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Centro de convivência universitária: uma proposta arquitetônica

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO

RIO GRANDE DO SUL – UNIJUI

JULIANA FLORES TRINDADE

CENTRO DE CONVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA:

Uma proposta arquitetônica

Ijuí 2017

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JULIANA FLORES TRINDADE

CENTRO DE CONVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA:

Uma proposta arquitetônica

Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Civil apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Engenheira Civil.

Orientador: Prof. Me. Tarcisio Dorn de Oliveira

Ijuí 2017

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JULIANA FLORES TRINDADE

CENTRO DE CONVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA:

Uma proposta arquitetônica

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de ENGENHEIRA CIVIL e aprovado em sua forma final pelo professor orientador e pelo membro da banca examinadora.

Ijuí, 04 de dezembro de 2017

Prof. Tarcísio Dorn de Oliveira Mestre pela Universidade Federal de Santa Maria - Orientador

Prof. Lia Geovana Sala Coordenadora do Curso de Engenharia Civil/UNIJUÍ

BANCA EXAMINADORA Prof. Lia Geovana Sala Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina

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Dedico este trabalho aos meus pais, irmãs, noivo e aos meus avós Gelson, Adalgisa e Florisbela, que lá do céu, me deram forças em muitos momentos.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente à Deus, onde encontrei forças para seguir adiante, mas acima de tudo por Ele ter me dado a família que tenho, e desde então vir colocando pessoas tão boas em meu caminho. Pessoas que estiveram ao meu lado em muitos momentos de alegria e dificuldades, tanto em minha vida pessoal quanto na desafiadora jornada da graduação.

Aos meus pais Dante e Elaine, que me darem a vida e o maior amor que eu poderia receber de alguém. Por serem meu suporte e inspiração, e por compreenderem como ninguém mais soube, meu nervosismo e ansiedade, por aceitarem minha ausência quando estive estudando para as provas e fazendo trabalhos, por me ampararem sempre que eu precisei, e por viverem os meus sonhos como se fossem seus. Eu não conseguiria de forma alguma chegar até aqui sem vocês do meu lado. Pai e mãe, muito obrigada é pouco, pois vocês me fizeram Engenheira Civil. Meu amor por vocês é eterno!

Às minhas irmãs Letícia, Mariana e Maria Fernanda, o maior tesouro que alguém pode ter, vocês sempre serão meus bebês. Não importam as discussões que já tivemos ou as diferenças entre nós, o amor que eu sinto por vocês é o mais puro e sincero, ele vai além da vida. Saibam que sempre terão uma irmã mais velha (e chata) pronta para lhes escutar e ajudar no que for. Me desculpem pelos dias em que estive mal humorada e indisponível para brincar, a partir de agora, minha prioridade é vocês. Obrigada por me fazerem tão feliz e amada, foi o amor de vocês me deu ânimo para seguir em frente, e hoje chegar aqui.

Ao meu amado noivo Leandro, por caminhar junto a mim praticamente toda a graduação e principalmente agora, na reta final, quando compartilhou comigo sua experiência e conhecimentos para a construção deste trabalho. Meu amigo, protetor e companheiro, só posso dizer à você muito obrigada por todo suporte e carinho, por me incentivar quando o desespero batia, por entender minha ausência e me receber sempre com tanto amor mesmo quando ninguém mais aguentava. Sem você teria sido muito mais difícil e menos divertido. Que sejamos sempre o apoio um do outro em todos os anos e desafios que viveremos juntos, eu te amo muito, sou muito grata por ter você ao meu lado pra dividir a vida.

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À toda minha família, amigos e colegas, muito obrigada! Vocês foram muito importantes nesta caminhada mesmo que indiretamente, e por isso, a alegria que sinto hoje também quero dividir com vocês.

Aos meus professores, exemplos que levarei para sempre comigo em minha vida profissional, em especial os professores Igor e Tenile que deram suas contribuições para este trabalho e um “super” agradecimento ao meu orientador Tarcísio que se entusiasmou tanto quanto eu com este projeto, por me desafiar a ir sempre além e compartilhar comigo este último e intenso ano de graduação me passando segurança e tranquilidade. Obrigada Mestre, pelo aprendizado e amizade. Aos demais funcionários desta instituição que me acolheu, obrigada pelos momentos de alegria e trocas vivenciadas; os lembrarei sempre com muito carinho.

Ao professor Sandro Bock que me auxiliou nas pesquisas de redes de alta tensão e faixas de segurança de construção para que conhecendo os limites do lote, eu pudesse iniciar meu projeto. Ao professor Juan J. Mascaró, que apesar de toda bagagem de conhecimento e experiência, é dono de uma humildade e simpatia ímpares. Cedeu o projeto e também parte do seu tempo para me mostrar não apenas a parte social do Centro de Convivência da UPF como também todo o funcionamento da estrutura, sua ajuda foi primordial para este trabalho. Muito obrigada!

Agradeço também às oportunidades profissionais que tive ao longo de toda jornada acadêmica. Minha primeira chefe, Rosana Tenroller que me guiou durante o estágio na Secretaria de Habitação, obrigada por todo carinho e ensinamentos durante este período; ao Arquiteto Carlos Souza e sua filha, minha amiga Taila, por todo aprendizado e por até hoje me receberem tão bem em sua casa com sua família; ao Engenheiro Civil Fernando Siebneichler e toda família Sulcon pela atenção, cuidado e confiança ao me permitirem realizar estágio em duas de suas grandes obras, parabéns pelo trabalho que desempenham na cidade; e principalmente à Arquiteta Alessandra Pettenon, recém mamãe, obrigada pelos ensinamentos, e acima de tudo pela paciência e compreensão nestes mais de dois anos de escritório, obrigada pela confiança e amizade que construímos.

Existem três pessoas muito especiais e que infelizmente não poderei abraçar no dia de hoje, mas que estão em meus pensamentos e minhas orações todos os dias da minha vida: meu avô Gelson, e minhas vovós Gisa e Bela, sempre vou amá-los.

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“Se caíste, ergue-te e anda.

Caminha para frente. Regressa aos teus deveres e esforça-te a cumpri-los. Ora, pedindo a Deus mais força para a marcha. Muitas vezes a queda é uma lição de vida. Quem cai sente o valor do perdão aos caídos. O futuro te espera... Segue e confia em Deus” Chico Xavier

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RESUMO

TRINDADE, Juliana Flores. Centro de Convivência Universitário: Uma proposta arquitetônica para a UNIJUÍ. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Ijuí, 2017.

A sequência deste trabalho tem início por uma pesquisa teórica envolvendo o histórico, as legislações e análise de modelos, a seguir o programa de necessidades, pré-dimensionamento, fluxograma e organograma, apresentará o entorno do terreno escolhido, levantamento topográfico e fotográfico do mesmo para então fundamentar o projeto arquitetônico final. A parte escrita é distribuída em Introdução, Desenvolvimento, Resultados e Conclusão, esclarecendo a pesquisa que resultou na proposta arquitetônica. A ideia de propor um Centro de Convivência Universitária para a UNIJUÍ tem como objetivo desenvolver um projeto capaz de suprir as necessidades de conforto, descanso, estudo e lazer dos estudantes, além de promover o acesso à cultura e alimentação aos usuários e comunidade em geral de forma que atendam às normas vigentes. O estudo de caso permite realizar uma comparação entre cada espaço, e a partir da escolha do terreno para a implantação do CCU no Campus da UNIJUÍ, realizar a concepção do projeto arquitetônico. A edificação proposta possui área construída de 1.843,11m², além dos quase 5.000 m² de área verde que a cerca. Conta com 102 vagas de estacionamento, sendo 3 para deficientes físicos, 3 para idosos e 96 outras vagas. É estruturada em concreto armado e vedação em alvenaria de tijolos à vista com detalhes contemporâneos nas fachadas, referenciando o prédio da Biblioteca Mario Osório Marques, da UNIJUÍ. Possui platibanda e cobertura com telhas fibrocimento, e policarbonato translucido em algumas partes, permitindo iluminação natural. Pé direito duplo, favorecendo a ventilação natural. As esquadrias externas são amplas e de alumínio com vidro duplo refletivo, incorporados à elementos de brises verticais e horizontais que trazem a incorporação com as áreas verdes, iluminação natural, sem perder a privacidade.

Palavras-chave: Universidade. Centro de Convivência. Qualidade de Vida. Projeto Arquitetônico.

