Escola Superior de Tecnologia de Tomar
Relatório de Estágio
Filipa Sousa Quintela
Orientado por:
Dr. Luís Filipe Cunha Moreira
(Instituto Politécnico de Tomar)
Relatório de Estágio
apresentada ao Instituto Politécnico de Tomar
para cumprimento dos requisitos necessários
à obtenção do grau de Mestre
em Design Editorial
“FAMÍLIA VISÃO”: A CRIAÇÃO
DE UMA NOVA PUBLICAÇÃO (V+)
POR DECISÃO PESSOAL, A AUTORA DO TEXTO NÃO ESCREVE SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.
5
C A P Í T U L O I
RESUMO
O relatório que aqui apresento pretende descrever o meu período de está-gio curricular, realizado na revista Visão. Tive a oportunidade de conhecer todo o processo editorial de uma revista e a sua rotina, enquanto designer, e esta aprendizagem e experiência vai ser muito útil ao longo da minha vida profissional e pessoal. Durante esse período acompanhei a criação da revista V+, a qual elegi como objeto de análise.
A revista Visão, pertence ao grupo Impresa, um grupo de comunicação social português, fundado por Francisco Pinto Balsemão. É uma
newsma-gazine semanal, que retrata os acontecimentos mais significativos do país
e do mundo.
A criação da V+, uma revista sobre saúde, bem-estar e fitness, surge durante o meu período de estágio, e ao ter a oportunidade única de acompanhar o seu nascimento, seleccionei este tema como o principal do meu trabalho. Ao longo destas páginas irei descrever todo o processo, as decisões tomadas, as fotos escolhidas, através de uma análise detalhada: comparo as caracte-rísticas desta revista com as outras extensões da marca já criadas, como a revista Gourmet e Estilo+Design, para perceber e se como é que a V+ Visão faz parte da família Visão. Anexo ainda duas entrevistas realizadas por mim à directora da Visão, Mafalda Anjos, e à designer Ana Rita Rosa, ambas responsáveis pela V+, na parte editorial e gráfica, respetivamente.
PALAVRAS-CHAVE
ABSTRACT
This report has the porpuse of describing my internship, in Visão magazine. I had the opportunity of crossing with the editorial development and rou-tine of a magazine. This experience will be very helpful as a professional designer as much as in my daily life. During the internship, I have seen a magazine being born, during the time I was choosing my internship sub-ject matter.
Visão magazine, from Impresa company, that is a portuguese social
com-munication company founded by Francisco Pinto Balsemão, is a weekly
newsmagazine which has the focus on reporting the most important events
of our country and around the world.
V+ is a health, wellness and fitness magazine, and its birth comes out during
my internship. Perfect timing to choose my assignment topic. As soon as I have chosen V+ as main subject, I was inside the project following up all the steps. During this report, I will talk about all the decisions were made, describe all process, chosen photos, and more through a detailed review by comparing details on this magazine with others that were born inside Visão brand as Gourmet or Estilo+Design. The main goal is to understand how V+ is respected as part of Visão family.
I attached two interviews made by me. One of the interviewees was Mafalda Anjos, Visão director; the second interviewee was the designer Ana Rita Rosa. They are both responsible for the editorial and design of V+.
KEYWORDS
7
C A P Í T U L O I
AGRADECIMENTOS
Um grande obrigada a toda a equipa Visão que me recebeu tão bem, e da qual me orgulho de ter feito parte dessa “família” durante os seis meses de estágio.
Um especial obrigada à Ana Rita Rosa, Teresa Sengo, e Sofia Vicente da
Visão, pela vossa ajuda essencial sobre a história da Visão e da Impresa.
Um obrigada ao meu supervisor da Visão, João Carlos Mendes, pelas dicas e conselhos que me deu.
Um grande obrigada ao editor-adjunto da Visão, Paulo Reis, pelo apoio que me deu quando o meu orientador não estava presente, e pela forma como fui recebida e acolhida.
Um especial obrigada ao António Ribeiro, que leu o meu texto todo e fez a sua revisão.
Um obrigada a toda a equipa da Gesco, que me ajudou a obter tudo o que precisava sobre as publicações da Impresa, e em especial à Sónia Afonso, que inclusive me deu uma pequena formação de como utilizar a plataforma. Um grande obrigada ao meu orientador de estágio, Luís Moreira, pela ajuda e apoio durante a realização deste relatório.
Um especial obrigada à Mafalda Anjos e Ana Rita Rosa, por terem concor-dado em realizar as entrevistas, que me ajudaram bastante na realização do relatório aqui presente.
Um muito obrigada à minha família, que me apoiou incondicionalmente para que concretizasse mais um objectivo na minha vida.
9
C A P Í T U L O IINDICE
RESUMO
ABSTRACT
AGRADECIMENTOS
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS
INTRODUÇÃO
CAPITULO I – Impresa
> Contexto histórico > Publicações existentesCAPITULO II – Estágio VISÃO
> História da VISÃO
> Mudança gráfica mais significativa
> Estágio
CAPITULO III – V+ VISÃO
> Contexto histórico > Nascimento da V+ > Conceito > Tipografia > Cor > Formato e grelha
> Importância da fotografia neste tipo de publicações
> Análise > Concorrência
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GLOSSÁRIO
ANEXOS:
> Entrevista Mafalda Anjos (Directora da Visão)
> Entrevista Ana Rita Rosa (Designer da V+)
> Primeira publicação da V+ 3 4 5 7 8 13 14 24 44 84 86 88 91
INDICE DE FIGURAS
Fig. 1 Edifício da Impresa localizado na Rua Calvet Magalhães 242, Paço de Arcos Fig. 2 Revista Activa
Fig. 2 Revista Blitz Fig. 4 Revista Caras Fig. 5 Caras Decoração Fig. 6 Courrier Internacional Fig. 7 Exame
Fig. 8 Exame Informática Fig. 9 Expresso
Fig. 10 JL
Fig. 11 Telenovelas Fig. 12 TVMais
Fig. 13 Visão, Nº 1 Fundada no ano de 1993 por um grupo de jornalistas vindo do então extinto, semanário ‘O Jornal’, teve como primeiro director Carlos Cáceres Monteiro
Fig. 14 VISÃO Júnior Fig. 15 VISÃO História
Fig. 16 Visão, Nº 1242 e Nº 1243
Todos os anos a última edição anual e a primeira do ano seguinte são edições para guardar, a última traz um balanço do ano nas várias áreas nacionais (política, arte, mundo, etc), e a primeira edição uma antecipação do que vem aí
Fig. 17 Visão, Nº 1180
A última edição com o design antigo. Podemos comparar com a fig.18 e confirmar que estava a ficar desactualizada
Fig. 18 Visão, Nº 1181
A primeira edição “rejuvenescida”. O logotipo tem mais presença do que no logotipo anterior, mas mantendo a cor vermelha. Em termos de mancha diferenciou-se bastante
Fig. 19 A redacção ocupa 2/3 do segundo andar do edíficio, e alberga todas as secções da revista: jornalistas, editores, directores, designers, fotógrafos, revisão e secretariado
Fig. 20 Content Station (sistema editorial da Impresa) – cada designer só tem acesso às publicações em que trabalha
Fig. 21/22 Toda a publicação (impressa) é disponibilizada num separador – Publication Overview. Tanto os textos como as páginas vão mudando de estatuto ao longo do processo, esse estatuto é facilmente identificado pelo código de cores: cinzento para maquete, vermelho para edição, azul para revisão e verde para revisto
Fig. 23 O Smart Connection faz toda a ligação do InDesign com o Content Station, desde a criação de artigos, gestão de fotos e até o próprio ‘Save’ da página, que neste caso se chama ‘check in’
Fig. 24 Dupla página sobre as mudanças na VISÃO e um pequeno resumo do que foi feito, na VISÃO Nº 1181
Fig. 25 Dupla página sobre Factos Loucos, para a VISÃO Júnior Nº 149 16 17 17 17 19 19 19 19 19 19 20 20 21 22 23 26 27 28 30 32 33 33 34 36
11
C A P Í T U L O I
Fig. 37-39 Artigo principal “A casa branca de inverno” sobre a casa de luxo de Donald Trump em Mar-a-Lago, para a VISÃO Nº 1252
