ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI

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Texto

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CURSO DE DIREITO

FACULDADE DE DIREITO

“LAUDO DE CAMARGO”

NÚCLEO DE ENSINO PRÁTICO

- N.E.P. –

ESTÁGIO

SUPERVISIONADO – VI –

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UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

FACULDADE DE DIREITO “LAUDO DE CAMARGO”

10ª ETAPA – ESTÁGIO SUPERVISONADO VI – 1º SEMESTRE DE 2017

OBJETIVO

Essa disciplina Estágio Supervisionado proporcionará ao aluno desenvolver técnicas e habilidades para compreensão e assimilação do processo criminal, a partir da Constituição Federal, em segunda instância, por meio de casos concretos, que inclusive o levará a elaborar arrazoados processuais específicos e tipificados dentro do sistema recursal criminal; igualmente iniciará o aluno em atividades processuais reais, por meio de sua participação em estágio propiciado pelo Escritório de Assistência Judiciária gratuita da Universidade ou outros escolhido pelo aluno, obedecendo os requisitos estabelecidos em normas da Universidade.

ARRAZOADOS JURÍDICOS-PROCESSUAIS

1) Essas peças processuais elaboradas pelos alunos serão acompanhados, supervisionados e orientados individualmente ou em forma de oficina pelos professores específicos do NEP, presentes na sala 04B (grade horária afixada no quadro de avisos da sala 04B e no site do Direito: http://www.unaerp.br/direito).

1.1.) Esses trabalhos processuais serão entregues na secretaria do NEP, mediante protocolo, no dia de seu vencimento, previamente informado ao aluno, por meio do presente regulamento, disponível no site do curso e na secretaria do NEP.

1.2.) As oficinas serão de frequência obrigatória, comprovada com chamada pelo professor, podendo ser realizadas em sala de aula ou outro local previamente informado pelo NEP.

2) As orientações individuais do professor se darão na sala 04B, até 03(três) dias antes da data de entrega da peça processual.

2.1) Esse prazo será contado a partir do dia do vencimento do prazo, incluindo este dia na contagem.

2.2) No último dia do vencimento não haverá orientação ao aluno quanto a atividade exigida.

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3) Na peça processual deverá constar, obrigatoriamente, menção à doutrina, à jurisprudência e à súmula pertinentes ao caso objeto do trabalho;

4) Diante do sistema de prova do concurso de exame da Ordem dos Advogados do Brasil e com vistas a adaptação do aluno a esse sistema, a peça processual exigida pelo NEP deverá ser apresentada em forma MANUSCRITA, por meio de formulário próprio do referido concurso (modelo disponível no site do direito: http://www.unaerp.br/direito).

5) A capa deverá ser, obrigatoriamente, digitada e deverá constar: nome e código

do aluno, etapa, sala, número da peça estabelecida no manual e nome da disciplina cursada, que possibilitará a imediata identificação do autor do trabalho

prático.

5.1.) O não cumprimento desses requisitos impedirá o recebimento do trabalho.

6) As peças deverão ser entregues sempre em 02 vias, de igual teor (original e

cópia), que serão protocoladas e encaminhadas para avaliação.

6.1.) O aluno deverá manter sua cópia protocolada por no mínimo um ano, para eventual comprovação da entrega da peça respectiva no NEP, caso necessário.

6.2.) Após 15(quinze) dias, contados do lançamento da nota respectiva (relativa a peça entregue), essas peças serão retiradas no NEP pelo representante de sala e devolvidas aos alunos. A partir dessa entrega, cessa a responsabilidade do NEP pela guarda do respectivo trabalho.

7) Os trabalhos idênticos ao de outro aluno ou de modelos existentes na internet, parcial ou totalmente, receberão nota zero e implicará reprovação do aluno que os apresentaram, independentemente da assunção da culpa por um aluno ou grupo. 10) O Núcleo de Ensino Prático não receberá peças, trabalhos e relatórios após o prazo de vencimento estipulado.

11) Caso o aluno não entregue alguma das peças ou receba nota igual a zero por deficiência ou cópia, será considerado atividade não cumprida e o aluno será reprovado independentemente do cumprimento das demais atividades.

