ATA DE REUNIÃO DE TRABALHO AGCONP POA/RS

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Sede da FAMURS:

Rua Marcílio Dias, 574 - 2° Andar - Menino Deus Porto Alegre – RS - Fone: (51) 3230-3100. E-mail: agconp@terra.com.br

ATA DE REUNIÃO DE TRABALHO AGCONP – POA/RS

Aos (23/01/2019), vinte e três dias do mês de janeiro do ano de dois mil e dezenove, às 14horas, na sala de governança, 21º andar do centro administrativo, na cidade de Porto Alegre/RS, reuniram-se os membros associados da AGCONP – Associação Gaúcha de Consórcios Públicos, de acordo com a lista de presença em anexo a qual faz parte da presente ATA. A reunião restou presidida por parte do Presidente, Sr. Giovane Wickert, Prefeito de Venâncio Aires, bem como assessorada pela Secretária Executiva, Elizabete Rolim. ORDEM DO DIA: 01) Apresentação da AGCONP. Na oportunidade foram apresentadas pela Secretária Executiva da AGCONP e Diretora Executiva do CISA, Elizabete Rolim, as atividades desenvolvidas pelos consórcios públicos associados à AGCONP. O Presidente da AGCONP e Prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert, entregou para o Secretário Adjunto documentos relacionados ao trabalho realizado pela AGCONP e pelos consórcios associados a ela. Salientou que os consórcios são uma grande ferramenta para o governo do estado. 2) Repasses SUS. Na ocasião foram apresentados os débitos existentes do estado para com os consórcios. 3) Participação dos Diretores e Presidentes dos consórcios. O Vice-presidente da AGCONP, Presidente do Consórcio CISA de Ijuí e Prefeito de Pejuçara, Eduardo Buzzatti, falou da importância dos consórcios para os municípios e também que o estado pode se utilizar desta ferramenta para trabalhar a regionalização da saúde. O Presidente do Consórcio CISVALE de Santa Cruz do Sul e Prefeito do município de Pantano Grande, Cassio Nunes Soares, também salientou a importância dos consórcios no estado e os serviços de alta e média complexidade que os mesmos assumiram, sendo esses dever do estado. Logo após, todos os Diretores Executivos e Presidentes de consórcios fizeram a apresentação dos trabalhos realizados em seus respectivos consórcios e relataram suas expectativas e que esperam uma atenção especial do governo em relação aos consórcios. 4) Apresentação do Ofício do CONACI para a Secretaria de Governo. O Diretor Executivo do Consórcio CI/Jacuí de Sobradinho, Vanoir Kocher, leu um documento que foi encaminhado para o Sr. Marco Jantsch, Secretaria de Governo de Brasília, o documento tratava-se de uma reivindicação dos consórcios e consta anexado na presente ata. 5) Assuntos Gerais. Foi acordado que serão realizadas reuniões bimestrais com a Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios. A próxima reunião da AGCONP acontecerá dia 28/02/2018, às 14:00, na sede da FAMURS. Esta ata vai digitada por mim, Elizabete Rolim, e confere com os assuntos discutidos na referida reunião de trabalho.

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À Marco Jantsch Secretaria de Governo

Assunto: Pauta de Reivindicações dos Consórcios

A Confederação Nacional de Consórcios Intermunicipais do Brasil – CONACI/BR vem respeitosamente à presença de Vossas Senhorias nomear as pautas nacionais defendidas pela entidade, as quais estão em andamentos pontuais na grande maioria dos consórcios públicos do país, sendo elas:

1) Saúde – nesta área os exames e procedimentos de média e alta complexidade acarretam maior resolutividade e rapidez frente às necessidades da população. Estamos pleiteando que os recursos sejam repassados do Fundo Nacional diretamente aos consórcios, dando maior transparência na aplicação da verba;

2) Geração distribuída de energia alternativa – alguns consórcios já estão trabalhando neste sentido, gerando economicidade aos municípios e um maior comprometimento com a área ambiental;

3) Resíduos Sólidos Urbanos – apoio aos consórcios que trabalham a área de resíduos sólidos, fazendo com que o resíduo deixe de ser um problema para agregar recurso aos municípios, sendo uma fonte de renda para os mesmos (Financiamento de tecnologia aos municípios consorciados);

4) Saneamento básico – a importância desta pauta ultrapassa as barreiras do saneamento, gerando economicidade na área de saúde pública;

5) Mobilidade urbana – este tema está sendo tratado pelos consórcios de forma isolada, precisamos de incentivos para atender esta prioridade;

6) CAUC - Que seja analisado, para fins de financiamento, o CAUC dos consórcios, e não, dos municípios consorciados como é realizado atualmente. O atual procedimento tem inviabilizado o repasse de verbas federais aos consórcios, por exemplo, um consórcio com 20 (vinte) municípios, caso somente um esteja no CAUC, não é possível o recebimento de verbas.

7) Cidades Inteligentes e Humanas – os consórcios buscam a integração dos serviços públicos baseada em tecnologia.

