Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós CNPJ: /

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Rua Lauro Sodré – Nº 225 Alter do Chão CEP: 68109-000 Santarém - Pará e-mail: surarasdotapajos@gmail.com

QUEM SOMOS

O Oeste do Pará - região do Baixo Tapajós no Brasil, abrange os municípios de Aveiro, Belterra e Santarém, na perspectiva da questão indígena. Nesse recorte geográfico habitam atualmente 14 povos indígenas, a saber: Apiaka, Arapiun, Arara Vermelha, Borari, KaraPreta, Jaraki, Kumaruara, Munduruku, Maytapú, Tapajó, Tapuia, Tupinambá, Sateré Maué e Tupaiú. Com a necessidade emergente do fortalecimento da luta indígena, muitas organizações de representação política e mobilização indígena surgiram. Porém, faltava algo mais, faltava dar mais visibilidade à participação e ao protagonismo da mulher indígena no movimento.

Nesse cenário de luta, ressignificação e fortalecimento étnico e cultural, em 2016, surgiu o grupo de mulheres guerreiras tomando a frente de várias ações em prol da causa indígena sem deixar de lado sua ancestralidade e cuidado com a espiritualidade feminina, de onde vem sua maior força. Mais tarde o grupo assumiu-se como entidade sendo denominado agora Coletivo de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, tendo a missão de:

Combater a violência contra a mulher indígena e o racismo, promovendo o acolhimento e o fortalecimento da autoestima, contribuindo para o empoderamento econômico e político, na defesa de seus territórios.

O coletivo Suraras do Tapajós atualmente é formado por um grupo de aproximadamente 30 mulheres indígenas, jovens, solteiras, casadas, senhoras, curandeiras, estudantes, mães, militantes e ativistas pertencentes a diferentes etnias. Somos exímias artesãs, fabricamos biojóias com penas, miçangas e sementes da região, grafismo corporal com jenipapo e urucum e artesanatos (arco e flecha, cerâmicas, grafismo em cuias, maracás), doces, cantorias, rituais de purificação, garrafadas e banho de ervas (medicinais). Diante de tantas demandas que surgiram através do reconhecimento da atuação direta do coletivo no movimento indígena e demais movimentos sociais, em 2018 decidimos elaborar nosso planejamento estratégico com a definição da missão e metas de atuação, para nortear nossas ações com resultados mais satisfatórios.

Em abril 2018 surgiu o primeiro grupo de carimbó do Oeste do Pará composto somente por mulheres e o único do Brasil composto somente por mulheres indígenas, eram as Suraras do Tapajós mais uma vez colocando a figura feminina em evidência, mostrando que podemos ocupar todos os espaços. O grupo de carimbó tornou-se a partir de então mais uma valiosa ferramenta para darmos voz à nossa missão, alcançando espaços que talvez fossem mais difíceis de acessar senão através da música para passar nossa mensagem. Além do tradicional carimbó de artistas paraenses consagrados, também apresentamos músicas autorais no mesmo ritmo além de composições em Nhengatu – língua geral falada pelos povos do Baixo Tapajós. Trabalhamos a música como forma de resistência, fazendo com que a voz dos povos indígenas ecoe muito além de seus territórios.

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Principais atividades realizadas pelo Coletivo:

Projeto: Produção de produção de 7 mil mascaras reutilizáveis. Em parceria com o Fundo Elas

Em execução Projeto de dupla participação para campanha ao combate aos efeitos do COVID-19 em Alter

do Chão. Parceria com a CESE

Em execução Projeto: Fortalecimento das organizações indígenas (criação da associação) parceria com a

CESE

2019-2020 Projeto: Tecendo a rede Política-cultural de mulheres indígenas no baixo Tapajós. Em

parceria com o Fundo Elas

2019-2020 Projeto: Mulheres indígenas, fazendo arte e gerando renda. Parceria com a Brazil

Foundation

2019 Realização do Cine Debate na Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA sobre o

documentário “A peleja do povo conta o dragão de ferro”. Ação em parceria com a Federação de Órgãos para a Assistência Social – FASE.

