'
>_=‹u-.¢n `
UNIVERSIDADE
FEDERAL
DEISANTA-CATARINA
_l` . 1CENTRO DE
CIENCIAS
AGRARIAS
- .' . .‹._ _ I I V › A
DISCIPLINA:
ESTAGIO
CURRICULAR
' '' I l . ,_ 2
L..~_I
ou naPRODUÇAO_ INTEGRADA DE MAÇAS:
çPragas
da
macieira
e
manejo do
ácaro Neoseiulus
califonicus
(Mcgregor)
(Phytoseiiidae:
Acari)
¬+f~~ ' * 1- --If,.;_'¬~..~v ,':..›-.xe _...r.¬.
R
l251
IBSPCA
Relatório
do
Estágio Obrigatório realizadona
Empresa
Brasileirade
Pesquisa
eAgropecuária
-
EMBRAPA
UVA
E
VINHO
na Estação
Experimental
de
Vacaria, paraobtenção
do
Título
de
Engenheiro
._Agrônomo,
_durante
período
de
03/01/2001 a 270/03/2001.Acadêmico:
LuizJosé
Rodrigues
ZanettiFlorianópolis,
março
de
2002.
4i%lõ9/
A|oENT||=icAçÃo
Do
EsTÁGio
-
Nome
do
Estagiario: Luiz José Rodrigues Zanetti- Área.
do
Estágio: Entomologia,com
ênfaseem
pragasde
macieira emanejo do
ácaro predador Neoseiulus califomicus
em
produção integrada.-
Empresa:
EMBRAPA
- Centro Nacionalde
Pesquisada
Uva
e Vinho -CN
PUV
- Endereço: E.EV - Estação Experimental
de
Vacaria/ RS.- Supen/isor
do
Estágio: Eng.°Agrônomo
Dr. Adalécio Kovaleski - Professor Orientador: Eng.°~Agrônomo
Dr. Aparecido Lima da Silva - Períododo
Estágio: 03/01/2001 a 27/03/2001.H
LISTA
DE ABREVIATU
RAS:
PIM
-
Produção
Integradade
Maça
AVE-
Ácaro
Vermelho
Europeu
PI
-
Produção
IntegradaPC
-
Produção Convencionai
-EMBRAPA
-
Empresa
Brasiieirade Pesquisa Agropecuária
EPAGRI
-
Empresa»de Pesquisa
Agrícolade
Santa: CatarinaEEV
-
Estação
Experimentalde
Vacaria MIP'-
Manejo- Integrado-de
Pragas
AGAPOMI
-
Associação
Gaúcha
de
Pomicultores.íND|cE
AGRADECIMENTOS
... ..6APRESENTAÇÃO
... ..7INTRODUÇÃO
... ..9 .INIPORTANCIA
... .. 10MANEJO
DE PRAGAS
... ..14 3.1. MoscA-DAS-FRUTAS ... ..15 3.2. LAGARTA ENROLADEIRA ... ..17 3.3. MAR|PosA oR|ENTA|. ... ... ..183.4. ÁcARo vERMELHo EuRoPEu... . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..20
3.5. ÁcARoRAJADo .... ...22
INIMIGOS
NATURAIS
... ..244.1 .T,R|cHoGRAMMA- ... ..24
4.2. AcARos PREDADQRES ... .. . .... ..24
ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS
... ..255.1. CRIAÇÃO Do ÁcARo RAJApo (T ETRANYCHUS URTICAE). ... ..25
Objetivo ... . ... ..25
Material e métodos ... ..25
5.2. AvAL|AÇÃo Do EXPERIMENTO PRODUÇÃO INTEGRADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..26
Objetivo ... .. 26
Materiais e métodos ... .. 26
5.3. FLUTUAÇÃO PoPu|_Ac|oNAL Do ÁcARo VERMELHO EUROPEU E ÁcARo PREDADOR EM POMARES DE MAc|E|RA, FRA|BuRGo, SÃo JoAQu|M (SC), E VAcAR1A(RS). ... ..27
Objetivo ... ... ..27
Materiais e' métodos ... ..27
Resultados ... ... .... ... ..28
5.4. ENsA|os PREL|M|NAREs DE sELET|v|DADE Ao ÁcARo PREDADOR NEosEIuLus cAuFoRN|cus (MCGREGOR) ... ..34 * Objetivo....-. ... ..34 Materiais e métodos ... .. 34 Resultados ... . . 35 coNsn›1‹:RAÇoI‹:s FINAIS ... ..3s
REFERÊNCIAS
cITAmAs
... ... ..39ÍNDICE
DE
FIGURA$_
Figura 1:
A
- Criaçãodo
ácaro rajado (Tetranychus urticae)em
feijoeiro,em
mesa
com
“pés” protegidos por pratos plásticos cheiosde
água, servindocomo
barreira físicaao
ácaro predador,em
estufa.B
-
Tetranychus urtícae.Estufa
da
Estação
Experimentalde
Vacaria, RS, 2001.25
Figura 2:
A
- Criaçãodo
ácaropredador
Neoseiulus ca/ifomicus sobrefeijoeiro infestado
com
ácaro rajado (Tetranychus urticae).B
- Neoseiulusca/ifornicus. Estufa da-
Estação
Experimentalde
Vacaria, RS,. 2001.26
Figura 3:
A
-
Coletade
folhas acampo,
em
pomar
comercial,no
sistemade
produção
integrada (Pl), posterior triagem.em
laboratório;B
-_ Triagem»das
folhas coletadas
nos pomares,
realizadano
laboratórioda EEV,
com
auxíliodo
microscópio- esteroscópico. Vacaria, 2001.28
Figura 4:
Panonychus
u/mi;A
-fêmea
(embaixo
à direita, maior),macho
(estreito
e
menor),e
ovos.B
-
fêmea recém
adulta (maiorembaixo)
emacho
esperando
para cópula.C
-fêmea
adulta.28
Figura 5:
Porcentagem de
ácarospredadores
Neoseiulus ca/ifornicus,Proprioseiopsis cannaensis,
Amb/yseius
chiapensis pertencentes à família Phytoseiidaee
espécies» de- outras famílias coletadasna
cultivar Fujie
Gala,nos
sistemasde
Pl e PC,nos
pomares
comerciaisdas
regiõesde
Vacaria/RS, Fraiburgo eSão
Joaquim/SC,
no
períodode março
a
abrilde
2000.
29
Figura
6
: Gráficos referentes à,flutuação
populacionaldo
ácarovermelho
europeu (AVE) e
predador,na
cultivar Fuji,nos
pomares
le
2
em
VacariaIRS,
pomares 3
e
4, Fraiburgo epomar
5em
São
Joaquim/SC, nos
sistemas
produção
integrada (Pl) eprodução
convencional (PC), durantenovembro de 2000
amarço
de
2001. '31 Figura 7:
Gráficos
referentes à flutuação populacionaldo
ácarovermelho
europeu (AVE) e
predador,na
cultivar Gala.,nos
pomares
1 e 2em
Vacaria/RS,
pomares
3 e 4, Fraiburgo epomar
5em
São
Joaquim/SC, nos
sistemas
produção
integrada (PI) eprodução
convencional (PC), durantenovembro de 2000
amarço
de
2001.33
AGRADECIMENTOS
›Bom,
sao
muitas aspessoas
aquem
agradeço
pelaexecução
destetrabalho, pela paciência, pela atenção, pelos ensinamentos, pelo aprendizado, pelo
carinho, pela provisão, e muito mais.