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ABSTRACT

TRINDADE, Juliana Flores. Centro de Convivência Universitário: Uma proposta arquitetônica para a UNIJUÍ. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Ijuí, 2017.

The sequence of this work begins with a theoretical research involving the history, the legislations and analysis of models, then the needs program, pre-sizing, flow chart and organizational chart, will present the surroundings of the chosen terrain, topographic and photographic survey of the same one then ground the final architectural design. The written part is distributed in Introduction, Development, Results and Conclusion, clarifying the research that resulted in the architectural proposal. The idea of proposing a University Coexistence Center for UNIJUÍ is to develop a project capable of meeting students' comfort, rest, study and leisure needs, as well as promoting access to culture and food for users and the community in general. comply with current standards. The case study allows to make a comparison between each space, and from the choice of the ground for the implementation of the CCU in the Campus of UNIJUÍ, carry out the design of the architectural project. The proposed building has a built area of 1,843,11sqm, in addition to the almost 5,000 m² of green area surrounding it. It has 102 parking spaces, 3 for the disabled, 3 for the elderly and 96 other places. It is structured in reinforced concrete and fence in exposed brick masonry with contemporary details in the façades, referring to the Mario Osório Marques Library building, UNIJUÍ. It has plankton and roofing with fiber cement tiles, and polycarbonate translucent in some parts, allowing natural lighting. Double right foot, favoring natural ventilation. The external frames are large and aluminum with double reflective glass, incorporated into the elements of vertical and horizontal brises that bring the incorporation with the green areas, natural light without losing the privacy.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1– Colégio dos Jesuítas, Bahia - 1808 ... 23

Figura 2 – Faculdade Nacional de Engenharia, Rio de Janeiro - 1920... 24

Figura 3 - Vista panorâmica do Quarteirão Universitário da UFRGS em 1935 ... 25

Figura 4 – Construção da FAFI (atual FIDENE) - anos 50 ... 25

Figura 5– Edifício sede da FIDENE em fase de ampliação ... 26

Figura 6– Edifício SEDE da FIDENE já ampliado ... 26

Figura 7- Vista aérea da UNIJUÍ Campus Ijuí década de 1980 ... 27

Figura 8 – Dimensões referenciais para deslocamento de pessoas em pé. ... 30

Figura 9– Modelo Referencial de Cadeira de Rodas ... 31

Figura 10– Espaço de Manobra para Cadeira de Rodas ... 31

Figura 11– Espaço de Manobra sem Deslocamento ... 32

Figura 12– Espaço de Manobra sem Deslocamento ... 33

Figura 13– Maçanetas e puxadores ... 34

Figura 14– Rampas ... 36

Figura 15– Rampas Vista Superior ... 37

Figura 16– Rampas Vista Superior ... 38

Figura 17– Corrimão em escadas e rampas ... 38

Figura 18– Espaço para transposição de portas ... 39

Figura 19– Puxadores adaptados ... 40

Figura 20– Áreas de transferência e manobra para uso da bacia sanitária ... 41

Figura 21 - Faixas de Segurança e Limites de Passagem ... 43

Figura 22 – Mapa do Plano Diretor do Município de Ijuí. Terrenos UNIJUÍ. ... 50

Figura 23 – Centro de Convivência Universitária UPF ... 52

Figura 24– Comércio CCU UPF... 52

Figura 25 – Praça de Alimentação CCU UPF ... 53

Figura 26– Restaurante Universitário CCU UPF ... 53

Figura 27– Área Verde próximo ao CCU UPF ... 53

Figura 28 - Entornos CCU UPF... 54

Figura 29 – Pé direito alto e Iluminação natural: Alternativas Sustentáveis ... 55

Figura 30– Sinalização Podotátil CCU UPF ... 55

Figura 31 – Sistema de Doca, como transporte de estoque e lixo ... 56

Figura 32 – Circulação de Funcionários (Pavimento Superior) ... 56

Figura 33 - DML: Depósito de Materiais de Limpeza ... 57

Figura 34 - Planta Baixa Pavimento Térreo ... 58

Figura 35- Planta Baixa Pavimento Mezanino ... 59

Figura 36 - Planta Baixa Pavimento Subsolo ... 60

Figura 37 - Organofluxograma CCU UPF ... 61

Figura 38 - CCU UNICRUZ ... 63

Figura 39 - Acesso principal ... 63

Figura 40 - Entorno arborizado ... 63

Figura 41 - Caminho entorno ... 64

Figura 42 - Planta Baixa CCU UNICRUZ ... 64

Figura 43 - Organofluxograma CCU UNICRUZ ... 65

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Figura 45– Mapa Campus UNIJUÍ ... 69

Figura 46– Mapa UNIJUÍ destaque para lote em estudo ... 70

Figura 47 - Sol e vento no lote ... 70

Figura 48 - Pontos em que as fotos foram tiradas ... 71

Figura 49 - Ponto A ... 71

Figura 50 - Ponto B... 72

Figura 51 - Ponto C... 72

Figura 52 - Ponto D ... 72

Figura 53 - Ponto E ... 73

Figura 54- Curvas de Nível ... 73

Figura 55 - Painel Sensorial ... 75

Figura 56 - Painel de Repertório Arquitetônico ... 76

Figura 57 - Fluxograma ... 78

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Informações e Sinalizações ... 35

Tabela 2– Dimensionamento de Rampas ... 37

Tabela 3– Instalações Sanitárias Mínimas ... 40

Tabela 4- Faixas de Segurança ... 42

Tabela 5 - Faixas de Segurança e Limites de Passagem ... 43

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LISTA DE FÓRMULAS

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SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ... 16 1.1. CONTEXTO ... 16 1.2. PROBLEMA DE PESQUISA ... 17 1.2.1. Questões de Pesquisa ... 18 1.3. OBJETIVOS ... 18 1.3.1. Objetivo Geral ... 18 1.3.2. Objetivos Específicos ... 19 1.4. JUSTIFICATIVA ... 20 1.5. DELIMITAÇÃO DO PROJETO ... 22 1.5.1. Abrangência ... 22 1.5.2. Público Alvo ... 22 2. REVISÃO DE LITERATURA ... 23

2.1. ENSINO SUPERIOR: DO GLOBAL AO LOCAL ... 23

2.2. ARQUITETURA COMERCIAL E DE SERVIÇOS ... 27

2.3. LEGISLAÇÃO E NORMAS ... 28

2.3.1. Federal e Estadual ... 28

2.3.1.1. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos – 11 de setembro de 2015 ... 28

2.3.1.2. NBR 5422: Projeto de Linhas Aéreas de Transmissão de Energia Elétrica – Procedimento. 1 de Junho de 1996 ... 42

2.3.1.3. RT 11. 2016: Saídas de emergência em edifícios ... 43

2.3.2. Municipal ... 44

2.3.2.1. Lei nº2943 de 13 de dezembro de 1993 – Código de Obras do Município de Ijuí ... 44

2.3.2.2. Lei complementar n.º 5630, de 24 de maio de 2012 - Plano Diretor Participativo do município de Ijuí ... 49

2.4. ANÁLISE DE MODELOS ... 50

2.4.1. Modelo 01 – Centro de Convivência Universitária UPF ... 51

2.4.1.1. Dados do projeto: ... 51

2.4.1.2. Organofluxograma CCU UPF ... 61

2.4.1.3. Análise Crítica ... 61

2.4.2. Modelo 02 – Centro de Convivência Universitária UNICRUZ ... 62

2.4.2.1. Dados do Projeto ... 62

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2.4.2.3. Análise Crítica ... 65

3. MÉTODO DE PESQUISA ... 66

3.1. ESTRATÉGIA DE PESQUISA ... 66

3.2. DELINEAMENTO ... 66

3.3. LOCAL DE ESTUDO ... 68

3.3.1. Levantamento do Entorno Imediato ... 68

3.3.2. Orientação Solar e Ventos Dominantes ... 70

3.3.3. Levantamento Fotográfico ... 71

3.3.4. Levantamento do Terreno ... 73

4. RESULTADOS ... 75

4.1. CONCEITUAÇÃO ... 75

4.1.1. Painel Conceitual Sensorial ... 75

4.1.2. Painel Conceitual de Repertório Arquitetônico ... 76

4.2. PROGRAMA DE NECESSIDADES, PRÉ-DIMENSIONAMENTO E ORGANOGRAMA ... 77 4.3. FLUXOGRAMA ... 78 4.4. REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS ... 79 4.4.1. Planta de Situação ... 79 4.4.2. Planta de Localização ... 79 4.4.3. Planta de Cobertura ... 79 4.4.4. Planta de Implantação ... 79

4.4.5. Planta Baixa Técnica ... 79

4.4.6. Planta Baixa Mobiliada ... 80

4.4.7. Cortes ... 80 4.4.8. Fachadas ... 80 4.4.9. Detalhamentos ... 80 4.4.10. Imagens 3D renderizadas... 80 5. CONCLUSÃO ... 81 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 82

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1. INTRODUÇÃO

Segundo Bueno (1999), o termo convivência expressa familiaridade, cotidiano e coexistência, desta forma o espaço para tal vivência é o ambiente onde tais atributos se fazem presentes, de forma favorecida e intensificada. Ainda segundo o autor, pode-se dizer que os centros de convivência são espaços planejados para promover a reunião de pessoas, para que estas possam comemorar, confraternizar, adquirir conhecimentos e ter acesso à cultura, consumir, praticar esportes; e ao mesmo tempo em que desenvolvam tais atividades, haja uma intensa troca entre os indivíduos.

