Ano Letivo 2014/2015 Imunologia
Neoplasia significa “nova formação”
Neoplasma = Tumor
Massa de tecido anormal, cujocrescimento excede e não é coordenado com os demais tecidos
Prof. Doutor António Mata Dra. Joana Marques
"adheres to any part that it
seizes upon in an obstinate
Incapacidade de reconhecimento e resposta a sinais reguladores
(crescimento e reparação tecidular);
Crescimento autónomo independente de sinais reguladores externos;
Crescimento invasivo e
metastático (tumor maligno);
Origem monoclonal;
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Alterações de genes celulares
Alterações do comportamento celular
Genes reguladores: Proto-oncogenes
Responsáveis por crescimento e proliferação celular
Podem tornar-se num oncogene através de mutações ou aumento da expressão
Genes Supressores (anti-oncogenes)
Responsáveis pela apoptose e reparação celular
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Tipos de mutação Espontânea/aleatória
Ocorre durante o ciclo replicativo celular
Induzida
Ocorre por ação de diferentes agentes
Químicos (ex. hidrocarbonetos aromáticos)
Físicos (ex. radiação)
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Progressão tumoral
Aquisição de sinalização proliferativa autónoma
Inibição da sinalização inibitória de crescimento e evasão à apoptose
Potencial replicativo ilimitado
Capacidade de invasão e metastização
Angiogénese e linfangiogénese
Nem todos os clones de células neoplásicas possui o mesmo comportamento Instabilidade genética das células tumorais
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Classificação de células neoplásicas Tumores sólidos (não sanguíneos)
Carcinomas
Sarcomas
Tumores sanguíneos
Linfomas
A proteção do organismo contra o crescimento de células neoplásicas é uma função importante do sistema imunológico
É uma resposta destinada ao fracasso na maioria das situações
As células neoplásicas possuem semelhanças imunológicas com as células normais
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Muitos mecanismos moleculares distintos podem levar à produção de um antigénio tumoral
Mecanismos de produção de antigénios tumorais
Produção de uma nova proteína
Mutações pontuais
Rearranjos genéticos
Expressão aberrante de antigénios fetais
Os tumores expressam antigénios que permitem uma separação imunológica das células normais Antigénios tumorais Específicos e exclusivos de tumores Associados a tumores Células tumorais Células tumorais Células normais
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Antigénios apenas detetados em células tumorais
Geralmente são proteínas novas
Proteínas virais de vírus potencialmente malignos
Em tumores espontâneos/aleatórios os antigénios carecem de marcadores antigénicos
Estas proteínas tem o potencial de se ligarem ao MHC e serem transportadas para a superfície celular, com posterior reconhecimento pelos linfócitos T
Antigénios associados a células tumorais
Estes antigénios também são possíveis de serem encontrados em células normais
Porém alguns fatores permitem a sua identificação em células tumorais:
Expressão quantitativa
Expressão combinada em associação com outros marcadores
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Praticamente todos os componentes efetores do sistema imunológico têm a potencialidade de contribuir para a erradicação das células tumorais
Células T
Resposta mais importante no controlo do crecimento neoplásico
Células T helper (CD4+)
Produção de citoquinas para ativação celular e indução de resposta inflamatória
Produção de fator de necrose tumoral (TNF) lise de células tumorais
Ativação de células Tc, células B, células NK e macrófagos
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Células T
Resposta mais importante no controlo do crecimento neoplásico
Células T citotóxicas (CD8+)
Reconhecem diretamente alvos tumorais
Lise da membrana (perforinas) e desintegração celular (granzimas)
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Células B e Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC)
Anticorpos dirigidos contra antigénios de superfície
Atividade anti-tumoral direta
Dirigidos contra proteína intracelulares
Mecanismos de lise de células tumorais
Promoção da fixação de componentes do complemento lise celular
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Células Natural Killer
Possuem a sua atividade citolítica controlada por:
Killer inhibitor receptor: imunoglobulin like liga-se a MHC I
Sistema lectin like: liga-se a HLA-E inibe desgranulação
Mecanismos de lise de células tumorais
Ação de perforinas e fator citotóxico lise celular
A sua atividade pode ser amplificada por células T ou B por libertação de IL-2
Células Natural Killer
Células LAK (lymphokine-activated killer)
Células efetora citotóxicas semelhantes a células NK
Podem ser induzidas por doses farmacológicas de IL-2
Células T NK
Expressam marcadores de células T e NK
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Macrófagos
Estimulam a resposta imunológica e contribuem como células efetoras para a lise celular
Podem-se tornar citolíticos para células tumorais por fatores de ativação produzidos por células T (MAF):
INF-γ; TNF; IL-4; GM-CSF
Mecanismos líticos contra células tumorais:
A incapacidade do sistema imunológico de impedir o aparecimento da maioria dos tumores não significa a inexistência de respostas imunológicas específicas
Mecanismos de escape
Imunosseleção de variantes resistentes
Modulação antigénica
Alteração no processamento de antigénios
Imunossupressão
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Imunosseleção de variantes resistentes
Produção de resposta de células T a uma proteína específica do melanoma associada com crescimento de células tumorais sem a mesma proteína
Seleção “natural” de células tumorais
Instabilidade genética das células tumorais
Modulação antigénica
Efeito semelhante ao da imunosselação de variantes resistentes
Consiste numa alteração fenotípica
A cessação da resposta imunológica resulta em reexpressão antigénica
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Alteração do processamento de antigénios
As células tumorais possuem um mecanismo defeituoso de processamento de antigénios
Ausência de transporte de peptídeos associados a MHC I para a superfície celular
Baixa expressão de MHC I
Imunossupressão
As células tumorais podem interferir de modo inespecífico na expressão imunológica
Algumas células tumorais liberam fatores solúveis de imunossupressão:
Inibição da resposta imunológica de macrófagos
Modificação dos macrófagos residentes por secreção de prostaglandinas
Prof. Doutor António Mata Dra. Joana Marques
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Possibilidade de manipular e amplificar o sistema imunológico, a fim de promover a erradicação do tumor
Imunização a antigénios tumorais
Inoculação de células dendríticas com antigénios tumorais
Introdução de genes de fatores de crescimento de APC em células
tumorais Terapia celular T adotiva Administração de anticorpos monoclonais Aumento de ADCC Doação de células T singénicas Imunologicamente compatíveis
Cirurgia ablativa com
margem de segurança
Radioterapia
Quimioterapia
Desvantagens
Inespecificidade; Toxicidade;
Parslow, G.T. ; Stites, D.P.; Terr, A.I. & Imboden, J.B. Medical Immunology. 10 th edition Lange/McGraw Hill. USA. 2001.
Kumar, V.; Cotran ,R.S.; Robbins, S.L.. Robbins Basic Pathology. 7th edition
Philadelphia:,Saunders,. USA. 2004.
Mitra R, Singh S, Khar A. Antitumor Immune Responses. Exp. Rer. Mol. Med. Vol. 5 January 2003