RNP/PAL/0200 © 2003 – RNP
2º Congresso Ibero-Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva
Redes de Conhecimento
Antônio Carlos Fernandes Nunes
O que é a RNP?
•
Rede de Pesquisa: equivalente brasileiro à Internet2 (EUA) ou
Renater (FR)
•
Com mandato para o desenvolvimento tecnológico de redes,
coordena o Programa Interministerial MEC/MCT
•
Associação civil sem fins lucrativos, qualificada como
Organização Social pelo governo do Brasil, vinculada ao MCT
•
Parcerias com universidades, centros de pesquisa, agências
federais, empresas de tecnologia, etc
•
Planejamos e operamos a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
- rede Ipê - que inclui trabalhar com consórcios nas cidades
para criação de redes ópticas com nossos clientes
•
Para promover o desenvolvimento da Internet realizamos
(1) inovação em aplicações, e (2) capacitação de recursos
humanos
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
O Programa Interministerial MEC/MCT
– Mais de 400 organizações usuárias (IFES, CEFETs,
UPs e agências)
– Governança política: Comitê Gestor RNP
• MEC: SESU, SAA
• MCT: SPOA, SEPIN, RNP-OS
– Governança administrativa: Conselho de
Administração da RNP
• Marcos do ciclo 2002-2006 da RNP
– Atendidas 100% das 250 instituições federais (Universidades, CEFETS, Centros de Pesquisa, Embrapa, Fiocruz, EAFs)
– Maior qualidade e capacidade da rede nacional de alto desempenho
– Implantação dos programas de inovação e operação
Marcos
Comparando 2004 com 2005, a rede nacional:
– aumentou a capacidade 30 vezes (60 Gigabit/seg), e – diminuiu o custo anual em 30%
Interligação de 12 países latino-americanos através da Rede Clara – primeira interconexão direta regional e com a Europa
Difusão de aplicações de vídeo digital e voz para comunicação:
– VoIP para todos os clientes (redução média de R$ 30 mil/mês/cliente) – Videoconferências nacionais e internacionais sem custo adicional – Telemedicina entre 19 Hospitais Universitários e com o PSF/MS – Soluções baseadas em empresas de base tecnológica e grupos de
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Novo Ciclo da RNP: 2006-2009
•
Componentes:
– NACIONAL: Rede Ipê, 10 Gigabit/seg
– METROPOLITANO: Redecomep, instituições usuárias ligadas a 1 Gigabit/seg – CAMPUS: VoIP, videoconferência, RUTE
VoIP, VC, Diretórios, ICP-Edu, Wimesh, RUTE RITU RedeCOMEP
Ipê, RedClara Capacitação
– Escola Superior de Redes (ESR)
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Panorama do backbone
Rede de classe mundial
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Rede de classe mundial
Rede Clara, além de 2008
•
Estender Rede Clara
para todos os países da
AL&C
•
Promover aplicações
em educação e saúde
•
Início do novo projeto
com apoio da Comissão
Européia em 2009
• Vantagens
– Redução e concentração da complexidade (RH, plataformas e aplicações)
– Independência de provedores de valor adicionado: pontos neutros – Infra-estrutura compartilhada com baixo custo de crescimento
incremental, alta capacidade, longa durabilidade
– Uso de tecnologia sem fio para inclusão nas franjas dos cabos ópticos
Modelo: Redes Comunitárias
Tratar a rede como um patrimônio de uma região (estado, cidade, vila, campus...) e não como um serviço
• Em um “condomínio de organizações” cada uma possui suas fibras
individuais em um cabo óptico
– cada um fica responsável por “iluminar” suas fibras (GbE..)
