LEONARDO
PEREIRA
DA
COSTA
ESCROTO
AGUDO
NA
CRIANÇA.
PE
417
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, para a conclusão do Curso de
Graduação
em
Medicina.FLORIANÓPOLIS
_
SANTA CATARINA
ESCROTO
AGUDO
NA
CRIANÇA.
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, para a conclusão do Curso de
Graduação
em
Medicina.Coordenador
do
Curso:
Dr.Edson
JoséCardoso
Orientadores: Dr. José
Antonio de
Souza
Dr.
Edevard
Joséde
Araújo
FLORIANOPOLIS
-
SANTA CATARINA
A
meus
pais, Cícero e Jane, pelo carinho, dedicação e constante estímulo.Ao
meu
irmão Gustavo,com
quem
compartilhominhas
dificuldades eêxitos, pelo apoio.
A
meus
avós Ilse eVera
e aminha
irmã Letícia, pelo apoio e incentivo.Aos meus
familiares e amigos, pelacompreensão
nosmomentos
em
que
estive ausente. _
Aos
meus
orientadores, Dr.Edevard
J osé de Araújo e Dr. J oséAntonio
de Souza, pela amizade, paciência e orientação.A
Mariana
FerreiraDamo,
pela prestatividade.A
JanaínaRaquel
Zizemer, pelo carinho.Aos
médicos
residentesdo HIJG,
Andréa
Paula de Souza, Bráulio XavierPereira
Neto
e Luís Roberto Bastian, pela ajuda.Aos
pacientes e seus familiares, cuja participação e colaboração fezpossível a realização deste trabalho.
Aos
funcionáriosdo
HIJ
G
pela atenção.A
Deus, por tudo.~
INTRODUÇAO
... ..OBJETIVO
... _.MÉTODO
... ..RESULTADOS
... ..DISCUSSÃO
... .. ~OONOLUSOES
... ..REFERÊNCLÀS
... ..27
NORMAS
ADOTADAS
... ..RESUMO
... ..SUMMARY
... ..APÊNDICE
... .. . . . z - . - › . . . .. › › z z › z › z z › z › z › › ›.-O
escrotoagudo
ou
síndrome escrotalaguda
(SEA)
éuma
situação de emergência urológica fiequentepl caracterizada por dor, hiperemia eaumento
devolume
da
região escrotal”É
comum em
crianças e possui várias causasgdestacando-se a torção
do
cordão espermático(TCE),
a torção de apêndicetesticular
(TAT)
e a orquiepididimite (OE)2”3. Outras condiçõesmenos
frequentesque
podem
se manifestarcomo
escrotoagudo
são:trauma
escrotal,hémia
inguino-escrotal, varicocele, púrpura de Henoch-Schönlein,
edema
escrotal idiopático e ostumores testiculares2°8`1 1.
A
avaliaçãoda
SEA
na
criança é difícil12°13 ena
maioria das oportunidadesnão
há
como
diferenciar clinicamenteuma
torçãodo
cordão espermático das outrascausas de escroto
agudom.
Exames
complementares
como
a ultra-sonografiacom
doppler colorido e a cintilografia
nem
sempre
estão ao alcancedo
médico15`17,atrasando o diagnóstico” e
aumentando
o risco de orquiectomiasu.Além
disso todos osexames
complementares
podem
apresentar resultados falso-positivos efalso-negativos13”19`21.
Tem
sido sugerido então a exploração cirúrgica deemergência
para excluiro
diagnóstico deTCE
ou confirmá-lo
e proceder otratamento
adequado”.
O
primeiro caso de torçãodo
cordão espermático foi descrito por Delasiauvena
Françaem
18401432. Entretanto,Hunter
já haviamencionado
um
caso típicoem
177622.Existem
dois picos de incidênciada
TCE,
o
primeiro atéum
ano
de vida e o segundo,com
maior
frequência,na
puberdade4.Em
relação ao tipo de torçãodo
cordão esperrnático, esta
pode
ser intra-vaginalou
extra-vaginal7.O
tipo de torçãoque
ocorremais
comumente
é a intra-vaginal, ocasionada pormna
fixação
testicular inadequada devido a
uma
anormalidade anatômica e é mais frequenteno
período puberal.
A
torção extra-vaginal acontece geralmente intra-úteroou no
período neonatal devido ao fatoda
tímica vaginal encontrar-se frouxamente aderidaao
músculo
dartos permitindo aTCE
em
bloco4°7.A
TCE
émais
conhecidaem
alguns locaiscomo
torçãodo
testículo,muito
embora
esta expressão seja inadequada..A
verdadeira torçãodo
testículo éuma
entidade rara,
que
ocorre nos casosem
que
omesórquio
é longo, pennitindoque
otestículo torça sobre si
mesmo7.
Embora
aTCE
não
seja a causa maiscomum
deescroto
agudo na
infância23”24, é a causamais
temidaõ.O
diagnóstico incorreto desta afecçãoou
o atrasona
realizaçãodo
procedimento cirúrgico resultaem
grandenúmero
de perdas testicularesm, vistoque
a possibilidade de preservação deum
testículo torcido diminui progressivamente a
medida que
otempo
de torçãoaumenta2.
O
escroto agudo, eem
especial aTCE,
foi e ainda éuma
situação de emergência”.Uma
história clínica eum
exame
fisico realizados demodo
adequado
são fundamentais para
o
diagnóstico e tratamento precoces, diminuindo assim o2.