Mas
emprlmeiro
lugaragradeço
aDeus
pelaminha
vida e por ser Ele simplesmenteem
quem
me
apoio, nosmomentos
bons
ou ruins, poisDeus
atende osmeus
clamores eme
colocano
melhor, nosseus
caminhos. Obrigadomeu
Senhor! ,A
minha
queridamãe
Hélia Rodriguez Zanetti por todo carinho, paciência ecompreensao das
distânciasque
nos separavam,me
alegrandocom
palavras empolgantes, amigas, eque somente
Deus
sabe
of quanto isto se fez importante para mim, eao
meu
pai Julio Zanetti por todo apoio.Ao
meu
supervisor Dr. Adalécio Kovaleski, poruma
grande partede
meu
aprendizado nesta área, pela atenção amim
dedicada, apesar destaépoca
ser bastante conturbada e o seutempo
precioso, a todo entendimento e esclarecimento nos trabalhos pormim
realizado.Ao
meu
orientador Dr. Aparecido Limada
Silva pelos contatos aEMBRAPA
UVA
E
VINHO
(Empresa
Brasileirade
Agropecuária)-Estação
experimentalde
Vacaria, possibilitando assim a
execução do
meu
estágio e pela prestatibilidadeem
esclarecer asminhas
dúvidas.A
Geraldinede Andrade
Meyer, alunado programa de
mestrado da UFPel, pela atenção, disposiçãoem
ensinar-meem
todo o periododo
estágio, e fora dele,a
quem
somente
Deus
sabe o
quanto eu sou grato.Aos
meus
irmãos,Edson
e Tais, pois seique de
uma
forma ou outrasempre
estiveramdo
meu
lado,com
seu carinho, prestatividade e apoio,Deus
osabençoe
meus
amados.
A
_
Ao
Cláudio e Jorge (Entomologia)-, Valdair e Vanderlei (Fitopatologia),Nereu, Zélia, Clóvis e
demais
funcionários daEmbrapa,
meu
muito obrigado por jamais teremmedido
esforços, paciência, e por proporcionarembons
momentos
em
todo periodode
estágio. -Que
Deus
abençoe
a todos vocês!!!Muito obrigado,
APRESENTAÇÃO
O
Estágio Curricular Obrigatório foi realizadona
Estação Experimentalde
Vacaria/RS (EEV), pertencente a
EMBRAPA
Uva
e Vinho situadaem
BentoGonçalves. ,
A
EEV
foi criadaem
1992,denominada
anteriormentecomo
Campo
Experimental
de
Vacaria, tendouma
áreade
115 hectaresonde sãopesquisadas
macieira (Malus domestica sp.), pereira (Pyruscommunis)
ameixeira- (Prunusdomestica), cerejeira (Torresia acreana Ducke), caquizeiro
(Diospyms
kaki),amora-preta
(Rubus
sp.),framboesa (Rubus
idaeus L.), quivizeiro (Actinidia sp. L.)z,videira (Vitis sp.).
A
EEV
contacom
um
corpode
pesquisadores nas áreasde
Fitotecnia,Entomologia, Fitopatologia, Nutrição e Solos, os quais
desenvolvem
trabalhostanto na Estação,
como
em
pomares
comerciaisde
Vacaria e BentoGonçalves
(RS), Fraiburgo eSão
Joaquim
(SC).Embora
aEEV
pertença ao centroEMBRAPA
Uva
e Vinhoem
BentoGonçalves, o trabalho desenvolvido
com
maçã
no municipiode
Vacaria éfundamentado
em
dois. alicerces: primeiro, oz alto potencial produtivo desta frutíferano Brasil e, segundo,
são
pelo fatoda
região Nordeste doRS
possuir cercade 95
%
da sua
área apta à pomicultura.Mesmo» sendo
recente o cultivode
maçã, o êxitoconseguido
com
o desenvolvimento desta atividade ocorreu mediante diversosfatores favoráveis,
como
clima, solo,demanda
dos
'mercados consumidores eincentivos financeiros, surgindo a necessidade
de
maiores conhecimentos sobre acultura, visto
que
as
tecnologias adotadas provinhamde
outros países. Nestecontexto, foi indispensável a realização
de
pesquisas voltada às exigênciaspeculiares desta fruteira
na
região.A
pesquisa exerce papel fundamental, principalmente no desenvolvimento de tecnologias, aperfeiçoamento ebusca
do conhecimento,de
formaque
muitas pesquisasde cunho
cientificotem
embasamento
em
conhecimentos empíricos.É
neste sentido
que
se diagnostica. o modo» absoluto desta facção agronômica estarestreitamente ligada a extensão, recebendo as dificuldades, procurando e
discutindo as soluções conjuntamente
com
os produtores,mesmo
que
previamente acampo,
afim
de
melhorar a realidadede
quem
trabalha e vive destaatividade.
O
periodoem
que
se desenvolveu o estágio foide
grande valiaporque
permitiu adquirir' conhecimentos referentes àz cultura
da
maçã
e as pesquisasdesenvolvidas na área
de
entomologia relacionadasao Manejo
integradode
Pragas
(NHP). Esta formade
manejo» é muito utilizada,não
só para amaça
como
para outras culturas,
sendo
um
recurso para minimizar seus custos e atender omercado,
cada
dia mais exigenteem
relação a produtos ecologicamente- corretos.Portanto, este período permitiu a visualização, conhecimento, vivência
dos
trabalhos efetuados na pesquisa,complementando
e¬ aprimorando oz aprendizadoteórico, mediante a
execução
eacompanhamento
das atividades desenvolvidas acampo,
enriquecendo minha. formação profissional;Este relatório
tem
o objetivode
relatar as atividades e trabalhosacompanhados,
vivenciados e realizados durante o períodode
estágio.1.
