EQUIPE DE PROFESSORES
1) FILIPPE AUGUSTO - COORDENADOR ADMINISTRATIVO.Defensor Público Federal, Especialista em Processo Civil, Mestre em Direito (UFRN) e Doutorando em Direito (UFC). Ex-PGE-PB (8° colocado), Ex-PGM de Natal (10° colocado). Ex-Professor da UFC e da UFERSA. Aprovado na DPE-AL e AGU entre outros concursos. Professor das Especializações em Processo da FA7 e da Unichristus. É autor do livro “Direitos Fundamentais e sua Dimensão Objetiva”, publicado pelo renomado Sérgio Antonio Fabris Editor.
2) HANNAH ROCHA.
Graduada em Direito pela UFPE. Técnica Judiciária e Assessora do TRF 1ª Região. Aprovada para DP-DF em 2019 e Juiz de Direito do TJ-PA em 2020.
3) PAULO HENRIQUE LIMA SOARES.
Aprovado no concurso para Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Aprovado no concurso para Ofi cial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 5 Região. Ex-Analista Legislativo Especialidade Direito da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Pós-graduado em Direito Público pela UNAR (2011). Pós-graduando em Processo Civil pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (2009).
4) YAGO FERRARO
Juiz de Direito (TJBA). Aprovado para Promotor de Justiça (93-MPSP). Professor de Direito Penal. Palestrante e Conferencista. Analista Judiciário do TJBA, designado como Assessor de Desembargadora (gabinete Criminal). Foi Analista Judiciário do TRT-2 e Técnico do MPBA. Mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, onde foi, após seleção interna, monitor bolsista das disciplinas Direto Penal I, Direito Penal II e Contratos. Possui várias outras aprovações em concurso, entre elas: AJAJ-TRF1 e AJAJ-MPBA. Instagram: @yagodaltroferraro. E-mail:
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES
1) A prova discursiva não poderá ser assinada, rubricada ou conter, em outro local que não
seja o cabeçalho do caderno de textos defi nitivos, qualquer palavra ou marca que identifi que o candidato, sob pena de ser anulada. Assim, a detecção de qualquer marca identifi cadora no espaço destinado à transcrição dos textos defi nitivos acarretará a anulação da respectiva prova discursiva.
2) Na avaliação serão considerados o acerto das respostas dadas, o grau de conhecimento do
tema, a fl uência e a coerência da exposição, a correção gramatical e a precisão da linguagem jurídica.
3) A gestão do tempo de prova pode ser DECISIVA PARA SUA APROVAÇÃO! Diante disso, muito importante que você simule também essa situação, tentando reproduzir o horário da prova, a alimentação necessária ao período e até as idas ao banheiro para apreender a controlar o tempo!
4) Na Prova Discursiva, os candidatos lançarão suas respostas às questões formuladas no idioma
ofi cial, em linguagem escorreita, manuscrita, mediante o uso de caneta esferográfi ca azul, em papel fornecido pela Comissão de Concurso, devidamente autenticado, sempre conforme as instruções, respeitando, na primeira, o espaço delimitado para resposta a cada questão, sendo vedado o uso de corretor de texto.
5) Será eliminado do concurso o candidato que não respeitar o disposto no parágrafo anterior,
que utilizar canetas de cores diversas da azul, ou colocar qualquer sinal ou símbolo estranho à escrita ofi cial, caso em que considerar-se-á identifi cada a prova.
6) Na Prova Discursiva será permitida a consulta apenas à legislação desacompanhada de grifo,
registro e anotação de qualquer tipo. Está vedada a consulta à jurisprudência, súmulas, atos normativos, exposições de motivos, anotações ou comentários, obras de doutrina, manuais, obras que contenham formulários e/ou modelos, dicionários e apostilas, bem como outros.
7) Não serão considerados textos anotados as exposições de motivos, enunciados de juizados
especiais e tribunais de justiça e súmulas de jurisprudência dos tribunais superiores, bem como os que contiverem simples referência a outros textos legais, cabendo à Comissão de Concurso vedar a utilização daqueles que entender em desacordo com esta norma.
8) É vedada a consulta a qualquer compilação de conclusões extraídas de encontros de discussão
de Defensores Públicos, Membros da Magistratura ou do Ministério Público, ou de profi ssionais da área do direito em geral, independentemente da denominação dada aos textos resultantes.
9) Seja objetivo e conciso na resposta. Busque já nas primeiras palavras do parágrafo apresentar
as palavras-chave solicitadas na questão, facilitando o trabalho do corretor que irá recompensá-lo com uma boa nota.
