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Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

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Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 31

Sumário – Objetivos e metas a atingir no módulo 6; Definição, Tipologia, Responsabilidade técnica.

(2)

Objetivos do módulo 6

• Identificar as implicações legais, sociais, económicas, ambientais, territoriais e políticas do processo de planeamento e gestão de ginásios e centros de lazer;

• Identificar as principais áreas funcionais e de apoio, tendo por referência as estruturas humanas, recursos associados e as atividades de apoio à gestão;

• Definir e aplicar técnicas de apoio à gestão de complexos desportivos privilegiando abordagens centradas em técnicas de controlo, preparação, organização e manutenção de materiais e equipamentos em instalações;

• Aplicar a legislação relativa aos ginásios e centros de lazer;

• Caraterizar as principais atividades e serviços de desporto promovidos em ginásios e centros de lazer.

(3)

Definição de GINÁSIO

São os estabelecimentos abertos ao público ou a uma

categoria determinada de utentes, que integram uma ou

mais salas destinadas à prática de atividades físicas e

desportivas e respetivas instalações de apoio.

(4)

Definição de GINÁSIO

Podem ainda comportar instalações complementares e

equipamentos específicos, designadamente saunas e

outros dispositivos de hidroterapia, que se destinam à

prática individual ou coletiva de atividades físicas ou

desportivas, em regime supervisionado ou livre, e dirigidas

para a manutenção ou desenvolvimento da aptidão física,

da saúde, da qualidade de vida ou treino das qualidades

físicas.

(5)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 32 e 33

Sumário – Licenciamento de utilização desportiva, responsabilidade técnica.

(6)

Licenciamento de utilização desportiva

São abrangidos pelo disposto no presente diploma os ginásios que,

designadamente:

a) Sejam explorados para fins comerciais;

b) Se integrem, com ou sem autonomia, no âmbito de unidades

hoteleiras ou em estabelecimentos termais e unidades de saúde e

reabilitação;

c) Se integrem em complexos desportivos ou turísticos, ainda que com

finalidades meramente recreativas;

d) Nos quais se desenvolvam actividades físicas ou desportivas

promovidas, regulamentadas ou dirigidas por federações desportivas;

e) Sejam explorados por clubes desportivos;

f) Sejam propriedade de quaisquer entidades públicas, no âmbito da

Administração Central, Regional ou Local.

(7)

A Legislação

Licenciamento da construção e/ou utilização dos ginásios

referidos no presente diploma processa-se nos termos

previstos no Decreto – Lei n.º 259/2007, de 17 de Julho, e

legislação complementar.

- Apresentação do documento;

- Resumo e âmbito do documento;

(8)

Responsabilidade Técnica

A Legislação

O

decreto-Lei n.º 271/2009 de 1 de Outubro

define o

regime jurídico da responsabilidade técnica pela direção

das atividades físicas e desportivas desenvolvidas nas

instalações desportivas que prestam serviços desportivos

na área da manutenção da condição física (fitness),

designadamente os ginásios, academias ou clubes de

saúde (healthclubs), independentemente da designação

adotada e forma de exploração, bem como determinadas

regras sobre o seu funcionamento.

(9)

Responsabilidade Técnica A Legislação

No decreto-Lei n.º 271/2009 de 1 de Outubro é referido que as exigências (a

existências de um diretor técnico, por exemplo) não se aplicam às atividades físicas e desportivas que:

a) Sejam promovidas, regulamentadas e dirigidas por federações desportivas dotadas do estatuto de utilidade pública desportiva, desde que compreendidas no seu objecto social; b) Sejam desenvolvidas no âmbito do sistema educativo, curricular e de complemento curricular;

c) Se destinem exclusivamente aos membros das forças armadas e das forças de segurança;

d) Sejam desenvolvidas em instalações desportivas de base recreativas e sem enquadramento técnico;

e) Sejam desenvolvidas no âmbito do sistema prisional;

f) Sejam desenvolvidas em estabelecimentos termais e unidades de saúde e de reabilitação, utilizados sob supervisão médico-sanitária;

g) Por vontade expressa dos praticantes desportivos federados, sejam realizadas sem enquadramento técnico.

(10)

A alínea a) do slide anterior significa que, por exemplo, se num

ginásio só se realizarem treinos de equipas federadas não será

necessária a existência de um diretor técnico.

No entanto esta situação é provavelmente muito pouco frequente

porque, por exemplo, se for realizada uma atividade de desporto para

todos nessa instalação, então já será necessária a existência de um

diretor técnico.

Aconselhamos a considerar sempre necessária a existência de diretor

técnico uma vez que nunca sabemos a tipologia/âmbito das atividades

que vão ser no futuro realizadas nestas instalações desportivas.

O legislador excetuou as situações apenas em que existem atividades

dependentes de federações desportivas.

(11)

Responsabilidade Técnica

Diretor técnico (DT)

O diretor técnico (DT) é a pessoa singular que assume a

direção e a responsabilidade pela atividade ou

atividades físicas e desportivas que decorrem nas

instalações desportivas.

(12)

Responsabilidade Técnica

Funções do diretor técnico

O DT deve atuar diligentemente, assegurando o

desenvolvimento da atividade física e desportiva

num ambiente de qualidade e segurança.

(13)

Responsabilidade Técnica

Formação do diretor técnico

O DT deve :

- ser titular do grau de licenciado na área do Desporto ou

da Educação Física.

- frequentar ações de formação contínua durante o período

de validade da sua inscrição.

