• Nenhum resultado encontrado

Giorgio agamben - homo sacer.pdf

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Giorgio agamben - homo sacer.pdf"

Copied!
165
0
0

Texto

(1)
(2)

HOMO

SACER

O

PODER

SOBERANO

E

A

VIDA

NUA

1

TRADU O HENRIQUEBURIGO 2 REIMPRESS O BELOHORIZONTE EDITORAUFMG 2007

(3)

1995 Gi lio E na di edi ore .p.a., Torino

Ti lo srcinal: Homo acer Il po ere o rano e la n da ida 2002 da rad o bra ileira b Edi ora UFMG

2004 1 reimpre o 2007 2 reimpre o

E e li ro o par e dele n o pode er reprod ido por q alq er meio em a ori a o e cri a do Edi or A259h Agamben, Giorgio

Homo Sacer: o poder oberano e a ida n a I /

Giorgio Agamben; rad o de Henriq e B rigo. Belo Hori on e: Edi ora UFMG, 2002. 207 p. (H mani a )

ISBN: 85 7041 307 6

1. Religi o e pol ica 2. Direi o h mano 1. B rigo, Henriq e II. Ti lo III. S rie

CDD: 172 CDU: 2:32

Ca aloga o na p blica o: Di i o de Planejamen o e Di lga o da Biblio eca Uni er i ria UFMG EDITORA O DE TEXTO Ana Maria de Morae

PROJETO GR FICO Gl ria Campo (Ma g ) CAPA L cia Nemer

REVIS O DE PROVAS Ana Maria de Morae e R bia Fl ia do San o

REVIS O DO GREGO Jac n ho Lin Brand o PRODU O GR FICA Warren de Marilac San o FORMATA O C io Ribeiro

EDITORA UFMG

A . An nio Carlo , 6627 Ala direi a da Biblio eca Cen ral T rreo Campo Pamp lha 31270 901 Belo Hori on e/MG

Tel. (31) 3499 4650 Fa (31) 3499 4768 .edi ora. fmg.br edi ora@ fmg.br

(4)

INTRODU O ... 6

PARTE 1 L GICA DA SOBERANIA 1 O PARADOXO DA SOBERANIA ...17

2 N MOS BASILE S ...30

3 POT NCIA E DIREITO ...37

4 FORMA DE LEI ...45

LIMIAR...56

PARTE 2 H0M0 SACER 1 HOMO SACER ...61

2 A AMBIVAL NCIA DO SACRO ...64

3 A VIDA SACRA...69

4 VITAE NECISQUE POTESTAS ...74

5 CORPO SOBERANO E CORPO SACRO ...78

6 O BANDO E O LOBO ...88

LIMIAR...94

PARTE 3 O CAMPO COMO PARADIGMA BIOPOL TICO DO MODERNO 1 POLITIZA 0 DA VIDA ...98

2 OS DIREITOS DO HOMEM E A BIOPOL TICA ... 104

3 VIDA QUE N O MERECE VIVER ... 112

4 "POL TICA, OU SEJA, DAR FORMA VIDA DE UM POVO" ... 119

5 VP ... 128

6 POLITIZAR A MORTE... 133

7 O CAMPO COMO N MOS DO MODERNO ... 138

LIMAR ... 151

NOTAS DO TRADUTOR ... 158

(5)

Da Rech ha kein Da ein f r ich, ein We en ielmehr i da Leben der Men chen elb , on einer be onderen Sei c ange ehen.

SAVIGNY

I a in i re ci i a i , ci i mq e officii in e igandi op e , non q idem di o a r ci i a , ed a amen anq am di o a con idere r, id e , q ali i na ra h mana, q ib reb ad ci i a em compaginandam ap a el inep a i , e q omodo homine in er e componi debean , q i coale cera ol n , rec e in elliga r.

(6)

O grego n o po am m ermo nico para e primir o q e n q eremo di er com a pala ra da. Ser iam e de doi ermo , em n ica e morfologicamen e di in o , ainda q e repor ei a m imo com m: ,

q e e primia o imple fa o de i er com m a odo o ere i o (animai , homen o de e ) eb ,q e indica a a forma o maneira de i er pr pria de m indi d o o de m gr po. Q ando Pla o, noF eb , menciona r g nero de ida e Ari ele , na E ca c ac ea, di ing e a ida con empla i a do f l ofo (b e e c ) da ida de pra er (b a a c ) e da ida pol ica (b c ) , ele jamai poderiam er empregado o ermo (q e, ignifica i amen e, em grego carece de pl ral) pelo imple fa o de q e para ambo n o e a a em q e o de modo alg m a imple ida na ral, ma ma ida q alificada, m modo par ic lar de ida. Ari ele pode decer o falar, referindo e ao De , de ma a e a a d , ida mai nobre e e erna (Me . 1072b, 28), ma omen e enq an o pre ende blinhar o fa o n o banal de q e a me mo De m i en e (a im como, no me mo con e o, er e e do ermo para definir, de modo ig almen e po co ri ial, o a o do pen amen o); ma falar de ma

do cidad o de A ena n o eria fei o en ido. N o q e o m ndo cl ico n o e e familiaridade com a id ia de q e a ida na ral, a imple

como al, p de e er em i m bem. Em m recho da P ca (1278b, 23 31), depoi de ha er recordado q e o fim da cidade i er eg ndo o bem, Ari ele e prime, ali , com in per el l cide e a con ci ncia:

E e (o i er eg ndo o bem) o fim premo eja em com m para odo o homen , eja para cada m eparadamen e. E e , por m, nem e e man m a com nidade pol ica a me mo endo em i a o imple i er, porq e e i e pro a elmen e ma cer a por o de bem a me mo no mero fa o de i er (ka o n am e ce o de dific ldade q an o ao modo de i er (ka on b on), m non); e n o h e iden e q e a maior par e do homen por a m i o ofrimen o e e apega ida ( o ), como e nela ho e e ma e p cie de

erenidade (e emer a, belo dia) e ma do ra na ral.