Fig. 40 Primeira edição da Men’s Health, de 1987 Fig. 41 Encadernação da revista Exame
Fig. 42 VISÃO Gourmet Fig. 43 Revista Estilo+Design
Fig. 44 Capa da primeira edição da revista V+, especial inverno 2016/2017 Fig. 45-50 Capa da revista V+, o segundo número, que foi para as bancas em finais
de Abril, com uma imagem marcante como o chocolate. Do lado direito, encontramos algumas das páginas desta edição especial primavera/verão Fig. 51 Slogan Viver+Comer+Treinar
Fig. 52 Página 12 da V+, um dos temas principais da secção Viver Fig. 53-58 Exemplos das primeiras experiências com o logotipo da V+ Fig. 59/60 Logotipos da Visão Júnior e Visão História
Fig. 61 Logotipo final da V+
Fig. 62 Exemplo de uma capitular da V+
Fig. 63 Estas são os quatro tipos de letra utilizados para toda a revista V+ Fig. 64 As três cores utilizados na V+: a cor azul/verde-água para o fitness; o
beringela para o comer; e o salmão para o viver
Fig. 65 Grelha de 12x12 que nos permite o espaço branco presente na revista toda Fig. 66 Páginas 36-37, para pudermos perceber o equilibro entre todos os
elementos
Fig. 67-72 Experiências para cabeçalhos e rodapés Fig. 73/74 Cabeçalho e rodapé aprovados
Fig. 75 Página do Sumário Fig. 76 Página do Editorial
Fig. 77 Páginas 8-9 “Para aquecer”, com algumas notícias curtas
Fig. 78 Páginas 12-13 do artigo principal da secção Viver: “Equilíbrio através do poder da mente”
Fig. 79 Página 20, dentro do tema principal da secção Viver Fig. 80 Página 21, dentro do tema principal da secção Viver Fig. 81 Páginas 22-23
Fig. 82 Páginas 30-31
Fig. 83 Página 34 com infografia como protagonista deste tema Fig. 84 Página de notícias curtas da Estilo+Design
Fig. 85 Páginas 92-93, dentro do tema “Treinadores de Instagram”, onde podemos ver a caixa das Dicas e como dispusemos a informação
Fig. 86 Páginas 42-43, exemplo de exceção à regra Fig. 87 Páginas 46-47 da V+
Fig. 88 Páginas dupla com moldura da Estilo+Design, como na V+ Fig. 89 Autor referenciado nas páginas 104-105 da V+
Fig. 90 Autor referenciado numa das páginas da Estilo+Design Fig. 91 As chavetas utilizadas na revista “Gourmet”
Fig. 92 Páginas 64-65, da secção “Comer”
Fig. 93 Exemplo de representação de uma receita, na revista “Gourmet” Fig. 94 Páginas 108-109, com o tema “Remix”
Fig. 95 Capa SportLife Nº 173
Fig. 96-101 Algumas páginas da revista Sport Life, para pudermos comparar com a V+
Fig. 102 Mafalda Anjos, Directora da VISÃO Fig. 103 Ana Rita Rosa, Designer da VISÃO
43 46 48 48 48 49 50 52 53 53 54 54 54 55 56 56 57 58 59 61 62 63 64 67 68 70 70 71 71 72 74 74 74 75 75 75 76 77 78 80 82 91 96
13
C A P Í T U L O I
INTRODUÇÃO
Este relatório decorre do meu estágio na Revista Visão, que se realizou entre Setembro de 2016 e Março de 2017.
Para tema principal do meu relatório escolhi a revista V+ Visão, uma exten-são da marca, que nasceu em Novembro de 2016. Na minha escolha tive a preocupação em encontrar um tema que fosse relevante quer para a comu-nidade do IPT, particularmente para os alunos do mestrado, quer para toda a comunidade de design editorial. Não pude deixar de agarrar a oportu-nidade rara de ver nascer uma publicação do zero e de o poder relatar, partindo do princípio de que é um tema que desperta a curiosidade e que é raro puder acompanhar.
A directora da Visão achou que estava na altura de lançar no mercado um título que se preocupasse com a saúde, o bem-estar e o fitness, e assim nasce esta revista.
Este relatório divide-se em três capítulos principais; O primeiro capítulo é referente à história da Impresa, grupo de comunicação social, fundado por Francisco Pinto Balsemão, e que se mantém até hoje como o maior grupo de comunicação português. Abrange-se a história da Impresa e as suas publicações.
No segundo capítulo, a história da revista Visão, realçando as alterações no design ao longo do tempo e a mudança em 2015, por ser a mais próxima e por ser a alteração gráfica mais “radical”.
Na segunda parte deste capítulo falo sobre o meu estágio. Como fui rece-bida, como me fui adaptando e como avalio essa experiência. Descrevo o processo de trabalho, a equipa com quem trabalhei e para finalizar, mostro alguns dos trabalhos por mim realizados ao longo dos seis meses.
No terceiro e último capítulo, é onde se foca o meu tema principal: a cria-ção da revista V+ Visão. Descrevo o processo de criacria-ção desta publicacria-ção, assim como os problemas que foram aparecendo, o conceito da revista, as inspirações e as características da mesma.
Junto também um pouco da conversa que tive com a directora da revista
Visão, a Mafalda Anjos, a quem pude fazer uma entrevista relativamente à
nova revista, e que me ajudou muito no desenvolvimento deste relatório. Pude ainda também entrevistar a Ana Rita Rosa, a designer que criou e paginou a V+ Visão. Esta entrevista tornou-se uma mais valia, porque ape-sar de ter estado a acompanhar o processo, existem decisões tomadas que só ela me poderia justificar.
CONTEXTO HISTÓRICO
Fundado por Francisco Pinto Balsemão, jornalista, antigo dirigente polí-tico e ex-primeiro-ministro português, o grupo Impresa nasce com o lan-çamento do jornal Expresso, a 6 de janeiro de 1973, pertencente na altura à Sojornal, Sociedade Jornalística e Editorial, da qual Balsemão era detentor de 51% do capital.
Em abril de 1988 é constituída a Controljornal, uma holding para agrupar os diversos meios de comunicação do grupo, incluindo a Vasp, fundada em 1975 para distribuir o Expresso e que já fazia parte do grupo desde 1981. A chegada ao grupo da primeira revista faz-se em 1989, através da revista
Exame, com o início da parceria com a editora brasileira Abril esta parte do
grupo passa a ser denominada por Abril/ControlJornal.
A denominação Impresa acontece em março de 1991, após a entrada de novo capital social de investidores externos, na Controljornal. A Impresa concorre pela atribuição dos primeiros canais de televisão privados, e em outubro de 1992 arrancam as emissões da SIC, o primeiro canal de televi-são privado português, da qual a Impresa é um dos acionistas fundadores. Ao fim de apenas três anos de emissão a SIC – Sociedade Independente de Comunicação, torna-se líder de audiências.
Com o constante crescimento da SIC, a nível nacional e internacional, o aumento do número de publicações do grupo, e um novo investimento, desta vez da parte da suíça Edipress, a Impresa passa a ser cotada na Bolsa de Valores de Lisboa em junho de 2000.
Em 2003, há uma divisão no grupo, a área das revistas, da qual a Impresa detinha 50% e a Edipress os outros 50%, passa a denominar-se Edimpresa. Em 2008, a Impresa compra a parte dos suíços e passa a deter a totalidade do capital da Edimpresa. Segue-se a fusão das revistas com os jornais, e que se passa a chamar Impresa Publishing. Ao mesmo tempo a SIC lança novos canais, nomeadamente a SIC Mulher. No final de 2005 a Impresa compra a parte da SIC que pertencia aos investidores e passa a ser detentora da sua totalidade.
No final de 2008, e tal como todo em todo o país, a Impresa é afetada pela crise económica. Esta crise, que se prolongou pelos anos seguintes, obriga o grupo a fechar ou a ven-der títulos de revistas, para fazer face à necessidade de redução de custos operacionais em dezenas de milhões de euros, e de reduzir o seu passivo remunerado.
Com cerca de 30 publicações, a Impresa Publishing tornou-se a maior editora portuguesa. Expresso,
Fig. 1 Edifício da Impresa localizado na Rua Calvet Magalhães 242, Paço de Arcos
17
C A P Í T U L O I
mão, para fazer face aos novos desafios no setor dos media. Uma das novas medidas foi a criação de uma nova plataforma on-line que agrega todas as ofertas do grupo.