(14)

Responsabilidade Técnica

Divulgação

Em cada instalação desportiva devem ser afixados, em

local bem visível para os utentes, a identificação do ou

do(s) diretor(es) técnico(s) e o horário de permanência

daquele ou daqueles na mesma.

(15)

Responsabilidade Técnica

Entidade fiscalizadora

Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras

autoridades administrativas e policiais, compete à

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)

fiscalizar o cumprimento do disposto no decreto-lei

271/2009, de 1 de outubro.

(16)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 34

Sumário – Áreas multidisciplinares e técnicas no apoio à gestão de instalações. Exercício prático.

(17)

Áreas multidisciplinares e técnicas no apoio à

gestão de instalações

1. Tipos de ocorrências e sua inventariação;

2. Controlo e verificação de materiais;

3. Técnicas e tipos de manutenção;

4. Registo e controlo de consumos;

5. Relatórios e técnicas de apoio à gestão;

6. Contato e receção de clientes e fornecedores;

7. Lista de controlo de consumos;

8. Procedimentos de adaptação das instalações a eventos.

(18)

1. Tipos de ocorrências e sua inventariação

Tipos: o que pode acontecer numa instalação

desportiva?

Inventariação: produzir fichas para registo e

monitorização.

– TAREFA – Apresentar exemplos de ocorrências que podem acontecer ginásio e elaborar as respetivas ficha de registo

(19)

1. Tipos de ocorrências e sua inventariação

Lista de documentos de um processo: o atendimento

–Procedimentos: “Identificação das necessidades do utente,

inscrições e contratos”

–Instruções: “Atendimento” e “Organização de fichas de

inscrição”

–Impressos: ver slide seguinte.

(20)

1. Tipos de ocorrências e sua inventariação

Exemplos de impressos relativos ao processo de atendimento de uma

instalação desportiva

(21)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 35 e 36

Sumário – Continuação da aula anterior.

(22)

2. Controlo e verificação de materiais

Os materiais e equipamentos presentes numa instalação

desportiva têm de ser regularmente controlados e verificados.

Estes procedimentos têm como objetivo saber em cada

momento se os materiais e equipamentos se encontram na

instalação (roubo, mau uso, empréstimo sem autorização) e

permite também monitorizar o seu estado de manutenção.

Assim, dependendo do número de materiais e equipamentos e o

seu estado atual, pode ser necessário proceder à aquisição de

novos.

(23)

3. Técnicas e tipos de manutenção

Manutenção:

“conjunto de ações que permitem manter ou restabelecer

um bem num determinado estado específico ou com a

finalidade de assegurar um determinado serviço”

(24)

3. Técnicas e tipos de manutenção

Manutenção corretiva:

“operações realizadas num equipamento avariado de modo a reparar a avaria e tornar o equipamento novamente utilizável”

A manutenção corretiva é a forma mais óbvia e mais primária de manutenção. Significa que os equipamentos e instalações só são reparados quando avariam ou deixam de funcionar ou colocam em perigo a sua utilização.

Constitui a forma mais cara de manutenção. Conduz a:

• Diminuição da vida útil dos equipamentos, máquinas e instalações;

• Paragens para manutenção em momentos aleatórios e muitas vezes, inoportunos por corresponderem a épocas de utilização das instalações desportivas.

É claro que se torna impossível eliminar completamente este tipo de manutenção, pois não se pode prever em muitos casos o momento exato em que se verificará um defeito que obrigará a uma manutenção corretiva de emergência, no entanto a sua ocorrência

deve ser evitada através de métodos de prevenção que podem passar pela verificação do estado de funcionamento regularmente.

(25)

3. Técnicas e tipos de manutenção

Manutenção preventiva:

“operações realizadas num dado equipamento, mantendo-o em correto estado de funcionamento, evitando ocorrência de avarias”

A manutenção preventiva, como o próprio nome sugere, consiste num trabalho de prevenção de defeitos que possam originar a parada ou um baixo rendimento dos equipamentos em operação. Esta prevenção é feita baseada em estudos estatísticos, estado do equipamento, local de instalação, condições elétricas que o suprem, dados fornecidos pelo fabricante (condições ótimas de funcionamento, pontos e periodicidade de lubrificação, etc.), entre outros.

Algumas vantagens:

• Diminuição do número total de intervenções corretivas, aligeirando o custo da manutenção;

• Grande diminuição do número de intervenções corretivas ocorrendo em momentos inoportunos como por exemplos em períodos de utilização da instalação desportiva.

(26)

3. Técnicas e tipos de manutenção

Manutenção preditiva:

Atuação realizada com base em modificação de parâmetro de

CONDIÇÃO ou DESEMPENHO, cujo acompanhamento obedece a uma

sistemática.

Ex.: o botão de lâmpadas de sinalização e alarme em painéis.

(27)

4. Registo e controlo de consumos

Existem procedimentos de registo e controlo de consumos para

monitorizar a existência de um determinado produto, a

necessidade de aquisição, o gasto ou despesas efetuadas.

Estes procedimentos são realizados em simples fichas de

registo, para cada material ou tipo de consumo.

Estes procedimentos permitem-nos fazer o que se denomina por

contabilidade analítica por centro de custos e por tipo de

despesas. Ou seja, sabemos o que se gasta em cada

instalação desportiva, em cada evento, para cada tipo de

produto analisado.

