a Antiguidade, as mercadorias produzidas numa comunidade serviam como meio de pagamen-to para suas transições comerciais (es-cambo). Couro, fumo, azeite de oliva, sal, mandíbulas de porco, conchas, gado e até crânios.
Antes do surgimento da moeda todos fi-cavam procurando novos instrumentos de troca capazes de medir o valor dos bens. Os animais são os têm o lugar de des-taques, entre inúmeros meios de troca já testados antes da criação da moeda. O sal circulava em vários países, ser-vindo como meio de pagamento (dai vem o termo salário), como exemplo, a Libé-ria, onde trezentos torrões compravam um escravo.
Entre as versões primitivas de moeda, as conchas foram, sem duvida, as mais di-fundidas. Especialmente os cauris (espé-cie de búzio), que nos séculos XVII e XVIII virou a moeda internacional; metade do mundo entesourava e comprava cauris. O ouro e a prata ganharam preferência rapidamente, por ter uma beleza, dura-bilidade, raridade e imunidade, raridade e imunidade à corrosão.
Os primeiros registros do uso de moe-das metálicas são do século VII a.C., quan-do elas foram produzidas na Lídia (reino
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Os primeiros registros do uso de moedas metálicas são do século VII a.C., quando elas foram produzidas na Lídia (reino localizado na Ásia Menor) e também na região do Peloponeso (sul da Grécia).
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A criação da moeda foi
uma invenção
revolucionária, que
facilitou para as pessoas
mais pobres e também
ajudou no comércio.
localizado na Ásia Menor) e também na região do Peloponeso (sul da Grécia). A criação da moeda foi uma invenção revolucionária, que facilitou para as pes-soas mais pobres e também ajudou no comércio.
A segunda revolução foi na história do dinheiro, o papel-moeda. O seu uso espalhou-se muito rápido, pois era fácil de transportar e de manusear e todos os paises decidiram adquirir, deste então, ganhou espaço em todo o mundo.
O papel-moeda, por não ser feita de metal, permitiu o aumento arbitrário da quantidade de dinheiro.
Para combater esse desvio, instituiu-se o padrão-ouro, em que o volume de dinheiro em circulação devia ser igual ao valor das reservas de ouro no país. Mas não durou muito tempo.
Foi organizada a conferência de
Bret-ton Woods em 1944 nos EUA, a fim de estabelecer regras para controlar as ati-vidades financeiras internacionais. Deste então, o dólar, moeda america-na, e a libra esterlina do Reino Unido, tornaram-se as moedas padrões de con-versão. Na prática, o dólar transformou-se na única moeda internacional e o pa-drão ouro deixou de existir.
Etimologicamente, o termo se atribui ao latim
moneta, “ moeda “, o lugar onde se cunhavam
moedas em Roma, o templo Juno Moneta.
1580-1640
Circulavam no Brasil os reales hispano-americanos. A equivalência com o réis portugueses foi estabelecida em 1582.
1614
O açúcar tornou-se moeda legalmente reconhecida.
Século XVII
Os escravos negros da Bahia usavam como moedas pequenas conchas, também conhecidos por guimbombo (ou vulgarmente búzios).
1645
Surgiram em Pernambuco as primeiras moedas feitas no Brasil, cunhadas pe-los invasores holandeses.
1653
O pano de algodão, segundo o Padre Vieira, valia como moeda no Mara-nhão.
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1654
O real português voltou a circular na Colônia.
1663
O valor das moedas aumentou em 25%.
1668
Portugal aumentou em 10% o valor das moedas de ouro. A medida não foi adotada no Brasil.
1669
Por ordem da Coroa, circularam no Brasil moedas de prata, com carimbo, no valor de 80, 160, 320 e 640 réis.
1694
Criou-se a primeira Casa da Moeda do Brasil, na Bahia.
1695
A casa da Moeda da Bahia cunhou suas primeiras moedas de ouro, nos valores de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, e de prata, nos valores de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.
1698
A Casa da Moeda foi transferida para o Rio de Janeiro.
1699-1700
No Rio, a Casa da Moeda fez moedas de ouro, de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, e de prata, de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.
