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ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO EMPRESARIAL

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Academic year: 2021

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA- UNICURITIBA

PLANO DE TRABALHO EM INICIAÇÃO CIENTÍFICA

(SEGUNDA ETAPA)

ANÁLISE ECONÔMICA DO

DIREITO EMPRESARIAL

André Luis de Marchi Costa Curcio

Fabio Leandro Tokars

Curitiba

13/11/2008

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA

PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO

FABIO LEANDRO TOKARS

Análise Econômica do Direito Empresarial

(Segunda Etapa)

Projeto de Pesquisa Científica que vem sendo desenvolvido em Grupo, no Programa de Mestrado em Direito do UNICURITIBA – Centro Universitário Curitiba, na Linha de Pesquisa sobre Análise Econômica do Direito Empresarial (Segunda Etapa), sob a responsabilidade do professor Dr. Fabio Leandro Tokars.

Curitiba (PR) 2008

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I. IDENTIFICAÇÃO DO TRABALHO

Título

Analise Econômica do Direito Empresarial.

Aluno

André Luis de Marchi Costa Curcio.

Curso de Graduação - Departamento

Curso de Direito – Coordenação do Programa de Mestrado do Unicuritiba.

Orientador

Fabio Leandro Tokars

Integração

Programa de Mestrado do Centro Universitário Unicuritiba linha de pesquisa em Analise Econômica do Direito Empresarial (Segunda Etapa).

II. RESUMO DO TRABALHO

Acreditamos que a ciência jurídica deve extrapolar o ambiente acadêmico, e gerar resultados sociais concretos, para que se justifiquem os investimentos a ela dirigidos. Há vários pontos (além de aspectos tributários), em que há necessidade urgente de reforma de nosso ordenamento jurídico para que se possibilite o desenvolvimento econômico do nosso país. A divulgação que se daria a tais projetos de lei seria essencial para a multiplicação de

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trabalhos focados na aproximação entre o direito e a economia, passo essencial para o amadurecimento e a socialização da ciência jurídica (que, seja quanto aos métodos, seja quanto aos esforços pessoais, está em uma situação vexatória quando comparada ao que se produz em outros países, não só europeus, como também latino-americanos).

III. INTRODUÇÃO

Ao contrário do que ocorre na Europa desde 1980, os empresários individuais brasileiros não gozam do benefício da limitação de sua responsabilidade pessoal, fato que gera uma elevação de riscos (que certamente é repassada aos preços) e a formação de sociedades de palha (em que o outro sócio nada mais faz do que emprestar seu nome, com todos os riscos aí envolvidos). Ocorre no país o desvirtuamento da desconsideração da personalidade jurídica. Os tribunais brasileiros simplesmente ignoram as razões econômicas que levaram à criação do modelo societário das sociedades limitadas, tendo criado um ambiente em que os sócios têm responsabilidade pessoal por quase todas as dívidas assumidas pela sociedade. As conseqüências econômicas desta prática são evidentes: empreender no Brasil é algo muito arriscado, e o risco, como em qualquer investimento, será incluído na projeção de lucros, fatos que travam a economia e corroem o poder de compra do salário. É interessante perceber que esta orientação surgiu na Justiça do Trabalho, para que se garantisse a plena satisfação daquelas dívidas que merecem a mais efetiva tutela judicial. Mas a melhor solução, ao que nos parece, não seria a responsabilização pessoal de qualquer sócio ou administrador, mas sim alternativa previdenciária, por meio da formação de um fundo utilizável para a satisfação das dívidas trabalhistas em caso de falência. Este modelo está sendo utilizado com sucesso na Itália, e se assemelha ao Fundo Garantidor de Crédito brasileiro.

É evidente a ausência de razoável proteção aos investidores no mercado de capitais. Para o desenvolvimento de uma economia, há necessidade de se incentivar também as atividades econômicas de grande porte, o que somente é possível por meio do acesso aos recursos do mercado de capitais. Este, contudo, somente se desenvolve se os investidores perceberem a existência de um ambiente seguro, para o que a atuação da CVM e de outros órgãos governamentais se mostra essencial. No Brasil, os valores envolvidos ainda representam

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uma pequena fração daqueles apurados nas economias mais robustas. Sem acesso a esta fonte de recursos, nossos empresários abusam de operações de empréstimos bancários, em que os juros são absolutamente inviáveis.