INTRODUÇAO
A
produção de
fruteirasde
climatemperado
representauma
importante fraçãoda
produção de frutasno
Brasil, estando a maior área localizada naRegião
Sul
do
pais.A
produção brasileirade
maçã
surgiuem
1960, tendocomo
origem ospomares da
Empresa
Sociedade Agricola Fraiburgo, constituida por acionistas argentinos, brasileiros e franceses (Borges Jr, 1998).O
sucesso desta fruteirano mercado
consumidor interno é resultadodo
incentivo ài
sua
produçãoem
meados da
década.de
70,onde a
preocupaçãocom
os altos dispêndios relacionados à importação
de
maçãs
fezcom
que o
governobrasileiro» criasse incentivos fiscais e linhas
de
financiamentoscom
juros favorecidos, os quais, juntamentecom
o desenvolvimentode
tecnologias, por Órgãos estatais,acawetaram na
implantaçãode
váriospomares
nos Estados do-Paraná, Santa Catarina e Rio
Grande do
Sul (Borges Jr., 1998).A
maçã,
atualmente,tem
apresentado grande importânciano mercado
nacional,sendo
o terceiro maiorconsumo
per capitado
pais, visto que, abanana
e a laranjaocupam
o primeiro esegundo
lugar, respectivamente.De
acordocom
Borges Jr; (1999), "de
1975
até hoje, oconsumo
per capita cresceude
1,3 kg para 5 kg por ano".Em
Santa Catarina-, a produçãode
maçã
encontra-se principalmentecentrada
em
Fraiburgo,São
Joaquim
e Urubici;no
RioGrande do
Sul destaca-seVacaria,
Bom
Jesus, Caxiasdo
Sul el Ipê. Afirma-seque
as razõesdo
sucesso desta frutano mercado
nacional e internacional está relacionado a quantidade, qualidade” e ao preço adquiridocom
sua
comercialização, principalmenteem
períodosde
entressafra.Apesar da
culturada
maçã
ser recenteno
Brasil,não
demorou
muito para oseu êxito tornar-seconhecido, fazendo
com
que
o pais deixasse aospoucos de
serum
grande importadorde
maçã, chegando. até azsua
exportação. Logo, aprodução
de
maçãs
no território brasileiro fez esta fruta até entãosomente
disponivel às facções sociais mais privilegiadas, jáque
a. maioria era importadada
Argentina, chegar as classes mais periféricas, tornando-se hoje a terceira fruta
mais
consumida no
pais graças aovolume
intemo produzido (Schimidt, 1998).Todavia,
embora
atualmente abasteçaboa
partedo
mercado
interno, aindase
verifica frutas provenientesde
outros países,como
exemplo da
Argentina.2.
IMPORTÂNCIA
“A exploração
em
grande escalada
culturada
macieirano
Brasil está completando três décadas.Há
30 anos, a produção brasileira erade apenas
14 miltoneladas,
sendo que
maisde
90%
da
quantidadeconsumida
era importada, principalmente dos paises vizinhos. Atualmente, o Brasil produz cerca de700
miltoneladas, o
que
representa70%
do
consumo
interno.Não
hã
outro paisno
mundo
onde
a produção tenha crescido tantoem
tãopouco
tempo.” (Boneti et al.,1999)
Um
controle eficaz dos problemas fitossanitários é fator fundamentalno
sistemade
produção integrada (Pl), pois os defensivos utilizados para controlarpragas e
doenças
afetam as populaçõesde
inimigos naturais e levam a. problemasde
resistência aos produtos,além da
contaminaçao ambiental eda
presençade
residuos. (Kovaleski et al., 2000)'
O
sistemade Produção
integrada tem-se mostrado perfeitamente viávelpara as nossas condições
em
funçãodo
crescimento da áreade
produção integrada. Verifica-se o sucesso no primeiro ano,além dos
100 hectaresda
área experimental existiam65
hectares paralelos,pequenas
áreasque
as grandesempresas
fizeram.No
segundo ano
a área.de
produção integrada.aumentou
para560
hectaresde
área plantada,sendo
que
o terceiroano
a expectativa é paraque
essa área mantida pelos próprios produtores atinjano minimo
1.500 hectares. (Sanhueza, R. M. V., 2000) .A
produção
integradade
frutas (PIF)vem
sendo
discutidaamplamente
no Suldo
Brasil e as vantagens e necessidadesde
implementar este sistemana
produçãode
fruteirastemperadas
sao fato jáconsumado.
O
sucesso destaabordagem de
produção é baseado, principalmente, na garantiade
segurança e qualidadeque
çaracterizam os processos.de produção e os frutos obtidos na`
_E
Produção
lntegrada. Estas condiçõesdão
ao produtor aderenteao
sistema e àsNormas
da
PlF, vantagens» quanto àz comercializaçãoda
fruta nosmercados
interno e externo.
(SANHUEZA,
R. M. V.PROTAS,
F. J. S., 2000)O
interessedo
setor produtor da.maçã
em
'investir'na
Pl mostra a.brasileiro, e
sua
confiançana
viabilidade técnica eeconômica do
sistema. Por outro lado, esta atividadedemonstra
uma
visão estratégicade
preparar ou setorpara competir
num
cenárioonde
a exigência na comercializaçãonão
serásomente
para frutasde
qualidade organoléptica ou cosmética,mas
também.
produzidasem
condições controladas quanto ao impacto ambiental e à proteção dasaúde
humana.
j
em
'il'A'zr‹;;'r<ârR'E
osisri
EouÃ
"PRoDueÃe
NvoAL
Praticas de manejo dawcultura usada parcialmente e sem
restrições (sistema de
produção)
s
«Í
PRoouiçÀo
INTEGRADA
Práticas usadas para o manejo do pomar são as referidas nas normas técnicas da Pl.
P-iueAo
oRÃNicA
éPráticas usadas para o manejo do
pomar são as referidas nas normas de produção orgânica Treinamento e atualização técnica opcional Treinamento e atualizaçao técnica obrigatória Treinamento ei atualização técnica opcional
Não há necessidade de definira
opção pelo sistema
Opção por adesão
em
documento assinado com acertificadora
Opção por adesão
em
documentoassinado com a certificadora Cultivares com potencial de
comercialização e com
adaptação variável
Cultivar adaptada à região Cultivares resistentes as principais
pragas
Plantas disponíveis Plantas livres de vírus de
preferência Plantas livres de vírus
l
Sem
restrições as plantastransgênicas
Plantas transgênicas são permitidas mas não
recomendadas
Plantas transgênicas nao permitidas
Plantios com filas simples e
duplas Sistema plantio com filas simples
Não é especificado o sistema de P'Ê"ÊÍ9 - z z as _¬ . z_,s,_,¬__¬_ss____i__,
Manãímdoši“fertilizantes de 4
acordo ás decisões de cada
omar
Fertilização quimica com
limitações definidas
Não permitido o uso de fertilizantes de origem sintética
Proteção das plantas de acordo ã estrutura e treinamento da empresa e seus técnicos
Proteçao das plantas obrigatoriamente com uso de
monitoramento e apoio das
estações de aviso Y _
Uso das informações das
estações de aviso
Pesticidas registrados para uso da cultura
Restrições ao uso de
agroquimicos registrados mas
com impacto ambiental
indesejável e/ou com potencial de eliminação de organismos benéficos
Proibição de uso de pesticidas sintéticos
Herbicidas registrados para uso
na cultura Limitação de uso de herbicidas
Nao é permitido o uso de herbicidas
Raleio de acordo às decisões do
zrodutor ou técnico
O
raleio químico é permitido Não és permitido o raleio químicoUso dos tratamentos químicos
em
pós-colheita registradosparaacultura
ç
Os tratamentos químicos
em
pós-colheita são restritos
Não são permitidos os tratamentos químicos
em
pós-colheitaControle oficial na cultura somente dos resíduos de pesticidas nos produtos para comercialização
Controle das atividades
executadas no pomar pelos fiscais das certificadoras, 2 a 3
vezes por ano
Controle das atividades
executadas no pomar pelos fiscais das certificadoras
A
comercialização é feitaconforme regras oficiais
A
comercialização é feita
conforme regras oficiais
A
comercialização é variávelA
comercializaçao é feita compreços variáveis
No geral não há aumento dos
preços mas há preferência de compra O
Os preços são iguais ou até
250%
maiores
A
vida da prateleira édependente do manejo da fruta
e da proteção durante
armazenagem
Fonte: (AGAPOMI, 2000)
A
vida da prateleira não édiferente dos produtos do
sistema convencional
No geral a vida de prateleira é
menor que a dos outros dois
O
Brasil, hoje, é auto sustentável na produçãoda
maçã,passando de
importador
em
meados
do ano 1993
à exportadorem
1997,ano
em
que
sedeu
uma
grande diminuição nas importações, propiciandoum
grandeaumento nas
exportações devidoao aumento da produção
e tecnificação»da
produção.Os
sistemasde
produçãode
frutas, hortaliças e grãosdo
Brasil,vêm
atualmente despertando interesse
dos
mercados
compradores, devido ao impacto destesmodelos de
produção sobre ohomem,
meio
ambiente, entre outros.A
busca de
produtos ecologicamente corretostem
ocorridomais
freqüentemente-, atravésde
sistemas alternativosde
produçãocomo
a produção orgânica e integrada, os quaisde
certa forma propiciam.a
reduçãode
agrotóxicos (Produção integrada) eem
algumas vezes
até a sua eliminação (Produção Orgânica),podendo
reduzir bastante o custoda
produçao.'
