) · µ 1 µ(~p) Z ~ p |h| dµ + Dp~h · βn≤ M · d(x, y) · µZ ~ p |h| dµ + µ(~p) · D~ph · βn

Analisando a parcela (II), basta verificarmos que

|h(g~p(x)) − h(g~p(y))| ≤ d(gp~(x), g~p(y)) · D~ph ≤ d(x, y) · βn· D~ph

e, portanto,

(II) ≤ M00· µ(~p) · d(x, y) · βn· D~ph

Assim, podemos concluir que (I) + (II) ≤ M00· M · d(x, y) · µZ ~ p |h| dµ + µ(~p) · D~ph · βn+ M00· µ(~p) · d(x, y) · D~ph · βn ≤ M00· d(x, y) · µ M Z ~ p |h| dµ + (M + 1) · µ(~p) · D~ph · βn

chegando ent˜ao ao resultado desejado.

¤

A pr´oxima Proposi¸c˜ao estabelece um estimativa para o Operador de Perron-Fr¨obenius no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas.

2.9 Proposi¸c˜ao. Seja h uma fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua e P o Operador de Perron-Fr¨obenius para T , ent˜ao vale:

k Pn h k ≤ M00· (DP0h · βn + k h k1)

Prova. Inicialmente, podemos deduzir uma representa¸c˜ao do Operador de Perron-Fr¨obe-nius que ser´a ´util na demostra¸c˜ao desta proposi¸c˜ao.

Sabemos que T ´e invert´ıvel em cada ~p ∈ Pn−1, T−1 : T (~p) → ~p e g ~

p ramo inverso de Tn,

restrito a ~p; que estamos denotando por g~p, e que satisfaz Tn◦ g ~ p(x) = x ∀x ∈ ~p, dessa forma podemos escrever T−n(X) = [ ~ p∈Pn−1 ~p = [ ~ p∈Pn−1 Im(g~p)

(30)

A¸c˜ao do Operador no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas

agora, pela defini¸c˜ao do operador Z X Pn h dµ = Z T−n(X)h dµ = Z [ ~ p∈Pn−1 Im(gp~) h dµ = X ~ p∈Pn−1 Z Im(g~p) h dµ = X ~ p∈Pn−1 Z Dom(gp~) Jµg~p· h ◦ g~p e, portanto, temos Pn h = X ~ p∈Pn−1 Jµg~p· h ◦ gp~.

Segue ent˜ao que para x ∈ Dom(g~p)

|Pnh(x)| ≤ X ~ p∈Pn−1 µ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + D~ph · βn· M00· µ(~p) ≤ M00· X ~ p∈Pn−1 µ(~p) · µ 1 µ(~p) Z ~ p |h(x)| dµ + DP0h · βn, pois D~ph ≤ DP0h ≤ M00· (k h k1 + DP0h · βn)

Por ´ultimo, para h uma fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua e x, y ∈ ~q ∈ P0, temos

|Pnh(x) − Pnh(y)| ≤ X ~ q∈Pn−1 |Jµg~q(x) · h(g~q(x)) − Jµg~q(y) · h(g~q(y))| = M00· d(x, y) · X ~ q∈Pn−1 µ M Z ~ q |h| dµ + (M + 1) · µ(~q) · βn· D~qh, pelo Lema(2 .8 ) ≤ M00· d(x, y) · (M k h k1 + (M + 1) · DP0h · βn) ; ou seja, |Pnh(x) − Pnh(y)| d(x, y) ≤ M,

em que basta tomarmos

M = M00· (M · k h k1 + (M + 1) · DP0h · βn) .

Dessa forma, segue por defini¸c˜ao que DP0Pnh < M , sendo ent˜ao o pr´oprio Operador P Lipschitz cont´ınuo.

¤

(31)

2.4. PROPRIEDADES DE DISTORC¸ ˜AO E ERGOCIDADE

2.4

Propriedades de Distor¸c˜

ao e Ergocidade

Um subconjunto aberto mensur´avel W ⊂ X, tal que W (T ) = {x; ∀ aberto U 3 x, ∃n > 0 com Tn(U ) ∩ U 6= ∅} ´e chamado conjunto errante para T uma transforma¸c˜ao n˜ao singular.

