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RELAÇÃO ENTRE HÁBITOS BUCAIS E MA-OCLUSÃO

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(1)

RELAÇÃO ENTRE HÁBITOS BUCAIS

(2)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ODONTOPEDIATRIA

RELAÇÃO

ENTRE HÁBITOS BUCAIS

E MÁ-OCLUSÃO

Monografia apresentada para obtenção do titulo de Especialista em Odontopediatria por Roberto Fiorindo Ogliari

Orientadora: Profa. Dra. Izabel Cristina Santos Almeida

(3)

Mbli•ssea dotontini daS-0

A

minha esposa Miriam, pelo seu

amor, pela sua compreensão e

pelo seu grande incentivo em todos os momentos.

Aos meus filhos Rafael, Luis Felipe

e Aria Luisa que compreenderam minhas ausências e que minha

(4)

A Deus por permitir que este momento se realize.

Aos meus pais Armando (in memoriam) e Lourdes pelo apoio, incentivo e exemplos de vida que sempre transmitiram.

Aos meus sogros Garibaldi e Gessy pela confiança

depositada em mim. Este momento também pertence a vocês.

A

minha orientadora Profa. Dra. Izabel Cristina Santos Almeida que soube de maneira segura, orientar-me na condução

deste trabalho. Sua alegria contagiante influencia todos à sua volta.

Ao Prof.Dr. Ricardo de Sousa Vieira, Coordenador do Curso.

As

Profas. Dra. Maria José de Carvalho Rocha, e Joeci de Oliveira,

minha eterna gratidão pela amizade, pelos ensinamentos, pela compreensão, incentivo e pelo exemplo de dedicação. Deus os abençoe.

As

crianças, que permitiram que nossos ensinamentos fossem colocados em pratica.

Aos colegas de Curso, pelos momentos agradáveis

que compartilhamos, pelas lições de vida aprendidas e sobretudo pela amizade que será eterna.

A funcionaria Janete pela sua dedicação e

(5)

Aprendendo com Universo

" 0 tempo é o mais persistente dos mestre, só que, infelizmente, termina matando todos os seus discípulos.

Você pode ter somente o tempo como mestre e

sofrer as conseqüências advindas da demora, ou acelera o processo utilizando a experiência alheia.

0 mestre dos mestres 6, sem dúvida, o próprio universo. Se você conseguir incorporar na sua estrutura psicológica as Leis Universais, sucesso e sabedoria serão algumas das conseqüências.

0 universo é pura inteligência. Ordenado, incapaz de ser criado sozinho, regido por leis imutáveis e soberanas. Estas leis são absolutas na sua essência, interdependentes na sua aplicabilidade, independentes do tempo e espaço onde atuam, dependentes da intenção e

consistência divina presentes em cada um de nós. Elas tem como finalidade manter a ordem no caos, o amor no ódio, a sabedoria na ignorância, a saúde na presença da doença e a eternidade rio mais provisório momento".

(6)

RESUMO 08

1 INTRODUÇÃO 09

2 REVISÃO DA LITERATURA 13

2.1 Respiração Bucal 13 2.1.1 Aspectos Normais 13

2.1.2 Etiologia 14

2.1.3 Conseqüências 22

2.1.4 Tratamento 29

2.2 Hábitos de Sucção Prolongada (dedo elou chupeta) 34 2.2.1 Aspectos Normais 35

2.2.2 Etiologia 35

2.2.3 Conseqüências 45

2.2.4 Tratamento 54

2.3 Interposição Lingual 63 2.3.1 Aspectos Normais 63

2.3.2 Etiologia 64

2.3.3 Conseqüências 68

2.3.4 Tratamento 72

3 PROPOSIÇÃO 78

4 DISCUSSÃO 79

5 CONCLUSÃO 93

(7)

RESUMO

(8)

Em nossa sociedade competitiva, os pais não percebem ou não tem a sensibilidade para avaliar quão lesivo pode ser um habito bucal. Quando evidente, a ponto de causar deformidades nas arcadas, perfil, dentes

e

lábios passam a causar

preocupação

pelo aspecto anti-estético provocado na face da

criança.

É um truismo afirmar que

o

crescimento

é

fortemente influenciado por fatores genéticos, mas também pode ser

significantemente afetado pelo ambiente, na forma da

posição

da

amamentação,

desenvolvimento de atividade

física,

saúde ou

doença,

entre

outros. Desde que a maior parte das necessidades de tratamento ortodôntico ocorre em

função

do crescimento desproporcional dos maxilares,

é

importante que se

conheça,

como

o

crescimento esquelético

é

influenciado

e

controlado, para se entender a etiologia da má-oclusão

e

deformidades

59

dentofaciais.

(9)

10

47

inoportunos . Estes dependem de uma serie de fatos, que podem ser explicados pela "equação ortodântica de DOCKRELL" 14 apud MOYERS47 "causas - atuam em -

épocas

- sobre - tecidos - produzindo - resultados". Muitas maloclusões são simplesmente variações clinicas significantes do crescimento normal

e

da morfologia. As malocluseies podem ser resultados

da

combinação

de pequenas variações do normal, cada qual, isoladamente

insignificante, para ser classificada como anormal, mas quando em

combinação ajuda a produzir um problema clinico, a má-oclusão47

25

Segundo GRABER três fatores associados são necessários para que uma má-oclusão se tome significativa, sendo que a interação destes, pode modificar as manifestações de um mesmo hábito. Estes, são conhecidos como

"Tríade

de Graber", representados pela duração, freqüência

e

intensidade.

Dependendo destes fatores, temos um maior ou menor resultado de uma má-oclusão. 0 aspecto duração, influencia na medida em que este se estende desde a

dentição

decidua, mista, ate a permanente. Considerando a freqüência, certamente um hábito ininterrupto causará maiores danos se relacionado com outro, onde

o

mesmo

é

realizado por breves momentos. Intensidade do hábito também

é

importante, pois,

uma

criança

que chupa

e

suga vigorosamente dedo

e

ou chupeta terá

maiores chances de alterar os tecidos do que aquela que

o

faz mais suavemente.

(10)

exigência escolar, o stress da vida diária, carência afetiva, falta de

satisfação nutricional e perturbação emocional, podem influenciar

diretamente nas conseqüências deste hábito 33, 47.

Cada um dos mais prevalentes hábitos bucais deletérios, tem origem especifica sendo que a respiração bucal tem como

suposição básica o crescimento adenoideano, que diminui ou obstrui o espaço aéreo, fator que pode levar a uma mudança de posição da lingua, lábios e mandíbula e esta a uma má-oclusão. Este distúrbio induz a alterações na morfologia crânio-facial, corn aumento na altura da face inferior, palato estreito e profundo, incisivos inferiores retro-inclinados, mordida aberta anterior e uma tendência à mordida cruzada posterior. Estas

mudanças, por alterarem o aspecto facial de maneira tão significativa,

recebe uma denominação especial "Facies Adenoideus" 10,30 38, 47, 68, 76

Todo bebê necessitei satisfazer o seu instinto de

sucção, tanto a nutritiva quanto a não nutritiva. Se houver restrição a uma destas, poderá desenvolver o hábito de sucção de dedo ou chupeta que

quando não superado até os 3,4 anos, poderá ser motivo de preocupação.

Este hábito, sucção prolongada, causa desequilíbrio das pressões interna e

externa da boca, podendo levar a uma mordida aberta anterior, mordida

47

cruzada posterior, mordida profunda, entre outras alterações . A época do aparecimento do hábito é bastante significativa, porque, aqueles

(11)

12

aqueles que surgem mais tarde geralmente podem estar associados a liberação de tensões emocionais, alterações aratômicas ou ao prazer.

A interposição lingual, basicamente se da pela

projeção da lingua para anterior na cavidade bucal. Esta projeção pode ser conseqüência de uma mordida aberta anterior provocada por algum habito

bucal deletério associado à sucção. Como conseqüência, para ocorrer a

deglutição, necessariamente a lingua deslocar-se-6 para anterior contra os dentes e lábios com o objetivo de selar esta abertura. Por vezes esta

interposição esta associada com problemas nasorespiratários crônicos ou

respiração bucal, o que também poderá ocasionar a projeção da lingua para

47

anterior .