Março de 2019 Participação na realização do I Seminário do Festival Internacional de Cinema de Alter do

Chão colaborando com voluntariado e show musical no encerramento do evento

Março de 2019 Ação em parceria com o núcleo Engajajós da instituição Engajamundo com o tema: Combate

à violência contra mulheres, realizada na aldeia São Francisco – Território Tupinambá rio Tapajós.

Março de 2019 Roda de conversa com alunos do ensino médio em Santarém com o tema: Empoderamento

Feminino.

Março de 2019 Participação no Ato Público Nacional de 08 de março, levantando a bandeira da demarcação

das terras indígenas e denúncia sobre os danos provocados por grandes projetos na Amazônia.

Março de 2019 Musical – O som que vem delas. Evento que reuniu várias artistas regionais em show

beneficente em prol da Casa Rosa em Santarém

Fevereiro de 2019 Participação no Workshop Latino Americano do Global Youth Biodiversity Network – GYBN

em parceria com a instituição Engajamundo e Fundação Florestal.

Fevereiro de 2019 Roda de conversa com Coletivo Amazonizando. Recebemos o grupo musical que leva a

cultura do Marabaixo do Amapá para todo o Brasil. A proposta do encontro foi firmar laços de parceria para a realização do Festival Amazonizando, revisto para ocorrer em setembro deste ano na cidade de São Paulo, reunindo artistas de vários segmentos da Cultura Amazônida.

Fevereiro de 2019

Participação Musical no evento “Quinta do Mestre” realizado em Alter do Chão reunindo vários grupos de carimbó da região

Janeiro de 2019 Mobilização Nacional do dia 31 de janeiro “Sangue Indígena – nenhuma gota a mais”. Janeiro de

2019 Participação na produção da carta das mulheres indígenas do baixo Tapajós contra o

acelerado desmonte da política indigenista. Documento produzido durante o Encontrão de Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós na aldeia Novo Gurupá – rio Arapiuns.

Janeiro de 2019 Intercambio musical com o grupo Carimbloco – do Rio de Janeiro. Realizado em Alter do Dezembro

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Chão, com roda de conversa sobe o protagonismo da mulher indígena e a utilização da música como ferramenta de luta na região dentro do movimento indígena assim como no cenário musical do Oeste do Pará.

de 2018

Realização da I Caravana de Cura e empoderamento da mulher indígena no Baixo Tapajós. Tendo a participação de aproximadamente 400 pessoas, foi realizada no Território Cobra Grande - Rio Arapiuns contou com a parceria de psicólogas, esteticistas, enfermeiras e outras profissionais para levar esclarecimentos de forma dinâmica e acolhedora sobre o tema Violência contra a mulher.

Outubro de 2018

Ritual de abertura no Sairé 2018 e participação na apresentação do Boto Cor de Rosa durante o Festival dos Botos em Alter do Chão. Festa tradicional do povo Borari, hoje considerada a maior manifestação cultural do Estado do Pará, reunindo milhares de turistas para cinco dias de mostras culturais como rituais, danças folclóricas, artesanato.

Setembro de 2018

Intercâmbio com estudantes universitários indígenas da Austrália - RMIT Australia University. Realizado em Alter do Chão com foco na troca de saberes tradicionais e atuação de ambos nas questões de conflitos diante do aspecto histórico de invasão territorial e apropriação.

Junho de 2018

Realização do II MUTAK - Mukameesawa Tapajowara Kitiwara. Desta vez contando com rodas de conversa, oficinas diversas, exposição de artesanatos e culinária genuinamente indígena e apresentações Culturais. Foi neste cenário que o musical Suraras do Tapajós fez sua estreia no palco, ainda sem pretensões artistas, apenas para descontrair e passar uma mensagem de forma leve através da música.