Deno-tamos por W(T ) a cole¸c˜ao dos conjuntos errantes. Dessa forma chamamos a parte Dissipativa da transforma¸c˜ao T e denotamos por D(T ) =S(W(T )) a uni˜ao mensur´avel das cole¸c˜oes de conjuntos errantes para T . Dessa forma, a transforma¸c˜ao T ´e chamada totalmente dissipativa se D(T ) = X mod µ.

O conjunto C(T ) := X\D(T ) ´e chamado parte Conservativa de T . A transforma¸c˜ao n˜ao singular T ´e chamada Conservativa se C(T ) = X mod µ.

Se podemos particionar o dom´ınio X da forma {C(T ), D(T )}, ent˜ao dizemos que T possui uma decomposi¸c˜ao de Hopf. (Ver em [1], p´ag. 15)

Seja o conjunto Ωβ := ½ ~p ∈ eP; ¯ ¯ ¯ ¯JµT n(x) JµTn(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ Cdβ(Tn(x), Tn(y)); ∀(x, y) ∈ ~p ∈ Pn−1 ¾

em que C ∈ R+. N´os dizemos que uma transforma¸c˜ao de Markov (T, P) possui controle forte de

distor¸c˜ao se existe C > 1 tal que para todo ~p ∈ eP, ~p ∈ Ωβ. Observe que por quest˜ao de conveniˆencia

estamos reescrevendo o conjunto Ωβ, definido anteriormente, mas s˜ao de fato os mesmos.

Seja (T, P) uma Transforma¸c˜ao de Markov e C > 0. Uma cole¸c˜ao Θ ⊂ eP ´e chamada

Cole¸c˜ao Schweiger para T se todos os elementos da cole¸c˜ao possuem distor¸c˜ao limitada para algum C > 0, e

[

B∈Θ

B = X mod µ.

Uma Transforma¸c˜ao de Markov (T, P) possui controle fraco de distor¸c˜ao se existe uma Cole¸c˜ao Schweiger para T .

2.10 Lema. Suponha que (T, P) ´e uma Transforma¸c˜ao de Markov com controle fraco de distor¸c˜ao e Θ ´e uma Cole¸c˜ao Schweiger para T . Se A ∈ Θ; ent˜ao

X n=1 µ(T−n(A)) = ∞ ⇒ A ⊂ C mod µ e X n=1 µ(T−n(A)) < ∞ ⇒ A ⊂ X\C mod µ

(32)

Propriedades de Distor¸c˜ao e Ergocidade

em particular C e D s˜ao ambos uni˜oes de conjuntos em Θ.

Prova. Da segunda implica¸c˜ao temos que dado um ponto x ∈ A, x volta a A finitas vezes, n˜ao retornando a partir de um certo n ≥ n0 fixado, ou seja, A ⊂ D = X\C. Para a primeira

implica¸c˜ao suponhamos que µ(A\C) > 0 ent˜ao ∃B ∈ B ∩ A := {B ∈ B; B ⊂ A}, µ(B) > 0 tal que

X

n=1

µ(T−n(B)) < ∞ portanto, pelo Lema (2.4)

X

n=1

µ(T−n(A)) < ∞

¤ Ao estudarmos a dinˆamica de certas transforma¸c˜oes a longo prazo, desejamos saber onde os pontos do espa¸co s˜ao levados por iterados futuros da transforma¸c˜ao que reje o sistema, assim definimos o ω − limite de um ponto x ∈ X, como sendo o conjunto dos pontos y ∈ X, tais que para toda vizinhan¸ca V de y a rela¸c˜ao Tn(x) ∈ V , n > 0 ´e satisfeita para infinitos valores de n.

Dizemos tamb´em que uma transforma¸c˜ao cont´ınua T de um espa¸co topol´ogico X ´e

tran-sitiva se existe x ∈ X tal que ωT(x) = X. A transforma¸c˜ao T ´e dita topologicamente transitiva se para todo par de conjuntos abertos, n˜ao vazios U, V ⊂ X existe n ≥ 1 tal que Tn(U ) ∩ V 6= ∅.

Lembremos que T ´e dita erg´odica, se para todo A ∈ B, invariante (T−1(A) = A mod µ),

implica µ(A) = 0 ou µ(Ac) = 0

2.11 Lema. Seja T uma transforma¸c˜ao n˜ao singular localmente invert´ıvel e X um conjunto T -invariante, se existe φ invert´ıvel tal que φ conjuga (T, X) e (σ, Σ), onde σ ´e shift e Σ ´e invariante por σ; ent˜ao (T, X) ´e topologicamente transitivo.