As conseqüências dos hábitos bucais deletérios vão além de anomalias esqueléticas e musculares. Eles alteram o

comportamento, a estética, a fonação, enfim, a qualidade de vida do indivíduo portador. Isto por si so já justificaria o seu diagnostico precoce, o 70

que traria inúmeros benefícios se tratados ou interceptados precocemente .

Este trabalho visa identificar e caractehzar os principais hábitos bucais deletérios ou seja: respiração bucal, sucção prolongada (dedo e/ou chupeta) e interposição lingual e, ainda descrever suas conseqüências para todo o sistema estornatognatico e sugerir formas

(12)

Na avaliação da etiologia das maloclusões

relacionados aos hábitos bucais deletérios, é necessário que se observe a associação dos três fatores, duração, freqüência e intensidade, os quais

modificam os resultados destes hábitos, a chamada triade de GRABER 26 .

Forças extrínsecas podem influenciar o desenvolvimento da face e estruturas

anexas, podem também mover os dentes e remodelar o osso alveolar de forma incorreta. Isto produz, um desequilíbrio estrutural e funcional e se estes fatores forem removidos dependendo das alterações provocadas e a

idade da criança, poderá ocorrer um equilíbrio das forças funcionais intrínsecas no sentido de uma normalização total ou parcial das estruturas

16

de acordo com a anatomia original dos campos; de crescimento. ENLOW .

2.1

-

Respiração Bucal

2.1.1 - Aspectos Normais

Todos os humanos são primordialmente respiradores

(13)

14

boca, exemplo disto é o aumento da necessidade de ar durante exercícios

físicos. Para a média de indivíduos, há uma tradição para respiração parcial bucal, quando as médias de trocas ventilatórias atingem de 35 a 40 litros

59

por minuto. PROFIT .

Durante condições de repouso, um esforço maior é

requerido para se respirar através do nariz do que através da boca, porque as passagens tortuosas nasais introduzem urn elemento de resistência ao

fluxo quando elas executam suas funções de aquecimento e umidificação do ar inspirado, sendo este aumento de trabalho para a respiração nasal

59

fisiologicamente aceitável. PROFIT .

A musculatura peribucal e mandibular são responsáveis pela manutenção das vias aéreas. Em repouso UM diâmetro uniforme das vias aéreas é proporcionado pela manutenção antero-posterior da mandíbula e estabilização das relações entre a lingua e a parede faringea-posterior. A musculatura axial em torno das vértebras também é

importante, fazendo a manutenção fisiológica das vias aéreas desde o

primeiro dia até o final da vida. Esses mecanismos neonatais protetores primitivos, proporcionam o "back ground" motor sobre o qual, com o

crescimento, se desenvolvem todos os mecanismos de postura da região da

16 cabeça e do pescoço. ENLOW .

2.1.2 -

Etiologia

76 80

(14)

estreita com crescimento predominantemente vertical e aumento do terço

inferior da face. Ele acreditava que a hipertrofia das adenóides era a principal causa da respiração bucal.

47

MOYERS salienta que a suposição básica para a obstrução das vias aéreas é o crescimento acentuado do tecido adenoideano, que poderá levar a um padrão de respiração bucal, responsável por mudanças na posição da lingua, nos lábios e na postura mandibular. Esse distúrbio dos tecidos molares, induz a alterações na morfologia crânio-facial e à má-oclusão.

ARAGA03 relata que o fator etiológico da respiração bucal na infância pode ser qualquer doença, acidente, estado alérgico ou gripe que obstruindo as vias aéreas superiores criam com freqüência o hábito de respiração bucal. Complementa lembrando que, a maioria destas crianças não foram amamentadas no seio materno, e se o

foram, isto ocorreu por tempo insuficiente para estabelecer padrões de crescimento e desenvolvimento facial adequados.

11

Para CHACONAS o "tecido adenoideus" é

encontrado na parede posterior da faringe nasal e a proliferação deste, pode causar bloqueio ou diminuição das vias aéreas nasais, induzindo a respiração bucal e por conseguinte produzindo a má-oclusão.

67

(15)

16

das vias aéreas superiores, freqüentemente causada pelo crescimento das vegetações adenóides, podem influenciar o desenvolvimento da morfologia facial, conduzindo à face tipo adenoidea.

40

LINO relata que há uma relação direta entre respiração bucal de fundo alérgico, resfriados crônicos, vegetações adenóides e amígdalas hipertrofiadas. Por isto considera sempre a necessidade do diagnóstico do otorrinolaringologista, que definirá a necessidade de tratamento ou não.

19

FANTONI sabendo que existe relação direta entre respiração bucal e alergias, resfriados crônicos, vegetação adenóides

hipertrofiadas e amígdalas inflamadas.

39

LINDEN aduz que certos tipos de obstruções nasais conseqüentes de alergia, hipertrofia e inflamação das tonsilas ou adenóides, desvio do septo nasal, dilatação das conchas e hipertrofia da membrana da mucosa nasal, levam à obstrução nasal e em conseqüência respiração bucal.

59

PROFFIT descreve que quando o nariz esta parcialmente obstruido, o trabalho para a respiração nasal aumenta, havendo um certo nível de resistência ao fluxo de ar, o que pode levar o

(16)

68

SILVA FILHO, GONÇALVES, MAIA relatam que existe estreita relação entre os hábitos de sucção com a respiração bucal, cuja instalação pode acontecer em decorrência de um habito de sucção de dedo, chupeta ou interposição lingual.

49

NOBRE, VICENTE citam que existe uma série de fatores que podem levar a uma respiração bucal, dentre elas, as adenóides, a hipertrofia das amígdalas faringeas, os pólipos, as rinites repetidas, a hipertrofia dos cornetos, os desvios de septo nasal, a hipertrofia das amígdalas palatinas e as amigdalites repetidas.

37

LIMME esclarece que a causa da obstrução nasal reside nas rinites e sinusites alérgicas, nas hipertrofias das vegetações adenóides e amígdalas e no desvio do septo congênito ou traumático.

27

De acordo com HUNGRIA o principal sintoma revelador da presença de amígdalas faringeas hipertróficas é a obstrução nasal permanente, o que acarretaria respiração bucal de compensação, estagnação de exsudatos catarrais ou purulentos nas fossas nasais e tendência a surtos agudos de otite média.

31

(17)

Is

ósseas. Poderão ser encontradas ainda amígdalas e adenóides

hipertrofiadas, bem como a associação com a respiração de suplência que seguramente estará instalada.

32

KOHLER, KOHLER relatam que o resultado da obstrução das vias aéreas superiores, causadas por processos alérgicos crônicos na região (hiper-reatividade do Anel Linfático de Waldeyer), alterações de temus da musculatura facial, desvio do septo nasal e rinites (alérgicas ou vasomotoras), podem levar à respiração bucal e, em conseqüência, à ma oclusão.

38

Para LIMME a presença da "Facies Adenoideu" no exame clinico atresia do palato com projeção para anterior da maxila, face longa e estreita com crescimento predominantemente vertical, excessiva altura do osso dento-alveolar com sorriso gengival e aumento do

terço inferior da face) é uma constante em respiradores bucais, em conseqüência da obstrução das vias aéreas superiores.

23

GARCIA ressalta clue a origem das obstruções nasais, pode ser alérgica, hipertrofica ou inflamatória (tonsilas ou

adenóides), desvio do septo nasal, dilatação das conchas e hipertrofia da mucosa nasal.

45

MOREIRA examinou 400 crianças matriculadas em creches da Prefeitura Municipal de São Paulo. Escolheu, dentre estas,

60, com idade entre 4 e 6 anos, sendo 30 portadoras de respiração bucal e

(18)

informações obtidas das atendentes de enfermagem, pajens

e

análise do arquivo medico das creches. A partir destas informações constatou que os respiradores bucais

típicos,

são

indivíduos

que possuem obstrução nasal que impossibilita a respiração normal, apresentando no geral adenóides hipertrofiadas.