OBJETIVO
Correlacionar a história clínica de pacientes pediátricos
com
diagnóstico de síndrome escrotalaguda
eo achado
cirúrgico.3.
MÉTODO
Este trabalho constou de
um
estudo prospectivo e descritivo.A
população de estudo deste trabalhocompreendeu
todos os pacientes atendidosno
Serviço de Cirurgia Pediátricado
Hospital Infantil Joana deGusmão
(HIJG), Florianópolis, Santa Catarina,
no
período de 10 de fevereiro a 10 dedezembro
de 2000,com
diagnóstico de escrotoagudo
eque foram
submetidos a tratamento cirúrgico.O
diagnóstico de escrotoagudo
era caracterizado por dor, hiperemia eaumento
devolume
em
região escrotal5`7.Com
baseno
diagnóstico clínico era indicada a operação imediata.Após
o tratamento cirúrgico o autor era notificado. Realizava-se, então,
uma
entrevistacom
o paciente eum
familiar. Esta entrevista era realizadaapós identificação
do
autor, explicação sobreo
objetivodo
trabalho econsentimento oral
do
paciente edo
familiar responsável.Nesta
entrevista,realizada durante
o
período de intemação, era preenchidauma
ficha de coleta dedados
(Apêndice).Desta
ficha
constavam dados
de identificação (nome, data de nascimento, idade,número
do
prontuário,nome
do
responsável e telefone para contato), data, história clínica,tempo
de doença, históriamórbida
pregressadirigida, início
do
quadro clínico, lado acometido, avaliaçãomédica
anterior,encaminhamento, achado
cirúrgico eo
procedimento realizado.Os
pacientesforam
distribuídos pela faixa etáriaconforme
classificaçãoEm
relação a história clínica,eram
anotados a presençaou
ausência de náuseas,vômitos, dor abdominal, astenia, febre, disúria (dor
ou
dificuldade), polaciúriaou
outro sinal e/ou sintoma importantes. Estes dados, assim
como
a ocorrênciaou não
detrauma
em
região escrotalforam
situadosem
relação ao tempo.O
tempo
dedoença
foidefinido
como
o
período entreo
iníciodo
quadro deescroto
agudo
e omomento
da
indução anestésical.A
históriamórbida
pregressa foi realizada demodo
dirigido, analisando-sefatores
que
pudessem
ter relaçãocom
o quadro de escrotoagudo
ehá
quantotempo
ocorreram.Foram
analisadosno
estudo: história de dor escrotal prévia, quadrossistêmicos antecedendo
ao
quadro de escrotoagudo
(infecção de vias aéreassuperiores,
pneumonia,
amigdalite, parotidite, meningite e outros), instrumentaçãouretral, anomalias gênito-urinárias, criptorquidia e outros.
Foi registrado
também
omomento
de iníciodo
quadro clínico: durante asatividades diárias, durante o sono
(quando o
quadro de escrotoagudo
faziao
paciente despertar), após exercício fisico
ou
apóstrauma
escrotal. Avaliou-seo
lado escrotal
acometido
(direito, esquerdoou
bilateral), sehouve
avaliação anteriore,
em
caso de avaliação anterior, se ocorreuou não
oencaminhamento
ao serviço de cirurgia pediátrica.O
autornão
participavado
procedimento cirúrgico e após a entrevistaconsultava
o
prontuáriodo
paciente, obtendono
relatórioda
operaçãoo achado
cirúrgico e a conduta adotada.
Os
achados cirúrgicos (orquiepididimite, torção de apêndice testicular, torção de cordão esperrnático e outros)foram
anotados e os casos deTCE
foram
classificadossegundo
o tipo de torção (extra-vaginal, intra-vaginal
ou
torção testicular propriamente dita), graus de torção (180°, 360°, 720°,900°, 1080°, 1440°) e viabilidade testicular (sim
ou
não).Os
procedimentos cirúrgicos realizados foram: exérese de apêndice testicular, exérese de apêndicetesticular e
fixação
testicular, destorção, destorção efixação
testicular, destorção eorquiectomia,
fixação
contra-lateral e outros procedimentos.Os
dados
obtidosforam
posteriormente analisados ecomparados
com
a4.
RESULTADOS
Durante o período de 10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, 35pacientes
com
diagnóstico de escrotoagudo foram
submetidos _a tratamentocirúrgico. Estes pacientes
foram
distribuídos de acordocom
a faixa etária(Tabela I).
