Prof. Kerley Oliveira –[email protected]
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CAS – 141-78-6
1 tanque de 65m3
30 m
15 m
40 m 25 m
Acidentes Ambientais
Caso Golfo do México -
British Petroleum
Gastos?
• U$ 3 milhões - indenizações
• U$ 350 milhões – limpeza do mar (fracasso)
• U$ 650 milhões – promover imagem de empresa verde Lobby junto ao congresso para não assinarem novas leis ambientais
Caso Exxon Valdez - prejuízos
a - US$ 2.2 bilhões - Limpeza do Golfo.b - US$ 700 milhões - Levantamentos periciais. c - US$ 300 milhões - Indenizações a particulares
afetados pelo acidente.
d - US$ 1 bilhão - Condenações criminais e civis nas ações promovidas pelas
autoridades federais e estaduais.
e - US$ 100 mil - Valor pago mensalmente ao governo do Alasca,
como indenização por perdas comerciais após acidente.
Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), a principal causa da explosão foi
um problema no fechamento de uma válvula.
14 de Março de 2001
Bacia de Campos
Entre as deficiências do projeto, estão até a classificação da área onde se localizava o tanque que explodiu, que não era considerada como área de risco.
Custo da P-36 US$ 356 milhões
VÍDEO
Na manhã de 19/11/1984, por volta das 5h35 ocorreu a explosão de uma nuvem de vapor e uma série de BLEVEs na base de armazenamento e distribuição de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP) da empresa PEMEX, localizada no bairro de San Juanico, Cidade do México.
Morte de 650 pessoas, mais de 6.000 feridos e destruição total da base.
Cidade do México
A catástrofe iniciou-se com o vazamento de gás devido àruptura de uma tubulação de 8 polegadas de diâmetro que transportava o gás de uma das esferas para os reservatórios cilíndricos. A sala de controle da PEMEX registrou por volta das 5h30 uma queda de pressão em suas instalações e também em um duto localizado a 40 km de distância, porém, a sala de controle não conseguiu identificar a causa desta queda de pressão. A liberação aconteceu por 5-10 minutos, formando uma imensa nuvem de gás inflamável, a qual foi levada por um vento de destino sudoeste, ajudado pela inclinação do terreno, até encontrar a fonte de ignição e explodir. Neste caso, a fonte de ignição direta foi o “flare” instalado inadequadamente ao nível do solo pois, no entendimento da empresa, dado a força dos ventos no local, a instalação do “flare” a uma altura mais elevada
Sevesso - Itália
Por volta das 12h30 do dia 10/06/
1976
, numa
planta industrial situada em Seveso, uma
província de Milão, ocorreu a ruptura do
disco de segurança
de um reator, que
resultou na emissão para a atmosfera de
uma grande nuvem tóxica.
Seveso
O reator não possuíaum sistema automático de resfriamento e como a fábrica se encontrava com poucos funcionários, já que paralisaria suas operações no final de semana, não foram desencadeadas ações de resfriamento manualdo reator para minimizar a reação ocorrida. Desta forma, a emissão ocorreu durante cerca de 20 minutos, até que um operador conseguisse
paralisar o vazamento.
Toda a vegetação nas proximidades da planta morreu de imediato devido ao contato com compostos clorados. No total, 1.807 hectares foram afetados. A região
denominada Zona A, com uma área de 108 hectares possuía uma alta concentração da dioxina TCDD (240 µg/m²).
Seveso
• Foram evacuadas 736 pessoas da região, sendo que 511 retornaram para as suas casas no final de 1977, mas as que moravam na Zona A perderam suas residências, em função do nível de contaminação ainda existente nesta área, a qual permaneceu isolada por muitos anos. Toda a vegetação e solo contaminados foram removidos e as edificações tiveram que ser descontaminadas. Os custos
estimados na operação de evacuação das pessoas e na remediação das áreas contaminadas foram da ordem de US$ 10 milhões.
Os efeitos imediatos à saúde das pessoas se limitaram ao surgimento de 193 casos de cloroacne (doença de pele atribuída ao contato com a dioxina). Os efeitos à saúde de longo prazo ainda são
monitorados.
