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(1)

Prof. Kerley Oliveira –[email protected]

GrupoKerley.webnode.com.br

(2)

CAS – 141-78-6

1 tanque de 65m3

(3)

30 m

15 m

40 m 25 m

(4)
(5)

Acidentes Ambientais

(6)
(7)
(8)

Caso Golfo do México -

British Petroleum

Gastos?

• U$ 3 milhões - indenizações

• U$ 350 milhões – limpeza do mar (fracasso)

• U$ 650 milhões – promover imagem de empresa verde Lobby junto ao congresso para não assinarem novas leis ambientais

Caso Exxon Valdez - prejuízos

a - US$ 2.2 bilhões - Limpeza do Golfo.

b - US$ 700 milhões - Levantamentos periciais. c - US$ 300 milhões - Indenizações a particulares

afetados pelo acidente.

d - US$ 1 bilhão - Condenações criminais e civis nas ações promovidas pelas

autoridades federais e estaduais.

e - US$ 100 mil - Valor pago mensalmente ao governo do Alasca,

como indenização por perdas comerciais após acidente.

(9)

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), a principal causa da explosão foi

um problema no fechamento de uma válvula.

14 de Março de 2001

Bacia de Campos

Entre as deficiências do projeto, estão até a classificação da área onde se localizava o tanque que explodiu, que não era considerada como área de risco.

Custo da P-36 US$ 356 milhões

VÍDEO

(10)

Na manhã de 19/11/1984, por volta das 5h35 ocorreu a explosão de uma nuvem de vapor e uma série de BLEVEs na base de armazenamento e distribuição de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP) da empresa PEMEX, localizada no bairro de San Juanico, Cidade do México.

Morte de 650 pessoas, mais de 6.000 feridos e destruição total da base.

Cidade do México

A catástrofe iniciou-se com o vazamento de gás devido àruptura de uma tubulação de 8 polegadas de diâmetro que transportava o gás de uma das esferas para os reservatórios cilíndricos. A sala de controle da PEMEX registrou por volta das 5h30 uma queda de pressão em suas instalações e também em um duto localizado a 40 km de distância, porém, a sala de controle não conseguiu identificar a causa desta queda de pressão. A liberação aconteceu por 5-10 minutos, formando uma imensa nuvem de gás inflamável, a qual foi levada por um vento de destino sudoeste, ajudado pela inclinação do terreno, até encontrar a fonte de ignição e explodir. Neste caso, a fonte de ignição direta foi o “flare” instalado inadequadamente ao nível do solo pois, no entendimento da empresa, dado a força dos ventos no local, a instalação do “flare” a uma altura mais elevada

(11)

Sevesso - Itália

Por volta das 12h30 do dia 10/06/

1976

, numa

planta industrial situada em Seveso, uma

província de Milão, ocorreu a ruptura do

disco de segurança

de um reator, que

resultou na emissão para a atmosfera de

uma grande nuvem tóxica.

Seveso

O reator não possuíaum sistema automático de resfriamento e como a fábrica se encontrava com poucos funcionários, já que paralisaria suas operações no final de semana, não foram desencadeadas ações de resfriamento manualdo reator para minimizar a reação ocorrida. Desta forma, a emissão ocorreu durante cerca de 20 minutos, até que um operador conseguisse

paralisar o vazamento.

Toda a vegetação nas proximidades da planta morreu de imediato devido ao contato com compostos clorados. No total, 1.807 hectares foram afetados. A região

denominada Zona A, com uma área de 108 hectares possuía uma alta concentração da dioxina TCDD (240 µg/m²).

(12)

Seveso

• Foram evacuadas 736 pessoas da região, sendo que 511 retornaram para as suas casas no final de 1977, mas as que moravam na Zona A perderam suas residências, em função do nível de contaminação ainda existente nesta área, a qual permaneceu isolada por muitos anos. Toda a vegetação e solo contaminados foram removidos e as edificações tiveram que ser descontaminadas. Os custos

estimados na operação de evacuação das pessoas e na remediação das áreas contaminadas foram da ordem de US$ 10 milhões.

Os efeitos imediatos à saúde das pessoas se limitaram ao surgimento de 193 casos de cloroacne (doença de pele atribuída ao contato com a dioxina). Os efeitos à saúde de longo prazo ainda são

monitorados.

