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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular - BACKGROUND, Spp (Lisboa)

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BACKGROUND Spp

Relatório de Estágio CRP | 2013 i

FICHA TÉCNICA

NOME DO ESTAGIÁRIO: Soraya Cristina da Silva Nº DE ALUNO: 5007240

ESTABELECIMENTO DE ENSINO: Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda LICENCIATURA: Comunicação e Relações Públicas

DOCENTE ORIENTADOR: Mestre Guilherme Monteiro

ORGANIZAÇÃO DE ESTÁGIO: BACKGROUND Spp

Rua Abade Faria, n.º 48 – R/C Dto. 1900-008 Lisboa

Tel/Fax: (+351) 218 402 501 Tel. Móvel: (+351) 936 721 144 [email protected]

www.background.pt

SUPERVISORA DO ESTÁGIO NA ORGANIZAÇÃO: Cláudia Regina CARGO: Presidente da Direção

GRAU ACADÉMICO: Doutoranda em Artes Performativas

DURAÇÃO DO ESTÁGIO: Três meses INÍCIO: 1 de agosto de 2013

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Relatório de Estágio CRP | 2013 ii

AGRADECIMENTOS

Dirijo o meu primeiro agradecimento à Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda e a todos os docentes que contribuíram para a minha formação ao longo destes três anos.

Dos docentes que me acompanharam, destaco o meu orientador de estágio, Guilherme Monteiro, por ter desempenhado tão bem o seu papel, pela sua disponibilidade, recomendações e orientação deste relatório.

Um especial agradecimento à organização que me acolheu para a realização deste estágio, BACKGROUND Spp. Destaco a minha supervisora, Cláudia Regina, pela absoluta disponibilidade e confiança demonstradas. Não menosprezando os meus colegas que no seu conjunto incutiram em mim valores que eu pensava já não existirem e ajudaram a autovalorizar enquanto pessoa e profissional. Terei sempre um grande carinho para com esta organização.

Aos meus pais e irmãos, por me amarem e apoiarem de forma tão única. Não poderia desejar melhor.

E por fim, um grande obrigado a quem esteve do meu lado ao longo destes três anos. Partilhámos sorrisos e gargalhadas, assim como cansaço e lágrimas. Não é necessário referir nomes, pois aqueles a quem este agradecimento se dirige, percebem-no com um simples olhar.

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BACKGROUND Spp

Relatório de Estágio CRP | 2013 iii

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1 Citado de CARDOZO, Sara, (2013/14), “Reiki & Yoga”, s/l., edição nº9, ZenElly Publishing

“Só por hoje:

Não se zangue,

Não se preocupe,

Seja grato,

Trabalhe com diligência,

Seja gentil para as pessoas.”

Sara Cardozo, in “Reiki & Yoga”

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Relatório de Estágio CRP | 2013 iv

ÍNDICE GERAL

FICHA TÉCNICA ... i

AGRADECIMENTOS ... ii

ÍNDICE DE FIGURAS ... vii

LISTA DE SIGLAS ... viii

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS ... ix

RESUMO ... x

INTRODUÇÃO ... 1

CAPÍTULO  I:  A  Organização  ...  3  

1. A BACKGROUND SPP ... 4 1.1. Localização e Ergonomia ... 4 1.1.1 Localização ... 5 1.1.2 Ergonomia ... 5 1.2. Contexto ... 6 1.3. Missão ... 7 1.4. Valores ... 7 1.5. Objetivos ... 8 1.6. Serviços prestados ... 9 1.7. Identidade Visual ... 9 1.7.1. Nome ... 10 1.7.2. Logótipo ... 10 1.7.3. Slogan ... 11 1.8. Espetáculos apoiados ... 12 1.9. Organograma ... 12 1.10. Análise SWOT ... 13

2. COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS ... 15

2.1. Comunicação Interna ... 16

2.1.1. Intranet ... 17

2.1.2. Reuniões internas ... 17

2.1.3. Relatórios ... 18

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BACKGROUND Spp Relatório de Estágio CRP | 2013 v 2.1.5. Calendário ... 18 2.1.6. Cavalete ... 19 2.1.7. Clipping ... 19 2.2. Comunicação Externa ... 20 2.2.1. E-mail ... 20 2.2.2. Telefone ... 21 2.2.3. Site ... 21 2.2.4. Redes sociais ... 22 2.2.4.1- Facebook ... 22 2.2.4.2- YouTube ... 22 2.2.5. Publicidade ... 23 2.2.6. Press Release ... 23 2.2.7. Parcerias ... 24 2.2.8. Fardamento ... 24 2.2.9. Cartão de visita ... 25 2.3. Comunicação de Crise ... 25

2.4. Responsabilidade Social e Mecenato ... 26

2.4.1. Responsabilidade Social ... 26

2.4.2. Mecenato ... 26

CAPÍTULO  II:    O  Estágio  -­‐  Atividades  Desenvolvidas  ...  28  

1. MOV’es ... 29

1.1- A CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social ... 29

1.2- Objetivos ... 30 1.3- Participantes ... 30 1.3.1- Estruturas participantes ... 31 1.3.2- Estruturas de acolhimento ... 31 1.4 Parceria institucional ... 32 1.5 Apoios ... 32 1.6 Parceria de divulgação ... 32 1.7 Atividades desenvolvidas ... 32 1.7.1- Pré-produção ... 32 1.7.2- Produção ... 34

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BACKGROUND Spp Relatório de Estágio CRP | 2013 vi 1.7.3- Pós-Produção ... 34 2. MERCADO de CENA ... 35 2.1 Objetivos ... 35 2.2 Participantes ... 36

2.3 Plano de comunicação do evento ... 36

2.3.1- Imagem ... 36

2.3.2- Slogan ... 37

2.3.3- Promoção ... 37

2.4 Atividades desenvolvidas ... 38

3. OUTROS PROJETOS ... 38

3.1 Carlos Alberto Moniz ... 39

3.2 arte pública ... 39 3.3 SPASMO Teatro ... 40 3.4 Outras atividades ... 41 REFLEXÃO FINAL ... 43 BIBLIOGRAFIA ... 45   ANEXOS  ...  48  

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Relatório de Estágio CRP | 2013 vii

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura nº1– Prémio Natércia Campos ... 4  

Figura nº2 – Escritório da BACKGROUND Spp ... 6  

Figura nº3 – Logótipo da Organização ... 11  

Figura nº4 – Organograma da BACKGROUND Spp ... 13  

Figura nº5 – Logótipo da AMC Invest ... 14

Figura nº6 – Análise SWOT ... 18

Figura nº7 – Calendário ... 19  

Figura nº8 – Cavalete ... 25  

Figura nº9 – Farda da BACKGROUND Spp ... 27  

Figura nº10 – Logótipo do MOV’es ... 29  

Figura nº11 – Logótipo da CASES ... 30

Figura nº12 – Banner do MERCADO de CENA ... 37  

Figura nº13 – Carlos Alberto Moniz ... 39  

Figura nº14 – Logótipo da arte pública ... 40  

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Relatório de Estágio CRP | 2013 viii

LISTA DE SIGLAS

APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial

BACKGROUND Spp – BACKGROUND - Serviços Profissionais de Produção CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social

CCB – Centro Cultural de Belém CML – Câmara Municipal de Lisboa DGA – Direção Geral das Artes

ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação IST – Instituto Superior Técnico

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Relatório de Estágio CRP | 2013 ix

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS

A priori – termo latino que significa “a partir do que é anterior”;2 A posteriori – termo latino que significa “a partir do que é posterior”;3

Brainstorming – técnica de criação publicitária conhecida por tempestade de ideias;

Estruturas de criação artística – entidades culturais e artísticas;

Follow up – seguimento de um contato realizado do qual se pretende uma resposta; Know how – designa o conjunto de conhecimentos práticos que confere a uma organização ou profissional vantagens competitivas;4

In loco – termo latino que significa “no próprio local”;5

Mix da comunicação – conjunto de técnicas de comunicação;

Múpi – Mobiliário Urbano para a Informação: expositor vertical e urbano que serve de meio publicitário ou de divulgação de informação6;

Produtores (culturais) – profissionais que se dedicam a produção cultural;

Prémio Natércia Campos – prémio que destaca os produtores culturais nacionais; Rede – intranet;

Rider técnico – documento com as especificações técnicas de um espetáculo; Reminder – avivador de memória

Sponsors – patrocinadores;

Stakeholders – entidade interessada nas ações e no desempenho de uma organização que detém o poder de decisão que possa afetar essa mesma organização;7

Telão – tela grande que serve de meio publicitário.