Prova. Este Lema ´e um corol´ario da Proposi¸c˜ao A.5. (Ver Apˆendice)

¤

2.12 Lema. Suponha que T ´e topologicamente transitivo com controle fraco de distor¸c˜ao, ent˜ao T ´e conservativo ou totalmente dissipativo. Se T ´e conservativo ent˜ao T ´e erg´odico.

Prova. Assumamos que

[

B∈Θ

B = Xmod µ;

(33)

Propriedades de Distor¸c˜ao e Ergocidade

da´ı pelo Lema (2.10) temos

C = [

B⊂Θ∩C

B mod µ.

Assim, segue pela irredutibilidade que T ´e conservativo ou totalmente dissipativo. Supo-nha que T ´e conservativo. J´a que Θ gera B; segue pelo Lema de Distor¸c˜ao que

µ(T−n(A) ∩ ~p)

µ(~p) ≤ C

2·µ(A) ∩ T (pn−1))

µ(T (pn−1)) ∀n ∈ N; ~p ∈ (P

n−1∩ Θ); A ∈ B.

Agora, suponha que T−1(A) = A e µ(A) > 0, ent˜ao para A ∈ B,

µ(A ∩ ~p) µ(~p) ≤ C

2·µ(A) ∩ T (pn−1))

µ(T (pn−1)) ∀n ∈ N; ~p ∈ (P

n−1∩ Θ).

Para µ-q.t.p. x ∈ X, temos que,

µ(A ∩ ~p) µ(~p) =

µ(A ∩ [po(x), ..., pn−1(x)])

µ(T (pn−1))

−→ χA(x) quando n → ∞ em qur para n ≥ 1, pn−1(x) ´e definido por Tn(x) ∈ pn−1(x) ∈ P.

Por conservatividade de T , se ~p = [po, ..., pn−1] ∈ Θ ent˜ao para µ-q.t.p. x ∈ ~p, Tkx ∈ ~p

para infinitos k0s, portanto,

χA(x) · µ(A ∩ T (pµ(T (pn−1)) n−1)) ≤ C 2. E segue que, A = [ B∈Θ, µ(A∩B)>0 B mod µ.

J´a que µ(A) > 0, ∃ B ∈ Θ tal que B ⊂ A; por irredutibilidade se B0 ∈ Θ, ent˜ao ∃k ≥ 0

tal que µ(B ∩ T−kB0) > 0, portanto B0 ⊂ A. Assim A = Xmod µ, logo µ(Ac) = 0 e concluimos

que T ´e ergodico.

(34)

Cap´ıtulo 3

Teoremas A e B

Neste cap´ıtulo demonstraremos os dois Teoremas Principais deste trabalho, provaremos que uma C2–Transforma¸c˜ao Markoviana Expansora por Partes possui uma medida invariante µ

que ´e absolutamente cont´ınua com respeito `a medida de Lebesgue m, isto ´e µ = hm, onde h ´e densidade acotada longe do zero e portanto log h tamb´em ´e limitado. De fato, mostraremos que

h pertence ao espa¸co das fun¸c˜oes P0-Lipischitz cont´ınuas por partes. Esta condi¸c˜ao implica que a

medida µ ´e equivalente `a de Lebesgue no sentido de que possuem os mesmos conjuntos de medida Lebesgue zero.

Lembramos que dado um cilindro ~p = [p0, ..., pn−1] ∈ Pn−1⊂ eP, denotamos o ramo inverso

de Tn restrito ao cilindro ~p, por g ~

p := gp0 ◦ ... ◦ gpn−1 = (Tn ¯ ¯

~

p)−1. Ademais, n´os dizemos que uma

transforma¸c˜ao de Markov (T, P) possui controle forte de distor¸c˜ao se existe C > 1 tal que para todo ~p ∈ eP, ~p ∈ Ωβ. Onde Ωβ := ½ ~p ∈ eP; ¯ ¯ ¯ ¯JµT n(x) JµTn(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ C · dβ(Tn(x), Tn(y)); ∀ (x, y) ∈ ~p ∈ Pn−1 ¾ com C ∈ R+.

