Eficiência dos Gastos no Ensino Médio do ano de 2013 nos Estados Brasileiros a partir da Análise Envoltória de Dados (DEA)

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Eficiência dos Gastos no Ensino Médio do ano de 2013 nos Estados Brasileiros a partir da Análise Envoltória de Dados (DEA)

FABÍOLA GRACIELE BESEN UNIOESTE GREICI SCHERER UNIOESTE TÉRCIO VIEIRA DE ARAÚJO UNIOESTE VALDIR SERAFIM JUNIOR UNIOESTE Resumo

A educação é um direito fundamental e essencial de todos os cidadão. As diversas transformações ocorridas nas últimas décadas devido à globalização, reformas educacionais, e tecnologia, vem fazendo com que os sistemas educacionais passem por mudanças na gestão e implementação de indicadores de qualidade, baseados nas avaliações externas, entre o qual se pode citar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Definir o quanto deve ser investido na área da educação não é uma tarefa fácil, pois o governo deve administrar os recursos públicos de forma eficiente e eficaz, para atender as necessidades coletivas e promover o bem comum, afetando assim diretamente o desenvolvimento social. A contabilidade pública é importante pois auxilia no controle e planejamento da administração pública. Neste sentido a pesquisa tem como objetivo medir o grau de eficiência dos Estados Brasileiros na alocação dos gastos públicos com Educação no Ensino Médio, através do uso da ferramenta de Análise Envoltória de Dados (DEA), verificando a relação entre os gastos efetuados nesse setor e índices de professores com Ensino Superior, com os índices de desenvolvimento da educação básica (IDEB), taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono Escolar. No Ensino Médio foram analisados os dados de 26 Estados Brasileiros do ano de 2013. Os resultados demonstraram que no Ensino Médio Dois Estados obtiveram o Nível Máximo de Eficiência representando 7,69%, Três Estados obtiveram um Alto Grau de Eficiência, representando 11,54%, Treze Estados obtiveram um Bom Grau de Eficiência 50%, oito Estados obtiveram um Médio Grau de Eficiência 30,77% e nenhum dos Estados apresentou um Baixo Grau de Eficiência.

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1 Introdução

A educação é um fator diferencial, em que os indivíduos possuem chances de conseguirem trabalho qualificado, prosseguir no ensino superior e participar de forma ativa na sociedade (DINIZ, 2012).

A educação básica é um direito fundamental e essencial de todos os cidadãos, podendo ser acionada pelo poder público para exigi-lo (LEI Nº 9.394 DE 1996).

Apesar da educação ser um fator diferencial, vive-se uma crise no âmbito educacional, onde boa parte da população não tem acesso ao ensino público de qualidade, devido a falta de investimentos na educação, má remuneração dos docentes e a falta de comprometimento dos governantes com a educação (SALES, 2015).

Definir o quanto deve ser investido na área da educação não é uma tarefa fácil, pois o governo deve administrar os recursos públicos de forma eficiente e eficaz, para atender as necessidades coletivas e promover o bem comum, afetando assim diretamente o desenvolvimento social (LIMA, 2014).

Para alcançar a eficiência, que é concluir os objetivos com o menor custo e os melhores resultados, e para alcançar a eficácia que é o resultado esperado daquilo que foi planejado e colocado em ação na administração dos recursos públicos, é essencial que as ações do controle interno sejam aperfeiçoadas, para atingir níveis satisfatórios de desempenho, e qualidade nos serviços prestados aos cidadãos em busca de atender as necessidades e promover o bem comum (LIMA, 2014).

Para auxiliar o governo na tomada de decisão, utiliza-se a contabilidade e as suas diversas ramificações, como a contabilidade pública e a contabilidade de custos, exercendo dessa forma, o principal objetivo da contabilidade que é fornecer informações importantes para auxiliar a tomada de decisão (MARION, 2012).

Diante do exposto, delineou-se a seguinte problemática de pesquisa: Qual o grau de eficiência dos Estados Brasileiros e Distrito Federal na alocação dos gastos públicos com Educação no Ensino Médio, através da Análise Envoltória de Dados?

O objetivo geral da pesquisa será analisar por meio da Análise Envoltória de Dados (DEA), o grau de eficiência dos Estados brasileiros e Distrito Federal na alocação dos gastos públicos na área da educação, no Ensino Médio no ano de 2013, verificando a relação entre os gastos efetuados nesse setor e índices de professores com Ensino Superior, e os índices de desenvolvimento da educação básica (IDEB), taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar.

Fazer a análise da distribuição dos recursos e sua efetiva alocação se torna importante e necessário, para a avaliação da gestão social do poder público estadual, e também para que o Estado desenvolva políticas de melhoria para a educação.

2 Referencial Teórico 2.1 Contabilidade Pública

A contabilidade pública é importante no cenário nacional, ela é vital para o controle e o planejamento da administração pública, e cada vez mais o cidadão tem ciência da importância de uma boa gestão dos recursos públicos pelas autoridades governamentais. Essa gestão de recursos é demonstrada pela Contabilidade Pública, que é uma das ramificações da Contabilidade (ARAÚJO e ARRUDA, 2009).

Pode-se resumir contabilidade pública, como um ramo da contabilidade, que é aplicada as entidades públicas de direito interno, e que baseado em normas próprias, seleciona, registra, resume, interpreta, controla, orienta e faz avaliação do patrimônio público

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e suas respectivas variações e que abrange aspectos orçamentários, financeiros e patrimoniais, constituindo assim, uma ferramenta importante para o planejamento e controle da administração governamental (ARAÚJO e ARRUDA, 2009).

A contabilidade pública deve acompanhar a execução orçamentária, conhecer a composição patrimonial, determinar custos, levantar balanço geral, analisar e interpretar resultados econômicos e financeiros (ARAÚJO e ARRUDA, 2009).

As áreas de ação que compreende a contabilidade pública são:Federal, Estadual e Municipal. O seu objeto de estudo é a gestão do patrimônio das entidades públicas quanto ao aspecto contábil, orçamentário, patrimonial, financeiro e de resultado (ARAÚJO e ARRUDA, 2009).

O principal objetivo da contabilidade pública é contribuir para uma melhor accountability pública, que é prestar contas de como utilizar os recursos que lhe são confiados para serem administrados em favor da coletividade (ARAÚJO, e ARRUDA, 2009).