Acredita-se
que
a agricultura biológica e a PlF constituemmodelos de
produção duradouros,que
contribuemna
qualidade. e consen/ação do- meio agrícola, permitindo a continuidade das atividades sócio-econômicasda zona
rural,onde
todos participamda
presen/açãoda
biodiversidade e domeio
ambiente (simon, 1999).O
projetode Produção
integradade
Maçãs
(PIM)compreende
todas as etapas da produção desta fruta, iniciandocom
a escolhado
local e dasmudas
para a implantação-
do
pomar, até a comercializaçãoda
fruta.Uma
das
partes deste projeto e omanejo
de pragas e doenças,onde
as pragasrecebem
um
sistemade
monitoramento dopomar
para a definiçãodo
momento
adequado
para seu controle, evitando decisões precipitadas e gastosexcessivos com. pesticidas.
O
monitoramento consisteno
acompanhamento
da densidade populacionalda
espécie-pragaou
doença,bem
como
a definiçãodos
locais
onde a
pressãoda
praga ét maior,devendo-se
entrarcom
ações de
controle.Na
PIM
já foram determinados níveisde
controle para as principais pragasde
macieira
no
Brasil (Quadro.2)._ _ _ _. ._ . . . I 1 . . . , . . ,., .,
enrollamdeiira “eua sintético
ç
V' para ' na
'semana Mariposa oriental Delta Fer°';fi?¿äCÊeXuaI 1 para 10 ha 40/(í/:r:gÊ:'|ha/
Mosca-das-frutas Mc'Phail__| Suco de uva 1
parašha
0,5 mosca/frasco/dia Ácaro vermelho Amostragem seqüencialV
70%
gfegägëš
com
Fonte: Kovaleski, 2000.
Para o controle quimico
das
pragas, aPlM
estabeleceuuma
sériede
produtos proibidos e admitidos
com
restrição (Quadro 3),sendo que
a escolhado
produto a ser aplicado
deve
levarem
consideração as seguintes caracteristicas: registro paraa
cultura, fitotoxicidade, eficiência, seletividade para inimigosnaturais, toxicidade
aoser
humano,
efeito residual, periodo de carência e custo.Quadro 3 Produtos proibidos e admitidos com restriçao para a macieira no sistema de Produção integrada de Frutas
Categoria Pro-ibidos' _' Admitidos comgirestriçöes Í-
¡nset¡c¡das Organ_ofosforados e 4 Diazinon, Dimetoato,_Metidation,Vamidotion,
piretroides Fenitrotrion
i Acaricidas
- Dicofol, Fenpyroxemate, Pirydaben
¿ Fun ¡C¡das _
Clorothalonil, Fluazinon, Mancozeb, Benomil,
Metil-ç *_
9
g __, tiofanato,ílpro_dione,
Tiabendazole __W_~_____i __Herbicidas - Simazina, Orizalina
_
Fonte: Kovaleski, 2000..
P
Como
estes sistemas (Pl ePC)
encontram-seem
avaliação,há
diversosquestionamentos
que
merecem
respostas a respeitoda
PIM. Considerando os diversos impactoscausados
nomeio
ambiente, é possivelmensurar
o problemaem
alguns casos,como
avaliaçõesda água do
lençol freático, afim
de
verificar onível»
de
contaminaçãoem
que
esta se encontra;também
por meiode
análisedo
solo é possível averiguar o nivelde
residuos químicos,bem como
a presençaou
não de
microorganismosno
solo. Todavia, para o caso especificodas
pragas, atualmentenão há
como
medir o impacto ambientalcausado
por produtosfitossanitários, a
não
ser atravésda
presençade
predadores e inimigos naturais.3.
MANEJO
DE
PRAGAS
Com
a implantaçãode pomares
de macieirano
Brasil, os pomicultoresivêm
e, mais recentemente,
com
a lagarta enroladeira e a mariposa oriental. Isto sedeve
aum
novo
sistemade
agriculturamodema,
caracterizada porgrandes
extensõesonde predominam
uma
única cultura. Para a produçãode
maçã
vem-se
adotando sistemas
de
plantioem
alta densidade,ou
seja,com
aumento
nonúmero
de
plantas por hectare, tendocomo
objetivo melhorar a eficiência douso do
espaçamento no
pomar, visando produções maiores e mais precocidadede
produção por unidadede
área (Petri et al., 1998).No
Brasil, al macieira é atacada por várias espéciesde
insetos,algumas
nativas
da América do
Sul e outras introduzidas. Entre as nativas destaca-se alagarta enroladeira (Bonagota cranaodes, Lepidóptera: Tortricidae) e a
mosca-
das-frutas (Anastrepha fratercu/us, Diptera: Tephritidae).A
mariposa oriental(Grapholita mo/esta, Lepidoptera: Tortricidae) e o ácaro vermelho
europeu
(Panonychus
u/mi, Acari: Tetranychidae) são pragas exóticasque
se estabeleceramno
Brasil epodem
levar a perdas significativasem
alguns casos (Kovaleski, 1999).Além
dessas
pragas, hátambém
outras importantesque
atacam
a macieira,como
o ácaro rajado (Tetranychus urticae), cochonilha piolhode
São
José (Quadraspidiotus perniciosus), cochonilhaescama
vírgula (Lepidosaphesulmi), pulgão lanígero
(Enosoma
lanigerum), coleobrocas (Scolytus rugulosus, Xyleborus saxeseni, 'Corthylus abreviatus,Monarthum
sp), burrinhosda
macieira(Asynonychus
ce/vinus,Naupactus
sp) e gorgulhodo
'milho (Sítophilus zeamais)(Ribeiro, 1999).
O
monitoramento das pragas nospomares
é fundamental para osucesso
do
controle, permitindoao
p`rodutor decidir sobre omomento
exatode
iniciarum
tratamento.O
Manejo
Integradode
Pragasem
pomares de
frutíferas de climatemperado
éuma
questão essencial.Sendo
opomar
uma
unidadedo
ecossistema ede
caráter semipemianente, ou seja, atitudestomadas
numa
safrapodem
resultar efeitos secundários nos
anos
seguintes,cabendo-nos
a racionalização nas intervenções neste ecossistema.(Fenandes
et al., 1992).3.1. Mosca-das-frutas
É
uma
das
pragas mais importantesque
ocorre na culturada
macieira. Ataca diretamente o fruto, prejudicando tanto a aparência externacomo
interna,depreciando o seu valor comercial (Boneti et al., 1999).
