Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL – UNIJUI
RÁIZA JANINE LIBARDONI MARKOWSKI
ADEQUAÇÃO DO PLANO DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO DEPOIS DA LEI KISS EM UMA EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL E COMERCIAL EM IJUÍ, RS
Ijuí – RS 2019
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL – UNIJUI
RÁIZA JANINE LIBARDONI MARKOWSKI
ADEQUAÇÃO DO PLANO DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO DEPOIS DA LEI KISS EM UMA EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL E COMERCIAL EM IJUÍ, RS
Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Civil apresentado ao Colegiado de Coordenação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI), como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Civil.
Orientadora: Prof. Lia Geovana Sala
Ijuí – RS 2019
Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
RÁIZA JANINE LIBARDONI MARKOWSKI
ADEQUAÇÃO DO PLANO DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO DEPOIS DA LEI KISS EM UMA EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL E COMERCIAL EM IJUÍ, RS
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de ENGENHEIRO CIVIL e aprovado em sua forma final pelo professor orientador e pelo membro da banca examinadora.
Ijuí, 11 do mês de Fevereiro de 2019
Prof. Lia Geovana Sala Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina
Prof. Lia Geovana Sala Coordenadora do Curso de Engenharia Civil/UNIJUÍ
BANCA EXAMINADORA
Prof. Daiana Frank Bruxel Bohrer (UNIJUÍ) Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Maria
Ijuí – RS 2019
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
Dedico este trabalho à minha família que, com todo carinho e confiança, não mediram esforços para que eu chegasse até aqui, e a todos aqueles que me apoiaram e acreditaram em mim.
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AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, que iluminou meu caminho e me proporcionou força e coragem durante esta longa caminhada. A minha mãe Lúcia Nita Libardoni, pela compreensão durante os períodos em que estive ausente, e por todo o sacrifício e suporte para que este sonho pudesse ser concretizado. Ao meu noivo Vinicius Heldt, pelo apoio incondicional em grande parte deste período da minha vida, pela paciência em muitos momentos em que estive estudando, pela contribuição indispensável em todos os momentos, obrigada por tudo. A toda a minha família, meu alicerce e suporte nesta longa caminhada. A todos os professores, pelo conhecimento compartilhado durante todo o curso, em especial a minha orientadora Prof. Lia Geovana Sala, pelos conselhos, contribuição indispensável neste trabalho e por toda a atenção prestada. Aos colegas, pelo companheirismo durante todo o curso e pela parceria nos grupos de estudo. Aos meus amigos e todos que de uma forma ou outra contribuíram para a conclusão deste trabalho.
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar.
Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
RESUMO
Markowski, Ráiza Janine Libardoni, Adequação do plano de prevenção contra incêndio
depois da lei kiss em uma edificação residencial e comercial em Ijuí, RS. 2019.
Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Ijuí, 2019. Este trabalho irá averiguar o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) de uma edificação (já construída) residencial e comercial com salas comerciais no térreo, localizada na cidade de Ijuí/RS. Sendo assim como se refere a uma edificação já construída é necessário realizar as devidas adequações em relação as normas e leis vigentes no país, voltadas especificamente para prevenção contra incêndio. Os objetivos fundamentais da segurança contra incêndio estão relacionados a minimizar o risco à vida e reduzir a perda patrimonial. As finalidades específicas estão voltadas principalmente no sentido enfatizar a importância do planejamento do projeto de prevenção contra incêndio, contemplando, portanto, desde o início do projeto arquitetônico, as devidas medidas de prevenção e proteção. Além de propor um upgrade no PPCI examinado, apresentando alternativas de modificação no projeto que deixarão o plano de prevenção e proteção contra incêndio mais eficaz e eficiente. Este trabalho começa com uma extensa revisão bibliográfica do tema e posteriormente descreve a edificação analisada e os equipamentos de proteção contra incêndio prescritos no PPCI presente na edificação. Diante disso, averigou-se o PPCI da edificação de forma detalhada e avaliativa e percebeu-se que o PPCI existente exibe complicações em alguns pontos, relevantes, como ausência de sistema de proteção contra descargas atmosféricas – SPDA, segurança estrutural em incêndio e controle de materiais de acabamento e revestimento, ficando confirmado a fundamental importância de estar contemplado desde a criação inicial de um projeto arquitetônico o seu PPCI, para evitar riscos desnecessários a vida, bem como, perdas patrimoniais.
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
ABSTRACT
Markowski, Ráiza Janine Libardoni, Adequacy of the fire prevention plan after the kiss law
in a residential and commercial building in Ijuí, RS. 2019.
Completion of course work. UNIJUÍ, Ijuí, 2019. This work will investigate the Fire Prevention Plan (PPCI) of a residential and commercial building with commercial rooms in the state of Rio Grande do Sul. located in the city of Ijuí / RS. Therefore, as it refers to a building already built, it is necessary to make the necessary adjustments in relation to the norms and laws in force in the country, specifically aimed at fire prevention. The fundamental objectives of fire safety are related to minimizing the risk to life and reducing the loss of property. The specific purposes are mainly focused on emphasizing the importance of planning the fire prevention project, contemplating, from the beginning of the architectural project, the appropriate prevention and protection measures. In addition to proposing an upgrade in the PPCI examined, presenting design modification alternatives that will make the fire prevention and protection plan more effective and efficient. This work begins with an extensive bibliographical review of the theme and later describes the analyzed building and the fire protection equipment prescribed in the PPCI present in the building. Therefore, the PPCI of the building was investigated in a detailed and evaluative way and it was observed that the existing PPCI exhibits complications in some relevant points, such as absence of protection against atmospheric discharges - SPDA, structural fire safety and control of finishing and coating materials, being confirmed the fundamental importance of being contemplated from the initial creation of an architectural project its PPCI, to avoid unnecessary risks to life, as well as, equity losses.
Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio ... 16
Figura 2: Triângulo do Fogo ... 19
Figura 3: Tetraedro do Fogo ... 19
Figura 4: Agentes Extintores ... 24
Figura 5: Risco Classe A ... 25
Figura 6: Elementos para a classificação A ... 26
Figura 7 : Dimensões do Engradado de Madeira ... 26
Figura 8: Risco Classe B ... 27
Figura 9: Classificação de Área e Altura Classe B ... 27
Figura 10: Risco Classe C ... 28
Figura 11: Classificação das edificações quanto à sua Ocupação ... 34
Figura 12: Classificação quanto a Altura da Edificação... 35
Figura 13: Classificação das edificações referente a carga de incêndio ... 35
Figura 14: Classificação das edificações quanto a carga de incêndio por Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE ... 36
Figura 15: Classificação das edificações quanto às suas características construtivas .. 37
Figura 16: Fachada Edificação Área Nova ... 40
Figura 17: Fachada Edificação Àrea Construída Antigamente ... 41
Figura 18: Detalhe de Fixação do Extintor de Incêndio ... 44
Figura 19: Dados para Dimensionamento das Saídas de Emergência... 46
Figura 20: Escada e Guarda Corpo da Edificação ... 47
Figura 21: Símbolos para Identificação de Placas em Planta Baixa... 48
Figura 22: Distância entre Luminárias ... 49
Figura 23: Brigada de Incêndio ... 50
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
LISTA DE SIGLAS
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
APPCI Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio
CBMRS Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul
CBMSP Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo
CLCB Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros
CO Monóxido de Carbono
CPNSP Comissão Tripartite Permanente de Negociação do Setor Elétrico no estado de São
Paulo
IT Instrução Técnica, CBMSP - SP
NBR Norma Regulamentadora Brasileira
NR Norma Regulamentadora
PPCI Plano Prevenção e Proteção Contra Incêndio
PSPCI Plano Simplificado Prevenção e Proteção Contra Incêndio
RTCBMRS Resolução Técnica, CBMRS - RS
Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 13 1.1 TEMA ... 13 1.1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA ... 13 1.1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ... 13 1.1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA ... 14 1.2 JUSTIFICATIVA ... 14 1.2.1 SISTEMATIZAÇÃO DO ESTUDO ... 17 2 REVISÃO DA LITERATURA ... 182.1 COMBUSTÃO DO FOGO E INCÊNDIO ... 18
2.2 FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO CALOR ... 20
2.3 CAUSAS DOS INCÊNDIOS ... 21
2.4 CLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIO ... 23
2.5 CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE PLANOS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO... ... 28
2.5.1 PSPCI – PLANO SIMPLIFICADO PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO ... 31
2.5.2 PPCI – PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 32 2.5.3 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES SEGUNDO NORMAS VIGENTES... ... ....33
2.5.3.1 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO…… ... 33
2.5.3.2 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO QUANTO À ALTURA. ... 35
2.5.3.3 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO ... 35
2.5.3.4 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO A CARGA DE INCÊNDIO POR CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS – CNAE………….. ... 36
2.5.3.5 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO ÀS SUAS CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS ... 37
3 METODOLOGIA ... 38
3.1 MATERIAIS UTILIZADOS ... 39
3.2 ORGANIZAÇÃO GERAL DA PESQUISA ... 39
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ... 40
4.1 DESCRIÇÃO DA EDIFICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO ... 40
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4.3 DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA ... 44
4.3.1 EXTINTORES DE INCÊNDIO ... 44
4.3.2 SAÍDAS DE EMERGÊNCIA ... 45
4.3.3 SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA ... 47
4.3.4 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA ... 48
4.3.5 BRIGADA DE INCÊNDIO ... 50
4.3.6 ACESSO A VIATURAS NA EDIFICAÇÃO ... 51
4.3.7 ALARME DE INCÊNDIO ... 51
4.3.8 CONTROLE DE MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO ... 52
4.3.9 SEGURANÇA ESTRUTURAL EM INCÊNDIO ... 53
4.3.10 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS – SPDA... ... 53
5 EDIFICAÇÃO OU ÁREA DE RISCO EXISTENTE ... 54
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 56
6.1 CONCLUSÃO ... 56
7 REFERÊNCIAS ... 58
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1 INTRODUÇÃO
1.1 TEMA
Adequação do plano de prevenção contra incêndio antes e depois da Lei Kiss em uma edificação residencial e comercial em Ijuí, RS.
1.1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
Adequação do plano de prevenção contra incêndio antes e depois da lei kiss em uma edificação residencial e comercial em Ijuí, RS.
1.1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Uma das situações mais comuns na reprovação de planos de prevenção contra incêndio, acontece porque são inseridos nos projetos dados incorretos.
Porque o Estado do Rio Grande do Sul ainda não consolidou todas as leis, por isso elas acabam sofrendo uma constante mudança, gerando assim uma grande dificuldade na hora da concepção de um plano de prevenção.
Uma vez tendo sido realizado um estudo aprofundado de cada situação de PPCI, com edificações novas e edificações existentes, isto irá auxiliar na correta elaboração do plano, o que irá possibilitar uma análise mais rápida no Corpo de Bombeiros RS – CBMRS e sem a necessidade de inúmeras reanálises. Que por muitas vezes acarretam um atraso e um custo mais elevado na liberação do empreendimento.
Existe alguma adequação a ser feita neste empeendimento com relação ao PPCI depois da Leis Kiss? Existem possibilidades de aperfeiçoamento no projeto arquitetônico da edificação a que o PPCI em análise se refere, baseadas na segurança contra incêndios?
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1.1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA
Objetivo geral
O objetivo geral deste trabalho e realizar uma análise crítica de um PPCI de uma edificação existente antes e depois da adequação da Lei. Todas as classificações deste PPCI são para auxiliar a elaboração do plano de prevenção contra incêndio de acordo com a normas vigentes.
Objetivos específicos
Demostrar com ênfase como planejar um PPCI após a edificação já construida, verificar as implicações de um PPCI antes e depois da Lei Kiss.
Verificar se todas as medidas necessárias são possivéis de serem realizadas
Sugerir medidas de melhoria do PPCI analisado, tanto em termos de equipamentos, como possibilidades arquitetônicas que poderiam tornar o sistema de prevenção e combate a incêndio mais eficaz.
1.2 JUSTIFICATIVA
O objetivo fundamental da segurança contra incêndio é minimizar o risco à vida. As medidas de proteção empregadas para atingir esse objetivo conduzem também à redução da perda patrimonial, (SILVA 2014).
No estado do Rio Grande do Sul ocorreu um triste incidente que marcou o Estado, o incêndio na Boate Kiss na cidade de Santa Maria que vitimou 242 pessoas e feriu, ao menos, outras 680. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e teve seu início pelo acendimento de um artefato pirotécnico por um integrante de uma banda que se apresentava na casa noturna, (CORREIO BRAZILIENSE, 2018).
Esta foi a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, este lastimoso acontecimento produziu uma grande reviravolta sobre as medidas que o Estado possuía sobre a proteção e prevenção contra incêndio, (CORREIO BRAZILIENSE, 2018).
Depois do evento na Boate Kiss, o Estado obrigou-se a verificar as leis vigentes na época, dessa forma foi constatado a necessidade de aperfeiçoar as normas, com isso entra em vigor a Lei
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Complementar Nº 14.376 em 26 de Dezembro de 2013, mais conhecida como por Lei Kiss, Lei que regulamenta normas sobre segurança, prevenção e proteção contra Incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio no Rio Grande do Sul. Esta Lei era muito rígida não havia flexibilização para situação em que a lei não referenciava, e ainda existia situações as quais não se encontrava solução dentro da lei vigente, (CBMRS, 2018).
Para Regulamentar a Lei Complementar Nº 14.376 de 26 de Dezembro de 2013 entrou em vigor o Decreto Nº 53.280 de 1º de Novembro de 2016 alterando o Decreto antigo Nº 51.803 de 10 Setembro de 2014, Decreto que descreve as tabelas de classificação das edificações e áreas de risco de incêndio quanto á ocupação (CBMRS, 2018).
Por isso em 22 de Setembro de 2016 entrou em vigor a Lei complementar Nº 14.924 que atualiza a Lei Complementar Nº 14.376, assim fazendo com que as liberações de alvarás juntamente com o CBMRS se tornem mais ágil (CBMRS, 2018).
Na realização de PPCI - Plano Prevenção e Proteção Contra Incêndio, PSPCI - Plano Simplificado Prevenção e Proteção Contra Incêndio, APPCI - Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio e o CLCB - Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros, é necessário ter entendimento destas normas, leis e decretos sobre o tipo de edificação (CBMRS, 2018).