2 Adaptado de: http://www.priberam.pt/dlpo/a%20priori, consultado a 3 de novembro de.2013 3 Adaptado de: http://www.priberam.pt/dlpo/a%20posteriori, consultado a 3 novembro de 2013 4 Adaptado de: http://www.significados.com.br/know-how/, consultado a 10. novembro de 2013 5 Adaptado de: http://www.priberam.pt/dlpo/in%20loco/, consultado a 10. novembro de 2013. 6 Adaptado e citado de http://www.priberam.pt/dlpo/múpi, consultado a 24 de novembro de 2013.

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Relatório de Estágio CRP | 2013 x

RESUMO

O estágio curricular foi desenvolvido na BACKGROUND Spp, com o objetivo de integrar a sua equipa de produção. Este teve como objetivo primordial contribuir com as minhas competências comunicacionais de forma a responder às necessidades da organização.

Se pudesse resumir toda a atividade por mim desenvolvida na BACKGROUND Spp, numa palavra ou expressão, seria: produção, mais precisamente, produção cultural. Integrei a equipa assumindo um cargo de produtora. Colaborei em todas as fases de produção (pré-produção, produção e pós-produção) do MOV’es, através da realização de inúmeras tarefas, pondo em prática as competências adquiridas ao longo da minha formação académica, de forma a responder às necessidades do evento. Além do MOV’es, dei o meu contributo a projetos como: o MERCADO de CENA, Carlos Alberto Moniz, arte pública e SPASMO Teatro.

Funções como: a gestão do Facebook, organização, envio de e-mails, assessoria de imprensa, design gráfico, organização e tratamento de documentos foram algumas das tarefas que integraram o meu dia-a-dia na BACKGROUND Spp.

Em todas as atividades desenvolvidas procurei ter espírito crítico, comunicativo e perfecionista para levar a bom porto todos os projetos que contaram com a minha colaboração.

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Relatório de Estágio CRP | 2013 1

INTRODUÇÃO

No âmbito da unidade curricular “Projeto/Estágio”, elaborei o presente relatório para a conclusão da licenciatura em Comunicação e Relações Públicas. Com este, pretendo relatar na primeira pessoa toda a experiência enquanto estagiária, nomeadamente, as atividades desenvolvidas ao longo destes três meses.

No que concerne à prática desta unidade curricular, o Instituto Politécnico da Guarda apresenta duas propostas: a realização de um projeto ou de um estágio curricular. Optei deste modo pelo estágio, pois considero este mais vantajoso e enriquecedor do que a realização de um projeto. O estágio curricular implica uma aprendizagem constante, aplicação da prática das competências adquiridas ao longo da minha formação académica e contato real com o mundo do trabalho, caraterísticas que determinaram esta minha escolha.

A instituição que escolhi para a realização do estágio foi a BACKGROUND Spp. A primeira impressão que tive da mesma, despertou em mim curiosidade e vontade de me envolver na sua atividade. Reconhecida pela qualidade do seu trabalho, a BACKGROUND Spp acolheu-me da melhor forma possível, proporcionando-me a “bagagem” necessária para ser bem sucedida enquanto estagiária e futura profissional, assim como a oportunidade de demonstrar o meu valor.

Ser produtor exige uma consciencialização de toda a sua dimensão, nomeadamente de todo o trabalho a priori e a posteriori que um espetáculo exige e do panorama geral da cultura em Portugal.

Tal como foi delineado no plano de estágio (vide anexo I), participei de forma ativa na organização. Não só na produção e pós-produção do MOV’es (como está referido no plano de estágio) mas também noutros projetos e na atividade diária da BACKGROUND Spp.

O presente relatório encontra-se organizado em dois capítulos: Capítulo I – A Organização e Capítulo II – O Estágio. No Capítulo I é feita uma caraterização

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Relatório de Estágio CRP | 2013 2

exaustiva da BACKGROUND Spp, desde a sua definição enquanto organização, missão e valores, até à forma como esta comunica interna e externamente. Neste capítulo também consta uma análise crítica à mesma através de uma análise SWOT. O Capítulo II refere-se ao estágio em si, ou seja, às atividades desenvolvidas ao longo do estágio. Este mesmo capítulo divide-se em três partes, a primeira diz respeito ao projeto central deste estágio – MOV’es -, a segunda refere-se a outro grande projeto da organização - MERCADO de CENA – e as últimas às restantes atividades.

Na sequência do capítulo “O Estágio”, faço um balanço final, onde reflito sobre toda esta experiência enquanto estagiária e aluna da licenciatura de Comunicação e Relações Públicas.

Para efeitos de organização própria, elaborei e atualizei diariamente o diário de bordo, escrevendo as atividades desenvolvidas por tópicos (vide anexo II).

A sequência seguida para a elaboração deste relatório foi partir do geral (a organização) para o particular (as atividades desenvolvidas). E como metodologia adotei a observação participante, auxiliada pela consulta documental e bibliográfica (material cedido pela organização e livros), assim como pela pesquisa e recolha de informação na web.

Toda a informação contida neste relatório relativamente à organização foi previamente aprovada e autorizada pela Presidente de Direção, Dra. Cláudia Regina.

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CAPÍTULO I:

A Organização

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1. A BACKGROUND SPP

Organização é uma designação geral que tanto pode ser assumida por uma entidade pública, como privada. Define-se como sendo “(...) um conjunto de pessoas que atuam juntas numa criteriosa divisão de trabalho para alcançar um propósito comum” [Chiavenato, 2005:24].

A BACKGROUND Spp foi fundada a 7 de novembro de 2008, pela atual presidente de direção - Cláudia Regina, sendo distinguida em 2011 com o prémio Natércia Campos8 de melhor produtor cultural. Numa definição muito sucinta, esta organização assume-se como sendo um coletivo de produtores, que presta apoio e serviços profissionais de produção a companhias de teatro, principalmente nacionais. Trabalha em prol da cultura, sendo as suas principais fontes de rendimento apoios financeiros por parte do seu mecenas, a AMC Invest. Conjuga os vários projetos integrantes da sua atividade com os interesses dos diversos stakeholders, que podem ser investidores privados ou agentes culturais e profissionais de produção.

1.1. Localização e Ergonomia

A localização e ergonomia são dois pontos importantes a ter em consideração quando se pretende fixar uma organização. As suas infraestruturas tem de estar num local favorável à sua atividade e conter as caraterísticas ergonómicas ideais para o desenrolar da sua atividade, assim como o bem-estar dos seus colaboradores.

8 Natércia Campos foi uma produtora que marcou fortemente a área da produção cultural, sendo admirada pela sua exigência e profissionalismo. Este prémio é uma forma de homenagear a sua memória.