Flixborough - Inglaterra
Aproximadamente às 17 horas do dia 01/06/1974, ocorreu uma explosão na planta de produção de caprolactama da fábrica Nypro Ltda., situada em
Flixborough. A explosão ocorreu devido ao vazamento de ciclohexano, causado pelo rompimento de uma tubulação temporáriainstalada como “by-pass” devido à remoção de um reator para a realização de serviços de
manutenção. O vazamento formou uma nuvem de vapor inflamável que entrou em ignição resultando numa violenta explosão seguida de um incêndio que destruiu a planta industrial.
A ruptura da tubulação de 20 polegadas foi atribuída a um projeto mal elaborado, uma vez que a estrutura instalada para a sustentação do duto não suportou a sua movimentação, em função da pressão e da vibração a que o tubo foi submetido durante a operação.
Flixborough - Inglaterra
Estimou-se que cerca de 30 toneladas de ciclohexano vazaram, formando rapidamente uma nuvem de vapor inflamável, a qual encontrou uma fonte de ignição entre 30 e 90 segundos após o início do vazamento. Os efeitos da sobrepressão ocorrida foram estimados como sendo equivalentes à explosão de uma massa variando entre 15 e 45 toneladas de TNT.
Ocorreram danos catastróficos nas edificações
próximas, situadas ao redor de 25 metros do centro da explosão. Além da destruição da planta, em função do incêndio ocorrido, 28 pessoas morreram e 36 foram gravemente feridas. Ocorreram ainda impactos nas vilas situadas nas proximidades da planta, afetando 1.821 residências e 167 estabelecimentos comerciais.
Flixborough - Inglaterra
Vila Socó – Cubatão - Brasil
Por volta das 22h30 do dia 24/02/
1984
moradores da Vila Socó (atual Vila São José),
Cubatão/SP, perceberam o vazamento de
gasolina em um dos oleodutos da Petrobrás que
ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao
Terminal de Alemoa.
A tubulação passava em região alagadiça, em
frente à vila constituída por palafitas. Na
noite
do
dia 24, um operador
alinhou inadequadamente
e
iniciou a transferência de gasolina para uma
tubulação (
falha operacional
) que se encontrava
fechada, gerando sobrepressão e ruptura da
mesma, espalhando cerca de 700 mil litros de
gasolina pelo mangue.
Vila Socó – Cubatão - Brasil
Muitos moradores visando conseguir algum
dinheiro
com a venda de combustível,
coletaram e armazenaram parte do produto
vazado em suas residências. Com a
movimentação das marés o produto
inflamável espalhou-se pela região alagada e
cerca de 2 horas após o vazamento,
aconteceu a ignição seguida de incêndio. O
fogo se alastrou por toda a área alagadiça
superficialmente coberta pela gasolina,
incendiando as palafitas.
Vila Socó – Cubatão - Brasil
O número oficial de mortos é de 93, porém
algumas fontes citam um número extra oficial
superior a 500 vítimas fatais (baseado no
número de alunos que deixou de comparecer
à escola e a morte de famílias inteiras sem
que ninguém reclamasse os corpos),
dezenas de feridos e a destruição parcial da
vila.
Vila Socó – Cubatão - Brasil
Goiânia, set de 1987
Diadema, SP – 24 março
2009
Cubatão 1984. Rompimento de um duto de gasolina seguido de incêndio. Cerca de 500
Data Local Atividade Produto Causa Conseqüências
16/4/47 Texas City, USA Navio Nitrato de Amônia
Explosão 552 mortes 3000 feridos 4/1/66 Feyzin, França Estocagem Propano Explosão seguida
de incêndio (BLEVE)
18 mortes, 81 feridos Perdas de US$ 68 milhões
1/6/74 Flixborough, UK Planta de Caprolactama
Ciclohexano Explosão Incêndio
28 mortes, 104 feridos Perdas de US$ 412 milhões 10/7/76 Seveso, Itália Planta de
processo
TCDD Explosão Contaminação de grande área, devido a emissão de dioxina 6/3/78 Portsall, UK Navio Petróleo Encalhe 230.000 ton.