O ritmo de vida cada vez mais acelerado faz crescer a demanda por um espaço onde todas as necessidades básicas sejam atendidas, o Centro de Convivência Universitária da UNIJUÍ traz como objetivo central a melhoria da qualidade de vida dos estudantes e comunidade em geral através destas ações.

1.1. CONTEXTO

A Qualidade de Vida (QV) é entendida por Queiroz, Sá e Assis (2004) como um termo frequentemente utilizado nos últimos tempos, e que envolve grande complexidade, dada a singularidade de cada caso, pessoa ou grupo social. Qualidade de Vida pode ser caracterizada de diversas formas: harmonia, felicidade, saúde, sucesso, prosperidade, viver bem e com segurança, ganhar um bom salário, possuir amor e família, ter liberdade de se expressar, poder conciliar o trabalho com o lazer, etc.

No que se refere ao projeto arquitetônico como componente de promoção da qualidade de vida, Kowaltwoski (2011) entende tratar-se de um complexo processo de soluções técnicas e artísticas como resultado do uso criativo dos mais variados elementos, sejam estes: volume, ambiente, textura, iluminação, materiais, artefatos técnicos e custos.

Corbella e Yannas (2013) defendem em seu livro, “Em Busca de uma Arquitetura Sustentável para os Trópicos”, que a Arquitetura Sustentável é a continuidade natural da bioclimática, segundo à integração do edifício com o meio

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ambiente, e assim, formar um conjunto maior. Este é o ramo da arquitetura que pretende elevar a qualidade de vida do homem no ambiente construído bem como seu entorno, consumindo a menor quantidade de energia e ainda assim garantir um bom conforto ambiental, legando um mundo menos poluído para as próximas gerações.

Surge então a ligação entre arquitetura e qualidade de vida, e o desafio para uni-las em um projeto chamado Centro de Convivência Universitária UNIJUÍ.

1.2. PROBLEMA DE PESQUISA

Como forma de se destacar no mercado profissional, a busca pelo nível superior se intensificou nas últimas décadas e Kenski (2003) ainda coloca que as inúmeras possibilidades, informações e comodidades proporcionadas pelas novas tecnologias dão espaço às escolas virtuais e à modalidade de ensino à distância que passa a acolher parte dos alunos que antes optariam pelo tradicional ensino presencial. Moran (2009) afirma que a procura por universidades à distância cresceu mais de 200% entre os anos de 2004 e 2007, isto se deve pela comodidade que um curso EAD proporciona, portanto uma medida a se tomar para atrair novos estudantes é promover melhorias na infraestrutura da universidade, suprindo as necessidades básicas destes usuários.

Sabe-se que os incentivos fiscais federais auxiliam muitos alunos a financiarem seus estudos em uma escola de nível superior, o que faz com que cada vez mais, o número de inscritos se torne maior. A partir de informações cedidas pela Reitoria de Administração da UNIJUÍ em agosto de 2016, o Campus Ijuí, abrigava no segundo semestre do referido ano, um total de 5.159 alunos matriculados nos diversos cursos de graduação oferecidos pela Instituição. Deste total, apenas 2.295 alunos residem em Ijuí, a grande maioria, representada por 2.864 estudantes são provenientes de outras cidades. Haja visto que muitos destes alunos possuem aulas em diferentes turnos, principalmente tarde e noite, encontram-se desamparados no período vespertino. É perceptível que a estrutura disponibilizada pela UNIJUÍ não é condizente com sua demanda, uma vez que os alunos recostam-se em qualquer lugar na tentativa de repousar entre as aulas ou antes de se dirigirem às suas cidades.

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De acordo com os problemas encontrados, a proposta arquitetônica em questão pondera os fatos a fim de buscar melhorias para a vida dos alunos, de acordo com as possibilidades da Universidade e as necessidades existentes, a fim de promover conforto, segurança, acessibilidade, lazer, ambientes de estudo e descanso adequados além de alimentação de qualidade para seus usuários, repercutindo positivamente na melhoria das condições de vida dos estudantes, e aliado à isso, tornar a UNIJUÍ um referencial no que diz respeito à preocupação com o bem estar da comunidade escolar, ampliando ainda mais a busca por novos estudantes.

1.2.1. Questões de Pesquisa

 Qual a estrutura existente na UNIJUÍ, destinada à convivência dos alunos?

 Quais os espaços necessários para que o estudante possa usufruir de um ambiente adequado prezando pela qualidade de vida?

 Qual o projeto adequado de um Centro de Convivência Universitário de acordo com as necessidades e possibilidades da Instituição?

1.3. OBJETIVOS

1.3.1. Objetivo Geral

Desenvolver uma proposta arquitetônica de um Centro de Convivência Universitária para a UNIJUÍ – Campus Ijuí, a fim de promover melhorias na qualidade de vida dos estudantes pertencentes a esta Instituição, bem como atrair novos alunos.

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1.3.2. Objetivos Específicos

 Refletir sobre espaços de convivência universitários existentes na região, através de estudos de caso, e assim, propor um local completo para os estudantes, com acesso ao lazer, cultura e alimentação de qualidade;

 Desenvolver um projeto que seja capaz de suprir as necessidades do dia a dia dos alunos, principalmente aos não residentes em Ijuí e que precisam de espaços específicos para descanso e relaxamento entre as aulas;

 Proporcionar condições de conforto, acessibilidade e segurança tanto aos usuários do espaço quanto aos funcionários;

 Procurar desenvolver espaços que abriguem comércio tais como: livrarias e papelarias, agências bancárias, empresas prestadoras de serviços, farmácias, padarias, mini-mercados, lojas (inclusive a loja da grife UNIJUÍ), bem como a realocação das instalações do diretório DCE, etc.;

 Propor espaços destinados ao uso comum entre os estudantes, como: sala de jogos, salas de estudo equipadas com aparelhos eletrônicos e mesas;

 Planejar espaço paisagístico destinado ao descanso e relaxamento, provido de área verde para caminhadas, e também espaços internos para descanso, equipadas com redes e puffs;

 Articular princípios de arquitetura sustentável, a fim de promover o aproveitamento dos bens naturais, bem como sua preservação;

 Atrair novos estudantes que estejam pensando em investir no seu futuro através do ingresso nesta Universidade, com o grande diferencial: a preocupação com qualidade de vida e a comodidade de seus membros.

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1.4. JUSTIFICATIVA

Conforme Sá Carneiro e Mesquita (2000), o Campus Universitário pode ser entendido como uma ampla definição de ambiente urbano, como sendo um conjunto de espaços livres e edificados, resultado das ações humanas de acordo com as suas condições e concepções sociais, culturais e temporais. De acordo com o Filósofo Gadamer (1975, apud GRACIA, 1996), a obra arquitetônica – tais como são os Centros de Convivência – possui dupla direção, sendo determinada tanto para o objetivo a que se refere como para o lugar que deve ocupar no conjunto de todo contexto.

Segundo os escritores Astin (1993); Pascarella e Terenzini (2005), o ingresso no nível de educação superior gera profundas mudanças nos jovens, tanto a nível pessoal, cognitivo, profissional, afetivo quanto social. Pesquisas demonstram que os anos frequentados na educação superior vêm acompanhados por um grande e coeso conjunto das mudanças decorrentes das diversas experiências que formam o processo educacional, sejam estas, atividades acadêmicas que podem ser tanto obrigatórias quanto voluntárias.