(7)

propriamen e di a e re a firmemen e confinada, como mera ida reprod i a, ao mbi o do (Pol. 1252a, 26 35). No in cio de a P ca,

Ari ele a de odo elo para di ing ir o (o chefe de m empreendimen o) e o de e (o chefe de fam lia), q e e oc pam da reprod o da ida e de a b i ncia, do pol ico e e carnece daq ele q e imaginam q e a diferen a en re ele eja de q an idade e n o de e p cie. E q ando, em m recho q e de eria ornar e can nico para a radi o pol ica do Ociden e (1252b, 30), define a me a da com nidade perfei a, ele o fa j amen e opondo o imple fa o de i er ( ) ida poli icamen e

q alificada ( e ): g e e e , a d e

"na cida em i a do i er, ma e i en e e encialmen e em i a do i er bem" (na rad o la ina de G ilherme de Moerbeke, q e an o Tom como Mar lio de P d a inham dian e do olho : fac a de g e d g a a, e e a e g a a be e e d ).

erdade q e m celeb rrimo recho da me ma obra define o homem como (1253a, 4): ma aq i ( par e o fa o de q e na pro a ica o erbo b a n o pra icamen e ado no pre en e), pol ico n o m a rib o do i en e como al, ma ma diferen a e pec fica q e de ermina o g nero (logo depoi , de re o, a pol ica h mana di ing ida daq ela do o ro i en e porq e f ndada, a ra de m plemen o de poli i a o ligado ling agem, obre ma com nidade de bem e de mal, de j o e de inj o, e n o imple men e de pra ero o e doloro o).

em refer ncia a e a defini o q e Fo ca l , ao final da V ade de abe , re me o proce o a ra do q al, no limiare da Idade Moderna, a ida na ral come a, por a e , a er incl da no mecani mo e no c lc lo do poder e a al, e a pol ica e ran forma em b ca: "Por mil nio , o homem permanece o q e era para Ari ele : m animal i en e e, al m di o, capa de e i ncia pol ica; o homem moderno m animal em c ja pol ica e em q e o a a ida de er i en e." (Fo ca l , 1976, p. 127)

Seg ndo Fo ca l , o "limiar de modernidade biol gica" de ma ociedade i a e no pon o em q e a e p cie e o indi d o enq an o imple corpo i en e ornam e a apo a q e e em jogo na a e ra gia pol ica . A par ir de 1977, o c r o no C ege de F a ce come am a focali ar a pa agem do "E ado erri orial" ao "E ado de pop la o" e o con eq en e a men o er igino o da impor ncia da ida biol gica e da a de da na o como problema do poder oberano, q e e ran forma en o progre i amen e em "go erno do homen " (Fo ca l , 1994, . III, p. 719). "Re l a da ma e p cie de animali a o do homem po a em pr ica a ra da mai ofi icada cnica pol ica . S rgem en o na hi ria eja

(8)

o dif ndir e da po ibilidade da ci ncia h mana e ociai , eja a im l nea po ibilidade de pro eger a ida e de a ori ar e holoca o." Em par ic lar, o de en ol imen o e o ri nfo do capi ali mo n o eria ido po el, ne a per pec i a, em o con role di ciplinar efe ado pelo no o biopoder, q e crio para i, por a im di er, a ra de ma rie de

ecnologia apropriada , o "corpo d cei " de q e nece i a a.

Por o ro lado, j no fim do ano cinq en a (o eja, q a e in e ano an e deLa de a )Hannah Arend ha ia anali ado, emT e a c d , o proce o q e le a o ab a e, com e e, a ida biol gica como al, a oc par progre i amen e o cen ro da cena pol ica do moderno. Era j amen e a e e primado da ida na ral obre a a o pol ica q e Arend fa ia, ali , remon ar a ran forma o e a decad ncia do e pa o p blico na ociedade moderna. Q e a pe q i a de Arend enha permanecido pra icamen e em eg imen o e q e Fo ca l enha podido abrir a e ca a e obre a biopol ica em nenh ma refer ncia a ela, e em nho da dific ldade e re i ncia q e o pen amen o de eria perar ne e mbi o. E j amen e a e a dific ldade de em e pro a elmen e an o o fa o de q e, em T e a c d , a a ora c rio amen e n o e abele a nenh ma cone o com a pene ran e an li e q e preceden emen e ha ia dedicado ao poder o ali rio (da q ai e a en e oda e q alq er per pec i a biopol ica), q an o a circ n ncia, amb m ing lar, de q e Fo ca l jamai enha de locado a a in e iga o para a rea por e cel ncia da biopol ica moderna: o campo de concen ra o e a e r ra do grande e ado o ali rio do No ecen o .

A mor e impedi q e Fo ca l de en ol e e oda a implica e do concei o de biopol ica e mo ra e em q e en ido eria aprof ndado l eriormen e a a in e iga o; ma , em odo ca o, o ingre o da na e fera da ,a poli i a o da ida n a como al con i i o e en o deci i o da modernidade, q e a inala ma ran forma o radical da ca egoria pol ico filo fica do pen amen o cl ico. pro el, ali , q e, e a pol ica parece hoje a ra e ar m d rado ro eclip e, i o e d preci amen e porq e ela e imi e de m confron o com e e e en o f ndador da modernidade. O "enigma " (F re , 1985, p. 7) q e no o c lo [ c lo XX] prop ra o hi rica e q e permanecem a ai (o na i mo o mai inq ie an e en re ele ) poder o er ol ido omen e no erreno a biopol ica obre o q al foram in ricado . Somen e em m hori on e biopol ico, de fa o, er po el decidir e a ca egoria obre c ja opo i e f ndo e a pol ica moderna (direi a/e q erda; pri ado/p blico; ab ol i mo/democracia e c.), e q e e foram progre i amen e e f mando a pon o de en rarem hoje n ma

(9)

abandonada o poder o e en almen e reencon rar o ignificado q e naq ele pr prio hori on e ha iam perdido. E omen e ma refle o q e, acolhendo a ge o de Fo ca l e Benjamin, in errog e ema icamen e a rela o en re ida n a e pol ica q e go erna ecre amen e a ideologia da modernidade aparen emen e mai di an e en re i poder fa er air o pol ico de a oc l a o e, ao me mo empo, re i ir o pen amen o a

oca o pr ica.

Uma da orien a e mai con an e do rabalho de Fo ca l o decidido abandono da abordagem radicional do problema do poder, ba eada em modelo j r dico in i cionai (a defini o da oberania, a eoria do E ado), na dire o de ma an li e em preconcei o do modo concre o com q e o poder pene ra no pr prio corpo de e jei o e em a forma de ida. No l imo ano , como re l a de m emin rio de 1982 na Uni er idade de Vermon , e a an li e parece orien ar e eg ndo d a di in a dire ri e de in e iga o: por m lado, o e do da c ca ca (como a ci ncia do policiamen o) com a q ai o E ado a me e in egra em a e fera o c idado da ida na ral do indi d o ; por o ro, o e do da ec g a d e , a ra da q ai e reali a o proce o de

bje i a o q e le a o indi d o a inc lar e pr pria iden idade e pr pria con ci ncia e, conj n amen e, a m poder de con role e erno. e iden e q e e a d a linha (q e d o con in idade, de re o, a d a

end ncia pre en e de de o in cio no rabalho de Fo ca l ) e en rela am em rio pon o e reme em a m cen ro com m. Em m de e l imo e cri o , ele afirma q e o e ado ociden al moderno in egro n ma propor o em preceden e cnica de indi id ali a o bje i a e procedimen o de o ali a o obje i o e fala de m gen no "d plo nc lo pol ico, con i do pela indi id a o e pela im l nea o ali a o da e r ra do poder moderno" (Fo ca l , 1994, . IV, p. 229 232).

