PREPARAÇÃO PEDAGÓGICA PARA
O ENSINO DE CIÊNCIAS
Diretoria de Pesquisa,
Desenvolvimento e Ensino
Prof. Dr. Afonso Rodrigues de Aquino e
Profa. Dra. Martha Marques Ferreira Vieira março/2010
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Dentre as iniciativas importantes para a compreensão da educação vigente, bem como para a criação da Universidade de São Paulo, vale destacar o Inquérito sobre Instrução
Pública, realizado sob a orientação de Fernando de Azevedo,
a pedido de Júlio de Mesquita Filho, para o jornal O Estado de São Paulo. O Inquérito foi publicado durante quatro meses e respondido por professores do ensino normal e secundário das escolas superiores de Medicina, Direito, Engenharia. Entre outros, o Inquérito ressaltou o papel social da Universidade, como “organismos vivos”, adaptados às sociedades e destinados a acompanhar e dirigir-lhes a evolução, em todos os aspectos de sua vida múltipla e variada
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Em São Paulo houve também um outro fator decisivo para a consecução da idéia de universidade:
• O insucesso paulista na Revolução
Constitucionalista de 1932 – o Nove de Julho.
• A derrota contra o regime vigente tornou ainda mais forte a necessidade de formar novas elites bandeirantes, de restaurar os princípios liberais e democráticos, enfim da “reciclagem das elites e de seu potencial de auto-realização”.(Fernandes, 1984)
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Vencidos pelas armas, sabíamos perfeitamente que só pela ciência e pela perseverança no esforço voltaríamos a exercer a hegemonia que durante longas décadas desfrutáramos no seio da federação. Paulistas até a medula, herdáramos da nossa ascendência bandeirante o gosto pelos planos arrojados e a paciência necessária à execução dos grandes empreendimentos. Ora, que maior monumento poderíamos erguer aos que haviam consentido no sacrifício supremo para preservar contra o vandalismo que acabava de aviltar a obra de nossos maiores, das Bandeiras à Independência e da Regência à república, do que a Universidade?
Júlio de Mesquita Filho - discurso de paraninfo para a primeira turma da USP
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Nesta Conjuntura de recuperação das forças políticas paulistas no plano nacional foram patrocinados vários empreendimentos culturais significativos entre os quais a criação da
Universidade de São Paulo. Comentando a dinâmica entre a
derrota paulista e a vida cultural no período: “...os dirigentes da oligarquia paulista atribuem as derrotas sofridas em 1930 e 1932 à carência de quadros especializados para o trabalho político e cultural e, escorados nesse diagnóstico, passam a condicionar suas pretensões de mando no plano federal à criação de novos instrumentos de luta: a Escola de Sociologia e Política, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, no contexto da nova USP, o Departamento Municipal de Cultura, são iniciativas que se inscrevem nesse projeto”
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Uma das conclusões do Inquérito sobre Instrução Pública era que o ensino superior no Brasil precisava desprender-se dos limites estreitos da preparação profissional.
As mudanças na educação alentadas por figuras como Anísio Spínola Teixeira, Fernando de Azevedo e Manuel Bergstrom Lourenço Filho continham uma idéia orgânica de universidade.
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Em agosto de 1933, Armando de Salles Oliveira – um dos homens do Nove de Julho – assumiu a interventoria em São Paulo. Num processo de composição da classe dirigente com Getúlio Vargas, articulou a reunificação das forças políticas oligárquicas, estabelecendo-se então condições para
viabilizar o projeto político e ideológico de criação da Universidade de São Paulo.
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Comissão composta por:Agesilau Bittencourt (Instituto Biológico) Almeida Júnior (Instituto de Educação) André Dreyfus (Faculdade de Medicina)
Júlio de Mesquita Filho (O Estado de São Paulo) Raul Briquet (Faculdade de Medicina)
Rocha Lima (Instituto Biológico) Vicente Rao (Faculdade de Direito)
discutiu e elaborou o Decreto Estadual de criação da Universidade - assinado em 25 de janeiro de 1934, sob o número 6.283, por Armando de Salles Oliveira.