11) Procure realizar períodos curtos (até 3 linhas), pois períodos longos, normalmente, trazem
prejuízo à clareza do texto.
12) É recomendável utilizar a técnica denominada de “tempestade de ideias”. Em outras
palavras, jogue todas as ideias referente ao assunto em um papel de rascunho. Com base nestas informações, trace o esqueleto, escolhendo o que será reproduzido em cada parágrafo. Assim, dá para visualizar com antecedência como fi cará a sua questão e peça.
13) As rodadas devem ser respondidas de forma manual, pois assim será a prova. Depois, devem
ser digitalizadas e enviadas pela área do aluno no site do Ouse, acessando nosso exclusivo Sistema
Sapiens. O login é o email que você informou, quando adquiriu o curso de seu interesse, assim
como será enviado - para esse mesmo email - o link para criar sua senha de acesso.
14) É de suma importância redigir a questão com uma letra LEGÍVEL. “Garranchos” trazem sérios
prejuízos ao candidato.
15) As suas respostas devem ser scaneadas e encaminhadas até a QUINTA-FEIRA subsequente
à da disponibilização da rodada para enviar suas respostas. (Obs.: Há aplicativos de celular que funcionam como scanner, p. ex., camscanner).
16) Excepcionalmente, caso o aluno realmente não consiga scannear o material redigido, poderá
também enviar suas respostas digitadas no word, mas com o formato convertido e enviado em formato PDF (Obs.: NÃO recomendamos essa opção por não simular verdadeiramente a realidade em aspectos de controle de quantidade de linhas, qualidade da caligrafi a, gramática etc.).
17) Para enviar suas respostas no Sistema Sapiens, basta:
a) acessar o seu curso;
b) clicar no botão “resposta das rodadas” c) escolher a rodada desejada;
d) escolher o professor responsável por cada questão ou peça naquela rodada (os professores responsáveis estarão indicados antes de cada peça ou questão, como abaixo pode ser verifi cado); e) clicar em processar;
f) realizar o upload do arquivo, clicando em escolher arquivo (lembre-se de selecionar suas respostas em formato PDF) e, por fi m, clicar no botão enviar;
18) Verifi que a qualidade do que foi scaneado antes de enviar. Não será aceito o envio do material por fotos ou outro meio que não em PDF.
19) As peças e as questões, a cada rodada, serão elaboradas por diferentes Professores, que
estarão devidamente indicados no caderno de questões. Cada resposta deve ser enviada apenas para o correspondente Professor responsável.
20) Vale frisar que os prazos PARA OS ALUNOS FAZEREM O UPLOAD das questões vai até à 23h:59min do dia limite constate na tabela de prazos do Tutorial. ESTE HORÁRIO É CONFORME O HORÁRIO DE BRASÍLIA (ATENÇÃO PARA O HORÁRIO DE VERÃO).
SENTENÇA PENAL
RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
Trata-se de ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco em face de Paulo de Tarso e Caio Moreira, imputando aos acusados os crimes de tráfi co de drogas (art. 33, caput, c/c art. 40, inciso III, da Lei n. 1 1.343/2006), associação para o tráfi co (art. 35, caput, c/c art. 40, inciso III, da Lei n. 11.343/2006) e corrupção de menores (art. 244-B da Lei 8.069 de 1990), todos na forma do artigo 69 do CP.
Segundo a inicial acusatória, os agentes foram presos em fl agrante pela Polícia em 30/06/2020, após terem sido fl agrados na posse de substâncias entorpecentes.
Narra a denúncia que os acusados foram capturados em fl agrante, na cidade de Recife, pela polícia rodoviária do estado de Pernambuco, dentro de um transporte coletivo interestadual, quando transportavam 20 kg de “Crack” entre dois pontos de drogas, um localizado no estado de Pernambuco (origem) e o outro localizado no estado do Rio Grande do Norte (destino). Segundo consta dos autos, a polícia, após receber uma denúncia anônima, interceptou o veículo coletivo e capturou em fl agrante Paulo de Tarso e Caio Moreira, bem como apreendeu Siqueira, que é menor e atua como sócio dos denunciados.
Na delegacia, os policiais confi rmaram que Paulo de Tarso e Caio Moreira eram os autores dos delitos mencionados.
Munidos do competente mandado de busca e apreensão, os policiais foram até o ponto de drogas localizado na cidade de Recife, lá encontrando mais drogas.