(28)

4. Registo e controlo de consumos

Exemplos:

–Consumo de eletricidade

–Consumo de gás

–Consumo de biomassa

–Consumo de cloro granulado

–Consumo de pH+

–Consumo de floculante

–Consumo de antialga

–Consumo de água

(29)

5. Relatórios e técnicas de apoio à gestão

Em cada tipo de instalação desportiva, evento ou atividade o

gestor de desporto deve elaborar um formulário próprio onde

são registadas as ocorrências mais importantes, o que

decorreu bem, o que decorreu mal, as oportunidades de

melhoria, um conjunto de dados (indicadores de gestão).

Não são mais do que documentos que auxiliam o gestor de uma

instalação desportiva ou evento a registar o que acontece num

determinado período no sentido de refletir sobre esses dados

e detetar oportunidades de melhoria.

(30)

5. Relatórios e técnicas de apoio à gestão

A periodicidade destes relatórios deve ser decidida pelo gestor

da instalação desportiva com base na necessidade que sente e

na tipologia da instalação desportiva, sendo que não deve ser

superior a um mês, podendo mesmo ser semanal.

TAREFA:

Identifica alguns aspetos que devem constar num relatório de

gestão de um ginásio.

(31)

6. Contato e receção de clientes e fornecedores

Formas de interação entre o gestor de desporto e os clientes e

fornecedores:

-Presencial;

-Telefónica;

-Pré-marcada;

-Reunião;

-Entrevista individual;

-Entrevista de grupo.

Todas as formas de interação identificadas anteriormente pressupõem

uma preparação e o cumprimento de requisitos mínimos para que o

contato cumpra os seus objetivos e decorra da melhor forma.

(32)

7. Lista de contatos da instalação

Deve ser elaborada uma listagem de contatos dos clientes e dos

fornecedores de uma instalação desportiva ou evento desportivo,

sendo que os elementos constantes dessa listagem devem ser

atualizados e organizados de acordo com o que nos interessa

para ficarem mais facilmente acessíveis.

Contatos de fornecedores:

–Por tipo de empresa;

–Por produto habitualmente adquirido;

–Por tipo de equipamentos;

–Por tipo de pessoa a contatar.

(33)

7. Lista de contatos da instalação

Organização por tipo de pessoa a contatar:

Numa mesma empresa podemos ter necessidade de contatar pessoas

diferentes, consoante o caso e essa informação deve estar na lista de

contatos:

- Se precisamos de saber as caraterísticas de um produto ou

equipamento novo – comercial;

- Se precisamos de adquirir mais produtos ou materiais – vendedor;

- Se precisamos de resolver uma avaria – piquete de manutenção;

- Se precisamos de apresentyar uma reclamação – superior

hierárquico;

- Se precisamos de fazer um convite formal – direção ou

administração.

A atualização deste contatos é fundamental.

(34)

7. Lista de contatos da instalação

Organização dos contatos dos clientes:

Que informação precisamos: morada, telefone, mail, data do

aniversário, serviços que usufrui, tipo de produtos que adquire

habitualmente, presença em redes sociais...

Tipos:

- Listagem de moradas para envio de cartas;

- Listagem de mails para envio de newsletters ou mails;

- Listagem por tipo de cliente (idade, género, serviços ou produtos que

adquire, data de aniversário, atividade pontual em que se inscreveu);

- Estas informações são importantíssimas para o sucesso do plano de

comunicação das instalações desportivas.

(35)

8. Procedimentos de adaptação das instalações a eventos

As instalações desportivas por vezes são utilizadas para eventos

desportivos e não desportivos em determinados momentos ou

períodos de tempo.

Esses eventos têm um conjunto de necessidades,

dependendo das suas caraterísticas que são necessárias de ter

em consideração.

(36)

8. Procedimentos de adaptação das instalações a eventos

Para além das adaptações que têm que ser feitas na própria

instalação (por exemplo colocar um palco), tem que ser

considerado o aumento das exigências (capacidade de

eletricidade) e o aumento dos utilizadores e frequentadores das

instalações (caixotes do lixo, reposição de consumíveis,

reposição de stocks de produtos no bar, procedimentos de

limpeza, etc)

(37)

8. Procedimentos de adaptação das instalações a eventos

Importa começar por estabelecer as caraterísticas do evento, os

seus requisitos e exigências para promover as alterações

necessárias para serem criadas as condições para o seu sucesso.

Tarefa:

Efetua um esquema (ficha de monitorização) de tarefas para

uma atividade de...

(38)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 37

Sumário – Aspetos físicos e funcionais.

(39)

Aspetos físicos e funcionais

1.Áreas de atividade física ou desportiva;

2.Instalações de apoio dos praticantes;

3.Vestiários e balneários para os monitores e

professores;

4.Instalações de primeiros-socorros;

(40)

1.Áreas de actividade física ou desportiva:

1.1) área mínima: 5 m2/praticante (recomendado: 8

m2/praticante);

1.2) pé direito mínimo: 2,70 m (recomendado: superior a 3, 50

m);

1.3) ventilação natural através de vãos de abertura controlável e

com secção total correspondente a cerca de 12% da área

referida no ponto 1.1) ou ventilação mecânica que garanta um

caudal de ar correspondente, no mínimo, a 20 m3/hora por

utente, com a velocidade do ar inferior a 2.0m/s e um nível de

ruído não superior a 20 dB;

(41)

1.Áreas de actividade física ou desportiva:

1.4) Temperatura ambiente (temperatura de bolbo seco):

- 16ºC a 21ºC (Inverno)

- 18ºC a 25ºC (Verão)

- Humidade relativa do ar: 55 a 75 %.

(42)

2.

