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5 e 6 - Interceptação e Infiltração

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Academic year: 2021

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(1)
(2)

• Passagem da água através da superfície do solo, ocupando os poros (volume de vazios) existentes no solo.

• Importante para:

– crescimento da vegetação – abastecimento dos aquíferos

(mantém vazão dos rios durante as estiagens) – reduzir escoamento superficial, cheias, erosão

(3)

• Processos difíceis de quantificar

• Física não muito complicada, mas fortemente dependente da variabilidade espacial das propriedades do solo.

• Estimativas por equações empíricas ajustadas para reproduzir dados medidos no campo.

(4)

 É um fenômeno que depende: • Da água disponível para

infiltrar

• Da natureza do solo

• Do estado da superfície • Das quantidades de água e

ar, inicialmente presentes no solo

(5)

 A infiltração da água no solo pode ser considerada como sendo a sequência das três seguintes fases:

• A entrada da água pela superfície;

• A percolação da água através do perfil do solo;

• A relação da capacidade de armazenamento da água no solo.

(6)

• Enquanto há aporte de água, o perfil de umidade tende à saturação em toda a profundidade, sendo a superfície, naturalmente, o primeiro nível a saturar.

• Quando o aporte de água à superfície cessa (precipitação para), isto é, deixa de haver infiltração, a umidade no interior do solo se redistribui, evoluindo para um perfil de umidade inverso, com menores teores de umidade próximo à superfície e maiores nas camadas mais profundas.

(7)

Fatores que intervêm na infiltração

1-Permeabilidade do solo: Por exemplo a presença de argila no solo diminui sua porosidade, não permitindo uma grande infiltração.

(8)

2-Cobertura vegetal: Um solo coberto por vegetação é mais permeável do que um solo desmatado.

3-Inclinação do terreno: em declividades acentuadas a água corre mais rapidamente, diminuindo o tempo de infiltração.

(9)

4- Tipo de chuva: Chuvas intensas saturam rapidamente o solo, ao passo que chuvas finas e demoradas têm mais tempo para se infiltrarem.

(10)

5- Umidade do Solo:

Por exemplo em um solo mais úmido a infiltração é menor do que um solo mais seco.

6- Temperatura

Escoamento no solo é laminar (tranqüilo) em função da viscosidade da água. Quanto maior a temperatura maior a infiltração de água no solo

(11)

• O solo é uma mistura de materiais sólidos, líquidos e gasosos.

• Na mistura também encontram-se muitos organismos vivos (bactérias, fungos, raízes, insetos, vermes)

(12)

• Na mistura também encontram-se muitos organismos vivos

(bactérias, fungos, raízes, insetos, vermes)

Água no solo

(13)

• Refere-se a água contida na zona de saturação.

• Esta água subsuperficial contitui a maior reserva de água doce disponivel, muitas vezes maior do que todos os rios, lagos e reservatórios.

(14)

Infiltração

(15)

Capacidade e Taxa de Infiltração

Taxa de infiltração: é a taxa a qual a água penetra no solo expressa em termos de lâmina, ou seja, cm/h, mm/s, etc. Esta taxa é limitada pela capacidade de infiltração do solo e pela intensidade da chuva. É o volume de água que penetra no perfil do solo expresso por unidade de área, por unidade de tempo

Capacidade de infiltração: é a taxa máxima ao qual a água consegue se infiltrar no solo sob condições ideais.

Infiltração acumulada: é a quantidade de água total infiltrada após um determinado tempo (mm).

(16)

Parâmetros da relação

Água-Solo

• Tensão de Umidade

– É a pressão necessária para levar uma amostra dos solo, bem

drenada, aquela umidade.

Ou seja, é a tensão existente no solo que segura a água entre seus grãos deixando o solo com uma determinada umidade.

(17)

Fluxo de água no meio saturado

velocidade do fluxo laminar (mh-1 = m3m-2h-1) velocidade de percolação

(considera apenas os poros)

(18)

Lei de Darcy

A lei de Darcy pode ser aplicada para o cálculo do fluxo de água em meios saturados considerando qualquer direção.

(meio isotrópico)

Considerando um meio saturado, o potencial total é formado por dois componentes: o potencial gravitacional, que é determinado pela altura relativa ao plano de referência no qual uma partícula de água se encontra; e o potencial de pressão, que é determinado pela altura da coluna de água acima desta partícula.

Em sua forma mais geral, considerando qualquer ponto da zona saturada do solo, a lei de Darcy pode ser reescrita como:

(19)

Capacidade de infiltração e taxa de

infiltração

Vol. Infiltrado Prec. Esc. Superficial

(20)

• Quando cessa a infiltração, parte da água no interior do solo propaga-se para camadas mais profundas no solo e parte é transferida para a atmosfera por evaporação direta ou por transpiração dos vegetais. Esse processo faz com que o solo vá recuperando sua capacidade de infiltração, tendendo a um limite superior à medida que as camadas superiores do solo vão se tornando mais secas.