Figura nº 1 - Prémio Natércia Campos Fonte: http://background.pt/quem-somos/

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1.1.1 Localização

Lisboa é uma cidade privilegiada em oferta cultural. A diversidade de infraestruturas e companhias de teatro, festivais e atividades culturais favorecem a atividade da BACKGROUND Spp. Como capital do país, é aqui que tudo acontece, tornando Lisboa uma referência turística e cultural tanto a nível nacional como internacional. As empresas, com maior capital e reconhecimento, concentram-se, na sua maioria, em Lisboa, tornando esta uma cidade propícia ao investimento e inovação. A própria autarquia local - CML, incute em Lisboa uma vertente de tolerância e prospecção da cultura, enfatizando a sua harmonia díspar e hegemonia cultural no panorama nacional. O interesse e investimento concentram-se neste centro urbano, tornando-se um fator preponderante para a fixação de organizações ligadas à cultura, como é o caso da BACKGROUND Spp.

O escritório da BACKGROUND Spp passa despercebido à grande maioria. Num típico prédio lisboeta, situado numa rua perpendicular à Alameda D. Afonso Henriques, tendo nas suas proximidades, o IST e as estações de metro da Alameda e do Areeiro.

1.1.2 Ergonomia

A ergonomia é uma ciência que abarca várias áreas do conhecimento conferindo-lhe um caráter interdisciplinar e de natureza aplicada ao conceito de adaptar o local de trabalho às caraterísticas e necessidades dos colaboradores e da própria organização. Inúmeros autores dedicaram-se a definir o que é a ergonomia e daí resultou a definição clássica que considera a ergonomia como a “(...) adaptação do trabalho ao homem” [Filho, 2004:23]. A International Ergonomics Association também se dedicou à formulação de uma definição, elucidando a ergonomia de forma mais detalhada, como “(...) uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos, a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema” [Filho, 2004:23].

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O escritório da BACKGROUND Spp situado no R/C do nº48 da Rua Abade Faria, é discreto, não tendo nenhuma sinalética exterior a indicar a sua localização. É um escritório de reduzidas dimensões mas acolhedor, dominando pelos caraterísticos tons laranja da BACKGROUND Spp e uma ergonomia funcional e esteticamente muito agradável. Este constitui-se por uma sala ampla, sala de reuniões, cozinha, quarto de arrumos, sala para fumadores e WC. Na sala ampla é onde se centra a atividade da organização, pois encontra-se equipada com as secretárias dos colaboradores. A sala de reuniões, tal como a própria designação indica, destina-se a reuniões tanto a nível interno como externo. A cozinha é pequena, mas encontra-se equipada de modo a providenciar aos seus colaboradores um bem-estar a nível nutricional e alimentar. Reúne todas as condições de segurança, higiene e luminosidade ideais para o bem-estar físico e psíquico dos seus colaboradores.

1.2. Contexto

O contexto socioeconómico no qual nos encontramos, propícia o aumento da procura dos seus serviços pelos mais diversos agentes culturais. A crescente necessidade de serviços de produção e de melhoria dos mesmos, a diminuição tanto dos apoios cedidos a estruturas artísticas, como da posse económica e do número de público, a crescente desvalorização da cultura por parte da sociedade portuguesa e o aumento dos custos de produção por espetáculo, são fatores que contribuem fortemente

Figura nº 2 - Escritório da BACKGROUND Spp Fonte: própria

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para a insustentabilidade das estruturas artísticas, levando desta forma a que recorram aos serviços da BACKGROUND Spp. O crescente aumento de candidaturas apresentadas reflete isso mesmo, pois pretendem que os seus projetos sejam selecionados e apoiados de forma a aumentar a sua notoriedade.

1.3. Missão

Uma organização define-se pela sua missão. Por isso não é erróneo considerar missão como sendo uma espécie de bilhete de identidade de uma organização. Reflete a razão de existir da mesma, bem como o seu papel desempenhado no ramo de atividade em que se encontra.9

Desde a antiguidade, há quem acredite que um bom espetáculo tem o poder de mudar mentalidades e transformar perceções. A BACKGROUND Spp partilha da mesma crença, dando assim o seu contributo para que o grande público assista a espetáculos dotados de qualidade e profissionalismo, capazes de marcar a diferença. A principal missão desta organização é, através do know how dos seus colaboradores, responder da forma mais adequada às necessidades de produção dos agentes culturais, assim como promover a imagem das empresas parceiras através do cumprimento do programa de responsabilidade social das mesmas.

1.4. Valores

Cada organização tem um modo de conduta que rege toda a sua atividade e está na sua base. São os denominados valores de uma organização. Estes são definidos como princípios orientadores que fundamentam a opção de um modo comportamental tanto a nível individual, como a nível organizacional.10

A BACKGROUND Spp assume os seguintes valores: • Qualidade;

9 Adaptado de http://www.strategia.com.br/Estrategia/estrategia_corpo_capitulos_missao.htm consultado a 13 de novembro de 2013.

10 Adaptado de http://www.infoescola.com/administracao_/missao-visao-e-valores-os-principios-essenciais/ a 13 de novembro de 2013.

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BACKGROUND Spp Relatório de Estágio CRP | 2013 8 • Competência; • Paixão comum; • Confiança; • Clareza; • Responsabilidade social.

Os projetos que são apoiados pela BACKGROUND Spp passam por um processo de seleção e avaliação, a fim de apenas apoiar bons espetáculos. É uma organização que privilegia a competência e profissionalismo, que inspira confiança a quem recorre aos seus serviços. Trabalha em função da paixão pela cultura, desvalorizando o papel do dinheiro neste processo. Realiza todos os processos de forma honesta e transparente e assume um importante papel na vertente de responsabilidade social.

1.5. Objetivos

Para alcançar o sucesso pretendido, uma organização tem de estabelecer objetivos. Estes objetivos entendem-se por metas e resultados (que tanto podem ser quantitativos como qualificativos) que a mesma se propõe a atingir. São os objetivos que permitem à organização avaliar toda a sua atividade, pois dependendo do número de objetivos alcançados é que esta pode fazer um balanço positivo ou negativo da mesma.11

Os objetivos aos quais a BACKGROUND Spp se propõe são os seguintes:

a) Responder às necessidades de produção manifestadas pelas estruturas artísticas; b) Conciliar o investimento das empresas e o seu papel de responsabilidade social,

com atividades de mecenato;

c) Conceder serviços de produção com custos à medida das posses das estruturas artísticas (sem prejuízo das mesmas);

d) Realçar o papel dos serviços de produção e melhorar as condições em que estes são desempenhados;

e) Contribuir para o aumento da participação de companhias nacionais em eventos de cariz cultural a nível internacional;

11 Adaptado de: http://www.strategia.com.br/Estrategia/estrategia_corpo_capitulos_objetivos.htm, consultado a 14 de novembro de 2013

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f) Praticar métodos organizacionais na execução de projetos culturais;

g) Prestar ações de formação regulares de forma a contribuir para a formação de produtores em Portugal;

h) Sensibilizar os media, no sentido destes utilizarem as suas competências comunicacionais na divulgação das artes e dos seus sponsors.

