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Academic year: 2021

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TÍTULO: PARLAMENTARISMO NO BRASIL TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): JOKEBELLY LOFF MALUSARDI AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): LUIS CARLOS PILEGGI COSTA ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): DOUTOR ALEXANDRE TAVARES GUERREIRO COLABORADOR(ES):

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1. RESUMO:

Esse trabalho se inicia com uma abordagem genérica sobre o tema, seguida da especificação dos objetivos geral e secundários, consistentes nas análises de artigos, livros e outros estudos sobre o Parlamentarismo como experiência vivenciada em outros Países e se o mesmo se aplicaria ao Brasil. Nesse contexto, são analisadas opiniões de estudiosos e pensadores do Brasil e do Mundo. Ao final, serão formuladas considerações valorativas acerca do tema, ainda que em caráter especulativo, dada à abordagem propedêutica do presente trabalho. É feita uma análise do trabalho de campo desenvolvido, consistente numa pesquisa realizada no intuito, de colher informações pertinentes ao tema.

O presente trabalho trata do Parlamentarismo no Brasil, mais especificamente se o mesmo sistema funcionaria no Brasil, adentrando também a questão presidencialista e sua instabilidade, vivenciada diariamente no país, tratando-a em sentido comparativo ao modelo Parlamentarista de governo.

Este trabalho tem por objetivo, explanar alguns aspectos do sistema de governo parlamentarista e sua eventual implantação no Brasil, que teria o objetivo de sanar as dificuldades geradas pela instabilidade do sistema presidencialista, que se impõe a duras penas ao povo brasileiro.

2. INTRODUÇÃO:

Parlamentarismo é um sistema de governo em que o poder legislativo (parlamento) oferece a sustentação política (apoio direito ou indireto) para o poder executivo. Logo, o poder executivo necessita do poder do parlamento para ser formado e também para governar. No parlamentarismo, o poder executivo é, geralmente, exercido por um primeiro-ministro (chanceler).

A Inglaterra é considerada o lugar de origem do Parlamentarismo, e é, portanto, o lugar onde tal sistema perdurou por mais tempo, estando vigente até os dias atuais.

O sistema parlamentarista implantado no Brasil, durante o Governo pessoal de D. Pedro II, inspirou-se no modelo inglês. No entanto, o modelo brasileiro era a inversão do inglês, ficando por isso conhecido como Parlamentarismo às avessas, porque o Poder Legislativo, não nomeava o Executivo, mas, sim, subordinava-se a ele.

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3. OBJETIVO:

Como objetivo principal, por meio de estudos e pesquisas, pretende-se, verificar a amplitude e funcionalidade de um sistema de sucesso em muitos países, o sistema de governo Parlamentarista.

Essa pesquisa tem o objetivo de se aprofundar no estudo do tema proposto. Entender os pontos que geram polêmica e discordância de opiniões, e consequentemente contribuir, mesmo que de forma singela, para que o leitor formule sua própria opinião a respeito do tema proposto. Tentaremos aqui a busca de respostas. Seria o parlamentarismo a solução que buscamos para um Brasil melhor e principalmente, um governo estável? São estás, uma, de tantas perguntas que nos fazemos.

4. METODOLOGIA:

O método para se alcançar os objetivos propostos nesta pesquisa será realizado por meio de pesquisa bibliográfica, por meio de fontes primária e secundária, constituído por livros, artigos, revistas, internet, jornais

nacionais e internacionais possibilitando-nos a compreensão por um amplo leque de fontes, com diversas opiniões e informações.

5. DESENVOLVIMENTO:

O Modelo do Parlamentarismo já foi recusado duas vezes pela população por meio de plebiscitos, e a mesma anseia por uma reforma política de mudanças e resultados. Porém a muitas controvérsias.

A favor do sistema, segundo o professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa diz¹ que ele dá oportunidades diferentes. “Não se pode concentrar a responsabilidade do poder em uma só figura. O presidencialismo já demonstrou que é inadequado e gera crises profundas. No outro, é fácil de resolver, dissolve-se o Parlamento e convocam-se novas eleições.” Entretanto, Barbosa afirma que a mudança em momento de crise não é solução. “O parlamentarismo é a melhor forma de governo em condições normais. No momento que estamos vivendo, a única coisa possível é cumprir a Constituição. Qualquer caminho diferente disso agora seria golpe mesmo. Ultrapassada essa fase, ele pode e deve ser discutido. Nunca como um remédio para uma crise”, defende.