Foram ouvidas, ainda, duas testemunhas (Fabiana e Fabíola), que afi rmaram que os denunciados eram trafi cantes contumazes e que eles e o menor ameaçavam rotineiramente os moradores do bairro onde viviam. Afi rmaram, ainda, que Paulo de Tarso, Caio Moreira e o menor são os chefes do tráfi co na região, e que se associaram de forma permanente para este fi m. Também disseram que Paulo de Tarso, além de trafi car, foi quem custeou a atividade, realizando os investimentos necessários.
Perante a autoridade policial, Paulo de Tarso confessou que era o proprietário da droga, no entanto, afi rmou que ela se destinava ao seu próprio uso. Caio Moreira, por sua vez, confessou que era proprietário da droga e que essas substâncias eram destinadas ao comércio ilegal e que os acusados, de fato, planejavam levar a droga para o Rio Grande do Norte.
Em face da gravidade das circunstâncias do fato, foi o fl agrante convertido em prisão preventiva.
Juntada a folha de antecedentes criminais, verifi cou-se que Paulo de Tarso não tinha nenhuma condenação anterior, contando apenas que tramita em face deste cinco ações penais por tráfi co de drogas. Caio Moreira, por sua vez, possui condenação transitada em julgada pelo delito de posse de drogas para consumo próprio, tendo transitado em julgado em 30/06/2019.
Foi juntada cópia da identidade do adolescente, certifi cando que ele era menor de 18 anos à época do fato.
Foi juntado, ainda, laudo de constatação provisório, elaborado por perito ofi cial, dotado de certeza idêntica à do laudo defi nitivo, concluindo que o produto apreendido é “Crack”.
A denúncia foi recebida em 15/10/2020, os réus foram citados para apresentar resposta à acusação no prazo legal.
Em sua defesa, os acusados se limitaram a afi rmar que enfrentariam o mérito após a instrução.
Em audiência, as testemunhas (Fabiana e Fabíola) confi rmaram os fatos narrados na denúncia. Os policiais também confi rmaram os fatos narrados na denúncia. Em seu interrogatório, os réus permaneceram em silêncio.
Em alegações fi nais, o Ministério Público pugna pela condenação dos acusados pelos todos os crimes imputados na inicial acusatória em concurso material.
A defesa alegou, preliminarmente a nulidade do feito ante a inobservância do art. 55 da Lei n. 11.343/2006, que determina o recebimento da denúncia após a apresentação de defesa prévia.
Ainda em sede preliminar, requer a nulidade do feito, uma vez que não foi juntado o laudo defi nitivo, e que este é imprescindível para a confi guração do crime de tráfi co ilícito de entorpecentes, sob pena de se ter por incerta a materialidade do delito.
No mérito, pede a exclusão da causa de aumento de pena contida no art. 40, inciso III, da Lei 13.343 de 2006.
Em relação a Paulo de Tarso, pugna pela incidência da atenuante da confi ssão espontânea, uma vez que ele afi rmou ser o proprietário da droga.
Requerem subsidiariamente que, caso o delito de tráfi co seja reconhecido, que incida em favor dos réus a causa de diminuição de pena contida no § 4º, do art. 33 da Lei 11.343 de 2006. No que diz respeito ao delito de corrupção de menores, afi rma que o menor já é corrompido, logo, o delito do crime contido no art. 244-B do ECA não resta caracterizado.
Os autos foram conclusos para julgamento no dia 10/11/2020.
Com base na situação descrita e na condição de Juiz Criminal da Comarca competente, elabore a sentença adequada, sendo dispensada a confecção de relatório. (Máximo de 120 linhas).
QUESTÃO 01 – DIREITO CIVIL
RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
Em relação aos excluídos da sucessão, discorra sobre a indignidade sucessória e a deserdação, apontando ao menos 2 diferenças ou semelhanças entre os institutos. (Máximo de 30 linhas).
QUESTÃO 02 - DIREITO ELEITORAL RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
O alistamento eleitoral dos índios é obrigatório? Fundamente sua resposta com base nas atuais legislação e jurisprudência que versam sobre o tema.
QUESTÃO 03 - DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
Considere o seguinte caso hipotético:
O Ministério Público da Comarca de Caruaru-PE preocupado com a violência, o elevado número de crimes envolvendo menores, bem como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, ingressou com ação ao juiz da Comarca com o fi m de que fosse expedida portaria proibindo visando a proibição de menores desacompanhados de responsáveis frequentarem, após as 22 horas, bares ou estabelecimentos comerciais que vendessem bebidas alcoólicas.