Perdas de US$ 85,2 milhões 11/7/78 San Carlos,
Espanha
Caminhão-tanque Propeno VCE 216 mortes, 200 feridos
19/11/84 Mexico City Estocagem GLP BLEVE Incêndio
650 mortes, 6400 feridos Perdas de US$ 22,5 milhões 3/12/84 Bhopal, Índia Estocagem Isocianato de
metila
Emissão tóxica 4000 mortes e 200000 intoxicados
28/4/86 Chernobyl, Rússia Usina nuclear Urânio Explosão 135.000 pessoas evacuadas 3/6/89 Ufa, Rússia Duto GLN Explosão 645 mortes e 500 feridos 24/3/89 Alasca, USA Navio Petróleo Encalhe 100.000 aves mortas 11/3/91 Catzacoala Planta de
processo
Cloro Vazamento Explosão
Perdas de US$ 150 milhões
22/4/91 Guadalajara, México
Duto Gasolina Explosão 300 mortes
15/2/96 Mill Bay, UK Navio Petróleo Falha operacional 70.000 toneladas de óleo derramado
Data Local Atividade Produto Causa Conseqüências
21/9/72 Rio de Janeiro Estocagem GLP BLEVE 37 mortes, 53 feridos 26/3/75 Rio de Janeiro Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton.
9/1/78 São Sebastião Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton. 31/5/83 Porto Feliz Estocagem Resíduos
organoclorados
Colisão de veículo Vazamento de 500 ton. Contaminação de rio/poços 14/10/83 Bertioga Duto Petróleo Queda de rocha no
duto
Vazamento de 2.500 ton. Impactos em manguezal
25/02/84 Cubatão Duto Gasolina Corrosão
Erro humano
Vazamento de 1200 m3
Incêndio - 93 mortes 25/1/85 Cubatão Duto Amônia Rompimento Evacuação de 6.500 pessoas 18/3/85 São Sebatião Navio Petróleo Colisão Vazamento de 2.500 ton.
Contaminação de praias/ilhas 10/10/91 Santos Estocagem Acrilonitrila Explosão e Incêndio Poluição do ar e do mar
25/2/92 Cubatão Indústria Cloro Vazamento 300 kg 37 intoxicados 26/7/98 Santos Navio Óleo combustível Colisão Vazamento de 40 ton.
Contaminação de praias 3/9/98 Santos Armazenamento DCPD Explosão
Incêndio
Contaminação/fogo no Estuário de Santos 8/9/98 Araras Caminhão-tanque Gasolina/Óleo diesel Explosão
Incêndio
55 mortes
14/03/01 Bacia de Campos Exploração Petróleo Falha de operação 11 mortes. Multa de R$ 100 milhões.
27/03/09 Diadema - SP Armazenamento Vários produtos químicos
Explosão Incêndio
Evacuação de pessoas e incêndio.
Jan 2007 – Doze mil desabrigados em Miraí e
Muriaé depois de acidente com barragem da
mineradora Rio Pomba.
(Duarte, 2008)
(Duarte, 2008)
3/12/84- Bhopal, Índia 4000 mortes, 200.000 intoxicados
Perguntas para reflexão:
• Por que continuam a ocorrer
acidentes, alguns de grande
gravidade, em grandes empresas
que investem grandes somas em
prevenção?
• Por que muitos operadores,
qualificados e altamente
capacitados, cometem falhas
humanas que eles próprios,
estupefatos, não podem
“Sem números, o risco é uma questão de pura coragem” Peter L. Bernstein
Uma sociedade incapaz de aceitar riscos também não receberá benefício algum
(HEWIT, 2002).