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“A USP instalou-se na região mais dinâmica do país, na cidade que concentrou o processo de industrialização no Brasil, para o qual ela se apresentou como um fermento evolutivo. As relações entre a USP e a cidade sempre foram muito intensas; ela...extraiu de São Paulo – da cidade diretamente, e do estado por vários canais concomitantes – uma grande parte de sua vitalidade” (Fernandes, 1984).
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A originalidade desse sistema criado em 25 de janeiro de 1934, de acordo com o decreto federal, que então entrou realmente em execução, foi não somente a incorporação no organismo universitário, de uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que passou a constituir a medula do sistema, como também a preocupação dominante da pesquisa científica e dos estudos desinteressados, dentro do espírito da lei federal que regulou as universidades brasileiras. (Fernandes, 1984)
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...considerando que a organização e o desenvolvimento da cultura filosófica, científica, literária e artística constituem as bases em que se assentam a liberdade e a grandeza de um povo; considerando que somente por seus institutos de investigação científica de altos estudos, de cultura livre, desinteressada, pode uma nação moderna adquirir a consciência de si mesma, de seus recursos, de seus destinos; considerando que a formação das classes dirigentes, mormente em países de populações heterogêneas e costumes diversos, está condicionada a organizações de um aparelho cultural e universitário, que ofereça oportunidades a todos e
processe a seleção dos mais capazes,..., é oportuno
elevar a um nível universitário a preparação do homem, do profissional e do cidadão, decreta:
Artigo 1
Artigo 1oo - fica criada, com sede nesta capital, a - fica criada, com sede nesta capital, a
Universidade de São Paulo.
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Artigo 2o – São fins da Universidade:
a) promover, pela pesquisa o progresso da ciência;
b) transmitir, pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o espírito ou sejam úteis à vida;
c) formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em todas as profissões de base científica ou artística;
d) realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por meio de cursos sintéticos, conferências, palestras, difusão pelo rádio, filmes científicos e congêneres.
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INFLUÊNCIAS
Modelo Jesuítico - Escolástica
• Conhecimento é tomado como algo posto, indiscutível, pronto e acabado - devia ser assim repassado, e a memorização era concebida como operação essencial e recurso básico de ensino e aprendizagem.
• Ação docente é a de transmitir esse conteúdo indiscutível a ser memorizado, num modelo de exposição (aula expositiva – quase palestra) que era acompanhado de exercícios a serem resolvidos pelos alunos e tinham o recurso da avaliação como controle rígido e preestabelecido.
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INFLUÊNCIAS
Modelo Francês
• Cátedra como sistema de poder, tendo o professor como o transmissor do conhecimento.
• Preocupação central na formação dos quadros profissionais atendendo prioritariamente à elite (sistema fortemente comprometido com a reforma de 1968).
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INFLUÊNCIAS
Modelo Alemão
• Influência do modelo humboldtiano, criado na Alemanha, no final do século XIX.
• Universidade surge num processo de edificação nacional no momento em que o país perde o pioneirismo da Revolução Industrial, já iniciada pela França e Inglaterra.
• Avanço da ciência por meio da pesquisa das questões nacionais é proposto como saída para a renovação tecnológica, num esforço deliberado de eliminar a dependência e estruturar a autonomia nacional.
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INFLUÊNCIAS
Modelo Alemão
• Comprometimento da Universidade com as tarefas de integração nacional
• Incorporação da cultura alemã à civilização industrial, antecipando-se historicamente à industrialização e criando uma química e uma metalurgia altamente desenvolvidas, a fim de permitir ao país competir no quadro internacional.