O atual momento vivenciado é caracterizado pela crescente demanda de atividades que, aliadas à falta de tempo tanto para executá-las, quanto para desfrutar de momentos de repouso e lazer, acaba por afetar diretamente no equilíbrio e na qualidade de vida dos indivíduos (FIEDLER, 2008). Já Ruiz (2005) afirma que a Qualidade de Vida (QV) é um termo que vem sendo mais abrangido nos últimos tempos, que busca avaliar as condições de vida no que diz respeito à saúde, conforto e bens materiais, bem como para delinear as situações que agregam qualidade à vida humana.

Já para Nishimura (2008), a preocupação com a Qualidade de Vida vem ganhando maior ênfase a partir dos impactos que provoca sobre a vida humana, desde as alterações de natureza política, estrutural ou socioeconômica, que surgem e afetam a sociedade em escala global. Estas mudanças restabelecem sucessivamente as novas formas de organizar e realizar nossas atividades, os desafios, as visões sobre o relacionamento interpessoal, entre muitos outros aspectos. Os próprios avanços na ciência despertam mudanças no padrão de vida da sociedade, oferecendo novos

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serviços, produtos, medicamentos, tratamentos; o que repercute diretamente no aumento da expectativa de vida da população, e o melhor de tudo, é que este prolongamento se com qualidade de vida.

De acordo com Oliveira e Mascaró (2007), os espaços públicos de lazer, promovem inúmeros benefícios e melhorias para a vivência do meio urbano, dentre as quais, a introdução de atividades sociais, interação comunitária, promoção de lazer, encontros ao ar livre, além de diversas outras práticas que favorecem o desenvolvimento das relações humanas. Ainda nas palavras de Oliveira e Mascaró (2007), além da melhoria na qualidade de vida e nas interações sociais decorrentes da aproximação com espaços ao ar livre, a vegetação que se faz presente favorece psicologicamente o bem-estar do indivíduo, além de afetar diretamente o microclima; eleva a biodiversidade local; ameniza a temperatura do ambiente; aumenta a umidade relativa do ar, promovendo assim sua purificação, uma vez que as plantas absorvem a poluição atmosférica.

Unindo os conceitos dos autores, percebe-se que a proposta do Centro de Convivência Universitária da UNIJUÍ, oferece grandes melhorias à qualidade de vida dos alunos. A preocupação se justifica por garantir a estes estudantes o acesso a espaços destinados às suas principais necessidades, tais como: estudo, descanso entre as aulas, refeições completas e balanceadas, lazer e integração entre colegas e amigos; e, além disso, garantir a aproximação do estudante com o pequeno comércio e os bens de serviços. Esta série de espaços planejados para facilitar e melhorar a vida do estudante, fornecem além de melhorias para a qualidade de vida, artifícios para que a experiência da graduação seja vivida com muito mais disposição, e usufruída em sua totalidade.

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1.5. DELIMITAÇÃO DO PROJETO

1.5.1. Abrangência

Ijuí/RS encontra-se localizada na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, coordenadas de latitude 28º23'16" sul e a longitude 53º54'53" oeste, a 328 metros acima do nível do mar, e distante 395 km da capital do Estado: Porto Alegre. Berço da UNIJUÍ e com largos recursos hospitalares, este município abriga um fluxo de aproximadamente 100.000 pessoas, sendo assim, é o maior e mais significante centro populacional da região que ocupa (MUNICÍPIO DE IJUÍ, 2016). Segundo o IBGE (2016), o município de Ijuí possui uma população estimada para o ano de 2016 de aproximadamente 83.089 habitantes, distribuídos em uma área territorial de 689,387 Km².

1.5.2. Público Alvo

O espaço de convivência destina-se aos alunos da instituição bem como toda comunidade Ijuiense. Tendo em vista o grande movimento que o campus abriga aos finais de semana, é uma excelente oportunidade de oferecer aos visitantes os serviços que o Centro de Convivência da UNIJUÍ apresenta. Com horário de atendimento de segunda a sexta, das 7:45 às 22:45, aos sábados das 7:45 às 19:00 e domingos e feriados das 14:00 às 19:00.

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2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. ENSINO SUPERIOR: DO GLOBAL AO LOCAL

A história das universidades no Brasil é declarada por Moacyr (1937), como um processo que inicialmente apresentou ampla resistência, tanto para Portugal e o reflexo da política de colonização, quanto por parte dos brasileiros do Brasil Colônia, que não viam a necessidade de criar universidades, uma vez que o adequado era que as elites da época, buscassem na Europa a concretização do ensino superior.

Segundo Fávero (2000), as tentativas de criar universidade durante os períodos, colonial e monárquico, não tiveram êxito, uma vez que parte da Metrópole mantinha uma política de controle a qualquer iniciativa que apresentasse sinais de independência cultural e política. Foi então que a partir 1808, criaram-se os primeiros cursos e academias com o objetivo de formar principalmente profissionais para o Estado, especialistas de produtos de bens simbólicos, e em segundo plano, profissionais de nível médio (CUNHA, 1980).

Com a chegada da Família Real no Brasil, foi criado pelo Decreto de 18 de fevereiro de 1808, o Curso Médico de Cirurgia na Bahia (Figura 1) e, no dia 5 de novembro deste mesmo ano, é instituído uma Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica no Hospital Militar do Rio de Janeiro (VILLANOVA, 1948).

Figura 1– Colégio dos Jesuítas, Bahia - 1808

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Fávero (2006) comenta que somente no ano de 1915, com a Reforma Carlos Maximiliano, através do Decreto nº 11.530, manifesta ações à respeito da criação de uma universidade, declarado em seu art. 6º: “O Governo Federal, quando achar oportuno, reunirá em universidade as Escolas Politécnica e de Medicina do Rio de Janeiro, incorporando a elas uma das Faculdades Livres de Direito, dispensando-a da taxa de fiscalização e dando-lhe gratuitamente edifício para funcionar”.

E foi na data de 7 de setembro de 1920, através do Decreto nº 14.343, o atual Presidente Epitácio Pessoa cria a primeira universidade oficial: Universidade do Rio de Janeiro (URJ), conforme ilustrado na Figura 2. Esta instituição resultou da junção de três escolas tradicionais, dotada de autonomia didática e administrativa, conforme o disposto no decreto de 1915 citado anteriormente. Na história da educação superior do Brasil, a Universidade do Rio de Janeiro (Figura 2) é reconhecida como a primeira instituição universitária criada legalmente pelo Governo Federal (FÁVERO, 2006).

Figura 2 – Faculdade Nacional de Engenharia, Rio de Janeiro - 1920

Fonte: UFRJ/SIBI (2008)

No que diz respeito ao ensino superior no Rio Grande do Sul, a primeira instituição fixada neste estado foi a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), começando sua história com a fundação da Escola de Farmácia e Química (1835) e em seguida, com a criação da Escola de Engenharia. Posteriormente o nascimento da Faculdade de Medicina de Porto Alegre e a Faculdade de Direito, ainda no século XIX. No entanto, foi somente no ano de 1934 que a Universidade de Porto Alegre foi oficialmente fundada (Figura 3). Inicialmente formada pelas Escolas de Engenharia, com os Institutos de Astronomia, Eletrotécnica e Química Industrial;

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Faculdade de Medicina, com as Escolas de Odontologia e Farmácia; Faculdade de Direito, com sua Escola de Comércio; Faculdade de Agronomia e Veterinária; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, além do Instituto de Belas Artes. (Histórico da UFRGS, 2016).

Figura 3 - Vista panorâmica do Quarteirão Universitário da UFRGS em 1935

Fonte: Secretaria da Comunicação Social – UFRGS (2014)

Já à nível municipal, Ijuí dá o primeiro passo rumo ao ensino superior em meados dos anos 50, a Ordem dos Frades Franciscanos (Capuchinhos) do Rio Grande do Sul, juntamente com a comunidade local, mobilizaram-se a favor da implantação do ensino superior no município, sendo a partir deste movimento, no ano de 1956 foi constituída a precursora do ensino superior da região noroeste do estado; a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí (FAFI) (Figura 4). (UNIJUÍ, 2016)

Figura 4 – Construção da FAFI (atual FIDENE) - anos 50

Fonte: Zulupa (2012)

No ano de 1969, a FAFI passa à então Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (FIDENE)

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(Figuras 5 e 6), que hoje é mantenedora de diversas entidades como, UNIJUÍ, Museu Antropológico Diretor Pestana, Centro de Educação Básica Francisco de Assis (EFA) e Rádio Educativa. (UNIJUÍ, 2016).