Instalações de apoio dos praticantes

:

2.1. Dimensionamento das áreas dos vestiários:

- 1 m2 / praticante, com o mínimo de 2 blocos de 7 m2 cada,

excluindo as áreas para cacifos ou depósitos de roupas;

- Vestiários equipados de cabides fixos ou cacifos individuais com

fechadura, e assentos individuais ou bancos corridos, à razão de

0,50 m de comprimento de banco por utente;

(43)

2.

Instalações de apoio dos praticantes

:

2.2. Dimensionamento das áreas dos balneários e sanitários:

- 1 posto de duche por 5 praticantes, com o mínimo de 2 postos

em cada unidade de balneário;

-Lavatórios: 1 unidade por 10 praticantes, com o mínimo de 2

unidades por balneário;

-Sanitários: 1 cabine sanitária por 10 praticantes, com o mínimo

de 2 unidades por cada bloco de serviços;

(44)

2.

Instalações de apoio dos praticantes

:

2.3. Requisitos gerais das instalações de apoio:

- Temperatura do ar ambiente: 18ºC (mínimo) a 26ºC (máximo),

com 60 a 80% de humidade relativa;

- Ventilação natural ou mecânica: 5 litros por segundo, por

utente;

- Postos de chuveiro, em espaços colectivos ou cabinas

individuais, com o mínimo 0,80 m x 0,80 m, sem prejuízo dos

requisitos exigidos quando os mesmos se destinam a pessoas

deficientes motores;

- Postos de duche servidos por redes de água fria e quente,

dimensionados para fornecer um mínimo de 40 litros de

água por utilizador à temperatura de 40º C;

(45)

2.

Instalações de apoio dos praticantes

:

2.3. Requisitos gerais das instalações de apoio:

- Paredes e divisórias livres de arestas vivas ou apetrechos

salientes, com revestimento dos lambris - até pelo menos 2 m de

altura – em materiais impermeáveis, resistentes ao desenvolvimento de

microrganismos patogénico;

- Pavimentos planos e regulares, constituídos por materiais

impermeáveis, com revestimento anti-derrapante e resistente

ao desgaste e às acções dos desinfectantes comuns, e com disposições

de drenagem que evitem a formação de zonas encharcadas e facilitem

a evacuação das águas de lavagens;

- Interdição do uso de estrados de madeira e de revestimentos

porosos como tapetes ou alcatifas;

- Protecção de aparelhos e acessórios que constituam factor de risco

para a segurança, nomeadamente tomadas e cabos eléctricos,

torneiras, tubagens de águas quentes e aparelhos de aquecimento;

(46)

3.

Vestiários e balneários para os monitores e professores

:

Além dos requisitos gerais definidos em 2), deverão ser

satisfeitos os seguintes:

-mínimo de uma área de vestiário, com 4 a 6 m2, com área

anexa para balneário integrando uma cabina de duche com

área de secagem adjacente ou incorporada;

- uma cabina de instalação sanitária, composta por sanita

e lavatório;

(47)

4.

Instalações de primeiros-socorros

:

Os ginásios abrangidos pelo presente diploma, devem

dispor de um local destinado à prestação de

primeiros-socorros aos praticantes e monitores, localizado de forma a

permitir fácil comunicação, quer com as áreas de

actividade física ou desportiva, quer com os percursos de

acesso ao exterior, respondendo aos seguintes requisitos,

no mínimo.

(48)

4. Instalações de primeiros-socorros:

Área não inferior a 9 m2, equipada com:

- uma marquesa de 2 m x 0,80 m;

- uma secretária e duas cadeiras;

- uma pia de despejo sanitário;

- uma maca;

- um armário de artigos de primeiros-socorros;

- um conjunto de material de reanimação homologado;

-portas de passagem com vão útil superior a 1,10 m e acesso a

corredores de comunicação com 1,40 m no mínimo;

Temperatura do ar ambiente:

- 18ºC (mínimo) a 26ºC (máximo), com 55 a 75% de humidade

relativa;

- Ventilação natural ou mecânica: 5 litros por segundo, por utente.

(49)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 40 e 41

Sumário – Pavimentação, tipos de atividades e técnicas de apoio à gestão de ginásios e centros de lazer.

(50)

5. Pavimentação de ginásios

Existem três grandes tipos de pavimentação (pavilhões/salas):

1| em madeira (com ou sem caixa de ar)

2| em sintético (“in situ” ou por placas)

3| com relva sintética

(51)

5. Pavimentação

(52)

5. Pavimentação

(53)

5.

Pavimentação

idêntica

à

aplicada

nos

polidesportivos exteriores

DEFINIÇÃO

Superfície mate e sem reflexo, executado “In situo” sem juntas, resulta da associação de um tapete pré -fabricado à base de granulado de borracha, resina PU, numa espessura de 4mm, colado com a ajuda de uma cola PU e revestida de uma camada de tapaporos vinilo-acrílico e de três camadas de Surfan, resina acrílica e vinílica misturada a cargas minerais e sílica fina, compatível sob o plano da elasticidade com o tapete de borracha (peso da resina incluindo o tapa-poros).

UTILIZAÇÃO

Para campos de ténis, polidesportivos, parques infantis, recreios escolares ou áreas de jogo, o Surfan Confort é particularmente adaptado à realização de superfícies desportivas para as quais o conforto é tido como exigência.

(54)

5.

Pavimentação

idêntica

à

aplicada

nos

polidesportivos exteriores

APLICAÇÃO

Devendo ser feita unicamente por aplicadores especializados, poderá

ser realizada sobre qualquer superfície nova ou velha em betuminoso,

asfalto ou betão hidráulico. No caso de suportes antigos, antes da

aplicação do Surfan, estes são perfeitamente limpos a alta pressão

sendo depois as juntas e fissuras tratadas com uma fibra de vidro. A

base deverá prever uma inclinação de 1% para não acumulação das

águas pluviais.