O pon o em q e e e doi a pec o do poder con ergem permanece , oda ia, ing larmen e ombra na pe q i a de Fo ca l , an o q e e p de afirmar q e ele eria con an emen e e rec ado a elaborar ma eoria ni ria do poder. Se Fo ca l con e a a abordagem radicional do problema do poder, ba eada e cl i amen e em modelo j r dico ("o q e legi ima o poder?") o em modelo in i cionai ("o q e o E ado?"), e gere "liberar e do pri il gio e rico da oberania" (Fo ca l , 1976, p. 80), para con r ir ma anal ica do poder q e n o ome mai como modelo e como c digo o direi o, onde e , en o, no corpo do poder, a ona de indiferencia o (o , ao meno , o pon o de in er ec o) em q e cnica de indi id ali a o e procedimen o o ali a e e ocam? E, mai genericamen e, e i e m cen ro ni rio no q al o "d plo nc lo" pol ico

(10)

encon ra a ra o de er? Q e e i a m a pec o bje i o na g ne e do poder j e aria impl ci o no concei o de e de a e em La Bo ie; ma q al o pon o em q e a er id o ol n ria do indi d o com nica com o poder obje i o? po el, em m mbi o o deci i o, con en ar e com e plica e p icol gica , como aq ela, ainda q e n o de pro ida de

ge e , q e e abelece m paraleli mo en re ne ro e e erna e ne ro e in erna ? E dian e de fen meno como o poder midi icoe pe ac lar, q e e hoje por oda par e ran formando o e pa o pol ico, leg imo o a me mo po el man er di in a ecnologia

bje i a e cnica pol ica ?

Se bem q e a e i ncia de ma al orien a o pare a logicamen e impl ci a na pe q i a de Fo ca l , e a permanece m pon o cego no campo i al, q e o olho do pe q i ador n o pode perceber, o en o algo como m pon o de f ga q e e afa a ao infini o, em dire o ao q al a di er a linha per pec i a de a in e iga o (e, mai em geral, de oda refle o ociden al obre o poder) con ergem em jamai poder a ingi lo.

A pre en e pe q i a concerne preci amen e e e oc l o pon o de in er ec o en re o modelo j r dico in i cional e o modelo biopol ico do poder. O q e ela e e de regi rar en re o e pro ei re l ado preci amen e q e a d a an li e n o podem er eparada e q e a implica o da ida n a na e fera pol ica con i i o n cleo srcin rio ainda q e encober o do poder oberano. P de e d e , a , e a

d de c b c e a a c b g a d de

be a . A biopol ica , ne e en ido, pelo meno o an iga q an o a e ce o oberana. Colocando a ida biol gica no cen ro de e c lc lo , o E ado moderno n o fa mai , por an o, do q e recond ir l o nc lo ecre o q e ne o poder ida n a, rea ando a im ( eg ndo ma ena corre pond ncia en re moderno e arcaico q e no dado erificar no

mbi o mai di er o ) com o mai imemorial do a ca a e .

Se i o erdadeiro, er nece rio con iderar com reno ada a en o o en ido da defini o ari o lica da como opo i o en re i er ( ) e i er bem (e ). A opo i o , de fa o, na me ma medida, ma implica o do primeiro no eg ndo, da ida n a na ida poli icamen e q alificada. O q e de e er ainda in errogado na defini o ari o lica n o o omen e, como

e fe a agora, o en ido, o modo e a po ei ar ic la e do " i er bem" como do pol ico; nece rio, an e de mai , perg n ar e por q e a pol ica ociden al e con i i primeiramen e a ra de ma e cl o (q e , na me ma medida, ma implica o) da ida n a. Q al a rela o en re pol ica e ida, e e a e apre en a como aq ilo q e de e er incl do a ra de ma e cl o?

(11)

A e r ra da e ce o, q e delineamo na primeira par e de e li ro, parece er, ne a per pec i a, con b ancial pol ica ociden al, e a afirma o de Fo ca l , eg ndo a q al para Ari ele o homem era m "animal i en e e, al m di o, capa de e i ncia pol ica", de e er con eq en emen e in egrada no en ido de q e, problem ico , j amen e, o ignificado daq ele "al m di o". A f rm la ing lar "gerada em i a do i er, e i en e em i a do i er bem" pode er lida n o omen e como ma implica o da gera o ( g e) no er ( a) , ma amb m como ma e cl o incl i a ( mae ce ) da o na , q a e como e a pol ica fo e o l gar em q e o i er de e e ran formar em i er bem, e aq ilo q e de e er poli i ado fo e de de empre a ida n a. A ida n a em, na pol ica ociden al, e e ing lar pri il gio de er aq ilo obre c ja e cl o e f nda a cidade do homen .

N o m aca o, en o, q e m recho da P ca i e o l gar pr prio da na pa agem da o ling agem. O ne o en re ida n a e pol ica o me mo q e a defini o me af ica do homem como " i en e q e po i a ling agem" b ca na ar ic la o en re e g :

S o homem en re o i en e po i a ling agem. A o , de fa o, inal da dor e do pra er e, por i o, ela per ence amb m ao o ro

i en e (a na re a dele , de fa o, chego a a en a o da dor e do pra er e a repre en lo en re i), ma a ling agem er e para manife ar o con enien e e o incon enien e, a im como amb m o j o e o inj o; i o pr prio do homem com rela o ao o ro

i en e , omen e ele em o en imen o do bem e do mal, do j o e do inj o e da o ra coi a do me mo g nero, e a com nidade de a coi a fa a habi a o e a cidade (1253a, 10 18).