Abril de 2018

Realização da I Assembleia Geral Borari: Em defesa de Nosso Território – Diversidade, Cultura e Espiritualidade Milenar – Evento que reuniu importantes organizações como FUNAI, UFOPA, CITA, CGI e Conservação Internacional, envolvendo cerca de 120 participantes na construção da matriz lógica do Plano de Vida do povo Borari e subsídios para construção do Protocolo de Consulta Prévia, Livre e Informada. O objetivo principal é o empoderamento do povo indígena Borari por meio de ferramentas adequadas de gestão territorial

12 e 13 de dezembro de 2017

Participou ativamente representando o Movimento Indígena Borari nas discussões com o poder público e nas articulações em defesa do território Santareno contra a expansão da soja na região e na mobilização junto a outros movimentos sociais(ONGs FASE, Projeto Saúde e Alegria, STTR, IMAFLORA, FAMCOS) no âmbito político-social de construção e revisão de ferramentas de ordenamento territorial, como Plano Diretor no Munícipio de Santarém e Projeto de Lei (1621/2017) que alterava a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Município de Santarém (007/2012).

Setembro de 2017 a fevereiro a

2018

Realização do I MUTAK – Mukameesawa Tapajowara Kitiwara - Escrito em Nheengatu significa "Mostra de Arte Indígena do Tapajós". A mostra na sua primeira edição teve como fundamentos básicos a resistência e a valorização da arte indígena na região do Tapajós. Momento de vivência, intercâmbio intercultural e troca de saberes, fortalecimento e valorização da cultura milenar dos povos indígenas da Região do Tapajós. Foi aberto ao público e recepcionou cerca de 200 pessoas, como meio de sensibilizar a comunidade em geral da luta e resistência dos povos indígenas da região. Expressando a sua cultura através da arte.

Dezembro de 2016

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Rua Lauro Sodré – Nº 225 Alter do Chão CEP: 68109-000 Santarém - Pará e-mail: surarasdotapajos@gmail.com

em Alter do Chão e contou com 14 rodas de conversa totalmente gratuitas e abertas ao público, reunindo especialistas e comunitários para debater de forma dinâmica e interativa temas como grandes empreendimentos na Bacia do Tapajós, autonomia e direitos indígenas.

de 2016

Realização dos I Jogos Indígenas do Baixo Tapajós – I JIBAT teve as Suraras do Tapajós como apoiadoras na coordenação. Houve uma grande participação de mulheres indígenas na coordenação das aldeias e também participando nas modalidades femininas.

Abril a Julho de

2016

SINOPSE DO MUSICAL

Em abril 2018 surgiu o primeiro grupo de carimbó do Oeste do Pará composto somente por mulheres e o único do Brasil composto somente por mulheres indígenas, dessa forma as Suraras do Tapajós mais uma vez colocam a figura feminina em evidência, mostrando que podemos ocupar todos os espaços.

O grupo de carimbó tornou-se a partir de então mais uma valiosa ferramenta para darmos voz à nossa missão, alcançando espaços que talvez fossem mais difíceis de acessar senão através da música para passar nossa mensagem. Além do tradicional carimbó de artistas paraenses consagrados, também apresentamos músicas autorais no mesmo ritmo assim como composições em Nhengatu – língua geral falada pelos povos do Baixo Tapajós. Trabalhamos a música como forma de resistência, fazendo com que a voz dos povos indígenas ecoe muito além de seus territórios.

Iniciamos o show com um canto de ritual em saudação ao rio Tapajós, depois fazemos várias sequências de carimbó, introduzimos o marambiré e curimbó tradicionais de Alter do Chão, e fechamos com nossas músicas autorais em ritmo de carimbó.

No repertório temos o cuidado de selecionar músicas que exaltem a natureza, a força feminina, nossa ancestralidade através dos elementos místicos da nossa cultura e que passem o nosso recado para a luta em defesa dos povos indígenas.

Acompanhe nos trabalhos em nossas redes: Instagram: @surarasdotapajos

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