2.2 Qualidade e Gestão dos Gastos Públicos

A qualidade dos gastos públicos é essencial, deve-se saber sobre o real custo das atividades exercidas pelo governo e a melhor performance e eficiência do setor público. Não basta apenas saber o quanto o governo gastou com os seus bens e serviços, é necessário saber se o resultado alcançado foi eficiente e se ele poderia ter sido alcançado com menos recursos (REZENDE, CUNHA E BEVILAQUA, 2010).

A avaliação dos resultados pode envolver várias questões, no caso da avaliação dos gastos públicos, ela pode variar pela quantidade de recursos e a ausência de complementação, entre programas e setores, decisão de alterar ou realocar os seus recursos de forma mais eficiente e eficaz em um setor, que pode gerar mudanças nos gastos públicos dos demais setores (COUTO, 2009). Tem-se dificuldade de fazer análise por setor, pois cada setor deverá estabelecer critérios de equilíbrio entre os resultados de cada programa, para se obter um indicador global, com isso é necessário fazer análises específicas em cada programa (COUTO, 2009).

A gestão dos gastos públicos no Brasil é de responsabilidade da administração pública, e pode ser definida como a execução ordenada de atividades dos órgãos e entidades que integram a administração pública com a finalidade de atender de forma satisfatória a prestação de serviços indispensáveis à sociedade (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014 apud CHAVES, 2011).

A função da administração pública é um serviço público que é de obrigação do Estado e para que a administração exerça um serviço de qualidade a mesma precisa estar atenta as receitas que possui e saber organizar e aplicar as receitas para cobrir as despesas públicas, e para executar a despesa pública deve-se observar as normas constitucionais e legais, que determina que nenhuma despesa pode ser realizada sem a previsão orçamentária (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014).

O assunto sobre a gestão dos gastos públicos, não é muito agradável para a maior parte das pessoas, mas é importante para entender e explicar boa parte dos problemas que a sociedade enfrenta atualmente. O controle dos gastos públicos envolve conhecimento de leis, decretos e práticas de finanças públicas e quando a sociedade desperdiça os recursos, deixa de evoluir e empobrece (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014, apud LEISMANN, 2007).

A promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal trouxe preocupação com a responsabilidade na gestão fiscal, trazendo novos parâmetros para as ações dos três níveis de Governo, Municipal, Estadual e Federal (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014), mas em contrapartida também trouxe mais transparência das contas públicas.

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2.3 Educação e Políticas Públicas

A educação é um fator diferencial, é através dele que o indivíduo consegue aumentar sua renda, dar continuidade aos estudos, além de ser um fator que diminui a pobreza, aumenta a produtividade e a velocidade do crescimento econômico (DINIZ, 2012).

A estrutura da educação básica brasileira se reflete a mudanças ocorridas nos ano de 1990 e também com a aprovação da Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9.394/96. Houve mudanças nas propostas de gestão de educação, financiamento, programas de avaliação educacional, políticas de formação de professores, entre outras medidas, que tinham por finalidade a melhoria da qualidade da educação (COSTA, AKKART, e SILVA, 2011).

Com a aprovação da Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) concretizou-se a ampliação e obrigatoriedade da educação básica, que é composta pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e também uma maior responsabilização do Estado pela educação pública. Observou-se um aumento em termos quantitativos de acesso a educação básica, porém isso não implicou em uma melhora na qualidade do ensino, e o assunto da qualidade da educação continua envolvendo intensos debates entre pesquisadores e gestores públicos sobre educação de qualidade (COSTA, AKKART, e SILVA, 2011).

A política pública é um termo que define uma situação específica de política. Para um melhor entendimento dessa definição deve-se partir do que cada palavra separadamente significa. A política é uma palavra que possuí origem grega que expressa à condição de participação da pessoa nas decisões sobre o rumo da cidade. A palavra pública tem origem latina e significa povo, do povo. Pelo significado pode-se dizer que a política pública refere-se a participação do povo nas decisões da cidade (OLIVEIRA, 2010).

Existem muitas discussões sobre o assunto de políticas públicas, visto o avanço sobre questões democráticas em todos os lugares do mundo e que se tornou necessária para se fazer a governabilidade, que são as condições necessárias para que o governo se mantenha estável. Alguns autores apontam a existência de três tipos de políticas públicas: as redistributivas, as distributivas e as regulatórias. As políticas públicas redistributivas consistem em redistribuição de renda, na forma de recursos, e ou financiamentos de equipamentos e serviços públicos. São exemplos de políticas públicas redistributivas os programas de bolsa-escola, bolsa universitária, cesta básica, dentre outros (OLIVEIRA 2010 apud AZEVEDO 2003).

As políticas públicas educacionais trazem um foco mais específico do tratamento da educação, que em geral se aplica às questões escolares, isso significa que as políticas públicas educacionais referem-se à educação escolar (OLIVEIRA, 2010).

A educação é algo que vai além do ambiente escolar, tudo que se aprende socialmente é educação, porém a educação só é escolar quando ela for passível de delimitação por um sistema que é fruto de políticas públicas. Entende-se assim que políticas públicas educacionais dizem respeito ás decisões que o governo toma e que tem influência no ambiente escolar enquanto ambiente de ensino-aprendizagem. Essas decisões envolvem questões como, por exemplo, construção de prédios, contratação de professores, formação docente, valorização profissional, matriz curricular, gestão escolar, etc (OLIVEIRA, 2010).

2.4 Índices de Desenvolvimento da Educação Básica

As diversas transformações ocorridas nas últimas décadas devido à globalização, reformas educacionais, e tecnologia, vem fazendo com que os sistemas educacionais passem por mudanças na gestão e implementação de indicadores de qualidade, baseados nas avaliações externas, entre o qual se pode citar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) (PAZ, RAPHAE, 2012).

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Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), para medir e alcançar índices de qualidade de ensino mais elevados. O IDEB é a combinação entre dois fatores que influenciam na qualidade da educação, que são os indicadores de fluxos, e os indicadores de desempenho em exames padronizados, como o SAEB e Prova Brasil, que são realizados a cada dois anos, no final de determinada etapa de educação básica (PAZ, RAPHAE, 2012).

A prova Brasil e o SAEB, criados pelo INEP, são avaliados em larga escala, e os testes são aplicados na quarta e oitava série, que são o quinto e o nono ano, do ensino fundamental, e na terceira série do ensino médio. Aplicam-se questionários da Língua Portuguesa, Matemática e questionários socioeconômicos (PAZ, RAPHAE, 2012).