PINTURAS

São executadas marcações das linhas de jogo nas cores e modalidades

escolhidas, com tinta à base de látex, especialmente indicada para este

tipo de pavimento.

(55)

5. Pavimentação – Pavimentação – idêntica à aplicada

nos polidesportivos exteriores

MANUTENÇÃO

Após a execução do pavimento Surfan, este só poderá ser utilizado após 8 a 10 dias de boas condições atmosféricas. Para a sua limpeza bastará ser varrido e lavado com água em caso de grande sujidade. Geralmente a água da chuva é suficiente para manter a superfície limpa. No interior não utilizar solventes aromáticos ou cloro.

RESISTÊNCIA

De grande flexibilidade e elasticidade constante, é bastante resistente ao suor, a sangue e a óleos orgânicos. Resiste bem aos agentes químicos, excepto aos dissolventes aromáticos ou com cloro.

DURABILIDADE

Dependendo das agressividades atmosféricas e correcta utilização, a duração média dos pisos Surfan, sem haver necessidade de intervenção para alguma assistência, é de aproximadamente 5 anos, após os quais se deverá aplicar nova camada de resina, prolongando assim a sua durabilidade.

(56)

5. Pavimentação - Outros tipos de pavimentação

(57)

5. Pavimentação - Outros tipos de pavimentação

(58)

5. Pavimentação - Outros tipos de pavimentação

(59)

5. Pavimentação – proteção

Utilização:

Zonas de passagem | Zonas de exposições | Concertos | Festas | Zona

de cadeiras de rodas | Base para cadeiras | Eventos | Comícios |

Exposições...

(60)

5. Pavimentação – proteção

Utilização:

Zonas de passagem | Zonas de exposições | Concertos | Festas | Zona

de cadeiras de rodas | Base para cadeiras | Eventos | Comícios |

Exposições...

(61)

5. Pavimentação – manutenção

Questões a considerar:

Marcações/linhas (verificação visual e adaptação às atividades a

realizar).

Limpeza: utilizar produtos adequados de acordo com o

que é referido pelo fornecedor do pavimento.

Proteger os espaços de maior passagem.

(62)

Tipos de atividades e técnicas de gestão de ginásios

e centros de lazer

1. Normas de utilização – Regulamento

2. Atividades e serviços

3. Atividades de receção

4. Procedimentos de organização e planeamentos –

mapas de utilização diária, semanal, mensal e anual

(63)

Tipos de atividades e técnicas de gestão de ginásios e centros

de lazer

1. Normas de utilização - Regulamento

O que é um Regulamento?

Texto de caráter normativo que contém um conjunto de

regras e princípios cujo objetivo é estabelecer o modo de

funcionamento de um grupo quando frequentam as instalações

desportivas ou de uma atividade que se realiza num complexo

desportivo.

Os regulamentos, sendo um conjunto de princípios e normas

não podem contrariar a legislação em vigor sobre a matéria.

(64)

1. Normas de utilização - Regulamento

Os regulamentos devem ser elaborados com uma estrutura que sirva aos objetivos que se pretendem.

Têm normalmente a seguinte estrutura:

1|Preâmbulo

Devem constar no preâmbulo; os antecedentes, o enquadramento, os objetivos e as notas justificativas e as finalidades.

2|Normas gerais

Onde se explicitam os direitos e deveres dos utilizadores e os procedimentos. Podem constar das normas gerais: princípios de planeamento e qualidade, regras de cedência, tipos de cedência e utilização, regras gerais e específicas para utilizadores, períodos e horários de utilização, utilização de equipamentos, regras de segurança, regras para assistência, seguro, termo de responsabilidade, regras para publicidade, pagamentos de serviços, etc.

(65)

1. Normas de utilização - Regulamento

3|Competências

Nas competências são definidas as responsabilidades de cada responsável das instalações (Ex. Presidente da Câmara, Diretor técnico, Presidente do Clube)

4|Sanções

Aqui são definidos os tipos de infrações para quem não respeitar o definido no Regulamento. As sanções podem ser: repreensão verbal, repreensão escrita, inibição temporária de utilização das instalações, inibição definitiva de utilização das instalações, pagamento de coimas, etc.

5|Disposições finais

Nas disposições finais podem constar: formas de integração de dúvidas ou omissões, formas de publicação e data de entrada em vigor.

(66)

2. Atividades e serviços

Exemplos:

Musculação/Cardiofitness - Actividade ideal para o

fortalecimento muscular, melhoria da condição física e postural.

Eficaz em programas de perda e controlo de peso.

Localizada - Actividade certa para tonificar o corpo e perder

calorias nos locais mais desejados. São 45 minutos de exercício

intenso.

(67)

2. Atividades e serviços

Outras atividades em ginásios/centros de lazer:

- Gabinete de massagens

- Gabinete de fisioterapia

- Gabinete de podologia

- Gabinete de enfermagem

- Gabinete médico

(68)

3. Atividades de receção

Controlo de acesso

O projeto inicial deve antecipar a necessidade de controle de acesso apropriado à escala e natureza da instalação.

Existem vários opções: portas, torniquetes, incluindo acesso próprio e adequado para entrada e saída de pessoas com mobilidade reduzida, deficientes, cadeiras de rodas e carrinhos de bebé.