Primeiramente devem ser consideradas as atividades que estarão sendo realizadas naquele espaço, bem como o tipo de material que constitui a estrutura e o material de acabamento de obras já existentes ou definidos em projeto. Neste trabalho encontrar- se-á os dados de ocupação da edificação é a divisão entre os grupos de classificação das edificações. Na ocupação verifica-se sua descrição para definir a carga de incêndio como baixa, média ou alta conforme tabela 3.1 do Decreto 53.280 (CBMRS, 2018).
A NBR 9077 (ABNT, 2001) é a uma norma que trata de “Saídas de Emergência em Edifícios”, sendo a principal e mais importante NBR da área de prevenção de incêndios. É a base tanto para as Leis Complementares citadas anteriormente quanto para todas as Legislações de Prevenção de Incêndio pelo país.
Obtendo estes dados e a altura descendente ou altura ascendente da edificação consegue-se estabelecer a necessidade de medidas de segurança contra incêndio na edificação classificada.
A legislação contra incêndio no Estado do Rio do Grande do Sul possui um cronograma de leis e normas para seguir, para facilitar a compreensão em cada caso de prevenção. Em primeiro lugar deve-se seguir as leis vigentes do Estado do CBMRS – Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande
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do Sul, averiguar as RT (Resoluções Técnicas, CBM – RS), se houver itens de prevenção que o CBMRS não possua resolução técnica, o próximo passo e pesquisar nas NBR – Norma Regulamentadora Brasileira (ABNT) se não houver NBR sobre o devido assunto, pode-se consultar as IT (Instrução Técnica, CBMSP- SP), segundo Resolução Técnica de Transição (2007).
Em função das constantes mudanças nas normativas das leis houve a necessidade de criar um mecanismo que auxilie os profissionais, facilitando a correta construção de um plano de prevenção conforme sua classificação.
Segundo Brentano (2011), os principais objetivos do Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio devem ser a proteção da vida humana, a proteção do patrimônio e, por último, a continuidade do processo produtivo.
Na figura 1 pode-se analisar alguns itens de suma importância que devem constar em praticamente todos os projetos de prevenção e proteção contra incêndio.
Figura 1: Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio
Fonte: Autoria Própria (2018)
É necessário desmonstrar na planta baixa as rotas de fuga com placas fotoluminecscentes
,
distância a percorrer, local para instalação de extintores, alarmes de incêndio, luminarias de emergência, entre outros, estes são alguns dos itens se suma importância que devem estar no projeto.Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
1.2.1 SISTEMATIZAÇÃO DO ESTUDO
O trabalho abrange a seguinte estrutura:
No capítulo 1 apresenta-se a introdução, delimita-se o tema, formula-se a questão de estudo, define-se o objetivo geral e os específicos e justifica-se a realização deste trabalho.
No capítulo 2 realiza-se a revisão da literatura sobre o tema, que aborda aspectos como definição do fogo, aspectos de projeto para proteção contra incêndios de edificações, causas e classes de incêndios, propagação e métodos de extinção do fogo.
O capítulo 3 apresenta a metodologia, o capítulo 4 apresenta os resultados obtidos, o capítulo 5 descreve a data limite para regularização de edificações existentes, e o capitulo 6 as considerações finais sobre o trabalho.
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REVISÃO DA LITERATURA
2.1 COMBUSTÃO DO FOGO E INCÊNDIO
A combustão é uma reação química, que se constitui no arranjo de materiais combustíveis (sólido ou líquido) com o comburente (oxigênio do ar), que estimulado por uma fonte de calor inicia uma transformação química, o fogo, segundo Brentano (2007).
Conforme Brentano (2007), o fogo, em outras palavras, é uma reação química, denominada combustão, que acontece com a oxidação ágil do material combustível, sólido ou liquido, com o oxigênio do ar, causada por uma fonte de calor, além de expelir fumaça, gases entre outros.
O fogo é conhecido desde a pré-história e desde aquele tempo tem trazido inúmeros benefícios ao homem, ele nos aquece e serve para preparar alimentos. Mas o fogo quando foge ao controle do homem recebe o nome de incêndio, e causa inúmeros danos para as pessoas, exigindo pessoal e material especializado para extingui-lo (OTTONI, 2003).
De acordo com Brentano (2007), estes produtos derivados de combustão geram consequências:
As chamas geram a parte sensacional e perceptível do fogo, iluminando.
A fumaça impede a visibilidade, acarreta o pânico, complica a saída e a aproximação para o combate ao fogo, intoxica e/ou asfixia.
Os gases são imperceptíveis, podem ser tóxicos, inodoros e sua disseminação provoca a propagação do fogo. Na atualidade, com os materiais sintéticos cada vez em maior quantidade usados nos acabamentos e revestimentos de construções, isso causou um aumentou na quantidade de objetos gasosos infecciosos ao homem em um incêndio.
O calor esquenta o ar obtendo temperaturas muito elevadas, provocando a propagação do fogo através da combustão.
Inicialmente foi criada a teoria conhecida como triângulo do fogo que explicava os meios de extinção do fogo pela retirada do combustível, do comburente ou do calor. Assim, a interpretação desta Figura 2 geométrica plana é: os três elementos que compõem cada lado do triângulo, combustível, comburente e calor, devem coexistir ligados para que o fogo se mantenha, (OTTONI, 2003).
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Figura 2: Triângulo do Fogo
Fonte: Rotas da Liberdade (2013)
O triângulo do fogo mostra os três elementos necessários para que se inicie a combustão, pode não ser o suficiente para que este se mantenha. Para garantir combustão continua é necessário introduzir um quarto elemento o calor, de acordo com Brentano (2007).
O calor originado da decomposição das moléculas do combustível atinge outras moléculas que são decompostas em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, gerando mais calor para decompor outras moléculas do combustível, formando um ciclo constante, uma reação em cadeia. Tetraedro do fogo é o conjunto do triângulo do fogo mais a reação em cadeia conforme figura 3, segundo Comissão Tripartite Permanente de Negociação do Setor Elétrico no estado de São Paulo - CPNSP (2018).
Figura 3: Tetraedro do Fogo
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O Incêndio possuí fases, a fase inicial, fase de queima livre e a fase de queima lenta. A fase inicial, começa com o local em temperatura ambiente com o calor sendo consumido no aquecimento dos combustíveis, gerando assim a produção de gases inflamáveis (BRENTANO 2007).
Na fase de queima livre o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente ocorrendo assim a propagação do fogo para outros objetos adjacentes do local como o teto. Quando determinados combustíveis atingem o seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma queima instantânea e concomitante desses produtos, o que poderá provocar uma explosão ambiental ficando toda a área envolvida pelas chamas. Esse fenômeno é conhecido como Flashover, (BRENTANO 2007).
Na fase de queima lenta ocorre a redução da quantidade de oxigênio no local, o monóxido de carbono (CO) começa a ser produzido. Nesta fase, as chamas podem deixar de existir se não houver ar suficiente para mantê-las. O fogo e normalmente reduzido a brasas, o ambiente torna-se completamente ocupado por fumaça densa e os gases se expandem. Devido à pressão interna ser maior que a externa, os gases saem por todas as fendas em forma de golfadas, que podem ser observadas em todos os pontos do ambiente, (BRENTANO 2007).