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INFLUÊNCIAS Modelo Alemão
Universidade voltada para a resolução dos problemas nacionais
mediante ciência busca:
unir os professores entre si e os alunos pela pesquisa, em dois espaços de atuação:
os institutos, visando a formação profissional os centros de pesquisa
regidos por situações essencialmente opostas ao modelo francês:
autonomia ante o Estado e a sociedade civil;
busca desinteressada da verdade como caminho também do auto-desenvolvimento e autoconsciência;
atividade científica criativa, sem padrões preestabelecidos; caráter humanitário da atividade científica;
processo cooperativo entre docentes e entre estes e os
discentes;
docência como atividade livre,
associação cooperativa entre professores e alunos sem forma exterior de controle e organização acadêmica.
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O texto da Lei 5.540/68, como resultado do acordo MEC/Usaid, separa a pesquisa do ensino, deixando à graduação a responsabilidade de formação dos quadros profissionais e destinando à pós-graduação
a responsabilidade da pesquisa.
Essa Lei vigorou até 1996, quando, entrou em vigor a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de número 9.394/96. Nela, a docência no ensino
superior será preparada (e não formada)
preferencialmente nos programas de pós-graduação stricto sensu.
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A competência docente é mensurada pelos resultados (dos alunos) no ENAD.
As instituições, por sua vez, são avaliadas pelo índice percentual de professores titulados com mestrados e doutorados.
Considerando que os programas de mestrado e
doutorado em áreas diversas da educacional se
voltam para a formação de pesquisadores em seus campos específicos, e não à formação de professores, permanecem estes sem condições institucionais de se formar na docência.
A educação Superior no Brasil é regulamentada:
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) no 9394/96 – MINISTÉRIO
DA EDUCAÇÃO
Ver texto “Estrutura do Ensino Superior no Brasil”
Educação Superior
Graduação
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
Definição
A educação superior tem por finalidade formar diplomados em diferentes áreas do conhecimento, aptos a inserção profissional e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira e colaborar na sua formação contínua. (artigo 43, inciso II, da LDB.) Carga horária mínima de 3.200 horas para as licenciaturas, com um mínimo de 800 horas de Prática de Ensino.
Objetivo de fortalecer a efetiva profissionalização do professor por meio de um eixo comum, representado pelo
desenvolvimento de competências básicas que abranjam a especificidade do trabalho de professores.
Educação Superior
Graduação
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
1. CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 2. CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
3. CIÊNCIAS DA SAÚDE 4. CIÊNCIAS AGRÁRIAS
5. CIÊNCIAS HUMANAS
6. CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS 7. ENGENHARIAS E TECNOLOGIAS 8. LINGÜÍSTICA, LETRAS E ARTES
Educação Superior
Cursos Seqüenciais
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
.
Definição
Criados em 1999, oferecem formação técnica em diferentes níveis de abrangência, sempre buscando atender às novas demandas do mercado.
Carga horária varia de 6 meses a no máximo 2 anos e o custo é inferior aos cursos superior tradicionais.
Os seqüenciais são o meio mais rápido de entrar e sair da faculdade, porém não equivalem a um diploma de graduação e, em geral abrangem áreas não cobertas pelas faculdades tradicionais.
Educação Superior
Cursos Seqüenciais
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
• Voltado para aqueles que terminaram o ensino médio; • Organizado em módulos (certificados parciais);
• Faculdade que têm cursos de graduação na área podem oferecer seqüenciais de formação específica;
•Conduz a diploma de nível superior
São dois os tipos de Cursos Seqüenciais:
Exemplos de Cursos de Formação Específica:
Instrumentação Cirúrgica ; Legislação Trabalhista; Webdesign; Hotelaria; Gastronomia e outros.
1. Curso Seqüencial de Formação Específica
Educação Superior
Cursos Seqüenciais
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
•Destinado àqueles que possuem diploma de graduação;
• Àqueles que querem melhorar seus conhecimentos técnicos e práticos, mas não querem ingressar na PG formal, mais
longa e cara.
•Conduz a um certificado;
•Pode ensejar o ingresso na pós-graduação nos casos daqueles que totalizaram 2.700 horas, ou quatro anos.