O sistema de acesso pode incorporar uma combinação de sistemas de controle podendo existir vários sistemas:

- cartão magnético;

- código PIN do cartão ou através de um sistema de controle de filiação. - bilhetes de papel, magnéticos: pré-comprados ou adquiridos na receção.

- acesso manualmente controlado por funcionários da recepção ou por um guarda de segurança (sistema mais dispendioso a longo prazo).

(69)
(70)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de

utilização diária, semanal, mensal e anual

Cálculo e controlo da utência máxima (praticantes)

instantânea

A capacidade diária de operação de um ginásio, é definida como

lotação máxima diária, que corresponde ao número máximo de utentes

que poderão frequentar a instalação ao longo de cada dia de

funcionamento.

A lotação de serviço ou utência de serviço, define-se para cada

espaço, como o número médio de utilizadores admissível por hora na

instalação que, multiplicado pelo número de horas de funcionamento

diário, será igual ao valor definido para a lotação máxima diária

(71)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de

utilização diária, semanal, mensal e anual

Cálculo e controlo da utência máxima (praticantes)

instantânea

Os valores das utências definidos anteriormente, tal como a capacidade

máxima, no caso de haver espetadores ou de visitantes, deverão ser

estabelecidos e aprovados ao nível dos programas e projetos de

licenciamento das instalações, e serão afixados em local visível, à

entrada das instalações.

Compete aos órgãos municipais fixar a capacidade máxima de

utilização e de acolhimento de eventual público nas instalações

desportivas de base, em função da respetiva tipologia e em

conformidade com as normas técnicas e de segurança.

(72)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de utilização diária, semanal, mensal e anual

Cálculo e controlo da utência máxima (praticantes) instantânea

O alvará de utilização de um ginásio, entre outras informações

deverá ter:

- A indicação das atividades previstas e da capacidade máxima

de utilização, descriminada para cada instalação ou espaço desportivo

que integre o ginásio ou centro de lazer (Health Club);

- A lotação, em número máximo de espetadores admissíveis, para as

atividades aí previstas.

(73)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de

utilização diária, semanal, mensal e anual

Taxa ou índice de utilização

A taxa de utilização dos Equipamentos Desportivos é um fator

importante no processo de análise da sua:

- rentabilidade económica

- rentabilidade social,

assim como na tomada de decisão da construção de novos

equipamentos/ginásios.

(74)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de

utilização diária, semanal, mensal e anual

Taxa ou índice de utilização

Podemos classificar a utilização dos complexos desportivos (no seu

todo ou por período/instalação a considerar) em:

- nenhuma utilização

- baixa utilização

- moderada utilização

- forte utilização

Esta análise pode ser feita de várias formas:

- Por dia de utilização (semana ou fim de semana);

- Por período de utilização (manhã, almoço, tarde, noite);

- Por hora de utilização.

(75)

4. Procedimentos de organização e planeamento – mapas de

utilização diária, semanal, mensal e anual

Taxa ou índice de utilização

Podem ser utilizados outros critérios de acordo com a análise que

queremos fazer, como por exemplo, a análise da utilização tendo em

conta o tipo de utilização que é feita – clientes, utentes, grupos,

modalidades, atividades, etc

(76)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 42

Sumário – Procedimentos de cálculo e gestão de custos.

(77)

Procedimentos de cálculo e controlo de custos

associados às principais fontes de energia utilizadas

Tipos de fontes de energia habitualmente utilizadas nos

ginásios:

I Eletricidade

II Gás

III Biomassa

IV Solar/fotovoltaica

(78)

Procedimentos de cálculo e controlo de custos associados às

principais fontes de energia utilizadas

Deve ser elaborado um procedimento de monitorização das

despesas em cada tipo de fonte de energia utilizada e separado

por setor de funcionamento, por período do dia e com mapas

diários, semanais, ou com periodicidade maior para possuirmos

dados para análise dos custos de funcionamento da instalação

desportiva.

(79)

Sistemas ecológicos, onde a luz natural é captada e orientada

através de tubo revestido, interiormente, por material

extremamente refletor, que minimiza a dispersão dos raios e

permite um fornecimento de luz a distâncias consideráveis, sem

transmissão de calor ou frio.

(80)

Vantagens: capacidade de iluminação superior a uma janela;

luz perfeitamente natural, sem transferência térmica (frio e

calor), sem necessidade de limpeza ou manutenção; resistência

à radiação UV e possibilidade de instalação de acessórios (luz

artificial, ventilação, regulador de intensidade de luz natural).

(81)

Auditoria energética

O processo de desenvolvimento de uma auditoria energética

apresenta duas fases distintas.

Uma primeira fase em que é realizado o trabalho de campo, o

levantamento dos demais dados referentes aos edifícios, e uma

segunda fase em que se efetua a análise e se procede ao

tratamento dos dados recolhidos.

(82)

Os dados recolhidos são:

1 Descrição das instalações, complementada com plantas, dos

processos de fabrico e respetivos regimes de funcionamento;

2 Produções da instalação: Capacidades instaladas, níveis de produção

verificados no período da auditoria, previsões para anos futuros, Valor

Acrescentado Bruto;

3 Consumos de energia elétrica, térmica e outras formas de energia:

consumos de cada instalação, diagramas de consumos, consumos

específicos e faturas;

4 Descrição dos principais setores, com indicação do tipo de energias

utilizadas e os principais equipamentos nesses setores;

5 Principais infra-estruturas energéticas existentes.

(83)

Auditoria energética

A segunda fase é a análise e tratamento dos elementos recolhidos,

ou seja, um exame crítico - com base na informação obtida, onde se

realizarão as seguintes tarefas:

1 Análise das condições de funcionamento dos equipamentos de

conversão e de utilização de energia. Análise das redes de transporte e

distribuição de energia;

2 Determinação dos consumos específicos de energia por tipo;

3 Identificação de eventuais medidas de racionalização e de economia

de energia viáveis do ponto de vista técnico e económico;

(84)

Auditoria energética (cont)

4 Estimativa do potencial de economia de energia correspondente às

medidas e aos investimentos identificados;

5 Descrição das medidas e dos investimentos necessários para obter

eventuais economias potenciais, com identificação dos custos

estimados (incluindo custos de investimento e custos de exploração) e

avaliação da viabilidade económica dessas medidas e investimentos.