Tabela I - Distribuição dos pacientes
com
SEA
atendidosno HIJG, no
períodode 10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
a faixa etária(em
anos),
em
número
(N
°) e percentual (%).Faixaetária
N°
%
2-
4
1 2,9 4-
6 2 5,7 6-
8 2 5,7 8-
10 6 17,1 10-
12 13 37,2 12-
14 9 25,7>
14 2 5,7 Total 35 100,0Os
pacientesforam
então, de acordocom
o diagnóstico trans-operatório, distribuídosconforme
a causado
escrotoagudo
(Tabela II).Tabela II - Distribuição dos pacientes
com
SEA
atendidosno HIJG, no
períodode 10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
oachado
trans- operatório,em
número (N
°) e percentual (%).Achado
trans-operatórioN°
%
Torção
de apêndice testicular24
68,6Torção do
cordão espermático 7 20,0Orquiepididimite 3 8,6
Púrpura de
Henoch-Schönlein
1 2,8Total 35 100,0
Tabela III - Distribuição dos pacientes
com
SEA
atendidosno
HIJG
no
período de10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de2000
de acordocom
o achado
trans-operatório e a faixa etária(em
anos),em
número
(N°) e percentual (%).Faixa
TAT*
TCE*
*OE*
* *PHS*
* * * etáflaN°
%
N°
%
N°
°/ON°
%
2-
4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 100,0 4»
ó 1 4,2 1 14,3 0 0,0 0 0,0 ó_
s 2 3,3 0 0,0 0 0,0 0 0,0 s_
10 4 16,7 0 0,0 2 óó,7 0 0,010-
12 11 45,8 1 14,3 1 33,3 0 0,012-
14 ó 25,0 3 42,3 0 0,0 0 0,0>
14 0 0,0 2 2s,ó 0 0,0 0 0,0 Total24
100,0 7 100,0 3 100,0 1 100,0* TAT: torção de apêndice testicular; ** TCE: torção do cordão espemiático; *** OE: orquiepididimite; **** PHS: púrpura de Henoch-Schönlein.
A
idade dos pacientes variou de 2 anos e llmeses
a 14 anos e 6 meses.A
média
de idade dos pacientes foi de 10 anos e 5 meses, assimcomo
amédia
deidade dos pacientes
com
diagnóstico deTAT. As
médias
de idade dos pacientescom
TCE
eOE
foram
respectivamente de 12 anos e 9 anos e 5 meses.O
pacientecom
púrpura deHenoch-Schönlein
tinha 2 anos e ll meses.Foi analisado o lado escrotal acometido,
comparando-o
com
a causado
escrotoTabela
IV
- Distribuição dos pacientescom
SEA
atendid osno HIJG, no
período de10 de fevereir
o
a 10 dedezembro
de2000
, de acordo
com
o lado acometido eo
achd
' `a
o
trans-operatorio ,em
númer
o(N
°) e percentual (%).Achado
trans- escrotal Direito operatórioNo
‹›TAT*
Esquerdo
/‹›N°
%
10 41,7 14 4 57,1 3 2 óó,7 1 1 100,0 0* TAT: torção de apêndice testicul **
TCE**
OEM*
PHS=1=›1=›1=* 58,3 42,9 33,3 0,0ar, TCE: torção do cordão espermátic ' ***
**** - '
o, OE: orquiepididimite;
PHS. purpura de Henoch-Schönlein.
Do
total dos casos, 17 (48
6°, Á›)
foram
à direita e 18 (5l,4%) à esquerda.Os
pacientesforam
distr'b1 uidos 'segimdo
oachado
trans- operatório eo
tempo
Tabela
V
- Distribuição dos pacientescom
SEA
atendidosno HIJG, no
período de10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
oachado
trans-operatório e o
tempo
dedoença
(em
horas),em
número
(N
°) e percentual (%).Tempo
dedoença
TAT*
TCE**
OE***
PHS****
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
<
ó 42,8 33,4 100,064m
00
w
12 -|24
14,3 0,024
-|36
14,3 0,03ó
-¡48
8,3 14,3 0,048-|ó0
83
143
>
60
5 20,9 0,0 Total24
100,0 7 100,0 3 100,0 1 100,0* TAT: torção de apêndice testicular; ** TCE: torção do cordão espermático; *** OE: orquiepididimite; **** PHS: púrpura de Henoch-Schönlein. 1×›:×›¡×›\o:×›1×.› ,°°“¿%°°,°° U.>"o.`L›.)UJ ©›-«›-››-››--:GUJ ›-ooo*-*cw-* oà ävovovoozvo “U,oc><:>”o.›o ooo<:<:o›- 0,0 0,0
O
tempo
dedoença
dos pacientescom
TAT
foiem
média
43,3 horas, variando de 4 a 136 horas.Nos
pacientescom
TCE
amédia
foi de 20,8 horas, sendo as duraçõesmínima
emáxima
de 1,5 e49
horas, respectivamente.Os
pacientescom
OE
tiveramum
tempo
dedoença
médio
de39
horas,com
um
minimo
de 6 eum
máximo
de96
horas.No
pacientecom
púrpura deHenoch-Schönlein
o quadro deescroto
agudo
teve 5 horas de duração.Em
relação ao iníciodo
quadro de escroto agudo, os pacientesforam
Tabela
VI
- Distribuição dos pacientescom
SEA
atendidosno HIJG, no
período de10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
o achado
trans-operatório e o
momento
de início dos sintomas,em
número (N
°) e percentual (%).Início dos
TAT*
TCE**
OE***
PHS****
Siflwmfls
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
Dufzme
as20
83,3 3 42,9 2 óó,7 1 100,0 atividades diárias Durante o 1 4,2 4 57,1 1 33,3 0 0,0 sonoApós
3 12,5 0 0,0 0 0,0 0 0,0 exercício* TAT: torção de apêndice testicular; ** TCE: torção do cordão espemiático; *** OE: orquiepididimite; **** PHS: púrpura de Henoch-Schõnlein
A
seguinte sintomatologia foi apresentada duranteo
quadro de escrotoagudo
apresentado, por
ordem
de frequência,em
número
(N
°) e percentual (%).Evento
%
Dor
abdominal
Náuseas
Vômitos
Trauma
localHistória de dor escrotal Astenia
Febre
Dor
em
membro
inferiorIVAS*
Dor
em
regiãomguinal
Anomalia
gênito-urinária Enurese Disúria / Polaciúria Instrumentação uretral 45,7 25,7 14,3 14,3 14,3 11,4 11,4 11,4 8,6 5,7 2,9 2,9 0,0 0,0* IVAS: infecção de via aérea superior.