A
multiplicaçãoda mosca-
é
das-frutas (Anastrepha fraterculus) ocorre basicamente
em
hospedeiros naturais,principalmente
em
fruteiras nativascom
diferentesépocas de
frutificação.Seu
ataque
pode
ocorrerdesde
frutos pequenos,em
pontode
raleio, até frutos jádesenvolvidos, próximos à
época de
colheita.Dentre os sintomas característicos apresentados
em
funçaodo
ataque esta a depressãocom
pontosde
escurecimento, devido à morte das células no local da punctura,ou
seja,no
localonde
afêmea
introduz o ovopositor. Todavia,quando
o ataque sedá
em
frutos próximos àl colheitanão há
sinaisde
deformação, porém, alarva
consegue
completar seu desenvolvimento dentrodo
fruto, construindogalerias,
podendo
causar a podridãomole do
fruto, e até causar aqueda
prematurade
frutos.O
ciclo de- vidada
Anastrepha fraterculus abrange as fasesde
ovo, larva (três instares),pupa
e adulto.A
longevidadeda fêmea
dura90
dias e domacho
157 dias,
podendo
a duração de.cada
fase variarde
acordocom
as condiçõesclimáticas, principalmente a temperatura (Boneti et al., 1999).
A
época
de ocorrência nospomares
de macieira está situada entre osmeses
de
setembro até abril, tendo osmeses
de
novembro,dezembro
e janeirocomo
de
maior ocorrência, istodependente das
condições climáticas eda
presença
de
hospedeiros silvestres.`
O
monitoramentopode
ser realizadocom
usode
frascoscaça-mosca
modelo
McPhailde
plástico contendo atrativo 'alimentar (sucode
uva diluído 25%).Os
frascos devem. ser instaladosapós
aiqueda
das pétalas, auma
alturado
solode 1,80m
e abrigados dos raios solares.A
contagem
e a trocado
atrativodevem
ser efetuadas 2 vezes por
semana.
O
número
de
fracos érecomendado
conforme otamanho da
área (Quadro 4):Quadro 4 - Tamanho da área e número de frascos recomendadospara o monitoramento da mosca-
das-frutas.
'
A
'TAMANHO
DA
ÁREA
(ha) i'
NÚMERO
DE
FRASCOS
< 2 ha 4 frascos 2 - 5 ha 2 frascos A 5 - 20 ha 10 frascos + 0,5 > 20 ha 20 frascos* i,Fonte: (Kovaleski, et al., 2000 - não publicado).
Obs.:* neste caso são escolhidos 5 pontos estratégicos e em cada um deles devem ser colocados 4 frascos. totalizando 20
O
controlepode
ser efetuado atravésdo
usode
isca tóxica (melaçode cana
7%
ou açúcarmascavo
5%,
inseticida e água),sendo
-aplicado na bordadurado
pomar. Outra formade
controle é o quimico,em
cobertura totalcom
inseticidaquando
o nivel «ultrapassar 0,5 mosca/frasco/dia. -Dentre 'os produtos químicosdestacam-se: dimethoate, methidathion, fenitrothion e phosmet.
3.2. Lagarta enroladeira
A
lagarta- enroladeira (Bonagota cranaodes) é considerada a principal praga da regiãode
Vacaria/RS,de
formaque
odano causado
-tem sido superiorao
tolerado comercialmente (Kovaleski&
Botton, 1999; Boneti et al., 1999). Jáem
outras regiões,
como
ade
São
Joaquim/SC, esta lagartacomeçou
a atacar ospomares
a cercade
quatro» anos, sendo» constatado»seu
aumento
populacionalano
aano
(Boneti et al., 1999).Esta praga apresenta ciclo
de
vida nas fasesde
ovo, lan/a,pupa
e adulto.As
larvasapós
a eclosão alimentam-sedas
folhas, preferindo a face inferior,próximo às nervuras.
Os
sintomas característicos.do
ataque desta pragana
fase larvalobservam-
se tanto nas folhas
como
nos frutos.Nos
frutos este insetotem
o hábitode
alimentar-se
da
casca, proximo ao pedúnculoou onde
há contato entre dois frutos,causando
dano
externo e diminuindo o valor comercialdo
fruto.A
época
de ocorrênciados
adultos-pode
ser caracterizada durante todo o ano, tendocomo
período mais critico osmeses
de
janeiro a maio.O
monitoramentodos
adultosda
lagarta enroladeirapode
ser efetuadocom
armadilhas contendo cola no seu piso, tendocomo
atrativo septode
feromônio sexualde
fêmea
que
atrai omacho
para o» acasalamento.Os
septosapresentam
duração
de 90
dias e o pisodeve
ser trocadoquando
se obsen/ar reduçãona
adversidade.Recomenda-se
uma
armadilha paracada
3 a 5 ha,sendo
proporcional à ãrea
do
pomar. Estasdevem
ser instaladas logoapós
aqueda das
pétalas e dispostasde
maneiraque
permitamboa
abrangência.da
área totaldo
pomar,
devendo
ser efetuado acontagem
eremoção dos
insetosuma
vez pôrsemana
(Boneti et al., 1999; Kovaleski; et al., 2.000nao
publicado).Para o controle desta praga
recomenda
se, primeiramente, prevençaomecânica,
ou
seja", deixarum
fruto porcacho
floralna época do
raleio, evitando apresença
de
“cachopas” devido ao abrigo da praga.O
controle químico érecomendado quando
o nivelde
captura. for superior a20
insetos/armadilha/semana e repetido
quando
o monitoramento indicar.Como
produtos químicos indicados tem-se: chlorpyrifos, fenitrothion, phosmet,
tebufenozide e Bacillus thuringiensis.
3.3.
Mariposa
orientalA
mariposa oriental- (Grapholita molesta)é
uma
praga importantena
fruticultura
de
clima temperado, inclusive a macieira,sendo
considerada até certotempo
atráscomo
uma
pragade
importância secundária, vistoque
os inseticidasfosforados, aplicados para a mosca-das-frutas (Anastrepha fraterculus),
provavelmente controlavam este inseto (Kovaleski.
&
Botton, 1999; Bonetiâ et al.,1999).
Este inseto está
também
presenteem
outras fruteirasde
climatemperado
como
pessegueiro, cerejeira, etc.Nas
principais regiões produtoras do Suldo
Brasil, a presença desta praga ê verificada
de
formas distintas.Na
regiãode
São
de Joaquim/SC, a presença
da
mariposa orientalvem
sendo
atribuída à diminuiçãode
tratamentos à mosca-das-frutas,que
também
exerciamo
controle, associado àausência
de
monitoramento.Na
regiãode
Fraiburgo/SC, osdanos causados têm
sidobem
elevadosem
váriospomares
comercias,.mesmo
com
a~ existênciade
monitoramento. Porém, as falhas
do
controlepodem
sercompreendidas
devidoao
fatodos
atuaispomares
estarem: implantadosem
áreasonde
anteriormente o pessegueiro foi muito cultivado e no qual a mariposa oriental é considerada aprincipal praga.