Procurar-se-ão aferir os custos de investimento através da realização

de consultas ao mercado, baseadas em especificações sumárias dos

sistemas e equipamentos;

6 Elaboração de um relatório da auditoria contendo toda a informação

e documentação produzida nesta fase.

(85)

Procedimentos de cálculo e controlo de custos associados às

principais fontes de energia utilizadas

1. Informação sobre o Edifício e sobre a atividade desenvolvida;

2. Caracterização Energética do Edifício;

2.1. Vetores Energéticos Utilizados;

2.2. Consumo de Energia Eléctrica;

2.3. Consumo de Energia Térmica;

2.4. Desagregação dos Consumos de Energia;

3. Caracterização dos Sistemas Energéticos;

3.1. Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC);

3.2. Iluminação;

3.3. Equipamentos;

3.4. Água Quente de Consumo;

4. Medidas de Racionalização Energética;

(86)

Vertentes ambientais que estruturam o sistema Lider A

(87)

Vertentes ambientais que estruturam o sistema Lider A

LiderA, acrónimo de Liderar pelo Ambiente para a construção

sustentável, é a designação de um sistema voluntário Português que

tem em vista efectuar de forma eficiente e integrada de

apoio, avaliação e certificação do ambiente construído que procure a

sustentabilidade.


sistema através dos seus princípios e critérios, permite apoiar o

desenvolvimento de projectos que procurem a sustentabilidade e

certificar a procura de sustentabilidade de produtos no ambiente

construído (edifícios, zonas urbanas, empreendimentos, materiais e

produtos) desde a fase de projecto, construção até operação.

http://www.lidera.info/

(88)

Para controlo de custos num ginásio associados aos custos de

água, energia elétrica, gás ou outro combustível sugerimos:

- colocar torneiras temporizadas nos lavatórios e duches;

- colocar sensores para ligação acionada por movimento das

luzes de WC e zonas de circulação e colocar molas em todas as

portas que obriguem ao fecho automático das mesmas.

Realizar e pôr em prática um plano de iluminação, em que

constem as horas em que as luzes devem ser acessas e

apagadas e os responsáveis.

(89)

Gestão de Ginásios e Centros de Lazer

Módulo 6 – Aula 43 e 44

Sumário – Regras de gestão de stock de consumíveis em ginásios; Área de máquinas; Procedimentos de manutenção em ginásios.

(90)

Regras de gestão de stock de consumíveis em ginásios

Aprovisionamento organizado: função responsável pela aquisição

de equipamentos, mercadorias e serviços necessários para as

atividades e o funcionamento do pavilhão.

Stock: existência de qualquer artigo ou recurso utilizado na instalação

desportiva.

Havendo uma sincronia adequada entre quem necessita dos produtos e

quem os adquire é possível diminuir ao máximo a existência de stocks

em grande quantidade.

(91)

Tipos de consumíveis e materiais utilizados nos pavilhões:

(92)

Regras de gestão de stock de consumíveis em ginásios

1. Programar as compras e o aprovisionamento

I- Recolher as necessidades de compras das diferentes áreas e realizar

um inventário;

II- Definir com base nos custos aquilo que é prioritário e o que se pode

ou não comprar;

III- Elaborar um plano de compras em função das necessidades do

ginásio e da disponibilidade orçamental.

(93)

Regras de gestão de stock de consumíveis em ginásios

2. Coordenar as compras/aquisições de bens

I- Ter uma base de dados de fornecedores atualizada com todos os

dados do fornecedor (nome, morada, nº de contribuinte,

telefone, email, fax) e identificação dos bens que fornece;

II- Gerir o processo de compras pedindo orçamentos ou lançando

concursos (dependendo do valor das compras se o ginásio tem gestão

pública ou privada), analisar propostas, negociar os termos da

propostas e elaborar contratos de fornecimento. Devemos procurar

sempre encontrar novos fornecedores ou produtos.

(94)

2. Coordenar as compras/aquisições de bens

III- Conferir todos os produtos e bens sempre que chegam ao ginásio e

guardá-los no local próprio para armazenamento;

IV- Assegurar sempre que estão garantidas as condições para

transporte e armazenamento dos produtos.

V- Assegurar que é realizado o pagamento dos produtos com

base

nas condições de pagamento fixadas.

(95)

3. Fazer a gestão do stock

I- Todo o material que é adquirido deve ser registado numa base criada

para o efeito (poderá ser mesmo um programa especializado para

gestão de stock mas também poderá ser uma folha de calculo excel).

II- O registo deve ter todas as entradas e saídas de material e a

quantidade total existente e poderá também ter o valor do produto.

III- Os movimentos de stocks devem ser concebidos de forma a

assegurar o inventário contabilístico permanente, apoiado no registo

validado das entradas e saídas de modo a permitir conhecer no curso

do exercício as existências em quantidade e valor.