Necessitamos da parceria e entendimento do novo Governo para que toda administração nacional seja inteirada sobre o funcionamento dos consórcios que são uma ferramenta de auxílio aos Municípios, Estados e União, pois os governos anteriores centralizavam as informações em pessoas; Sugerimos que seja criada uma Política de Estado e não, de Governo para que assim o País alcance o progresso desejado.

Colocamo-nos à disposição.

Sobradinho, 22 de janeiro de 2019. Atenciosamente,

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Vanoir Koehler

Diretor Geral do CONACI/BR Diretor Executivo do CI/Jacuí/RS

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ANEXO 1) Saúde

Com relação à área da saúde, cabe salientar que os repasses federais hoje encaminhados para os Municípios, via Estado, sofrem interferências do próprio Estado, priorizando as políticas públicas de interesse dos Governos Estaduais a respeito dos planos de gestão geridos pelo Governo Federal. Hoje o Ministério da Saúde não sabe da realidade que ocorre nos municípios, nem os próprios Estados sabem, pois os procedimentos feitos pelos municípios através dos consórcios não são levados em consideração para a série histórica, o que prejudica para que sejam aplicadas ou solidificadas as políticas públicas. Hoje o subfaturamento do Sistema Único de Saúde (SUS) não é tão responsável pela desassistência da área da saúde quanto à desorganização do setor e a demora para que o repasse feito pelo Governo Federal chegue onde precisa, devido à burocracia e desvio de finalidades. Por isso da necessidade de fazer o repasse direto fazendo com que os consórcios alimentem o sistema de informações do Ministério da Saúde. Hoje seguramente mais de 8 (oito) milhões de procedimentos anuais não constam nos relatórios dos governos.

2) Geração distribuída de energia alternativa

A geração distribuída de energia alternativa está se solidificando como uma política das mais importantes e ágeis, que fazem os municípios economizarem os recursos gastos em contas de energia elétrica que abastecem os órgãos públicos e iluminação pública, trazendo grande eficiência energética. A matriz energética brasileira conta o aumento da participação de fontes renováveis como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. Hoje a matriz energética mais viável aos municípios, principalmente os de pequeno porte, é a fotovoltaica. De custo bastante atraente para os municípios, uma usina de 1 megawatt custa aproximadamente 4 milhões de reais, isso, dividido num grupo de municípios representa um valor que se paga em poucos meses com a própria economia gerada, consorciadamente pode se avançar muito no que tange a energia renovável.

3) Resíduos Sólidos Urbanos

Com vistas à redução dos custos com o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos nos municípios, diferentes alternativas vem sendo tomadas. Por exemplo: municípios investindo em trabalhos com a educação ambiental e implantação da coleta seletiva; já outros buscam, através de consórcios, alternativas locais, como a instalação de usinas de triagem, visando retirar os materiais recicláveis e aproveitar dos resíduos orgânicos para o processo de compostagem, cujo produto (composto), dentro dos parâmetros ambientais, poderá ser utilizado por pequenos produtores. Nota-se também que alguns municípios buscam, também através de consórcios, a implantação de aterros sanitários locais em áreas apropriadas para este fim. Em se tratando de resíduos sólidos, destaca-se que o fundamental é dar uma destinação adequada ao resíduo, seja ela a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas, como a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos em aterros sanitários.

4) Saneamento básico

O saneamento básico contempla os serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais, sendo um direito humano assegurado pela Constituição. A universalização desses serviços pode ter repercussão positiva em diversos setores como promover o crescimento do turismo, aumentar a valorização imobiliária, melhorar a produtividade do trabalho e, claro, reduzir os custos com a saúde. No entanto, dados divulgados mostram que 45% da população brasileira convivem com

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moradias sem tratamento do esgoto e 70% dos 5.570 municípios têm tratamento de esgoto com, no máximo, 30% de eficiência. Dados como estes nos mostram que o país e os municípios ainda possuem um árduo e longo caminho a ser percorrido para a universalização do saneamento básico, setor este que necessita de uma aplicação maior na rubrica anual do saneamento. Mas principalmente, é preciso que as autoridades governamentais revejam os paradigmas atuais do setor. O saneamento básico precisa ser visto como um projeto essencial para nação, independentemente da cor partidária ocupante do governo. Neste contexto, os consórcios públicos são uma ferramenta na busca para acesso a verbas federais, ressaltando a importância de equipe técnica capacitada para a elaboração de projetos de qualidade que venham a melhorar o setor do saneamento básico nos municípios consorciados.

5) Mobilidade urbana e 7) Cidades Inteligentes e Humanas

Estes assuntos se confundem, pois os problemas de mobilidade urbana estão ligados às cidades inteligentes e humanas visto que a tecnologia empregada nesse empreendimento se justifica, pois uni todas as áreas lincadas pela tecnologia.

Podemos trabalhar esses itens num único consórcio aberto em câmaras setoriais com uma única administração como é o exemplo nacional o Consórcio Intermunicipal do Vale do Jacuí, do qual sou diretor desde a fundação. Também devemos elencar áreas de suma importância como a área da segurança pública onde os consórcios, através do vídeo monitoramento e o cercamento eletrônico, dão maior segurança às regiões onde estão atuando.

Vários modelos podem ser incentivados ou capitaneados pelo Governo Federal, isso aproxima e marca presença governamental em todos os rincões nacionais.

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