Outro fato é
que
nesta regiãohouve uso
continuo, por muitos anos,de
inseticidas fosforados, o
que
acarretou provavelmentena
ocorrênciade
população resistente a este grupo, resultandoem
falhasno
controle do- inseto.. Por fim, acredita-seque as
intervenções químicas sejam realizadas tardiamente (após a floração), vistoque
o primeirovôo de
adultosque
ocorreapós
a diapausa (agosto- setembro)não
é controlado e se desenvolve durante a floraçao. Assim, neste períodonao
é possivel efetuar tratamentosquimico-s pois as abelhas encontram-seem
plena atividadeno
pomar.A
mariposa oriental apresenta ciclode
vida caracterizado pela fasede
ovo, larva,pupa
e adulto,de
modo
que cada
fasetem
duraçãode
acordocom
asOs
sintomasdo
ataquepodem
ser observados logoapós
a brotação,quando
osramos
estão tenros, e as larvasformam
galerias intemas provocando omurchamento do
broto terminal. Jáem
plantasem
produção, o ataque ocorreem
ramos
provenientesda poda
verde,oque
impede
aformação de
gemas. terminaisde
floração.O
ataque no fruto ocorre juntoda
região peduncularou
cálice,sendo
caracterizado pela penetração
da
larva na polpa, construindo galerias na regiãocarpelar.
Um
dos
sintomas característicosdo
ataqueda
mariposa é a presençade
uma
exudação
gomosa
no
localda
sua penetraçãonos
ramos, e nos frutosobserva-se
uma
espéciede
"serragen".`
A
época de
ocorrência é a partirde
setembro, tendoum
periodo bastante longo,podendo
se estender até maio.Os
meses
mais críticos sãoquando
os frutos estão suscetíveis ao- ataque e as condições climáticas apresentam-se favoráveis.Para monitoramento desta praga utilizam-se armadilhas
de
feromônio sexual, similares aosdo
monitoramentoda
lagarta enroladeira, diferindoapenas no
nivel
de
controle eno número
de armadilhas por área,que
eram
1 armadilha para10 ha e
40
machos
por armadilha porsemana
(Kovaleski, 2000).Em
reuniãocom
pesquisadorda
Embrapa
Uva
e Vinhoda
Estação Experimentalde
Vacaria,produtores alegaram o nivel
de
controlede 40 machoslarmadilha/semana
ser muito alto, e of anterior a este, omesmo
da
lagarta enroladeira:20
machos/armadilha/semana, ser muito baixo. Ainda se está
em
discussão sobre o melhor nívelde
controle, deixandoa
critériodos
produtores o nivelde
controleque
melhor lhesconvêm, ficando apenas fixado
para a Pl (Produção Integrada) o nívelde 40
machos/armadilha/semana..O
septo contendo o feromôniodeve
ser trocado acada
30 dias e o pisocom
coladeve
ser trocadoquando
houver necessidade. Jáem
viveiros, deve-se iniciar o monitoramento logoapós
a brotação, vistoque
oataque prejudica a formação e o desenvolvimento
das mudas.
O
controledeve
ser efetuadoquando
a densidade populacional da praga ultrapassar o nívelde
controle estabelecidono
monitoramento,sendo
recomendado
pulverizaçõescom
inseticida.em
cobertura.Os
inseticidasrecomendados
são osmesmos
utilizados para o controleda
lagarta enroladeira, ede
maneira geral os produtosusados
para controlar mosca-das-frutassão
eficientesno combate da
mariposa oriental.Os
produtoscomo
chlorpyrifos, fenitrothion,phosmet
e metidathiontêm
apresentadobom
controle nospomares
comerciais.
3.4.
Ácaro
vermelho europeu
Q
acaro vermelho europeu(Panonychus
ulmí,Kock
1836) (Acari:Tetranychidae)
em
função das condições favoráveis ao seu desenvolvimento,constituiu-se
em
uma
das
principais pragasda
macieira (Kovaleski, 1994).O
ataque concentra-sesomente
nas folhas, eem
altas infestaçõespode
causar prejuizos significativos,comprometendo
o vigorda
planta e prejudicando a qualidade do fruto, oque
geralmentenao
é percebido pelos fruticultores. Este ácaro encontra-se disseminado por todas as regiões produtorasde
maçã
(ReisFilho
&
Petri, 1992).Seu
estabelecimentocomo
pragapode
ser decorrentedo
controleindiscriminado
de
outras pragas,onde
se utilizam produtosnão
específicos etambém
inúmeras aplicações;também
a dificuldadede
controle éem
virtudedo
rápido desenvolvimento
de
resistência aos acaricidas, devidoao
uso continuodo
mesmo
princípio ativo (Ribeiro, 1999).Da
mesma
forma, o ácaro vermelhoeuropeu pode
ser classificadocomo
praga secundária,
que tem
se manifestado devido à eliminaçãode
seus inimigosnaturais e população
de
predadores (Kovaleski, 1999),sendo
seus inimigossuprimidos depois
de
repetidas aplicações de inseticidas utilizadosno
controlede
pragas primárias (Stanyard et al., 1997).A
fêmea
tem
corpo globoso, cor vennelho-escurocom
aspecto aveludado emede
aproximadamente
O,7mm
de
comprimento,sendo
maiorque
omacho;
apresenta»
no
dorso protuberancias brancasonde
se inserem setas dorsais.O
macho
têm
coloração amarelo-escuro, corpo afilado, pernas longas ecom
ausência
de
setas dorsais.O
ciclode
vida deste ácarocompreende
as fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto (Boneti et al., 1999).Quadro 5 Duraçao média do ciclo biológico do ácaro vermelho europeu Panonychus u/mí nas
¬
cultivares Gala e FujiFu)}I(dias)
Ovo
9,02 ,Larva 2,73. 1,36 Protoninfa 2,24 1,44
Deutoninfa 2,65 1 ,89
Quando
afêmea
é fertilizadaaproximadamente
65%
dos
ovos originamfêmeas
e35%
machos.
Quando'não
ocorre a cópula,100%
dos
ovos originam machos.O
número de
ovos porfêmea
é variável, o picode
postura ocorre entre 3 -4
diasapós
of inícioda
oviposição e,após
9 - 12 diasdo
início'da
postura, asfêmeas
já ovipositaram maisde
80%
dos ovos.A
fêmea,de
modo
geral,tem
longevidade maior
que
o macho. Pode-se observar 7' gerações durante oano
(Kovaleski et al.,
2000
-não
publicado).Quando
as- larvaseclodem apresentam
coloração laranja-claro,após
alimentar-se adquirem cor verde-escuro
ou
marrom, etambém
3 pares de patas, oque
caracteriza este estádiodos
demais. Este ácaro.pode
ser facilmente encontrado .na página inferiordas
folhas,onde
asfêmeas
depositam seusovos
(Orth et al., 1986).Os
ovos
de
verão,de
coloração verde claro à branco,podendo
variar até verde âmbar, são achatados nos pólos e estriados
com
uma
hastena
posição central. Já os ovosde
invemo
são colocados nos ramos,ao
redor dasgemas,
fendas ou rugosidadesdo
ramo, esão
maioresque
os ovos de verão, apresentandosempre
cor vermelha. Estes ácarospassam
o invernona
forma de ovoem
diapausa, voltando ao seu desenvolvimento embrionáriono
periodoque
inicia. a brotação.
