Mercantilista (séc. XVII)
Questões centrais:
• Saldos favoráveis na balança comercial • Estoque de metais preciosos
Fisiocratas (séc.XVIII)
• Riqueza consistia em bens produzidos com a ajuda da natureza em atividades econômicas como a lavoura, a pesa e a mineração;
• Natureza soberana
• Não havia necessidade de um Estado regulador
Adam Smith (1723 – 1790)
• Considerado o Pai da economia• Principal obra: Riqueza das Nações Principais idéias:
• O bem-estar das nações ser identificado com seu produto anual per capita;
• Considera como causa da riqueza das nações o trabalho humano
Adam Smith (1723 – 1790)
• A existência da livre iniciativa do mercado, também denominada de laissez-faire;
• A divisão do trabalho é tida como um dos fatores decisivos na geração do produto nacional e contribui para o aumento da destreza pessoal, economia de tempo e
condições favoráveis para o aperfeiçoamento de novas técnicas.
Adam Smith (1723 – 1790)
• As leis de mercado conduziriam ao equilíbrio, já que todo indivíduo age motivado pela
expectativa de recompensa, por isso as leis de mercado não devem sofrer intervenções e a própria economia se direcionará por si mesma para o equilíbrio, guiada por uma espécie de mão invisível
• Não intervenção do Estado nos assuntos econômicos
Thomas Malthus ( 1766 – 1834)
• Economia pessimista• Dá atenção a necessidade da adaptação humana ás exigências da natureza
• Para ele a origem de todos os males estava na procriação e na fertilidade humana
Thomas Malthus ( 1766 – 1834)
• O aumento da população seguia em
progressão geométrica e a produção de
alimentos em progressão aritmética o que
levaria a um excedente de população e a falta de alimentos
• Propunha o adiamento do casamento e entendia as guerras e a conseqüente
dizimação dos povos como uma das soluções para interromper o crescimento populacional
Thomas Malthus ( 1766 – 1834)
• Sua principal contribuição econômica refere-se aos problemas da superprodução, já que com o aumento da produtividade e os salários dos
trabalhadores em nível apenas de subsistência, o individuo não conseguiria comprar os produtos que o sistema produzisse, gerando assim uma superprodução. Como alternativa propunha o aumento da demanda de bens de consumo por parte dos latifundiários
David Ricardo (1772-1823)
• Contribuições econômicas importantes na teoria do valor, na teoria da repartição e na teoria das vantagens comparativas.
• Teoria do valor: assume que o valor de uma
mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho nela incorporado.
David Ricardo (1772-1823)
• Teoria da repartição: pretende estudar como são divididas as rendas entre as classes sociais, os latifundiários, os capitalistas e os operários, assumindo que os capitalistas ao reinvestirem parte do seu lucro contribuem para o
crescimento econômico.
• Teoria das vantagens comparativas: os países deveriam se especializar na produção daquilo que estão mais aptos a fazer.
John Stuart Mill (1806-1873)
• Sua principal contribuição econômica foi a sistematização das ideias dos clássicos que permitiu demonstrar que algumas
formulações já não correspondia a realidade da sociedade em um período de transição econômica. Teoria da utilidade
Stuart Mill
• “Se a escolha tiver de ser feita entre comunismo, com todas as suas oportunidades, e a presente situação da sociedade com todos os seus sofrimentos e injustiças; se a instituição da propriedade privada
necessariamente carrega consigo, como conseqüência, que o produto do trabalho seja repartido, como vemos atualmente, quase em razão inversa ao trabalho: as maiores parcelas àqueles que jamais trabalharam para o todo, a parcela seguinte àquele cujo trabalho é apenas nominal e assim numa escala decrescente, a remuneração diminui à medida em que o
trabalho cresce mais duro e mais desagradável até que o mais exaustivo e fatigante trabalho não possa contar com a certeza de estar apto a ganhar sempre o mínimo necessário à existência. Se isto, ou o comunismo for a alternativa, todas as dificuldades maiores ou menores do comunismo serão apenas um átomo na balança.”
Karl Marx (1818-1883)
• A grande contribuição de Marx para a economia é seu estudo aprofundado sobre a organização do sistema capitalista.
• Ele identifica duas classes sociais: a burguesia e o proletariado. Os primeiros donos dos meios de produção e os segundos da força de trabalho.
• Desenvolve, com base nas ideias de Ricardo, a teoria do valor.
Karl Marx (1818-1883)
• Para desenvolver a teoria do valor, Marx inicia o estudo sobre a mercadoria que tem valor de uso e valor de troca.