Também requereu que fosse determinado ao Estado de Pernambuco que reimplantasse plantão em Delegacia de Atendimento ao adolescente infrator, haja vista que, em recente ato, o Governo do Estado determinou o encerramento deste na delegacia especializada.
Sendo você o juiz competente para analisar referido pedido, considerando o disposto do Estatuto da Criança e Adolescente e o entendimento do STJ sobre o tema, como você decidiria? Fundamente.
QUESTÃO 04 – DIREITO CONSTITUCIONAL RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
Disserte sobre o Estado de Coisas Inconstitucional, abordando necessariamente os seguintes aspectos:
1) Conceituação do instituto; 2) A origem da construção teórica; 3) Os requisitos para sua confi guração; e
4) Consequências práticas de seu reconhecimento. (Máximo de 30 linhas)
Obs.: Nesta rodada, atente para as regras 19 e 20 das instruções acima, ou seja, a Sentença e as Questões devem ser enviadas EM UM SÓ ARQUIVO para a Profa. Hannah Rocha.
EQUIPE DE PROFESSORES
1) FILIPPE AUGUSTO - COORDENADOR ADMINISTRATIVO.Defensor Público Federal, Especialista em Processo Civil, Mestre em Direito (UFRN) e Doutorando em Direito (UFC). Ex-PGE-PB (8° colocado), Ex-PGM de Natal (10° colocado). Ex-Professor da UFC e da UFERSA. Aprovado na DPE-AL e AGU entre outros concursos. Professor das Especializações em Processo da FA7 e da Unichristus. É autor do livro “Direitos Fundamentais e sua Dimensão Objetiva”, publicado pelo renomado Sérgio Antonio Fabris Editor.
2) HANNAH ROCHA.
Graduada em Direito pela UFPE. Técnica Judiciária e Assessora do TRF 1ª Região. Aprovada para DP-DF em 2019 e Juiz de Direito do TJ-PA em 2020.
3) PAULO HENRIQUE LIMA SOARES.
Aprovado no concurso para Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Aprovado no concurso para Ofi cial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 5 Região. Ex-Analista Legislativo Especialidade Direito da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Pós-graduado em Direito Público pela UNAR (2011). Pós-graduando em Processo Civil pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (2009).
SENTENÇA PENAL
RESPONSÁVEL: PROFA. HANNAH ROCHA
COMENTÁRIOS
Nessa rodada, trataremos de uma das leis mais comuns em provas subjetivas: a Lei de Drogas. Ressalto que é de extrema importância que o aluno leia todo o roteiro de sentença penal já disponibilizado na área do aluno.
Vamos à análise do caso proposto.
Em primeiro lugar, é necessário observar a dispensa do relatório. Normalmente, as provas de concurso dispensam o relatório. Todavia, nem sempre isso acontece. Portanto, o candidato deve fi car atento, observando se o examinador dispensou ou não a elaboração do relatório. No caso, houve dispensa do relatório. Dessa forma, passemos ao exame das preliminares/ nulidades levantadas pela defesa.
Como consideração geral, no enfrentamento das nulidades, é interessante considerar o emprego do princípio da instrumentalidade das formas, segundo o qual “não há nulidade
sem prejuízo” (pas de nullité sans grief), positivado no art. 563 do CPP, argumentando-se que a nulidade relativa precisa ser alegada no momento oportuno (sob pena de preclusão) e que
precisa haver demonstração de efetivo prejuízo pela defesa. Portanto, deve-se ter esse argumento sempre em mente no momento de rejeitar as nulidades arguidas pela defesa.
Embora a Lei nº 11.343 de 2006 apresente um procedimento específi co para os delitos nela disciplinados, o STJ entende que a inobservância do art. 55 da Lei n. 11.343/2006, que
determina o recebimento da denúncia após a apresentação da defesa prévia, constitui nulidade relativa quando forem demonstrados os prejuízos suportados pela defesa.
Confi ra-se:
A inobservância do rito previsto na Lei n. 11.343/2006, pela falta de oportunidade para oferecimento de defesa preliminar, antes do recebimento da inicial acusatória (art. 55), constitui nulidade relativa que deve ser arguida oportunamente, sob pena de preclusão, com a demonstração de efetivo prejuízo à defesa. 2. A majorante, prevista no art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006, deve ser aplicada nas hipóteses em que o crime de tráfi co de drogas envolver ou visar a atingir criança ou adolescente, sendo irrelevante anterior convivência marital com o réu. AgRg no AREsp 1341923 /PB. T6 - SEXTA TURMA. Data do Julgamento: 04/12/2018.