IV. JUSTIFICATIVA

A iniciativa da formação de um grupo de estudos com foco na análise econômica do direito partiu das seguintes premissas:

a) o desenvolvimento social deve ser sustentado por um ambiente econômico de estímulo ao empreendedorismo, como caminho evidente para a geração de empregos, para o desenvolvimento tecnológico, para circulação de riquezas e para o incremento da arrecadação tributária, formando-se o círculo virtuoso de que tratam os economistas clássicos;

b) o direito é uma ferramenta estatal para a criação de um ambiente de segurança que viabilize tal empreendedorismo, seja por meio da redução dos riscos pessoais impostos aos empreendedores, seja por meio da proteção ao crédito;

c) no Brasil estes dois princípios têm sido constantemente afastados por leis mal formuladas e, especialmente, por decisões judiciais que desvirtuam o real sentido da função social do direito;

d) como conseqüências, verificamos tanto um mecanismo de formação de preços que atrasa a evolução econômica (na medida em que na composição dos custos envolvem-se os elevados riscos impostos aos empreendedores brasileiros, fato que corrói o poder de compra dos salários) quanto uma ausência de profissionalismo no empreendedorismo de pequeno porte (essencialmente impulsionado por pessoas que buscam uma alternativa ao desemprego).

V. OBJETIVOS

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Demonstrar que paulatinamente as empresas brasileiras vêm cumprindo com seus deveres fundamentais constitucionais ligados ao meio ambiente (interno e externo), e o fazem por meio de ações de responsabilidade socioambiental

Objetivos Específicos

Delimitar os conceitos de crescimento econômico, de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade socioambiental empresarial; Definir as noções teórico-hermenêuticas dos princípios da força normativa da Constituição, da dignidade da pessoa humana, da vida plena, da função social da empresa, da compensação, da precaução e da não-indiferença; Pesquisar quantas empresas atuam com responsabilidade social ambiental no Brasil e desde quando; Selecionar alguns exemplos de empresas do tipo “social” para conhecer suas contribuições em termos de desenvolvimento sustentável por meio de projetos de responsabilidade socioambiental...

VI. METODOLOGIA

Os trabalhos estão sendo desenvolvidos com base em metodologia inovadora, que se afasta a pesquisa jurídica do academicismo para aplicar métodos de pesquisa e análise próprios da ciência econômica. Serão adotados dados quantitativos que aproximarão os vetores econômicos das decisões de nossos tribunais. Tal metodologia tem sido aplicada com sucesso nos países integrantes da common law, sendo seu divulgador mais conhecido o professor Richard Posner, autor, entre diversos outros escritos relevantes, do livro Economic Analysis of Law.

VII. CRONOGRAMA

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Meses do ano NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI

Apresentação do projeto

X

Encontros com o orientador – reuniões do Grupo de estudo X X X X X X Levantamento de dados X X X X Leituras básicas e fichamentos X X X Redação da primeira parte de cada artigo, sob a supervisão do orientador X Redação da segunda parte do artigo X Redação da terceira parte do artigo X Entrega da primeira versão completa do artigo para revisão dos mestrandos

X

Repasse dos textos revistos pelos mestrandos para as correções e complementações do orientador X Aprimoramento do texto pelo orientando X Entrega da versão final dos artigos para a revisão final do orientador

X

Entrega da versão definitiva dos artigos científicos e do

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relatório de pesquisa à Coordenação do Programa de Mestrado para encaminhamento das publicações

VIII. RECURSOS NECESSÁRIOS

Material bibliográfico disponível nas bibliotecas da cidade, acessos a Internet e periódicos e publicações nacionais e estrangeiros.

IX. RESULTADOS ESPERADOS

Produção de artigos científicos individuais ou em co-autoria – sempre sob a orientação do coordenador do grupo –, para a publicação em periódicos “qualizados” pelo CNPq.

Apresentação do resultado do trabalho em eventos institucionais de extensão e participação em eventos sobre o tema pesquisado.

X. BIBLIOGRAFIA

POSNER, Richard. ``Economic Analysis of Law``. New York: Aspen, 2002

COASE, Ronald H., ``The Nature of the Firm``: Economica, 1937

COASE, Ronald H., ``The Problem of the Social Cost``. Jounal of Law and Economics,1960`

CALABRESI, G. ``Some toughs on risk distribution and the Law of torts``. Yale Law Journal, 1961

ELGAR. Edgar and the University of Ghent. ``Encyclopedia on law and economics``. Disponível em < http://encyclo.findlaw.com/>

Referências

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