Pela primeira vez telenovelas produzidas em Portugal foram finalistas do New York Festival’s World’s Best TV & Films. A gala decorreu em Las Vegas e as telenovelas da SIC Coração D´Ouro e Mar Salgado con-quistaram as medalhas de Ouro e Bronze, respetivamente, na categoria Telenovela.
Ainda em 2016, pela ocasião do seu 24º aniversário, a SIC tornou-se a pri-meira televisão portuguesa a disponibilizar o seu canal generalista e todos os seus canais temáticos em HD, em todos os operadores nacionais.
A Impresa engloba na área das publicações periódicas os
títulos seguintes:
ACTIVA
Lançada há 25 anos, a Activa é uma revista feminina de periodicidade men-sal, que se propõe acompanhar e informar a mulher portuguesa, abordando os temas do dia a dia, como moda, beleza, carreira, filhos, saúde, finanças pessoais, comportamento, decoração e culinária.
A Activa está também disponível mensalmente no formato digital e pre-sente em todas as redes sociais, tendo milhares de seguidores.
Activa - Cada vez mais Activa BLITZ
Criada para atrair um mercado jovem e com alguma cultura musical, a Blitz surge em 1984 em formato de jornal semanal, e só em 2006 passa a ter o formato de revista que hoje conhecemos. Atualmente é a única revista mensal da especialidade em Portugal, e alargou a sua ação através da internet, da rádio e da televisão. Deixou de ser um guia somente musi-cal, para tratar de outras áreas como cinema, livros, DVD, gadgets e novas tecnologias, através de uma linguagem inteligente e acessível a todos. Tem como público-alvo um leitor informado e urbano, que acompanha as ten-dências. No final de 2015 acrescenta mais uma área ao seu portfólio, com a criação da Blitz Records, uma editora digital em parceria com a Sony Music Portugal.
Blitz – A melhor música desde 1984 CARAS
A revista Caras é lançada em Portugal em 1995 através da parceria com a editora brasileira Abril (dois anos depois do seu lançamento no Brasil), tornando-se a revista ‘cor-de-rosa’ mais conceituada e líder de mercado a nível nacional até aos dias de hoje, incluindo as várias plataformas digitais: site, edição para tablets, redes sociais.
Além de retratar a vida das celebridades, promove diversos eventos (o Cas-telo da Caras, a Feijoada da Caras, o Piquenique), sendo a Gala dos Globos de Ouro o mais importante desses eventos.
Em 2013 é lançado o canal SIC Caras, a extensão de marca da revista, agora em televisão.
Quem vê Caras, vê tudo.
Fig. 2 Revista Activa
Fig. 3 Revista Blitz
103 JANEIRO 2015 blitz.sapo.pt 127 JANEIRO 2017
blitz
GRÁTIS BLITZCD MUNDO SEGUNDO “SEMPRE GRATO”
BLITZ.SAPO.PT
JANEIRO 2017 N.0 127 MENSAL €3,90 CONT.
Tom Waits Como ele fez a trilogia perfeita ❆ Gisela João em digressão na Bélgica ❆ R.E.M.: Nos 25 anos de “Out of Time” ❆ Depois do adeus:
David Bowie Prince Leonard Cohen ❆ ENTREVISTAS: Carminho
Lambchop ❆ BLITZ RECORDS: The Poppers
GUNS N’ROSES UM QUARTO DE SÉCULO DEPOIS DE ALVALADE
SOLANGE NÃO É SÓ A IRMÃ DE BEYONCÉ, É UMA REVELAÇÃO
METALLICA ESTE É DOS BONS!
Os Melhores de 2016 | David Bowie | Capitão F austo | T om W aits | Gisela João | R.E.M. | Metallica
david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar david bowie ★ nick cave ★ bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar
20
presentes de Natal só para quem gosta de música20
20
david bowie ★ nick cave ★bob dylan capitão fausto ★ kendrick lamar
Fig. 4 Revista Caras
N.º 1117 • 7 jaNeiro 2017 • PorTUGaL e1,50 (Cont.)
sofia ribeiro
"
foi um choque
saber que podia
ficar infertil
" Cristiano ronaldo e a namorada passam fim de ano na madeira o hyggenão se explica, sente-se
por apenas
+ f15,99
Bestseller internacional
sofia Cerveira: "o ano que passou tornou-nos mais fortes" após um ano a lutar contra um cancro da mama, atriz mantém o sonho de ser mãe
CARAS DECORAÇÃO
Em 1996 foi lançada uma extensão de marca Impresa da revista Caras, ini-cialmente como suplemento semanal da revista. Pouco tempo depois passa a revista mensal, direcionada para quem gosta de acompanhar as tendências do design de interiores, ou para quem pretende decorar a sua casa.
Caras Decoração – Casas no mínimo irresistíveis COURRIER INTERNACIONAL
Em abril de 2005 é lançado o jornal semanário Courrier Internacional que na última sexta-feira de cada mês reúne os melhores artigos e repor-tagens de jornais, revistas e sites do mundo inteiro. Em janeiro de 2008, o jornal dá lugar a uma revista mensal, com o mesmo nome, continuando a satisfazer um público exigente e informado que procura colunas de opi-nião, assuntos atuais do mundo e em particular sobre Portugal e as ex-co-lónias; antevisões críticas dos vários acontecimentos na área da Cultura e entrevistas a personalidades.
A Courrier Internacional é uma revista mais cuidada em termos de design e papel respondendo a um público mais exigente. Existe também no formato
tablet.
Courrier Internacional – Em síntese tudo EXAME
A Exame é uma revista mensal de economia e negócios, líder de audiências no segmento económico, assumindo-se como instrumento de trabalho para empresários e gestores, em Portugal. Teve o seu lançamento aquando do
boom da bolsa em Portugal com as operações de privatização, e o número de
companhias cotadas a aumentar. Teve como concorrência direta o Diário
Económico, o Semanário Económico e a revista Valor, sendo a Exame a única
publicação económica que conseguiu “sobreviver” aos momentos menos bons da imprensa escrita. É, por isso, uma referência no mercado português e tem como objetivo partilhar com os leitores business intelligence, e foca-se em antecipar as tendências que irão marcar a agenda económica tanto em Portugal como no mundo através da versão papel, tablet, site e redes sociais.
Exame – Essencial nos negócios EXAME INFORMÁTICA
É a revista mais antiga do mercado português a analisar as novas tecno-logias. Há 20 anos que a Exame Informática analisa mensalmente todas as novidades de hardware e software que existem no mercado. A marca está também presente em televisão com o programa Exame Informática TV, exi-bido na SIC Notícias.
A par com a edição impressa, a redação da Exame Informática desenvolve conteúdos exclusivos que, em DVD, acompanham a revista.
19
C A P Í T U L O I
Fig. 5 Caras Decoração Fig. 6 Courrier Internacional Fig. 7 Exame
Fig. 8 Exame Informática
Fig. 10 JL Fig. 9 Expresso
Espaços à medida dos utilizadores
CASAS
COM VALOR
DE PASSAGEM As novas entradas PRIMEIRA CASA Peças-chave De co racão 23 5 JA N EIR O C A SA S C O M V A LO R E spaç os à m e d ida d os u tili zad o re sJANEIRO 2017 • Portugal • €3,00 (Cont.)