Dessa forma, a primeira preliminar deve ser rejeitada com base no entendimento do STJ.
a materialidade do delito e, por conseguinte, ensejar a absolvição do acusado. No entanto, é possível, em situações excepcionais, a comprovação da materialidade do crime de tráfi co de drogas pelo laudo de constatação provisório, desde que esteja dotado de certeza idêntica à do laudo defi nitivo e que tenha sido elaborado por perito ofi cial, em procedimento e com
conclusões equivalentes. Confi ra-se:
2. Tendo sido juntado laudo preliminar de constatação da substância entorpecente, assinado por perito criminal, identifi cando o material apreendido como cocaína, e estando corroborado com as demais provas dos autos, a materialidade do crime de tráfi co de drogas encontra-se devidamente comprovada, sendo prescindível a existência de laudo toxicológico defi nitivo. AgRg no AREsp 1578818 / MG. T6 - SEXTA TURMA. Data do Julgamento: 10/12/2019.
No caso ora analisado, o enunciado deixou claro que o laudo provisório foi “elaborado por perito ofi cial e dotado de certeza idêntica à do laudo defi nitivo, concluindo que o produto apreendido é “Crack”.” Portanto, a preliminar deve ser também rejeitada. É interessante que, além do argumento geral do “não há nulidade sem prejuízo”, o candidato também cite expressamente a existência de jurisprudência do STJ nesse sentido.
Após a análise das preliminares, o aluno deve passar ao exame da materialidade e autoria.
O exame da materialidade é bem simples e objetivo. Se o aluno não fi zer esse exame de forma bem suscinta, não sobrará linhas para dosimetria. Por exemplo: A materialidade resta demonstrada pelo auto de prisão em fl agrante (fl s...), pelo laudo de constatação provisório, dotado de certeza idêntica à do laudo defi nitivo, concluindo que o produto apreendido é Crack (fl s...), por ter sido juntada cópia da identidade do menor (fl s...), assim como em função de realização de perícia na arma de fogo (fl s...).
Na autoria, por sua vez, o leitor deve fi car convencido que foi o réu o autor dos delitos. Por exemplo: No tocante a autoria, as testemunhas (Fabiana e Fabíola) confi rmaram
os fatos narrados na denúncia. Os policiais também confi rmaram os fatos descritos na exordial acusatória.
Após o exame da materialidade e autoria, que dão início ao mérito, deve o aluno se debruçar sobre as teses da defesa.
Tese 1: A defesa pede a exclusão da causa de aumento do inciso III, do art. 40 da Lei
de Drogas. Nesse ponto, o argumento da defesa deve prosperar, já que não há que se falar na incidência da causa de aumento de pena contida no inciso III, do art. 40, da Lei n. 11.343 de
2006. Apesar de os réus terem utilizado de transporte público intermunicipal de passageiros, o STJ consagrou o entendimento de que, para incidir a majorante em comento, é necessária a efetiva oferta ou a comercialização da droga no interior de veículo público, não bastando, para a sua
Confi ra-se:
1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal fi rmaram o entendimento de que o simples fato de o agente utilizar-se de transporte público para conduzir a droga não atrai a incidência da causa especial de aumento de pena prevista no inciso III do art. 40 da Lei n. 11.343/2006, que deve ser aplicada apenas quando constatada a efetiva intenção de comercialização da substância em seu interior. Ressalva de entendimento. 2. No caso em exame, a droga estava escondida no interior de um bote infl ável levado no bagageiro do ônibus, motivo pelo qual não incide referida majorante. 3. Agravo regimental não provido. AgRg no REsp 1379010 / MS. T6 - SEXTA TURMA. Data do Julgamento: 15/08/2019.
Tese 2: Subsidiariamente, requer a incidência em favor dos réus da causa de diminuição
de pena contida no § 4º, do art. 33 da Lei 11.343 de 2006.