Teorema A. Suponha que (T, P) uma transforma¸c˜ao de Markov; tal que para todo cilindro ~p ∈ eP

tenham forte controle de distor¸c˜ao. Se #T (P) < ∞; ent˜ao existe uma densidade invariante µ, absolutamente cont´ınua a medida de Lebesgue m, tal que log

dm pertence ao espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas (L).

(35)

Teoremas A e B

Prova. Sabemos que (T, X) e (σ, Σ) s˜ao conjugados, ent˜ao pelo Lema (2.11) nos podemos assumir que (T, P) ´e topologicamente transitivo. Pela Proposi¸c˜ao (2.2) e Lema (2.4) existe h : X → R, tal que Ph = h. Pelo Lema (2.5) conclu´ımos que log h ∈ L∞(µ); e isto ´e suficiente para mostrar

que h ∈ L. Pela ergodicidade de T , nos temos que 1 n n−1 X k=0 Pk1 −→ h = dm em L 1(µ) quando n → ∞.

Pela Proposi¸c˜ao (2.8); existe q ≥ 1, 0 < β < 1 e M > 0 tal que

k Pqf kL ≤ M · DP0f · βn+ M k f k1

≤ θ k f kL+ M k f k1 ∀ f ∈ L e 0 < θ < 1.

Agora, iterando n´os temos

k Pqnf kL = k Pq(Pq...qf ) kL ≤ θ k Pq...qf kL+M k Pq...qf k1 ≤ θ(θn−1 k f kL+(θn−2+ ... + 1)M k f k1) + M k f k1 = θnk f kL+(θn−1+ ... + θ)M k f k1+M k f k1 = θnk f kL+(θn−1+ ... + θ + 1)M k f k1 tomando M0 = X n=0 θn· M , obtemos: k Pqnf kL≤ θnk f kL+M0k f k1< ∞; ∀ f ∈ L; n ≥ 1 e 0 < θ < 1. Considere An1 := n1 n−1 X k=0

Pk1. N´os mostramos que sup

n≥1k P k1 k

L < ∞; de fato lembremos

que k Pk1 kL=k Pk1 k1 +DXPk1. Pelo Lema(2.4), k Pk1 k1

C2

² · µ(A); A ∈ B e pela Proposi¸c˜ao (2.9), para g uma fun¸c˜ao Lipschitz cont´ınua vale DP0Pkg < M , assim DXPk1 < ∞.

Considerando An1 := n1 n−1 X k=0 Pk1 para k ≥ 1, temos k An1 kL= ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ 1 n n−1 X k=0 Pk1 ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ L 1 n n−1X k=0 k Pk1 kL

(36)

Teoremas A e B

reescrevendo k = a · q + b, em que a ≥ 0 e 0 ≤ b < q obtemos

k An1 kL n1 n−1 X k=0 k Paq+b1 kL 1 n n−1 X k=0 k Paq(Pb1) kL

≤ θak Pb1 kL+M0k Pb1 k1< ∞, conforme exposto acima.

Por ´ultimo, reca´ımos nas hip´oteses dadas pelo Teorema de Ascoli-Arzel´a, (Teorema 2.6) e por-tanto, An1 possui subsequˆencia convergente em L1(µ) cujo limite ´e h, fun¸c˜ao lipschitz cont´ınua.

Portanto, µ = hm ´e uma medida finita T -invariante absolutamente cont´ınua, com log h limitado. ¤

Seja T uma transforma¸c˜ao definida num subconjunto X ⊂ M, em que M ´e uma variedade compacta e X possui medida Lebesgue total. Dizemos que T ´e uma Transforma¸c˜ao Markoviana

Expansora por Partes se existir uma parti¸c˜ao enumer´avel P, com respeito a medida de lebesgue, do

dom´ınio X e conjuntos cilindros tais que:

(i) k (DT (x))−1 k−1≥ λ > 1 ∀ x ∈ ~p ∈ P,

(ii) log ¯ ¯ ¯

¯det DT (x)det DT (y) ¯ ¯ ¯

¯ ≤ C · d(x, y); ∀ x, y ∈ ~p, ∀ ~p ∈ P, (iii) Para cada pk∈ P; T¯¯p

k ´e um difeomorfismo C

2 com uma extens˜ao ainda C2 a p

k.