Figura 5– Edifício sede da FIDENE em fase de ampliação

Fonte: UNIJUÍ (2016)

Figura 6– Edifício SEDE da FIDENE já ampliado

Fonte: UNIJUÍ (2016)

De acordo com o setor Institucional da UNIJUÍ (UNIJUÍ, 2016), somente no dia 28 de Junho de 1985 a Universidade foi reconhecida pelo Ministério da Educação, como Universidade, com o primeiro Campus, em Ijuí (Figura 7). Aproximadamente 5 anos depois, no dia 6 de junho de 1990, foi criado o Campus Santa Rosa; em 5 de março de 1992 o Campus Panambi nascia; e em 24 de junho do mesmo ano, fundou-se o Campus Três Passos da UNIJUÍ (UNIJUÍ, 2016).

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Figura 7- Vista aérea da UNIJUÍ Campus Ijuí década de 1980

Fonte: UNIJUÍ (2016)

2.2. ARQUITETURA COMERCIAL E DE SERVIÇOS

Entre 1930 e 1940, de acordo com Segawa (1986, apud CHAVES, 2001), as grandes cidades brasileiras transformaram sua forma de construir. Utilizam-se grandes volumes de concreto armado a partir da verticalização e a popularização do elevador, aplicados principalmente à salas e escritórios com fins comerciais.

Inicialmente, os edifícios altos seguiam o padrão construtivo formado por térreo comercial e apartamentos nos pavimentos superiores, para nos anos seguintes consolidarem-se modelos mais restritos ao comercio de bens e serviços (SEGAWA 1986, apud CHAVES, 2001).

Visto a concorrência entre lojas e marcas, o espaço físico da venda deve ser atrativo ao seu potencial cliente, sendo assim, busca-se com artifícios arquitetônicos métodos de expor a mercadoria de forma que convide o consumidor a entrar na loja e adquirir o produto (ANGELI, 2017).

Ainda referenciando o anteriormente citado autor, os primeiros lojistas apresentavam letreiros atraentes com a identidade da marca, apresentando seus produtos na vitrine, nas ruas, a fim de atrair os olhares consumidores para o interior da loja, no entanto este perfil sofreu alterações; hoje, o visual merchandising passa a ser um cenário de arte, baseado em conceituação da marca, provocando diferentes percepções através

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da utilização de cores, iluminação, música e adereços, transformando o ambiente do comércio em sensações e o momento do consumo, em uma experiência.

2.3. LEGISLAÇÃO E NORMAS

Para a realização do projeto arquitetônico do Centro de Convivência Universitária, é imprescindível que algumas legislações municipais e federais sejam levadas em consideração para que a construção atenda às exigências de segurança e padronização, tais normas serão relatadas a seguir:

2.3.1. Federal e Estadual

2.3.1.1. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos – 11 de setembro de 2015

A acessibilidade conclui o conceito de cidadania, que segundo Manzini et al. (2003) cidadania defende que todos os indivíduos possuem direitos garantidos por lei, e que devem ser acatados, no entanto, o que se percebe é que a grande maioria destes direitos acaba por colidir com as barreiras arquitetônicas e sociais. É necessário ressaltar que a importância do espaço construído, quando planejado de forma a ser acessível a todos, é capaz de fornecer oportunidades igualitárias a todos os seus usuários (BITTENCOURT et al., 2004).

As nomeadas barreiras arquitetônicas são definidas por Emmel e Castro (2003) como obstáculos internos ou externos edificados na área urbana e até mesmo no interior das construções de uso público ou privado, que tendem a impedir ou dificultar o acesso, ou mesmo a simples passagem de pessoas com incapacidade, seja esta transitória permanente. Segundo a NBR 9050 (ABNT, 2015), estes obstáculos são tidos como:

a. Escadas sem a presença do corrimão e sem contraste de cor entre os degraus;

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b. Falta de corrimãos e/ou guarda-corpos segundo à norma;

c. Banheiros não adaptados para receber pessoas com necessidades especiais,

d. Ausência de rampas para o acesso de cadeirantes;

e. Pouca iluminação, o que torna difícil a locomoção;

f. Inexistência de orelhão, extintor de incêndio e caixas de correio com altura compatível aos usuários de cadeira de rodas (devem estar a 1m do chão), ausência de sinalização tátil o chão, para a acessibilidade de deficientes visuais;

g. Ausência de manutenção das ruas e calçadas, ausência de tampa e grades de proteção nos bueiros;

h. Espaços públicos como: salas de aula, teatros, ginásios, etc. quando não possuem vagas ou espaços adequados para cadeiras de rodas;

i. Presença de desníveis maiores que 5 cm, em portas;

j. Portas ou corredores com dimensão menor do que 85 cm, bem como catracas sem portas alternativas;

k. Portas que estejam emperradas, e com maçanetas em formato de esfera, ao contrário das maçanetas tipo alavanca, especialmente nos banheiros adaptados;

l. Banheiros que não possuem a identificação escrita, ao contrário do símbolo de gênero, para que os analfabetos identifiquem, bem como a identificação em alto relevo, para deficientes visuais;

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Para a legislação brasileira, toda e qualquer pessoa, incluindo aquelas que apresentam deficiências, têm direito ao acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho. Desta forma, as pessoas devem ser percebidas com igualdade, implicando assim no reconhecimento e atendimento de suas necessidades especificas (ANDRADE et al., 2007).

A NBR 9050 (ABNT, 2015), estabelece critérios e parâmetros técnicos que devem ser percebidos enquanto projeto, construção, instalação e adequações tanto do meio urbano quanto do meio rural, assim como de edificações, no que diz respeito às condições de acessibilidade dos ambientes.

No Capítulo IV da presente norma, é tratado os parâmetros antropométricos, onde são estabelecidas relações dimensionais. A seção 4.1, apresenta as dimensões que são referenciais para o deslocamento de pessoas em pé. A Figura 8 exemplifica muito bem este dimensionamento tratado.

Figura 8 – Dimensões referenciais para deslocamento de pessoas em pé.

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A Seção 4.2 desta NBR estabelece diretrizes para Pessoas em Cadeira de Rodas (PCR). Para efeito de referência, considera-se uma projeção de 0,80 m por 1,20 m no piso, sendo ocupada por uma pessoa que está utilizando uma cadeira de rodas, seja esta, motorizada ou não. Assim, pode-se observar a Figura 9.

Figura 9– Modelo Referencial de Cadeira de Rodas

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

As cadeiras de rodas necessitam de um espaço adequado para realizarem as manobras. A seção 4.3 da referida norma descreve a área de circulação e manobra para os cadeirantes, tal detalhamento pode ser visto na Figura 10.

Figura 10– Espaço de Manobra para Cadeira de Rodas

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Ainda segundo a NBR 9050 (ABNT, 2015), o deslocamento das cadeiras de rodas podem se dar de duas formas: com, ou sem deslocamento. O item 4.3.4 estabelece que as medidas que são necessárias para realizar a manobra de cadeira de rodas sem deslocamento podem ser vistas a seguir, e representadas pela Figura 11:

a. para rotação de 90° = 1,20 m × 1,20 m;

b. para rotação de 180° = 1,50 m × 1,20 m;

c. para rotação de 360° = círculo com diâmetro de 1,50 m

Figura 11– Espaço de Manobra sem Deslocamento

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

Já o item 4.3.5 coloca as condições de manobra com deslocamento, conforme pode ser visto na Figura 12 a seguir:

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Figura 12– Espaço de Manobra sem Deslocamento

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

O item 4.6.5 da NBR 9050 (ABNT, 2015) trata de empunhadura, o que envolve desde corrimões, até barras de apoio entre objetos, com dimensão entre 30 e 45mm e que devem estar afastados da parede e dos demais obstáculos à uma distância mínima de 40mm.

Sobre as maçanetas, barras antipânico e puxadores, a norma revisa na subseção 4.6.6 que apresenta o dimensionamento e as delimitações adequadas. Dando uma atenção especial ao item 4.6.6.4, que descreve sobre as barras antipânico, que devem seguir o disposto na ABNT NBR 11785, de acordo com as particularidades de cada tipo

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de porta, sendo que a altura a ser instalada a barra deve ser de 0,90 m do piso acabado, conforme detalhado na Figura 13.

Figura 13– Maçanetas e puxadores

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

Já no Capítulo 5 da referida NBR, é abordado termos de Informação e Sinalização. As informações devem ser completas, precisas e claras, dispostas de acordo a um critério de transmissão e seguindo dois sentidos. Já a sinalização deve ser legível, perceptível, e acima de tudo, autoexplicativa, inclusive para pessoas com deficiência.