(21)

Vt

Va

v

• Relação entre volume de vazios e volume total do solo • Poros são ocupados por ar e água

• Conteúdo de umidade do solo:

- Máximo conteúdo de umidade é igual à porosidade. - Neste caso o solo está SATURADO de água.

Porosidade e umidade do solo

• Areia: 0,37 a 0,50

• Argila: 0,43 a 0,52

(22)

• Saturação: condição em que todos os poros estão ocupados por água

• Capacidade de campo: Conteúdo de umidade no solo sujeito à força da gravidade

• Ponto de murcha permanente: umidade do solo para a qual as plantas não conseguem mais retirar água e morrem

Umidade do solo

• Umidade do solo varia ao longo do tempo. • Para retirar a umidade do solo:

– Por gravidade – Por sucção

(23)

• Método gravimétrico:

• Coleta amostra e pesa • Seca a amostra e pesa

• TDR

• Time domain reflectometry

• Existe uma relação entre o conteúdo de umidade e a constante dielétrica do solo.

• Mede o tempo de transmissão de um pulso eletromagnético através do solo, entre um par de placas metálicas colocadas no solo.

• Permite medições contínuas e não destrutivas

• Outros (nuclear, sensoriamento remoto…)

(24)

Condutividade de água em

condição de saturação

• Solo arenoso: 23,5 cm/hora • Solo siltoso: 1,32 cm/hora • Solo argiloso: 0,06 cm/hora

(25)

• Inicialmente não saturados

• Preenchimento dos poros garante alta taxa de infiltração • A medida que o solo vai sendo umedecido, a taxa de

infiltração diminui • Equações empíricas

(26)
(27)
(28)

• f = taxa de infiltração (mm/hora)

• fc = taxa de infiltração em condição de saturação (mm/hora)

• fo = taxa de infiltração inicial (mm/hora) • t = tempo (minutos)

•  = parâmetro que deve ser determinado a partir de medições no campo (1/minuto)

t

e

fc

fo

fc

f



Equação de Horton

(29)

Método de Horton

A capacidade de infiltração pode ser representada por:

Onde:

f é a capacidade de infiltração no tempo t (mm/h)

f0 é a capacidade de infiltração inicial para t = 0 (mm/h);

fc é a capacidade de infiltração final (mm/h); k é uma constante para cada curva (h-1);

t é o tempo (h);

OBS: fo, fc e k são parâmetros ligados ao tipo de solo (ver grupos de solo A, B, C e D)

k t c c

f

f

e

f

f

0

  f(mm/h) t(h) K1 (arenoso) K2(argiloso) k

(30)

Particionamento de Fluxo (Horton

)

ta xa d e in filt raç ão ta xa d e p recip it aç ão tempo

(31)

Particionamento de Fluxo (Horton)

ta xa d e in filt raç ão ta xa d e p recip it aç ão tempo

(32)

Equação de Horton (1940)

tempo tp 0 tax a d e in fil tr aç ão

(33)

GRUPOS HIDROLÓGICOS DE SOLOS

Grupo A – Solos arenosos profundos; tem alta capacidade de

infiltração e geram pequenos escoamentos;

Grupo B – Solos franco arenosos pouco profundos; tem menor

capacidade de infiltração e geram maiores escoamentos do que o solo A;

Grupo C – Solos franco argilosos; tem menor capacidade de infiltração

e geram maiores escoamento do que A e B.

Grupo D – Solos argilosos expansivos; tem baixa capacidade de

(34)
(35)

A equação de Horton

deve ser ajustada a

curva da capacidade de

infiltração.

Método de Horton

0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 7:55 9:07 10:19 11:31 12:43 13:55 15:07 Horário I, f ( m m /h) I (mm/h) 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 7:55 9:07 10:19 11:31 12:43 13:55 15:07 Horário I, f ( m m /h) I (mm/h) f (mm/h)

Este ajuste é realizado

a partir da variação

dos parâmetros K, f

o

e

f

c

da equação.

(36)

Anéis concêntricos

(37)

Medição: Infiltrômetro de Duplo Anel

37

Mede a taxa de

decaimento da coluna d’água no anel interno

Infiltração

(38)

Medição: Infiltrômetro de Duplo Anel

38 Sonda de Neutrons Duplo Anel

Garrafa de

Mariotte

Data

Logger

(39)

39

S

P

para

S

P

S

P

H

EXC

2

,

0

)

8

,

0

(

)

2

,

0

(

2

4

,

25

10

1000

S

CN

Método do SCS

(40)