Dizemos que um conjunto A ⊂ M ´e positivamente invariante para T , se T (A) = A. Um conjunto invariante (T−1(A) = A) ´e em particular um conjunto positivamente invariante.

Para provar o pr´oximo Teorema, necessitaremos do seguinte Lema:

3.1 Lema. Se A ⊂ M ´e um conjunto positivamente invariante, ent˜ao existe uma bola B de raio δ/4 tal que m(B\A) = 0. Em particular, sendo a medida de M finita, teremos somente um n´umero finito de conjuntos invariantes distintos.

Prova. ´E suficiente mostrarmos que existe uma bola de raio δ/4, onde a medida relativa de A est´a pr´oxima de 1. Seja k > 0 um n´umero pequeno. Sejam Ac um compacto contido em A e

Av uma vizinhan¸ca de Actal que m(A\Ac) e m(Av\Ac) sejam ambos menores que k · m(A). Para

x ∈ Ac seja Vn(x) a vizinhan¸ca de x; ademais Vn(x) ´e enviada com distor¸c˜ao limitada por Tn na

(37)

Teoremas A e B

bola de raio δ em torno de Tn(x). Podemos escolher n sufiucientemente grande de a que para todo

x ∈ Ac se tenha Vn(x) ⊂ Av. Seja Un(x) ⊂ Vn(x) a pr´e imagem por Tn de Bδ/4(Tn(x)). Sejam

x1, ..., xN ∈ Ac tais que Un(x1), ..., Un(xN) cubram Ac.

Podemos ainda se necess´ario for, reordenar os ´ındices, de forma tal que para m ≤ N termos uma subfam´ılia maximal Un(x1), ..., Un(xm), cujos elementos s˜ao disjuntos dois a dois. Notemos

que Vn(x1), ..., Vn(xN) cobrem Ac, uma vez que a uni˜ao deste conjunto cont´em Un(xi), para todo 1 ≤ i ≤ N. De fato, cada Un(xi) deve intersectar algum Un(xk) com k ≤ m e , deste modo, a

sua imagem por Tn, uma bola de raio δ/4em torno de Tn(x

i), intersecta a bola de raio δ/4 em

torno de Tn(x

k), estando assim contida na correspondente bola de raio δ. Em particular temos

Un(xi) ⊂ Vn(xk).

Pela distor¸c˜ao limitada, existe uma constante uniforme C > 0, independente de x e de

n, tal que m(Un(x)) ´e maior que C · m(Vn(x)). Assim sendo, a medida de lebesgue de Un(x1) ∪

... ∪ Un(xm) ´e maior que C · m(Ac). Se θ > 0 ´e tal que m(Un(xi) \ Ac) ≥ θ · m(Un(xi) para todo

1 ≤ i ≤ m, ent˜ao

m(Un(x1) ∪ ... ∪ Un(xm) \ Ac) ≥ θ · Cm(Ac) ≥ θ · C(1 − k)m(A).

Por outro lado, dado que Un(xi) ⊂ Av e Ac⊂ A, esta medida tem que ser inferior a k · m(A) k · m(A) ≥ m(Un(x1) ∪ ... ∪ Un(xm) \ Ac) ≥ θ · C(1 − k)m(A).

Podemos deste modo reduzir k > 0, aumentando n, de forma tal que θ seja for¸cosamente pequeno. Desta forma podemos encontrar n e Un(xi) tais que a medida de lebesgue relativa de Un(xi) ∩ Ac em Un(xi) seja arbitrariamente pr´oxima de 1. Ent˜ao, pela distor¸c˜ao limitada e pelo fato de A se

positivamente invariante a medida de lebesgue relativa de Tn(A

c) ⊂ A na bola de raio δ/4 em torno

de Tn(x

i) tamb´em est´a arbitrariamente pr´oxima de 1.

¤ Um conjunto compacto positivamente invariante A ´e chamado atrator se sua bacia de atra¸c˜ao B(A) = {x ∈ M, w(x) ⊂ A} possui medida lebesgue positiva.

Teorema B. Se T : M → M ´e uma C2 Transforma¸c˜ao Markoviana expansora por partes, com um

n´umero limitado de imagens, ent˜ao existe um conjunto finito de medidas invariantes absolutamente cont´ınuas com respeito `a medida de Lebesgue e erg´odicas tal que m − q.t.p. pertence a bacia de uma dessas medidas. Ademais a densidade de cada uma dessas medidas com respeito a Lebesgue ´e uniformemente limitada por alguma constante.