Já doutor em ciência política José Matias-Pereira ressalta que o país vive atualmente um parlamentarismo disfarçado, já que, para manter uma base de apoio, o presidente da República acaba dando grande parte do poder aos parlamentares. Na Esplanada de Temer, 19 pastas são comandadas por

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deputados ou senadores. E, diante dos planos do governo federal de dar andamento em reformas como a da Previdência, o presidente está cada vez mais à mercê das vontades do Legislativo. “Aqui você tem partidos se apoderando da máquina para ter recursos para campanhas ou para enriquecer. Se é para ser assim, vamos discutir mudanças mesmo, porque os políticos, tem de servir à política e não se enriquecer dela. A forma como o Brasil faz o presidencialismo é o pior dos modelos. É como se a gente elegesse um imperador temporário que negocia o patrimônio do Estado sem consultar ninguém”, critica Matias-Pereira.

Já a conversa no mundo Político é apenas pró- parlamentarista o que nos cabe, bastante reflexão e parcimônia. O parlamentarismo é uma das bandeiras históricas do PSDB de Serra.³ Uma das quatro PECs (Propostas de Emenda à Constituição) em tramitação no Congresso que propõem a adoção do parlamentarismo foi apresentada pelo senador tucano licenciado Aloysio Nunes Ferreira (SP), no ano passado. Presidente nacional do partido, o senador Tasso Jereissati (CE) que a legenda vai defender o parlamentarismo "não agora, não como solução de crise, mas para 2022”.

1. Barbosa Antônio, Professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa.

2. José Matias-Pereira autor em ciência política. 3. Gustavo Maia

6. RESULTADOS PRELIMINARES:

A Inglaterra é considerada o lugar de origem do Parlamentarismo, e é, portanto, o lugar onde tal sistema perdurou por mais tempo, estando vigente até os dias atuais.

Incerteza jurídica O sistema também é cercado por incertezas jurídicas que tornariam ainda mais improvável a sua aprovação em tempo hábil. Ou até mesmo a sua apreciação. "Esse é um tema muito delicado, que vai suscitar muita polêmica não só de ordem política, no que toca à conveniência e à necessidade de um novo sistema de governo, mas de ordem jurídica", comenta o ex-presidente e ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto.

No entendimento do jurista, ao determinar a convocação de um plebiscito para 1993, no qual a população foi consultada sobre a manutenção da República e do presidencialismo como forma e sistema de governo no Brasil, a Assembleia Constituinte de 1988 suspendeu excepcionalmente as cláusulas pétreas sobre esses temas (itens da Constituição que não podem ser alterados por emenda). Na ocasião, 55% dos eleitores votaram a favor do sistema presidencialista, enquanto 24% optaram pelo parlamentarismo. Desta forma, argumenta Ayres Britto, a rediscussão do tema estaria impedida, já que eles se tornaram instituições jurídicas "intocáveis a partir do resultado do plebiscito”.

Mesmo sendo defensor do sistema, "próprio dos países de democracia consolidada e economia desenvolvida", Ayres Britto diz que, como jurista, tem "dúvidas se cabe um novo plebiscito, quanto mais por emenda constitucional singela, direta, pura e simples”.

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7. FONTES CONSULTADAS:

• Ayres Britto

• O Parlamentarismo Professor Manoel Gonçalves. Gonçalves Manoel Ferreira Filho.

• Universidade de Granada- Professor Titular de Ciência Política e Administração - Santiago Delgado Fernández.

• Julia Braun

access_time 21 ago 2017, 13h01 - Publicado em 11 set 2016, 14h17

• GUSTAVO MÜLLER 11/07/2016 O GLOBO

• Fornazieri Aldo, Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Aldo Fornazieri.

• Barbosa Antônio, Professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa

•Gustavo Maia Do UOL, em Brasília 11/08/2017... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/08/11/temer-quer-mas-parlamentarismo-em-2018.

Referências

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