81

VIG, ZAJAC

relatam

que uma resistência aumentada à respiração nasal, poderia induzir a uma respiração bucal em conseqüência de obstruções parciais ou até totais das vias aéreas superiores.

85

ZAVRAS et al. pesquisaram a obstrução respiratória superior ou obstrução nasal. Utilizaram para diagnóstico, métodos endoscópicos, exames radiológicos, rinometria acústica, bem como a história medica do paciente. Foram examinadas 20

crianças,

sendo 10

crianças

com respiração nasal. As

crianças

foram submetidas aos testes

e

os

pais responderam a um questionário. Corno conclusão obtiveram os seguintes resultados: uma

diferença

significante da geometria nasal entre as respiradoras nasal

e

bucal. 0 volume total nasal naquelas que respiram pela boca

é

pequeno em relação ao volume nasal daquelas que respiram pelo nariz. Constataram também que a rinometria acústica

é o

melhor método para avaliar as vias aéreas.

10

(19)

introduzida. Quando a mamadeira é precocemente introduzida, pode levar

respiração bucal e as suas conseqüências prejudiciais.

7

BUENO JUNIOR ressalta que o equilibria bucal esta diretamente relacionado a uma respiração adequada. Sem respirar bem, não faz sucção adequada, da mesma forma que sem falar adequadamente também não se faz correta deglutição. A harmonia das

funções dos órgãos da face é que lhe dão o equilíbrio.

30

JUSTINIAN° ao analisar as causas da respiração bucal, a qual também denomina de "Síndrome Obstrutiva Respiratória", ou ainda "Síndrome da Face Loiga", relacionada à obstrução mecânica no nariz, com o desvio de septo nasal, hipertrofia dos cornetos, imperfuração coanal, pólipos e tumores. Na faringe, hipertrofia das

amígdalas e/ou adenóides, rotações do véu palatino, com sepultamento da borda livre do véu e da uvula como responsáveis pela respiração bucal.

66

SOARES, TOTTI salientam que a respiração bucal so é feita em casos de esforço físico demasiado ou por obstrução das vias aéreas superiores, decorrentes de adenóides e ou amígdalas hipertrofiadas, asma, rinite alérgica, vias aéreas estreitas e amigdalites.

12

(20)

função respiratória, consiste na utilização de um pletismógrafo e o

transductor do fluxo aéreo para determinar o fluxo total, nasal e bucal.

TOLEDO, BEZERRA salientam que a inflamação

da mucosa nasal durante um resfriado comum, converte o indivíduo

temporariamente em respirador bucal. A obstrução nasal crônica, associada a processos alérgicos ou infecciosos ou hipertrofia das adenóides provoca como conseqüência durante o período de obstrução, a respiração bucal.

64

Segundo SCHINESTSCK a boa postura,

respiração nasal e normooclusão estão associados à saúde e ao vigor físico,

enquanto o desequilíbrio, a doença e falta de relacionamento trazem uma

diminuição da eficiência do organismo.

09

CANONGIA ressalta que a etiologia da respiração bucal vai desde desvios de septo, hipertrofia das vegetações adenóides, até à inflamação dos cornetos. Relaciona ainda a uma incompetência bucal posterior, produzidas pela falta de contato entre o

palato mole e a porção posterior da lingua.

8

BUENO JUNIOR descreve que amigdalas e

(21)

71

93

YAMADA et al. conduziram um estudo com 11 macacos da espécie 'MACACA fuscata" divididos em dois grupos, o controle com 4 e o experimental com 7 animais. Provocaram obstrução mecânica das vias aéreas superiores e registraram através da resistência nasal. A estrutura crânio-facial foi avaliada por meio de análise cefalométrica lateral

e póstero-anterior. Constataram que existe associação entre a obstrução respiratória e a rotação mandibular para trás e para baixo, aumento da divergência gonial, mordida aberta anterior e diastema na região anterior. Observaram que problemas nasais respiratórios são fatores locais importantes de maloclusões associadas com várias deformidades esqueléticas e dento-alveolares. Sugerem que problemas respiratórios nasais existentes antes e durante o crescimento puberal podem perturbar o

padrão de crescimento normal do complexo crânio-facial.

2.1.3 - Conseqüência

A respiração bucal, gera uma resposta neuromuscular em função da respiração de suplência que se instala, e que faz o indivíduo numa adaptação da natureza pela sobrevivência, começar a respirar pela boca, com todos os efeitos colaterais que tal fato possa causar. A partir do funcionamento e da ação inadequada de toda musculatura facial

começam a ocorrer modificações nas arcadas dentárias. 0 mesmo volume ósseo do palato, sob a ação incorreta da neuromusculatura sofre uma atresia (estreitamento no sentido transversal), aprofundando-se (forma atrésica/ogival), com a ocorrência não somente de cruzamentos e aberturas de mordidas, como também, de projeção para anterior que causa trespasses

dentários horizontais acentuados. Ocorre também, um aumento da parte inferior da face, gerando uma discrepância entre maxila e mandíbula.

(22)

56

PETERS, GAVAZZ, OLIVEIRA salientam que o

que é mais evidente na respiração bucal é a mordida cruzada posterior devido a posição mais baixa da lingua, o que provoca perda de apoio para os dentes da maxila, inclinando-se para anterior, resultando num arco

constricto com cruzamento bilateral.

.., 3

ARAGAO caracteriza o respirador bucal como tendo: boca aberta, musculatura dos lábios geralmente frouxa e o lábio inferior na maioria das vezes evertido, com conseqüente queda da

mandíbula. Musculatura bucinadora e masseterina estirada, provoca uma compressão maxilar, com conseqüente protrusão incisal, olhar divergente ou convergente perdido no horizonte, desatenção e quase sempre capacidade auditiva diminuída, pelo acúmulo de muco na trompa de Eustaquio, aumentado no respirador bucal. A lingua esta sempre em baixo, apoiada no assoalho bucal e não no palato, estimulando-o, fazendo com que a

mandíbula, pela lei da gravidade e a ação da sua própria musculatura e a do osso hiáide fique para baixo e para trás. Como alterações gerais, podem ocorrer, tórax retruído, coluna cervical fletida para frente, ponta dos ombros para frente, omoplatas e barriga salientes, musculatura abdominal flácida e

postura dos pés, alterada.

67

SILVA FILHO et al. comentam que o

respirador bucal tem face longa e estreita, reflexo de um crescimento

(23)

74

ocasional dos incisivos superiores. Expressão facial vaga e inerte, apresentando maxila atrésica, o que confere ao arco dentário a forma de "V" com a abóbada palatina em ogiva, podendo ainda ser evidenciada uma relação oclusal de classe II.

39

LINDEN relata que os lábios manter-se-iam separados e a mandíbula posicionada para frente e para baixo e o palato mole seria levantado. A lingua mantida para baixo e mais anteriormente na

mandíbula, não fazendo mais contato com o palato. 0 palato duro, em sua margem posterior move-se relativamente mais para baixo. A altura facial inferior aumenta, a borda mandibular inferior forma um angulo mais alto, e

a cabeça é mantida inclinada para trás como forma de aumentar o espaço

das vias aéreas.

47

MOYERS assegura que um distúrbio na harmonia dos tecidos moles, induz as alteragees morfológicas crânio-faciais

e as maloclusões, com aumento na altura inferior da face, palato estreito e

profundo, incisivos retro-inclinados, mordida aberta anterior e uma tendência à mordida cruzada posterior.

49

De acordo com NOBRE, VICENTE ocorrem deformações tais como: classe II divisão primeira de Angle, posição

posterior da mandíbula, estreitamento da arcada superior e inferior e

protrusão dos incisivos superiores. 0 lábio inferior ocupa o espaço entre os incisivos superiores e inferiores.

37

(24)

respirador bucal, um subdesenvolvimento maxilar, palato estreito e ogival, mordida cruzada, aspectos de pseudo prognata em razão da posição

posterior da pré-maxila. Modificação na postura mandibular, aumento do ângulo goniano, vestibularização dos incisivos.