0
=
∃
R
Por outro lado, o risco sempre pode ser gerenciado, atuando-se na sua freqüência de ocorrência, nas
conseqüências ou em ambas. EAR Angra 3: 10-8
“Você deseja uma válvula que não vaze e faz todo o possível para desenvolvê-la. Mas no mundo real, só existem válvulas que vazam. Você tem que
determinar o grau de vazamento que pode tolerar” Wernher von Braun
ERROS E SEGURANÇA
Estatisticamente,
Estatisticamente,
se cometem milhões
se cometem milhões
de
de erros
erros
operacionais
operacionais
antes que um evento
antes que um evento
mais grave ocorra
mais grave ocorra
TEORIA DE HEINRICH - 1938
Quantidade de eventos
1 – 5
AcidentesAcidentes30 – 100
Incidentes gravesIncidentes graves100 – 1000
IncidentesIncidentes1000 – 4000
CondiCondiçções latentesões latentessituações observadas situações registradas
Acidente grave
MODELO REASON
MODELO REASON
CONDIÇÕES LATENTES X BARREIRAS
Regu lamentos Trein amento Tecn ologia Defesas Acidente
Fonte: James Reason
Trajetória das condições latentes Pessoal Erros e viola ções Local de trabalho condições de traba lho Organização Decisões gerenciais e pro cessos organizac ionais
É IMPORTANTE ESCLARECER:
a eliminação de todos os acidentes é impossível;
as falhas continuarão ocorrendo, apesar dos mais profícuos esforços de prevenção;
não há atividade humana ou sistema feito pelo homem que esteja totalmente livre de riscos e de erros;
os riscos e erros são aceitáveis em um sistema implicitamente seguro, sempre que estiverem sob controle;
CONCEITO DE SEGURANÇA
A VISÃO ANTIGA DA SEGURANÇA
Enfoque Tradicional (ultrapassado):
Orientado às causas – que causou o acidente?;
Buscar culpados – quem causou o acidente?;
Castigo e punição pelo não cumprimento das obrigações de segurança;
Identifica: O QUE ? / QUEM ? / QUANDO ?, mas
Não identifica: PORQUE ? / COMO ?
A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
O DILEMA GERENCIAL
Recursos Recursos
Níveis gerencias
Encontrar equilíbrio entre investimentos na Segurança e na Produção.
Análise custo-benefício
Balanço entre o custo de diferentes alternativas e o risco resultante de cada uma delas
Risco residual (upper bound estimate)
Baseline risk (máxima exposição)
Custos
10E-7
10E-2 10E-5
Custo muito alto
Redução marginal do risco por unidade de investimento
Os erros...
… são como os mosquitos …
Para combatê-los ...
... É preciso drenar o pântano onde se alimentam
TREINAMENTO TREINAMENTO INADEQUADO INADEQUADO METAS METAS CONFLITANTES CONFLITANTES DEFESAS DEFESAS INADEQUADAS INADEQUADAS PROJETO FALHO PROJETO FALHO
As conseqüências operacionais das interações entre os seres humanos e a tecnologia são muito freqüentemente ignoradas, dando lugar ao erro humano;
Se considera que o erro humano é um fator que contribui para a maioria dos eventos dos acidentes;
Mesmo o pessoal competente comete erros;
Os erros devem ser aceitos como um componente normal em qualquer sistema onde os seres humanos interagem com a
tecnologia;
PERFORMANCE HUMANA
74
Resposta:
76
Resposta:
Aceitabilidade de Riscos
Valores:
- sociais –
bungee jumping
- éticos –
ceder seu lugar no ônibus
- ambientais –
fogueira na mata
Percepção de Risco
• As pessoas tendem a ser particularmente
resistentes
à idéia de que se encontram
em risco diante de um perigo.
• A maioria das pessoas considera que se
encontra diante de um perigo
menor
que a
média dos outros, e que tem
menor
possibilidade de sofrer ou causar um
acidente.
Exercício
Colocar em ordem crescente de risco de morte
Meteoro Leucemia
Beber 1 garrafa vinho/dia Corrida de carros Fumar (20 cig/dia) Transporte químico
Exercício
Colocar em ordem crescente de risco de morte
Meteoro – 6.0x10-11
Transporte químico - 2.0x10-8
Jogar futebol - 4.0x10-5
Beber 1 garrafa vinho/dia - 7.5x10-5
Leucemia - 8.0x10-5
Corrida de carros - 1.2x10-3
Fumar (20 cig/dia) - 5.0x10-3
Atividade Anos Perdidos
Pobreza
Fumo ( 1 pacote /dia homem) Homem solteiro
Mulher solteira Fumo ( 1 pacote /dia mulher)
Desemprego ( 1 ano) Abuso de álcool Dirigir automóvel Fumante passivo Beber água clorada
Atividade Anos Perdidos
Pobreza 10 Fumo ( 1 pacote /dia homem) 6,4 Homem solteiro 6
Mulher solteira 3 Fumo ( 1 pacote /dia mulher) 2,3
Desemprego ( 1 ano) 1,5 Abuso de álcool 0,65 Dirigir automóvel 0,5 Fumante passivo 0,14 Beber água clorada 0,0015
Percepção de Risco
94
Um
acidente
constitui-se em uma seqüência
de eventos fortuitos e não planejados, que
geram
conseqüências
específicas
e
indesejadas, ao homem e ao meio
ambiente,
causando
danos
corporais,
materiais e interrompendo a vida dos
seres vivos.