– coletivamente repartem os custos de manutenção, relocação, serviços Internet, etc
– empresas especializadas implantam e mantém a fibra
• Solução ideal para conexões ponto-a-ponto de instituições fixas
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Redecomep: Anéis Ópticos nas Capitais
Números 2008:
– 27 cidades já assinaram o Memorando de
Entendimentos (MoU)
– 6 cidades com a rede em funcionamento – 290 instituições ligadas – R$ 13 milhões em investimento em fibra própria (estimado) – R$ 10 milhões em investimento em equipamentos (estimado) – 1200 Km de cobertura
REDECOMEP: Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa
Ação Transversal: R$ 39 milhões (FNDCT/FINEP)
Redecomep: desafios e resultados
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
REDECOMEP do Distrito Federal
Biblioteca Nacional de Brasília Hospital Universitário de Brasília Estação Experimental Biológica • Parcerias com MPOG (swap) e
GDF (extensão da rede)
• 23 instituições participantes
• 20 pontos de acesso com no mínimo 1 Gbps
• Aproximadamente 65 Km de extensão
Andamento do projeto nas capitais
www.redecomep.rnp.br
•
Características e custos típicos:
Cabo óptico, iluminado com equipamentos de “prateleira”, na velocidade de 1 Gigabit/seg (~ 1.000 vezes a banda larga doméstica)
– R$ 22 mil/Km, lançamento em postes – R$ 90 mil/Km, lançamento em dutos
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Extensão das redes comunitárias para o interior
• Complementação da infra-estrutura metropolitana de comunicação em
cidades do interior do Brasil com densidade de organizações de educação e pesquisa
• 10 cidades inicialmente contempladas:
– Campinas, – Itajubá,
– Ouro Preto, – Pelotas, – Petrolina,
– São José dos Campos, – Uberaba,
– Uberlândia, – Niterói,
– Petrópolis,
– além de São Carlos (piloto).
• A formação de parcerias com os governos estaduais e municipais de modo a
suprir as necessidades próprias dessas localidades especialmente no que se refere à conectividade aos Pontos de Presença da RNP nas capitais
CAMPUS: Revitalizar redes e implantar aplicações
• Redes e Aplicações no Campus
– RUTE - Rede Universitária de Telemedicina (www.rute.rnp.br)
• Fase I
– interligar e criar unidade de telemedicina em 19 Hospitais de ensino com grupos atuantes em telemedicina. HU-UFSC, HU-Pedro Ernesto-UERJ, Hospitas das Clínicas-UFPE, Hospital Universitário Prof. Edgar Santos – Bahia, HU-UFMA
• Fase II
– 38 novos membros, 32 já estão com seus projetos aprovados e com contratos
em processo de assinatura e devem iniciar o recebimento dos kits de equipamentos a partir de 08/2008. Os demais ainda passam por revisão do projeto.
– VoIP - utiliza telefonia pela RNP entre instituições no país e exterior
• capacitação, entrega dos equipamentos, início do serviço (nov/2006)
• atualmente 67 instituições de educação e pesquisa são usuárias do serviço (fone@RNP)
– TI CAMPI - revitalização de redes institucionais, disseminar aplicações em campi e capacitar gestores de TI
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Inovação: Grupos de Trabalho
•
Programa Grupos de Trabalho RNP (GT-RNP) foi lançado em 2002
•
Viabilizar a criação de projetos colaborativos (entre a RNP e grupos de
pesquisa nacionais) que demonstrem a viabilidade de uso de novos
protocolos, serviços e aplicações de redes de computadores
•
Alguns resultados dos GTs: serviços para a comunidade/novos projetos:
– VoIP (fone@RNP)
– Vídeo digital (sob demanda, transmissões ao vivo, gerência de vídeo)
• RITU • RITVp
– Infra-estrutura de chaves públicas (ICP-EDU)
– Rede mesh de acesso universitário faixa larga sem-fio
Inovação: Grupos de Trabalho 2008
• GT EDAD - Educação a Distância
– Edmundo de Souza e Silva (UFRJ)
• GT Travel - Transporte em Alta Velocidade
– José Ferreira de Rezende (UFRJ)