31

KEARNS, PARANSKI, SEID salientam que o

quadro clinico do indivíduo afetado pela respiração bucal, apresentará crescimento vertical da face, aumentando o terço inferior do esqueleto dento-facial. Excessiva altura do osso dento-alveolar com presença de sorriso gengival, mordida cruzada posterior, palato alto e de conformação

ogival, mandíbula inclinada com ângulo gonfaco obtuso, colapso da área de válvulas e cartilagens laterais inferiores do nariz e ainda uma relação oclusal dentária em classe II de Angle.

59

PROFFIT sugere que o tipo mais freqüente associado com a respiração bucal é denominado "mordida aberta anterior esquelética" ou "síndrome da face longa", e a rotação para baixo e para trás da mandíbula. Estas alterações são acompanhadas por uma excessiva

erupção dos dentes posteriores, tendência a uma constricgAo maxilar, excessivo overjet e mordida aberta anterior.

17

ESPELAND, WARS SON, ESTENUIK avaliaram em 104 crianças, através de fotografias, a presença de má-oclusão, causada por hábitos bucais deletérios. Com isso os autores avaliaram se a expectativa do problema era vista da mesma forma pelos pais e pelas

(25)

26

solução dos problemas, pois sem a colaboração de ambos,

o

tratamento estará fadado ao insucesso.

63

SCHIFFMAN, FRICTON, HALEY realizaram um estudo com 269 estudantes de enfermagem nos quais foram realizados, além de exames

clínicos,

aplicação de um

questionário.

0 estudo relaciona diversas causas, entre as quais os

hábitos

bucais deletérios como

responsáveis

pelas desordens na articulação

têmpora

-mandibular

e

na

musculatura peribucal. Relacionam ainda outros fatores como stress,

hábitos

parafuncionais, desarmonias oclusais que quando associados podem produzir desordens crânio-mandibulares.

32

Para KOHLER, KOHLER ocorre uma resposta neuromuscular diante de uma obstrução persistente, há adaptação postural

da

cabeça e

da

mandíbula, posição

inadequada da lingua (com

abaixamento), separação dos lábios

e

adaptação da musculatura da face nova forma de respirar, deglutir

e

mastigar. Este trabalho inadequado da musculatura, induz modificações danosas nas arcadas dentárias, levando a um estreitamento da arcada superior com

projeção

da mesma

e

dos dentes como um todo para anterior. Ocorre ainda, aumento de tendência ea abertura

e

cruzamentos da mordida. 0 crescimento vertical do rosto fica mais acelerado, há um aumento da altura inferior da face, aumentando desta forma a divergência entre

mandíbula e

maxila além de alterações na ATM.

38

LIMME salienta que a respiração bucal produz normalmente um aumento vertical da face, notadamente no seu

terço

(26)

pseudoprognatismo mandibular,

vestíbulo

versão dentária, modificação das arcadas dentarias, mordida cruzada posterior

e

mordida aberta anterior.

23

Para GARCIA a obstrução nasal produz a face longa, a flacidez dos lábios

e

a diminuição da largura nasal. Ainda, altera

o

arco superior deixando-o em forma de "V".

45

MOREIRA relata que

o

respirador bucal tem "Facies Adenoideus", pois estes paciente apresentam uma altura maior do

terço

facial médio, base do nariz estreita, lábios hipotônicos, maxila atrésica

(palato ogival) e, conseqüentemente,

desproporção

com

o

ângulo mandibular. Distância intermolar menor quando comparado ao respirador nasal.

10

CARVALHO observa que a musculatura do respirador bucal caracteriza-se por ser hipotânica, com hipertonia apenas labial superior impedindo

o

vedamento labial, que só se efetiva com a

tração

do músculo mentalis.

30

(27)

IS

Desvios evidentes de septo nasal, columela alargada, orifícios vestibulares assimétricos e tensão na asa nasal. Presença de saliva em excesso, desvios posturais com cabeça fletida, ombros com queda e rotação dianteira, com

exposição das escápulas, cifose, lordose.

12

CHRISTENSEN, FIIELDS sugerem que há indícios de uma possível relação entre resoirador bucal e maloclusties

caracterizada por uma porção facial inferior longa e constricção maxilar.

74

Para TOLEDO, BEZERRA

a

função respiratória determina a postura da mandíbula e lingua, justificando que parece lógico que esta possa também alterar o desenvolvimento mandibular e a forma dos arcos dentários.

64

SCHINESTSCK expõem que os desvios funcionais ocorridos, desencadeiam uma sucessão de adaptações, que quando não eliminadas o mais cedo possível, podem modificar a forma das

estruturas envoividas. 0 autor relaciona as seguintes alterações posturais no respirador bucal: 1 - cabeça: posicionamento anormal, anteriorização,

inclinação, rotação, flexão, extensão. 2 - alterações nas curvas fisiológicas da coluna (lordose e cifose): acentuação, retificação, desvios (escoliose). 3. Ombros: propulsados, caídos, assimétricos. 4 - perda da relação molar esternal. 5 - escápulas aladas, abduzidas e aduzidas. 6 - pelve: assimetria, anteversão, retroversão. 7 - ventre proeminente. 8 - hipotonia muscular. 9 - alteração na planta dos pés. 10 - alterações toráxicas: "tórax carenatum",

(28)

54

PADOVAN afirma que o respirador bucal, pode apresentar várias alterações posturais, demonstrando até uma tendência a pés chatos e "halux valgus". Onde observa-se que toda musculatura do

corpo esta interligada. Os músculos da cabeça se relacionam com os de todo

o corpo, até mesmo com os músculos dos pés.

8

BUENO JUNIOR acrescenta ainda que o respirador bucal pode perder atividades cerebrais como também apresentar alterações faciais graves, ósseas e musculares.

2.1.4 - Tratamento

- 3

ARAGAO preconiza que o primeiro passo para devolver a harmonia das funções no respirador bucal, é a promoção do fechamento da boca. Para isto poderá ser utilizada uma aparatologia de ortopedia dos maxilares como: regulador de função de Frankel, exercícios e

uma nova orientação de postura e novos hábitos alimentares. A aparatologia funcional promove: tríplice fechamento da boca, estimulação de crescimento pela lingua, reorientação das trajetórias funcionais musculares, reorientação dos movimento teleológicos da dentição, remoção das compressões

maxilares, estimulação e respiração nasal.

11

CHACONAS sugere que o dentista deva consultar um otorrinolaringologista para discutir a possibilidade de uma

adenoidectomia, mesmo que parcial. 0 tratamento normal da projeção

(29)

forma de um retrator lingual, e deve ainda ser avaliado e tratado por um fonoaudiálogo.

40

Para LINO

inicialmente, as obstruções nasais devem ser removidas e, após isto, a reeducação torna-se indispensável , visto que, em muitos casos ocorre recidiva. Salientando que deve-se lançar

mão de mentoneira sem compreensão. Justifica que este recurso age apenas pela presença, mantendo a boca fechada, o que irá favorecer o

vedamento labial. Inicia-se o atendimento com a conscientização do problema e depois emprega-se o aparelho de sucção (chupeta ortoantica de tamanho aumentado), com exercícios de :3 minutos pela manhã, tarde e

noite.

47

MOYERS sugere a adenoidectomia para desobstrução das passagens nasais, porque com este procedimento, ocorre a normalização das funções neuro-musculares. 0 objetivo do tratamento deveria ser fisiológico e não mecânico e para isto compreende-se que dispositivos tais como modeladores e aparelhos expansores promovem

restrições mecânicas e devem ser evitados.

39

LINDEN preconiza a adenoidectomia para desobstrução das vias aéreas superiores, pois, removidos os obstáculos respiratórios. 0 resultado sera a reversão das alterações provocadas.