O índice do IDEB é calculado em uma média de 0 à 10, e esse índice é computado separadamente para o ensino fundamental até a oitava série, ou nono ano, e para o ensino médio, em valores por escola, por rede estadual, municipal, pública e privada, total por Município, Estado e Total para o Brasil e esses resultados podem ser visualizados através do site do INEP. A meta do MEC é que o Brasil atinja até 2021, níveis educacionais de países desenvolvidos que corresponda à média 6,0 para os anos iniciais do ensino fundamental (PAZ, RAPHAE, 2012).

O IDEB é uma ferramenta que verifica o cumprimento das metas fixadas pelo Termo de Adesão do compromisso Todas pela Educação que é um eixo do Plano de Desenvolvimento da Educação que diz respeito a educação básica. O período de 2021 foi estipulado para alcance da média 6,0 devido a simbologia Bicentenária da Independência em 2022, onde o sistema deve evoluir com o objetivo de reduzir a desigualdade educacional (PORTAL IDEB).

A definição da média 6,0 leva em consideração os termos de proficiência e rendimento (taxa de aprovação), da média dos Países desenvolvidos que foram observadas atualmente, e essa comparação internacional foi possível devido a uma técnica de compatibilização entre a distribuição de proficiência observados no PISA (Programme for Internacional Student Assesmet) e no SAEB. Essa meta tem como base o cálculo das trajetórias individuais do IDEB para o Brasil, unidades de Federação, Municípios e escolas, espera-se que a partir do compartilhamento de esforços necessários em cada uma das esferas, o Brasil atinja essa média projetada para o período definido. Da mesma forma também foram calculadas as médias intermediários do IDEB em âmbito nacional, estadual e municipal para cada escola a cada dois anos (PORTAL IDEB).

Para o cálculo das metas intermediárias dos Estados e Municípios e para que o País atinja a média de 6,0 no período almejado, definiu-se a trajetória do IDEB que contribuirá para que o Brasil atinja a meta no prazo definido. Para o cálculo dessas metas observa-se 3 parâmetros: IDEB inicial, meta do IDEB e Tempo, como base para um objetivo de curto prazo, e para atingir a média final leva-se em consideração esses 3 parâmetros a longo prazo, com o objetivo de fazer a convergência entre as redes (PORTAL IDEB).

Cada rede tem uma trajetória diferente para o IDEB ao longo dos anos, porém é garantido por essa metodologia que essa desigualdade entre eles se reduza até que todos tenham o mesmo valor do IDEB e para finalizar o cálculo das médias intermediárias bianuais foi estabelecida uma média de aprovação mínima de 65% e também uma técnica de suavização das metas intermediárias para os primeiros anos do compromisso, considerando que a evolução da qualidade está relacionada ao tempo de exposição das gerações ao novo sistema e as mudanças no foco da política educacional (PORTAL IDEB).

É através dos resultados do IDEB que são tomadas ações estratégicas nas escolas e criados sistemas de apoio, para a melhoria e o alcance das metas estabelecidas. Contudo essas metas estão relacionadas apenas ao desempenho e a taxa escolar do aluno, não considerando conceitos específicos e particularidades de cada escola (CHIRINÉIA, 2010).

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qualidade com recursos investidos e não permite medir a eficiência do recurso aplicado, se não for analisado a partir de outras variáveis e utilizado um método de medição.

2.5 Qualificação dos Professores

Estudos realizados comprovam a importância da capacitação do professor, como um dos fatores que tem impacto diferencial no rendimento da aprendizagem dos alunos, mesmo com a dificuldade de obter cursos eficazes que atinjam a grande maioria dos profissionais da área e outros que demonstram a importância do papel do professor, e o valor atribuído a eles para que a adequada incorporação da diversidade cultural dos alunos e a pluralidade pedagógica das escolas públicas (VEIGA, et al, 2005)

A capacitação dos professores é importante, pois está relacionada com o desempenho dos alunos, que pode ser melhorado por meio de programas contínuos de treinamento e capacitação dos docentes. É importante também a elevação do nível de escolaridade mínima exigida para esses profissionais que atuam nas escolas e, de projetos de atenção pedagógica especial para alunos que revelem dificuldades de aprendizagem (VEIGA, et al, 2005).

Aos professores cabe o papel de explorar as potencialidades dos alunos e tentar minimizar as diferenças cognitivas existentes, utilizando-se de novas técnicas pedagógicas adquiridas em treinamentos e de programas de capacitação, mas também se utilizando de sua própria criatividade (VEIGA, et al, 2005).

A capacitação para os professores se refere a uma formação contínua que se dá após a formação inicial, com a adequação dos conhecimentos adquiridos às exigências da atividade profissional, através de aperfeiçoamentos do saber e das técnicas e atitudes necessárias no exercício da profissão, para garantir a eficácia no aprendizado dos alunos (VEIGA, et al, 2005).

As dificuldades apresentadas para a capacitação dos professores é o de saber compatibilizar as necessidades e as especificações ou perfis dos professores, com a demanda de qualificação em massa, devido às diversas redes públicas de ensino que possuem professores com formação e tempo de trabalhos diferentes, e também com escolas com necessidades diferentes. A minimização desses obstáculos pode fazer a diferença para que o professor tenha uma qualificação mais eficaz e mais próxima da sua realidade (VEIGA, et al, 2005).

2.6 Método de Análise Envoltória de Dados (DEA)

O desempenho das políticas públicas geralmente é avaliado por indicadores sociais. A avaliação demonstra a mensuração de indicadores sociais e o acompanhamento da sua evolução (FABRINO, 2011).

Existem várias técnicas e ferramentas utilizadas para medir a eficiência de um sistema, como por exemplo, a ferramenta de Análise Envoltória de Dados (DEA), que é uma ferramenta matemática, que utiliza conceitos de programação linear para determinar a fronteira eficiente da função de produção. Essa ferramenta geralmente é preferida, pela simplicidade que se tem na inserção de múltiplas saídas (ENGERT 1996 apud DINIZ 2012).

A ferramenta DEA é apropriada para avaliar o desempenho de órgãos públicos, pois fornece informações importantes aos gestores, identifica unidades ineficientes, proporcionando assim o projeto de metas, para que a unidade consiga alcançar suas metas de forma eficiente, maximizando os resultados e minimizando seus custos e recursos utilizados (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014).