(38)

Teoremas A e B

Prova. Sejam x e y pertencentes ao cilindro ~pn= [p0, ..., pn−1], com dβ(x, y) ≤ ², ou seja,

x e y est˜ao muito pr´oximos.

Lembramos que d = dβ = βs(x,y), onde s(x, y) ´e o tempo de separa¸c˜ao de x e y. Se x e y

est˜ao em elementos distintos de uma parti¸c˜ao P de X ent˜ao s(x, y) = 0. Se x e y est˜ao num mesmo elemento da parti¸c˜ao ent˜ao s(x, y) ´e o maior inteiro n ≥ 0 tal que Tkx e Tky est˜ao no mesmo

elemento da parti¸c˜ao para k = 0, ..., n. Ademais, por

(i) k (DT (x))−1 k−1≥ λ > 1 ∀ x ∈ ~p ∈ P

(ii) log ¯ ¯ ¯

¯det DT (x)det DT (y) ¯ ¯ ¯

¯ ≤ C · d(x, y); ∀ x, y ∈ ~p, ∀ ~p ∈ P temos,

d(Tj(x), Tj(y)) ≤ λ−(n+s(Tn(x),Tn(y))−j)· d(Tn+s(Tn(x),Tn(y))(x), Tn+s(Tn(x),Tn(y))(y))

≤ λ−(n−j)· λ−s(Tn(x),Tn(y))· r, onde r = diam ~p

e pondo β = λ−1 e fazendo k = n − j obtemos,

d(Tj(x), Tj(y)) ≤ βn−j· βs(Tn(x),Tn(y))

Agora, tomando logaritmos encontramos log ¯ ¯ ¯ ¯det DT n(x) det DTn(y) ¯ ¯ ¯ ¯ = n−1Y k=0 log ¯ ¯ ¯ ¯det DT (T k(x)) det DT (Tk(y)) ¯ ¯ ¯ ¯ = n−1 X k=0

(log | det DT (Tk(x))| − log | det DT (Tk(y))|)

≤ C · n X k=0 βn−k· r · βs(Tn(x),Tn(y)) = C0· dβ(Tn(x), Tn(y)) em que C0 = C · n X k=0

βn−k · r. Conv´em observar que como m ´e a medida de Lebesgue, temos que JmTn= det DTn. Agora, utilizando o fato de que para todo x > 0 tem-se log x ≤ |x − 1|; obtemos,

log ¯ ¯ ¯ ¯det DT n(x) det DTn(y) ¯ ¯ ¯ ¯ = log ¯ ¯ ¯ ¯JmT n(x) JmTn(y) ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ ¯ ¯ ¯ ¯JmT n(x) JmTn(y) − 1 ¯ ¯ ¯ ¯ ≤ Cdβ(Tn(x), Tn(y))

portanto, reca´ımos nas hip´oteses do Teorema A e ent˜ao, existe densidade invariante µ; absoluta-mente cont´ınua a Lebesgue e limitada no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas.

(39)

Teoremas A e B

Para provar a existˆencia de um n´umero finito dessas medidas, suponhamos A ⊂ X algum conjunto T -invariante com medida Lebesgue positiva, dado pelo Lema anterior, ent˜ao pelo exposto temos que 1

n

n−1

X

k=0

PkχA converge na norma L1(m) para alguma hA que ´e limitada no espa¸co das

fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas. Escrevendo µA = hAm; temos µA densidade T -invariante absoluta-mente cont´ınua. Observe que escrevendo Ac= X\A temos

µA(Ac) = Z AchAdm = limn→∞ 1 n n−1 X k=0 Z AcP kχ A dm = limn→∞ 1 n n−1 X k=0 Z X χAc◦ Tk· χAdm = 0. Dessa forma, µAd´a peso total ao conjunto A, ou seja µA= 1. Ent˜ao X pode ser

decom-posto numa quantidade finita de conjuntos T -invariantes como acima e logo teremos necessaria-mente uma quantidade finita de medidas invariantes absolutanecessaria-mente cont´ınuas e erg´odicas.