A perg n a: "de q e modo o i en e po i a ling agem?" corre ponde e a amen e q ela o ra: "de q e modo a ida n a habi a a ?"O i en e po i o g olhendo e con er ando nele a pr pria o , a im como ele habi a a dei ando e cl ir dela a pr pria ida n a. A pol ica e apre en a en o como a e r ra, em en ido pr prio f ndamen al, da me af ica ociden al, enq an o oc pa o limiar em q e e reali a a ar ic la o en re o er

i en e e o g . A "poli i a o" na ida n a a arefa me af ica por e cel ncia, na q al e decide da h manidade do i en e homem, e, a mindo e a arefa, a modernidade n o fa mai do q e declarar a pr pria fidelidade e r ra e encial da radi o me af ica. A d pla ca egorial f ndamen al da pol ica ociden al n o aq ela amigo inimigo, ma ida n a e i ncia pol ica, b , e cl o incl o. A pol ica e i e porq e o homem o i en e q e, na ling agem, epara e op e a i a pr pria ida n a e, ao me mo empo, e man m em rela o com ela n ma e cl o incl i a.

(12)

Pro agoni a de e li ro a ida n a, i o , a ida a e 1 e

ac f c e do ace , c ja f n o e encial na pol ica moderna pre endemo rei indicar. Uma ob c ra fig ra do direi o romano arcaico, na q al a ida h mana incl da no ordenamen o nicamen e ob a forma de a e cl o (o eja, de a ab ol a ab dade) , oferece a im a cha e gra a q al n o apena o e o acro da oberania, por m, mai em geral, o pr prio c dice do poder pol ico podem de elar o e arcano . Ma , im l aneamen e, e a al e mai an iga acep o do ermo ace no apre en a o enigma de ma fig ra do agrado aq m o al m do religio o, q e con i i o primeiro paradigma do e pa o pol co do Ociden e. A e e fo ca l iana de er , en o, er corrigida o , pelo meno , in egrada, no en ido de q e aq ilo q e carac eri a a pol ica moderna n o an o a incl o da na , em i an ig ima, nem imple men e o fa o de q e a ida como al enha a er m obje o eminen e do c lc lo e da pre i e do poder e a al; deci i o , obre do, o fa o de q e, lado a lado com o proce o pelo q al a e ce o e orna em odo o l gare a regra, o e pa o da ida n a, i ado srcinariamen e margem do ordenamen o, em progre i amen e a coincidir com o e pa o pol ico, e e cl o e incl o, e erno e in erno, b e , direi o e fa o en ram em ma ona de irred el indi in o. O e ado de e ce o, no q al a ida n a era, ao me mo empo, e cl da e cap rada pelo ordenamen o, con i a, na

erdade, em e apar amen o, o f ndamen o oc l o obre o q al repo a a o in eiro i ema pol ico; q ando a a fron eira e e f mam e e inde erminam, a ida n a q e o habi a a libera e na cidade e orna e

im l aneamen e o jei o e o obje o do ordenamen o pol ico e de e confli o , o pon o com m an o da organi a o do poder e a al q an o da emancipa o dele. T do ocorre como e, no me mo pa o do proce o di ciplinar a ra do q al o poder e a al fa do homem enq an o i en e o pr prio obje o e pec fico, en ra e em mo imen o m o ro proce o, q e coincide gro o modo com o na cimen o da democracia moderna, no q al o homem como i en e e apre en a n o mai como b e , ma como e

do poder pol ico. E e proce o , ob m i o a pec o opo o e (ao meno em apar ncia) em confli o acerbo en re ele , con ergem, por m, no fa o de q e em ambo o q e e em q e o a ida n a do cidad o, o no o corpo biopol ico da h manidade.

Se algo carac eri a, por an o, a democracia moderna em rela o cl ica, q e ela e apre en a de de o in cio como ma rei indica o e ma libera o da ,q e ela proc ra con an emen e ran formar a me ma ida n a em forma de ida e de encon rar, por a im di er, o b da o . Da ,

amb m, a a e pec fica aporia, q e con i e em q erer colocar em jogo a liberdade e a felicidade do homen no pr prio pon o a " ida n a" q e

(13)

indica a a a bmi o. Por r do longo proce o an agon ico q e le a ao reconhecimen o do direi o e da liberdade formai e , ainda ma e , o corpo do homem acro com o e d plo oberano, a ida in acrific el e, por m, ma el. Tomar con ci ncia de a aporia n o ignifica de alori ar a conq i a e a dific ldade da democracia, ma en ar de ma e por oda compreender por q e, j amen e no in an e em q e parecia ha er defini i amen e ri nfado obre e ad er r o e a ingido e apoge , ela

e re elo ine peradamen e incapa de al ar de ma r na em preceden e aq ela a c ja libera o e felicidade ha ia dedicado odo e e for o . A decad ncia da democracia moderna e o e progre i o con ergir com o e ado o ali rio na ociedade p democr ica e pe ac lare (q e come am a ornar e e iden e j com Tocq e ille e encon raram na an li e de Debord a an o final) m, al e , a rai ne a aporia q e marca o e in cio e q e a cinge em ecre a c mplicidade com o e inimigo mai ag errido. A no a pol ica n o conhece hoje o ro alor (e, con eq en emen e, o ro de alor) q e a ida, e a q e a con radi e q e i o implica n o forem ol cionada , na i mo e fa ci mo, q e ha iam fei o da deci o obre a ida n a o cri rio pol ico premo, permanecer o de gra adamen e a ai . Seg ndo o e em nho de An elme, de fa o, aq ilo q e o campo en inaram a q em o habi a a era j amen e q e "colocar em q e o a q alidade de homem pro oca ma rei indica o q a e biol gica do per encimen o ep cie h mana" (An elme, 1947, p. 11).

A e e de ma n ima olidariedade en re democracia e o ali ari mo (q e aq i de emo , me mo com oda pr d ncia, adian ar) n o , ob iamen e (como, por o ra, aq ela de S ra obre a ecre a con erg ncia en re liberali mo e com ni mo q an o me a final), ma e e hi oriogr fica, q e a ori e a liq ida o e o acha amen o da enorme diferen a q e carac eri am a hi ria e e an agoni mo; n o ob an e i o, no plano h rico filo f co q e lhe pr prio, de e er man ida com firme a, porq e omen e ela poder permi ir q e orien emo no dian e da no a realidade e da con erg ncia impre i a do f m de mil nio, de ob r indo o campo em dire o q ela no a pol ica q e ainda re a em grande par e in en ar.