Conceitos e Definições
Acidente
Imperícia – Não sabe dirigir.
Imprudência – Sabe mas não tomou cuidado
Negligência – Não sabe e não tomou cuidado
Incidente – outros fatores (uma pedra se soltou e rompeu a mangueira do óleo de freio)
Exemplos de ruídos na comunicação
Matéria noticiada em um importante telejornal sobre
a contaminação por solvente em poços de água de
diversas residências, no município de Guarulhos.
Na ocasião,o apresentador, ao tomar conhecimento
da
situação
e
do
risco
envolvido,
tomou
deliberamente a iniciativa de aconselhar aos
moradores pela televisão, para que deixassem suas
residências devido ao elevado risco de incêndio e
explosão.
Um repórter de um importante jornal perguntou a um
dos técnicos qual seria o volume vazado naquela
ocorrência. O técnico simplesmente respondeu que
ainda não era possível calcular o volume. Na
verdade ele queria dizer que somente após a
efetiva avaliação da situação tal estimativa poderia
ser feita. No dia seguinte o jornal trazia em sua
primeira página a manchete: “Quantidade
incalculável de óleo é lançada ao mar”.
Vazamento inflamável noite
Matematicamente, risco pode ser definido como sendo o produto da probabilidade de ocorrência de um evento, dentro de um período de tempo, pela magnitude dos danos que este evento possa causar a um indivíduo, aos trabalhadores, ao público, à propriedade privada ou pública ou ao meio ambiente. Deste modo, ele pode ser definido como
i
i
i
F
M
R
=
.
Conceitos e Definições
Ri= Risco associado ao evento indesejado tipo i;
Fi= a freqüência de acidente do tipo i;
Como exemplo, vamos analisar dois casos:
Uma instalação A pode gerar um acidente a cada mil anos com uma morte e outra instalação B pode gerar um acidente a cada um milhão de anos com mil mortes. Qual dos dois empreendimentos gera maior risco?
i
i
i
F
M
R
=
.
Instalação A: um acidente a cada 1.000 anos com 1 morte
i i i
F
M
R
=
.
F = 1 acidente a cada 1.000 anos;
M = 1 morte por acidente
=
acidente
morte
anos
acidente
R
1
000
.
1
1
ano
mortes
R
310
.
1
−=
R
=
0
,
1
%
mortes
ano
=
anos
morte
R
000
.
1
1
Instalação B: um acidente a cada 1.000.000 de anos com 1.000 mortes
i i i
F
M
R
=
.
F = 1 acidente a cada 1.000.000 anos;
M = 1.000 mortes por acidente
ano
mortes
R
310
.
1
−=
R
=
0
,
1
%
mortes
ano
=
acidente
mortes
anos
acidente
R
1
.
000
000
.
000
.
1
1
=
anos
morte
R
000
.
1
1
Instalação Aum acidente a cada mil anos com uma morte
Instalação B
um acidente a cada um milhão de anos com mil mortes
ano
mortes
R
=
0
,
1
%
ano
mortes
R
=
0
,
1
%
Analisar dois casos:
Uma instalação A pode gerar um acidente a cada um milhão de anos com uma morte e outra instalação B pode gerar um acidente a cada dez milhões de anos com dez mortes. Qual dos dois empreendimentos gera maior risco? Defenda um deles.
i
i
i
F
M
R
=
.
Analisar três casos hipotéticos:
Uma instalação Nuclear gera um risco de 10-8, uma hidroelétrica gera um risco de 10-6e uma termelétrica 10-5. Você precisa decidir entre uma das três para geração de energia. Ela será instalada em uma região de mata virgem onde a população mais próxima fica a 15 km. Qual dos três empreendimentos gera maior risco? Defenda um deles.