• GT MV - Museus Virtuais
– Luiz Marcos Garcia Gonçalves (UFRN)
• GT Overlay - Redes de Serviços Sobrepostos
– Regina Melo Silveira (LARC-USP)
• GT ADReF - Automatização de Diagnóstico e Recuperação de Falhas
– Ronaldo Moreira Salles (IME)
• GT IEAD - Grupo de Trabalho em Infra-Estrutura para ensino a distância
– Valter Roesler (UFRGS)
• GT VCG - Virtual Community Grid
– Bruno Schulze (LNCC)
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Capacitação: Escola Superior de Redes (ESR)
Números até 1º/2008:
– ~1300 alunos já capacitados em cursos práticos (30 horas) – 72 alunos de EAFs já capacitados em segurança de redes (2006) – 4 unidades prontas em parceria com IFES: UFPB, IBICT/UnB, CBPF/LNCC e UFRGS – unidades planejadas: regiões centro-oeste e norteFormação em TI
Administração de SistemasAdministração e Projeto de Redes Segurança
Mídias de Suporte à Colaboração Digital Fonte: www.esr.rnp.br
Futuro
Três fatores impulsionadores da Internet do futuro
O cenário para uma rede avançada de Educação e
Pesquisa no Brasil
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Redes no futuro - cenário global
1. Comoditização da capacidade entre quaisquer duas
cidades
– novos materiais e protocolos criarão novos produtos na indústria de TIC: como o comprimento de onda de luz (> 10 Gbps) ou o dispositivo de acesso para E&P (faixa do espectro reservada)
2. Integração de serviços de rede e aplicações
avançadas automatizada em larga escala
– middleware irá simplificar a localização e utilização de aplicações,
recursos e pessoas colocando o controle nas mãos dos usuários (ex. web services, PKI, grids, etc)
3. Aplicações com imagens, predominantemente entre
pares, que conformarão redes comunitárias,
sobrepostas à infra-estrutura de TICs
– o foco de redes acadêmicas terá migrado da infra-estrutura para a modelagem e coordenação de aplicações colaborativas
Redes de E&P no futuro – possível cenário brasileiro
• Fibra óptica e espectro para uso em E&P nas capitais,
grandes cidades e pólos regionais
– ainda será difícil assegurar qualidade nas aplicações de alto desempenho para organizações e empresas no interior
– capilarização através da formação de consórcios públicos e privados nas cidades e pólos regionais
• Aplicações do sistema nacional de C&T&I estarão
integradas aos sistemas de educação, cultura, saúde
– empresas, escolas, universidades, centros de pesquisa, museus,
bibliotecas, hospitais de ensino e laboratórios usufruirão de aplicações, como vídeo de alta qualidade, para comunicação e colaboração global
• As barreiras para uso de aplicações serão maiores nas
folhas (campus ou empresa) do que nas supervias
– falhas na revitalização de infra-estrutura corporativa, integração segura e capital humano em TICs
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Indicador 2008 2010 2015
Capacidade da troncal nacional (Gbps)
10 (9 capitais + DF) 10 (21 capitais + DF) 40 a 100 (26 capitais + DF) Capacidade de conexões
internacionais (Gbps)
10 50 200 Capacidade da conexão das
organizações à troncal (Mbps) 1.000 (cidades) 8 (interior) 10.000 (cidades) 34 (interior) 40.000 (cidades) 1.000 (interior) Capacidade das redes de
empresas ou campus (Gbps)
0,1 1 10 a 100
Instituições (conexões diretas) >400 500 900
Cobertura nacional (cidades com anéis ópticos)
27 80 135 Principal Aplicação (aplicadas
à educação, saúde e cultura)
Conferência Web, Vídeo streaming Vídeo de alta qualidade, grids Aplicações de colaboração estendida, imersão
Evolução da RNP
Atualmente as redes de pesquisa dos países líderes (Canadá, EUA, Japão, Holanda) utilizam a mesma tecnologia e capacidade da rede no Brasil, contudo sua abrangência
nacional já foi consolidada, o domínio de aplicações avançadas é amplo entre seus clientes e sua evolução se dá em ciclos temporais inferiores (< 5 anos).