Exemplo: um jornalista poderá fazer um seqüencial na
área de economia para trabalhar em uma revista especializada.
2. Curso Seqüencial de Complementação de Estudos
Educação Superior
Cursos de Extensão
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
Aberto a qualquer interessado independentemente de ter concluído a graduação ou não.
Definição
Prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades de ensino e pesquisa, com as demandas da população.
Voltados para a formação dos alunos e qualificação de professores.
Caracterizam-se por serem de curta duração, em média 40 horas/aula.
Educação Superior
Extensão
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
Eixos Temáticos balizados pelo MEC:
Preservação e Sustentabilidade do Meio Ambiente; Promoção à Saúde e à qualidade de vida;
Educação básica;
Desenvolvimento da Cultura;
Transferência de tecnologias apropriadas;
Atenção integral à criança, adolescentes e idosos; Capacitação e qualidade de Recursos Humanos e de
Educação Superior
Cursos de Pós-Graduação “STRICTO SENSU”
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
•os cursos de pós-graduação stricto sensu requerem a defesa de uma dissertação para o mestrado ou tese para o doutorado;
•são dois graus relativamente autônomos: o mestrado não é um requisito indispensável para o doutorado;
•Os prazos para a conclusão : Mestrado, 3 anos,
Doutorado sem Mestrado, 5,5 anos e Doutorado com Mestrado, 4,5 anos.
Educação Superior
Pós-Graduação “Stricto Sensu” no IPEN
• Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear com ênfase em Gestão Tecnológica.
• Programa de Pós Graduação em Tecnologia Nuclear
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
Campos de Pesquisa:
1. Materiais e Processos Nucleares; 2. Reatores Nucleares de Potência;
3. Aplicações de Técnicas Nucleares e Segurança Nuclear.
Educação Superior
Curso de Pós-Graduação “ STRICTO SENSU”
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
Enfatiza estudos e técnicas diretamente voltados ao
desempenho de um alto nível de qualificação profissional; Confere prerrogativas para o exercício da docência;
Mínimo de um ano e máximo de dois anos; Auto-sustentável;
No IPEN – LASER EM ODONTOLOGIA.
Educação Superior
Cursos de Pós-Graduação “ LATO SENSU”
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
•O credenciamento da instituição é dado essencial à validade nacional do certificado a ser obtido com a conclusão dos estudos.
1. Cursos de Aperfeiçoamento
•Destinados a portadores de diploma de curso superior;
•Duração mínima de 180 h;
•Podem ou não haver exigência de uma monografia ao final do curso;
Educação Superior
Cursos de Pós-Graduação “ LATO SENSU”
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
•Os cursos designados como MBA (Master Business Administration), ou equivalentes, estão incluídos na categoria de curso de pós-graduação “lato sensu”.
2. Cursos de Especialização
•Destinados a portadores de diploma de curso superior;
•Duração mínima de 360 h;
•Geralmente são exigidos trabalhos de monografia ou o equivalente de conclusão de curso;
Educação Superior
Educação Profissional
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
A educação profissional objetiva garantir ao cidadão o permanente desenvolvimento para a vida produtiva e social.
Definição
Atuais provedores de EP no Brasil:
1. Sistema Federal de Educação Tecnológica; 2. Sistema “S” – SENAI, SENAC, etc.
3. Sistema Paula Souza (Estado de São Paulo) 4. Outras escolas de EP estaduais e municipais; 5. Serviços de extensão das faculdades e
Educação Superior
Educação Profissional
Tipos de Cursos Superiores no Brasil
São três os níveis de educação profissional:
• Tecnológico – para aqueles que possuem diploma do ensino médio.
• Básico – para aqueles que buscam a qualificação, requalificação e
reprofissionalização.
• Técnico – para aqueles que cursam a 2a. ou
3a. série ou que já concluíram o ensino
Educação Superior
Ensino à Distância
Mídias utilizadas:
Internet; Cd-Rom; Vídeo conferência, dentre outros. Definição
Possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados.