(96)

Tipos de Movimentos

Os materiais dentro de uma instalação desportiva estão sujeitos aos mais diversos tipos de movimentos:

Entradas- produtos provenientes do fornecedor que aumentam as existências

desse produto;

Saídas para utilização interna- produtos requisitados para a utilização na

própria instalação desportiva e que origina uma redução das existências;

Transferência de produtos- movimento por exemplo entre duas instalações

desportivas do mesmo proprietário;

Devoluções a fornecedores- saídas de produtos resultantes de qualquer

não conformidade detetada no produto e cuja não conformidade só foi detetada depois da receção do produto.

(97)

Stock de segurança

Para cada produto/bem dependendo das suas características e

especificidades, e também do tempo médio necessário para adquirir o

produto, é preciso saber qual o stock de segurança que é necessário

ter armazenado para que não existam ruturas de stock.

É preciso sempre calcular com exatidão o stock de segurança mínimo

para cada produto: o número de unidades (ou valor) que tem de existir

em stock.

(98)

Área (s) de máquinas

As áreas de máquinas devem ser dimensionadas para dar um

bom acesso ao equipamento e permitir a operação,

manutenção, substituições e entregas.

Exemplos de equipamentos e máquinas existentes num ginásio ou

centro de lazer.

(99)

Painéis solares

Reservatórios de água do

sistema de painéis solares

Energia Solar:

(100)

Permutador de calor para aquecimento da água.

(101)

Caldeiras a gás para aquecimento da água.

(102)

Reservatórios de água quente.

(103)

Unidades de tratamento do ar (UTA’S). Aquecimento e desumidifação de espaços fechados

(104)

Área (s) de máquinas

Os espaços das áreas de máquinas e equipamentos devem:

1| Permitir que os equipamentos sejam instalados, operados e

mantidos de forma segura e eficiente.

2|Permitir o acesso e remoção de equipamentos / substituição

de todos os elementos individuais, incluindo equipamentos

volumosos.

3|Permitir áreas para a entrega e armazenamento de produtos

numa área separada e ventilada.

(105)

4|Garantir a drenagem adequada piso das salas de máquinas

existindo sempre um ponto de água para colocação de uma

mangueira;

5|Ter uma zona de trabalho com espaço adequado para uma

bancada, mesa e cadeira, ferramentas, manuais de

manutenção (sala de operadores e manutenção);

6|As condutas, entradas de ar, ventilação e extração devem

estar posicionadas longe do público e áreas residenciais;

7|Assegurar que todas as áreas de máquinas têm alarmes de

segurança.

(106)

Regras de gestão de arrecadações de materiais e equipamentos

Deve-se ter em atenção a dimensão das arrecadações destinadas aos materiais e equipamentos das diferentes modalidades praticadas uma vez que a dimensão de alguns equipamentos é grande.

Não só a área da arrecadação deve ser cuidada mas também as portas de entrada e saída dos equipamentos e materiais.

Relativamente aos restantes equipamentos, a regra é a mesma: identificar as dimensões necessárias e estabelecer áreas específicas para cada tipo de equipamentos de acordo com a sua tipologia e o seu local de utilização.

Deve existir uma arrecadação específica para os materiais e equipamentos de limpeza.

(107)

Procedimentos de manutenção de mobiliário

Tipos de mobiliário com necessidade de manutenção:

–Cadeiras, armários/cacifos

–Bancos

–Equipamento de escritório – mesas, bangaleiros

–Mobiliário de informação eletrónica

–Chuveiros e torneiras dos balneários

–Equipamentos de sauna, hidromassagem

–Painéis publicitários

(108)

Procedimentos de manutenção

A principal atividade de manutenção de um ginásio tem a

ver com a manutenção do estado da sua área desportiva.

Implica – algumas tarefas tais como:

A verificação das máquinas de musculação e cardiofitness,

estado do pavimento, balneários, etc.

A manutenção é essencial para um pleno

funcionamento de toda a instalação.

(109)

Manutenção diária

Inclui todas as tarefas realizadas diariamente num ginásio, e tem

como objetivo a garantia dos parâmetros de funcionamento das

estruturas essenciais, em especial o piso do recinto desportivo,

assim como os restantes equipamentos instalados.

Define-se pelo conjunto de tarefas genéricas ou

específicas de manutenção preventiva ou preditiva,

executadas por pessoal qualificado e com conhecimento

do funcionamento da instalação, com uma frequência

diária, incluindo o registo de fichas para recolha de

dados.

(110)

Manutenção preventiva

Inclui um conjunto de ações necessárias para assegurar o

funcionamento das instalações nas condições de uso para as quais

foram projectadas, mantendo as condições de prática (pisos sintético

ou madeira), eficiência energética (equipamentos), garantindo a

segurança de serviço e qualidade dos vários parâmetros de utilização.

Define-se pelo conjunto de operações periódicas de inspeção,

supervisão,

monitorização,

ensaios

de

conformidade,

verificação,

revisão,

regulação,

ajuste,

afinações

e

substituição, sistemática ou não, de equipamentos ou seus

componentes, programadas previamente e necessárias para assegurar

o devido funcionamento, minimizando possíveis desvios ao normal

funcionamento dos diversos equipamentos.

(111)

Manutenção corretiva

Recomenda-se a elaboração de listagem de equipamentos e

definição da periodicidade de verificação.

Cacifos, bancos, cabides, caleiras, torneiras, equipamento

sanitário, tomadas elétricas, chuveiros, mesas, cadeiras,

armários, entre outros.

Referências

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