Conquanto o réu Paulo de Tarso não seja reincidente e não possua maus antecedentes, uma vez que ações penais em curso não podem servir para tal fi m (súmula 444 do STJ), o fato de tramitar contra Paulo de Tarso cinco processos criminais é apto a demonstrar que o denunciado se dedica a atividades criminosas, não preenchendo, portanto, todos os requisitos
do dispositivo em questão. Assim entende o STJ:
I - O benefício legal previsto no §4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 pressupõe o preenchimento pelo Réu de todos os requisitos cumulativamente, sendo eles: i) primariedade; ii) bons antecedentes; iii) não dedicação em atividade criminosa; iv) não integrar organização criminosa. II - O crime de tráfi co de drogas deve ser analisado sempre com observância ao mandamento constitucional de criminalização previsto no artigo 5º, XLIII, da Constituição Federal, uma vez que se trata de determinação do constituinte originário para maior reprimenda ao delito, atendendo, assim, ao princípio da vedação de proteção defi ciente. III - Assim, é possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da convicção de que o Réu se dedica à atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal previsto no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06. IV - In casu, o Tribunal de Justiça afastou a causa de diminuição de pena mencionada em virtude de o Réu ostentar condenação por tráfi co de drogas não transitada em julgado, considerando que ele se dedica à atividade criminosa por não desempenhar atividade lícita, bem como porque “assim que saiu da cadeia, voltou a praticar o mesmo delito”. Embargos de divergência providos para prevalecer o entendimento fi rmado no acórdão paradigma, restabelecendo o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça. EREsp 1431091 /SP. S3 - TERCEIRA SEÇÃO. Data do Julgamento: 14/12/2016.
também não é cabível a incidência do tráfi co em sua forma privilegiada.
Entende o STJ que, é inviável a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 quando há condenação simultânea do agente nos
crimes de tráfi co de drogas e de associação para o tráfi co, por evidenciar a sua dedicação a
atividades criminosas ou a sua participação em organização criminosa. Confi ra-se:
4. Uma vez que o Tribunal de origem - dentro do seu livre convencimento motivado - apontou elementos concretos, constantes dos autos, que efetivamente evidenciam a estabilidade e a permanência exigidas para a confi guração do crime previsto no art. 35 da Lei n. 11.343/2006, não há como absolvê-los em relação a esse ilícito. 5. Porque mantida a condenação dos réus pela prática do crime de associação para o tráfi co de drogas, não há como reconhecer a incidência da causa especial de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. AgRg no HC 507130 /SP. T6 - SEXTA TURMA. Data do Julgamento: 05/12/2019. Tese 4: No que diz respeito ao delito de corrupção de menores, afi rma a defesa que o
menor já era corrompido.
Todavia, em face da súmula 500 do STJ, tal tese não pode prevalecer. Nesse ponto, é importante que o aluno mencione que se trata de entendimento sumulado, ainda que, naturalmente, não lembre o número da sumula.
No mais, para o Superior Tribunal de Justiça, a questão deve ser resolvida pelo princípio da especialidade.
Na hipótese de os delitos praticados não estarem previsto nos artigos 33 a 37 da Lei de Drogas, os réus podem ser condenados pelo crime de corrupção de menores, porém, se a conduta estiver tipifi cada em um desses artigos (33 a 37), não será possível a condenação por
aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006. Confi ra-se:
A controvérsia cinge-se em saber se constitui ou não bis in idem a condenação simultânea pelo crime de corrupção de menores e pelo crime de tráfi co de drogas com a aplicação da majorante prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas. 2. Não é cabível a condenação por tráfi co com aumento de pena e a condenação por corrupção de menores, uma vez que o agente estaria sendo punido duplamente por conta de uma mesma circunstância, qual seja, a corrupção de menores (bis in idem). 3. Caso o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não esteja previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu poderá ser condenado pelo crime de corrupção de menores, porém, se a conduta
n. 11.343/2006. 4. In casu, verifi ca-se que o réu se associou com um adolescente para a prática do crime de tráfi co de drogas. Sendo assim, uma vez que o delito em questão está tipifi cado entre os delitos dos arts. 33 a 37, da Lei de Drogas, correta a aplicação da causa de aumento prevista no inciso VI do art. 40 da mesma Lei. 5. Recurso especial improvido. REsp 1622781 /MT. T6 - SEXTA TURMA. Data do Julgamento: 22/11/2016.
Nesse ponto, nota-se que e caso comporta a emendatio libelli. Por 2 motivos: (1) o MP deveria ter indicado as causas de aumento de pena contidas no art. 40, incisos V, VI e VII (essa
última, exclusivamente em relação a Paulo de Tarso), da Lei 11.343/2006; (2) o crime de corrupção de menores não pode incidir conjuntamente com o art. 33 e 35.