12) O prazo para pedido de revisão das notas das peças é de 05 (cinco) dias, contados da data da sua disponibilização da nota no site da Unaerp, no aluno Online/NEP.

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ATIVIDADE REAL

13) A participação do aluno na atividade real é obrigatória e condição essencial para aprovação, independentemente da elaboração das demais atividades. A atividade real não será atribuída nota, somente aprovado ou reprovado.

14) Durante o exercício da atividade real no escritório de assistência jurídica da universidade e / ou durante as audiências, os (as) alunos (as) deverão observar estritamente o uso de traje adequado ao ambiente forense.

15) Observar, no transcorrer das audiências da atividade real, a ser desenvolvida no escritório de assistência jurídica da universidade e / ou no fórum, a proibição de “fumar” e “uso de telefone celular”.

16) Instruções para o cumprimento da atividade real no Escritório de Assistência Jurídica da Universidade:

a) A atividade real é obrigatória a todo aluno matriculado na disciplina Estágio Supervisionado V e consiste na prática de atividades jurídicas, no mínimo, em 01 (um) período (manhã ou tarde) por semana, na defesa dos interesses da população de baixa renda, atendida pela Universidade em sua atividade de extensão de serviços à comunidade, com início dia 06 de fevereiro de 2017.

b) O Escritório de Assistência Jurídica da Universidade possui limite de vagas para os períodos da manhã e tarde, e os horários dos alunos serão definidos conforme a ordem de inscrição para essa atividade nesse escritório.

c) A escala dos períodos de comparecimento à atividade real (Escritório de Assistência Jurídica – Sala 02B) será elaborada pelo chefe do escritório de assistência jurídica, vinculado ao Núcleo de Ensino Prático, no início do semestre letivo, conforme as necessidades do serviço e a ordem de inscrição do aluno.

d) As inscrições para o exercício da atividade real serão aceitas até o dia 10 de março. A escala deverá abranger inclusive o período de férias escolares, eis que a atividade judicial é permanente e com cumprimento de prazos.

e) Os alunos matriculados fora do prazo, até a data acima referida,

já estarão no seu limite de faltas (05 faltas) não havendo possibilidade de reposição. Portanto, é de extrema responsabilidade do aluno o controle de sua frequência.

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f) O aluno que estiver matriculado na disciplina Estágio Supervisionado V e praticando atividade real no escritório da Universidade, que presta assistência jurídica à população de baixa renda, deverá entregar, até o dia 10 de março, cópia da

confirmação de matrícula e 01 (uma) foto 3x4 no Escritório de

Assistência Jurídica – EAJ.

g) Os alunos que, até a data acima, deixarem de entregar os citados documentos, estarão excluídos da atividade real e, portanto,

reprovados na disciplina Estágio Supervisionado V.

17) As instruções para dispensa de cumprimento da atividade real no Escritório de Assistência Jurídica – E.A.J. da Universidade:

17.1.)A dispensa da atividade real, da disciplina Estágio Supervisionado V, será feita, a cada semestre cursado, única e exclusivamente através de despacho da supervisão do Núcleo de Ensino Prático, no prazo fixado.

18.2.) Estará dispensado da frequência ao Escritório de Assistência Jurídica – E.A.J. e, portanto, do estágio real, o aluno que comprovar:

a) Estar vinculado em escritório de advocacia credenciado pela OAB.

(O escritório que não for credenciado para estágio pela OAB não possibilitará a dispensa do aluno da atividade real);

b) Vinculado a estágio ou à atividade pública ou privada, em departamento jurídico de empresa pública ou privada, igualmente credenciada pela OAB;

c) Estar vinculado a estágio junto ao Ministério Público Estadual ou Federal, mediante apresentação de certidão ou cédula funcional que o comprove;

d) Estar cumprindo estágio junto a Magistratura Estadual ou Federal, mediante apresentação de certidão ou cédula funcional que o comprove;

e) Estar estagiando junto à Defensoria Pública, à Procuradoria Estadual, Federal ou Municipal, à Procuradoria da Fazenda Nacional ou autarquias, mediante apresentação de certidão ou cédula funcional que o comprove;

f) Estar no efetivo exercício de atividade profissional incompatível com o exercício da advocacia, tais como: policial civil ou federal, policial

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militar, agente fiscal de renda, auditor do tesouro nacional, fiscal do trabalho, serventuários da justiça e etc.