A
época de
ocorrênciano
pomar
de
macieira é bastante longa-,desde
o inícioda
brotação até o período dequeda das
folhas.O
periodo mais crítico está no verão,onde
as temperaturassão
mais elevadas e aumidade
relativa é mais baixa, favorecendo o crescimento populacional.A. densidade populacional
do
ácaro vermelho europeu nospomares de
macieiradeve
ser monitorada atravésde amostragens
periódicasde
folhas. Parafazer o monitoramento
recomenda-se
o sistema»de amostragem
seqüencialde
presença-ausência por apresentar as seguintes vantagens:não
precisa contar onúmero de
ácaros/folha o qualdespende
um
grande tempo,não
requerum
número
fixode
folhas,há
uma
maior rapidezna
tomada de
decisão e éde
fácilaplicação prática. (Kovaleski et al.,
2000-
não
publicado).O
monitoramentodeve
ser iniciadoquando
ocorre aqueda
das pétalas,repetindo a
cada
dezou
catorze dias.O
sistemade
amostragem» seqüencialdeve
ser aplicadoem
áreasem
tomo
de
2 a 3 ha,em
funçãodo comportamento de
agregação deste ácaro (reboleiraz). Para fazer aamostragem,
o monitordeve
caminhar
em
“zig-zag” ou formade
“\f', coletando folhasao acaso das
plantasno
talhão.
As
folhas aserem
coletadasdevem
estarna
alturamédia
da planta,posicionadas no terço
médio do ramo de
crescimentodo ano
anterior, atéque
ocorra crescimentodo
ramo do
ano.O
nívelde
controle determinado para a regiãode
São
Joaquim/SC
éde
72%
e para Fraiburgo/SC e Vacaria/RS éde
78%
de
folhas infestadascom
ácaros,aproximadamente
cinco ácaros/folhas-
formas móveis.O
controle deste ácaropode
ser feitoem
duas épocas
distintas,uma
no
inícioda
brotaçãoda
macieira (quebrade
dormência), ou seja, o controlede ovos
de
inverno,quando
ocorre o desenvolvimento embrionário eem
seguida inicia aeclosão
das
lan/as;A
outraépoca
é durante o período vegetativo,quando
a populaçãodo
ácaro ultrapassar o nívelde
controle determinado pelaamostragem
seqüencialde
presença-ausência.O
controledo
ácaro vermelhoeuropeu pode
ser efetuadode
forma química ede
forma biológica. Paro o controle químico érecomendado
ouso de
acaricidas específicos, evitando a utilizaçãode
defensivosde amplo
espectroque
podem
causar problemascom
intoxicações, surgimentode
resistênciade
pragas e desequilíbrio ambiental (Ferreira, 1999).São
recomendados
e registrados para o controledo
ácaro na culturada
macieira os seguintes acaricidas: abamectin, amitraz, azocyclotin, clofentezine, dicofol,fenpropathrin, fenpyroximate, propargite e pyridaben.
Outra forma
de
controle, ecologicamente mais correta, é o controle biológico provido por diversos organismos artrópodes. Todavia,nos
dias atuaisestes organismos são raramente encontrados
em
pomares
comerciais,em
decorrência
da
grande extensãodo
pomar
eao
uso intensode
produtos químicos,sem
levarem
consideração sua seletividade (Kovaleski, 1994). Dentre as espécies predadoras deste ácaro destacam-se os coleópterosda
família Coccinelidae e os ácarosda
família Phytoseiidae. Neste ínterim, o usode
produtos fitossanitáriosmais seletivos possibilitam a
adoção de
um
programa de
controle integradodos
ácaros,onde
o principal objetivo éque
os produtosempregados
não
afetem os ácaros predadores (Reis et al., 1999),aumentando
certamente a espécie doseu
predador.
-z
3.5.
Ácaro
rajadoEste ácaro representa uma- importante praga
da
macieiraem
diversos países produtores.No
Brasil, tem-se convividocom
esta pragadesde da década
de
80, estandosua
ocorrência restrita às regiõesde
Fraiburgo/SC e Vacaria/RS.O
ácaro rajado (Tetranychus urticae) possui diversos hospedeiros,como
feijão, trevo,trevo, etc., tendo
como
característicamarcante
o rápido desenvolvimento de resistênciaaos
acaricidas; dentre ospoucos
acaricidas registrados para controlar o ácaro vermelho,somente
alguns seapresentam
eficientes no controle desta praga (Boneti et al., 1999).Um
dos
sintomas característicos apresentados por este ácaro é obronzeamento
das folhasem
funçãodo
extravasamento do liquido celular, pois seu ataque ocorrena
página inferiorda
folha ecausa
maior impacto na funçãofisiológica desta.
O
ciclode
vidado
ácaro rajado ê similarao do
ácaro vermelho europeu eabrange as fases ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto,
sendo que cada
fasejovem passa
porum
periodo ativo se alimentando e outroem
repouso até sofrer a ecdise (Boneti et al., 1999).A
época
de ocorrência está situada no periodoem
que
inicia odesenvolvimento vegetativo
da
macieira,que
coincidecom
inicioda
atividadedas
fêmeas. hibernantes.
A
partir deste periodo ocorre a multiplicação- nas folhasdurante as estaçoes
de
primavera e verão, tendocomo
pico populacional osmeses
de
temperaturas mais elevadas e baixasumidade
relativa.O
monitoramentopode
ser efetuado atravésda
obsen/açãode
10 a40
folhas/plantanum
totalde
10 plantas»/talhão.Na
primavera,quando
há maior dificuldadede
detecçãodo
ácaro rajado, deve-se -utilizarum
número
maiorde
folhas.
Como
aindanão
foi desenvolvidoum
sistemade amostragem
seqüencialde
presença-ausência para este ácaro,como
o existente para o ácaro vermelho europeu, utiliza-seo
nivelde
controle equivalente àsmetade
dorecomendado
parao ácaro vermelho europeu.
Recomenda-se
o
controle químico atravésda
pulverizaçãocom
acaricidas.Estas
devem
serbem
feitas, pois o ácaro rajado durante a primavera localiza-semais
no
centrodas
plantas, exigindo maior eficiênciana
aplicaçãodos
produtos.Ressalta-se
que
durante a fase hibemal asfêmeas
adultas encontram-sena
vegetação rasteirado
pomar, fatoque
explica al baixa eficiênciados
tratamentoscom
Óleo mineral no inicioda
brotação. Todavia, a supressãoda
vegetação rasteira existente-sob
a linha das plantaspode
favorecer a migraçãodo
ácarodo
solo para as macieiras. Dentre os acaricidas, abamectin, dicofol e pyridabentêm
apresentado melhor eficiência
no
controledo
ácaro rajado.4.