Os
principais eventosdo
quadro clínicoforam
analisados de acordocom
oTabela VIII - Distribuição dos pacientes
com
SEA
atendidosno HIJG, no
períodode 10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
o achado
trans-operatório e os principais eventos
do
quadro clínico, porordem
de frequência,em
número
(N
°) e percentual (%).Evento
TAT*
TCE**
OE***
PHS****
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
Dor
abdominal
7 29,2 7 100,0 1 33,3 1 100,0Náuseas
3 12,5 6 85,7 0 0,0 0 0,0Vômitos
1 4,24
57,1 O 0,0 0 0,0Trauma
local 5 20,8 0 0,0 0 0,0 0 0,0 História de dor 4 16,7 1 14,3 0 0,0 0 0,0 escrotal Febre 0 0,0 l 14,3 3 100,0 0 0,0IVAS*
** * * 2 8,3 0 0,0 1 33,3 0 0,0 _* TAT: torção de apêndice testicular; ** TCE: torção do cordão espermáüco; *** OE: orquiepididimite; **** PHS: púrpura de Henoch-Schönlein; ***** IVAS: infecção de via aérea superior.
Após
o
diagnóstico de escroto agudo, indicou-se a cirurgia imediata.A
condutarealizado,
em
número
(N
°) e percentual (%).Procedimento
%
Exérese de apêndice testicular
Fixação ipsilateral Fixação contralateral Orquiectomia Destorção testicular 74,3 45,7 20,0 11,4 8,6
Os
pacientesforam
distribuídos correlacionando-se a conduta cirúrgica eo
Tabela
X
- Distribuição dos pacientescom
SEA
atendidosno HIJG,
no
período de10 de fevereiro a 10 de
dezembro
de 2000, de acordocom
o achado
trans-operatório e
o
procedimento cirúrgico realizado,em
número
(N
°) e percentual (%).Procedimento
T
AT*
TCE**
OE***
N°
%
N°
%
N°
%
Exérese de apêndice testicular24
100,0 0 0,0 2 66,7 Fixação ipsilateral 12 50,0 3 42,9 1 33,3 Fixação contralateral 0 0,0 7 100,0 0 0,0 Orquiectomia 0 0,0 4 57,1 0 0,0 Destorção testicular 0 0,0 3 42,9 0 0,0* TAT: torção de apêndice testicular; ** TCE: torção do cordão espermático; *** OE: orquiepididimite.
No
pacientecom
púrpura deHenoch-Schönlein
foi observadoum
edema
inflamatório peri-testicular durante
o
trans-operatório.Os
pacientescom
TCE
que
apresentavamo
testículo viávelforam
submetidos a destorção efixação
testicular bilateral.Nos
testículoscom
aspecto necrótico foirealizada a orquiectomia
com
fixação
testicular contralateral. Distribuiu-se estespacientes correlacionando-se o
tempo
dedoença
com
a viabilidade testicularTabela
XI
- Distribuição dos pacientes atendidosno HIJG, no
período de 10 defevereiro a 10 de
dezembro
de 2000,com
torçãodo
cordão espennático de acordocom
a viabilidade testicular e otempo
dedoença
(em
horas),em
número
(N°) epercentual (%).
Tempo
dedoença
Testículo viável Testículo inviávelN°
%
N°
%
100,0 O 0,0 , 100,0 Total 100,0 V/\ O\O\ UJ@UJ ›--› ão MSG -lä-l>Os
pacientescom
testículo viável tiveramum
tempo
dedoença que
variou entre1,5 e 5,5 horas, enquanto
que
os pacientes submetidos a orquiectomia apresentaramum
quadro clínicocom
duração entre20
e49
horas.Os
pacientescom
achado
cirúrgico deTCE
foram
avaliados quanto ao tipo detorção e os graus de torção
do
cordão espennático.Em
relação ao tipo de torção,todas
eram
intra-vaginais.Quanto
ao grau de torção, dos4
pacientes submetidos aorquiectomia, 3 apresentavam torção de 7 20° (2 voltas) e 1 de 900°.
Dos
3pacientes
em
que
foi possível a preservação testicular, 2 apresentavam torção de360°
(uma
volta) eum
de 720°.Com
relação aoencaminhamento,
dos24
pacientescom
TAT,
10 (41,7%)chegaram
aoHIJG,
sem
avaliaçãomédica
anterior.Os
14 pacientes restantes (58,3%)foram
avaliados por outromédico
antes dechegarem
ao hospital. Destes 14 pacientes, 12 (85,7%)foram encaminhados
para exploração cirúrgica e 2 (14,3%)foram
liberadossem
confirmação
diagnósticaou encaminhamento.
Em
relação aos 4 pacientescom
TCE
que foram
submetidos a orquiectomia, 2foram
avaliados enão encaminhados
para tratamento cirúrgico,em
1 caso foisolicitado
um
exame
complementar
(ultrassonografiacom
doppler) eo
outro foiencaminhado
ao serviço de cirurgia pediátrica.Dos
3 pacientesem
que
o testículofoi preservado 2
foram
avaliados eencaminhados
e o outrochegou na emergência
do HIJ G,
sem
encaminhamento.