Con rapondo, no recho praci ado, o "belo dia" (e e e a)da imple ida "dific ldade " do b pol ico, Ari ele eria dado al e a form la o mai bela aporia q e encon ra e na ba e da pol ica ociden al. O in e e q a ro c lo q e de de en o e pa aram n o ro eram nenh ma ol o, an o meno pro i ria e inefica . A pol ica, na e ec o da arefa me af ica q e a le o a a mir empre mai a forma de ma biopol ica, n o con eg i con r ir a ar ic la o en re e b ,en re o e ling agem, q e de eria recompor a fra ra. A ida n a con in a pre a a ela

(14)

ob a forma da e ce o, i o , de alg ma coi a q e incl da omen e a ra de ma e cl o. Como po el "poli i ar" a "do ra na ral" da

? E, an e de do, em ela erdadeira nece idade de er poli i ada o o pol ico j e con ido nela como o e n cleo mai precio o? A biopol ica do o ali ar mo moderno de m lado, a ociedade de con mo e do hedoni mo de ma a de o ro con i em cer amen e, cada ma a e modo, ma re po a a e a perg n a . A q e, oda ia, ma pol ica in egralmen e no a o eja, n o mai f ndada obre a e ce da ida n a n o e apre en e, oda eoria e oda pra e permanecer o apri ionada em m beco

em a da , e o "belo dia" da ida ob er cidadania pol ica a ra do ang e e da mor e o na perfei a in en a e a q e a condena a ociedade do e pe c lo.

A defini o chmi iana da oberania (" oberano aq ele q e decide obre o e ado de e ce o") orno e m l gar com m, an e me mo q e e compreende e o q e, nela, e a a erdadeiramen e em q e o, o eja, nada meno q e o concei o limi e da do rina do E ado e do direi o, no q al e a ( i o q e odo concei o limi e empre limi e en re doi concei o ) confina com a e fera da ida e e conf nde com ela. Enq an o o hori on e da e a alidade con i a o c rc lo mai a o de q alq er ida com ni ria, e a do rina pol ica , religio a , j r dica e econ mica q e o en a am ainda e a am firme , e a "e fera mai e rema" n o podia erdadeiramene

ir l . O problema da oberania red ia e en o a iden ificar q em, no in erior do ordenamen o, fo e in e ido de cer o podere , em q e o pr prio limiar do ordenamen o fo e jamai po o em q e o. Hoje, em m momen o em q e a grande e r ra e a ai en raram em proce o de di ol o, e a emerg ncia, como Benjamin ha ia pre agiado, orno e a regra, o empo mad ro para propor, de de o princ pio em ma no a per pec i a, o problema do limi e e da e r ra srcin r a da e a alidade. Po o q e a in fici ncia da cr ica an rq ica e mar i a do E ado era preci amen e a de n o er nem me mo en re i o e a e r ra e de a im er dei ado apre adamen e de lado o a ca e a, como e e e n o i e e o ra con i ncia fora do im lacro e da ideologia q e e alegaram para j ific lo. No en an o, acabamo cedo o arde no iden ificando com o inimigo c ja e r ra de conhecemo , e a eoria do E ado (e em par ic lar do e ado de e ce o, o eja, a di ad ra do prole ariado como fa e de ran i o para a ociedade em E ado) j amen e o e colho obre o q al a re ol e do no o c lo [ c lo XX] na fragaram.

A e e l ro, q e foi concebido inicialmen e como ma re po a ang ino a mi ifica o de ma no a ordem plane ria, acon ece por an o

(15)

de er q e medir e com problema endo o primeiro de odo o da acralidade da ida q e n o inham ido imedia amen e le ado em con a. Ma , no c r o da in e iga o, orno e claro q e, em al mbi o, n o era po el acei ar como garan ida nenh ma da no e q e a ci ncia h mana (da j ri pr d ncia an ropologia) acredi a am er definido o ha iam pre po o como e iden e e q e, ao con r rio, m i a dela e igiam na rg ncia da ca rofe ma re i o em re er a .

(16)
(17)

1.1 O parado o da oberania e en ncia: "o oberano e , ao me mo empo, den ro e fora do ordenamen o j r dico". Se o oberano , de fa o, aq ele no q al o ordenamen o j r dico reconhece o poder de proclamar o e ado de e ce o e de pender, de e modo, a alidade do ordenamen o, en o "ele permanece fora do ordenamen o j r dico e, oda ia, per ence a e e, porq e cabe a ele decidir e a con i i o in o o po a er pen a" (Schmi , 1922, p. 34). A e pecifica o "ao me mo empo" n o ri ial: o oberano, endo o poder legal de pender a alidade da lei, coloca e legalmen e fora da lei. I o ignifica q e o parado o pode er form lado amb m de e modo: "a lei e fora dela me ma", o en o: "e , o oberano, q e e o fora da lei, declaro q e n o h m fora da lei".

Vale a pena refle ir obre a opologia impl ci a no parado o, porq e omen e q ando i er ido compreendida a a e r ra, ornar e claro em q e medida a oberania a inala o limi e (no d plo en ido de fim e de princ pio) do ordenamen o j r dico. Schmi apre en a e a e r ra como

endo aq ela da e ce o ( A a e):

A e ce o aq ilo q e n o e pode repor ar; ela b rai e hip e e geral, ma ao me mo empo orna e iden e com ab ol a p re a m elemen o formal e pecificamen e j r dico: a deci o. Na a forma ab ol a, o ca o de e ce o e erifica omen e q ando e de e criar a i a o na q al po am er efic cia norma j r dica . Toda norma geral req er ma e r ra o normal da rela e de ida, obre a q ai ela de e encon rar de fa o aplica o e q e ela bme e pr pria reg lamen a o norma i a. A norma nece i a de ma i a o m dia homog nea. E a normalidade de fa o n o m imple pre po o q e o j ri a pode ignorar; ela di re pei o, ali , dire amen e a efic cia imanen e. N o e i e nenh ma norma q e eja aplic el ao cao . Primeiro e de e e abelecer a ordem: en o fa en ido o

(18)

ordenamen o j r dico. preci o criar ma i a o normal, e oberano aq ele q e decide de modo defini i o e e e e ado de normalidade reina de fa o. Todo direi o "direi o aplic el a ma i a o". O oberano cria e garan e a i a o como m odo na a in egridade. Ele em o monop lio da deci o l ima. Ni o re ide a e ncia da oberania e a al, q e, por an o, n o de e er propriamen e definida como monop lio da an o o do poder, ma como monop lio da deci o, onde o ermo deci o ado em m

en ido geral q e de e er ainda de en ol ido. O ca o de e ce o orna e iden e do modo mai claro a e ncia da a oridade e a al. Aq i a deci o e di ing e da norma j r dica e (para form lar m parado o) a a oridade demon ra q e n o nece i a do direi o para criar o direi o... A e ce o mai in ere an e do q e o ca o normal. E e l imo nada pro a, a e ce o pro a do; ela n o confirma a regra: a regra me ma i e da e ce o... Um e logo pro e an e q e demon ro de q e i al in en idade eria capa a refle o ainda no

c lo XIX, di e: "a e ce o e plica o geral e a i me ma. E e de ejamo e dar corre amen e o geral, preci o aplicarmo no

omen e em orno de ma real e ce o. E a ra do l m i o mai claramen e do q e o pr prio geral. L pela an a ficaremo enfadado com o e erno l gar com m do geral: e i em a e ce e . Se n o podem er e plicada , nem me mo o geral pode er e plicado. Habi almen e n o no apercebemo da dific ldade, poi e pen a no geral n o com pai o, ma com ma ranq ila perficialidade. A e ce o ao con r rio pen a o geral com en rgica pa ionalidade" (Ibidem. p. 39 41).