Na fase da queima lenta, a combustão é incompleta porque não há oxigênio suficiente para sustentar o fogo. Contudo, o calor da queima da livre permanece, e as partículas de carbono não queimadas (bem como outros gases inflamáveis, produtos da combustão) estão prontas para incendiar-se rapidamente, assim que o oxigênio for suficiente. Na presença de oxigênio, esse ambiente explodirá, a essa explosão chamamos de Backdraft, (BRENTANO 2007).
2.2 FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO CALOR
O calor é a energia térmica em trânsito entre corpos que estão a temperaturas diferentes. O calor passa de um corpo para o outro até que seja atingido o equilíbrio térmico. De acordo com Brentano (2007) as formas de progação de calor são:
Condução: é o processo de transferência de calor onde a energia é transferida de partícula para partícula (agitação atômico-molecular), sem que haja transporte de matéria de uma região para outra. O processo de transmissão de calor ocorre principalmente nos sólidos e em especial nos metais, pois estes são bons condutores de calor. Em geral, um bom condutor de eletricidade também é um bom condutor de calor.
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Convecção: é o processo de transmissão de calor feita por meio do transporte da matéria de uma região para outra, que acontece somente em fluidos, isto é, nos líquidos, gases e vapores uma vez que há movimentação das partículas diferentemente aquecidas no interior do meio, não podendo ocorrer nos sólidos.
Irradiação: Consiste na transmissão de calor por meio de ondas eletromagnéticas. Ocorre tanto no vácuo quanto em certos meios materiais como, por exemplo, no ar. Esta é a única forma de transmissão de calor que pode ocorrer no vácuo. A energia térmica que o nosso planeta recebe do sol se propaga exclusivamente por irradiação. As características dessa radiação dependem da temperatura que o corpo se encontra, verificando-se que quanto maior a temperatura maior a frequência e maior a intensidade de energia irradiada.
Em conformidade com Pozzobom (2007), os incêndios são normalmente causados por erro humano (negligencia; ignorância, etc) e suas consequências também podem ser gravadas por este mesmo erro. As legislações, normativas e resoluções trazem recomendações mínimas de segurança.
2.3 CAUSAS DOS INCÊNDIOS
Para o início de um incêndio em uma edificação, torna-se necessária à concorrência fundamental de um componente humano, de uma fonte de calor e de um combustível. Conclui-se por causa de incêndio o princípio da ação material ou pessoal que produz e transmite o fogo causador do incêndio (BRENTANO, 2007).
Quando se investigam as causas de um incêndio, procura-se saber porque, como e onde iniciou a primeira chama onde começou o processo de combustão, se a sua origem é oriunda de ação direta do homem ou não. Um incêndio só principia quando estiverem presentes, em quantidades proporcionais, combustível, comburente e calor, que, na maioria das situações, carece de um agente ígneo para dar início a esta reação (POZZOBON 2007).
Segundo Silva Filho (1999), consequentemente, pode-se classificar as causas de um incêndio como: causas humanas -criminosas e culposas; causas acidentais; causas elétricas; causas mecânicas; causas naturais; causas químicas e causas de incêndios industriais.
Com relação às causas humanas (culposas e criminosas), o crime culposo é resultante da inobservância do cuidado necessário do agente, o qual não intenta nem assume o risco do resultado
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típico, porém a ele dá causa por imprudência, negligência e imperícia. Ou seja, é um agir descuidado que acaba por gerar um resultado ilícito não desejável, porém previsível (SILVA FILHO, 1999).
Pode-se dizer que uma causa de incêndio é considerada culposa quando causada pela ação direta do homem. Exemplificando: quando o homem manipula uma determinada fonte de calor sem observar os cuidados necessários, deixando, por exemplo, o ferro de passar roupa, ligado, sobre a mesa; usar o maçarico próximo a um material inflamável, deixar velas acesas sobre o móvel, etc. A causa criminosa se identifica quando o homem, por motivos psicológicos e materiais, voluntariamente, provoca um incêndio ou explosão (SILVA FILHO, 1999).
As causas acidentais elétricas, mecânicas e químicas são as que decorrem devido a falhas aleatórias, mesmo que a pessoa tenha tomado as devidas precauções e cuidados para que isso não ocorra, todavia, devido a inúmeros motivos independentes da sua vontade, eles acontecem, (SILVA FILHO, 1999).
Exemplos de causas elétricas: Superaquecimento na fiação devido à sobrecarga nos circuitos; aquecimento excessivo de um motor por falta de lubrificação, que pode provocar um curto-circuito; arcos elétricos e centelhas, devido, principalmente, a curtos-circuitos; faíscas provenientes de chaves ou outros aparelhos elétricos; falta de proteção nos circuitos; eletricidade estática, etc, (SILVA FILHO, 1999).
Exemplos de causas mecânicas: Emperramento de correias de sistema de transmissão ou transporte em indústrias, causando sua queima; atritos ou fricção, provocados por falta de lubrificação em rolamentos e mancais; explosão mecânica dos vasos de pressão de caldeiras e tubulações pressurizadas, (SILVA FILHO, 1999).
As causas naturais dão-se pelos chamados fenômenos naturais, por exemplo: raios elétricos, descargas atmosféricas, terremotos, erupções vulcânicas, desabamentos, o sol (através da concentração de seus raios em vidros e lentes); cujo controle foge dos procedimentos preventivos, (SILVA FILHO, 1999).
Nas causas químicas pode-se citar o fenômeno autodenomidado de autocombustão, causado pela absorção da umidade em determinados produtos químicos, tais como: hidro sulfito de sódio, óxido de cálcio, pentasulfeto de fósforo, pó de alumínio, pó de bronze, pó de zinco, potássio, dentre outros, (SILVA FILHO, 1999).
A fim de compreender as causas de incêndios industriais é indispensável mencionar que o risco de incêndios nas indústrias vem aumentando gravemente, devido à utilização de novos materiais e projetos de edificações, além do enorme consumo de energia, onde uma das fontes alternativas de
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energia é a calorífica. Com a Revolução Industrial, os países que implantaram parques industriais constataram o crescimento assustador dos casos de incêndios, principalmente nos centros urbanos criados para atender a demanda de mão-de-obra para as indústrias, (SILVA FILHO, 1999).
Conforme NR 23 (BRASIL, 2011), todos os locais de trabalho deverão possuir: a) proteção contra incêndio;
b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio; c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.
Identificou-se que este ramo de atuação os PPCI’S, é um ramo inovador, que poucos profissionais se adaptam com essa constante mudança, e os desafios encontrados nelas. Algo que está sempre se renovando, em um constante estudo, o profissional tem que se manter atualizado (BRENTANO, 2007).
2.4 CLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIO
Existem cinco classificações de fogo de acordo com a Resolução Técnica Nº 14 – Extintores de Incêndio (CBMRS 2016), porém as classes mais conhecidas são as classes A, B e C.
Fogo Classe A: causados por matérias de fácil combustão, fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos, tais como madeiras, tecidos, papéis, borrachas, plásticos termoestáveis e outras fibras orgânicas, que queimam em superfície e profundidade deixando resíduos;
Fogo Classe B: causados por materiais que queimam apenas em sua superfície e que não deixam resíduos, fogo envolvendo líquidos e/ou gases inflamáveis ou combustíveis, plásticos e graxas que se liquefazem por ação do calor;
Fogo Classe C: fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricas energizados, motores, geradores, transformadores, televisores e etc;
Fogo Classe D: Incêndios em elementos pirofóricos em suas ligas. Inflamem-se quando em contato com o ar ou produzem centelhas e até explosões quando
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pulverizados e atritados. Fogo em metais combustíveis, tais como magnésio, titânio, zircônio, sódio, potássio e lítio;
Fogo Classe K: Criado em 1998 devido aos riscos de incêndio em cozinhas pela presença de uma fonte de calor e de elementos combustíveis (gás, gordura, óleos) que também se acumulam em coifas, dutos, etc. É muito comum a retomada de incêndio nas cozinhas.