Flexibilidade de requisitos para admissão, horários e duração, organizados em regime especial do tipo semi-presencial;
Conferem certificados ou diploma de conclusão do ensino fundamental, médio, da educação profissional, de
graduação e de pós-graduação.
UNIVERSIDADE
Caracterizada pela autonomia didática,
administrativa e financeira, por desenvolver ensino, extensão e pesquisa e, portanto,
contar com número expressivo de mestres e doutores.
CENTRO UNIVERSITÁRIO
Caracterizado por atuar em uma ou mais áreas, com autonomia para abrir e fechar cursos e vagas de graduação e ensino de excelência.
FACULDADES INTEGRADAS
Caracterizadas por reunirem instituições de diferentes áreas do conhecimento e
oferecerem ensino e, às vezes, extensão e pesquisa.
INSTITUTOS OU ESCOLAS SUPERIORES Caracterizados por atuarem em área
específica do conhecimento; podem ou não fazer pesquisa, além do ensino, mas
dependem do Conselho Nacional de
Educação para a criação de novos cursos.
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
“O Brasil assinou com os EUA um acordo de cooperação para fins pacíficos através do qual ele poderia adquirir um reator nos EUA. Quando foi lançado o programa “Átomos para a Paz”, o governo norte-americano resolveu doar um reator ao primeiro país que montasse e pusesse em funcionamento um reator para fins pacíficos (Marcello Damy)”.
Convênio entre o Conselho Nacional de Pesquisas - CNPq e a Universidade de São Paulo – USP - viabilizando a criação do IEA, em 11/01/56.
O Decreto nº 39782 do Governo Federal cria o Instituto de Energia Atômica – IEA – 31/08/1956
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
“Dependeria de se organizar o Instituto, construí-lo, fazer o prédio do reator, preparar gente, instalá-lo e colocá-lo em funcionamento em menos de um ano (Marcello Damy)”.
“Começamos a construir o prédio em 1956, onze meses depois de ter sido criado o Instituto de Energia Atômica; em 30 de agosto de 1957, tínhamos o reator funcionando. Isso até hoje é um recorde internacional (Marcello Damy)”.
Apresentando o Instituto Um breve histórico...
Anos 50 - É criado em 31 de agosto de 1956 (Decreto Federal 39.872) o
Instituto de Energia Atômica - IEA em conformidade com o convênio firmado entre a USP e o CNPq, em 11 de janeiro desse mesmo ano.
Anos 70 - Em 29 de maio de 1970 a Instituição é
transformada em Autarquia Estadual vinculada à USP (Decreto Estadual 250).
Em 16 de março de 1979 o IEA tem sua denominação alterada para Instituto de
Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN,
passando a vincular-se à Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia - SICCT
(Decreto Estadual 13.427).
Anos 60 - Em 11 de fevereiro de 1960 (Decreto
Estadual 36262) o IEA passa a integrar o Sistema Estadual de Ensino Superior
Anos 80 - Em 12 de fevereiro de 1981 o IPEN e o Ministério da Marinha firmam convênio que regula a instalação da COPESP (hoje CTM/SP) em área do IPEN e sua participação nas atividades nucleares de interesse comum.
O Governo Federal/MME-CNEN e o Governo
Estadual/SICCT e a USP firmam convênio, em 01 de novembro de 1982, transferindo a gerência técnica e administrativa do IPEN à CNEN.
O presente - O IPEN é hoje uma Autarquia
Estadual vinculada à SCTDE/SP e gerida técnica, administrativa e financeiramente pela CNEN,
órgão do MCT e associada à Universidade de São Paulo para atividades de ensino.
Apresentando o Instituto Um breve histórico...
Nosso compromisso é com a
Nosso compromisso é com a
melhoria da qualidade de vida da
melhoria da qualidade de vida da
população brasileira, produzindo
população brasileira, produzindo
conhecimentos científicos,
conhecimentos científicos,
desenvolvendo tecnologias,
desenvolvendo tecnologias,
gerando produtos e serviços e
gerando produtos e serviços e
formando recursos humanos nas
formando recursos humanos nas
áreas nuclear e correlatas.