19.2) A solicitação da dispensa da atividade real, da disciplina Estágio Supervisionado V, deverá ser feita através de requerimento entregue no setor de multiatendimento até o dia 10 de março, instruído com prova do motivo da dispensa em papel timbrado com endereço do local de estágio externo, nome do profissional responsável, documento com

número do credenciamento do escritório de advocacia junto a Ordem dos Advogados do Brasil.

20.3) Na ausência das informações solicitadas, o requerimento será devolvido para complementação dos dados, no prazo de dez dias contados da data da disponibilização deste requerimento ao aluno. Entre os dias 29 de

maio à 02 de junho de 2017, o aluno deverá apresentar ficha de

acompanhamento e avaliação do estágio realizado, assinada pelo responsável pelo seu estágio, com indicação da avaliação: insatisfatório, regular, bom e ótimo.

21.4) Somente com a devolução da ficha de acompanhamento e avaliação de estágio externo, devidamente, preenchida e assinada (original e cópia) e acompanhada das certidões acima, a dispensa estará confirmada, para fins de avaliação acadêmica, desde que com avaliação indicativa de “bom” ou “ótimo”.

22.5) O aluno que se desvincular do estágio, cargo, emprego ou função durante o semestre letivo deverá comunicar imediatamente ao Núcleo de Ensino Prático (NEP), ou para inserir-se no EAJ ou comprovar novo vínculo de estágio ou atividade na área jurídica.

18) A avaliação da disciplina Estágio Supervisionado VI será feita através da atribuição de nota aos trabalhos e ao exame final. Será considerado aprovado na disciplina o aluno que obtiver nota final igual ou superior a cinco.

19) A nota final será a soma da média aritmética dos trabalhos com peso quatro, com a nota do exame final com peso seis.

Nota final = (média aritmética das peças) x 0,4 + (nota do exame) x 0,6

20) O Estágio Supervisionado VI é disciplina curricular, portanto, provas, exame e outras avaliações estarão sujeitas a regulamentos e normas estabelecidas pela Universidade.

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10ª ETAPA – ESTÁGIO SUPERVISIONADO –VI –

Observação 1: Não faça as atividades propostas sem antes ler atentamente o regulamento indicado nos itens 01 a 13, para o melhor aproveitamento do conteúdo das tarefas propostas e o estrito cumprimento das normas do estágio supervisionado.

Observação 2: A correta utilização da língua portuguesa, a estética da petição, a correta qualificação das partes, a lógica entre o fato e a fundamentação, os pedidos e a referência a supostos documentos juntados com a petição serão levados em consideração na correção.

Dados necessários para a elaboração das peças, sob o aspecto legal, que não estão nos casos hipotéticos, deverão ser informados com traço. Ex: (CPF _______, RG _______, Advogado ____________, etc), sendo vedada a identificação do aluno na petição, devendo a mesma ser feita em folha de rosto, inclusive com o código do aluno.

A-) SOLUÇÃO DOS SEGUINTES CASOS PRÁTICOS

Trabalho nº 38

Joaquina de Jesus, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Joaquina decide ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a referida manobra, entretanto, Joaquina não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Divino das Flores, motociclista que, em alta velocidade, conduzia sua motocicleta no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria Joaquina e das demais testemunhas, Divino faleceu em razão dos ferimentos sofridos pela colisão.

Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público decide oferecer denúncia contra Joaquina, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso simples, na modalidade dolo eventual (art. 121, caput, combinado com o art. 18, I, parte final, ambos do CP). Consignou na denúncia, o Promotor de Justiça, a previsibilidade do resultado dramático por Joaquina acerca do resultado que poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar para o trânsito em sentido contrário, de maneira a assumir o risco do resultado fatal. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz competente, em

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apontado na inicial acusatória. O advogado de Joaquina é intimado da referida decisão em 03 de março de 2017 (sexta-feira).

QUESTÃO: Atento ao caso apresentado e tendo como base apenas os elementos

fornecidos, elabore o recurso cabível e date-o com o último dia do prazo para sua interposição.