Foram definidos os tipos das unidades extintoras, em água, espuma, dióxido de carbono (CO₂), pó BC, pó ABC, classe D e classe K, demonstrados na Figura 4, (RT Nº 14 - CBMRS, 2016). As unidades extintoras ABC são as mais utilizadas, porque abrangem uma grande gama de materiais dentro destas três classificações, como madeira, plásticos e equipamentos elétricos, entre outros, com isso auxiliando e facilitando a instalação de apenas um tipo de extintor em locais com diversidades de produtos, melhorando o custo para o proprietário da edificação, conforme RT Nº 14 (CBMRS, 2016).
Figura 4: Agentes Extintores
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Em qualquer edificação ou área de risco de incêndio com área construída inferior a 50m² pode ser instalada apenas uma única unidade extintora de pó ABC, desde que atenda a capacidade extintora mínima prevista para o tipo de ocupação ou área de risco de incêndio, no caso de áreas comerciais, o mínimo são duas unidades extintoras conforme RT Nº 14 (CBMRS, 2016).
Conforme RT Nº 14 (CBMRS, 2016), o tipo de ocupação e a classificação estabelecida pelas normas, desse ponto define-se o tipo de extintores a serem instalados, em concordância com as especificações dos extintores, temos uma distância a percorrer que é alterada conforme extintor que será estipulado de acordo com a classe de risco.
Para risco de classe A conforme a Figura 5 pode-se obter três opções de capacidade extintores e distâncias a percorrer.
Figura 5: Risco Classe A
Fonte: CBMRS – RT 14 (2016)
Para entendermos como seria um incêndio de tamanho 2-A, de acordo com a NBR 15808 (ABNT, 2010) são realizados testes em engradados para definir a capacidade extintora da classe A, de acordo com a Figura 6.
Para efetuar o ensaio de fogo em engradados de madeira o extintor deve extinguir o fogo do engradado de madeira correspondente a um dos graus da Figura 7 sem apresentar reignição, com chama visível, após 10 min do início da descarga do extintor. O engradado deve apresentar perda de massa entre 55% e 40% de sua massa inicial, de acordo com aNBR 15808 – ABNT, 2010.
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Figura 6: Elementos para a classificação A
Fonte: BT Segurança (2015)
Figura 7 : Dimensões do Engradado de Madeira
Fonte: NBR 15808 ABNT (2010)
No caso da classe de risco B verifica-se na Figura 8 que cada classe de risco possui duas capacidades extintora com distintas distâncias a percorrer.
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Figura 8: Risco Classe B
Fonte: CBMRS – RT 14 (2016)
Entretanto quando se analisa a capacidade extintora para a classe B, são realizados ensaios em cubas quadradas, sob condições laboratoriais, contendo n-heptano, segundo a Figura 9.
Figura 9: Classificação de Área e Altura Classe B
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No caso dos fogos de classe C, encontra-se três classes de risco, cada uma com sua distância a percorrer, Figura 10. Não existe um número indicativo de capacidade, mas o importante é saber se o extintor utilizado é indicado para proteção de equipamentos elétricos energizados.
Figura 10: Risco Classe C
Fonte: CBMRS – RT 14 (2016)
Para as classes D e K de fogo, são necessários identificar e verificar os tipos de compatibilidade dos metais e os tipos de óleos, para analisar o tipo de unidade extintores.
Deve haver no mínimo um extintor de incêndio, adequado a(s) classe(s) de incêndio existente(s) no local, distante a não mais de 5m da porta de acesso da entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área de risco de incêndio, conforme RT Nº 14 (CBMRS, 2016). Segundo RT Nº 14 (CBMRS, 2016) que descreve sobre extintores de incêndio, ressalta que os extintores não podem estar obstruídos e devem estar visíveis e sinalizados, conforme legislação vigente.
2.5 CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE PLANOS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO
As novas tecnologias de materiais estruturais, vedações, revestimentos, grandes edifícios, complexos de compras, entre outros, que se encontram algumas das armadilhas contra a segurança contra incêndio. Estas armadilhas podem ser evitadas com medidas de proteção contra incêndios, o
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que em muitos casos não são aplicadas como deveriam, deve-se pensar na segurança contra incêndio no início de qualquer projeto, na primeira parte.
Segundo Seito et al. (2008), carecemos de elementos essenciais para aplicar as medidas de segurança necessárias de proteção contra incêndio – PCI, como:
Legislação em nível nacional, estadual e municipal.
Técnicos, instaladores, operadores de sistemas de PCI.
Profissionais formados especificamente na área de PCI.
Laboratórios completos e em número compatível com as dimensões do Brasil.
Produção total nacional de materiais de construção ensaiada e catalogada.
A vida moderna aumenta os riscos de incêndios devido às grandes concentrações humanas nas grandes cidades, edificações mais altas e próximas, concepções arquitetônicas que favorecem a propagação do fogo, materiais empregados de fácil combustão e pela proliferação e concentração de toda espécie humana, (BRENTANO, 2015).
Essa área é de grande complexidade, pois envolve resistência e reação ao fogo dos materiais de construções, saídas de emergência, sistemas de detecção e combate ao fogo, iluminação de emergência e controle de fumaça.
Necessita-se de qualidade nas instalações, equipamentos, procedimentos contra incêndios, criar programas de orientação para fabricantes e usuários das edificações identificando formas precaução contra incêndio e rotas de fugas em caso de necessidade (BRENTANO, 2015).
Antigamente no estado do Rio Grande do Sul as leis de segurança contra incêndio eram brandas e desatualizadas, após a incidente da boate Kiss na cidade de Santa Maria as leis sofreram grandes mudanças e melhorias nestes últimos cinco anos.
As Resoluções Técnicas de Transição do Corpo de Bombeiros do RS, estabelecem requisitos mínimos nas edificações e áreas de risco de incêndio, determinando especificações para a segurança contra incêndio no RS até a publicação das Resoluções Técnicas do CBMRS específicas (CBMRS, 2018).
Conforme Brentano (2015) descreve:
A edificação, de acordo com a ocupação, área, altura e carga térmica, pode necessitar de maiores condições de proteção contra incêndio, que podem ser bem invasivas nos espaços arquitetônicos, como escadas amplas, sistema de
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chuveiros automáticos, caixas de incêndio, extintores de incêndio, e outros. O projeto desses espaços e das instalações não pode ser elaborado após a conclusão do projeto arquitetônico. Isto vale da mesma forma para os demais projetos, porque os espaços necessários para cada um deles devem ser previstos e compatibilizados para que as respectivas execuções sejam mais rápidas, sem desperdícios de matérias e com melhores condições de funcionamento. Todos os projetos devem ser elaborados simultaneamente de forma coordenada.