A Análise Envoltória de Dados é um método utilizado para avaliar a eficiência de sistemas com múltiplas entradas e múltiplas saídas, que são denominadas de unidades de tomadas de decisão (DMU) (HASSAN, 2010 apud SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014).

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Desde o final da década de setenta a ferramenta DEA (Data Envelopmet Analysis), vem sendo utilizada para a avaliação da eficiência produtiva de unidades educacionais, pois a própria origem da DEA está em trabalhos realizados para a avaliação de eficiência de programas escolares especiais no Estado do Texas – USA, em trabalhos realizados por Charnes, Cooper e Rhodes em 1978. A ferramenta DEA avalia se cada unidade opera de maneira adequada ou não referente a um elenco específico de recursos utilizados e de resultados obtidos. Essa ferramenta foi desenvolvida para determinar a eficiência de unidades produtivas, onde não sejam relevantes ou não se deseja considerar o aspecto financeiro, dispensa-se assim a conversão de todos os insumos e produtos em unidades monetárias e sua atualização para valores presentes (CASADO, SOUZA, 2014).

Essa ferramenta auxilia na tomada de decisão, pois identifica as DMUs eficientes, mede e localiza as ineficiências, estabelece taxas de substituição de entradas e saídas para maximizar a eficiência.

Esse método foi escolhido para realizar a pesquisa, pois demonstra ser na opinião de vários autores um dos métodos mais eficientes para analisar o desempenho dos órgãos públicos e também por trabalhos na área da educação que se utilizaram dessa ferramenta.

Foram selecionados como inputs os gastos por aluno matriculado e os índices de professores com ensino superior. Os outputs serão: notas do IDEB, taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar.

3 Metodologia

O objetivo geral da presente pesquisa é analisar por meio da Análise Envoltória de Dados (DEA), o grau de eficiência dos Estados brasileiros e Distrito Federal na alocação dos gastos públicos na área da educação, no Ensino Médio no ano de 2013, exceto o Estado do Acre, por dificuldades de acesso a informação. Verificando a relação entre os gastos efetuados nesse setor e índices de professores com Ensino Superior, e os índices de desenvolvimento da educação básica (IDEB), taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar. Os dados referentes aos orçamentos na educação, foram retirados do site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e os Índices de Desenvolvimento de Educação Básica, índices de professores com ensino superior, taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar foram retirados do site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais. Para a análise do Ensino Médio foi retirado da análise o Estado do Acre por apresentar dados muito discrepantes e não confiáveis o que causaria um problema na geração dos dados. Na pesquisa a técnica utilizada é a técnica estatística, que possui embasamento estatístico, onde as conclusões não podem ser tidas como cem por cento verdadeiras, mas podem ser tidas como o mais próximo da verdade, realidade (PEREIRA, 2012).

A ferramenta utilizada foi a de Análise Envoltória de Dados (DEA), que é uma ferramenta matemática, com técnica estatística não paramétrica, que avalia a eficiência, das entidades responsáveis pela tomada de decisão (CARDOSO, e, FERREIRA, 2014). O DEA utiliza conceitos de programação linear para determinar a fronteira eficiente da função de produção, essa ferramenta geralmente é preferida, pela simplicidade que se tem na inserção de múltiplas saídas (ENGERT, 1996 apud DINIZ, 2012).

Para a realização do cálculo da Análise Envoltória de Dados, foi preciso determinar as variáveis que são os insumos, e produtos. Os insumos que são denominados pelo programa como inputs, e os produtos que pelo programa são denominados outputs (SCHULL, FEITÓSA, e, HEIN, 2014).

Na pesquisa os inputs foram os orçamentos destinados a Educação por aluno matriculado, analisados nos Estados Brasileiros e no Distrito Federal, no Ensino Médio, e também os índices de professores com Ensino Superior. Os produtos, ou outputs, foram os Indicadores da Educação Básica (IDEB), Taxa de Aprovação, Reprovação e Abandono dos

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Estados Brasileiros e do Distrito Federal do ano de 2013.

Os dados foram analisados através do uso da ferramenta estatística de Análise Envoltória de Dados (DEA), que considera as entradas iputs e saídas outputs para analisar a eficiência relativa, considerando as variáveis e os pesos das variáveis, onde o peso das variáveis pode ser observado na tabela a seguir.

Variável Tipo Peso

Gasto por aluno matriculado Input 80% Índices de Professores com Ens. Superior Input 20%

Notas do IDEB Output 70%

Taxa de Aprovação Output 10%

Taxa de Aprovação Output 10%

Taxa de Abandono Escolar Output 10% Tabela 1 – Variáveis da Pesquisa

FONTE: Elaborado pelos autores

Do resultado entre o valor gasto por aluno matriculado em educação nos Estados Brasileiros e Distrito Federal, e os índices de professores com Ensino Superior no Ensino Médio, comparando com o Resultado do (IDEB) obtido pelo DEA, Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono escolar, que varia de uma escala de 0 à 1,00 será avaliado o desempenho conforme classificação por faixas de eficiência, onde 0 (zero) é considerado ineficiente, e 1 (um) corresponde ao nível máximo de eficiência. O intervalo existente será dividido em quatro partes igualmente divididas, que pode ser observado na tabela a seguir.

Desempenho Grau de Eficiência

0 Ineficiente

0,1 à 0,25 Baixo Grau de Eficiência 0,26 à 0,50 Médio Grau de Eficiência 0,51 à 0,75 Bom Grau de Eficiência 0,76 à 0,99 Alto Grau de Eficiência

1 Nível Máximo de Eficiência Tabela 2 – Desempenho x Grau de Eficiência

Fonte: Sistema Integrado de Apoio e Decisão (SIADV3), adaptado pelos autores

A análise dos dados da pesquisa foi realizada através da utilização do software denominado Sistema Integrado de Apoio e Decisão (SIADV3), que se utiliza de um método matemático de análise envoltória de dados, no caso da pesquisa para medir a eficiência dos gastos com educação e porcentagem de professores com ensino superior, em relação aos Índices de Educação Básica, Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono escolar.

Através das variáveis analisadas e do uso da ferramenta de Análise Envoltória de Dados (DEA) será possível responder o problema da pesquisa.