40

Tipo de uso do solo/ Tratamento/

Condições hidrológicas AGrupo HidrológicoB C D Uso Residencial

Tamanho médio do lote % Impermeável até 500 m22 65 1000 m22 38 1500 m22 30 77 61 57 85 75 72 90 83 81 92 87 86 Estacionamentos pavimentados, telhados 98 98 98 98 Ruas e estradas:

pavimentadas, com guias e drenagem com cascalho de terra 98 76 72 98 85 82 98 89 87 98 91 89 Áreas comerciais (85% de impermeabilização) 89 92 94 95 Distritos industriais (72% impermeável) 81 88 91 93 Espaços abertos, parques, jardins:

boas condições, cobertura de grama > 75%

condições médias, cobertura de grama > 50% 39 49 61 69 74 79 80 84 Terreno preparado para plantio, descoberto

(41)

41

Grupo A

Grupo B

Grupo C

Grupo D

Grupos Hidrológicos de Solos

Solos arenosos menos profundos que os do Grupo A e com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas, este limite pode subir a 20%, graças à maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, respectivamente a 1,2% e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas até 1,5 m, mas é quase sempre presente camada mais densificada que a camada superficial.

Solos argilosos (30% a 40% de argila total) com camada densificada a 50 cm de profundidade; ou solos arenosos com camada argilosa quase impermeável ou horizonte de seixos rolados.

Solos barrentos, com teor de argila total de 20% a 30%, mas sem camadas argilosas ou pedras até a profundidade de 1,2 m. Nocaso de terras roxas esses limites podem ser 40% e 1,5m. Nota-se a 60 cm de profundidade, camada mais densificada que no Grupo B, mas ainda longe das condições de

impermeabilidade.

Solos arenosos, com baixo teor de argila, inferior a uns 8%, não há rochas nem camadas argilosas e nem mesmo densificadas até a profundidade de 1,5 m. O teor de húmus é muito baixo, não atingindo 1%.

(42)

42

Condição I - solos secos, as chuvas nos últimos 5 dias

não ultrapassam 15 mm.

Condição II - situação média na época das cheias, as

chuvas nos últimos 5 dias totalizam entre 15 e 40 mm.

Condição III - solos úmidos (próximos da saturação), as

chuvas nos últimos 5 dias foram superiores a 40 mm e

as condições meteorológicas foram desfavoráveis a

altas taxas de evaporação.

(43)

43

Conversão do CN da condição II para I e III

II

II

I

CN

.

CN

,

CN

058

0

10

2

4

II

II

III

CN

,

CN

CN

13

0

10

23

(44)

Aplicação...

Classificar o tipo de solo existente na bacia

Determinar a ocupação predominante

Com a tabela do SCS para a Condição de

Umidade II determinar o valor de CN

Corrigir o CN para a condição de umidade

desejada

No caso de existirem na bacia diversos tipos

de solo e ocupações, determinar o CN pela

média ponderada.

(45)

45 Tipo de uso do solo/ Tratamento/

Condições hidrológicas AGrupo HidrológicoB C D

Uso Residencial

Tamanho médio do lote % Impermeável

até 500 m22 65 1000 m22 38 1500 m22 30 77 61 57 85 75 72 90 83 81 92 87 86

Estacionamentos pavimentados, telhados 98 98 98 98

Ruas e estradas:

pavimentadas, com guias e drenagem com cascalho de terra 98 76 72 98 85 82 98 89 87 98 91 89

Áreas comerciais (85% de impermeabilização) 89 92 94 95

Distritos industriais (72% impermeável) 81 88 91 93

Espaços abertos, parques, jardins:

boas condições, cobertura de grama > 75%

condições médias, cobertura de grama > 50% 39 49 61 69 74 79 80 84

Terreno preparado para plantio, descoberto

(46)

46 exemplo: Variação do CN ao longo da bacia do Cabuçu de Baixo (resultado da sobreposição das informações da geologia e do uso e cobertura do solo)

(47)

47

Conhecido o hietograma de projeto

5 10 15 20 mm 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 Horas 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 5 10 20 15 10 5 mm Horas

(48)

Conhecido o valor de CN (p.ex., CN= 80), deve-se

aplicar a fórmula do SCS da seguinte maneira:

48 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 5 10 20 15 10 5 Chuva Horas

1. Acumular as precipitações do hietograma

2. Aplicar a fórmula às precipitações acumuladas 3. Diferenciar para obter o hietograma excedente

5 15 35 50 60 65

Ch. Acum. Ch. Exc. Acum. 0.0 0.08 5.80 13.81 20.20 23.63 Hietogr. Exc. 0.0 0.08 5.72 8.01 6.39 3.43

(49)

L

H

A

K

Q

• Q = fluxo de água (m3/s) • A = área (m2) • H = carga (m) • L = distância (m) • K = condutividade hidráulica (m/s)

Fluxo da água em meios

porosos saturados

(50)

Balanço hídrico no solo

ET

G

Q

P

V

• V = variação de volume de água armazenada no solo; • P = precipitação;

• Q = escoamento superficial; • G = percolação;

Referências

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