ILUSTRAR PAREDES Ideias criativas
AS MELHORES
PROFISSÕES
DO FUTUR
O
258 D EZ EM BRO 2 016 EXA M E IN FORM Á TICA PA RA Q U EM G O STA D E T ECN O LOG IA AS M ELHO RES P RO FISSÕ ES D O F U TU RO GRANDE E PODEROSO SÓ PARA GAMERS UM PC PREPARADO PARA LIDAR COM OS JOGOS MAIS EXIGENTESMÚSICA VIRTUAL A APP NACIONAL QUE ENSINA QUALQUER UM A TOCAR PIANO À CONQUISTA DO MUNDO A LEECO QUER MANDAR NA TECNOLOGIA SUN SAILER O BARCO PORTUGUÊS QUE NÃO GASTA COMBUSTÍVEL, NÃO POLUI E É SILENCIOSO
EM MOVIMENTO
AUSCULTADORES
OS MELHORES PARA QUEM GOSTA DE FAZER DESPORTO
JUNTA TRABALHO E DIVERSÃO
HUAWEI MATE 9
O MELHOR PHABLET ANDROID QUE O DINHEIRO
PODE COMPRAR
O IRMÃO GÉMEO DO SURFACE
TRANSFORMER 3 PRO
UM HÍBRIDO PARA QUEM PRECISA
DE TRABALHAR
exameinformatica.pt facebook.com/exameinformatica iPad / Android Dezembro 2016 N.° 258 ○ Mensal ○ Ano 21 ○ €3 Portugal Continental ○ €5,04 Revista + DVD
◼ AS 12 ÁREAS DA TECNOLOGIA QUE VÃO TER PLENO EMPREGO
◼ O QUE DEVE FAZER PARA AGARRAR ESTAS OPORTUNIDADES
◼ OS TRABALHOS QUE VÃO DESAPARECER
PRESENTES
AS NOSSAS ESCOLHAS
CRIANÇAS | ADOLESCENTES | PAIS | AVÓS RANKING DAS EMPRESAS DE TECNOLOGIA EM PORTUGAL AS 200 MAIORES JOÃO LIMA Eugénio Lisboa
A conclusão das Memórias PÁGINAS 12/13 E 32
Onésimo Teotónio Almeida
Trumpicar, trumpicar PÁGINA 33
Paulo RibeiroUma Companhia de todas as danças
Coreógrafo de prestígio internacional, assume agora a direção da Companhia Nacional de Bailado e em entrevista ao JL, a Daniel Tércio, passa em revista o seu percurso e revela em primeira mão os seus planos para a principal instituição de dança do paísPÁGINAS 19 A 21 Ano XXXVI * Número 1206 * De 21 de dezembro de 2016 a 3 de janeiro de 2017
* Portugal (Cont.) €2,80 * Quinzenário * Diretor José Carlos de Vasconcelos JORNAL
DE LETRAS, ARTES E IDEIAS
Vive no Alentejo, mas anda sempre pelo mundo, publicou dois novos livros e continua a
exprimir-se através de várias
‘artes’. Entrevista de Manuel Halpern e crítica de Miguel Real
PÁGINAS 8 A 10
Afonso Cruz
A polifonia do escritor
Frederico Lourenço O Pessoa helénico
O Diário do escritor e grande tradutor. ‘Viver com os gregos’, por Hélia Correia
PÁGINAS 7, 29 E 36 LUÍS B ARR A Cou rrier internaciona l Janeir o 2017
Courrier
internacional EDIÇÃO ESPECIAL MULHERES A LUTA POR UM LUGAR NA HISTÓRIA Janeiro 2017NÚMERO 251 | MENSAL | €3.90 (Cont.)
MULHERES , A LUT A POR UM LUGAR NA HIST ÓRIA HEROÍNAS DE JOANA D’ARC A GERTRUDE BELL
HISTORIA, THE DAILY TELEGRAPH, NUEVA TRIBUNA, LE TEMPS, THE ATLANTIC
REBELDES
DE CRISTINA DA SUÉCIA ÀS SUFRAGISTAS
HISTORY TODAY, THE IRISH TIMES
CRIADORAS
DE JOSEFA DE ÓBIDOS A KAREN BLIXEN
THE COPENHAGEN POST, EL PAÍS ANJOS OU DEMÓNIOS DE EMILY HOBHOUSE ÀS BRUXAS MEDIEVAIS
EL PAÍS BRASIL, NEDELJNIK, ADEVARUL, AVVENIRE, MINGJING XINWEN WANG,
HISTORIA Y VIDA
E
xame
exa m e. pt Exa m e Publicação Mensal 392 Portugal €3,90 (Continente) Dez. 2016 1 0 0 M E LH O R ES E M PR E SA S P A R A T R AB A LH A R de zem bro 2 016 3 92
Prémios para os locais de trabalho exemplares regressam com novos parceiros e nova metodologia
Integram esta edição semanal, além deste corpo principal, os seguintes cadernos:
ECONOMIA, REVISTA E e EMPREGO
Fundador: Francisco Pinto Balsemão 30 de dezembro de 2016
2305 €3,20 Diretor: Pedro Santos Guerreiro Diretor-Executivo: Martim Silva Diretores-Adjuntos: Nicolau Santos, João Vieira Pereira e Miguel Cadete Diretor de Arte: Marco Grieco
www.expresso.pt
Expresso
24h
“JORNAL EUROPEU DO ANO”
A PARTIR DO PRÓXIMO SÁBADO
GRÁTIS COM O EXPRESSO
100
PERGUNTAS
PARA
EMAIS10QUENÃO2017
COUBERAMNão perca o Expresso Diário
Use o código que está na capa da Revista E para ler o Expresso Diário de segunda a sábado no seu
smartphone, tablet ou
computador, sem pagar mais por isso.
Embaixador na China é o melhor
O embaixador de Portu-gal na China, Jorge Torres Pereira, foi escolhido pela Câmara de Comércio e In-dústria Portuguesa (CCIP) como o diplomata económi-co do ano.
“Blitz” com especial George Michael
Já está nas bancas uma edição extra da “Blitz” dedicada a George Micha-el. Os últimos dias, o concerto em Coimbra, o seu ativismo e obra discográfica deram origem a uma publicação com 36 páginas, à venda por €2,50.
Saúde de Soares agrava-se
Até ao fecho desta edição não havia alterações no estado de saúde de Mário Soares. Segundo o último boletim clínico emitido pelo Hospital da Cruz Vermelha registou-se “nas últimas ho-ras um progressivo agrava-mento” e uma “considerável degradação das condições orgânicas” do ex-Presidente da República.
Costa leva expropriações à Índia
Goa retirou a portugueses e luso-descendentes terras concedidas durante a era colonial, e os expropriados contam com a ajuda de An-tónio Costa — que visita o território em janeiro — para resolverem o problema. P10 Natalidade: número de bebés volta a aumentarP19 Europa recebe só 6% dos 65 milhões de refugiados P26 A agenda clandestina de Marcelo Rebelo de Sousa P6 Portugal decidiu extraditar agente da CIA P14
Da política à cultura, do desporto à economia, as perguntas (e as respostas) que precisa para enfrentar os próximos 12 meses P34
E ainda o que aí vem. A incerteza do novo ano vista por Ricardo Costa, Pedro Boucherie Mendes,
Daniel Oliveira e Gustavo Costa REVISTA E
IL US TRA ÇÃ O HELDER OLIVEIRA Rio só admite congresso antecipado se Passos sair
Rui Rio distancia-se da recolha de assinaturas para pedir um congresso extraordinário no PSD. Diz não ver sentido nisso, a não ser que o atual líder se demita P10
“Cantil não autorizado salvou-me a vida”
Seis instruendos do Curso 127 dos Comandos revelam episódios de violência antes e durante a Prova Zero, em depoimentos feitos à Polícia Judiciária Militar P15
VAI SER POSSÍVEL MUDAR DE SEXO AOS 16 ANOS SEM AUTORIZAÇÃO DOS PAIS P18
OE vai pagar
descida da TSU
das empresas
> Governo estima custo de €40 milhões mas CGTP diz que pode chegar aos €120 milhões > PCP e BE recusam
“subsidiar patrões” > Polémica agrava tensão à esquerda P3
O semanário Expresso foi fundado a 6 de janeiro de 1973 e inicialmente dirigido por Francisco Pinto Balsemão. O jornal tinha um estilo próprio baseado no modelo “dos jornais ingleses de domingo”, tais como o The
Sunday Times e The Observer. A primeira versão do semanário surge em
formato broadsheet e com dois cadernos. O primeiro caderno de carácter mais noticioso e o segundo, chamado Revista «menos ligada ao dia a dia». O design ficou a cabo de Vítor da Silva e Luís Ribeiro que durante anos foi o grafista-chefe do jornal.
O primeiro número ultrapassa os 60 mil exemplares, impressos na rotativa do Diário de Lisboa e foi vendido ao preço de 5$00 (2,5 cêntimos a preço atual). A manchete: uma sondagem encomendada: «63 por cento dos por-tugueses nunca votaram.»
O Expresso é hoje composto por vários cadernos e oferece semanal-mente informação de atualidade e análise em áreas como política, econo-mia, sociedade, cultura, internacional e desporto.
JORNAL DE ARTES E LETRAS (JL)
O Jornal de Letras, Artes e Ideias, de periodicidade quinzenal, iniciou a sua publicação em março de 1981 e é dirigido desde a fundação pelo jorna-lista José Carlos Vasconcelos.