(13)

Flixborough - Inglaterra

Aproximadamente às 17 horas do dia 01/06/1974, ocorreu uma explosão na planta de produção de caprolactama da fábrica Nypro Ltda., situada em

Flixborough. A explosão ocorreu devido ao vazamento de ciclohexano, causado pelo rompimento de uma tubulação temporáriainstalada como “by-pass” devido à remoção de um reator para a realização de serviços de

manutenção. O vazamento formou uma nuvem de vapor inflamável que entrou em ignição resultando numa violenta explosão seguida de um incêndio que destruiu a planta industrial.

A ruptura da tubulação de 20 polegadas foi atribuída a um projeto mal elaborado, uma vez que a estrutura instalada para a sustentação do duto não suportou a sua movimentação, em função da pressão e da vibração a que o tubo foi submetido durante a operação.

Flixborough - Inglaterra

Estimou-se que cerca de 30 toneladas de ciclohexano vazaram, formando rapidamente uma nuvem de vapor inflamável, a qual encontrou uma fonte de ignição entre 30 e 90 segundos após o início do vazamento. Os efeitos da sobrepressão ocorrida foram estimados como sendo equivalentes à explosão de uma massa variando entre 15 e 45 toneladas de TNT.

Ocorreram danos catastróficos nas edificações

próximas, situadas ao redor de 25 metros do centro da explosão. Além da destruição da planta, em função do incêndio ocorrido, 28 pessoas morreram e 36 foram gravemente feridas. Ocorreram ainda impactos nas vilas situadas nas proximidades da planta, afetando 1.821 residências e 167 estabelecimentos comerciais.

(14)

Flixborough - Inglaterra

Vila Socó – Cubatão - Brasil

Por volta das 22h30 do dia 24/02/

1984

moradores da Vila Socó (atual Vila São José),

Cubatão/SP, perceberam o vazamento de

gasolina em um dos oleodutos da Petrobrás que

ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao

Terminal de Alemoa.

A tubulação passava em região alagadiça, em

frente à vila constituída por palafitas. Na

noite

do

dia 24, um operador

alinhou inadequadamente

e

iniciou a transferência de gasolina para uma

tubulação (

falha operacional

) que se encontrava

fechada, gerando sobrepressão e ruptura da

mesma, espalhando cerca de 700 mil litros de

gasolina pelo mangue.

(15)

Vila Socó – Cubatão - Brasil

Muitos moradores visando conseguir algum

dinheiro

com a venda de combustível,

coletaram e armazenaram parte do produto

vazado em suas residências. Com a

movimentação das marés o produto

inflamável espalhou-se pela região alagada e

cerca de 2 horas após o vazamento,

aconteceu a ignição seguida de incêndio. O

fogo se alastrou por toda a área alagadiça

superficialmente coberta pela gasolina,

incendiando as palafitas.

Vila Socó – Cubatão - Brasil

O número oficial de mortos é de 93, porém

algumas fontes citam um número extra oficial

superior a 500 vítimas fatais (baseado no

número de alunos que deixou de comparecer

à escola e a morte de famílias inteiras sem

que ninguém reclamasse os corpos),

dezenas de feridos e a destruição parcial da

vila.

(16)

Vila Socó – Cubatão - Brasil

Goiânia, set de 1987

(17)

Diadema, SP – 24 março

2009

(18)

Cubatão 1984. Rompimento de um duto de gasolina seguido de incêndio. Cerca de 500

(19)
(20)
(21)

Data Local Atividade Produto Causa Conseqüências

16/4/47 Texas City, USA Navio Nitrato de Amônia

Explosão 552 mortes 3000 feridos 4/1/66 Feyzin, França Estocagem Propano Explosão seguida

de incêndio (BLEVE)

18 mortes, 81 feridos Perdas de US$ 68 milhões

1/6/74 Flixborough, UK Planta de Caprolactama

Ciclohexano Explosão Incêndio

28 mortes, 104 feridos Perdas de US$ 412 milhões 10/7/76 Seveso, Itália Planta de

processo

TCDD Explosão Contaminação de grande área, devido a emissão de dioxina 6/3/78 Portsall, UK Navio Petróleo Encalhe 230.000 ton.