• Valor de uso equivale a capacidade que um bem possui de satisfazer as necessidades dos
indivíduos;
• Valor de troca corresponde a capacidade que
um bem possui de ser equivalente ao outro com o qual pode ser trocado comercialmente.
Karl Marx (1818-1883)
• O valor de uma mercadoria deveria ser
igualado ao tempo de trabalho socialmente necessário para sua produção
• Dessa constatação surge o conceito de mais-valia, que é a diferença entre o valor das
mercadorias que os trabalhadores produzem em dado período de tempo e o valor da força de trabalho paga pelos capitalistas.
Questões
• Apresente e comente a diferença conceitual da riqueza para os mercantilistas e os fisiocratas.
• Comente como Adam Smith explicava o equilíbrio de mercado e o papel da “mão invisível”.
• Apresente e comente as contribuições de Ricardo para a formação da ciência econômica.
• Explique como Marx desenvolve a sua teoria do valor e o que significa mais-valia
Alfred Marshall (1842-1924)
• É considerado o fundador do neoclassicismo que se desenvolveu a partir da segunda
metade do séc. XIX, com destaque para as teorias microeconômicas.
• Sua principal obra Princípios da economia analisa a economia como ciência do
comportamento humano, reconhece a complexidade do sistema econômico
Alfred Marshall (1842-1924)
• Preocupação central é a alocação ótima de recursos entre fins alternativos
• Paradoxo da água (extremamente útil mas não tem valor de compra) e do diamante (pouca
utilidade mas alto poder de compra)
• Utilidade marginal decrescente – a utilidade diminui a medida que aumenta a quantidade do consumo de determinado bem
Alfred Marshall (1842-1924)
• O valor de cada bem e serviço passa a
depender do momento, do estado psicológico das pessoas envolvidas e da força de atração que cada produto exerce sobre os indivíduos em determinadas situações.
• Sendo assim a economia passa a ser uma técnica para a locação ótima de recursos escassos entre usos alternativos.
Alfred Marshall (1842-1924)
• Sob o enfoque macroeconômico os
neoclássicos preocupam-se em estudar na relação entre as unidades familiares e as unidades produtoras como ocorre o fluxo circular da renda nacional;
Alfred Marshall (1842-1924)
• Sob o enfoque microeconômico o
comportamento econômico dos indivíduos e das empresas (oferta, demanda, equilíbrio) • Concorrência perfeita
John Maynard Keynes (1883 –
1946)
• Principal obra Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro
• Economia da época em recessão com
desemprego da mão de obra e dos fatores produtivos
• Sua preocupação fundamental era determinar os principais fatores responsáveis pelo emprego em uma economia industrial moderna.
John Maynard Keynes (1883 –
1946)
• Conceito fundamental: demanda
efetiva/agregada que determina o volume de emprego e da produção
• Assume o consumo (C) e a poupança (P) como uma função da renda (Y)
• A demanda efetiva pode ser maior ou menor que a capacidade produtiva de um país em um determinado período de tempo
John Maynard Keynes (1883 – 1946)
• Se for menor vai causar desemprego se formaior vai causar inflação.
• Necessidade de encontrar uma combinação
ótima de consumo e investimento que iguala a demanda e a oferta no pleno emprego
John Maynard Keynes (1883 – 1946)
• O que vai determinar o montante de produção e consequentemente o volume de emprego é a demanda efetiva que não é apenas aquela
efetivamente realizada, mas a que efetivamente ainda pode ser utilizada para o consumo
• Abandono do laissez-faire e intervenção do Estado como forma de assegurar o pleno emprego das
John Maynard Keynes (1883 –
1946)
• Propensão marginal a consumir (PMaC) –
porcentagem do aumento da renda aplicada em consumo.
• Propensão marginal a poupar (PMaP) -
porcentagem do aumento da renda aplicada em poupança.
John Maynard Keynes (1883 – 1946)
• Paradoxo da parcimônia – se a sociedade forinduzida a reduzir seus gastos com consumo o consumo global diminuirá e
consequentemente, induzirá a uma redução na renda e na poupança
• Para Keynes o determinante fundamental do investimento não é a poupança, mas sim a expectativa de lucro do empresário
John Maynard Keynes (1883 – 1946)
• A taxa de juros também assume umaimportância significativa na teoria Keynesiana, ele entende a taxa de juros como o prêmio
pela renúncia a liquidez e que a oferta de moeda também influencia na sua
determinação
• A taxa de juros é uma função da preferência pela liquidez e da oferta de moeda i= f(L, M) • Multiplicador econômico