Dos
3 pacientescom
diagnóstico deOE,
2foram encaminhados
e 1não
teveavaliação
médica
anterior.O
pacientecom
púrpura deHenoch-Schönlein
foi4.
DISCUSSÃO
A
SEA
deve
ser avaliada cuidadosamente, principalmente pelo risco de tratar-sede
uma
TCE,
uma
rotação que resultaem
infarto hemorrágicozs eque
pode, senão
tratada de
modo
adequado, levar à necrose testicular e consequentes alteraçõesna
fertilidade15°26.
Provavelmente ocorrem
alteraçõesna
fertilidade edano
testicularbilateral
mesmo
em
pacientesem
que o
testículo torcido era viável e foi realizada afixação
testicularllm. Várias teorias tentaram explicar estas alterações, baseando-sena
autoimtn1ização4°6'14°15,no vasoespasmo ou na
liberação de radicais livres(orquiopatia simpática)6.
A
orquiectomia precoce diminuio
tempo
de exposiçãodo
testículo contra-lateral a auto-anticorpos, preservando a histologia testicular e
diminuindo os riscos de prejuízo a fertilidade4. Entretanto,
segundo
algtms autores,não há
prejuízo para a fertilidade após orquidopexia adequada27.Lewis
et al.questionaram
em
seu trabalho seo
prejuízona
espermatogênese se deve aTCE
ou
a urna
doença
testicular prévia bilateralz.Assim
como
na
literaturaz, a incidência de escrotoagudo na
populaçãopediátrica foi
maior
no
intervalo de 10 a 14 anos (Tabela I).A
literatura apresentoua
TAT
como
a principal causa de escroto agudo23°24”28,mostrando
incidências de53%”
e58%”.
Entretanto, outros trabalhos relataram incidênciasmenores
deTAT
como
23%”
e32%4.
Estes valorespodem
ser devido amn
tratamento conservador,sem
exploração cirúrgica,que não
revelou as torções de apêndices testiculares.Neste
trabalho observou-seem
24
pacientes (68,6%) aTAT
(Tabela II). Este fatopoderia ser explicado pela realização sistemática de exploração cirúrgica
da
bolsaescrotal
em
pacientescom
SEA
atendidosno HIJG.
Em
relação aTCE,
a literaturamostrou
valores bastante divergentes, de20
a72%
de incidência4°19”24°28. Glasson et al. encontraramuma
incidência deTCE
de20%”,
assimcomo
nesta casuística,que
apresentou 7 casos deTCE
(Tabela II).Esse
menor
achado
deTCE
está relacionado ao elevadonúmero
deTAT
encontradas.
A
orquiepididimiteocupa
a terceira causa de escrotoagudo
variando entre 3 e15%4”19°24°28
segundo
a literatura. Neste estudo encontrou-se 3 casos(8,6%) (Tabela
II). Esta baixa incidência de
OE
justifica a exploração cirúrgica nos pacientescom
SEA,
uma
vezque
a maioria dos casos apresentavauma
causamecânica
(TCE
ou
TAT).
Em
relação a faixa etáriacomparada
com
o
diagnóstico, dadosda
literaturamostraram
um
pico de incidência deTAT
por volta dos 10 anos3°8°19”28 e Hastie etal.
observaram
urna incidência de72%
deTAT
na
faixa etária de 10 a 12 anos24.Nesta
casuística, 17 (70,8%) dos24
pacientescom
TAT
tinham
entre 10 e 14 anos,sendo
que
11 (45,8%)estavam
entre os 10 e 12 anos (Tabela III).Hastie et al. referiram
em
sua casuística53%
dos casos deTCE
entre 12 e 14anos24.
Na
literatura outros trabalhos apresentaramuma
média
de idade entre 13 e 15 anos3'8”l9. Neste estudo, 5 casos deTCE
(71,4%)foram
observadosem
pacientescom
idade superior a 12 anos (Tabela 111).A
maior
incidência deTCE
no
períodopuberal ocorre devido ao rápido
aumento
demassa
testicular nesta fase,aumentando
as chances deTCE4.
Em
relação aOE
a casuística deste trabalho foipequena
e a literatura é bastante controversa, apresentandomédias
de idadeque variam
de 5 a 14Analisando
o
lado escrotal acometido nos pacientescom
TCE
a literaturaaprgsentou resultados diversos.
Algrms
autores encontraram aTCE
maiscomumente
à esquerdas”,chegando
a ser até duas vezes mais frequentedo que
àdireitazs.
Em
outros trabalhos o ladomais
frequentementeacometido
foio
direito,relatando
52%
dos casos à direita e48%
à esquerda.14°19Neste
estudo, 4 torções (57,1%) ocorreram à direita e 3 (42,9%) à esquerda (Tabela IV), fatosem
explicação lógica.
A
literatura relataque o
tempo
de doença1”24”28 foimenor
nos pacientescom
TCE
quando comparados
com
os pacientescom
TAT
eOE.
Nesse
trabalho encontrou-se resultados semelhantes,com
os pacientescom
TCE
procurando aemergência mais precocemente que
os pacientescom
TAT.