1.6.Serviços prestados

No âmbito de apoio às companhias, a BACKGROUND Spp, dispõe de tudo o que é necessário para as mesmas, prestando serviços nas seguintes áreas:

• “Design de produção (desenho de produção | produção de projetos in loco);

• Serviços Técnicos (bilheteira | frente de casa | direção de cena | acolhimento | agenciamento de serviços técnicos);

• Apoio à gestão (elaboração de planos de marketing | criação de inquéritos ao público e tratamento da informação);

• Imagem e comunicação (promoção e divulgação | design gráfico | registo fotográfico | registo audiovisual);

• Apoio administrativo (tratamento de informação | relatórios de pós-produção); • Venda de espetáculos (itinerâncias | elaboração de dossiers de apresentação); • Ações de formação (métodos organizativos | formação específica)”.12

1.7. Identidade Visual

A identidade visual de uma organização é composta por três componentes: nome, slogan e logótipo. “A identidade de qualquer instituição começa, em termos de comunicação, pelo seu nome, pelo seu logótipo e também pelo seu slogan, que são os elementos primários para a identificação e reconhecimento desta junto do público” [Lampreia, 1998:48]. Esta condensa a essência da organização em termos visuais, daí compreende-se a importância de uma identidade visual sólida e bem definida.

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1.7.1. Nome

O nome é o elemento principal da identidade visual. “(...) Constitui uma forma de identidade visual constante em tudo o que esteja relacionado com a empresa” [Beirão, 2008:66]. Uma organização para existir, tem de ter um nome. É a partir deste elemento que surge o logótipo e o slogan.

Numa fase inicial, a organização pretendia um nome português como “Suporte para as Artes”, “Bastidores” ou “Plataforma de Ação”. Por uma razão ou outra, os nomes idealizados não foram adotados, até que num momento de inspiração, a Andreia Rebeca – designer responsável pela imagem da entidade, sugeriu o nome BACKGROUND. Este nome reuniu o consenso de toda a equipa, uma vez que condensa a essência da própria organização, pois na maior parte das suas ações esta está na retaguarda, constitui o seu background. De forma a tornar o conceito mais claro, completou-se com a designação “Serviços Profissionais de Produção”, vulgarmente escrito na sua sigla SPP. O nome da organização classifica-se de acordo com J. Martins Lampreia [1998:49], em nome por analogia, uma vez que BACKGROUND Spp se associa à atividade e conceito da organização.

1.7.2. Logótipo

Considera-se que o logótipo é a representação gráfica de uma organização. É constituído pelo nome, lettering, cromática e símbolo (quando aplicável). O design destes elementos é feito respeitando a essência da entidade, sendo singular e caraterizador. O principal objetivo de um logótipo é representar de forma fidedigna e diferenciada a entidade em causa, possibilitando o seu reconhecimento imediato. “O logótipo do produto ou empresa anunciante aparece quase sempre em lugar de destaque e constitui, por vezes mesmo, o elemento principal da comunicação que se pretende estabelecer” [Gomes, 1994:225].

O logótipo da organização é constituído pelo próprio nome, tendo “BACK” em cima e a cinza e “GROUND” por baixo a laranja. Em rodapé está “Serviços Profissionais de Produção” a cinza e com um lettering mais pequeno. A posição

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de cada um destes elementos não é ao acaso: deve-se ao significado das próprias palavras, ou seja, “BACK” associa-se a atrás e “GROUND” a chão. Assim sendo, o elemento “BACK” encontra-se atrás e com menor destaque pois representa o “estar na retaguarda” e o elemento “GROUND” encontra-se mais abaixo fazendo o paralelismo ao chão do palco. Como são as produções que tem destaque e não a organização em si, optou-se por destacar o componente chão, palco a laranja. “Serviços Profissionais de Produção” encontra-se em rodapé e com um lettering mais pequeno devido ao facto da sua função ser complementar “BACKGROUND”.

A cromática escolhida para o logótipo respeita as caraterísticas da organização. A cor definidora é o laranja. Esta cor quente, abarca atributos como força, vigor, energia, paixão, ação e vitalidade. Estimula os sentidos em termos de criatividade e comunicação, está intimamente ligada ao intelecto, coragem, luz, fogo e poder. Quanto ao cinza, esta cor simboliza equilíbrio, qualidade e sucesso. No seu conjunto as qualidades associadas às cores refletem o espírito da organização.

1.7.3. Slogan

O slogan é uma frase ou expressão geralmente curta que completa o logótipo com uma mensagem. Deve ser curto, condensar a essência da organização e memorizável. O seu objetivo centra-se em “(...) reforçar a mensagem do logótipo, exprimindo a filosofia da empresa” [Lampreia, 1992:53].

A BACKGROUND Spp até ao momento, não tem slogan. No intuito de arranjar o slogan ideal, realizou-se um brainstorming de onde resultaram propostas como: “Tu sonhas, nós produzimos!” e “Estamos a tratar do

Figura nº 3 - Logótipo da Organização Fonte: BACKGROUND Spp

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impossível. Os milagres podem demorar um pouco mais.” Na minha opinião, a última proposta de slogan é o mais adequado, pois engloba o espírito de uma equipa de produção e enfatiza que tudo é possível, basta querer. Apresenta como desvantagem ser longo, mas considero que essa caraterística permite diferenciá-lo dos restantes. Consigo olhar para a expressão e associar de imediato à organização.

1.8. Espetáculos apoiados

À medida que a BACKGROUND Spp foi crescendo, os projetos e notoriedade também cresceram de forma proporcional. Nota-se uma diferença substancial entre as programações dos anos de 2009 e 2013 da organização em termos de quantidade e dimensões dos projetos (vide anexo III). De entre os vários projetos apoiados pela organização, são de destacar:

• Carlos Martínez; • Casear;

• Este – Estação Teatral; • Grupo Gentes;

• Homem Estátua ; • João Pamplona; • Lídia Franco;

1.9. Organograma

Designa-se como sendo um diagrama que serve de representação das relações hierárquicas existentes dentro de uma organização. Revela-se uma ferramenta essencial para uma organização, na medida em que facilita o conhecimento de como se relacionam dentro da organização, assim como fazer o diagnóstico de possíveis

• Peripécia Teatro;

• Piccolo Teatro de Milão; • Quinteto Impossível;

• Shakespeare Women Company; • Teatroagosto;

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problemas e proceder à sua resolução. Também permite saber quais são as funções e o nome do responsável por cada componente dentro da organização.13

No caso da BACKGROUND Spp, o organograma da sua estrutura orgânica é a seguinte:

1.10. Análise SWOT

Este tipo de análise é reconhecida nas áreas da gestão e comunicação como uma ferramenta essencial para um diagnóstico estratégico. SWOT - sigla em inglês, diz respeito aos pontos fortes (Strengths), pontos fracos (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats). As caraterísticas enunciadas são analisadas sob uma perspetiva externa - onde se inserem as oportunidades e ameaças, que dizem respeito a fatores exteriores à organização, como o meio envolvente e o mercado; e uma perspetiva interna - onde se inserem os pontos fortes e fracos, que dizem respeito a fatores da própria organização, fatores internos.14

Este diagnóstico permite à organização ter consciência de si e do meio envolvente, corrigindo eventuais erros e adotando estratégias mais adequadas. Contudo, há que ter em conta que a análise SWOT não é estática, assumindo um caráter relativo: o facto de certo ponto ser considerado positivo ou negativo resume-se a uma questão de perceção. As ameaças, por exemplo, normalmente têm uma conotação negativa para a organização, associando-se ao perigo. Mas isso nem sempre se verifica, pois “toda a

13 Adaptado de http://www.infoescola.com/administracao_/organograma/, consultado a 14 de novembro de 2013. 14 Adaptado de: http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=2344, consultado a 15 de novembro de 2013.