PRAZO MÁXIMO PARA PROTOCOLO: ATÉ 21/02/2017 Trabalho nº 39

Joaquim Tibúrcio foi denunciado e processado na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão Preto, pela prática de roubo qualificado em decorrência do emprego de arma de fogo. Ainda durante a fase de inquérito policial, Joaquim foi reconhecido pela vítima. Tal reconhecimento se deu quando a referida vítima olhou através de pequeno orifício da porta de uma sala, onde se encontrava apenas o réu. Já em sede de instrução criminal, nem vítima nem testemunhas afirmaram ter escutado qualquer disparo de arma de fogo, mas foram uníssonas no sentido de assegurar que o assaltante portava uma. Não houve perícia, pois os policiais que prenderam o réu em flagrante não conseguiram apreender a arma. Tais policiais afirmaram em juízo que, após escutarem gritos de “pega ladrão!”, viram o réu correndo e foram em seu encalço. Afirmaram que, durante a perseguição, os passantes apontavam para o réu, bem como que este jogou um objeto no córrego que passava próximo ao local dos fatos, que acreditavam ser a arma de fogo utilizada. O réu, em seu interrogatório, exerceu o direito ao silêncio. Ao cabo da instrução criminal, Joaquim foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, por roubo com emprego de arma de fogo, tendo sido fixado o regime inicial fechado para cumprimento de pena. O magistrado, para fins de condenação e fixação da pena, levou em conta os depoimentos testemunhais colhidos em juízo e o reconhecimento feito pela vítima em sede policial, bem como o fato de o réu ser reincidente e portador de maus antecedentes, circunstâncias comprovadas no curso do processo.

QUESTÃO: Você, na condição de advogado(a) de Joaquim, é intimado(a) da

decisão. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, apresentando as razões e sustentando as teses jurídicas pertinentes.

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Trabalho nº 40

Joviane das Flores, no dia 18 de outubro de 2013, na cidade de Ribeirão Preto, subtraiu veículo automotor de propriedade de Daniela dos Santos. Tal subtração ocorreu no momento em que a vítima saltou do carro para buscar um pertence que havia esquecido em casa, deixando-o aberto e com a chave na ignição. Joviane, ao ver tal situação, aproveitou-se e subtraiu o bem, com o intuito de revendê-lo na Bolívia. Imediatamente, a vítima chamou a polícia e esta empreendeu perseguição ininterrupta, tendo prendido Joviane em flagrante somente no dia seguinte, exatamente quando esta tentava cruzar a fronteira para negociar a venda do bem, que estava guardado em local não revelado.

Em 30 de outubro de 2013, a denúncia foi recebida. No curso do processo, as testemunhas arroladas afirmaram que a ré estava, realmente, negociando a venda do bem no país vizinho e que havia um comprador, terceiro de boa-fé arrolado como testemunha, o qual, em suas declarações, ratificou os fatos. Também ficou apurado que Joviane possuía maus antecedentes e reincidência específica nesse tipo de crime, bem como que Daniela havia morrido no dia seguinte à subtração, vítima de enfarte sofrido logo após os fatos, já que o veículo era essencial à sua subsistência. A ré confessou o crime em seu interrogatório.

Ao cabo da instrução criminal, a ré foi condenada a cinco anos de reclusão no regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, tendo sido levada em consideração a confissão, a reincidência específica, os maus antecedentes e as consequências do crime, quais sejam, a morte da vítima e os danos decorrentes da subtração de bem essencial à sua subsistência.

A condenação transitou definitivamente em julgado, e a ré iniciou o cumprimento da pena em 10 de novembro de 2015. No dia 5 de abril de 2017, você, já na condição de advogado(a) de Josiane, recebe em seu escritório a mãe de Josiane, acompanhada de Gabriel, único parente vivo da vítima, que se identificou como sendo filho desta.

Ele informou que, no dia 27 de outubro de 2013, Josiane, acolhendo os conselhos maternos, lhe telefonou, indicando o local onde o veículo estava escondido. O filho da vítima, nunca mencionado no processo, informou que no mesmo dia do telefonema, foi ao local e pegou o veículo de volta, sem nenhum embaraço, bem como que tal veículo estava em seu poder desde então.