No que toca ao réu Paulo de Tarso, estão ausentes atenuantes e agravantes. O caso não comporta a atenuante da confi ssão, pois, nos termos da jurisprudência do STJ, “a incidência da atenuante da confi ssão espontânea no crime de tráfi co ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da trafi cância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio” (Súmula 630).
Já no que diz respeito ao réu Caio Moreira, verifi ca-se que está presente a atenuante da confi ssão espontânea, uma vez que o réu afi rmou ser o proprietário da droga e que essas
substâncias eram destinadas ao comércio ilegal. Todavia, não deve incidir a agravante relativa à reincidência.
Confi ra-se:
1. Conforme disposto no decisum ora recorrido, verifi ca-se que o acórdão não merece reparos, porquanto as condenações anteriores por contravenções penais não são aptas a gerar reincidência, tendo em vista o que dispõe o art. 63 do Código Penal, que apenas se refere a crimes anteriores. E, se as contravenções penais, puníveis com pena de prisão simples, não geram reincidência, mostra-se desproporcional o delito do art. 28 da Lei n. 11.343/2006 confi gurar reincidência, tendo em vista que nem é punível com pena privativa de liberdade (HC n. 453.437/SP, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 15/10/2018). 2. Consoante o posicionamento fi rmado pela Suprema Corte, na questão de ordem no RE n. 430.105/RJ, a conduta de porte de substância entorpecente para consumo próprio, prevista no art. 28 da Lei n. 11.343/2006, foi apenas despenalizada pela nova Lei de Drogas, mas não descriminalizada, vale dizer, não houve abolitio criminis. Desse modo, tratando-se de conduta que caracteriza ilícito penal, a condenação anterior pelo crime de porte de entorpecente para uso próprio pode confi gurar a reincidência e também macular os antecedentes do acusado. [...] De outro lado, a Sexta Turma deste Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp n. 1.672.654/ SP, consignou que “se a contravenção penal, punível com pena de prisão simples, não confi gura reincidência, resta inequivocamente desproporcional a consideração, para fi ns de reincidência, da posse
apenas com “advertência sobre os efeitos das drogas”, “prestação de serviços à comunidade” e “medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo” (HC n. 478.757/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 11/2/2019).
3. As Turmas da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, em recentes julgados, têm decido ser desproporcional o reconhecimento da agravante da reincidência decorrente de condenação anterior pelo delito do art. 28 da Lei n. 11.343/2006, uma vez que a infringência do referido dispositivo legal não acarreta a aplicação de pena privativa de liberdade e a sua constitucionalidade está sendo debatida no STF. 4. Hipótese em que as instâncias ordinárias negaram o tráfi co privilegiado, em razão unicamente da reincidência do réu pelo cometimento anterior do delito de posse de droga para uso próprio. Logo, não sendo signifi cativa a quantidade de entorpecente apreendida e verifi cada a primariedade do réu, impõe-se a aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo. 5. Estabelecida a pena fi nal em patamar inferior a 4 anos, verifi cada a primariedade do agente e a análise favorável das circunstâncias judiciais, o regime aberto é o adequado para o cumprimento da pena reclusiva, de acordo com o disposto no art. 33, § 2º, alínea “c”, do CP. HC 535785 / DF. T5 - QUINTA TURMA. Data do Julgamento: 05/12/2019.
Ausente causa de diminuição de pena. Presentes as seguintes causas de aumento de pena, previstas no art. 40 da Lei 11.343 de 2006: (1) por envolver adolescente; (2) por violar mais de um estado da federação; e (3) pelo fato de o agente ter custeado a prática do crime (essa
última, exclusivamente em relação ao réu Paulo de Tarso).
Nesse ponto, uma observação pertinente. Há uma divergência nos espelhos de sentença quanto à necessidade ou não de constar no dispositivo a absolvição dos acusados quanto ao crime de corrupção de menores, em virtude do princípio da especialidade. Há quem diga que a melhor técnica seria tão somente proceder à ementatio com a causa de aumento do delito de tráfi co/associação, sem necessidade de constar no dispositivo a absolvição. No fi nal, o efeito prático é o mesmo. A tendência é que os espelhos aceitem das duas formas. Coloquei no espelho de vocês o dispositivo com a absolvição para que possam ver como seria.