Presidente  de  Direção  

Cláudia  Regina   Produção   Nuno  Barroca   Produção   Sara  Santana   Produção   Alcina  Coelho   Produção   Nuno  Cabaço  

Figura nº 4 - Organograma da BACKGROUND Spp Fonte: própria

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BACKGROUND Spp

Relatório de Estágio CRP | 2013 14

ameaça poderá, muitas vezes, ser considerada como oportunidade, já que a empresa deve estar sempre atenta à evolução da tendência do ambiente externo para poder, oportunamente, tirar os benefícios que possam daí ocorrer” [Reis, 2000:58]. Uma ameaça pode ser considerada oportunidade, assim como um ponto fraco poderá ser considerado um ponto forte, dependendo do tipo de perceção que se debruça sob os mesmos.

Pontos Fortes (Strengths) Pontos Fracos (Weaknesses)

- equipa formada por profissionais competentes e experientes;

- garantia de qualidade nos seus serviços; - resposta adequada às necessidades das

estruturas artísticas;

- fiabilidade na resolução de problemas; - custos de contratação de serviços baixos; - oferta de ações de formação regulares aos

produtores;

- valorização dos profissionais da área da produção;

- contatos privilegiados com os órgãos de comunicação social, DGA e CML;

- promoção da cultura nacional; - paixão pela sua atividade;

- localização geográfica favorável: Lisboa; - bom relacionamento entre o staff.

- infraestruturas reduzidas;

- impossibilidade de dar resposta a todas as solicitações, devido ao número reduzido de colaboradores;

- deficiente promoção da própria organização entre o publico em geral;

- poucos e limitados recursos financeiros;

- dificuldade em enquadrar a organização nos apoios governamentais;

- organização que não tem como objetivo principal a obtenção de lucro.

Oportunidades (Opportunities) Ameaças (Threats)

- concorrência quase inexistente;

- pouca aposta na formação de produtores;

- aumento das necessidades de produção;

- conotação positiva relativamente ao consumo cultural;

- necessidade de bons espetáculos e condições;

- quantidade de estruturas de acolhimento existentes em Portugal;

- criação de ações específicas para envolver o público.

- crescente desvalorização da cultura; - pouca aposta em atividades culturais;

- cortes financeiros nos apoios às estruturas culturais;

- estereótipo de que a cultura se destina apenas a elites;

- desconhecimento das vantagens do mecenato.

Figura nº 5 - Análise SWOT

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BACKGROUND Spp

Relatório de Estágio CRP | 2013 15

2. COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Proveniente do termo latino communicare, a palavra comunicação significa tornar algo comum. Pode-se descrever a comunicação como “um processo que envolve troca de informações e, como tal, pressupõe partilha de elementos ou estilos de vida, assim como comportamentos e normas” [Beirão, 2008:15]. Envolve interação e utilização de sistemas simbólicos – como base, e inúmeras formas de comunicar, além da comunicação verbal e escrita. A comunicação não verbal representa um papel fundamental no ato de comunicar, uma vez que é responsável por grande parte do conteúdo da mensagem. Assim sendo, deparamo-nos com o paradigma da impossibilidade de não comunicar, uma vez que a comunicação encontra-se implícita em qualquer tipo de interação. O processo de comunicar envolve sempre, pelo menos, dois intervenientes: o emissor e o recetor, onde há a partilha de uma mensagem seja ela verbal ou não [Beirão, 2008:14].

As relações públicas são uma técnica que integra o mix de comunicação e assume grande importância numa organização, mais especificamente na sua comunicação. Não existe uma definição clara e consensual para esta técnica de comunicação, aliás, há conhecimento de mais de 100 definições para relações públicas concedidas pelos mais variados especialistas da área [Reddi, 2009:4]. Edward L. Bernays, um dos pioneiros das relações públicas a nível mundial, definiu o que são as relações públicas: “public relations is the attempt by information, persuasion, and adjustment to engineer public support for an activity, movement or institution [Reddi, 2009:4]”.15 Já o Professor Narasimha Reddi [2009:4], o autor do livro Effective Public Relations and Media Strategy, onde dá uma definição de relações públicas: “the management of two-way communication process between an organization and its publics to promote the corporate mission, services, products, reputation and gain public understanding”.16

15 Tradução: relações públicas é a tentativa de informação, persuasão e ajuste para projetar apoio público para uma atividade, movimento ou instituição.

16 Tradução: a gestão do processo de comunicação bilateral entre uma organização e os seus públicos para promover a missão, serviços, produtos, reputação cooperativos e obter a compreensão do público.

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Um técnico de relações públicas funciona como o mediador da organização, promovendo as relações entre a própria e os seus públicos, justificando que “o elevado número de ações que se podem incluir na esfera das relações públicas leva a que por vezes, não apenas variem as designações para a atividade mas a que nem sempre seja possível estabelecer fronteiras entre as relações públicas e as atividades afins” [Sousa, 2003:13]. Comporta funções como assessoria de imprensa, lobby, organização de eventos, responsabilidade social, comunicação de crise, publicações próprias e negociação. A exigência requerida pelas organizações quanto aos profissionais de relações públicas é cada vez maior. Isto implica que além das óbvias competências técnicas, um relações públicas deverá possuir atributos como “(...) bom comunicador, perspetiva/sentido de humor, calmo sob pressão, criativo, organizado, vontade de aprender, curioso, simpático/acessível, seguro, concentrado, prático, energia, entusiasmo, assertivo, resistente e integro” [Black, 2006:37]. Estes atributos conjugados com as competências técnicas representam o perfil do profissional de relações públicas ideal.

2.1. Comunicação Interna

A comunicação interna é a designação dada ao processo pelo qual se desenvolvem relações dentro da organização, ou seja, a nível interno. Uma organização é produtora do seu discurso, na medida em que desempenha tanto o papel de emissor, como o de recetor e objeto do mesmo. “(...) Tem como missão assegurar a valorização das mensagens da administração, difundir a informação e assegurar a boa receção pelo público-alvo e a comunicação de enquadramento e contribuir para um bom clima social” [Beirão, 2008:80]. Neste público interno, inserem-se os administradores, colaboradores, comunidade (onde a organização se insere) e revendedores. Este tipo de comunicação assume o mesmo grau de importância do que a missão e os valores, por exemplo. Isto porque a comunicação interna está na base do bom funcionamento da organização, através da promoção da qualidade das relações entre os elementos internos [Almeida, 2000:35]. Para uma comunicação interna eficaz e adequada, as organizações têm ao seu dispor diversas ferramentas às quais podem recorrer. A escolha destas

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Relatório de Estágio CRP | 2013 17

ferramentas fica ao critério de cada organização, selecionando as opções mais adequadas ao seu contexto e caraterísticas.

2.1.1. Intranet

Na BACKGROUND Spp, esta é conhecida como rede. É nesta rede que se processa a partilha de informação entre todos os colaboradores. Esta encontra-se organizada por pastas, onde se pode verificar a existência de conteúdos relativamente à atividade da BACKGROUND Spp e dos seus clientes. Imagens, sinopses, riders técnicos, vídeos, bases de dados, material gráfico são alguns elementos presentes na rede. Todos os colaboradores têm acesso à mesma: quer pelos computadores da organização, quer pelos computadores dos próprios (através da sua configuração). A rede representa a base da atividade da BACKGROUND Spp representando desta forma, o principal meio de comunicação interna.