4 Análise dos Dados

A Tabela 3 apresentará a análise da eficiência dos Gastos Públicos no Ensino Médio. Foram analisados o orçamento realizado com Ensino Médio e depois dividiu-se esses orçamentos realizados pelo número de alunos matriculados do ensino Médio, demonstrando assim o quanto cada Estado gastou no ano de 2013 com cada aluno matriculado e o Gasto total em Educação no Ensino Médio no ano de 2013.

Estados Brasileiros Orçamento Alunos Matriculados Orçamento por Aluno

Rio Grande do Sul R$ 2.011.558.075,95 327.171 R$ 6.148,34 Amapá R$ 197.292.366,00 33.583 R$ 5.874,77 São Paulo R$ 8.474.556.051,33 1576045 R$ 5.377,10

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Sergipe R$ 311.585.301,32 62.104 R$ 5.017,15 Pernambuco R$ 1.083.555.275,84 231.600 R$ 4.678,56 Roraima R$ 82.798.614,83 17.707 R$ 4.676,04 Distrito Federal R$ 341.841.484,51 80.816 R$ 4.229,87 Piauí R$ 479.520.105,00 118.300 R$ 4.053,42 Espírito Santo R$ 425.235.887,03 105.320 R$ 4.037,56 Rio de Janeiro R$ 1.664.774.457,68 417.938 R$ 3.983,30 Mato Grosso do Sul R$ 327.859.200,00 82.909 R$ 3.954,45 Rondônia R$ 212.174.582,53 56.064 R$ 3.784,51 Tocantins R$ 229.090.968,75 60.772 R$ 3.769,68 Bahia R$ 1.820.208.189,71 483.519 R$ 3.764,50 Paraíba R$ 351.681.906,55 97.338 R$ 3.613,00 Santa Catarina R$ 688.810.624,64 192.168 R$ 3.584,42 Paraná R$ 1.237.428.860,00 362.934 R$ 3.409,51 Ceará R$ 1.082.758.095,31 318.483 R$ 3.399,74 Maranhão R$ 920.930.013,23 270.928 R$ 3.399,17 Rio Grande Norte R$ 383.465.890,09 114.764 R$ 3.341,34 Pará R$ 965.171.069,36 315.868 R$ 3.055,62 Mato Grosso R$ 390.328.297,03 135.249 R$ 2.886,00 Amazonas R$ 399.627.839,19 161.022 R$ 2.481,82 Alagoas R$ 217.300.325,12 101.758 R$ 2.135,46 Minas Gerais R$ 1.268.377.600,00 718.979 R$ 1.764,14 Goiás R$ 279.337.834,89 216.242 R$ 1.291,78 Tabela 3 – Orçamento da Educação no Ensino Médio

FONTE: Dados extraídos do site do FNDE (2013), adaptado pelos autores.

Os dados da Tabela 3 estão dispostos em ordem decrescente, do maior para o menor em relação ao orçamento por aluno matriculado. A partir dos dados da Tabela 3 verifica-se que os Estados que mais investem no Ensino Médio por aluno Matriculado são os Estados do Rio Grande do Sul, seguido pelos Estados do Amapá, São Paulo, Sergipe e Pernambuco. Já os Estados que obtiveram maior investimento total na educação são os Estados de São Paulo, seguido dos Estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, conclui-se assim, que os Estados que se destacam por maior investimentos na educação no ensino médio no ano de 2013, são os Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Os índices de professores com ensino superior é um fator importante para ser analisado, pois estudos comprovam a importância da capacitação do professor, como um dos fatores que tem impacto diferencial no rendimento da aprendizagem dos alunos. A Tabela 4 apresentará os índices de professores que possuem ensino superior no ensino médio no ano de 2013.

(Continua)

Estados Porcentagem de Professores com Ensino

Superior Ranking Distrito Federal 99 1º Amapá 97,6 2º Amazonas 97,6 3º Rio de Janeiro 97,6 4º Espírito Santo 97,3 5º

Mato Grosso do Sul 97 6º

Pará 96,8 7º

Sergipe 96,3 8º

Paraná 96,1 9º

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(conclui)

Mato Grosso 95,9 11º

Rondônia 95,9 12º

São Paulo 95 13º

Rio Grande do Sul 94,5 14º

Minas Gerais 94,3 15º

Pernambuco 93,4 16º

Rio Grande do Norte 93,3 17º

Maranhão 92,9 18º Goiás 90 19º Ceará 87 20º Piauí 86,7 21º Santa Catarina 86,3 22º Paraíba 86 23º Bahia 79,3 24º Roraima 77,3 25º Alagoas 76,3 26º

Tabela 4 – Porcentagem de Professores com Ensino Superior

Fonte: Dados extraídos do site do INEP (2013), adaptado pela autora

Analisando os dados da Tabela 4 pode-se observar que os Estados que possuem as melhores porcentagens de professores com Ensino Superior são o Distrito Federal, seguido dos Estados do Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Verificou-se que existe uma diferença de 22,7 pontos entre os Estados que possuem as melhores e piores porcentagens de professores com Ensino Superior. Sendo o Estado com maior índice de porcentagem de professores com ensino superior o Distrito Federal com 99% e o Estado que obteve o menor índice é o Estado de Alagoas com 76,3%.

O índice de desenvolvimento da educação básica foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), para medir e alcançar índices de qualidade de ensino mais elevados.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é importante, pois é através do IDEB que verifica-se o cumprimento das metas fixadas pelo Termo de Adesão do compromisso Todas pela Educação que é um eixo do Plano de Desenvolvimento da Educação que diz respeito a educação básica (PAZ, RAPHAE, 2012). E também é através do IDEB que são tomadas ações de estratégia nas escolas e são criados sistemas de apoio para o alcance das metas estabelecidas (CHIRINÉIA, 2010). A Tabela 5 apresentará os índices de desenvolvimento de educação básica (IDEB), alcançada pelos Estados e Distrito Federal no ano de 2013 e a média projetada a ser alcançada pelos Estados.