Sabemos que µ(supp µ) = 1 ∀µ probabilidade, em particular µj(supp µj) = 1, como

µj ¿ m temos ent˜ao m(supp µj) > 0. Sabemos tamb´em que supp µj ´e um conjunto positivamente

invariante. Pelo que acabamos de comentar e pelo Lema(3.2), temos que existe uma bola contida no supp µj, ou seja int(supp µj) 6= ∅ ∀j.

Seja K = {x, w(x) ∩ (int(supp µ1) ∪ ... ∪ (int(supp µj))} = ∅, observamos que K ´e

positivamente invariante. Logo se m(K) > 0, temos pelo Teorema anterior que existe uma medida

ν, absolutamente cont´ınua a lebesgue tal que ν(K) = 1.

Observemos que K ∩ int(supp µj) = ∅, dessa forma µj ≤ 1 − µj(int(supp µj)) < 1 e assim ter´ıamos µj 6= ν ∀j. Absurdo pois µ1, ..., µn, com 1 ≤ j ≤ n, s˜ao todas as medidas absolutamente

cont´ınuas `a lebesgue. Dessa forma, temos necessariamente m(K) = 0

Logo para m − q.t.p. x ∈ M teremos alguma µj tal que w(x) ∩ int(supp µj) 6= ∅; mas isto

implica que existe n0 tal que Tn0(x) pertence ao int(supp µj) e logo Tn0(x) pertence ao supp µj,

como supp µj´e um conjunto positivamente invariante Tn(x) pertence ao supp µj para todo n ≥ n0,

ent˜ao conclu´ımos que w(x) ⊂ supp µj. Ou seja, lebesgue quase todo ponto pertence a bacia de

uma dessas medidas.

¤ 3.2 Corol´ario. Se #T (P) = 1, ent˜ao existe uma ´unica medida µ absolutamente cont´ınua com respeito `a medida de lebesgue.

(40)

Teoremas A e B

que T (A) = X, assim pelo Teorema A temos que 1

n

n−1

X

k=0

PkχA converge na norma L1(m) para a

densidade hA que ´e limitada no espa¸co das fun¸c˜oes Lipschitz cont´ınuas. Escrevendo µA = hAm;

temos µA medida T -invariante absolutamente cont´ınua e erg´odica, com µA(T (A)) = µ(X) = 1.

Suponhamos B ⊂ X conjunto positivamente invariante. Ent˜ao,

µ1(B) = µAµ(A ∩ B)

A(A) e µ2(B) =

µA(Ac∩ B)

µA(Ac)

s˜ao duas medidas absolutamente cont´ınuas, com densidades h1 = dµ1/m e h2 = dµ2/m que s˜ao

fun¸c˜oes lipschitz cont´ınuas. Dessa forma, A e Actem interior n˜ao vazio, contradi¸c˜ao.

¤

(41)

Apˆ

endice

Shift

Os shifts s˜ao um importante objeto no estudo em Sistemas Dinˆamicos. Parte de sua importˆancia provˆem do fato de que certos difeomorfismos cont´em na sua dinˆamica transforma¸c˜oes que se assemelham ao de uma transforma¸c˜ao shift. Isto ´e, sob certas condi¸c˜oes um difeomorfismo

f de uma variedade compacta M possui um conjunto X ⊂ M, tal que fN(X) = X, para algum

N e fN¯¯

X ´e conjugado a um shift, ou seja, ´e dinˆamicamente equivalente a algum shift.

Seja S um conjunto enumer´avel e seja B a σ-´algebra pelos conjuntos cilindros da forma [s1, ..., sn] := {x ∈ SN; xk = sk, 1 ≤ k ≤ n, n ≥ 1}; onde s1, ..., sn ∈ S. Chamamos de shift a

aplica¸c˜ao σ : SN−→ SN, dada por (σx)

n = xn+1; onde SN´e um espa¸co m´etrico compacto quando

equipado com a topologia produto ( topologia gerada pelos conjuntos cilindros), B(SN) ´e a cole¸c˜ao

de Borel conjuntos e σ : SN−→ SN´e cont´ınua.

Shift de Markov

Seja S um conjunto enumer´avel como anteriormente. Uma matriz estoc´astica n × n ´e uma matriz P : S × S −→ [0, 1], cujos coeficientes ps,t satisfazem

X

t∈S

Referências

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