O JL, como é conhecido em Portugal e no Brasil, é um jornal de informa-ção especializada que aborda de forma ligeira e opinativa as diversas áreas da cultura.
JL – Jornal de letras, artes e ideias TELENOVELAS
Em 1998, pelas mãos do jornalista José Rocha Vieira, é lançada a revista semanal Telenovelas, para dar resposta ao boom de novelas e com ele a von-tade de o leitor estar a par dos episódios com antecedência, bem como a vida dos atores e o que se passa nos bastidores. É complementada por uma secção que dá soluções e conselhos de outras áreas, como sexo, saúde, filhos, bem-estar, moda, beleza entre outros.
Telenovelas – Uma amiga para toda a vida. TVMAIS
Fundada em 1995, pelo jornalista José Rocha Vieira, a TvMais é uma revista semanal que aborda várias áreas de interesse nacional, televisão, social, entretenimento, atualidade, moda, beleza, culinária, bem como a vida de figuras públicas nacionais e internacionais.
TVMais – Mais do que uma revista de televisão VISÃO
A Visão é uma newsmagazine semanal, lançada em março de 1993 por um grupo de jornalistas que faziam parte da redação do semanário O
Jor-Fig. 11 Telenovelas Fig. 12 TVMais 2 novos destacáveis GRÁTIS No 989 • De 30 de dez. de 2016 a 5 de janeiro de 2017 • Portugal • E 0,75 (cont.)
•DIANA tira Jaiminho
a VeRóNIcA
•Paga a Jacinto para
TRAIR A fIlhA
começa a
VINGANÇA!
A VIL
Ã
AGORA
É
ELA!
crime, paixão e morte
As primeiras emoções de Ouro Verde
como poupar até 1000 euros por ano!
como ter BOM SeXO o ANO INTeIRO francisca quaseMATAo filho e Manel RAPTA-O No 1251 • De 4 a 10 de janeiro de 2017 PORTUGAL €1,40 (cont.) Número 33 Cozinha tradicional portuguesaDeliciosa e fácil
sopa CampoNesa
Nutritiva e saborosa
salmão grelhado com espargosCurgete recheada com carne picada Cheesecake de limão light
Reportagem exclusiva Recebida em glóRia no alentejo gRÁtis culinária especial
as confiss
õ
es
de helena
verónica é acusada de homicídio sabe quem eles são?• “fui muito castigada”
• “preciso de ajuda psicológica”
• “estou morta por dentro”
• “fiz uma promessa e vou a fátima agradecer a nossa senhora”
A Impostora a única mulheR o último episódio em imagens veja já cláudio a. em fuga Queriam bater-lhe à porta do estúdio
“tenho muito medo” Não perca!
21
C A P Í T U L O I
Fig. 13 Visão, Nº 1
Fundada no ano de 1993 por um grupo de jornalistas vindo do então extinto, semanário ‘O Jornal’, teve como primeiro director Carlos Cáceres Monteiro
Uma publicação em cujo “código genético” estão inscritos o rigor informa-tivo, o distanciamento crítico e a isenção. Tem uma forte componente de roteiro de nome Visão Sete e integra a revista Visão Vida & Viagens. Em dezembro de 2010 tornou-se na primeira publicação jornalística a ser distribuída num tablet (iPad, no caso) com um formato totalmente revisto para este tipo de dispositivo. No dia em que foi lançada atingiu o primeiro lugar do top das aplicações de notícias e no top geral.
Visão – Como nunca viu
Extensões de Marca:
Com o intuito de abranger um leque de leitores mais elevado e variado, têm sido criadas algumas extensões de marca. A primeira extensão da marca
Visão foi a Visão Júnior para um público mais jovem; a Visão História; a Visão Link, mais virada para a tecnologia; a Visão Vida&Viagens para
con-correr com as revistas Volta ao Mundo, Rotas e Destinos, etc.; a Visão Estilo
e Design para um público mais exigente em termos de imagem; a Visão Gourmet e mais recentemente a V+ de saúde, bem-estar, fitness e lifestyle com
uma imagem mais cuidada e atual.
VISÃO JÚNIOR
A primeira das extensões de marca da Visão, a Visão Júnior é um pro-jeto com um conceito inovador, dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 12 anos. Apareceu como suplemento da Visão, em agosto de 2004, numa altura em que os jor-nais faziam suplementos para crian-ças, e o sucesso foi enorme tendo ao fim de quatro números ganho vida própria. A Visão Júnior debruça-se sobre assuntos de atualidade, numa linguagem gráfica e visual muito acessível.
Decompõe o mundo para o expli-car às crianças, dando-lhes a pos-sibilidade de brincar e aprender, com temas sobre natureza, animais, ambiente, desporto e aventura. A Visão Júnior é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.
Visão Júnior – O prazer de ler Fig. 14 VISÃO Júnior
Conheces o narval?
O golfinho
do dente
misterioso
N.º 152 MENSAL JANEIRO 2017 PORTUGAL (CONT.) €2,2023
C A P Í T U L O I
Fig. 15 VISÃO História
As tribos índias • Os colonos • Os territórios comprados a Napoleão
Norte contra Sul, a primeira guerra moderna • A conquista do Oeste
A Constituição POR VIRIATO SOROMENHO MARQUES
A D EM OC RA CIA AM ER ICA NA PO R JOÃO CA RLO S E SPADA N. º 38 · DEZEMBRO 2016
CONTINENTE – €4,90 PERIODICIDADE BIMESTRAL
A FORMAÇÃO
DOS ESTADOS
UNIDOS
AMÉRICA
Todas estas infor-mações foram retiradas do website da Impresa e da GESCO, e comple-mentadas com alguns documentos que me forneceram no estágio.
VISÃO HISTÓRIA
Feita quase na totalidade pela redação da Visão, esta revista dedica-se exclusivamente a assuntos históricos. Cada número aborda um único tema, explorando-o de diversos ângulos e pontos de vista.
Com cem páginas e lombada colada, a revista é muito cuidada do ponto de vista fotográfico, recorrendo a textos, fotografias, mapas e infografias de alta qualidade.
Visão História – Conhecer o passado para compreender o presente
e agora a V+;
Na televisão: SIC, SIC Caras, SIC Internacional, SIC K, SIC Mulher, SIC Notícias, SIC Radical; e noutras áreas: Acting Out, Bloomgraphics, Gesco, SMTS, InfoPortugal, Impresa – novas soluções de media, Olhares (foto-grafia online), SIC Esperança e Impresa Media Criativa.
VISÃO
A Visão é uma newsmagazine semanal, lançada em março de 1993, como referi anteriormente, na descrição de cada revista do grupo Impresa Pub-lishing.
O seu estatuto editorial é definido por estes seis pontos: (GRUPO IMPRESA, 2017)
1. A Visão é uma revista semanal de informação geral que pretende dar, através do texto e da imagem, uma ampla cobertura dos mais importan-tes e significativos acontecimentos nacionais e internacionais, em todos os domínios de interesse;
2. A Visão é independente do poder político, do poder económico e de quaisquer grupos de pressão;
3. A Visão identifica-se com os valores da democracia pluralista e solidária; 4. A Visão rege-se, no exercício da sua atividade, pelo cumprimento rigo-roso das normas éticas e deontológicas do jornalismo;
5. A Visão defende o pluralismo de opinião, sem prejuízo de poder assumir as suas próprias posições;
6. A Visão pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões devem ser claramente separadas: os primeiros são intocáveis e as segundas são livres. Ao longo dos anos a Visão passou por várias mudanças gráficas, e a mudança mais significativa que também é a mais recente, foi em 2015 quando actua-lizaram o logotipo da Visão.