N o m aca o q e Schmi , com a defini o da e ce o, fa a refer ncia obra de m e logo (q e n o o ro en o Kierkegaard). Se bem q e Vico j ho e e afirmado em ermo n o m i o di imilare a

perioridade da e ce o, como "config ra o l ima do fa o " obre o direi o po i i o (I d de de a ce e , bea a e a

e c e e ge e a e eg a e e ; ed ac d c de

ca a fac e a e e c c a a , ae ae a e e

e ce e , b ege e a e a , e ea : De a a,

cap. II), n o e i e, no mbi o da c ncia j r dica , ma eoria da e ce o q e confira a e a ma po i o o al a. Dado q e, o q e e em q e o na e ce o oberana , eg ndo Schmi , a pr pria condi o de po ibilidade da alidade da norma j r dica e, com e a, o pr prio en ido da a oridade e a al. O oberano, a ra do e ado de e ce o, "cria e garan e a i a o", da q al o direi o em nece idade para a pr pria ig ncia. Ma q e coi a e a " i a o", q al a a e r ra, a par ir do momen o em q e ela n o

(19)

con i e en o na pen o da norma?

# A opo i o iq eana en re direi o po i i o ( e c ) e e ce o e prime bem o e a o par ic lar da e ce o. E a , no direi o, m elemen o q e ran cende o direi o po i i o, na forma da a pen o. Ela e para o direi o po i i o, como a eologia nega i a e para a eologia po i i a. Enq an o e a, na erdade, predica e afirma de De de erminada q alidade , a eologia nega i a (o m ica), com o e nem... nem..., nega e pende a a rib i o de q alq er predica o. Ela n o e , oda a, fora da eologia, ma f nciona, ob er ando e bem, como o princ pio q e f ndamen a a po ibilidade em geral de algo como ma eologia. Somen e porq e a di indade foi pre po a nega i amen e como aq ilo q e b i e fora de q alq er predicado po el, ela pode ornar e jei o de ma predica o. De modo an logo, omen e porq e a alidade do direi o po i i o pen a no e ado de e ce o, ele pode definir o ca o normal como mbi o da pr pria alidade.

1.2 A e ce o ma e p cie da e cl o. Ela m ca o ing lar, q e e cl do da norma geral. Ma o q e carac er a propriamen e a e ce o q e aq ilo q e e cl do n o e , por ca a di o, ab ol amen e fora de rela o com a norma; ao con r rio, e a e man m em rela o com aq ela na forma da pen o. A a e a ca e ce de a ca d e, e a d e de a. O e ado de e ce o n o , por an o, o cao q e precede a ordem, ma a i a o q e re l a da a pen o. Ne e en ido, a e ce o

erdadeiramen e, eg ndo o imo, ca ada f a (e ca e e) e n o imple men e e cl da.

Q e o ordenamen o j r dico pol ico enha a e r ra de ma incl o daq ilo q e , ao me mo empo, e p l o, em ido freq en emen e ob er ado. Dele e p de a im e cre er q e "a oberania n o reina a n o er obre aq ilo q e capa de in eriori ar" (Dele e, 1980, p. 445) e, a prop i o do g a d e fe e e de cri o por Fo ca l na a H e de a f e ' ge c a e, Blancho falo de ma en a i a da ociedade de "encerrar o fora" (e fe e e de ) , o eja, de con i lo em ma "in erioridade de e pec a i a o de e ce o". Dian e de m e ce o, o i ema in eriori a a ra de ma in erdi o aq ilo q e o e cede e, de e modo, "de igna e como e erior a i me mo" (Blancho , 1969, p. 292). A e ce o q e define a e r ra da oberania , por m, ainda mai comple a. Aq ilo q e e fora em aq i incl do n o imple men e a ra de ma in erdi o o m in ernamen o, ma pendendo a alidade do ordenamen o, dei ando, por an o, q e ele e re ire da e ce o, a abandone. N o a e ce o q e e b rai regra, ma a regra q e, pendendo e, d

(20)

l gar e ce o e omen e de e modo e con i i como regra, man endo e em rela o com aq ela. O par ic lar " igor" da lei con i e ne a capacidade de man er e em rela o com ma e erioridade. Chamemo e a de e ce a e a forma e rema da rela o q e incl i alg ma coi a nicamen e a ra de a e cl o.

A i a o, q e em a er criada na e ce o, po i, por an o, e e par ic lar, o de n o poder er definida nem como ma i a o de fa o, nem como ma i a o de direi o, ma in i en re e a m parado al limiar de indiferen a. N o m fa o, porq e criado apena pela pen o da norma; ma , pela me ma ra o, n o nem ao meno m ca o j r dico,2 ainda

q e abra a po ibilidade de ig ncia da lei. e e o en ido l imo do parado o form lado por Schmi , q ando e cre e q e a deci o oberana "demon ra n o er nece idade do direi o para criar o direi o". Na e ce o oberana ra a e, na erdade, n o an o de con rolar o ne rali ar o e ce o, q an o, an e de do, de criar e definir o pr prio e pa o no q al a ordem j r dico pol ica pode er alor. Ela , ne e en ido, a locali a o (O g) f ndamen al, q e n o e limi a a di ing ir o q e e den ro e o q e e fora, a i a o normal e o cao , ma ra a en re ele m limiar (o e ado de e ce o) a par ir do q al in erno e e erno en ram naq ela comple a rela e opol gica q e ornam po el a alidade do ordenamen o.

O "ordenamen o do e pa o", no q al con i e para Schmi

N oberano, n o , por an o, apena " omada da erra" (La d a e) , fi a o de ma ordem j r dica (O d g) e erri orial (O g) ,ma , obre do, " omada do fora",3 e ce o ( A a e).