1700
A Casa da Moeda mudou-se para Per-nambuco.
1695-1702
Por determinação real, passaram a circular no Brasil as moedas de cobre
cunhadas no Porto, em Portugal.Va-liam 10 e 20 réis.
1700-1702
A Casa da Moeda, em Pernambuco, cunhou moedas de ouro no valor de 4.000 réis, e de prata nos mesmos va-lores anteriores.
1702
A Casa da Moeda foi transferida no-vamente para o Rio de Janeiro, ini-ciando-se a cunhagem de moedas com matéria-prima inteiramente nacional.
1714
As descobertas de ouro deram ensejo ao funcionamento simultâneo de duas Casas da Moeda: uma no Rio, outra na Bahia.
1722
Em 4 de abril regulamentou-se defini-tivamente o padrão legal para a mo-eda brasileira: a oitava de ouro valia 1.600 réis e a de prata 100 réis.
1724
Uma terceira Casa da Moeda, entrou em funcionamento. Ficava em Vila Rica, atual Ouro Preto, Minas Gerais.
1724-1727
Entraram em circulação a Série de Do-brões, com valor de 20.000, 10.000, 4.000, 2.000, 1.000 e 400 réis.
1735
A Casa da Moeda de Vila Rica encerrou suas atividades.
1749
O Maranhão passou a ter moeda pró-pria, cunhada em Portugal. As de ouro valiam 1.000, 2.000 e 4.000 réis; as de prata 80, 160, 320 e 640 réis; as de cobre 5, 10 e 20 réis.
1752
Nas Minas Gerais cunharam-se moedas de prata de 75, 150, 300 e 600 réis. Serviam de troco para ouro em pó.
1788
Suspendeu-se a derrama, cobrança de impostos reais sobre o ouro das Minas Gerais.
1810
Os reales espanhóis ainda em circula-ção foram recunhados passando a va-ler 960 réis. Moedas de cobre de 37,5 e 75 réis foram cunhadas no Rio e em Vila Rica.
1821
D. João VI retornou a Portugal, esva-ziando o tesouro. Todos os pagamentos foram suspensos iniciando-se a emis-são de dinheiro sem lastro metálico.
1832
O valor de uma oitava de ouro foi fi-xado em 2.500 réis. Surgiram moedas de ouro de 10.000 réis, com peso de 4 oitavas.
1834-1848
Começaram a circular as moedas de prata da Série dos cruzados, nos va-lores de 1.200, 800, 400, 200 e 100 réis.
1846
A oitava de ouro passou a valer 4.000 réis. Cunharam-se moedas de ouro de 20.000, 10.000 e 5.000 réis. E moedas de prata de 2.000, 1.000, 500 e 200 réis.
1868
Apareceram moedas de bronze, va-lendo 10 e 20 réis.
1871
Surgiram as moedas de níquel, de 200, 100 e 50 réis.
1873
Cunharam-se moedas de bronze, de 40 réis.
1889
Cunharam-se moedas de prata, de 20 réis.1901
Passaram a circularas moedas de níquel, de 400 réis.
1911
O real brasileiro registrou sua primei-ra alta no mercado internacional.
1922
Fizeram-se as últimas moedas de ouro, de 20.000 e 10.000 réis. Conti-nuavam a circular as de prata, de 2.000, 1.000 e 500 réis. No mesmo ano surgiram moedas de bronze e alumínio, valendo 1.000 e 500 réis.
1936
Apareceram moedas de níquel no va-lor de 300 réis.
1942
O cruzeiro tornou-se a nova moeda nacional.
1967
A desvalorização do cruzeiro levou à criação do cruzeiro novo, com valor mil vezes maior.
1970
O cruzeiro novo voltou a chamar-se apenas cruzeiro.
1986
Cruzado é a nova unidade monetária em substituição ao cruzeiro.
1989
Com a desvalorização do cruzado sur-ge o cruzado novo.
1990
Restabeleceu-se a denominação cru-zeiro para a moeda.
1993
Instituiu-se o cruzeiro real em substi-tuição ao cruzeiro.
1994
O real é a nova unidade monetária.