A
literaturamostrou
incidências de
67
a 73%3”24 de pacientescom
TCE
procurandoo
hospital apósmenos
de 12 horasdo
iníciodo
quadro.Nesta
casuística, 3 pacientes (42,8%)com
TCE
procuraram o
hospital nestemesmo
período detempo
(Tabela V). Já os pacientescom
TAT
apresentararn-se geralmentecom
mais
de 12 horas de duraçãodo
quadro clínico.Kadish
et al. e Hastie et al. relataramque 62
a86%
dos pacientescom
TAT
procuraram
o hospitalcom
tempo
dedoença maior que
12 horas3'24.Neste estudo,
20
pacientes (83,4%)procuraram o
hospital neste período detempo
(Tabela V).
O
motivo
pelo qual pacientescom
TCE
procuram
o hospital antesque
pacientes
com
TAT
é provavelmente a intensidadeda
dor,mais
forte nos pacientescom
TCEUS.
De
acordocom
os achados neste estudo, pode-se sugerirque
apresença de sintomas
como
dor abdominal, náuseas e vômitos,mais
frequentes nospacientes
com
TCE, também
ocasioneuma
procuramais
precocedo
atendimento médico.Analisando
o
momento
de inícioda
SEA,
Cuckow
et al.observaram que
em
observou-se
que 4
casos deTCE
(57,1%) iniciaram duranteo
sono,com
o quadro doloroso despertandoo
paciente. Esta situação ocorreuem
apenas 1 pacientecom
TAT
(4,2%) (Tabela VI). Istopode
ser explicado devido ao fatoda
dorda
TCE
sermais
intensado que
ada
TAT7°15, levando o paciente a despertar devido a dor.Cuckow
et al. relataramque
em
7%
dos casos deTCE
o exercício fisico era o fatordesencadeante
da SEA4,
devido auma
hiperatividadedo músculo
cremáster após os exercícios” .Neste
trabalhonão
foi observada relação entre exercício fisico eTCE.
Algims
autores referiramo
trauma
como
um
fator desencadeanteda
torçãodo
cordão esprmático9”19”29, devido ao
aumento do
volume
testicular”.Nesta
casuísticanão
houve
relação entretrauma
escrotal eTCE.
Quanto
a história clínica, a dorabdominal
éum
eventoque pode acompanhar o
quadro de TCE4”8°l9.
Cuckow
et al.observaram
34%
de incidência de dorabdominal
em
pacientescom
TCE4. Nesta
casuística, os 7 pacientescom
TCE
(100%)
apresentaram dor
abdominal
acompanhando
o
quadro de escroto agudo, enquanto apenas 7 (29,2%) dos24
pacientescom
TAT
e l pacientecom
OE
(33,3%)apresentaram este sintoma (Tabela VIII). Isto reforça a importância de
sempre
examinar
a região escrotalem
pacientescom
dor abdominal, principalmente se esta forem
região inferiordo
abdome9. Isto evitará o erro diagnósticoem
casos deTCE
que
se apresentem inicialmentecom
predominância de sintomas abdominais4.Outro sintoma importante e frequente nos pacientes
com
TCE
são asnáuseas3”8°9”l6*19.
Dados
da
literaturamostraram
a presença de náuseasem
31 a69%
dos casos de TCE3”l9. Jefferson et al. relataram sua presença
em 69%
dos pacientescom
TCE,
8%
dos pacientescom
TAT
eem
nenhum
pacientecom
OE19.Neste
estudo, náuseas ocorreram
em
6 pacientescom
TCE
(85 ,7 %), 3 pacientescom
TAT
Os
vômitostambém
constituemum
sintoma frequentena
TCE3°4°8°9°16°19.Jefferson et al. obtiveram incidências de vômitos de
60%
para aTCE,
4%
para aTAT
e0%
para a OE19. Neste estudo, os vômitos ocorreramem
4
pacientescom
TCE
(57,l%), 1 pacientecom
TAT
(4,2%) eem
nenhum
caso deOE
(0%)
(Tabela VIII).A
febre, apesar de encontrada nas outras causas de escroto agudo, éum
sintomamais
frequentena
orquiepididimite3”4”7”9”3°.Kadish
et al. relataram incidência defebre
na
SEA
de19%
na
OE,
8%
na
TCE
e8%
na TAT3. Neste
trabalho observou- se incidência de100%
(3 pacientes)na
OE, 14,3%
(1 paciente)na
TCE
e0%
na
TAT
(Tabela VIH).Deve-se
lembrar, entretanto,que o
número
de pacientescom
orquiepididimite nesta casuística foi pequeno.Devido
a inervação testicular, condições isquêmicasou
inflamatórias são causas de dor abdominal, náuseas e vômitos.O
plexo celíaco é responsável pela inervaçãoautonômica do
testículo assimcomo
do figado,
pâncreas, duodeno,vesícula biliar e cólon. Assim, a dor testicular
pode
resultarem
dor abdominal, náuseas e vômitos atravésda
estimulaçãoreflexa do
gânglio celíaco”. Então,em
um
pacienteque
chegue
à emergênciacom
SEA
com
poucas
horas de duração,que
apresente dor abdominal, náuseas, vômitos e tenha idade
acima
de 12 anos pode-se sugerirque
aTCE
seja a principal hipótese diagnóstica e indicar o tratamentocirúrgico.
i
A
literatura apresentou resultados diversosem
relação a história de dor escrotal prévia,com
incidências de 7 a36%
nos casos de TCE3”4”19.Kadish
et al. relataramhistória de dor escrotal prévia
em 20%
dos pacientescom
OE
eem
nenhum
paciente
com
TAT3. Nesta
casuística, ocorreuem
1 pacientecom
TCE
(14,3%),4
pacientes
com
TAT
(l6,7%) eem
nenhum
pacientecom
OE
(Tabela VIII).A
ocorrência de
uma
torção intermitenteque
consisteem
episódio de torçãocom
destorção e resolução espontâneado
quadro4=9°19.Não
há
relação clara entre históriade dor escrotal e
TAT.