49

(30)

normalização da oclusão, pelo tratamento ortoclôntico, método funcional ou mioterapico (fonoaudiológico) que prepara e desenvolve os grupos musculares envolvidos no mal habito e na disfunção. Preconizam ainda que métodos psicológicos devem ser utilizados através do condicionamento e da hipnose e método misto, que consiste na associação de exercícios

mioterapicos e o uso de aparelhos ortodônticos. Para eles é necessário uma

ação concomitante entre dentistas, fonoaudiologistas e psicólogos.

68

SILVA FILHO, GONÇALVES, MAIA acreditam que pacientes com respiração bucal devam ser avaliados por um otorrinolaringologista com o objetivo de remoção de possíveis obstruções nasais, como também por um fonoaudiálogo para realização de exercícios

mioterapicos.

39

LIMME considera que é necessário uma avaliação pluridisciplinar envolvendo ortodontista, otorrinolaringologista e

fonoaudiálogo. Preconiza ainda o uso de aparelhos para a expansão da arcada superior, através de disjunção da sutura médio-palatal, tração da maxila para anterior. Controle de infecções , inflamações e alergias das tonsilas, cirurgias de amigdalectomia, adenoidectomia, reeducação da

respiração nasal do tônus labial e da deglutição.

57

PETRELLI reforça que se for detectado a dificuldade da criança em executar respiração nasal, esta deve ser encaminhada para um otorrinolaringologista. Após, são recomendados

(31)

32

vestibular de Sved, podendo ainda ser usado um Bumper que estimula a função normal do mentális, diminuindo a tensão na área sublingual.

32

KOHLER, KOHLER narram que os resultados terapêuticos obtidos com os tratamentos conduzidos sob enfoque multidisciplinar permitem uma reabilitação das formas e funções da face com um maior grau de eficácia e efetividade, havendo restabelecimento do equilíbrio facial de forma integrada e em sua abrangência holistica, permitindo, por esta razão, resultados funcionais e estéticos mais estáveis, duradouros e gratificantes para os pacientes.

75

Para URIAS a terapia miofuncional na correção das mordidas abertas é mais eficiente quando instituída concomitantemente com a movimentação dentária, havendo, desta forma um sinergismo entre a terapia e a normalização anatômica da face.

73

TENTI preconiza, eliminação dos problemas provenientes do ouvido, nariz e garganta. Usa expansão rápida da maxila, grade bucal tipo Hotz, exercícios para respiração nasal associados com atividade física intensa.

30

(32)

3'3

posicionamento lingual com aparelhos; fonoaudiologia trabalhando na função muscular e a respiração propriamente dita; e fisioterapia, cuidando dos distúrbios posturais secundários, as trações musculares inadequadas.

74

TOLEDO, BEZERRA entendem que se o paciente tiver obstrução nasal, primeiro deverá ser encaminhado ao otorrinolaringologista a fim de remover os obstáculos à respiração nasal. Após esta etapa o paciente deverá utilizar, durante o sono, um obturador bucal de resina acrílica, e naqueles casos de protrusão dos incisivos é usada terapia ortod6ntica.

12

CHRISTENSEN, FIELDS sugerem que deve-se evitar a adenoidectomia com o objetivo de liberação da via respiratória nasal, pois acreditam que naturalmente ocorrerá esta desobstrução. Estudaram crianças com idade inferior a 8 anos que apresentavam respiração bucal ou predominantemente bucal, como também analisaram

crianças respiradoras nasais ou predominantemente nasais. Concluíram que após a idade de 8 anos, a grande maioria dessas crianças foram consideradas respiradoras nasais ou quase que totalmente nasais, não recomendando portanto a adenoidectomia.

64

(33)

34

9

CANONGIA salienta que

o

diagnóstico precoce, seguido de um tratamento eficiente, pode, geralmente prevenir os efeitos

progressivos da deformação dento-facial.

54

PADOVAN ressalta que as funções naturais da região orofacial devem ser trabalhadas para um correto posicionamento de todas as estruturas. Se houver desvios dento-faciais, esta indicado entretanto, tratamento ortodeintico ou de ortopedia funcional dos maxilares, devendo a forma

e

função estar sempre de mãos dadas.

ANDRADE, JUSTINIANO focalizam

o

tratamento da mordida aberta anterior em conseqüência da respiração bucal, pela ortopedia funcional dos maxilares utilizando-se a aparatologia de Balters (bionator) Bum

ler

(modelador elástico)

e

Klammt (ativador elástico aberto).

69

SILVA FILHO relata que quando

é

constatada a obstrução das vias aéreas superiores,

o

paciente deve ser enviado para

o

otorrinolaringologista para

possíveis

cirurgia de remoção das adenóides. Posteriormente deve ser indicado para um forioaudiálogo com

o

objetivo de melhorar a função, e, em algumas situações uma efetiva melhora na face longa somente ocorre a cirurgia ortognática.

(34)

2.2.1 - Aspectos Normais

Durante os três primeiros meses de vida, a sucção é a atividade mais agradável

e

mais absorvente para

o

bebê.

Função

através da qual faz a ingestão do alimento, importantes necessidades

psicológicas

e

emocionais. Através da sucção a

criança

não apenas se alimenta, mas também está adquirindo suas primeiras

sensações

a partir da conexão com

o

mundo exterior. Se

o

sentido inicial de

segurança,

prazer, satisfação

e êxito

está estreitamente vinculado às

funções

da boca,

e

se a sucção for exercida até os 4 meses de vida de modo completo

e

agradável, esta necessidade

começa

a diminuir espontaneamente quando a

criança

passa a desenvolver outras atividades como vocalizar, morder

e

utilizar as mãos. Quando a sucção

é

facilitada

e

satisfatoriamente executada, percebe-se que a

criança

está

alcançando o

que deseja, independentemente da qualidade de alimento ingerido. A atividade da boca alivia a tensão

psíquica

e

estabelece, de modo importante, a relação com a mãe. Deste modo, as primeiras

sensações

emocionais

e

sociais assim como a percepção primitiva

60 do "eu", estão vinculadas a atividade bucal. RIBBLE

2.2.2 - Etiologia

58

PORTER estudou uma amostra de 945

crianças

na faixa etária de 6 a 14 anos, de 3 escolas com

níveis sócio-econômicos

diferentes, através de questionários respondidos pelos pais acerca da alimentação

e

hábito de sucção digital,

e

exame das

crianças.

Após a avaliação dos questionários

concluíram

que a sucção de dedo

é

mais predominante em

crianças

de alto

nível

sécio-econômico. A sucção de polegar

e

a

inserção

da lingua não ocorreu com maior freqüência em

(35)

ri()

meia hora a cada vez, são mais propensas a terem hábitos de sucção digital do que aquelas que são amamentadas menos de meia hora a cada vez. Crianças com sucção digital tem menor possibilidade de terem mordida cruzada anterior, em relação aos não suctores de dedo, porém tem maior probabilidade de terem mordida cruzada posterior.

GALVA024 observa que o osso é um tecido plástico que reage as pressões que agem sobre ele. Normalmente, na posição postural de descanso há um equilíbrio ias forças musculares intra e extra bucais, que evita o deslocamento para anterior dos dentes. Um dos fatores mais freqüentes e não fisiológicos que exige em demasia o mecanismo do músculo bucinador é o bico da mamadeira e este fator pode causar problemas ortoclônticos.

11

CHACONAS preconiza que a criança recém- nascida tem mecanismos de sucção relativamente bem desenvolvidos, sendo o meio mais importante para o intercâmbio com o mundo exterior nesta fase da visa. Porém, através do aprendizado, de problemas

psicológicos e/ou stress podem levar ao habito bucal.

43

METAXAS enuncia que habitos de sucção de polegar e dedos são considerados normais "i .n útero" e continuam a ser

(36)

as interferências físicas poderão levar a problemas mais sérios (sistema de substituição), tais como, insegurança, problemas comportamentais, e outras

desordens.

41

Para LINO os habitos resultam da repetição de um ato que em sua essência primordial tem uma determinada finalidade.

Sem dúvida o habito se implanta por ser agradável e leva alguma satisfação ao indivíduo. Sendo consciente, no inicio, entretanto gradativamente, pela

repetição, se automatiza, aperfeiçoa e torna-se inconsciente.