Perdas de US$ 85,2 milhões 11/7/78 San Carlos,

Espanha

Caminhão-tanque Propeno VCE 216 mortes, 200 feridos

19/11/84 Mexico City Estocagem GLP BLEVE Incêndio

650 mortes, 6400 feridos Perdas de US$ 22,5 milhões 3/12/84 Bhopal, Índia Estocagem Isocianato de

metila

Emissão tóxica 4000 mortes e 200000 intoxicados

28/4/86 Chernobyl, Rússia Usina nuclear Urânio Explosão 135.000 pessoas evacuadas 3/6/89 Ufa, Rússia Duto GLN Explosão 645 mortes e 500 feridos 24/3/89 Alasca, USA Navio Petróleo Encalhe 100.000 aves mortas 11/3/91 Catzacoala Planta de

processo

Cloro Vazamento Explosão

Perdas de US$ 150 milhões

22/4/91 Guadalajara, México

Duto Gasolina Explosão 300 mortes

15/2/96 Mill Bay, UK Navio Petróleo Falha operacional 70.000 toneladas de óleo derramado

(22)

Data Local Atividade Produto Causa Conseqüências

21/9/72 Rio de Janeiro Estocagem GLP BLEVE 37 mortes, 53 feridos 26/3/75 Rio de Janeiro Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton.

9/1/78 São Sebastião Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton. 31/5/83 Porto Feliz Estocagem Resíduos

organoclorados

Colisão de veículo Vazamento de 500 ton. Contaminação de rio/poços 14/10/83 Bertioga Duto Petróleo Queda de rocha no

duto

Vazamento de 2.500 ton. Impactos em manguezal

25/02/84 Cubatão Duto Gasolina Corrosão

Erro humano

Vazamento de 1200 m3

Incêndio - 93 mortes 25/1/85 Cubatão Duto Amônia Rompimento Evacuação de 6.500 pessoas 18/3/85 São Sebatião Navio Petróleo Colisão Vazamento de 2.500 ton.

Contaminação de praias/ilhas 10/10/91 Santos Estocagem Acrilonitrila Explosão e Incêndio Poluição do ar e do mar

25/2/92 Cubatão Indústria Cloro Vazamento 300 kg 37 intoxicados 26/7/98 Santos Navio Óleo combustível Colisão Vazamento de 40 ton.

Contaminação de praias 3/9/98 Santos Armazenamento DCPD Explosão

Incêndio

Contaminação/fogo no Estuário de Santos 8/9/98 Araras Caminhão-tanque Gasolina/Óleo diesel Explosão

Incêndio

55 mortes

14/03/01 Bacia de Campos Exploração Petróleo Falha de operação 11 mortes. Multa de R$ 100 milhões.

27/03/09 Diadema - SP Armazenamento Vários produtos químicos

Explosão Incêndio

Evacuação de pessoas e incêndio.

Jan 2007 – Doze mil desabrigados em Miraí e

Muriaé depois de acidente com barragem da

mineradora Rio Pomba.

(23)
(24)

(Duarte, 2008)

(25)

(Duarte, 2008)

(26)

3/12/84- Bhopal, Índia 4000 mortes, 200.000 intoxicados

(27)

Perguntas para reflexão:

• Por que continuam a ocorrer

acidentes, alguns de grande

gravidade, em grandes empresas

que investem grandes somas em

prevenção?

• Por que muitos operadores,

qualificados e altamente

capacitados, cometem falhas

humanas que eles próprios,

estupefatos, não podem

(28)

“Sem números, o risco é uma questão de pura coragem” Peter L. Bernstein

Uma sociedade incapaz de aceitar riscos também não receberá benefício algum

(HEWIT, 2002).

0

=

R

Por outro lado, o risco sempre pode ser gerenciado, atuando-se na sua freqüência de ocorrência, nas

conseqüências ou em ambas. EAR Angra 3: 10-8

(29)

“Você deseja uma válvula que não vaze e faz todo o possível para desenvolvê-la. Mas no mundo real, só existem válvulas que vazam. Você tem que

determinar o grau de vazamento que pode tolerar” Wernher von Braun

ERROS E SEGURANÇA

Estatisticamente,

Estatisticamente,

se cometem milhões

se cometem milhões

de

de erros

erros

operacionais

operacionais

antes que um evento

antes que um evento

mais grave ocorra

mais grave ocorra

(30)

TEORIA DE HEINRICH - 1938

Quantidade de eventos

1 – 5

AcidentesAcidentes

30 – 100

Incidentes gravesIncidentes graves

100 – 1000

IncidentesIncidentes

1000 – 4000

CondiCondiçções latentesões latentes

situações observadas situações registradas

Acidente grave

(31)