# Dado q e "n o e i e nenh ma norma q e eja aplic el ao cao ", e e de e er primeiro incl do no ordenamen o a ra da cria o de

ma ona de indiferen a en re e erno e in erno, cao e i a o normal: o e ado de e ce o. Para e referir a algo, ma norma de e, de fa o, pre por aq ilo q e e fora da rela o (o irrela o) e, n o ob an e, e abelecer de e modo ma rela o com ele. A rela o de e ce o e prime a im imple men e a e r ra srcin ria da rela o j r dica. A deci o oberana obre a e ce o , ne e en ido, a e r ra pol ico j r dica srcin ria, a par ir da q al omen e aq ilo q e incl do no ordenamen o e aq ilo q e e cl do dele adq irem e en ido. Na a forma arq e pica, o e ado de e ce o , por an o, o princ pio de oda locali a o j r dica, po o q e omen e ele abre o e pa o em q e a fi a o de m cer o ordenamen o e de m de erminado erri rio e orna pela primeira e po el.

(21)

Como al, ele me mo , por m, e encialmen e ilocali el (ainda q e e po a de q ando em q ando a rib ir lhe limi e e pa o emporai definido ). O ne o en re locali a o (O g) e ordenamen o (O d g) , q e con i i o " da erra" (Schmi , 1974, p. 70) , por an o, ainda mai comple o do q e Schmi o de cre e e con m em e in erior ma ambig idade f ndamen al, ma ona ilocali el de indiferen a o de e ce o q e, em l ima an li e, acaba nece ariamen e por agir con ra ele como m princ pio de de locamen o infini o. Uma da e e da pre en e in e iga o a de q e o pr prio e ado de e ce o, como e r ra pol ica f ndamen al, em no o empo, emerge empre mai ao primeiro plano e ende, por fim, a ornar e a regra. Q ando no o empo proc ro dar ma locali a o i el permanen e a e e ilocali el, o re l ado foi o campo de concen ra o. N o o c rcere, ma o campo, na realidade, o e pa o q e corre ponde a e a e r ra srcin ria do

. I o mo ra e, ademai , no fa o de q e enq an o o direi o carcer rio n o e fora do ordenamen o normal, ma con i i apena m mbi o par ic lar do direi o penal, a con ela o j r dica q e orien a o campo , como eremo , a lei marcial o o e ado de io. Por i o n o po el in cre er a an li e do campo na rilha aber a pelo rabalho de Fo ca l , da H a da c a a V g a e . O campo, como e pa o ab ol o de e ce o, opolog camen e di in o de m imple e pa o de recl o. E e e e pa o de e ce o, no q al o ne o en re locali a o e ordenamen o defini i amen e rompido, q e de ermino a cri e do elho" da erra".

1.3 A alidade de ma norma j r dica n o coincide com a aplica o ao ca o par ic lar, por e emplo, em m proce o o em m a o e ec i o; ao con r rio, a norma, j amen e por er geral, de e aler independen emen e do ca o par ic lar. Aq i a e fera do direi o mo ra a a e encial pro imidade com aq ela da ling agem. Como ma pala ra adq ire o poder de deno ar, em ma in ncia de di c r o em a o, m egmen o da realidade,

omen e porq e ela em en ido a me mo no pr prio n o deno ar (i o , como a g e di in a de a e: o ermo na a mera con i ncia le ical, independen emen e de e emprego concre o no di c r o), a im a norma pode referir e ao ca o par ic lar omen e porq e, na e ce o oberana, ela igora como p ra po ncia, na pen o de oda refer ncia a al. E como a ling agem pre p e o n o ling ico como aq ilo com o q al de e poder man er e em rela o ir al (na forma de ma a g e, o , mai preci amen e, de m jogo grama ical, o eja, de m di c r o c ja deno a o a al man ida indefinidamen e em pen o), para poder depoi deno lo no di c r o em a o, a im a lei pre p e o n o j r dico (por e emplo, a

(22)

mera iol ncia enq an o e ado de na re a) como aq ilo com o q al e man m em rela o po encial no e ado de e ce o. A e ce be a a

(c a de d fe e a e e a e a e d e ) a e da

efe c a d ca a f a de a e . Em oda norma q e comanda

o e a alg ma coi a (por e emplo, na norma q e e a o homic dio) e in cri a, como e ce o pre po a, a fig ra p ra e in ancion el do ca o j r dico q e, no ca o normal, efe i a a a ran gre o (no e emplo, a mor e de m homem n o como iol ncia na ral, ma como iol ncia oberana no e ado de e ce o).

# Hegel foi o primeiro a compreender em prof ndidade e a e r ra pre ponen e4 da ling agem, gra a q al ela e , ao me mo

empo, fora e den ro de i me ma, e o imedia o (o n o ling ico) e re ela como nada al m de m pre po o da ling agem. "O elemen o perfei o" ele e cre e na Fe e g a d e "em q e a in erioridade o e erior q an o a e erioridade in erna, a ling agem" (Hegel, 1971, . III, p. 527 529). Como omen e a deci o

oberana obre o e ado de e ce o abre o e pa o no q al podem er ra ado confin en re o in erno e o e erno, e de erminada norma podem er a rib ida a de erminado erri rio , a im omen e a l ng a como p ra po ncia de ignificar, re irando e de oda concre a in ncia de di c r o, di ide o ling ico do n o ling ico e permi e a aber ra de mbi o de di c r o ignifican e , no q ai a cer o

ermo corre pondem cer o deno ado . A ling agem o oberano q e, em permanen e e ado de e ce o, declara q e n o e i e m fora da l ng a, q e ela e empre al m de i me ma. A e r ra par ic lar do direi o em e f ndamen o ne a e r ra pre ponen e da ling agem h mana. Ela e prime o nc lo de e cl o incl i a ao q al e jei a ma coi a pelo fa o de encon rar e na ling agem, de er nominada. Di er, ne e en ido,

empre d ce e.