39

LINDEN ressalta que quando um habito tem inicio numa idade precoce, com considerável iitensidade, alta freqüência e

longa duraç

ã

o, pode atingir todo desenvolvimento crânio-facial.

18

ESTREIA descreve que, quando uma ma

posição dentária ocorre em idade precoce, deve ser corrigida o mais breve

possível, embora muitas destas más posições resolvam-se espontaneamente com o desenvolvimento infantil, pois, com a maturidade, a criança deixará o

habito deletério, retornando à normalidade.

05

BLACK, KOVWZI, CHUSID preconizam que aqueles indivíduos nos quais se observa o habito ja nas primeiras semanas de vida, apresentam problemas com relação à alimentação, e que tem sido

relacionadas a atividade de sucção de maneira inadequada, ou seja, utilização de mamadeiras com bicos longos e orifícios aumentados, frustração no instinto de sucção, pela retirada imediata do bebê do seio após

(37)

38

após

o

término. Se

o bebê

chora, normalmente lhe

é

oferecido uma chupeta

com

o

objetivo de tranquilizá-lo. Para algumas

crianças

há a necessidade de liberação das tensões emocionais

e

esta se faz através da sucção do dedo ou da chupeta.

47

MOYERS acredita que a

época

de aparecimento dos

hábitos

de sucção

é

significativa. Aqueles que aparecem durante as

primeiras semanas de vida são tipicamente relacionados a problemas de

alimentação

e

algumas

crianças

utilizam a sucção digital para liberação de

tensões

emocionais. Todos os

hábitos

de sucção digital devem ser estudados

por suas implicações psicológicas, pois podem estar relacionados à fome, satisfação do instinto de sucção,

insegurança

ou mesmo a um desejo de

atrair

atenção.

Os psicólogos do desenvolvimento, produziram algumas teorias para explicar a "sucção digital não nutritiva". Uma delas

é

a teoria freudiana. Esta teoria sugere que a oralidade na

criança

esta relacionada a organização pré-genital

e

que a atividade sexual ainda não esta separada da alimentação. Outra teoria, a do aprendizado, diz que os

hábitos

de sucção são simples respostas atendidas.

33

KLATCHOIAN acredita que

o

desenvolvimento cortical, leva a

criança,

a partir dos seis meses, a ter interesses mais pronunciados pelo ambiente, mostrando

emoções

como medo

e

prazer,

neste momento os

hábitos

bucais podem tornar-se duradouros.

21

(38)

35

LEGOVIC, OSTRIC observaram que das

crianças examinadas que não usavam chupeta, 58,8% foram amamentadas no seio por três meses ou mais, comparadas com 31% que usaram chupeta

e foram alimentadas exclusivamente na mamadeira. Dentre as crianças que apresentaram o habito de chupar o dedo houve uma alteração de comportamento, uma vez que 20,6% das que chupavam dedo foram amamentadas por três meses ou mais

e

13,1% foram alimentadas exclusivamente com mamadeira.

49

NOBRE, VICENTE opinam dizendo que o

aparecimento da má-oclusão dependerá da natureza do habito em si, do grau de susceptibilidade do paciente bem corno a insistência na pratica do ato e o tempo de duração do mesmo.

68

SILVA FILHO, GONÇALVES, MAIA preconizam

que algumas crianças sugam o dedo ou chupeta como uma ação puramente

mecânica, enquanto que outras refletem nos hábitos uma ação impulsiva ligada a uma dependência emocional.

36

LEUNG, ROBSON enfatizam que a sucção de polegar é a forma mais comum de atividades orais não alimentares na

infância e que entre 75 e 95% de todas as crianças sugam os seus polegares. A sucção de polegar tem sido observado no útero, tão cedo como na 18a, semana de gestação, e verdadeiros momentos de sucção são

observados já com 24 semanas de gestação. Os autores consideram como sendo um estagio normal de desenvolvimento. Porém, uma criança com o

estado emocional alterado pode ser um gatilho para que este comece a

(39)

40

79

VAIDERGORN es.:udou através de testes de deglutição de líquidos, 160 crianças de 7 a 10 anos e as dividiu em três grupos: a) aqueles com hábito de sucção digital; b) as que usam chupeta; c) aquelas alimentadas com mamadeira. As crianças foram avaliadas miofuncionalmente e divididas também em trEs grupos: a) deglutição atípica com protrusão da lingua; b) deglutição atípica com interposição labial; c) deglutição atípica sem interposicionamento. Concluiu que o habito de sucção de chupeta aparece mais freqüentemente quE a mamadeira ou a sucção do

polegar (30% das crianças). Os tipos de deglutição atípica não mostraram qualquer relação aparente com os tipos de hábitos bucais. Os tipo de

deglutição atípica ocorreram em quantidades relativamente iguais tanto de crianças com hábitos bucais como em crianças sem hábitos bucais. No estudo o autor observou que 80% das crianças que sugam dedos tem protrusão de lingua. Das crianças que usam chupetas, 79,2% tem deglutição atípica com protrusão da lingua, enquanto apenas, 10,4% tem interposição lingual e, 10,4% tem deglutição atípica sem protrusão. Todas as crianças com sucção de dedo combinada com mamadeira foram encontradas com deglutição atípica e protrusão lingual. Aquelas crianças que usavam mamadeira combinada com chupeta (72,3%) apresentavam

deglutição atípica com protrusão lingual. No uso de chupeta geralmente não se encontra sucção de dedo concomitantemente. Foram encontradas 15,6% das crianças sem hábitos bucais de sucção.

15

EHRLICH, HOCHMAN, XAFFE acreditam que na maioria dos casos de hábitos bucais os pacientes desconhecem a natureza, intensidade, freqüência destes hábitos.

42

(40)

desenvolveram em Dunedin (Nova Zelândia), examinando a continuidade e

a descontinuidade da sucção e também a relação do hábito com problemas de comportamento. Esta pesquisa mostrou que a sucção de dedo pode contribuir para a má-oclusão relacionados a evidências comportamentais negativas nos succionadores. Sugerem que é recomendável o abandono do hábito antes da erupção da dentição permanerte.

62

ROSALIND, VICENTE, FERREIRA explicam que as crianças apresentam instinto de sucção do polegar ou de outro(s) dedo(s), sendo normal até a idade de 2 anos e aceitável até os 5 anos, porém, a partir desta idade, esses hábitos devem ser abandonados. A etiologia do hábito de sucção é explicada por quatro teorias: Teoria

Psicanalítica, Teoria do Aprendizado, Teoria Baseada na Emoção e Teoria da Conduta. Fatores etiológicos tentam explicar o aumento na período do hábito de sucção tais como: modo e tempo de alimentação, tentativas, interceptadoras do hábito, sem sucesso, pré-disposição hereditária, meio ambiente, posição na família, conflitos domésticos, desmame precoce e

abrupto, insegurança da criança por falta de amor e ternura por parte da

mãe e aquisição do hábito por imitação.

55

(41)

42

tempo de aleitamento diminuia, aumentava o risco da criança utilizar a chupeta até a idade de 3 anos, comparativamente àquelas crianças que receberam aleitamento natural por até 6 meses.

23

GARCIA sugere que a sucção digital vem sendo atribuida e relacionada com a sucção de manei -a inadequada, ou seja, o uso de uma mamadeira com bico longo e orifício aumentado, torna os lábios hipofuncionantes durante a lactação. Ocorre frustração no instinto da sucção pela retirada imediata do bebê do seio após a amamentação ou pelo uso da mamadeira. Também pode advir da necessidade de liberação de tensões emocionais.