MODELO REASON

(32)

MODELO REASON

CONDIÇÕES LATENTES X BARREIRAS

Regu lamentos Trein amento Tecn ologia Defesas Acidente

Fonte: James Reason

Trajetória das condições latentes Pessoal Erros e viola ções Local de trabalho condições de traba lho Organização Decisões gerenciais e pro cessos organizac ionais

(33)

É IMPORTANTE ESCLARECER:

 a eliminação de todos os acidentes é impossível;

 as falhas continuarão ocorrendo, apesar dos mais profícuos esforços de prevenção;

 não há atividade humana ou sistema feito pelo homem que esteja totalmente livre de riscos e de erros;

 os riscos e erros são aceitáveis em um sistema implicitamente seguro, sempre que estiverem sob controle;

CONCEITO DE SEGURANÇA

A VISÃO ANTIGA DA SEGURANÇA

Enfoque Tradicional (ultrapassado):

 Orientado às causas – que causou o acidente?;

 Buscar culpados – quem causou o acidente?;

 Castigo e punição pelo não cumprimento das obrigações de segurança;

 Identifica: O QUE ? / QUEM ? / QUANDO ?, mas

 Não identifica: PORQUE ? / COMO ?

(34)

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO

O DILEMA GERENCIAL

Recursos Recursos

Níveis gerencias

Encontrar equilíbrio entre investimentos na Segurança e na Produção.

(35)

Análise custo-benefício

Balanço entre o custo de diferentes alternativas e o risco resultante de cada uma delas

Risco residual (upper bound estimate)

Baseline risk (máxima exposição)

Custos

10E-7

10E-2 10E-5

Custo muito alto

Redução marginal do risco por unidade de investimento

(36)

Os erros...

… são como os mosquitos …

Para combatê-los ...

... É preciso drenar o pântano onde se alimentam

TREINAMENTO TREINAMENTO INADEQUADO INADEQUADO METAS METAS CONFLITANTES CONFLITANTES DEFESAS DEFESAS INADEQUADAS INADEQUADAS PROJETO FALHO PROJETO FALHO

(37)

 As conseqüências operacionais das interações entre os seres humanos e a tecnologia são muito freqüentemente ignoradas, dando lugar ao erro humano;

 Se considera que o erro humano é um fator que contribui para a maioria dos eventos dos acidentes;

 Mesmo o pessoal competente comete erros;

Os erros devem ser aceitos como um componente normal em qualquer sistema onde os seres humanos interagem com a

tecnologia;

PERFORMANCE HUMANA

74

Resposta:

(38)

76

Resposta:

(39)
(40)
(41)
(42)
(43)
(44)

Aceitabilidade de Riscos

Valores:

- sociais –

bungee jumping

- éticos –

ceder seu lugar no ônibus

- ambientais –

fogueira na mata

(45)

Percepção de Risco

• As pessoas tendem a ser particularmente

resistentes

à idéia de que se encontram

em risco diante de um perigo.

• A maioria das pessoas considera que se

encontra diante de um perigo

menor

que a

média dos outros, e que tem

menor

possibilidade de sofrer ou causar um

acidente.

Exercício

Colocar em ordem crescente de risco de morte

Meteoro Leucemia

Beber 1 garrafa vinho/dia Corrida de carros Fumar (20 cig/dia) Transporte químico

(46)

Exercício

Colocar em ordem crescente de risco de morte

Meteoro – 6.0x10-11

Transporte químico - 2.0x10-8

Jogar futebol - 4.0x10-5

Beber 1 garrafa vinho/dia - 7.5x10-5

Leucemia - 8.0x10-5

Corrida de carros - 1.2x10-3

Fumar (20 cig/dia) - 5.0x10-3

Atividade Anos Perdidos

Pobreza

Fumo ( 1 pacote /dia homem) Homem solteiro

Mulher solteira Fumo ( 1 pacote /dia mulher)

Desemprego ( 1 ano) Abuso de álcool Dirigir automóvel Fumante passivo Beber água clorada

(47)

Atividade Anos Perdidos

Pobreza 10 Fumo ( 1 pacote /dia homem) 6,4 Homem solteiro 6

Mulher solteira 3 Fumo ( 1 pacote /dia mulher) 2,3

Desemprego ( 1 ano) 1,5 Abuso de álcool 0,65 Dirigir automóvel 0,5 Fumante passivo 0,14 Beber água clorada 0,0015

Percepção de Risco

94

Um

acidente

constitui-se em uma seqüência

de eventos fortuitos e não planejados, que

geram

conseqüências

específicas

e

indesejadas, ao homem e ao meio

ambiente,

causando

danos

corporais,

materiais e interrompendo a vida dos

seres vivos.