A sinalização pode ser compreendida de três formas: sinalização de localização, sinalização de advertência e sinalização de instrução. A amplitude do sinal sonoro pode ser vista como informativa, direcional e de emergência, e a instalação dessa sinalização pode ser temporária ou permanente. Os tipos de sinalização temporária são: visual, sonora e tátil. A Tabela 01 simplifica estas classificações.

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Tabela 1 – Informações e Sinalizações

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

A sinalização deve ser posicionada de uma forma que seja facilmente identificável as utilidades dos ambientes, sendo fixadas durante o trajeto, em sequência lógica de orientação, dado um ponto de partida ao de chegada, sendo repetidas sempre que houver a opção alterar a direção. Devem estar dispostas em locais acessíveis para cadeirantes e deficientes visuais para que assim possa ser visualizada por todos.

O capítulo 6 da NBR 9050 (ABNT, 2015) realiza a análise dos acessos e das circulações, apresentando critérios para a acessibilidade nesses pontos para que a inclusão social seja promovida eliminando as barreiras e tornando o espaço acessível à todos, independentemente de alguma deficiência, da natureza que for.

O item 6.1 descreve a rota acessível, visto a importância da rota, uma vez que são áreas de qualquer espaço, seja este de uso público e que devem ser utilizadas de forma mais acessível, podendo inclusive, coincidir com a rota de fuga.

Já o tópico 6.2 disserta sobre os acessos, que devem ser áreas de qualquer espaço, de uso público em que seus acessos sejam acessíveis e livres de obstáculos permanentes. E no ponto 6.3, é dito a importância da circulação. A circulação pode ser tanto horizontal quanto vertical. A circulação vertical pode ser realizada por escadas, rampas ou

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elevadores, sendo considerada acessível quando atende ao mínimo a duas formas de deslocamento vertical.

Ainda sobre a acessibilidade nas rotas acessíveis, a subseção 6.3.4 de desníveis, afirma que estes, devem ser evitados sempre que possível, havendo a tolerância de desnível de 5mm, porem quando este desnível apresenta-se entre 5 e 20mm, devem ter inclinação máxima de 50%. E no momento em que o desnível é maior do que 20 mm, ele é considerado como um degrau. Quanto às rampas (Figura 14), o item 6.6 explica que, para serem assim classificadas, as rampas devem possuir inclinação superior ou igual a 5%, e para que sejam acessíveis devem partir do seguinte dimensionamento:

Fórmula 1 – Dimensionamento de Rampas

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

- onde i é a inclinação, expressa em porcentagem (%);

- h é a altura do desnível;

- c é o comprimento da projeção horizontal.

Figura 14– Rampas

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Aliado à isso, deve-se seguir para a Tabela 02, que informa a inclinação admissível, e o número máximo de segmentos de rampa, quando se parte do desnível máximo.

Tabela 2– Dimensionamento de Rampas

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

A subseção 6.6.4 da norma descrita, apresenta que tanto no início como ao final da rampa devem ser previstos patamares de 1,20 m, bem como devem ser projetados patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. A Figura 15 apresenta os patamares da rampa em planta baixa.

Figura 15– Rampas Vista Superior

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

Já a seção 6.8 apresenta única e exclusivamente sobre escadas (Figura16). Para que seja considerada uma escada, deve-se ter no mínimo três degraus, e para dimensioná-la é preciso considerar que será constante em toda extensão. As condições para dimensionar são:

a. 0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m, b. pisos (p): 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m e c. espelhos (e): 0,16 m ≤ e ≤ 0,18 m;

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Figura 16– Rampas Vista Superior

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

No que diz respeito à largura da escada, esta deve ser dimensionada de acordo com o fluxo de pessoas, segundo a ABNT NBR 9077. A largura mínima permitida para escadas localizadas em rotas acessíveis é de 1,20 m. Desta forma, fica estabelecido que o patamar deve ser construído a cada 3,20 m de altura e também, sempre que mudar de direção. Os patamares devem ter a dimensão longitudinal mínima representada por 1,20 m e quando estes estiverem situados em mudança de direção, devem ter as dimensões iguais à largura da escada.

Segundo a seção 6.9, os corrimões (Figura 17) e guarda-corpos devem ser executados em materiais rígidos que garantam condições de segurança, e instalados nas rampas e escadas em ambos os lados, distantes 0,92 m entre si, e a à 0,70 m do piso. Os corrimões não devem ser interrompidos nos patamares, devem se estender no mínimo de 0,30 m nas extremidades e receber acabamento recurvado, sem prejudicar as áreas de circulação.

Figura 17– Corrimão em escadas e rampas

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A seção 6.11 é referente às circulações internas. A primeira subseção 6.11.1, trata-se dos corredores e dimensiona estes espaços de acordo com o fluxo de pessoas, garantindo o caminho livre de barreiras e obstáculos. Tem-se então, que as larguras mínimas dos corredores são:

a. De 0,90m, quando tiver corredores com extensão de até 4 m; b. De 1,20m quando a extensão do corredor for de até 10 m; c. De 1,50m quando o corredor possuir mais de 10 m de extensão;

d. De 1,50m para corredores de uso público e quando o fluxo de pessoas for grande.

A subseção 6.11.2.1, portas, determina que para a utilização de portas em sequência deve-se prever um espaço de transposição, formado por um círculo de diâmetro de 1,50 m, somando a dimensão da largura das portas, conforme Figura 18, prevendo ainda um espaço adicional de 0,60 m ao lado da porta, para que quando utilizado por um cadeirante, este possa se aproximar da maçaneta e abrir a porta.

Figura 18– Espaço para transposição de portas

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

No que se refere às portas de sanitários e vestuários, ao lado oposto ao de abertura da folha deve existir um puxador horizontal, conforme pode ser detalhado na Figura 19, o puxador deve estar a distância 0,10 m do eixo da dobradiça da porta e possuir um comprimento mínimo de 0,40 m.

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Figura 19– Puxadores adaptados

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

No Capítulo 7 da referida norma, é tratado dos sanitários, banheiros e vestuários, onde se caracterizam as condições para tais ambientes. Ambos devem ser acessíveis, ter quantidades de instalações mínimas necessárias, localização em rotas acessíveis, próximas a circulação principal e a caracterização das peças. Os sanitários, banheiros e vestiários devem possuir entrada independente. A Tabela 3 é usada para definir a quantidade mínima de sanitários que se faz necessária:

Tabela 3– Instalações Sanitárias Mínimas

Fonte: NBR 9050 (ABNT,2015)

As dimensões do sanitário e do box sanitário acessível de acordo com a NBR 9050 (ABNT,2015) devem garantir (entre outros) os seguintes parâmetros de acessibilidade:

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“ [...]

b. Área necessária para garantir a transferência lateral, perpendicular e diagonal para a bacia sanitária; (Figura 20)

c. A área de manobra pode utilizar no máximo 0,10 m sob a bacia sanitária e 0,30 m sob o lavatório;  

d. Deve ser instalado lavatório sem coluna ou com coluna suspensa ou lavatório sobre tampo, dentro do sanitário ou boxe acessível, em local que não interfra na área de transferência para a bacia sanitária, podendo sua área de aproximação ser sobreposta à área de manobra;

e. Os lavatórios devem garantir altura frontal livre na superfície inferior, e na superfície superior de no máximo 0,80 m, exceto a infantil;

f. Quando a porta instalada for do tipo de eixo vertical, deve abrir para o lado externo do sanitário ou boxe e possuir um puxador horizontal no lado interno do ambiente, medindo no mínimo 0,40 m de comprimento, afastamento de no máximo 40 mm e diâmetro entre 25 mm e 35 mm;   [...]

 i) Quando o boxe for instalado em locais de prática de esportes, as portas devem atender a um vão livre mínimo de 1,00m;

a. Alcance manual para acionamento da válvula sanitária, da torneira, das barras, puxadores e trincos e manuseio e uso dos acessórios;  

[...]

l. Alcance visual do espelho;

m. Recomenda-se a instalação de ducha higiênica ao lado da bacia, dentro do alcance manual de uma pessoa sentada na bacia sanitária, dotada de registro de pressão para regulagem da vazão;

[...]”