2.1.2. Reuniões internas

Em regra geral, todas as segundas-feiras de manhã, tem lugar a reunião semanal da BACKGROUND Spp. Representa um ritual da organização. É essencial começar mais uma semana de trabalho com a distribuição de tarefas, discussão de ideias e exposição do ponto de situação das várias atividades. Além da vertente laboral, estas reuniões têm uma vertente espiritual e emocional. Há espaço para fazer uma introspeção dos próprios colaboradores com o mundo que os rodeia. São dados, pela Presidente de Direção, ensinamentos, interpretações e conselhos acerca das várias situações com que se deparam no dia-a-dia enquanto profissionais e pessoas. O equilíbrio entre o bem-estar psíquico e o contexto em que se inserem é fundamental para viver da melhor forma possível. Estas reuniões não têm um caráter meramente organizacional: predispõe a mente de todos os colaboradores para desafios e concretização de objetivos. “Uma pessoa que deseja conquistar a autoconfiança deve visualizar-se como a pessoa de sucesso que deseja ser” [Estanqueiro, 2009:38].

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2.1.3. Relatórios

No âmbito das várias atividades, é necessário fazer um registo escrito das mesmas, de modo a que seja possível avaliar o seu sucesso. Nestes relatórios são descritas as atividades, assim como os pontos positivos, negativos e balanço final. Este processo é de extrema importância para a realização de futuras atividades, havendo assim a possibilidade de se melhorar e não repetir eventuais erros.

2.1.4. Quadro

Numa das paredes do escritório, está um quadro branco onde se faz brainstorming, a delineação de estratégias, apontamento de ideias e registo de frases importantes. Funciona como um reminder da organização.

2.1.5. Calendário

Um quadro branco com o formato de um calendário, é mais um dos elementos de comunicação interna da organização. Aqui anotam-se datas importantes como reuniões e eventos da BACKGROUND Spp. Constitui a agenda física da organização.

Figura nº 6 – Calendário Fonte: própria

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2.1.6. Cavalete

Um cavalete de artista que suporta de um lado um quadro branco e do outro um quadro de giz, constitui um instrumento comunicacional com uma função diferente dos anteriores: tem uma função motivadora. Aqui são anotados frases/citações de incentivo para todos os elementos da organização refletirem e terem sempre presente. Pois a parte espiritual também é muito importante para um bom desempenho profissional.

2.1.7. Clipping

Numa altura dominada pela imprensa, o clipping assumia caraterísticas ligeiramente diferentes das atuais. Mas na essência define-se como: “Recortes classificados e datados de jornais para arquivo do que foi publicado acerca de uma organização, servindo para medir o retorno de informações prestadas” [Fonseca, 1999:37].

Com a introdução da web, a imprensa teve de evoluir como forma de se adaptar às mudanças nos hábitos de consumo dos leitores. Deste modo, o clipping carateriza-se atualmente como sendo o processo de reunir todas as notícias e informações publicadas nos media e na web, relativamente a uma organização, produto ou ação específica.

Figura nº 7 – Cavalete Fonte: própria

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No caso da BACKGROUND Spp, procede-se ao clipping apenas relativamente aos eventos que contam com a sua produção. Essa prática não se aplica a conteúdos relativamente à organização em si, porque pouco ou nada sai nos media, uma vez que a BACKGROUND Spp é um coletivo de produtores, esta encontra-se na retaguarda dos eventos que produz e esses sim, é que são de relevância mediática.

2.2. Comunicação Externa

A comunicação externa diz respeito ao contato que uma organização estabelece com os seus públicos. Define-se como “(...) aquela que se desenvolve para fora da empresa, com o objetivo de obter ou consolidar um clima de receptividade entre todos os públicos fora da mesma e que tenham algum interesse para a vida e o progresso da própria empresa” [Beirão, 2008:26]. Deve privilegiar o diálogo, a informação, o esclarecimento e a compreensão de modo a ser positivo para a entidade. O seu público externo poderá ser constituído por uma grande variedade de públicos, mas de forma muito generalizada e superficial pode dividir-se em quatro grupos: o público governamental, os media, a comunidade e os clientes/consumidores. Assim, tem como principal objetivo criar ou consolidar uma imagem positiva relativamente à organização, junto do público externo. É fundamental criar e reforçar um vínculo de proximidade com estes públicos de modo a promover a posição da entidade no mercado. Quanto mais positiva for a imagem de uma organização, mais recetivo será o público relativamente à sua atividade. Neste tipo de comunicação também existem várias ferramentas ao dispor das organizações, nomeadamente, o conjunto de técnicas integrantes do mix da comunicação [Caetano e Rasquilha, 2007:91].

2.2.1. E-mail

Este é o principal meio de comunicação externa da organização. Muitas das tarefas passam por enviar e-mails, seja para pedir agendamento de reunião, orçamentos ou enviar um press release – no âmbito da comunicação institucional.

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Esta ferramenta também dá a possibilidade de ter uma agenda virtual, que aciona alertas relativamente a datas importantes para a organização, assim como deixar um e-mail em rascunho de modo a servir de modelo para determinado assunto e/ou para ser alvo de modificação por parte de outro colaborador. O e-mail da organização está acessível a todos os elementos do staff de igual forma e é utilizado para o envio de qualquer e-mail no âmbito da sua atividade. Este está pré-configurado com a assinatura da organização, que contém a sua imagem corporativa e contatos, assim com o logo da AMC Invest associado. Cada colaborador, ao enviar um e-mail, antes da assinatura da BACKGROUND Spp, assina com o seu próprio nome (inclusive os estagiários) para um contato mais direto com a entidade em causa. São atribuídos marcadores distintos a cada colaborador, para que se possa identificar os e-mails como sendo para si, de modo a evitar mal-entendidos e a falta de resposta aos mesmos.

2.2.2. Telefone

Quando se pretende uma resposta urgente, um contato mais direto ou resposta a um e-mail (no caso de o destinatário em causa não ter respondido), recorre-se ao uso do telefone. A organização tem um telefone fixo que está acessível a todos os colaboradores sem qualquer limitação para fins laborais. O telefone representa um instrumento importante para uma organização, uma vez que “(...) o seu atendimento se reveste de grande importância para a imagem da organização” [Fonseca, 1999:212]. Ao realizar ou atender uma chamada, o colaborador identifica-se como sendo funcionário da BACKGROUND Spp de forma educada e cordial, pois o modo como um funcionário fala ao telefone contribui para fomentar a imagem positiva ou negativa de uma organização.

2.2.3. Site

NA BACKGROUND Spp existe um site institucional. Este é constantemente atualizado, quer nas informações que contém, quer no seu próprio design, conforme as necessidades da organização. Nele é possível consultar-se as próximas atividades

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a serem desenvolvidas, o conceito da organização, o seu historial, espetáculos apoiados serviços disponíveis bem como os contatos da própria instituição.

2.2.4. Redes sociais

As redes sociais nos dias de hoje representam um meio de comunicação social muito poderoso, quer pela sua popularidade, quer pela fácil divulgação de qualquer conteúdo. Como a BACKGROUND Spp é uma organização atualizada e que acompanha as novas tendências de comunicação, possui contas nas redes do Facebook e do YouTube.

2.2.4.1- Facebook

Bem utilizada, esta ferramenta revela-se muito útil para uma organização. Assumindo um papel relevante e crucial na sociedade atual, uma vez que é muito popular e possibilita partilha e divulgação de conteúdos de forma rápida.

A BACKGROUND Spp aposta na atualização regular da sua página ao publicar vídeos, posts, imagens das suas atividades, bem como da criação de eventos (via Facebook).

2.2.4.2- YouTube

O YouTube é uma rede social que permite a publicação e partilha de vídeos. O meio audiovisual é muito eficaz na transmissão de uma mensagem, pois é dinâmico e obriga ao funcionamento de pelo menos dois sentidos: a visão e a audição.

Nesta rede social, a BACKGROUND Spp compartilha com toda a comunidade web vídeos produzidos próprios e vídeos associados aos espetáculos que apoiam.