(Continua)

Estados Brasileiros IDEB - Ensino Médio Média projetada

São Paulo 4,1 4,2

Distrito Federal 4,0 4,1

Goiás 4,0 3,8

Rio de Janeiro 4,0 3,8

Santa Catarina 4,0 4,4

Rio Grande do Sul 3,9 4,3

Espírito Santo 3,8 4,3

Minas Gerais 3,8 4,3

Paraná 3,8 4,2

Pernambuco 3,8 3,6

(11)

(conclui)

Ceará 3,6 3,9

Mato Grosso do Sul 3,6 3,8

Rondônia 3,6 3,8 Roraima 3,4 4,0 Paraíba 3,3 3,5 Piauí 3,3 3,5 Tocantins 3,3 3,6 Amazonas 3,2 3,0 Sergipe 3,2 3,8

Rio Grande do Norte 3,1 3,5

Alagoas 3,0 3,6 Amapá 3,0 3,5 Bahia 3,0 3,5 Maranhão 3,0 3,3 Mato Grosso 3,0 3,7 Pará 2,9 3,4

Tabela 5 – IDEB Alcançado x Média Projetada do IDEB no Ensino Médio Fonte: Dados extraídos do portal do IDEB (2013), adaptado pela autora.

Os Estados que possuem as melhores notas no IDEB no Ensino Médio são os Estados de São Paulo, seguido do Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. E os Estados que superaram a média projetada do IDEB foram os Estados de Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e Amazonas.

As taxas de rendimentos, composta pelas taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar, são importantes, pois através dela consegue-se visualizar o rendimento dos alunos nos Estados Brasileiros e no Distrito Federal. A Tabela 6 apresenta as Taxa de Rendimentos do Ensino Médio no

ano de 2013. (Continua)

Estados Aprovação Rank Reprovação Ranking Abandono Rank

Alagoas 74,20% 21º 10,90% 18º 14,90% 2º Amapá 73% 23º 12,70% 11º 14,30% 4º Amazonas 81,20% 7º 7% 25 º 11,80% 9º Bahia 77,10% 17º 14,30% 7º 8,60% 14º Ceará 84,60% 3º 6,90% 26º 8,50% 15º Distrito Federal 79,40% 10º 15,10% 4º 5,50% 24º Espírito Santo 77,80% 14º 15% 6º 7,20% 19º Goiás 85,40% 1º 8,50% 24º 6,10% 22º Maranhão 77,40% 15º 11,70% 15º 10,90% 10º Mato Grosso 65,10% 26º 21,40% 1º 13,50% 5º Mato Grosso do Sul 75% 20º 15,50% 2º 9,50% 12º

Minas Gerais 81,80% 5º 9,80% 21 º 8,40% 16º Pará 70,70% 25º 12,70% 12º 16,60% 1º Paraíba 78,30% 13º 9% 23º 12,70% 8º Paraná 81% 8º 12,60% 14º 6,40% 21º Pernambuco 85,10% 2º 10,20% 20º 4,70% 25º Piauí 77,30% 16º 9,30% 22º 13,40% 6º Rio de Janeiro 81,60% 6º 12,70% 13º 5,70% 23º Rio Grande Norte 74,20% 22º 11,20% 17º 14,60% 3º

R. Grande Sul 75,70% 19º 15,40% 3º 8,90% 13º Rondônia 78,80% 12º 10,70% 19º 10,50% 11º Roraima 76,50% 18º 15,10% 5º 8,40% 17º Santa Catarina 79% 11º 13,60% 9º 7,40% 18º

(12)

(conclui) São Paulo 83,70% 4º 11,60% 16º 4,70% 26º

Sergipe 72,90% 24º 14,20% 8º 12,90% 7º Tocantins 79,60% 9º 13,50% 10º 6,90% 20º Tabela 6 – Taxa de Rendimentos do Ensino Médio do ano de 2013

Fonte: FONTE: Dados extraídos do site do INEP (2013), adaptado pela autora.

A partir da análise da Tabela 6 nota-se que os Estados que tiveram os melhores índices de aprovação são os Estados de Goiás, seguido dos Estados do Pernambuco, Ceará, São Paulo e Minas Gerais. Os Estados que apresentaram as menores taxas de reprovação são os Estados do Ceará, seguido dos Estados do Amazonas, Goiás, Paraíba e Piauí.

Os Estados que apresentaram as menores taxas de abandono são os Estados de São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Goiás.

A partir da análise da taxa de rendimentos, verifica-se que o Estado que obteve destaque em relação à taxa de rendimentos é o Estado de Goiás, apresentando as melhores taxas de aprovação, menores taxas de reprovação e abandono.

Para a apuração dos Índices de Eficiência, foi utilizado o método DEA, orientado para inputs utilizando a classificação BCC, onde verificou-se o grau de eficiência relativa dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal na alocação dos recursos públicos na área de Educação do Ensino Médio. O Grau de Eficiência medido pelo DEA, varia de 0 à 1 e foram classificados por faixas de eficiência, onde 0 (zero) é considerado ineficiente, e 1 (um) corresponde ao nível máximo de eficiência. O intervalo existente foi dividido em quatro parte igualmente divididas, onde de 0,1 à 0,25 corresponde a um baixo grau de eficiência, de 0,26 à 0,50 corresponde à um médio grau de eficiência, e de 0,51 à 0,75 corresponde a um bom grau de eficiência e de 0,76 à 0,99 corresponde a um alto grau de eficiência. A tabela 7 apresentará o nível e o grau de eficiência que dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal.

(Continua)

Estados Eficiência Nível de Eficiência

Goiás 1 Máximo Grau de Eficiência Minas Gerais 1 Máximo Grau de Eficiência Pernambuco 0,851 Alto Grau de Eficiência Rio Grande do Sul 0,8368 Alto Grau de Eficiência Santa Catarina 0,8329 Alto Grau de Eficiência Alagoas 0,7198 Bom Grau de Eficiência Roraima 0,6792 Bom Grau de Eficiência Mato Grosso do Sul 0,6284 Bom Grau de Eficiência Rondônia 0,6119 Bom Grau de Eficiência Amazonas 0,6008 Bom Grau de Eficiência Paraná 0,57744 Bom Grau de Eficiência Ceará 0,57 Bom Grau de Eficiência Espírito Santo 0,565 Bom Grau de Eficiência Paraíba 0,5606 Bom Grau de Eficiência Mato Grosso 0,5482 Bom Grau de Eficiência Piauí 0,5469 Bom Grau de Eficiência Rio de Janeiro 0,5298 Bom Grau de Eficiência Pará 0,5241 Bom Grau de Eficiência Distrito Federal 0,5085 Médio Grau de Eficiência Rio Grande do Norte 0,5022 Médio Grau de Eficiência Bahia 0,5015 Médio Grau de Eficiência Maranhão 0,4977 Médio Grau de Eficiência Tocantins 0,4711 Médio Grau de Eficiência

(13)

(conclui) Sergipe 0,451 Médio Grau de Eficiência São Paulo 0,4411 Médio Grau de Eficiência Amapá 0,3603 Médio Grau de Eficiência Tabela 7 – Níveis de Eficiência no Ensino Médio no ano de 2013

FONTE: Dados extraídos do programa SIADV3, disponível no site UFF (2016), adaptado pelos autores

Através da análise de dados, das entradas com seus respectivos pesos e das saídas com os seus respectivos pesos, foi possível chegar através da ferramenta DEA no grau de eficiência relativa na alocação dos recursos públicos na área da educação no Ensino Médio de cada Estado.