A ANÁLISE DE RISCO E A LEGISLAÇÃO
NO BRASIL
Inserção do Estudo de Análise de Riscos e Plano
de Gerenciamento de Riscos dentro do processo
de licenciamento ambiental
Estudo de Análise e Avaliação de Riscos Plano de Gerenciamento de Riscos Licença Prévia Licença de Instalação Licença de OperaçãoInício
Existem efeitos que podem atingir o meio ambiente fora
da instalação? Programa de Gerenciamento de Riscos Fim Caracterização da região e do empreendimento Identificação dos perigos e cenários acidentais Estimativa dos efeitos físicos e vulnerabilidade Não Sim É possível reduzir os efeitos? Não Estimativa das freqüências Estimativa dos riscos Medidas para
redução dos efeitos físicos Sim Sim Não É possível reduzir os riscos? Não Reavaliação do projeto Medidas para redução dos riscos Sim Riscos toleráveis?
Metodologia para Elaboração do Estudo de Análise de Riscos
Exemplos de Técnicas para
Identificação dos Perigos
Análise histórica de acidentes;
Listas de verificação (Check list);
Análise “E se...” (What If...?)
Análise Preliminar de Perigos (APP);
Análise de Falhas e Efeitos (AMFE);
Análise de Perigos e Operabilidade (Hazard and Operability Analysis - HazOp);
Análise de Árvore de Falhas (lógica Booleana);
Estudo de caso
Descarregamento de ácido
sulfúrico
VRC VRM VRD VRD VRB VRD
Símbolos da Árvore de Falhas
Evento intermediário resultanteda ocorrência de uma série de outros eventos
Evento básico de falha
AND Gate. Todas as entradas tem que ocorrer para que o evento de saída aconteça
Evento esperado de ocorrer como resultado de uma circunstância normal
Falhas ou eventos secundários, os quais não são investigados em detalhe.
OR Gate. O evento ocorre se uma das entradas ocorrer
Distância segura
Distância segura
Saída do PHAST
Risk Criteria for Land-use Planning in the Vicinity
of Major Industrial Hazards (UK, 1989)
Empreendimento Zona I Zona II Zona III
Habitação Inaceitável Talvez Normalmente aceitável Comércio e indústria Aceitável Aceitável Aceitável Comércio e lazer Talvez Talvez Aceitável Empreendimentos
muito vulneráveis
Inaceitável Inaceitável Talvez
HSE, 1989.
Zona I - riscos acima de 10-5ano-1;
Zona II - riscos entre 10-6e 10-5ano-1;
Zona III - riscos entre 3,1.10-7e 10-6ano-1.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO
DE RISCOS
As recomendações e medidas resultantes
do estudo de análise e avaliação de riscos
para a
redução das frequências
e
consequências
de eventuais acidentes
devem ser consideradas como partes
integrantes do processo de gerenciamento
de riscos;
Objetivo do Gerenciamento de Riscos
O objetivo do
PGR
é prover uma
sistemática
voltada
para
o
estabelecimento de requisitos contendo
orientações gerais de gestão, com vista
à prevenção de acidentes ambientais,
razão pela qual deverá contemplar as
seguintes atividades:
Pontos Básicos na Comunicação de Risco
Aceitar e envolver o público como um parceiro
legítimo;
Planejar cuidadosamente e avaliar a todo momento o
Plano de Ação de Emergência junto com a comunidade;
Escutar as preocupações do público em geral;
Ser honesto e aberto;
Falar claramente sobre os riscos e perigos;
Colaborar com outros agentes importantes (por
exemplo, corpo de bombeiros).
Quem fará perguntas?
Pessoas que moram ou trabalham nas proximidades da
instalação,
Empregados;
Departamento de polícia, bombeiros, defesa civil, etc
Organizações ambientais (ONGs);
Jornalistas;
Profissionais da área médica, educadores, outras
companhias, etc.
Perguntas estarão relacionadas principalmente a
probabilidade de ocorrência de acidente, danos à saúde, recursos naturais e propriedades, segurança, infra-estrutura, programa de prevenção de acidentes, etc.
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Prof. Kerley Oliveira –[email protected]