(48)

Conceitos e Definições

Acidente

Imperícia – Não sabe dirigir.

Imprudência – Sabe mas não tomou cuidado

Negligência – Não sabe e não tomou cuidado

Incidente – outros fatores (uma pedra se soltou e rompeu a mangueira do óleo de freio)

(49)
(50)
(51)
(52)
(53)

Exemplos de ruídos na comunicação

Matéria noticiada em um importante telejornal sobre

a contaminação por solvente em poços de água de

diversas residências, no município de Guarulhos.

Na ocasião,o apresentador, ao tomar conhecimento

da

situação

e

do

risco

envolvido,

tomou

deliberamente a iniciativa de aconselhar aos

moradores pela televisão, para que deixassem suas

residências devido ao elevado risco de incêndio e

explosão.

Um repórter de um importante jornal perguntou a um

dos técnicos qual seria o volume vazado naquela

ocorrência. O técnico simplesmente respondeu que

ainda não era possível calcular o volume. Na

verdade ele queria dizer que somente após a

efetiva avaliação da situação tal estimativa poderia

ser feita. No dia seguinte o jornal trazia em sua

primeira página a manchete: “Quantidade

incalculável de óleo é lançada ao mar”.

(54)

Vazamento inflamável noite

(55)
(56)

Matematicamente, risco pode ser definido como sendo o produto da probabilidade de ocorrência de um evento, dentro de um período de tempo, pela magnitude dos danos que este evento possa causar a um indivíduo, aos trabalhadores, ao público, à propriedade privada ou pública ou ao meio ambiente. Deste modo, ele pode ser definido como

i

i

i

F

M

R

=

.

Conceitos e Definições

Ri= Risco associado ao evento indesejado tipo i;

Fi= a freqüência de acidente do tipo i;

(57)

Como exemplo, vamos analisar dois casos:

Uma instalação A pode gerar um acidente a cada mil anos com uma morte e outra instalação B pode gerar um acidente a cada um milhão de anos com mil mortes. Qual dos dois empreendimentos gera maior risco?

i

i

i

F

M

R

=

.

Instalação A: um acidente a cada 1.000 anos com 1 morte

i i i

F

M

R

=

.

F = 1 acidente a cada 1.000 anos;

M = 1 morte por acidente

=

acidente

morte

anos

acidente

R

1

000

.

1

1

ano

mortes

R

3

10

.

1

=

R

=

0

,

1

%

mortes

ano

=

anos

morte

R

000

.

1

1

(58)

Instalação B: um acidente a cada 1.000.000 de anos com 1.000 mortes

i i i

F

M

R

=

.

F = 1 acidente a cada 1.000.000 anos;

M = 1.000 mortes por acidente

ano

mortes

R

3

10

.

1

=

R

=

0

,

1

%

mortes

ano

=

acidente

mortes

anos

acidente

R

1

.

000

000

.

000

.

1

1

=

anos

morte

R

000

.

1

1

Instalação A

um acidente a cada mil anos com uma morte

Instalação B

um acidente a cada um milhão de anos com mil mortes

ano

mortes

R

=

0

,

1

%

ano

mortes

R

=

0

,

1

%

(59)

Analisar dois casos:

Uma instalação A pode gerar um acidente a cada um milhão de anos com uma morte e outra instalação B pode gerar um acidente a cada dez milhões de anos com dez mortes. Qual dos dois empreendimentos gera maior risco? Defenda um deles.

i

i

i

F

M

R

=

.

Analisar três casos hipotéticos:

Uma instalação Nuclear gera um risco de 10-8, uma hidroelétrica gera um risco de 10-6e uma termelétrica 10-5. Você precisa decidir entre uma das três para geração de energia. Ela será instalada em uma região de mata virgem onde a população mais próxima fica a 15 km. Qual dos três empreendimentos gera maior risco? Defenda um deles.