A Figura 1 a seguir demonstra os Estados Brasileiros e os graus de eficiência que cada Estado alcançou no Ensino médio no ano de 2013. O Estado do Acre que está destacado com a cor preta, não foi considerado na população.

FIGURA 1 – Níveis de Eficiência dos Estados Brasileiros do Ensino Médio do ano de 2013 FONTE: Programa SIADV3, extraído do site UFF (2016), adaptado pelos autores.

Observando os índices de eficiência dos Estados no Ensino Médio do ano de 2013 e a Figura 1, verificou-se que apenas dois Estados obtiveram o nível máximo de eficiência que são os Estados de Goiás e Minas Gerais, representando 7,69% da população. É importante destacar que esses Estados tiveram os menores gastos por aluno matriculado e que apresentaram melhor eficiência, considerando as entradas e saídas. Três Estados obtiveram um alto grau de eficiência, representando 11,54%, treze Estados obtiveram um bom grau de eficiência,50% oito Estados obtiveram um médio grau de eficiência 30,70% e nenhum dos Estados apresentou um baixo grau de eficiência.

A partir do uso da ferramenta DEA (Analise Envoltória de Dados) é possível calcular os valores alvos a serem seguidos pelos Estados ineficientes para se tornarem eficientes, observando que para esta pesquisa que é orientada para inputs, todos os outputs não se alteram, onde apenas os inputs apresentaram alterações. A seguir será apresentada a Tabela 8 com os valores alvos que os Estados Ineficientes no Ensino Médio no ano de 2013 devem apresentar para se tornarem eficientes.

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Estados Eficiência Gasto por aluno Alvo Diferença % Alagoas 0,7198 R$2.135,46 R$1.537,20 R$598,26 28,02 Amapá 0,3603 R$5.874,77 R$2.116,88 R$3.757,89 63,97 Amazonas 0,6008 R$2.481,82 R$1.491,14 R$990,68 39,92 Bahia 0,5015 R$3.764,50 R$1.887,91 R$1.876,59 49,85 Ceará 0,57 R$3.399,74 R$1.937,88 R$1.461,86 43 Distrito Federal 0,5085 R$4.229,87 R$2.151,09 R$2.078,78 49,15 Espírito Santo 0,565 R$4.037,56 R$2.172,05 R$1.865,51 46,2 Goiás 1 R$1.291,78 R$1.291,78 R$ - 0 Maranhão 0,4977 R$3.399,17 R$1.692,04 R$1.707,13 50,22 Mato Grosso 0,5482 R$2.866,00 R$1.571,36 R$1.294,64 45,17 Mato Grosso do Sul 0,6284 R$3.954,45 R$2.103,89 R$1.850,56 46,8

Minas Gerais 1 R$1.764,14 R$1.764,14 R$ - 0 Pará 0,5241 R$3.055,62 R$1.601,61 R$1.454,01 47,58 Paraíba 0,5606 R$3.613,00 R$2.025,67 R$1.587,33 43,93 Paraná 0,57744 R$3.409,51 R$1.958,42 R$1.451,09 42,56 Pernambuco 0,851 R$4.678,56 R$3.669,71 R$1.008,85 21,56 Piauí 0,5469 R$4.053,42 R$2.217,11 R$1.836,31 45,3 Rio de Janeiro 0,5298 R$3.983,30 R$2.110,68 R$1.872,62 47,01 R. Grande Norte 0,5022 R$3.341,34 R$1.678,05 R$1.663,29 49,78 Rio Grande do Sul 0,8368 R$6.148,34 R$2.011,68 R$4.136,66 67,28 Rondônia 0,6119 R$3.784,51 R$2.315,80 R$1.468,71 38,81 Roraima 0,6792 R$4.676,04 R$2.473,96 R$2.202,08 47,09 Santa Catarina 0,8329 R$3.584,40 R$1.996,86 R$1.587,54 44,29 São Paulo 0,4411 R$5.377,10 R$2.371,94 R$3.005,16 55,89 Sergipe 0,451 R$5.017,15 R$2.266,24 R$2.750,91 54,83 Tocantins 0,4711 R$3.769,68 R$1.776,05 R$1.993,63 52,89 Tabela 8 – Alvos para alcançar a eficiência no Ensino Médio no ano de 2013

FONTE: Dados extraídos do site do FNDE (2013) e programa SIADV3, disponível no site UFF (2016), adaptado pelos autores.

A Tabela 8 demonstra os valores alvos que os Estados ineficientes devem alcançar. Pode-se observar que os Estados que obtiveram os menores índices de eficiência como é o caso do Estado do Amapá possuem um alvo maior para ser alcançado com diminuição de 63,97% do orçamento. O Estado do Rio Grande do Sul apresentou um alto grau de eficiência, pois os seus indicadores são eficientes, porém o orçamento é alto, por isso para ele alcançar o nível máximo de eficiência com os resultados obtidos o Estado deverá diminuir o seu orçamento em cerca de 67,28% para que assim consiga os melhores resultados, com as menores entradas de recursos. Isso não significa dizer que os Estados devem diminuir o seu orçamento na área da educação, apenas demonstra que com os resultados que o Estado teve comparando com os demais Estados foi ineficiente, analisando as entradas e saídas, sendo que com os resultados obtidos para que o Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, alcance o nível máximo de eficiência ele deveria ter gastado 67,28% menos do seu orçamento.

Verificou-se também que os Estados que possuem os melhores índices de eficiência, possuem alvos menores para serem alcançados, como é o caso do Estado do Pernambuco, que para alcançar o nível máximo de eficiência, deverá diminuir o seu orçamento em 21,56%.