Pós-Graduação
Tecnologia Nuclear
Pós-Graduação
Tecnologia Nuclear
• Mestrado e Doutorado na área de Tecnologia Nuclear e afins
• Gestão Tecnológica - visando a formação dos novos dirigentes da Instituição
• Vinculada à Universidade de São Paulo • Credenciada pelo MEC/CAPES
• Conceito 6 na avaliação CAPES - Mestrado e Doutorado.
Pós-Graduação
Pós-Graduação
Tecnologia Nuclear
Tecnologia Nuclear
ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO::TNA
TNA - Tecnologia Nuclear - Aplicações
TNM
TNM - Tecnologia Nuclear - Materiais
TNR
Programa de pós-graduação Tecnologia Nuclear - IPEN/USP
Programa de pós-graduação Tecnologia Nuclear - IPEN/USP
Programa de pós-graduação Tecnologia Nuclear - IPEN/USP
Pós-Graduação
Tecnologia Nuclear - Disciplinas
ANO No de disciplinas
2006 70
2007 87
2008 89
Bolsas e Estágios
•
CNPq - Mestrado, Doutorado, IC (PIBIC)
CNPq
•
CAPES - Mestrado e Doutorado
CAPES
•
CNEN
CNEN
– Mestrado, Doutorado, IC (PROBIC)
•
IPEN
IPEN
– Mestrado e Doutorado
Bolsistas Doutorado Mestrado CientíficaIniciação Totais CNPq 35 24 51(PIBIC) 110 CAPES 20 20 - 40 FAPESP 08 05 01 14 CNEN 09 15 27 (PROBIC) 51 IPEN 07 16 - 23 Totais 79 80 79 238
Bolsas concedidas por órgão de fomento
Bolsas concedidas por órgão de fomento
2009
Estagiários ativos em 2009
Nº Total de estagiários ativos em 31/12/2009: 1.092
Iniciação
Científica Projeto Mestrado Doutorado DoutoradoPós CurricularEstágio
Mestrado Profissional
•
Lasers em Odontologia
Lasers em Odontologia
• Propósito diferente do acadêmico
• Parceria com a FOUSP
• Início em agosto de 1999
• 131 alunos titulados
• Alunos de várias partes do Brasil
• Conceito 5 na avaliação CAPES
Graduação
Ano N°. Disciplinas N°. Alunos
2000 9 116 2001 15 191 2002 10 101 2003 13 150 2004 9 122 2005 17 234 2006 16 213 2007 17 282 2008 14 317 2009 18 318 Totais 138 1723
Programa PAE/USP 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Nº DISCIPLINAS E TURMAS 9 17 16 17 15 18 Nº DE INSCRITOS 13 29 15 8 14 16 Nº SELECIONADOS
COM BOLSA PAE 11 12 14 5 14 16 Nº DE
PREPARAÇÃO PEDAGÓGICA PARA
O ENSINO DE CIÊNCIAS
Bibliografia
DREZE, J. e DEBELLE, J.; Concepções da universidade; Edições Universidade do Ceará; Fortaleza; 1983.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; EDUSP; São Paulo; 1996.
PIMENTA, S. G. e ANASTASIOU, L. G. C.; Docência no ensino
superior – vol 1; Cortez; São Paulo; 2002.
VEIGA, I. P. A. e CASTANHO, M. E. L. M. (org); Pedagogia
universitária: a aula em foco; Papirus; Campinas; 2000.
GIL, A. C.; Metodologia do ensino superior; 3a ed.; Atlas; São
Paulo; 1997.
SANTOS, B. S.; Pela mão de Alice; Cortez; São Paulo; 1996.
WITTER, J. S.; USP/50 anos. Registros de um debate; EDUS; São Paulo; 1984.
MONGELLI, L. M.; Trivium e Quadrivium: as artes liberais na