As Resoluções Técnicas de Transição do Corpo de Bombeiros do RS, demostram as medidas de segurança contra incêndio e indicam que norma deve ser observada para cada medida de segurança, exemplo: acesso de viatura dos bombeiros IT (Instrução Técnica nº 06 – SP), controle de materais de acabamento e revestimento IT (Instrução Técnica nº 10-SP, brigada de incêndio RT (Resolução Técnica nº 014/BM-CCB/2009), entre outras.
Foi sancionada a flexibilização da Lei de Prevenção e Proteção Contra Incêndio em 22 de setembro de 2016, instituindo formas de agilizar o processo no site do CBMRS, conforme a caracterização de cada edificação.
Conforme Lei Complementar Nº 14.924, de 22 de Setembro de 2016, todas as edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – APPCI, expedido pelo CBMRS com exceção de:
Edificações de uso residencial, unifamiliar;
Residências unifamiliares em edificação com ocupação mista até dois pavimentos, desde que as ocupações possuam acessos independentes;
Empreendedor que utilize residência unifamiliar, sem atendimento ao público e sem estoque de materiais;
Propriedades destinadas a atividades agrossilvipastoris, excetuando-se silos e armazéns;
Existem três tipos de planos para conseguir o Alvará do seu estabelecimento, o primeiro é o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB), este o proprietário da edificação pode emitir direto por meio eletrônico pelo site do CBMRS.
As edificações com áreas de risco de incêndio enquadradas nos incisos abaixo serão regularizadas mediante Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB), conforme (Lei Complementar nº 14.924/16) inciso I Art. 2:
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Possuir área total de até 200m²;
Ter até 2 pavimentos;
Ser classificada com grau de risco baixo ou médio conforme definição do seu CNAE, nas tabelas do Decreto Estadual;
Não possuir subsolo com área superior a 50m²;
Não se enquadrar nas divisões de Locais de Reunião de Público (F-5, F-6, F-7, F- 11, F-12), Serviços automotivos e Assemelhados (G-3, G-4, G-5, G-6), Local explosivo (L-1, L-2, L-3) e em Locais especiais com divisão (M-1, M-2, M-3, M- 4);
Não possuir depósitos ou áreas de manipulação de combustíveis, inflamáveis, ou substâncias perigosas;
Não dispor de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) maior que 26kg;
O CLCB não precisa ser renovado caso a edificação não sofra alterações conforme RTCBMRS nº 05 – Parte 2/2016.
III - O CLCB será válido enquanto a edificação não sofrer alterações nos requisitos constantes no inciso I; (Redação dada pela Lei Complementar 14.924/16).
2.5.1 PSPCI – PLANO SIMPLIFICADO PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
O segundo documento é o Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PSPCI.
Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PSPCI – é um processo que contém um conjunto reduzido de elementos formais, em função da classificação de ocupação, carga de incêndio e uso da edificação, que dispensa a apresentação do Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PrPCI – em conformidade com esta Lei Complementar e Resolução Técnica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul – RTCBMRS, (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16).
As informações fornecidas para os PSPCI de grau de risco baixo são de inteira responsabilidade do proprietário ou responsável pelo uso da edificação (CBMRS, 2018).
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Agora no caso de um PSPCI com grau de risco médio a responsabilidade pelas informações e do proprietário ou responsável pelo uso, em conjunto com o responsável técnico (arquiteto ou engenheiro), conforme RTCBMRS nº 5 – Parte 3.1/2016.
De acordo com a Resolução Técnica Nº 5 do CBMRS (2016), o PSPCI se aplica as edificações e áreas de risco de incêndio que atendam a todos os seguintes requisitos:
A classificação quanto a carga de incêndio com risco baixo ou médio;
Área total edificada de até 750m² (F-11 e F-12 com área construída até 1500m²);
Máximo 3 pavimentos; Exceto:
Depósitos e revendas de GLP a partir de 521 kg;
Depósitos de combustíveis e inflamáveis;
Edificação com central de GLP;
Edificações do grupo “F” que possuam classificação quanto à carga de incêndio com risco médio e alto;
Edificações classificadas nas divisões G-3, G-5, G-6;
Locais de elevado risco de incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS;
A emissão de APPCI para edificações enquadradas no PSPCI será efetivada sem a realização de vistoria ordinária, observados os requisitos estabelecidos em RTCBMRS.
2.5.2 PPCI – PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
O terceiro documento é o Plano de Prevenção Contra Incêndio, ele se enquadra em todos os demais casos que não se enquadram no CLCB e PSPCI, conforme RT Nº 05 – Parte 1.1 (CBMRS, 2016).
O PRPCI é o Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e pode ser elaborado apenas por profissionais habilitados (Engenheiros Civis e Arquitetos), fiscalizado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, mediante vistorias e concessão de alvarás, sendo exigido por órgãos públicos para
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qualquer imóvel, a fim de proporcionar maior segurança às pessoas de acordo com a RT Nº 05 – Parte 1.1 (CBMRS, 2016). É obrigatório para todas as edificações existentes, mesmo aquelas que se encontram em situação de construção ou reforma (naquelas que possuírem ampliação de área superior a 10% da sua área total), (RT Nº 05 – Parte 1.1 (CBMRS, 2016).
A população necessita se conscientizar que estas medidas de prevenção e proteção contra incêndios em suas edificações são para sua própria segurança e bem-estar. Este problema seria bem menor se a cada reforma ou construção de uma edificação já fosse previsto, analisado e inserido no projeto arquitetônico estas medidas de segurança (CBMRS, 2018).
Mais fácil, importante e eficiente do que planejar a Prevenção de Incêndio no momento em que a edificação está sendo projetada ou remodelada (FERIGOLO, 1977).
Como pode-se verificar ocorrem mudanças frequentes nas Leis, Decretos e Resoluções Técnicas estado no Rio Grande do Sul, mais ainda não foram totalmente estabelecidas todas as normas (CBMRS, 2018).
A realização deste programa em modelo simplificado, irá auxiliar e facilitar todos os envolvidos em elaboração de planos de prevenção no estado, como engenheiros e arquitetos, até mesmo para pessoas que não trabalham na área. Sendo necessário apenas entrar no site do SISBOM CBM-RS para preencher os dados e emitir o CLCB – Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros, este certificado sem encaixa em algumas edificações conforme incisivo citado anteriormente (CBMRS, 2018).
2.5.3 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES SEGUNDO NORMAS VIGENTES
Para se determinar as medidas de proteção contra incêndios, uma edificação deve ser classificada segundo sua ocupação, altura e a carga de incêndio de fogo.
2.5.3.1 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
Conforme os critérios constantes nas tabelas de classificação que se encontram no Decreto 53.280 de 1º de Novembro de 2016, Figura 11, as edificações e áreas de risco de incêndio, devem ser classificadas considerando a ocupação, a altura e a carga de incêndio.
Esta classificação é necessária para um correto dimensionamento do PPCI, sendo seus parâmetros importantes para verificarmos a proteção necessária na elaboração do mesmo. Para tal classificação utilizamos o Decreto 53.280/2016.
Figura 11: Classificação das edificações quanto à sua Ocupação
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2.5.3.2 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO QUANTO À ALTURA.
A classificação quanto a altura da edificação é muito importante porque está altura auxiliará na hora de identificar nas tabelas as medidas de segurança necessaria para a edificação, quanto mais alta a edificação maiores serão as medidas necessárias para a prevenção contra incêndio, Figura 12.