QUESTÃO: Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem

ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de Habeas Corpus, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes.

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Trabalho nº 41

Otávio Labareda, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Joana, mediante grave ameaça, um aparelho celular. Apesar de o crime restar consumado, o telefone celular foi recuperado pela vítima. Os fatos foram praticados em 12 de dezembro de 2014. Por tal conduta, foi Otávio denunciado e condenado como incurso nas sanções penais do art. 157, caput, do Código Penal, a uma pena privativa de liberdade de 04 anos e 06 meses de reclusão em regime inicial fechado e 12 dias multa, tendo a sentença transitada em julgado para ambas as partes em 11 de agosto de 2015. Otávio havia respondido ao processo em liberdade, mas, desde o dia 15 de setembro de 2015, vem cumprindo a sanção penal que lhe foi aplicada regularmente, inclusive obtendo progressão de regime. Nunca foi punido pela prática de falta grave e preenchia os requisitos subjetivos para obtenção dos benefícios da execução penal.

No dia 25 de fevereiro de 2017, você, advogado(a) de Otávio, formulou pedido de obtenção de livramento condicional junto ao Juízo da Vara de Execução Penal da comarca de Ribeirão Preto, órgão efetivamente competente. O pedido, contudo, foi indeferido, apesar de, em tese, os requisitos subjetivos estarem preenchidos, sob os seguintes argumentos: a) o crime de roubo é crime hediondo, não tendo sido cumpridos, até o momento do requerimento, 2/3 da pena privativa de liberdade; b) ainda que não fosse hediondo, não estariam preenchidos os requisitos objetivos para o benefício, tendo em vista que Otávio, por ser portador de maus antecedentes, deveria cumprir metade da pena imposta para obtenção do livramento condicional; c) indispensabilidade da realização de exame criminológico, tendo em vista que os crimes de roubo, de maneira abstrata, são extremamente graves e causam severos prejuízos para a sociedade. Você, advogado(a) de Otávio, foi intimado dessa decisão em 25 de abril de 2017, uma segunda-feira.

QUESTÃO: Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem

ser inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do prazo para sua interposição, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. Responda justificadamente, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. adequada.

PRAZO MÁXIMO PARA PROTOCOLO: ATÉ 16/05/2017 Trabalho nº 42

Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o

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recolhimento do crédito tributário correspondente, o que motivou sua inscrição em dívida ativa.

Em execução fiscal promovida pelo Estado da Federação na 9ª Vara de Fazenda da Comarca da Capital, o sócio administrador, Fulano de Tal, foi indicado como fiel depositário de um veículo da pessoa jurídica executada, que foi penhorado. A pessoa jurídica ofereceu embargos à execução, ao final julgados improcedentes. A Fazenda do Estado requer, então, a reavaliação do veículo para futuro leilão, sendo certificado pelo Oficial de Justiça que o veículo não mais está na posse do sócio e não é mais encontrado. A Fazenda do Estado requer e é deferida a inclusão de Fulano de Tal no polo passivo, em razão do inadimplemento do tributo e ainda com base em lei do Estado que assim dispõe:

Artigo X. São responsáveis, de forma solidária, com base no artigo 124, do CTN, pelo pagamento do imposto:

(...)

X-o sócio administrador de empresa que descumpriu seus deveres legais de fiel depositário em processo de execução fiscal;

(...)

O Sr. Fulano de Tal foi citado e intimado a respeito de sua inclusão no polo passivo da execução fiscal, tendo transcorrido 6 (seis) meses desta sua citação/intimação. Nas tentativas de penhora, não foram encontrados bens.

QUESTÃO: Na qualidade de advogado de Fulano de Tal, redija a peça processual

adequada para a defesa nos próprios autos da execução fiscal, considerando que seu cliente não dispõe de nenhum bem para ofertar ao juízo. A peça deve abranger todos os fundamentos de direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão do cliente.

cabível.

PRAZO MÁXIMO PARA PROTOCOLO: ATÉ 25/05/2017

B-) ATIVIDADE REAL Trabalho nº 43 – Atividade Real

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