29

JOHNSON, LARSON explanaram as causas, prevalência e riscos do habito de sucção do pclegar e procuraram identificar fatores que contribuem para sua severidade. Relacionaram estes fatores a

hábitos significantes versus hábitos não significantes, cooperação do paciente, duração do hábito, sexo, habito consciente versus não consciente, cooperação dos pais e irmãos mais velhos e terapias prévias. Descreveram também algumas técnicas na tentativa de cessar o habito : habito tornado consciente, castigo usando um intervalo de reforço positivo, sensibilização escondida, prevenção de uma resposta covariante, reforço diferencial de outras condutas, hábito reverso, procedimento de atenuação sensorial. Indicam também passos a serem seguidos no tratamento: investigação de distúrbios psicológicos, consciência do hábito, habito reverso, atenuação da resposta à sucção, procedimentos escalonados e procedimentos escalonados com repreensão.

71

(42)

teorias para os hábitos de sucção: necessidade de sucção não suprimida na infância;

perturbação

emocional (teoria psico-analitica); um simples hábito aprendido, do qual deriva

o

prazer (teoria do aprendizado).

84

ZADIK, STERN, LITNER descrevem que existem algumas razões para uma

criança

tornar-se portadora de um habito bucal deletério, entre eles: necessidade de sucção não suprimida,

perturbação

emocional, ou um hábito aprendido.

74

TOLEDO, BEZERRA explicam que existem basicamente três teorias para

o

prolongamento dos hábitos de sucção considerados "não-nutritivos": insatisfação da necessidade de sucção durante

o período

de lactância; distúrbios emocionais (teoria

psicanalítica);

simples aprendizado do hábito, do qual deriva

o

prazer.

13

COELI, TOLEDO creditam que, quanto ao aspecto psicológico,

o

hábito de sucção

é

urna válvula de escape da

criança

contra as pressões emocionais,

físicas e psíquicas

do mundo exterior, proporcionando-lhe prazer

e

satisfação,

e

no somente uma necessidade nutricional.

82

(43)

44

66

SOARES, TOTTI elucidam que habitos deletérios são padrões de contração muscular aprendidos logo após o nascimento são de natureza complexa, e considerados fatores etiológicos de maloclusões. Alguns deles servem como estimulo ao crescimento normal dos

maxilares, no entanto, os hábitos deletérios são considerados fatores etiológicos das maloclusões de caráter muscular esquelético e/ou dentário.

51

O'BRIEN et al. relatam que a sucção não nutritiva pode estar associada a resposta à urra frustração e para satisfazer seu anseio e necessidade de contato. Crianças que não tiveram acesso amamentação irrestrita ou que foram alimeitadas por mamadeira, tem grande tendência a satisfazer seu instinto de sucção com algum habito deletério.

4

Para BAYARD° et al. habito deletério de sucção, se baseia na teoria psicológica salientando a fixação na fase oral psicosexual (Teoria de Freud). Relacionam ainda a conflitos familiares, rivalidades, pressão escolar, stress, carência de satisfação através da

nutrição, imitação, irritações associadas com erupção de dentes e interferências oclusais.

69

SILVA FILHO ressalta que a oralidade da criança está ligada à percepção bucal e à sobrevivência desta. Nasce, e a cavidade bucal, mais precisamente a sensibilidade perioral (lábios) é o

(44)

2.2.3 - Conseqüências

56

PETERS, GAVAZZ, OLIVEIRA pesquisaram a prevalência e os tipos de mordidas cruzadas na dentição decidua, de 795

crianças divididas em dois grupos, com hábito e sem hábito de sucção com idade entre 3 e 6 anos. Concluíram que a freqJência de mordidas cruzadas bilaterais posteriores foi de 11,8% nas crianc;as portadoras de hábito de sucção e de 5,8% para as não portadoras. Sa ientaram que, parece existir estreita relação entre hábitos de sucção e mordidas cruzadas bilaterais

posteriores.

GALVA- 024 salienta que os efeitos danosos oclusão, por hábitos de chupeta, está limitado ao segmento anterior,

aumentando o trespasse horizontal e criancID espaço entre os incisivos superiores.

O hábito de chupar o dedo determina uma abertura da boca além da posição de repouso, exercendo uma pressão vestibular e depressora nos incisivos superiores e ainda uma força no sentido lingual nos inferiores. Ressalta ainda, que para haver anomalias,

três fatores devem estar associados: duração, freqüência e intensidade.

11

CHACONAS relata que o trespasse horizontal que ocorre com o hábito de sucção (polegar) dificulta a deglutição normal. Salienta que o perigo real do hábito proloncado de sucção é a possível mudança na oclusão, suficiente para permitir que as forças musculares deformantes mais potentes criem uma má-oc usão permanente. São estas

(45)

4()

61

RICHARDSON orienta que a forma clássica de má-oclusão produzida pelos hábitos de sucção (dedo e/ou chupeta) é a mordida aberta anterior que 6, geralmente, assimétrica.

43

METAXAS afirma que a sucção prolongada e persistente do polegar entre a idade de 6 e 7 anos, irá provavelmente, afetar a dentição permanente e causar várias maloclusões. E a severidade destas maloclusões dependem amplamente da idade do paciente, tipo de

modelo facial, freqüência, duração e magnitude da pressão e posição do

polegar dentro da cavidade bucal. Os efeitos da sucção do polegar são diretos e indiretos: os diretos, envolvem a labioversão dos incisivos superiores, linguoversão dos incisivos inferiores, mordida aberta anterior, constricção do segmento bucal e mordida cruzada posterior uni e bilaterais;

os efeitos indireto são, lábio superior hipotônico devido a falta do lacre-labial e hiperatividade do lábio inferior.

39

(46)

40

LINO relata que os hábitos bucais deletérios devem ser vistos como fatores prováveis de determinação direta ou indireta de desvios na morfologia dento-alveolar. A sucção sem fins nutritivos, por sua freqüência, merece atenção especial. A s...icção de chupeta ou de dedo (s) pode levar a desvios morfológicos graves.

5

BLACK, KOVESI, CIHUSID concluíram que não há dúvidas de que os hábitos de sucção de dedo ou de chupeta acarretam desvios na posição dos dentes. Estes desvios dependem da intensidade,

força e duração do hábito, posição do dedo na boca, número de dedo (s) sugado (s) ou da (s) chupeta (s) envolvida (s) no ato. A mordida aberta anterior e a protrusão dos dentes supero-anteriores, são maloclusões mais freqüente observada. Pode desenvolver-se ainda uma retração postural mandibular, se o peso da mão ou do brag) forçar continuamente a mandíbula a assumir uma posição retraida. Os incisivos anteriores podem estar inclinados para a vestibular. Estes indivíduos são portadores também, de assoalhos nasais mais estreitos e palato ogival, porque, durante o ato de sucção as contrações da parede bucal produzem (em alguns padrões de sucção) uma pressão negativa, com o resultante estreitamento do arco maxilar. Os lábios superiores tornam-se hipotânicos e os inferiores hiperativos. Também pode ocorrer, em conseqüência a protrusão na maxila, pela força exercida no palato.

77

(47)

48

ogival, extrusão dos dentes posteriores

e

um deslocamento da maxila como um todo.

59

PROFFIT precor iza que como regra geral,

hábitos

de sucção não nutritivos, durante os anos da

dentição

decidua tem

pouco ou nenhum efeito a longo prazo, porém se estes

hábitos

persistirem até a

dentição

permanente, podem levar a uma má-oclusão caracterizada por incisivos inferiores posicionados lingualmente, mordida aberta anterior

e

arco superior estreito. A má-oclusão

característica

associada com sucção, origina-se de uma

combinação

de pressão direta nos dentes

e

uma alteração no padrão de pressão de repouso das bochechas

e

lábios.

47

MOYERS relata que os habitos de sucção são intensamente correlacionados com disto-oclusão, mordida aberta anterior, mordida cruzada

e

mordida profunda. A ma-oclusão depende da

posição

do dedo, contrações musculares orofaciais associadas à

posição

da

mandíbula

durante a sucção, morfologia esquelética facial

e

a duração da sucção. A mordida aberta anterior

é

a má-oclusão mais freqüente. Protrusão dos dentes superiores anteriores, retração postural mandibular, incisivos inferiores inclinados para a lingual, também podem ser encontrados nos

hábitos

de sucção. Durante este processo, as contrações da parede bucal

produzem uma pressão negativa dentro da boca, resultando num estreitamento do arco maxilar. Encontram-se nos sugadores de polegar, um assoalho nasal estreito

e

uma abóbada palatina profunda,

o

lábio superior torna-se hipotônico

e o

inferior hiperativo.