Figura 12: Classificação quanto a Altura da Edificação
Fonte: Decreto 53.280/2016
2.5.3.3 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO
As cargas de incêndio específicas podem ser estabelecidas por padrões característicos nas edificações e áreas de risco, conforme a ocupação e uso específico, de acordo com o Decreto 53.280/2016.
As edificações quanto a sua carga de incêndio específica na figura 13, de acordo com o Decreto 53.280/2016, podem ser classificadas em risco baixo, risco médio e risco alto.
Figura 13: Classificação das edificações referente a carga de incêndio
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2.5.3.4 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO A CARGA DE INCÊNDIO POR CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS - CNAE
A classificação nacional de atividades econômicas – CNAE é uma forma de padronizar os códigos de atividades econômicas em todo o país, bem como ela serve para facilitar o enquadramento da sua empresa.
Todos os tipos de atividades econômicas possuem seu código na CNAE, desde empresas públicas ou privadas e até mesmo atividades sem fins lucrativos ou de pessoas físicas em atividades autônomas.
O código CNAE facilita na elaboração do PPCI porque ficará explícito em qual divisão seu estabelecimento ou edificação se enquadra, com estes dados encontra-se a carga de incêndio conforme figura 14.
Figura 14: Classificação das edificações quanto a carga de incêndio por Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE
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2.5.3.5 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO ÀS SUAS CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS
As edificações podem demostrar maior ou menor facilidade para a irradiação do fogo, em conformidade com as suas concepções estruturais, arquitetônicas e os materiais utilizados na elaboração da obra.
As edificações são classificadas quanto às suas características construtivas de acordo com a figura 15 conforme RT Nº 11 – Parte 1 (CBMRS, 2016).
Figura 15: Classificação das edificações quanto às suas características construtivas
Fonte: RT Nº 11 – Parte 1 (CBMRS, 2016)
Nota-se o quanto a área de PPCI é importante e dinâmica, exigindo constantes estudos, mas com promissor mercado de trabalho e com grande crescimento da demanda. Porque o PPCI tem como objetivo proteger a vida dos ocupantes e as edificações por meio de ações que evitam a propagação do fogo e minimizem os danos materiais causados por incêndios (CBMRS, 2016).
Observou-se que realmente o custo de um incêndio supera muito o custo da elaboração, instalação e fiscalização do PPCI de uma edificação e, felizmente, a sociedade vem se dando conta disso, porque o projeto arquitetônico é o primeiro que deve ser iniciado numa obra e o último a ser concluído. Como diz Ferigollo (1977), “Nada mais fácil, importante e eficiente do que planejar a Prevenção de Incêndio no momento em que a edificação está sendo projetada¨.
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3 METODOLOGIA
De acordo com Gonçalves (2005) o estudo de caso é um processo específico para o desenvolvimento de uma investigação qualitativa. É um desenho de investigação que pode ser conduzido no quadro de paradigmas bem distintos, como o positivista, o interpretativo ou o crítico.
O estudo de caso tem como objeto de estudo uma entidade bem definida: um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma turma, uma pessoa, ou uma entidade social, (GONÇALVES 2005).
O objeto em estudo visa conhecer em profundidade os “como” e os “porquê”, fazendo justiça à sua unidade e identidade próprias. Utilizando uma grande variedade de instrumentos e estratégias de recolha de dados segundo Gonçalves (2005).
Em conformidade com Yin (2015) o estudo de caso é uma investigação empírica que:
Investiga um fenômeno contemporâneo (o caso) em profundidade e em seu contexto de mundo real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto puderem não ser claramente evidentes. Em outras palavras, você poderia usar a pesquisa de estudo de caso por desejar entender um fenômeno do mundo real e asssumir que esse entendimento provavelmente englobe importantes condições contextuais e pertinentes ao seu caso.
Anteriormente a Lei Complementar Nº 14.376, não existia uma lei específica para a consulta clara das exigências, à vista disso, os Decretos Nº 37.380 de 28 de abril de 1997 e Nº 38.273 de 09 de março de 1998, bem como a NR-23 foram as referências para as definições das exigências.
O estudo tem como finalidade analisar o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios de uma edificação, bem como elaborar possíveis sugestões de aprimoramento do sistema de prevenção e combate a incêndios, tanto no âmbito do PPCI como do projeto arquitetônico.
Esse estudo de caso utilizou uma metodologia qualitativa baseada em evidências observadas na edificação e em pesquisa teórica das leis, buscando elencar as adaptações necessárias para regularizar o PPCI em estudo.
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3.1 MATERIAIS UTILIZADOS
Os materiais utilizados foram:
• Documentos digitais da edificação, tais como projetos e memoriais. • Materiais para anotação.
• Microcomputador com os softwares necessários, como Microsoft Word 2016 e AutoCad 2015.
• Bibliografia necessária para o desenvolvimento geral da pesquisa, já citada neste trabalho, bem como normas técnicas nacionais e legislação vigente sobre o assunto.
3.2 ORGANIZAÇÃO GERAL DA PESQUISA
O estudo possui três grandes etapas, descriminadas a seguir:
1) Verificação dos documentos: Realizada basicamente por meio da consulta ao Projeto
Arquitetônico e ao PPCI da edificação em análise, elaborados no ano 2010. Todos os documentos estão apresentados nos Anexos.
2) Revisão e adequação bibliográfica: Desenvolvida durante todo o período da pesquisa, com finalidade de demostrar as grandes e rápidas mudanças quem aconteceram no estado do Rio Grande do sul, depois do incidente na Boate Kiss em Santa Maria. A revisão bibliográfica retratou várias alterações, em aspectos técnicos e legais sobre prevenção de incêndios ao longo dos anos no Estado do Rio Grande do Sul.
3) Demostração das transições das Leis e concepção de possíveis sugestões de aperfeiçoamento do sistema de prevenção e combate a incêndios: Exercida a partir das atividades
anteriores. As recomendações são fundamentadas na bibliografia especializada sobre o assunto, nas Normas Técnicas da ABNT e na Legislação brasileira vigente.
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
4.1 DESCRIÇÃO DA EDIFICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO
O estudo de caso foi desenvolvido em uma edificação em Ijuí – RS. A obra é um edifício de 3 pavimentos, contendo subsolo, a edificação possui uma área total construída de 1.446,29m² com as seguintes divisões: subsolo com 349,33m²; pavimento térreo com 356,56m²; pavimento tipo com 370,20m². O edifício possui 3 apartamentos, mais o apartamento do proprietário, no térreo da edificação possuem 3 salas comerciais.
Ressalta-se que esta obra possui áreas com construções antigas, entretanto o proprietário está ampliando a edificação, porém a construção encontra-se inacabada e paralisada por tempo indeterminado, por motivos financeiros. As Figuras 16 e 17 mostram o atual estágio da edificação.
Figura 16: Fachada Edificação Área Nova
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Figura 17: Fachada Edificação Àrea Construída Antigamente
Fonte: Autoria Própria
A edificação tem dois acessos ao subsolo, todos com acesso pela Rua 19 de Outubro, no subsolo (porão), dispõe de apartamentos para locação, dois depósitos, uma cozinha e uma adega de vinhos que o proprietário ocupa, além disso tem três oficinas, duas são ocupadas pelo proprietário e a terceira utilizada pela empresa Alpha.