INIMIGOS
NATURAIS
4.1.Trichogramma
Espécies
de
himenópteros do gêneroTrichogramma
ocorremem
todo omundo,
em um
grandenúmero
de culturas e hospedeiros. Atualmente, cercade
18 espéciesde Trichogramma
estãosendo
criadasmassalmente
parao
controlede
pragasem
16 paises,em
uma
área correspondente a 18 milhõesde
hectares.O
Trichogramma
é» utilizado, no casoda
culturada
maçã,como
parasita dosovos da. lagarta enroladeira (Bonagota cranaodes). Testes estão
sendo
realizadosem
ovosde
lagarta enroladeira criadosem
laboratório, objxetivando o estabelecimento deuma
metodologiacapaz de
permitirsua eficiência no controleda
lagarta enroladeira., _
4.2.
Acaros
predadores
Os
ácaros fitófagossão
responsáveis pordanos econômicos
na macieira.O
ácaro vermelho énormalmente
a espécie mais freqüente nospomares de
macieiras no suldo
Brasil.'O seu? ataque ocorrenas
folhas, atravésda
formaçãode
pequenas
manchas
espalhadas na face inferior, resultandono bronzeamento das
folhas.
Entre as principais
causas do aumento desse
ede
outros ácaros fitófagosem
macieira, destacam-se: ausênciade
inimigos naturais (devido a fatores naturaisou
induzida artificialmente), escolha inadequadade
defensivos e doses,uso abusivo na aplicação desses produtos, resistência
aos
defensivos e desequilíbrio nutricionaldas
plantas (Lorenzato--&~MeIzer, 1984).Lorenzato
&
Melzer (1984),observaram que
os ácaros predadores das familias Phytoseíidae e Stigmaeidae, o coccinelideo Stethorus sp., e osNeurópteros do gênero
Chrysopa
destacaram-seno
controle biológicode
Panonychus
ulmi. _A
.
_
As
familiasde
ácaros predadores» mais freqüentes nospomares
de»
maçã
do
Rio
Grande do
Sulsão
Phytoseiidae, Stigmaeídae e Cunaxidae. Outras familiasde
ácarospredadores que
estão presentes: Anystidae, Ascidae, Bdellidae, Cheyletidae, Erythreaeidae e Parasítidae(FERLA,
N.J.,MORAES,
G.J. 1998)5.
ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS
5.1.
Criação
do
ácaro
rajado (Tetranychus
urticae).Objetivo
Criação
do
ácaro rajado exclusivamente para alimentaçãodos
ácarospredadores
em
testesde
seletividade.Material
e métodos
O
feijão foi utilizadocomo
hospedeirona
criaçãodo
ácaro rajado por apresentarum
rápido crescimento.O
feijão foi plantadoem
vasos acada
15 dias (Fig. 1).Após
o
crescimento(aproximadamente
35
cm), realizou-se a infestaçãocom
o ácaro rajado.O
plantiodo
feijãoe
a criaçãodos
ácaros foram feitosna
estufa pertencente ao Laboratóriode
Entomologiada
Embrapa Uva
e Vinho - Estação Experimentalde
Vacaria.O
ácaro rajado foiusado
exclusivamente para alimentação dos ácarospredadores utilizados nos testes
de
seletividade.Os
ácaros predadores foram criadostambém
namesma
estufa, auma
certa distância
do
localde
criaçãodo
rajado (Fig. 2). Foi utilizadauma mesa
alicerçada
em
potes plásticos cheiosde
água, evitando a contaminaçãodo
material.
Os
vasos
infestadoscom
ácaro rajadoeram
liberadospouco
apouco
para alimentar os predadores, paraque não
fugissemdo
localde
criação à procurade
alimento.
__a___ _. , _ _ _ _ _ ›és”
protegidos por pratos plásticos cheios de água, servindo como barreira física ao ácaro predador,
em
estufa. B - Tetranychus urticae. Estufa da Estação Experimental de Vacaria, RS, 2001.
25
Figura 2:
A
- do acaro com ácarorajado (Tetranychus urficae). B - Neoseiulus californicus. Estufa da Estação Experimental de
Vacaria, RS, 2001.
5.2.
Avaliação
do
experimento
Produção
Integrada.Objetivo
Este experimento teve por objetivo a
comparação
entre os sistemasde
produção convencional e integrada de maçãs.Para a avaliação, foram separados os
danos
(por insetos e doenças) nosfrutos conforme empresa, local e sistema
de
produção.Materiais e
métodos
Este experimento
vem
sendo
realizadodesde 1998
etem
uma
duração previstade 4
anos,abrangendo
três municípios distintos, aptos à produçãode
maçãs,
que
são: doispomares
comerciaisem
Vacaria/RS(Pomar
1 e 2); doispomares
comerciaisem
Fraiburgo/SC(Pomar
3 e 4), eum
pomar
no municipiode
São
Joaquim
(Pomar
5).Os
frutos foram colhidos nas respectivas áreas e empresas, retirando-setodos os frutos
das
plantas, escolhidos aleatoriamente, nos Sistemasde Produção
Convencional e Integrada.A
avaliaçãodos
frutosdos pomares
1, 2 e 5 foi realizadaem
Vacaria/RS, naEmbrapa Uva
e Vinho - Estação Experimentalde
Vacaria, edos pomares
3 e 4,em
Caçador/SC,na
Epagri(Empresa de
Pesquisa Agropecuária Catarinense).A
avaliação, feita no dia 21/02/2001em
Vacaria e 22/02/2001em
Caçador, consistiana
separaçãodos
frutoscom
danos de
pragas e doenças.Para as pragas foram separados os frutos
com
danos de
Mosca-das-frutas(Anastrepha fraterculus); Lagarta enroladeira (Bonagota cranaodes); Mariposa oriental (Grapholitha molesta) e por outras lagartas. Avaliaram-se ainda 50 frutos
por planta quanto
ao
dano da
mosca-das-frutas. Neste caso, os frutos foram cortados para observardanos
intemos.Em
relação às doenças, foram separados os frutoscom
Mancha
foliarda
Gala (Glomerella cingulata) fase perfeitado
fungo Colletotrichum;Sama
da
macieira
causada
por Venturia inaequa/is;Mancha
de
Alternaria (A/ternaria ma//);Mancha
de
Marssonina (Diplocarpon mal/); Podridãoamarga
(Col/etotnchumgloeosporioides); Podridão branca (Bot/yosphaeria dothidea) e Podridão Carpelar
causada
por vários patógenos,sendo
o mais freqüente A/ternaria spp.5.3.
Flutuaçao
populacionaldo
ácaro vermelho
europeu
eácaros predadores
em
pomares
de
macieira, Fraiburgo,São
Joaquim
(SC),e
Vacaria (RS).Objetivo
Este trabalho teve
como
objetivo realizar o levantamento dos ácaros fitófagos e ácaros predadoresem
pomares de
macieira, na cultivar Gala eFuji, nas
regiões
de
Vacaria/RS, Fraiburgo eSão
Joaquim/SC. Materiaise métodos
O
do
levantamentocomeçou
nametade de novembro de
2000,com
termino no finaldo
mês
de março de
2001, data do finaldo
estágio.As
empresas
participantes localizam-se nos municípiosde
Vacaria/ RS, Fraiburgo eSão
Joaquim/SC
A
avaliação foi feita acada
quinze dias.Na
coleta, retiraram-se 5 folhasde
cada
planta,sendo 50
plantas por cultivar, totalizando1000
folhas porpomar As
folhas foram colocadas
em
sacos plásticos identificados conforme a cultivar esistema