Figura 20– Áreas de transferência e manobra para uso da bacia sanitária

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2.3.1.2. NBR 5422: Projeto de Linhas Aéreas de Transmissão de Energia Elétrica – Procedimento. 1 de Junho de 1996

A norma é citada no documento Especificação Técnica para Limitação do Uso de Faixa de Linhas de Subtransmissão e Transmissão da CELG PAR - 69 kV, 138 kV E 230 kV (2010), estabelecendo critérios que devem ser avaliados ao construir próximo à redes de alta tensão.

Segundo informações fornecidas pelo DEMEI, a tensão da rede que atravessa o extremo do terreno superior do terreno em questão, possui tensão de 69kV, e segundo a NBR 5422 (ABNT,1996) é necessário manter desta rede um afastamento mínimo de construções, solo, obstáculos, faixa de rolamento, entre outros; e à este afastamento dá-se o nome Distância de Segurança.

A Tabela 4 apresenta as distâncias de segurança que devem ser respeitadas para cada faixa de tensão. No presente caso, onde a tensão da rede é de 69kV, se faz necessário a distância mínima de 6m para cada lado do eixo da torre, livre de edificações.

Tabela 4- Faixas de Segurança

Fonte: Especificação Técnica para Limitação do Uso de Faixa de Linhas de Subtransmissão e Transmissão da CELG PAR (2010)

Além desta faixa existe também a área de passagem, que garante os limites dos campos elétrico e magnético a fim de prevenir acidentes que possam ocorrer com a movimentação dos cabos e para-raios. Tal situação pode ser exemplificada pela Figura 21 e os valores são informados na Tabela 5 a seguir:

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Tabela 5 - Faixas de Segurança e Limites de Passagem

Fonte: Especificação Técnica para Limitação do Uso de Faixa de Linhas de Subtransmissão e Transmissão da CELG PAR (2010)

Figura 21 - Faixas de Segurança e Limites de Passagem

Fonte: Especificação Técnica para Limitação do Uso de Faixa de Linhas de Subtransmissão e Transmissão da CELG PAR (2010)

2.3.1.3. RT 11. 2016: Saídas de emergência em edifícios

De acordo com a referida norma, as saídas de emergência são caminhos contínuos e protegidos compostos por portas, corredores, passagens, escadas, rampas bem como diversos outros meios de saída a serem percorridos pelos usuários em caso

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de incêndio, de um ponto qualquer da edificação até a via pública ou espaço aberto, elas são dimensionadas conforme a população da edificação.

Embora não tenham sido dimensionadas, uma vez que PPCI não é o foco principal do trabalho, ressalta-se o interesse em ao menos prever saídas de emergência e larguras de saídas compatíveis ao número de usuários bem como a intenção de coloca-las em pontos estratégicos de rota de fuga. Conforme exigências da norma supra citada, as saídas de emergência devem ter dimensão maior que 1,10m e largura mínima para saídas também de 1,10m.

2.3.2. Municipal

2.3.2.1. Lei nº2943 de 13 de dezembro de 1993 – Código de Obras do Município de Ijuí

Segundo o Título I da Lei nº2943, em seu Art. 1º, estabelece que tem como objetivo, padronizar tanto os projetos, como a execução e a manutenção das obras e edificações existentes ou futuras, no Município de Ijuí/RS, a fim de que se possa garantir segurança, salubridade e conforto das edificações oferecidas aos cidadãos.

Já no Título IV do Capítulo II, é apresentados pontos sobre os terrenos e fundações, trazendo em seus Art. 52 e 53 que:

“Art. 52 - Somente é expedido Alvará de Licença para construir, reconstruir ou ampliar edificações em terrenos que atendam as seguintes condições: I - Testada para via pública oficialmente reconhecida;

II - Matrícula individualizada no Cartório do Registro de Imóveis; (...)”

“Art. 53 - Não são licenciadas construções localizadas em :

I - Terrenos alagadiços sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas;

II - Terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente saneados;

III - Terrenos onde as condições geológicas não aconselham edificações; IV - Áreas de preservação ecológica;

V - Áreas previstas como “non aedificandi” por legislação municipal, estadual ou federal.”

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Ainda no mesmo Título e Capítulo II, o Art. 54 declara que “as fundações são completamente independentes das edificações vizinhas e ficam situadas inteiramente dentro dos limites do lote.”.

Já no Título IV, Capítulo III em que é abordado o tópico de passeios, o Art. 55 estabelece que “os terrenos, edificados ou não, situados em vias providas de pavimentação, tem seus passeios pavimentados pelo proprietário, de acordo com as especificações fornecidas pela Prefeitura Municipal”. Nos Art. 59 e 60 é mencionado respectivamente que: “o rebaixamento do meio-fio não ocupará largura superior a 0,50 cm (cinquenta centímetros) do passeio, nem avançará sobre o leito da via.”, e “a rampa de acesso, assim como os degraus ou muros situam-se integralmente no interior do lote.”.

A respeito dos terrenos edificados, o Título IV, Capítulo VII apresenta em seu Art. 68 que “os terrenos ou áreas abertas construídas junto à divisa, ou a menos de 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros) da mesma, tem muro de 1,80 m (um metro e oitenta centímetros) de altura.” E, de acordo com o Art. 69, “os muros das divisas laterais e fundo tem no máximo 2,00 m (dois metros) de altura.”.

No que se refere às paredes da edificação, o Título IV, Capítulo IX estabelece as seguintes exigências:

“(...) Art. 73 - As paredes de alvenaria em edificações com estrutura metálica ou concreto armado tem estrutura mínima de 0,15 m (quinze centímetros), salvo quando constituem divisões internas de compartimentos sanitários que podem ter espessura mínima de 0,10 m (dez centímetros).”

Ressalta ainda em seu Art. 76 que “as paredes externas quando em contato com o solo circundante recebem revestimento externo impermeável até 0,10 m (dez centímetros) acima do nível deste solo.”

A respeito dos balanços, o Título IV, Capítulo X esclarece em seus Art. 77 e 78 que:

“Art. 77 - Os balanços, obrigatóriamente, localizam-se dentro do lote, obedecendo as seguintes condições:

I - Altura mínima de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros) em relação ao nível do passeio;

II - Altura mínima de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros) em relação ao nível de recuo do ajardinamento;

(46)

III - Não exceder o balanço sobre o recuo de ajardinamento o limite de 1/3 da projeção.

Art. 78 - É proibida a construção de balanço sobre o passeio.”

Quanto aos revestimentos utilizados, o Título IV, em seu Calpítulo XII determina em seu Art. 82 que:

“Art. 82 - Os sanitários, as áreas de serviço, as lavanderias e as cozinhas tem:

I - paredes revestidas com material lavável, impermeável e resistente até altura mínima de 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros);

II - piso pavimentado com material lavável, impermeável e resistente.”

E o Art. 83 complementa que “os acessos e as circulações de uso coletivo são revestidos com piso antiderrapante, incombustível, lavável e impermeável.”

Quanto à cobertura adotada para o fechamento da edificação, é colocado no Título IV, Capítulo XIII, Art. 85 que:

“Art. 85 - As coberturas de qualquer natureza, observam as Normas Técnicas oficiais específicas dos materiais utilizados, no que diz respeito à resistência ao fogo, isolamento térmico, isolamento e condicionamento acústicos, resistência e impermeabilidade.”

Enquanto o Art. 86 dita que “as coberturas de qualquer natureza são feitas de modo a impedir despejos de águas pluviais sobre os lotes vizinhos e o passeio público.” Já, para o uso de toldos em acessos cobertos ou demais utilizações, no Título IV, Capítulo XIV é previsto em seus Art., que:

“Art. 87 - A colocação de toldos é permitida sobre o recuo-jardim ou passeio, desde que atendidas as seguintes condições:

I - Ter estrutura metálica ou equivalente;

II - Serem engatadas na edificação, sem colunas de apoio;

III - Ter balanço máximo de 2,00 m (dois metros), ficando 0,50 m (cinqüenta centímetros) aquém do meio-fio;

IV - Não possuir elementos abaixo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros) em relação ao nível do terreno;

(...)

Art. 88 - Os acessos cobertos são permitidos na parte frontal às entradas principais de hotéis, hospitais, clubes, cinemas e teatros, desde que atendidas às seguintes condições:

I - Ter estrutura metálica ou equivalente;

II - Ter apoios, exclusivamente, no alinhamento, afastados 0,50 m (cinqüenta centímetros) do meio-fio;

III - Observar passagem livre de altura não inferior a 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);

IV - Ter largura máxima de 2,00 m (dois metros).”