No pavimento térreo, existem atualmente três salas comerciais, duas salas são ocupadas pela empresa Alpha, e a outra sala comercial possui um Serviço de Atendimento Especializado – SAE que atende pelo SUS, um Posto de coleta da Secretaria Municipal de Saúde de Ijuí, um Posto de Saúde do Município de Ijuí, que realiza vários exames e atendimentos para a população.
Entre as salas comercias que atualmente estão todas alugadas, contém uma entrada para as escadas do prédio que dão acesso ao primeiro pavimento, para os moradores.
4.2 DESCRIÇÕES DO PPCI EM ESTUDO
Neste capitulo localizam-se as descrições do PPCI em pesquisa. Nome: Edificação Dorvalino
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
Endereço: Rua 19 de Outubro n° 742 Bairro Centro, Ijuí – RS. Particularidades do Imóvel:
Área total da edificação (m²): 1.446,29
Área do maior pavimento (m²): 370,20
Altura (m): 6,40
Ocupação (Decreto 53.280): A-2, C-2 e D-3
Descrição da Ocupação: Edifício residencial multifamiliar com salas comerciais. O Decreto Estadual N° 53.280, de 1° de Novembro de 2016 – Rio Grande do Sul, traz a seguinte classificação:
o A-2: Ocupação Residencial, uso Condomínios prediais. Código CNAE: 8112-5/00
Carga de Incêndio em MJ/m²: 300 MJ/m² (Carga Baixa)
o C-2: Ocupação Comercial, uso Comércio varejista de material elétrico. Código CNAE: 4742-3/00
Carga de Incêndio em MJ/m²: 800 MJ/m² (Carga Média)
o C-2: Ocupação Comercial, uso Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas.
Código CNAE: 4771-7/01
Carga de Incêndio em MJ/m²: 1000 MJ/m² (Carga Média)
o D-3: Ocupação Serviços profissionais, pessoais e técnicos, uso Manutenção e reparação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos não especificados anteriormente
Código CNAE: 3313-9/99
Carga de Incêndio em MJ/m²: 600 MJ/m² (Carga Média)
Classe de Risco Médio - Acima de 300 até 1.200 MJ/m² de acordo com o Decreto Nº 53.280.
Número de Pavimentos: 3
Características construtivas - Tipo X: Características construtivas edificações em que a propagação do fogo é fácil. Edificações não enquadradas nos tipos “Y” e “Z” conforme anexo B Tabela 2 da RTCBMRS nº 11, Parte 01.
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A edificação não possui depósitos descobertos de materiais combustíveis dispostos em áreas delimitadas.
Escadas: Possui uma escada simples sem proteção contra incêndio.
Acesso de Viaturas na Edificação: Não há pórtico, se dá pela via pública.
Possui caldeiras, vasos de pressão e congêneres: Não.
População Total: 138 pessoas.
Central predial de GLP: Sim.
Esta descriminado na planta todos os dados do PPCI que foi entregue no Corpo de Bombeiros de Ijuí – RS como distância a percorrer, saídas emergências, iluminação de emergências, local para instalação dos extintores, está descrito todas as instalações necessárias neste pavimento para aprovação do plano de prevenção e proteção contra incêndio.
Medidas de Segurança Contra Incêndio a Serem Executadas e Regulamentadas:
Conforme a legislação estadual vigente, são obrigatórios o projeto e a execução das seguintes medidas de segurança contra incêndio na edificação ou área de risco de incêndio:
Extintores de Incêndio – Norma a ser utilizada: RTCBMRS n° 14/2016
Saídas de emergência – Norma a ser utilizada: RTCBMRS n° 11/2015
Sinalização de Emergência – Norma a ser utilizada: ABNT NBR 13434-1/2014 e 13434-2/2014
Iluminação de Emergência – Norma a ser utilizada: ABNT NBR 10898/2013
Brigada de Incêndio - Norma a ser utilizada: RT n° 14/CCB-DTPI/2009
Acesso a Viaturas na Edificação – Norma a ser utilizada: ITCBMSp nº06/2018, do CBE SP
Alarme de Incêndio – Norma a ser utilizada: ABNT NBR 17240/2010 e 11836/1991
Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento – Norma a ser utilizada: ITCBMSP nº 10/2018
Segurança Estrutural em Incêndio – Norma a ser utilizada: ITCBMSP nº 08/2018
Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas – SPDA – Norma a ser utilizada: ABNT NBR 5419/2015
Instalações de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP; Recipientes de até 13 Kg, com válvula de segurança – Norma ser utilizada: ABNT NBR 13103/2013
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
4.3 DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA
4.3.1 EXTINTORES DE INCÊNDIO
Toda e qualquer edificação necessita demonstrar as medidas para proteção contra incêndio em edificações e áreas de risco de incêndio por meio de extintores de incêndio, portáteis e/ou sobre rodas, atendendo ao previsto na Lei Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013 - Estabelece normas sobre Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências, (RT Nº 5 Parte 7 – CBMRS 2016).
Foram instalados treze extintores de incêndio tipo ABC 4 kg (2A/20BC) com validade de cinco anos, auxiliando a edificação com extintores que são definidos por três classes de incêndio, a fixação de extintores figura 18.
Figura 18: Detalhe de Fixação do Extintor de Incêndio
Adequação do Plano de Prevenção Contra Incêndio Antes e Depois da Lei Kiss em uma Edificação
A RT Nº 14 (CBMRS, 2016) administra algumas recomendações presentes na legislação, Figura 18, quanto ao sistema de proteção por extintores de incêndio que diz:
Os extintores devem ser instalados em local visível, desobstruído, de fácil acesso e protegido de intempéries;
Deve-se evitar intercalar diferentes tipos de unidades extintoras;
O extintor deve ser instalado em uma altura entre 0,10m e 1,60m, considerando a borda inferior e a parte superior do extintor (alça).
4.3.2 SAÍDAS DE EMERGÊNCIA
Determinar os requisitos mínimos necessários para o dimensionamento das saídas de emergência para que a população possa desocupar a edificação, em caso de incêndio ou pânico, protegida em sua integridade física, e permitir o acesso de guarnições de bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas.
Confome RTCBMS nº 11 Parte 01/2016 diz:
A saída de emergência compreende o seguinte: a) acessos ou rotas de saídas horizontais, isto é, acessos as escadas, quando houver, e respectivas portas ou espaço livre exterior térreo, nas edificações térreas;
b) escadas ou rampas; c) elevadores de emergência; d) descarga
Todas as saídas de emergência da edificação atendem os padrões necessários para a devida desocupação do local se houver sinistro na edificação.
Para dimensionar vãos das portas de saídas de emergências, analisa-se os dados da tabela do Anexo A da RTCBMRS Nº 11 Parte 01, verificando a capacidade da unidade de passagem conforme divisão, grupo e população, Figura 19.
Ráiza Janine Libardoni Markowski ([email protected]) Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2019
Figura 19: Dados para Dimensionamento das Saídas de Emergência
Fonte: CBMRS - RT Nº 11 Parte 1 (2016)
ESCADA
Toda a escada deve conter um corrimão de segurança segundo a RT Nº 11 parte 1 (CBMRS 2016). Há deficiências na escada construída na edificação, ela está fora das normas vigentes, se encontra sem um corrimão de segurança e o guarda corpo que aparece na figura 20 também esta incorreto, porque possui uma altura menor que a mínima permitida conforme o Decreto Nº 53.280 de 1º de Novembro de 2016.