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2.2.5. Publicidade

A publicidade é uma das técnicas de comunicação mais utilizadas pelas organizações. “(...) Deriva de público (do latim publicus) e é conceituada como a arte de tornar público, divulgar um fato ou uma ideia (...)” [Gonçalez, 2009:7]. Numa definição, carateriza-se como sendo uma “técnica de comunicação de massas, destinada a um público específico e que é especialmente paga e utilizada com o objetivo de dar a conhecer e valorizar uma marca (produto, serviço ou instituição), contribuindo para a sua experimentação, consumo, adesão, fidelização, utilização ou apoio” [Caetano e Rasquilha, 2007:82].

Recorre-se à publicidade para divulgar e atrair público para as atividades desenvolvidas pela BACKGROUND Spp. Aqui insere-se a produção de material gráfico (cartazes, flyers, múpis, telões) e material audiovisual (vídeos). A publicidade realizada pela organização insere-se no âmbito institucional, uma vez que esta promove a cultura e não tem com objetivo vender um produto, mas sim, chamar a atenção do target para um evento cultural.

2.2.6. Press Release

Um press release é elaborado quando a notícia que a organização pretende transmitir não justifica a convocação de uma conferência de imprensa. Consiste num comunicado que é elaborado pela entidade quando se pretende divulgar algo que se considere de interesse público aos media. A convocatória para uma conferência de imprensa pode ser feita pro este meio, por exemplo. Tem como intuito ser publicado, apesar de ser ao critério do jornalista publicar ou não o press release, conforme a importância que ele atribuir ao mesmo. Representa uma solução rentável a médio e a longo prazo em termos divulgativos, tanto para a entidade como para os media. [García, 1999:19]

A BACKGROUND Spp, recorre frequentemente a esta ferramenta, uma vez que esta constitui uma oportunidade de publicitar atividades ou eventos da organização, sem qualquer tipo de encargos financeiros.

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2.2.7. Parcerias

Um evento em que uma organização tenha parcerias com os media e entidades governamentais, por exemplo, terá mais hipóteses de ser bem sucedido. Já um ditado popular muito antigo diz que “a união faz a força”, tal afirma-se cada vez mais no contexto atual.

No caso da BACKGROUND Spp, apostam-se nos meios de comunicação social, entidades privadas e governamentais. Conforme a atividade em causa, tentam-se estabelecer parcerias com organizações que se revejam na mesma. Os parceiros ajudam na divulgação da iniciativa e/ou oferecem os seus serviços ou apoios financeiros. Em contrapartida, a BACKGROUND Spp promove os mesmos, tendo sempre a sua imagem corporativa associada ao evento e em todo o material gráfico produzido e/ou concede um desconto à organização ou aos seus associados na atividade em causa.

2.2.8. Fardamento

Muitas organizações recorrem ao uso da farda para identificar os seus colaboradores, assim como manter uma imagem de profissionalismo. Confere à organização uma imagem muito definida daquilo que é e a que se propõe.

Na BACKGROUND Spp, o seu staff também recorre a uma farda, para ações muito específicas. Um dos serviços prestados pela organização é o serviço de bilheteira. Neste caso, os colaboradores fazem uso da sua farda que é constituído por um colete com as cores da organização e um pin identificativo (onde consta o seu nome), sendo sempre acompanhado por uma camisa branca.

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2.2.9. Cartão de visita

Muitas organizações usam o cartão de visita. Basicamente, este consiste num pequeno cartão onde contatam os contatos da mesma.

Na BACKGROUND Spp cada colaborador tem cartões de visita onde constam o seu nome e contato pessoal, bem como os contatos e morada da própria organização e a sua imagem corporativa.

2.3. Comunicação de Crise

Recorre-se à comunicação de crise quando uma organização enfrenta qualquer acontecimento que tenha um impacto negativo sobre a mesma. “Comunicação de risco é a expressão utilizada pelo mercado para designar um conjunto de estratégias à disposição das empresas e gestores para auxiliá-los na comunicação com o público em situações potenciais ou reais do conflito de interesses” [Melo, 2010:279]. É essencial ter na equipa um comunicador dotado de atributos como “(...) credibilidade, segurança, aptidão, boa aparência, acesso a boa informação, disponibilidade total, confiança, boas relações” [Ramos, 2007:31].

A BACKGROUND Spp adota como estratégia de comunicação de crise, o diálogo dotado de transparência e frontalidade. A organização acredita que esta é a melhor via para a resolução de conflitos. Assumir falhas e falar abertamente sobre elas,

Figura nº 8 - Farda da BACKGROUND Spp

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é fundamental para melhorar a prestação tanto dos colaboradores, como da própria organização. Tal espírito reflete-se na seguinte citação de Estanqueiro [2009:65]: “Há duas maneiras de resolver conflitos: um pela força, outra pelo diálogo”. O diálogo é a base que está na resolução de qualquer conflito.

2.4. Responsabilidade Social e Mecenato

Cada vez mais é valorizado o papel das organizações no desenvolvimento da comunidade local. Para a promoção de uma imagem cooperativa positiva, é fundamental que a entidade retribua à sociedade ao cumprir o seu programa de responsabilidade social e/ou envolvimento em atividades culturais através do mecenato.

2.4.1. Responsabilidade Social

Entende-se por responsabilidade social a adoção voluntária de medidas sociais e ambientais na atividade diária de uma organização. Essas medidas refletem o contributo da entidade para combater problemas sociais e ambientais que tenham impacto no meio onde se encontra inserida.17

Para a BACKGROUND Spp, a responsabilidade social de uma organização começa dentro da própria, na relação com o seu público interno. Quando se exerce influência sob os colaboradores, através da transmissão de valores para a cidadania e crescimento pessoal, é uma vertente de responsabilidade social, uma vez que cada indivíduo é um interveniente ativo na sociedade e exerce necessariamente uma influência social. A BACKGROUND Spp é associada da APEE (por se identificar com os seus princípios) e assume uma preocupação sincera em contribuir para a formação de produtores e promoção da cultura nacional.

2.4.2. Mecenato

O mecenato é uma técnica de comunicação à qual muitas organizações recorrem para cumprir o seu programa de responsabilidade social, no âmbito da

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cultura. Segundo a definição de Lindon [2011:353], o mecenato assume-se como um “apoio financeiro a manifestações de caráter eminentemente cultural, que podem ser incentivos fiscais”.

Ao recorrer a esta técnica, a organização visa: • Legitimação social e consolidação da cidadania; • Aumento da sua notoriedade e visibilidade;

• Transmissão dos seus valores e posição na sociedade; • Promoção de uma imagem positiva [Lindon, 2011:353].

O principal mecenas da organização é a AMC Invest. Esta consultora financeira encontrou na BACKGROUND Spp, um veículo de promoção do seu programa de responsabilidade social, apoiando fortemente toda a sua atividade.