(60)

A ANÁLISE DE RISCO E A LEGISLAÇÃO

NO BRASIL

Inserção do Estudo de Análise de Riscos e Plano

de Gerenciamento de Riscos dentro do processo

de licenciamento ambiental

Estudo de Análise e Avaliação de Riscos Plano de Gerenciamento de Riscos Licença Prévia Licença de Instalação Licença de Operação

(61)

Início

Existem efeitos que podem atingir o meio ambiente fora

da instalação? Programa de Gerenciamento de Riscos Fim Caracterização da região e do empreendimento Identificação dos perigos e cenários acidentais Estimativa dos efeitos físicos e vulnerabilidade Não Sim É possível reduzir os efeitos? Não Estimativa das freqüências Estimativa dos riscos Medidas para

redução dos efeitos físicos Sim Sim Não É possível reduzir os riscos? Não Reavaliação do projeto Medidas para redução dos riscos Sim Riscos toleráveis?

Metodologia para Elaboração do Estudo de Análise de Riscos

Exemplos de Técnicas para

Identificação dos Perigos

 Análise histórica de acidentes;

 Listas de verificação (Check list);

 Análise “E se...” (What If...?)

 Análise Preliminar de Perigos (APP);

 Análise de Falhas e Efeitos (AMFE);

 Análise de Perigos e Operabilidade (Hazard and Operability Analysis - HazOp);

 Análise de Árvore de Falhas (lógica Booleana);

(62)

Estudo de caso

Descarregamento de ácido

sulfúrico

(63)
(64)
(65)

VRC VRM VRD VRD VRB VRD

Símbolos da Árvore de Falhas

Evento intermediário resultante

da ocorrência de uma série de outros eventos

Evento básico de falha

AND Gate. Todas as entradas tem que ocorrer para que o evento de saída aconteça

Evento esperado de ocorrer como resultado de uma circunstância normal

Falhas ou eventos secundários, os quais não são investigados em detalhe.

OR Gate. O evento ocorre se uma das entradas ocorrer

(66)
(67)

Distância segura

Distância segura

(68)

Saída do PHAST

(69)
(70)
(71)
(72)
(73)
(74)
(75)
(76)
(77)
(78)

Risk Criteria for Land-use Planning in the Vicinity

of Major Industrial Hazards (UK, 1989)

Empreendimento Zona I Zona II Zona III

Habitação Inaceitável Talvez Normalmente aceitável Comércio e indústria Aceitável Aceitável Aceitável Comércio e lazer Talvez Talvez Aceitável Empreendimentos

muito vulneráveis

Inaceitável Inaceitável Talvez

HSE, 1989.

Zona I - riscos acima de 10-5ano-1;

Zona II - riscos entre 10-6e 10-5ano-1;

Zona III - riscos entre 3,1.10-7e 10-6ano-1.

(79)

PROGRAMA DE GERENCIAMENTO

DE RISCOS



As recomendações e medidas resultantes

do estudo de análise e avaliação de riscos

para a

redução das frequências

e

consequências

de eventuais acidentes

devem ser consideradas como partes

integrantes do processo de gerenciamento

de riscos;

Objetivo do Gerenciamento de Riscos

O objetivo do

PGR

é prover uma

sistemática

voltada

para

o

estabelecimento de requisitos contendo

orientações gerais de gestão, com vista

à prevenção de acidentes ambientais,

razão pela qual deverá contemplar as

seguintes atividades:

(80)
(81)

Pontos Básicos na Comunicação de Risco

 Aceitar e envolver o público como um parceiro

legítimo;

 Planejar cuidadosamente e avaliar a todo momento o

Plano de Ação de Emergência junto com a comunidade;

 Escutar as preocupações do público em geral;

 Ser honesto e aberto;

 Falar claramente sobre os riscos e perigos;

 Colaborar com outros agentes importantes (por

exemplo, corpo de bombeiros).

Quem fará perguntas?

 Pessoas que moram ou trabalham nas proximidades da

instalação,

 Empregados;

 Departamento de polícia, bombeiros, defesa civil, etc

 Organizações ambientais (ONGs);

 Jornalistas;

 Profissionais da área médica, educadores, outras

companhias, etc.

 Perguntas estarão relacionadas principalmente a

probabilidade de ocorrência de acidente, danos à saúde, recursos naturais e propriedades, segurança, infra-estrutura, programa de prevenção de acidentes, etc.

(82)

163

Prof. Kerley Oliveira –[email protected]

Referências

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