Em
relação aos procedimentos cirúrgicos realizados, observou-seque
em
12 pacientes(50%)
com
TAT
foi realizada a orquidopexia ipsilateral (Tabela X). Esta condutanão
seria necessária vistoque
aTAT
não
resultaem
riscomaior
deTCE
eque
não
existeuma
anormalidade anatômicaque
justifique afixação
testicular,sendo
que
esse procedimento foi adotado por oportunidade cirúrgica.Da
mesma
forma,
não
seria necessária afixação
testicularem
um
dos pacientescom
diagnóstico de orquiepididimitena
qual esta conduta foi realizada.A
exérese de apêndices testicularesnão
necrosados nos pacientescom
orquiepididimite é justificada pelo aproveitamentodo
momento
cirúrgico, evitandoo desenvolvimento posterior de
uma
torção de apêndice testicular.A
fixação
contralateraldeve
ser realizadaem
todos os pacientescom
TCE4°8”14°19°31.
Nessa
casuística este procedimento foi efetuadoem
100%
(7
pacientes) dos casos de
TCE
(Tabela X). Estafixação deve
ser efetuadaporque
aanormalidade anatômica
que
predispõe a torção (testículoem
badalo de sino) écomumente
bilateral4*8°9.É
realizada para evitaruma
TCE
contralateral econsequente anorquia4.
Nos
pacientesem
que
após a realização demanobras
para verificaçãoda
viabilidade testicular,
aquecimento
com
compressas
úmidas1*4”6 e incisão sobre a túnica albugínea para observar se existesangramento
arterial1°6, o testículomanteve
o
aspecto necrótico foi realizada a orquiectomiacom
fixação
testicular contra-lateral.
A
taxa de orquiectomia relatadana
literatura variou de l3 a 82%1*4”13”14”19”26.Neste
estudo a orquiectomia foi realizadaem
4 pacientes (57,l%) (Tabela X).Baixos
índices de preservação testicular são frequentemente devido a erros diagnósticos, apresentação tardiaou
ao atrasona
procurado
atendimentomédico”.
A
preservação testicular nos casos deTCE
está diretamente relacionadacom
o
tempo
de doença3°8°9°11°12°23”31.Segundo
a literatura,80
a100%
dos testículospermanecem
viáveis apósum
tempo
de torção inferior a 6 horas1°2°4°8'24°28°32. Entre 6e 12 horas,
aproximadamente
50%
dos testículos são viáveis”.Acima
de 12 horasa taxa de salvamento testicular varia de 0 a 50%4”8'24'28'32.
A
explicação paraque
testículos torcidos por
mais
de 12 horassejam
salvos sedá
pela presença de baixosgraus de torção
ou
de tuna torção intermitentez.Acima
de24
horas de duraçãodo
quadro clínico a maioria dos testículos são inviáveis, necessitandoorquiectomia13”24.
Neste
trabalho, foi possível a preservação testicularem
todos ospacientes
com
tempo
dedoença
inferior a 6 horas (Tabela XI).Em
relação aos graus de torçãodo
cordão espermático, Jefferson et al.observaram
em 18%
dos pacientes torção de 720° eem 55%
torção de 360°19. Neste estudo,4
pacientes (57,1%) apresentaram torção de 720° e 2 (28,6%) apresentaram torção de 360°, observando-se que os pacientesem
que
foi possível a preservação testicular tiverammenor
grau deTCE
do que
os pacientes submetidosa orquiectomia.
O
encaminhamento
dos pacientesem
algumas
situaçõesnão
foi realizado demaneira
correta, sendoque
2 pacientes (14,3%)com
TAT
foram
liberadossem
indicação de exploração cirúrgica.
Dos
pacientes submetidos a orquiectomia, 2(50%)
não foram encaminhados
corretamente eem
1(25%)
o diagnóstico foiretardado para realização de
um
exame
complementar.Estudos posteriores
devem
ser realizadoscom
uma
casuísticamaior
paraque
sepossa avaliar
melhor
a correlação entre a história clínica eo achado
trans-5.
CONCLUSÕES
l.
O
quadro clínicoda
SEA
isoladamente sugereTAT;
quando
associado afebre é indicativo de
OE;
seacompanhado
de dor abdominal, náuseas e vômitos, sugereTCE.
2.
Na
TCE
com
tempo
dedoença
menor
que
6 horaso
testículo é viável.3.
O
primeiro atendimento inadequadona
SEA,
com
retardono
tratamento, implicaem
inviabilidade testicular nos casos deTCE.
6.