Este último redesign foi pedido a designers externos, Vasco Colombo e
Fig. 16 Visão, Nº 1242 e Nº 1243 Todos os anos a última edição anual e a primeira do ano seguinte são edições para guardar, a última traz um balanço do ano nas várias áreas nacionais (política, arte, mundo, etc), e a primeira edição uma antecipação do que vem aí
C A P Í T U L O I I
27
Raquel Porto. A mudança mais “radical” e que os leitores poderiam reparar de imediato é na capa, o logotipo da Visão tinha mudado. Puseram de lado a letra serifada para deixar entrar uma letra mais elegante, sem serifas e sem aquele peso enorme do antigo logotipo da revista. Podemos também verificar que o lugar do logotipo era alinhado à esquerda e agora já não é. Foi alterado para o centro da revista, porque em primeiro lugar iria mudar o look da marca Visão e era o que se pretendia, dar um novo rumo à mesma; e em segundo lugar no “meio é onde está a virtude”, como diz o ditado popu-lar. O logotipo centrado na revista dá outra visibilidade à revista, acredito que dá mais presença à publicação. E este novo logotipo só veio ajudar, pois é uma letra mais elegante, mais fina e menos grotesca, dando um destaque maior do que o logotipo anterior, e ao mesmo tempo libertando espaço para o resto da capa se destacar de maneira igual, como podemos verificar na figura 17 e 18.
Outra grande diferença, é o tipo de letra utilizado. No antigo design encon-tramos um tipo de letra também serifado, e se calhar mais comum nas publicações. Hoje em dia podemos encontrar o mesmo tipo de letra do logotipo da Visão, a Flama.
www.visao.sapo.pt • N.º 1180 • 15 a 21 de outubro de 2015
Continente e ilhas: ¤3,00 • Semanal
ANTÓNIO COSTA CURSO DE INGLÊS BBC 5.º LIVRO €9,90 (CONT.) ‘DOWNTON ABBEY’ 1.º DVD + CAIXA ARQUIVADORA €5,95 (CONT.) FO TO: L UÍS B ARRA Formar Governo
O ELO MAIS
FRACO FORTE
Virar à esquerda Virar à direita Dividir o PS Redefinir o cenário político NOVO AEROPORTO ARRANCA NO MONTIJO SABRINA A AGENTE PORTUGUESA DA CIA Fig. 17 Visão, Nº 1180A última edição com o design antigo. Podemos comparar com a fig.18 e confirmar que estava a ficar desactualizada
Nº 1181 . 22/10 A 28/10/2015 . CONTINENTE E ILHAS: €3,00 . SEMANAL W W W.V I SAO. SA P O. P T
JUÍZES
DÃO
A JOSÉ SÓCRATES
O QUE RECUSAM
NO PROCESSO
DOS VISTOS GOLD
+
CONHEÇA
TREZE NEGÓCIOS
DE SUCESSO
POR EXPLORAR
EM PORTUGAL
SOMOS DEVASSADOS,
VENDIDOS E MANIPULADOS
INFOTRÁFICO
Empresas aproveitam vazio legal
para lucrar milhões com dados pessoais.
Descobrimos falhas graves de segurança
em bases informáticas do Estado.
Os seus ficheiros clínicos podem estar
a ser usados contra si
C A P Í T U L O I I
29
A Flama foi desenhado por um tipógrafo português, Mário Feliciano, um dos typeface designer português mais reconhecido em Portugal e no estran-geiro. Criou as letras do BES, DN e Expresso. Tem 41 anos, e além de tipógrafo, é também delegado de uma organização internacional dedicada à tipografia e ao design de tipos de letra, Ida Atypl. Começou como designer gráfico para a revista Surf em 1993, e agora é proprietário da Feliciano Type Foundry, tem as suas fontes distribuidas pela Adoba, T26, MyFonts, Village, e pela a sua própria fundição tipográfica digital, a FTF. (Feliciano Type Foundry 2016)
A Flama é um tipo de letra geométrico sem serifas, que mistura caracterís-ticas das fontes tipográficas tradicionais europeias sem serifas, com as ame-ricanas sem serifas. Foi criada a pensar na sinalização, mas passou a ser um dos tipos de letra favoritos de muitos designers. A primeira versão foi criada em 2002 e nesta família integrava-se apenas 6 fontes, incluindo os itálicos. Depois de ter sido selecionada “Our Favourite Fonts 2005”, a Flama foi expandida com quatro novas fontes tipográficas.
Neste momento, a família tipográfica Flama está disponível em dez fontes, com itálicos e começando no Thin até ao Black.
Comparando a tipografia anterior com a do redesign, podemos dizer que a Flama é mais moderna enquanto que a anterior era mais clássica.
Em termos de mancha tipográfica podemos dizer que está mais limpa e o branco está mais presente que nunca. A Flama está presente em todas as revistas Visão desde da nº 1181.
Fig. 18 Visão, Nº 1181 A primeira edição
“rejuvenescida”. O logotipo tem mais presença do que no logotipo anterior, mas mantendo a cor vermelha. Em termos de mancha diferenciou-se bastante
ESTÁGIO
Dia 5 de setembro de 2016, 9:00 horas, Paço d’Arcos, aqui estou eu, no grande edifício da Impresa pronta para começar uma nova etapa: o início do estágio curricular do meu Mestrado em Design Editorial.
Encontrei a Rita, uma colega do mestrado, que também veio estagiar para a Impresa, mas para o semanário Expresso. Mais perto das 10 horas, fui ter com a segurança e apresentei-me como uma nova estagiária da revista Visão. Deu-me o meu cartão de acesso ao edifício e disse-me para subir ao 2.º andar – andar onde funciona a redação da Visão e do JL (Jornal das Letras). Tinha indicações dadas por e-mail para me dirigir ao Paulo Reis (editor--adjunto) ou à Sofia Vicente (do secretariado).
A Sofia cumprimentou-me e disse que já não se lembrava que era naquele dia que eu iria começar o estágio – pediu desculpa, mas como tinham feito algumas mudanças na semana anterior essa era a razão para não se ter lembrado da minha chegada; também disse que não era um bom dia para começar pois o fecho da revista Visão é à terça-feira, e a segunda-feira é muito stressante tal como a terça. Para “melhorar” a minha recepção, o meu
C A P Í T U L O I I
31
Fig. 19 A redacção ocupa 2/3 do segundo andar do edíficio, e alberga todas as secções da revista: jornalistas, editores, directores, designers, fotógrafos, revisão e secretariado Depois de algumas breves introduções e apresentações, o Paulo
explicou--me o método de trabalho da revista.
Utilizam o Indesign (que também estou habituada a utilizar), mas através de uma plataforma – o Content Station, que é um programa que serve para gerir publicações, neste caso todas as publicações do grupo Impresa (Visão,
JL, Expresso, Blitz, Activa, Caras, etc.) e cada pessoa tem os seus dados de
acesso para aceder ao que precisa. Por exemplo, eu só tenho acesso às revis-tas Visão, Visão Sete, Visão Júnior e Visão História.
E para quê ter este programa? Quais as vantagens do mesmo?
A maior vantagem, a meu ver, é a ligação entre os designers e os jornalistas. Com este programa os designers têm acesso ao que está a ser escrito pelos jornalistas e estes podem visualizar a página, conseguindo ter a percepção das alterações a fazer, como cortar ou acrescentar texto, assim como os diretores.
Explicação do processo
Existem, mestras/templates criadas para a Visão; Luís Pinto, que já trabalha na Visão há muitos anos, é quem trata de criar as edições e de pôr as páginas através do Journal Designer – software para fazer o layout das diferentes edições de revistas e jornais – para depois estar apto para nós, designers, criarmos os artigos e podermos paginar. Quando digo criar artigo, quero dizer que para os jornalistas poderem escrever o artigo diretamente para a página temos de abrir a página no Indesign, criarmos uma caixa de texto ou colocamos uma já existente a partir da biblioteca, – por exemplo, há pági-nas que já estão pré-paginadas e aí só temos de as colocar, como estão na
biblioteca e quando temos todas as caixas necessárias, selecionamos todas as que queremos, e através do plugin do Content Station – O Smart Con-nection – carregamos e fazemos “Create Article”. Na janela que abre damos um nome ao artigo – normalmente pomos o tema do artigo se o soubermos ou o que vem escrito no plano de trabalho que o Luís Pinto distribuiu feito pelo Journal Designer, ou então artigo x/texto grande/texto pequeno – e fazemos Create. Assim, já está apto para o jornalista abrir o artigo e começar a escrever e nós sabemos sempre quando está a ser escrito ou quando está na revisão pois existe um código de cores que temos de seguir e que é útil para todos sabermos qual a situação na página.