49

(48)

mordida aberta anterior de classe II divisão primeira, e até de classe III quando a mandíbula, pela pressão dos dedos, el puxada para frente.

46

MONGUILLHOTT et al. num levantamento realizado em Florianópolis, com uma amostra DE 334 crianças, observaram que 261 possuíam hábitos de sucção e classificaram-nas nas relações antero-posteriores dos maxilares entre si (ANGLE (02) ). Das crianças analisadas, 170, (50,90%) apresentavam classe I; 60 (17,96%) classe II e 31 (9,28%) classe III. Sendo assim, o tipo de. oclusão classe I, prevaleceu sobre o de classe II, e este sobre o de classe III, sendo estas diferenças estatisticamente significantes a um nível de 5%.

68

SILVA FILHO, GONÇALVES, MAIA relatam que hábitos de sucção de dedo ou chupeta após os 4 anos são fatores importantes que contribuem para a ma-oclusão, a qual manifesta-se clinicamente como mordida aberta anterior circular dento alveolar. No presente estudo foram encontradas 78,5% de crianças com este tipo de hábitos de sucção, lembrando que pode ocorrer também mordida cruzada posterior uni e bilateral.

36

(49)

50

20 No entender dos autores FERES, MORESCA nos últimos 40 anos muito se tem pesquisado

e

estudado sobre

o

habito de

sucção, o

que tem sido motivo de constante

preocupação

por parte dos

profissionais envolvidos no tratamento das anomalias de ordem dento-faciais. Para os autores,

o

habito de sucção ie dedo polegar e/ou outros dedos, chupeta

e

mamadeira, por serem comuns

e

freqüentes entre

crianças,

causam alterações no

equilíbrio

do aparelho estomatognatico.

65

SCHWARTZ, SCHWARTZ salientam que a

relação

"causa-efeito", dentro do contexto do tratamento dento-faciais,

é

importante na

elaboração

do diagnóstico clinico. Segundo os autores

o

efeito

é

de fácil visualização, mas a causa que originou determinada anomalia nem sempre pode ser detectada com precisâ.a. Afirmam ainda que se conhecêssemos efetivamente a(s) causa (s), facilitaria sobremaneira

o

plano de tratamento.

15

EHRLICH, HOCHMAN, XAFFE1 preconizam

que

hábitos

bucais poderão levar a destruições localizadas com

possíveis

manifestações crânio-mandibulares.

80

VENETIKIDOU afirma que a mordida cruzada posterior, que afeta a dentição primaria

e

também a permanente

é

freqüente em

crianças asmáticas,

porém, tam Dém

é

largamente encontrado

em

crianças

que tem como habito, a

sucção

de dedo e/ou chupeta.

55

(50)

relacionados com a mordida aberta anterior, encontrando em 83,80% dos

indivíduos pesquisados, mordida cruzada ur ilateral, em 12,40%, e má-oclusão em 3,87%.

29

Para JOHNSON, LARSON a sucção prolongada pode ter efeito significante sobre o desenvolvimento dento-facial, provocando mudanças de posições e alterações nas relações antero-posteriores entre maxila e mandíbula.

23

GARCIA sugere ciJe uma das conseqüências do hábito de sucção de dedo e/ou chupeta é a riordida aberta anterior, entre outros desvios da oclusão normal.

71

TEIXEIRA et al. relatam que os hábitos de sucção prolongada (dedo/chupeta) trazem conseqüências nefastas ao complexo crânio-facial, e o achado mais evidente é a mordida aberta anterior, associada ou não com atresia maxilar e mordida cruzada posterior.

84

ZADIK et al. relatam que os hábitos de sucção prolongada de dedo, podem levar a mordida aberta anterior, associada ou não à atresia maxilar.

13

Para COELI, TOLEDO a mordida aberta anterior resultante de um hábito de sucção de polegar, parece ser uma combinação

(51)

uma alteração no balanço entre as pressões cia bochecha e da lingua. Se o

polegar é colocado entre os dentes, a lingua precisa ser abaixada, o que diminui a pressão contra a superfície lingual dos dentes superiores e

posteriores, ao mesmo tempo em que a pressão da bochecha contra esses

dentes é aumentada na medida que o músculo bucinador contrai-se durante

a sucção. As pressões na bochecha são maiores nos ângulos da boca e isso explica porque o arco maxilar tende a tornar-se com forma de "V" . Também dizem que a sucção digital é uma das causas da deglutição atípica, da hipotonia dos músculos labiais e dos elevadores da mandíbula.

10

CARVALHO aduz que bucinadores fortes significam arcadas estreitas e conseqüentemente, falta de espaço para os

dentes e lingua. A lingua fica mal posicionada, com função alterada, a

deglutição atípica se instala e a conseqüência é mordida aberta, a protrusão, a sobre-mordida, tudo isto, em conseqüência de hábito deletério de sucção.

44

MILORI et al. examinaram 317 crianças com

hábitos de sucção prolongada na faixa etária de 4 a 7 anos, em Araraquara. Foram avaliadas as relações de molares, relação de caninos, overjet,

overbite e mordida aberta anterior, para caracterizar a real existência do habito deletério e, em conseqüência, preconizar algum método de

tratamento.

82

(52)

74

TOLEDO, BEZERRA preconizam que os habitos de sucção prolongada podem causar anormalidades de oclusão,

caracterizados por espaçamento dos incisivos superiores, inclinação lingual dos incisivos inferiores, mordida aberta anterior e arco superior estreito. A

sucção do polegar ou de outro dedo interfere na erupção dos incisivos e

favorece a excessiva erupção dos dentes posteriores. Além disto, a relação entre a sucção digital, relação molar de classe II e a mordida cruzada posterior é significante.

12

CHRISTENSEN, FIELDS afirmam que um habito bucal pode causar diversas mudanças de posicionamento dentais,

dependendo de sua intensidade, duração e freqüência. Explicam que os

sinais clássicos de um hábito ativo são: mordida aberta anterior, movimento vestibular dos incisivos superiores e lingual dos inferiores e constricção

maxilar. Podem estar associados projeção lingual e/ou hábitos de respiração bucal.

66

SOARES, TOTTI !3alientam que nos pacientes portadores do habito de sucção anormal da chupeta, foram constatadas as seguintes características: atresia maxilar, fonação e deglutição atípica,

lábios entre-abertos, alteração muscular lingual e labial com diminuição de tonicidade, lingua com posicionamento rebaixado, protrusa e com maior

mobilidade dorsal, hipodesenvolvimento da mandíbula, protrusão dos incisivos superiores, mordida aberta anterior e/ou cruzada e palato ogival.

51

(53)

54

ainda afetar a região anterior óssea da maxilE

e mandíbula

podendo ocorrer

deformação

do palato

e

mordida aberta anterior.

4

BAYARD() et al. classificaram as principais consequências dos hábitos deletérios de sucção como protrusão maxilar,

deformações oclusais

e

mordida aberta.

22

FUKUTA et al. r-elatam que os achados mais freqüentes no succionador habitual são: protrusão maxilar, mordida aberta

anterior,

e

em conseqüência, má-oclusão nos seguimentos anteriores.

69

SILVA FILHO relata que hábitos bucais deletérios, contribuem para

o desequilíbrio

do sistema oclusal,

e

podem

trazer conseqüências negativas que podem ser, intra-arco, atresia da maxila, inter-arco, mordida aberta anterior

e

mordida cruzada posterior,

capazes de provocar alterações morfológicas tais como protrusão na maxila. Na mordida aberta anterior por sucção de

dedo

ou chupeta, esta

apresenta-se circular, adaptando-apresenta-se à

presença

do elemento estranho.

2.2.4 - Tratamento

GALVA() 24 salienta que se apás os 4 anos de idade a sucção persistir está indicada unia terapêutica ortoclôntica

e

Referências

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