Didática para graduados da Área Jurídica
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60ª AULA
Tema A Neurociência como ferramenta pedagógica na ação do professor (2ª parte)
Objetivo Específico Identificar as contribuições da Neurociência nas relações de ensino-aprendizagem.
Material Teórico https://revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/821
A Neurociência na formação de professores: um estudo da realidade brasileira Aprendendo
um pouco mais
https://www.youtube.com/watch?v=DWAOtntHdrI
Uma ideia popular bastante equivocada é que nossas decisões são
feitas de maneira racional, quer dizer, nós avaliaríamos quão
positivo ou negativo, quantos benefícios, quantos custos teríamos
com alternativas possíveis e tomaríamos uma decisão lógica a partir
daí. As mudanças, as melhores decisões seriam, supostamente,
lógicas a racionais. Isso não é verdade, o cérebro possui um
sistema especializado em atribuir valores ao que nós fazemos, o
quão bom ou ruim alguma coisa é. A base dessa atribuição de
valores é a emoção, é como seu corpo se sente como resultado do
O aprendizado é um dos maiores prazeres que o cérebro
pode ter, é como ele descobre que uma nova maneira de
fazer alguma coisa, de resolver um problema, de juntar
informações dá certo e é interessante.
O aprendizado é um estímulo poderoso para o sistema de
recompensa que nota que ali tem algo importante,
valiosos e digno de ser repetido e premia o corpo todo
com a sensação positiva de satisfação que pode chegar
até a euforia.
As emoções não são uma coisa especial ou acessória que
dá algum colorido à vida; são, na verdade, algo
fundamental ao funcionamento do cérebro. As emoções
são as expressões que o corpo dá ao conteúdo dos
pensamentos, ao conteúdo das memórias, das projeções
para o futuro e são um recurso que o cérebro tem de
projetar sensações para todo o corpo. São as emoções que
servem como um sinal para nós, de aviso que algo pode
ser muito bom, ou ao contrário, pode ser muito ruim, se
Os sentimentos e as emoções são o resultado de
uma
curiosa
organização
fisiológica
que
transformou o cérebro no público cativo das
atividades teatrais do corpo.
Reorganização funcional
Um dos conceitos novos mais importantes que a neurociência tem nas últimas décadas é o de reorganização funcional, a capacidade que o cérebro tem de se adaptar, de modificar a maneira como ele processa a informação, sobretudo quando sofre insultos, lesões como derrames, pancadas muito fortes, ou doenças que perturbam a estrutura e a função de regiões específicas do cérebro. Continua sendo verdade que o cérebro não se regenera, nós não temos a capacidade de criar neurônios novos para repor os neurônios perdidos. Talvez, com novas técnicas, como terapias celulares, seja possível até injetar neurônios de volta nas regiões afetadas do cérebro. Mas isso, por enquanto, ainda não é uma terapia usual comprovada para o cérebro.
Usar o cérebro muda o cérebro. As conexões entre
neurônios se modificam, algumas ficam mais fortes,
outras mais fracas, dependendo do uso. E essa
mudança, com a experiência que é justamente a base
do aprendizado, faz com que o cérebro responda de
uma
maneira
diferente
da
próxima
vez.
A
consequência do aprendizado é que o cérebro, ao
mudar, faz diferente.
A mudança no currículo escolar para que uma segunda
língua seja ensinada desde a educação infantil e não
somente
a
partir
dos
anos
finais
do
ensino
fundamental é muito positiva, é muito boa. Esperar até
os 11 anos de idade para só então começar a ensinar
uma
segunda
língua
é
perder
uma
janela
de
oportunidade,
quando
o
cérebro
tem
a
maior
oportunidade de lidar com a segunda língua, inclusive
aprender a sua gramática.
A grande porta de entrada do aprendizado é a atenção.
Precisamos considerar que o tempo todo tem muito
mais coisas acontecendo do que o cérebro consegue
dar conta. Isso não é porque vivemos num mundo
moderno, porque existe internet, nada disso. Isso é o
resultado de uma limitação natural do cérebro, só
conseguimos prestar atenção em uma coisa de cada
vez. Mesmo quando achamos que estamos prestando
atenção em duas ou três coisas ao mesmo tempo, na
O elogio é um instrumento poderosíssimo de motivação. É
sabendo que fizermos o certo, que deu certo o nosso esforço,
que nos motivamos a continuar. Não conseguimos que ninguém
faça nada somente com críticas. As críticas têm seu papel, são
extremamente importantes, porque ensinam quando erramos. É
importante que saibamos reconhecer quando fazemos alguma
coisa errada. É papel do professor, do adulto, dar retorno
negativo também, dizer que algo precisa ser feito de outra
forma. Mas retorno somente negativo, só a crítica, não faz