A ferramenta de Análise Envoltória de Dados (DEA), permite calcular os BENCHMARCKS. Os benchmarks representam um modelo para os demais Estados ineficientes, são referências nos quais os Estados ineficientes devem se espelhar para que se

(15)

tornem eficientes, ou mais próximos da eficiência. A Tabela 9 apresentará os benchmarks do Ensino Médio.

Estados DMU Goiás Minas Gerais Santa Catarina

Alagoas DMU1 100%

Amapá DMU2 100%

Amazonas DMU3 100%

Bahia DMU4 100%

Ceará DMU5 51,15% 48,85%

Distrito Federal DMU6 15,92% 84,08%

Espírito Santo DMU7 100%

Goiás DMU8 100%

Maranhão DMU9 100%

Mato Grosso DMU10 100%

Mato Grosso do Sul DMU11 100%

Minas Gerais DMU12 100%

Pará DMU13 100%

Paraíba DMU14 43,00% 57%

Paraná DMU15 29,88% 70,12%

Pernambuco DMU16 100%

Piauí DMU17 18,16% 81,84%

Rio de Janeiro DMU18 17,05% 82,95% Rio Grande do Norte DMU19 100% Rio Grande do Sul DMU20 100%

Rondônia DMU21 88,50% 11,50%

Roraima DMU22 100%

Santa Catarina DMU23 100%

São Paulo DMU24 25,05% 74,95% Sergipe DMU25 30,20% 69,80% Tocantins DMU26 91.12% 8,88% Tabela 9 – Benchmarks para alcançar a eficiência no Ensino Médio

Fonte: Dados extraídos do programa SIADV3, disponível no site UFF (2016), adaptado pelos autores.

Analisando a Tabela 9 dos benchmarks no Ensino Médio do ano de 2013, verifica-se que dos 26 Estados analisados, 24 dos Estados se espelham somente nos Estados de Goiás e Minas Gerais, que são os Estados que obtiveram um nível máximo de eficiência. Já o Estado do Pernambuco que apresenta um ótimo grau de eficiência, deve espelha-se no Estado de Santa Catarina, para obter o nível máximo de eficiência, que pode ser justificado pelo fato de que o Estado de Santa Catarina apresenta um orçamento menor que o Estado do Pernambuco. Já o Estado de Rondônia deve se espelhar no Estado de Minas Gerais e Santa Catarina, que apresentam um nível máximo e ótimo de eficiência.

O Estado de Santa Catarina, que não possuí um nível máximo de eficiência, mas que possui um nível alto de eficiência, também pode ser considerado como um benchmark para outros Estados, por ser melhor em alguns aspectos, e por estar mais próximo do alvo, do que os benchmarks de nível máximo de eficiência, que são os Estados de Goiás e Minas Gerais.

(16)

A Figura 2 apresenta os benchmarks do Ensino Médio.

Figura 2 – Benchmarks para alcançar a eficiência no Ensino Médio

Fonte: Dados extraídos do programa SIADV3, disponível no site UFF (2016), adaptado pelos autores.

Os Benchmarks estão destacados em vermelho, e as DMUs que são os Estados, estão separados em 5 cores, onde as DMUs mais próximas possuem as mesmas cores, e as setas que os ligam aos BENCHMARKS possuem as cores das DMUs.

Nota-se que existem Estados que devem se espelhar em mais de um BENCHMARK, para alcançar o nível máximo de eficiência, como por exemplo as DMUs: 5, 6, 26, 9, que são respectivamente os Estados do Ceará, Distrito Federal, Maranhão e Tocantins, pois cada Estado precisa de combinações específicas de aspectos dos Estados considerados como modelos, para alcançar a eficiência.

5 Conclusão

A educação é um fator essencial para o desenvolvimento da sociedade. Por isso torna-se importante e necessário saber se o governo está investindo recursos de forma

ESTADOS DMU Alagoas DMU1 Amapá DMU2 Amazonas DMU3 Bahia DMU4 Ceará DMU5 Distrito Federal DMU6 Espírito Santo DMU7 Goiás DMU8 Maranhão DMU9 Mato Grosso DMU10 Mato Grosso do Sul DMU11 Minas Gerais DMU12 Pará DMU13 Paraíba DMU14 Paraná DMU15 Pernambuco DMU16 Piauí DMU17 Rio de Janeiro DMU18 Rio Grande do Norte DMU19 Rio Grande do Sul DMU20 Rondônia DMU21 Roraima DMU22 Santa Catarina DMU23 São Paulo DMU24 Sergipe DMU25 Tocantins DMU26

(17)

eficiente e satisfatória, e também para que o governo desenvolva políticas de melhoria para a educação.

No ensino médio dois Estados obtiveram o nível máximo de eficiência que são os Estados de Goiás e Minas Gerais, representando 7,69% da população, três Estados obtiveram um alto grau de eficiência, representando 11,54%, treze Estados obtiveram um bom grau de eficiência 50%, oito Estados obtiveram um médio grau de eficiência 30,77% e nenhum dos Estados apresentou um baixo grau de eficiência.

A partir dos resultados da pesquisa, pode-se concluir que o maior problema com a educação não está relacionado com a falta de orçamento, mas está relacionado com a falta de medidas para a melhoria da qualidade da educação, cabendo aos gestores dos Estados tomarem decisões para a melhoria da qualidade da educação.

Analisando os Estados Brasileiros, percebe-se que os governantes não estão alocando os recursos de forma eficiente, se considerar as variáveis analisadas medidas pelo (DEA), pois uma boa gestão de recursos não reflete apenas em quem investe mais por aluno ou por orçamento total, reflete também nos resultados obtidos de forma eficiente, buscando maximizá-las, com o menor emprego de recursos, com o objetivo de promover o bem comum.

Sendo assim, cabe aos gestores dos Estados tomarem decisões que vão refletir de maneira contínua da qualidade da educação. Destaca-se também que nenhum Estado Brasileiro alcançou a média do IDEB nacional estabelecido no ano de 2013 que era de 5,2 sendo assim o governo precisa tomar decisões e adotar estratégias para o aumento de qualidade na educação pública.

Sugere-se para estudos futuros ampliar o número de variáveis a serem analisadas na área da educação, fazer a análise em outros setores que recebam investimento da área pública para verificar se o governo está alocando os recursos de forma eficiente, e fazer comparações com os resultados obtidos, com outras ferramentas estatísticas.

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