CÓDIGO DE CORES
Quanto ao significado do código de cores para as páginas são: o branco indica que está em maqueta (quando estamos a paginar); o vermelho para quando está em edição (está paginado e escrito mas é preciso ser aprovado pela direção); o azul escuro para quando a página é enviada para o Insite (o Insite é uma plataforma online para enviar as páginas da revistas antes da impressão); e o azul-claro para quando está aprovado pelo Insite e vai seguir para impressão após o editor dar o OK juntamente com a Direção (caso não haja erros, se houver o Insite alerta – por exemplo, acontece mui-tas vezes as imagens estarem em RGB e ele avisa para podermos resolver). O código de cores para os artigos é: o cinzento para maqueta; o vermelho para edição (serve para os editores poderem rever e alterar o que acharem necessário); o azul para quando os artigos estão em revisão; e o verde para quando os artigos estão aprovados.
Nós, designers, temos de ver se o texto cabe, se é preciso pedir aos jornalis-tas para cortarem texto, e fazer as alterações que sejam necessárias.
Depois de os artigos estarem todos verdes, faz-se uma impressão dessas páginas em A3 para os revisores puderem ler. Depois essas páginas voltam para nós com as correções necessárias e faz-se uma impressão final para a Direção aprovar. Ao estarem aprovadas enviamos as páginas para Insite. Para as imagens também existe um código de cores, pois não somos nós que fazemos o tratamento de imagem – é a Prepress situada no piso inferior ao da Visão, que faz o tratamento de imagem de todas as publicações do grupo. Então o código de cores para as imagens é: o cinzento quando estão em maqueta; o laranja para quando estão em tratamento; e o verde para quando estão tratadas.
A Visão Sete até janeiro de 2017 era feita à parte e o processo era exata-mente o mesmo, mas o dia de fecho era à segunda-feira e o da Visão à terça-feira. Agora com o novo redesign, a Visão Sete já não é assim, contudo o dia de fecho continua a ser à segunda-feira por causa da reVisão e das imagens para tratar, para não ficar tudo para o mesmo dia.
Passo muito tempo a ver os outros designers a trabalharem, não só porque a ver é como se aprende mais, na minha opinião, como também não tinha muito para fazer. Sendo estagiária, o meu supervisor não me dava muito tra-balho, só depois de um dos designers da Visão, o Nuno, se ter ido embora, é que me começou a dar mais artigos para paginar. Aí, sim, tive mais trabalho.
Fig. 20 Content Station (sistema editorial da Impresa) – cada designer só tem acesso às publicações em que trabalha
C A P Í T U L O I I
33
Fig. 21/22 Toda a publicação
(impressa) é disponibilizada num separador – Publication Overview. Tanto os textos como as páginas vão mudando de estatuto ao longo do processo, esse estatuto é facilmente identificado pelo código de cores: cinzento para maquete, vermelho para edição, azul para revisão e verde para revisto
Fig. 23 O Smart Connection faz toda a ligação do InDesign com o Content Station, desde a criação de artigos, gestão de fotos e até o próprio ‘Save’ da página, que neste caso se chama ‘check in’
Ao contrário da Visão, para a Visão Júnior temos de ser nós a pesquisar ima-gens e ilustrações para quase todas as páginas. Sempre que precisava de ajuda falava com a Teresa (editora de Arte da Visão Júnior) ou com o Miguel, o designer da Visão Júnior e Visão História, ou ainda podia contar com a ajuda da Patrícia, designer do JL – Jornal das Letras, Artes e Ideias – que também dá uma ajuda na Visão Júnior e na Visão História quando para tal é solicitada. VISÃO HISTÓRIA
Na Visão História, não paginei nenhum artigo mas fiz muitas emendas da revisão e paginei num dos números a parte da Cronologia.
Para escrever o meu relatório contei com várias pessoas, e também tive ajuda de outras pessoas da empresa, sem contar com os trabalhadores/colaborado-res da Visão, da GESCO – Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A., um arquivo documental histórico e presente da comunicação social e o acesso é feito exclusivamente através da Gesco BDInfo, através da plataforma electrónica desenvolvida e disponibilizada pela Gesco SA.
Mais moderna, mais arrojada, mais atraente e mais fácil de ler, a VISÃO que hoje chega às bancas é o reflexo de uma aposta gráfica e editorial. Queremos ir mais longe no que noticiamos, queremos ser mais incómodos, queremos ser mais irreverentes. Vamos ser muito mais relevantes.
COMO
NUNCA
VIU
VISÃO Se7e, destacada e reforçada
Uma organização única
A revista que hoje surge assenta em quatro áreas distintas. O Radar, onde se acompanha a realidade mais imediata através de pequenos textos sobre o que importa registar daquilo que passou no País e no estrangeiro. É o aperitivo para a zona de maior fôlego: aquela em que publicaremos as grandes investigações, reportagens e análises. Segue-se o Focar, onde estarão os trabalhos mais próximos da agenda mediática e terminamos com o Vagar, espaço dedicado à cultura, ao lazer, às tendências e ao entretenimento. De permeio, as crónicas e opiniões. António Lobo Antunes será mais assíduo e Ricardo Araújo Pereira encerra a edição. O pianista Júlio Resende terá uma crónica musical (tocada ao piano e que poderá ser ouvida na VISÃO.pt), o compositor Tiago Bettencourt e a rapper Capícua terão os seus espaços e Isabel Vaz, administradora da área da Saúde, e João Vasconcelos, ligado às startups, farão opinião. Paul Krugman e Thomas Piketty vão marcar com as suas análises político-económicas. Mensalmente contamos com a colaboração de alguns dos autores de ensaios escritos para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Projeto gráfico
Comunicar melhor o bom jornalismo que é a marca da VISÃO – foi este o mote para o redesign que desenvolvemos nos últimos meses.
Como ponto de partida, considerámos importante criar, para cada um dos quatro blocos em que se divide a revista, um ambiente gráfico diferenciado e imediatamente reconhecível, para que o leitor tenha uma perceção imediata da área em que se encontra. Dado que um sistema de sinalética pode ser demasiado frio e impessoal, dar à revista um timbre de voz assumidamente marcado foi um risco que decidimos correr. Assim, para o Radar, desenvolvemos uma estrutura fragmentada, contrastada nas escalas, tipografia e cor, sugerindo uma leitura mais dinâmica e rápida. No bloco das grande matérias, em que o tema gráfico será desenhado de acordo com cada matéria, o leitor é convidado a uma experiência mais demorada e em profundidade. No bloco Focar, dominado por alguma economia e despojamento gráficos, demos prioridade à máxima eficácia e clareza na leitura. E, por fim, no Vagar, propomos alguma exuberância visual, não só porque as matérias tratadas assim o permitem mas para que a revista feche com alguma energia. A VISÃO Se7e, que passa a destacável, foi concebida com autonomia gráfica sem nunca perder a ligação ao corpo principal.
Vasco Colombo + Raquel Porto
Inovar na liderança
Nunca concordei com a con-sagrada frase “em equipa que ganha não se mexe”. Penso exatamente o contrário. É quan-do se lidera que têm de fazer-se alterações para não perder o primeiro lugar e é quando se está na frente que se tem a tranquilidade necessária para arriscar e inovar. Foi o que fize-mos. A liderar o mercado das revistas de informação desde que surgiu, a VISÃO volta a mar-car o ritmo, com um grafismo que rompe com o que existe em Portugal e segue as mais atuais tendências.
Mas não é só na forma que a VISÃO muda. A modernidade do desenho é o reflexo do reju-venescimento dos conteúdos. Vamos estar atentos à atuali-dade, mas queremos lançar temas que possam marcar, eles próprios, a atualidade. Vamos seguir e antecipar tendências, vamos estar com os leitores no seu dia a dia, vamos acompa-nhar a ciência e a tecnologia. Mantêm-se a liberdade, a inde-pendência, o rigor, o respeito pelos leitores e pelos visados, a atenção ao Mundo e a denúncia das injustiças. Continuaremos a ser uma voz ativa, incómoda para quem deve ser incomodado.
João Garcia, diretor
Novo site,
muito mais VISÃO
A VISÃO chegará até si renovada também no online. O novo site será mais “magazinesco”, com grandes fotos, temas variados e muita opinião relevante. Esta é aliás uma das apostas fortes da nova página, que terá como colunistas residentes mensais o artista plástico Vhils, a apresentadora Catarina Furtado, a modelo Nayma e a atriz Sónia Balacó. Uma Bolsa de Especialistas, composta por personalidades de referência nas suas áreas, vai ainda garantir textos diários, abordando assuntos que vão da saúde ao emprego, passando por exemplo pela moda, educação ou empreendedorismo. Ao todo
O que nós andámos
Não foi fácil, mas valeu a pena. Foram vários os dias de trabalho e muitos os profissionais envolvidos (bem mais do que os registados nas fotos), foram riscos e rabiscos, discussões e consensos. O projeto não acabou, vai melhorar todas as semanas
C A P Í T U L O I I
35
Nesta plataforma consegui ter acesso a todas as edições da Visão e do Grupo Impresa, o que equivale a uma mais-valia para o meu relatório e para o meu conhecimento pessoal.