O mesmo Título IV em seu Capítulo XV, segundo o Art. 89, atribui-se que as portas devem ter altura mínima de 2,0m e as seguintes larguras mínimas:

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II - Acesso principal aos prédios de escritórios:

a) para prédios com até 500,00 m² (quinhentos metros quadrados) de área útil total – 1,10 m (um metro e dez centímetros);

b) para prédios com área útil total acima de 500,00 m² (quinhentos metros quadrados) – 1,10 m (um metro e dez centímetros) acrescidos de 0,50 m (cinqüenta centímetros) para cada 500,00 m² quinhentos metros quadrados) excedentes ou fração;

(...)”

“IV – acesso às unidades autônomas dos prédios destinados à habitação e escritórios, bem como portas secundárias de uso comum – 0,90 m (noventa centímetros);

V – portas internas de unidades autônomas e de acesso comum a sanitários coletivos – 0,80 m (oitenta centímetros);

VI – portas de compartimentos sanitários de unidades autônomas e cabines de sanitários públicos – 0,60 m (sessenta centímetros).”

Sobre as generalidades das portas, o Art. 91 menciona que “nos cinemas, teatros, auditórios, ginásios de esporte e demais salas de espetáculos e reuniões, as portas abrem para o lado de fora.”

Quanto às escadas, é colocado no Título V, Capítulo I, em seu Art. 98 que: “as escadas permitem passagem livre com altura igual ou superior a 2,00 m (dois metros) e obedecem as seguintes larguras mínimas:”

“[...]

V - escadas de estabelecimentos comerciais e de serviços que atendem ao público:

a) 1,20 m (um metro e vinte centímetros) para área de até 500,00 m² (quinhentos metros quadrados);

b) 1,50 m² (um metro e cinquenta centímetros) para área entre 500,00 m² (quinhentos metros quadrados) e 1.000,00 m² (mil metros quadrados);”

Já quanto ao dimensionamento das escadas, o Art. 99 determina que “os degraus das escadas tem largura mínima de 0,26 m (vinte e seis centímetros) e altura máxima de 0,19 m (dezenove centímetros), obedecendo, para o seu dimensionamento, a fórmula de Blondel : 2h + B = 0,63 m a 0,64 m, onde h é a altura do degrau e b a sua largura.”. Ainda no Título V, Capítulo I, o Art. 100 esclarece que “é obrigatório o uso de patamar intermediário, com extensão mínima de 0,80 m (oitenta centímetros), sempre que o número de degraus consecutivos for superior a (16 dezesseis).”, e em seu Art. 101 acrescenta que “todas as escadas tem corrimão contínuo em, no mínimo, 1(uma) das laterais, obedecendo as seguintes condições: I - altura mínima de 0,85 m (oitenta e cinco centímetros) em relação a qualquer ponto dos degraus; (...)”.

No Titulo VI, Capítulo I, tratam-se as áreas de iluminação e ventilação, colocadas segundo o Art. 108 que “para fins do presente Código, as áreas de ventilação e de iluminação podem ser abertas ou fechadas.” Como sendo:

(48)

“§ 1º - As áreas abertas (pátio aberto) são aquelas cujo perímetro é aberto em um dos seus lados em, no mínimo, 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros).

§ 2º - As áreas fechadas (pátio fechado) são aquelas limitadas em todo o seu perímetro por paredes ou linhas de divisa do lote.”

Já no Art. 115, do Titulo VI, Capítulo II, Seção I, que trata das normas gerais é assim colocado:

“§ 2º - Não é permitida a abertura de janelas, portas, terraços e varandas a menos de 1,50 m (um metro e meio) da divisa do lote, estando isentas desta determinação as paredes de tijolos vazados com vãos não maiores de 10 cm (dez centímetros) de largura por 20 cm (vinte centímetros) de comprimento e tijolos de vidro.”

Na Seção IV, dos prédios de comércio e de serviço, o Art. 126 ressalta que “as lojas tem vãos de iluminação com superfície não inferior a 1/10 (um décimo) da área do piso.”

O Título VII, Capítulo II, trata das Edificações Não Residenciais que segundo Art. 150: “são edificações não residenciais, aquelas destinadas à instalação de atividades comerciais, de prestação de serviços, industriais e institucionais.”. E de acordo com o Art. 151, “as edificações não residenciais tem: I - pé-direito mínimo de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros) e 3,00 m (três metros) no pavimento térreo.”

O Título VIII trata das Instalações em Geral, o Capítulo I descreve as Instalações Sanitárias, e em seu Art. 192 descreve que “para edificações com 1 ( um ) ou 2 ( dois ) pavimentos acima do nível médio do logradouro onde se localiza o distribuidor público, é dispensada a construção de reservatório inferior e instalação de bombas.”. O Capítulo II aborda as Instalações Elétricas, que, segundo o Art. 203, “as edificações têm suas instalações elétricas executadas de acordo com as prescrições das normas brasileiras (NBR 5354 , NBR 6689 da ABNT), e do regulamento de instalações consumidoras da Concessionária de Energia Elétrica.”

Ainda tratando-se das Instalações Gerais do Título VIII, o Capítulo VI indica em seu Art. 210 que “as instalações prediais de esgoto sanitário são ligadas aos coletores públicos, quando houver sistema separador absoluto.”, e já no Art. 211 é informado que “as edificações situadas em vias não servidas por esgoto cloacal são instaladas fossa séptica e sumidouro (...)”.

(49)

2.3.2.2. Lei complementar n.º 5630, de 24 de maio de 2012 - Plano Diretor Participativo do município de Ijuí

Em seu Título I das Disposições Preliminares, o Art. 1º consta que “esta Lei consolida o Plano Diretor Participativo do Município de Ijuí - PLADIP, estabelecendo diretrizes básicas de orientação e controle do desenvolvimento municipal.”

Em seu Art. 4º é assim colocado: “a política municipal participativa de desenvolvimento de Ijuí tem como fundamentos: I - a cidadania; II - a gestão democrática e participativa; III - a função socioambiental da propriedade e do espaço público; IV - a sustentabilidade.”

Conforme Título VI, do Ordenamento Ordenamento Físico-Territorial do Município de Ijuí, segundo Capítulo Único Do Macrozoneamento Municipal, Seção II da Zona Urbana, o Art. 100 estabelece que “a Zona Urbana é constituída pelas áreas que apresentam ou se destinam à ocupação e aos usos compatíveis com a realidade urbana circunscrita aos distritos de Mauá, Santana, Floresta, Chorão, Alto da União e Itaí, e à sede de Ijuí.”.

Segundo o Art. 102, “a ocupação e os usos compatíveis nas zonas urbanas constantes dos distritos regem-se pelas normas desta lei. § 1º As zonas urbanas dos distritos são de ocupação e urbanização prioritárias, classificadas como ZC1, ZR2 e ZI1, nos termos desta lei.”

De acordo com o Mapa do Zoneamento, o terreno do presente estudo não encontra-se em nenhuma das Zonas Urbanas (Figura 22), sendo assim, futuramente será pesquisado para quais Índices Urbanísticos os terrenos da UNIJUÍ estão à disposição.

(50)

Figura 22 – Mapa do Plano Diretor do Município de Ijuí. Terrenos UNIJUÍ.

Fonte: MUNICÍPIO DE IJUI (2016)

Segundo o Capítulo II, das Áreas de Interesse e Proteção Especiais, na Seção II das Áreas de Proteção Especial, em Subseção I das Áreas de Preservação Permanente, estabelece no:

“Art. 129 - As Áreas de Preservação Permanente - APPs são porções do território municipal destinadas a conservar as florestas, matas e demais formas de vegetação reconhecidas de utilidade às terras que revestem e constituindo áreas de interesse comum a todos os habitantes do município.”

E complementa-se no Art. 130 que “as Áreas de Preservação Permanente são non aedificandi, ressalvados os usos públicos necessários à vida em coletividade.”. E de acordo com o Art. 131:

“São declaradas Áreas de Preservação Permanente, tanto as situadas na zona urbana quanto as situadas na zona rural:

I - as áreas definidas nas legislações federal e estadual e ampliadas por esta lei, que são:

(...)

d) as faixas de 30 (trinta) metros ao longo dos demais cursos d`água; e) as faixas de 30 (trinta) metros ao longo das margens de banhados ou alagadiços, qualquer que seja a sua situação topográfica;”

A respeito da canalização de cursos d’água, o Art. 133 estabelece que “em todas as áreas onde corre água de forma natural “(...) canalizadas, a área de restrição de qualquer forma de ocupação é de 5 (cinco) metros de largura para cada lado das margens da passagem da água”.

Referências

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