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Foram
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editadas pelo Colegiadodo Curso
deGraduação
em
Medicina da
Universidade Federalde
Santa Catarina,segundo
a resolução n.001/99.RESUMO
A
síndrome escrotalaguda
(SEA)
éuma
emergência
urológica, necessitando tratamento imediato.O
objetivodo
trabalho foi correlacionar a história clínica depacientes pediátricos
com
SEA
e oachado
cirúrgico.Foram
entrevistados 35pacientes
com
SEA
submetidos a tratamento cirúrgico e distribuídos de acordocom
o diagnóstico.A
principal causa deSEA
foi a torção de apêndice testicular(TAT)
(68,6%), seguida pela torção
do
cordão espermático(TCE)
(20,0%) e pela orquiepididimite(OE)
(8,6%).A
TAT
ocorreumais
frequentemente entre 10 e 14anos e a
TCE
acima
de 12 anos.Na
TAT
predominou o acometimento do
ladoesquerdo e
na
TCE,
do
lado direito.Os
pacientescom
TCE
apresentaram quadro clínicomais
curto e início frequentemente duranteo
sono.A
sintomatologiaque
mais
acompanhou
aSEA
foi a dor abdominal.Dor
abdominal, náuseas e vômitosforam mais
frequentes nos pacientescom
TCE. Todos
os pacientescom
OE
apresentaram febre.
Nas
TCE
com
sintomatologia de duração inferior a 6 horas o testículo foi preservado eacima
de 6 horas foi realizada a orquiectomia,sempre
com
fixação
contralateral.Dos
pacientes submetidos a orquiectomia,75%
foram
inadequadamente
orientadosem
seu primeiro atendimento.O
quadro clínicoda
SEA
isoladamente sugereTAT;
quando
associado a febre é indicativo deOE;
seacompanhado
de dor abdominal, náuseas e vômitos, sugereTCE.
Na
TCE
com
tempo
dedoença
menor
que
6 horaso
testículo é viável.O
primeiro atendimento inadequadona
SEA,
com
retardono
tratamento, implicaem
inviabilidade testicularSUMMARY
The
acute scrotum(AS)
is a urological emergency, requiringimmediate
treatment.
The
aim of
this study is to correlate the clinical report of pediatric patients vvithAS
with the surgical findings. 35 patients withAS
were
interviewed.
They
were
submitted to surgical treatmentand
distributed according to the diagnosis.The
most
common
cause ofAS
was
the torsionof
testicular
appendage
(TTA)
(68,6%), followedby
spennatic cord torsion(SCT)
(20,0%)and
by
epididymo-orchitis(EO)
(8,6%).The
TTA
occurredmost
frequentlybetween
the ages of 10and
14and
theSCT
over the age of 12. In theTTA
the left sidewas more
affected while in theSCT
itwas
the right side.The
patients with
SCT
presented shortest clinical presentationand
the beginning ofthe
symptoms
frequently occurred during sleep.Abdominal
painwas
themost
comrnon
symptom
occuring together with theAS.
Abdominal
pain, nauseaand
vomiting
were
more
frequent in patients withSCT.
All the patients withEO
presented fever.
The
testiswas
preserved in theSCT
with time of diseaseinferior to 6 hours.
When
the clinical presentationwas
more
than 6 hours, the orchidectomywas
required, always with fixationof
the contralateral testis.Of
the patients
who
were
submitted to orchidectomy,75%
were
inadequately oriented in their first doctor”s visit.The
clinical presentationof
AS
aloneindicates
TTA; when
it is associated with fever it indicatesEO;
if it isaccompanied
by
abdominal
pain, nauseaand
vomiting it suggestsSCT.
In theinadequacy
of
the first doctor°s visit in theAS,
combined
with delayedFICIM
DE
COLETA
DE
DADOS PARA
AVALIAÇÃO
DE
ESCROTO
AGUDO
|nzmz
/ /zooo Identificação:Nome:
N°
Prontuário:Data
de nascimento: / / Idade: anos emeses
Responsável: Fone:
Sinais,
sintomas
e história clínica:El Escroto
agudo
-
Há
h
U
Náuseas
-Há
h
U
Vômitos
-Há
U Dor
abdominal
-Há
h
I] Astenia -Há
h
U
Trauma
local -Há
h
EJ Febre -Há
h
U
História de dor escrotal -E1 Disúria-dor -
III Disúria-dificuldade -
El Polaciúria-
El
Quadros
sistêmicos antecedendo: I]IVAS
- EIPneumonia
-U
Amigdalite -E
Parotidite - [1 Meningite - [1 OutroU
Instrumentação uretralE
Anomalias
gênito-urinárias - E1 Criptorquidia -U
Outro - -Há
h
Início
do quadro
clínico:Duração
do quadro
clínico:E1 Durante as atividades diárias
U
Duranteo
sono_____h
E
Apos
exerclclo físlcoÚ
_ de 6h
ÚO““"°-í
mózlzh
C112a24h
Acometimento:
E124
a36
h
E
36
a48
h
EIEsquerdo
Ú
48
a60
h
Ú
Dffeím
U +
deóo
h
III BilateralAchado
cirúrgico: III OrquiepididimiteE
Torção
de apêndice testicularU
Torção do
cordão espermático:Testículo viável: EJ
Sim
EINão
Graus
de torção:E1 180°
E
360° [I] 720°U
900°Ú
1080° I] l440°Tipo de torção:
E] Intravaginal EI Extravaginal EI Testicular
U
OutroProcedimento:
Avaliação
médica
anterior:|:|
Nada
E
III Retirada de hidátide
U
Não
[1 Retirada de hidátide
+
fixação
El Destorção El Destorção+
orquiectomiaE
Sim
U
Fixação contra-lateralU
Não
E! Outro55”
~
\\l|\\\\|\\\\|\\|\\\\\\\\\\||\||\\\\\\\\|\|\\\\|\\\\|\\Í, . 97 2222222
Ac. 2222 13
Ex.l UFSC BSCCSM