Figura nº 9 - Logótipo da AMC Invest

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CAPÍTULO II:

O Estágio -

Atividades Desenvolvidas

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1. MOV’es

O MOV’es foi a primeira mostra cultural realizada em Portugal, nos dias catorze e quinze de setembro de 2013. A designação MOV’es atribuída ao evento foi com o intuito de dar a ideia de movimento à base de Economia Social: MOV’es – Movimento da Economia Social. Uma iniciativa que partiu da CASES e contou com a produção da BACKGROUND Spp, tendo como embaixador o cantor Carlos Alberto Moniz. Um roteiro cultural, ao longo de um fim-de-semana, pelos vários locais emblemáticos de Lisboa, totalmente gratuito. Diversos espetáculos, para os mais variados gostos e faixas etárias. Contou também com o envolvimento de estruturas de acolhimento, assim como parceiros e estruturas artísticas que se entregaram de corpo e alma a este projeto, sendo que o único retorno seria a aproximação do Grande Público aos criadores. O mapa de Lisboa foi redesenhado, dando destaque aos locais que receberam espetáculos no âmbito do MOV’es. Esta atividade representou uma oportunidade para os participantes divulgarem o seu trabalho e demonstrar o valor da cultura para a economia social. Para o público em geral, o MOV’es permitiu que este experienciasse vários tipos de espetáculos, alargando os seus horizontes e quebrando estereótipos em redor da cultura: os bons espetáculos não são apenas para elites.18

1.1- A CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social

A CASES é uma cooperativa que funciona segundo uma parceria efetiva entre o Estado e as organizações representativas do setor da economia social. Carateriza-se, de forma jurídica, como sendo uma “cooperativa de interesse público”, no âmbito da

,18 Adaptado de material cedido pela organização

Figura nº 10 - Logótipo do MOV'es Fonte: BACKGROUND Spp

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economia social. O reconhecimento, promoção, dinamização, cooperação, fortalecimento e qualificação deste setor, são os valores que guiam toda atividade da CASES. O seu principal objetivo é fortalecer o setor da economia social através da sua promoção e intensificação da ligação entre o estado e as organizações integrantes, dando o seu contributo para uma sociedade mais justa e solidária.19

1.2- Objetivos

Na conceção deste projeto, a CASES e a BACKGROUND Spp, tinham objetivos aos quais se propunham:

a) Incutir no público o impacto económico que as atividades culturais apresentam no país;

b) Consciencializar o público da diversidade de estruturas artísticas existentes em Portugal;

c) Criar novos grupos de público para a frequência de espaços destinados à cultura; d) Permitir a experimentação de diversas criações artísticas nas mais diversas

áreas;

e) Envolver as organizações de economia social numa relação de cooperação e solidariedade;

f) Valorizar a cultura nacional.

1.3- Participantes

Para que as estruturas de criação artística pudessem participar nesta atividade, estas teriam de se inscrever (através de um formulário fornecido pela BACKGROUND Spp) até ao dia 31 de maio. Houve algumas desistências, mas no evento a organização

19Adaptado de: http://www.cases.pt/sobre-nos/quem-somos, consultado a 12 de novembro de 2013. Figura nº 11 - Logótipo da CASES

Fonte: https://www.facebook.com/pages/Cases-Cooperativa-Ant%C3%B3nio-S%C3%A9rgio-para-a-Economia-Social/286107341443008?fref=ts

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BACKGROUND Spp

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contou com a participação de 33 estruturas artísticas, podendo dividir-se estes participantes em duas categorias:

1.3.1- Estruturas participantes

As estruturas participantes são aquelas que oferecem os seus trabalhos a esta iniciativa. Há estruturas que participam com mais do que um espetáculo e das mais diversas áreas da cultura.

• Teatro de Carnide, Acting Moon Company, ARD’5 – Quinteto de Sopros, Ditirambus, Teatro do Elefante, Teatro Meridional, Teatro do Frio, Bandalhada, arte pública, Estrela Vigorosa e Sport, Vara Teatro, Circuito Explosivo, Lua Cheia Teatro para Todos, DNA Lisboa – Espaço Teatro Praga, Salamandra Dourada, Teatro Alardiário, Animateatro, Dança para Pelés, Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, Terra na Boca, Amálgama, Teatro do Bocage, Teatro Rir de Nós, NACO, Chapitô, Comuna – Teatro de Pesquisa, Trio Petit Gatô, Teatro O Bando e Teatro Estúdio Fontenova (as companhias estão dispostas segundo a sua ordem no mapa do MOV’es – vide anexo IV)

1.3.2- Estruturas de acolhimento

Nesta categoria, inserem-se as estruturas que acolheram os espetáculos. Há participantes que constam nesta categoria, uma vez que alguns realizaram espetáculos nas suas próprias infraestruturas.

• Metropolitano de Lisboa (linha azul: estações dos Restauradores e Carnide), Campo Pequeno, Teatro do Bocage, Teatro Carnide, Teatro Meridional, Chapitô, ETIC, MOB, Teatro do Bairro, Casa do Coreto (Carnide), DNA – Espaço Teatro Praga, Casa da Árvore, Auditório Liceu Camões e A Comuna - (vide anexo IV).

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1.4 Parceria institucional

Nesta iniciativa, a organização contou com a CML como parceira institucional. Representando um forte apoio neste evento uma vez que colaboraram com as várias burocracias envolvidas, assim como com técnicos e material necessário para alguns dos espetáculos realizados.

1.5 Apoios

Para além da parceria com a CML, a BACKGROUND Spp teve o apoio do Metro de Lisboa, Turismo de Lisboa, ETIC e SPA Autores. Estas empresas apoiaram na divulgação, promoção e produção do MOV’es.

1.6 Parceria de divulgação

Estabeleceu-se uma parceria de divulgação com as organizações do Festival TODOS e Bicycle Film Festival, a fim de atrair mais público para cada um dos eventos. Enquanto a BACKGROUND Spp incluía a publicidade destes eventos através da sua referência no material gráfico produzido, estes fariam o mesmo.

1.7 Atividades desenvolvidas

O MOV’es foi atividade central do estágio realizado por mim. Tanto que no seu plano, vem reforçado o papel que iria ter nesta mesma atividade. Participei tanto no ultimar da pré-produção como na própria produção e depois na pós-produção do MOV’es.

1.7.1- Pré-produção

Na altura em que eu cheguei à BACKGROUND Spp, estávamos a cerca de um mês e duas semanas do evento. Por isso ainda havia muito a fazer na área da pré-produção. Inicialmente, eu e o meu colega, Nuno Cabaço, iríamos ficar responsáveis por esses últimos preparativos, enquanto o restante staff

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encarregar-BACKGROUND Spp

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se-ia das restantes atividades da BACKGROUND Spp. Mas pouco tempo depois, (cerca de uma semana) chegou-se à conclusão que tal era impossível e a equipa teria de estar toda envolvida nesta atividade para garantir o sucesso e realização da mesma.

Atividades por mim desenvolvidas no âmbito da pré-produção do MOV’es:

- Preparação e categorização de conteúdos para enviar à Agenda Cultural de Lisboa;

- elaboração de uma convocatória para uma reunião destinada aos produtores que pertencem às estruturas de acolhimento;

- pedidos de orçamentos para materiais em prol do evento (puffs, troféus, catering e t-shirts);

- elaboração de um press release o qual se adaptava conforme as necessidades de promoção (vide anexo V);

- confirmação de pormenores relativamente aos espetáculos junto dos participantes via telefone;

- recolha de contatos específicos dos media para o envio de press releases; - pesquisa e recolha de contatos possíveis para a criação de grupos de público; - participação nas filmagens do spot para o MOV’es;

- proposta de parceria com grupos de media (Media Capital e Impresa);

- envio regular de informação para incluir nos rodapés televisivos de canal aberto (vide anexo VI);

- elaboração de uma proposta de convite (e-mail) para o MOV’es; - organização e gestão do dossier físico do MOV’es;

- verificação de alterações a fazer no mapa do MOV’es e envio das mesmas à designer;

- contato com seguradores a pedir orçamentos para um seguro de responsabilidade civil para o evento (vide anexo VII);

- envio de uma convocatória aos participantes para uma sessão de esclarecimento; - elaboração de folhas de produção (a partir das já existentes) e organização das

mesmas;

- elaboração de um documento com todos as opções de brinde; - envio de convites para grupos de público (vide anexo VIII);

Referências

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