Contei ainda com a ajuda das funcionárias da Gesco, em especial da Sónia Afonso. Tive inclusive uma pequena formação para saber como se utiliza a plataforma, como utilizá-la da melhor maneira para o meu objetivo e que permissões tinha.
CONTRATEMPOS
Ao longo do estágio deparei-me com situações boas e menos boas. Logo no início, entrou uma nova Direção, na mesma semana em que come-cei o estágio – altura de mudanças e novos objetivos – deparei-me com vários despedimentos, que acontecem todos os anos (por volta da altura do Natal), apanhei um redesign da Visão Júnior onde tive a oportunidade de acompanhar o processo, também apanhei um redesign da Visão em setem-bro, houve um plenário onde foram discutidas as mudanças a efetuar com
Mais moderna, mais arrojada, mais atraente e mais fácil de ler, a VISÃO que hoje chega às bancas é o reflexo de uma aposta gráfica e editorial. Queremos ir mais longe no que noticiamos, queremos ser mais incómodos, queremos ser mais irreverentes. Vamos ser muito mais relevantes.
COMO
NUNCA
VIU
VISÃO Se7e, destacada e reforçada
A VISÃO Se7e vai ganhar alma nova, destacada do caderno principal. Num mundo cada vez mais global e conectado, a aposta vai para uma só edição nacional, porque afinal o que se passa no Norte interessa a quem vive no Centro/Sul e vice- -versa. Menos listagens e mais escolha, sugestões, recomendações e crítica – com o que há de melhor para fazer, ver, ouvir e ler – e tudo o que há de novo nas principais cidades portuguesas.
Uma organização única
A revista que hoje surge assenta em quatro áreas distintas. O Radar, onde se acompanha a realidade mais imediata através de pequenos textos sobre o que importa registar daquilo que passou no País e no estrangeiro. É o aperitivo para a zona de maior fôlego: aquela em que publicaremos as grandes investigações, reportagens e análises. Segue-se o Focar, onde estarão os trabalhos mais próximos da agenda mediática e terminamos com o Vagar, espaço dedicado à cultura, ao lazer, às tendências e ao entretenimento. De permeio, as crónicas e opiniões. António Lobo Antunes será mais assíduo e Ricardo Araújo Pereira encerra a edição. O pianista Júlio Resende terá uma crónica musical (tocada ao piano e que poderá ser ouvida na VISÃO.pt), o compositor Tiago Bettencourt e a rapper Capícua terão os seus espaços e Isabel Vaz, administradora da área da Saúde, e João Vasconcelos, ligado às startups, farão opinião. Paul Krugman e Thomas Piketty vão marcar com as suas análises político-económicas. Mensalmente contamos com a colaboração de alguns dos autores de ensaios escritos para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Projeto gráfico
Comunicar melhor o bom jornalismo que é a marca da VISÃO – foi este o mote para o redesign que desenvolvemos nos últimos meses.
Como ponto de partida, considerámos importante criar, para cada um dos quatro blocos em que se divide a revista, um ambiente gráfico diferenciado e imediatamente reconhecível, para que o leitor tenha uma perceção imediata da área em que se encontra. Dado que um sistema de sinalética pode ser demasiado frio e impessoal, dar à revista um timbre de voz assumidamente marcado foi um risco que decidimos correr. Assim, para o Radar, desenvolvemos uma estrutura fragmentada, contrastada nas escalas, tipografia e cor, sugerindo uma leitura mais dinâmica e rápida. No bloco das grande matérias, em que o tema gráfico será desenhado de acordo com cada matéria, o leitor é convidado a uma experiência mais demorada e em profundidade. No bloco Focar, dominado por alguma economia e despojamento gráficos, demos prioridade à máxima eficácia e clareza na leitura. E, por fim, no Vagar, propomos alguma exuberância visual, não só porque as matérias tratadas assim o permitem mas para que a revista feche com alguma energia. A VISÃO Se7e, que passa a destacável, foi concebida com autonomia gráfica sem nunca perder a ligação ao corpo principal.
Vasco Colombo + Raquel Porto
Inovar na liderança
Nunca concordei com a con-sagrada frase “em equipa que ganha não se mexe”. Penso exatamente o contrário. É quan-do se lidera que têm de fazer-se alterações para não perder o primeiro lugar e é quando se está na frente que se tem a tranquilidade necessária para arriscar e inovar. Foi o que fize-mos. A liderar o mercado das revistas de informação desde que surgiu, a VISÃO volta a mar-car o ritmo, com um grafismo que rompe com o que existe em Portugal e segue as mais atuais tendências.
Mas não é só na forma que a VISÃO muda. A modernidade do desenho é o reflexo do reju-venescimento dos conteúdos. Vamos estar atentos à atuali-dade, mas queremos lançar temas que possam marcar, eles próprios, a atualidade. Vamos seguir e antecipar tendências, vamos estar com os leitores no seu dia a dia, vamos acompa-nhar a ciência e a tecnologia. Mantêm-se a liberdade, a inde-pendência, o rigor, o respeito pelos leitores e pelos visados, a atenção ao Mundo e a denúncia das injustiças. Continuaremos a ser uma voz ativa, incómoda para quem deve ser incomodado.
João Garcia, diretor
Novo site,
muito mais VISÃO
A VISÃO chegará até si renovada também no online. O novo site será mais “magazinesco”, com grandes fotos, temas variados e muita opinião relevante. Esta é aliás uma das apostas fortes da nova página, que terá como colunistas residentes mensais o artista plástico Vhils, a apresentadora Catarina Furtado, a modelo Nayma e a atriz Sónia Balacó. Uma Bolsa de Especialistas, composta por personalidades de referência nas suas áreas, vai ainda garantir textos diários, abordando assuntos que vão da saúde ao emprego, passando por exemplo pela moda, educação ou empreendedorismo. Ao todo serão 28 especialistas, com muita coisa para ensinar. Além disso, todas as semanas um tema relevante para o País será analisado e esmiuçado com o que interessa mesmo saber, numa parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos. Visite-nos em
www.visao.sapo.pt.
O que nós andámos
Não foi fácil, mas valeu a pena. Foram vários os dias de trabalho e muitos os profissionais envolvidos (bem mais do que os registados nas fotos), foram riscos e rabiscos, discussões e consensos. O projeto não acabou, vai melhorar todas as semanas
Muitas visões numa só
Lançada em 1993, a VISÃO tem inovado no grafismo e nos conteúdos. A liberdade e o rigor sempre foram imagens de uma marca que já foi desenhada de diferentes formas. O logótipo que hoje estreamos é o resultado
a nova Direção, o redesign, os novos editores e cargos, etc. Tive, assim, a oportunidade de acompanhar todo esse processo.
Pela primeira vez os estagiários e colaboradores externos do Grupo Impresa foram convidados para o Jantar de Natal 2016, que se realizou este ano no Museu da Carris. Aí tive a oportunidade de conhecer algumas figuras públicas, incluindo o CEO da Impresa, Francisco Pinto Balsemão.
Foi um estágio muito produtivo e rico em vários aspetos e vertentes tanto a nível pessoal, como curricular e profissional, fiz contactos e amizades, pude conversar, conviver e aprender com pessoas da minha área e de outras áreas, e tive a oportunidade de aprender, conhecer e observar.
TRABALHOS
Vou agora mostrar alguns dos trabalhos, ao longo da duração do estágio. Sendo uma revista semanal, havia muitos artigos que podia ir fazendo como os artigos de opinião, a linha directa, os radares, etc.
Aqui vou mostrar três artigos principais que fiz nas últimas duas semanas do estágio, que foi uma experiência única, tive sempre em contacto com o jornalista, ele dava-me a opinião dele e eu a minha, funcionou muito bem. E outros artigos, não principais, mas igualmente importantes.
Fig. 25 Dupla página sobre Factos Loucos, para a VISÃO Júnior Nº 149