Não há que se falar na incidência da causa de aumento de pena contida no inciso III, do art. 40, da Lei n. 11.343 de 2006. Apesar de os réus terem utilizado de transporte público
intermunicipal de passageiros, o STJ consagrou o entendimento de que, para incidir a majorante em comento, é necessária a efetiva oferta ou a comercialização da droga no interior de veículo público, não bastando, para a sua incidência, o fato de o agente ter se utilizado dele como meio
de locomoção e de transporte da substância ilícita. Da dosimetria:
Observação 1: optei por fazer a dosimetria de ambos os crimes (tráfi co e associação para o tráfi co) juntas, em decorrência da ausência de linhas sufi cientes para separar os delitos.
Observação 2: não se preocupem tanto com as contas. Nas provas, não é comum que o espelho cobre que você acerte exatamente a quantidade de anos e dias-multa presentes no gabarito. Como se sabe, na primeira fase, o STJ aceita a majoração tanto em 1/6 quanto em 1/8. As bancas também. Portanto, sua conta pode variar, conforme critério adotado. O importante é que você mostre ao seu examinador, em cada fase da dosimetria, quais aumentos está procedendo e motivo de cada um deles.
Na primeira fase, por se tratar de delito contido na Lei 11.343 de 2006, além do art. 59, do CP, é preciso fi car atento as circunstâncias contidas no art. 42 da referida lei, que diz: “O juiz,
na fi xação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social
do agente”.
A natureza e a quantidade merecem valoração negativa, uma vez que o CRACK é substância com elevado grau de nocividade e que propicia a dependência já a partir do primeiro uso.
O réu Paulo de Tarso não possui maus antecedentes, uma vez que ações penais em
curso não se prestam para tal fi m (súmula 444 do STJ).
O réu Caio Moreira também não possui maus antecedentes, nem é reincidente, pelos motivos acima excplicitados.
Não há nos autos elementos sobre a personalidade e a conduta social dos réus. Os motivos e as consequências do crime são normais à espécie. As vítimas não contribuíram para a ocorrência dos crimes.
Na segunda fase, no que diz respeito ao réu Paulo de Tarso, ausente atenuantes e agravantes. O caso não comporta a atenuante da confi ssão, pois, nos termos da jurisprudência do STJ, “a incidência da atenuante da confi ssão espontânea no crime de tráfi co ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da trafi cância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio” (Súmula 630).
No que diz respeito a Caio Moreira, está presente a atenuante da confi ssão. Ausente circunstância agravante.
Na terceira fase, presentes as causas de aumento de pena previstas no art. 40, incisos V, VI e VII, da Lei n. 11.343/2006: (1) por vulnerar o território de mais de uma unidade da federação, (2) por envolver adolescente; e (3) pelo fato de o agente ter custeado a prática do crime (essa última, exclusivamente em relação ao réu Paulo de Tarso).
Aumentei em 1/3 as penas dos delitos de tráfi co de drogas e associação para o tráfi co. Segundo entende o STJ, não acarreta bis in idem a incidência simultânea das majorantes previstas no art. 40 da Lei n. 11.343/2006 aos crimes de tráfi co de drogas e de associação para fi ns de tráfi co, porquanto são delitos autônomos, cujas penas devem ser calculadas e fi xadas
A jurisprudência do STJ é no sentido de que a aplicação das majorantes previstas no art. 40 da Lei de Drogas exige motivação concreta, quando estabelecida acima da fração mínima, não sendo sufi ciente a mera indicação do número de causas de aumento, em analogia ao disposto
na Súmula 443 do STJ. No entanto, como houve a participação do menor, há maior gravidade em concreto da conduta.
Deixei de realizar a detração, uma vez que o período de prisão provisória já cumprido,
não autoriza a modifi cação do regime prisional.
Fixei o regime inicial fechado em observância ao disposto no art. 33, § 2º, alínea “a”
do Código Penal, uma vez que o quantum de pena aplicado recomenda esse regime inicial. Deixei de fi xar valor mínimo indenizatório por dois motivos: (1) em razão da ausência de requerimento na peça acusatória; (2) o tráfi co de drogas é crime vago, ou seja, não há uma vítima determinada.
Mantive a prisão dos réus nas condições em que se encontrava. Normalmente, se o
réu passou toda a instrução preso, deve ser mantido preso após a sentença, sem levantar maiores discussões quanto a isso. Todavia, deve o aluno fi car atento, especialmente em razão do quantum de pena fi xado na sentença, ou seja, se o patamar de pena imposto na sentença autoriza o regime fechado. Logo, se você submeter o réu ao regime inicial semiaberto, como regra, não poderá o réu fi car preso preventivamente (princípio da homogeneidade).
Por ser crime vago, não determinei a comunicação da vítima. Agora, vamos ao espelho.