1.4 Ne a per pec i a, a e ce o e i a em po i o im rica em rela o ao e emplo, com o q al forma i ema. E e con i e o doi modo a ra do q ai m conj n o proc ra f ndamen ar e man er a pr pria coer ncia. Ma enq an o a e ce o , no en ido em q e e i , ma e c

c a

(q e er e, i o , para incl ir o q e e p l o), o e emplo f nciona an e como ma c e c a. Tome e o ca o do e emplo grama ical (Milner, 1988, p. 176): o parado o aq i q e m en nciado ing lar, q e n o

e di ing e em nada do o ro ca o do me mo g nero, i olado dele j amen e por per encer ao e n mero. Se, fornecendo m e emplo de performa i o, pron ncia e o in agma: " e amo", por m lado e e n o pode

(23)

er en endido como em m con e o normal, ma , por o ro, para poder fa er o papel de e emplo, de e er ra ado como m en nciado real. O q e o e emplo demon ra e per encimen o a ma cla e, ma , preci amen e por i o, no me mo momen o em q e a e ibe e delimi a, o ca o e emplar e capa dela (a im, no ca o de m in agma ling ico, e e ao pr prio ignificar e, de e modo, pende a ignifica o). Se perg n amo , en o, e a regra e aplica ao e emplo, a re po a n o f cil, i o q e ela e aplica ao e emplo como ca o normal e n o, e iden emen e, enq an o e emplo. O e emplo, digamo , e cl do do ca o normal n o porq e n o fa a par e dele, ma , pelo con r rio, porq e e ibe e per encer a ele. Ele erdadeiramen e

a ad g a no en ido e imol gico: aq ilo q e " e mo ra ao lado", e ma cla e pode con er do, ma n o o pr prio paradigma.

Di er o o mecan mo da e ce o. Enq an o o e emplo e cl do do conj n o na medida em q e per ence a ele, a e ce o incl da no ca o normal j amen e porq e n o fa par e dele. E como o per encimen o a ma cla e pode er demon rado apena com m e emplo, o eja, fora dela, do me mo modo o n o per encimen o pode er demon rado em e in erior, i o , com ma e ce o. Em odo ca o (como mo ra a di p a en re anomali a e analogi a en re o gram ico an igo ), e ce o e e emplo o concei o correla o , q e endem, no limi e, a conf ndir e e en ram em jogo oda e q e e ra a de definir o pr prio en ido da par icipa o do indi d o , do e fa er com nidade. T o comple a , em odo i ema lgico como em cada i ema ocial, a rela o en re o den ro e o fora, a e ranhe a e a in imidade.

# A e ce do direi o proce al romano mo ra bem e a par ic lar e r ra da e ce o. Ela m in r men o de defe a do r em j o, de inado a ne rali ar a concl d ncia da ra e en ada pelo a or, no ca o em q e a normal aplica o do f e c e re l aria in q a. O romano iam nela ma forma de e cl o ol ada eon ra a aplica o do c e (Dig. 44. I. 2, Ulp. 74: E ce d c a e a

aeda e c , ae ac e ad e c de d d, d

e e c de a e e ded c e .). Ne e en ido, a

e ce n o e ab ol amen e fora do direi o, ma mo ra, an e , m con ra e en re d a e ig ncia j r dica , q e no direi o romano reme e con rapo i o en re

c e e a ,

o eja, o direi o in rod ido pelo pre or para ameni ar a e ce i a generalidade da norma do direi o ci il. Na a e pre o cnica, a

e ce oma a im o a pec o de ma cl la condicional nega i a in erida, na forma proce al, en re e e c de a ,median e a q al a condena o do r bordinada a n o b i ncia do fa o

(24)

defen i o e cepcionado5 por e e (por e emplo: e ea e a

A. Age fac e e f a , i o : e n o ho e dolo). O ca o de e ce o a im e cl do da aplica o do c e em q e eja, por m, po o em q e o o per encimen o do ca o j r dico pre i o norma i a. A e ce o oberana repre en a m limiar l erior: ela de loca o con ra e en re d a e ig ncia j r dica n ma rela o limi e en re o q e e den ro e o q e e fora do direi o.

Pode parecer incongr en e definir a e r ra do poder oberano, com a cr i implica e fac ai , a ra de d a in c a ca egoria grama icai . En re an o e i e m ca o em q e o car er deci i o do e emplo ling ico e o fa o de conf ndir e, no limi e, com a e ce o mo ram ma e iden e implica o com o poder de ida e mor e. Tra a e do epi dio de J e 12.6 no q al o Galaadi a reconhecem o Efraimi a em f ga q e en am p r e a al o do o ro lado do Jord o, pedindo lhe q e pron nciem a pala ra Shibole , q e ele pron nciam Sibole (D ceba e Ga aad ae: d E a ae

e ? Q d ce e: , e gaba e : d c e g Sc bb e , d

e e a ca. Q e deba : bb e , eade e a ca

e e e a e . S a e a e e g aba

J da a ).No Shibole , e emplo e e ce o e conf ndem: ele ma e ce o e emplar o m e emplo q e fa a e e de e ce o. (N o admira, ne e en ido, q e, no e ado de e ce o, prefira e o rec r o p ni e e emplare .)

1.5 Na eoria do conj n o di ing e e per encimen o e incl o. Tem e ma incl o q ando m ermo par e de m conj n o, no en ido em q e odo O e elemen o o elemen o daq ele conj n o (di e en o q e b m bconj n o de a, e e e cre e b a). Ma m ermo pode per encer a m conj n o em e ar incl do nele (o per encimen o endo a no o primi i a da eoria, q e e e cre e: b a) o , ice er a, e ar nele incl do em per encer a ele. Em m li ro recen e, Alain Badio de en ol e e a di in o, para rad la em ermo pol ico . Ele fa corre ponder o per encimen o apre en a o, e a incl o repre en a o (re apre en a o). Dir e , a im, q e m ermo e e cea ma i a o e ele apre en ado e con ado como nidade ne a i a o (em ermo pol ico , o indi d o ing lare enq an o per encem a ma ociedade). Dir e , pora e , q e m ermo e c d em ma i a o, e repre en ado na me ae r ra (o E ado) em q e a e r ra da i a o por a e con ada como nidade (o indi d o , enq an o recodificado pelo E ado em cla e , por e emplo, como "elei ore "). Badio define a m ermo q e e , ao me mo empo, apre en ado e repre en ado (i o , per ence e

(25)

e incl do), e c e c c a m ermo q e e repre en ado, ma n o apre en ado (q e e , a im, incl do em ma i a o em per encer a ela),

g a m ermo q e e apre en ado, ma n o repre en ado (q e per ence, em e ar incl do) (Badio , 1988, p. 95 115).

E como fica a e ce o oberana ne e e q ema? Poder amo pen ar, primeira i a, q e ela e encai e no erceiro ca o, o eja, q e a e ce o config re ma forma de per encimen o em incl o. E a im cer amen e do pon o de i a de Badio . Ma o q e define o car er da pre en o oberana preci amen e q e ela e aplica e ce o de aplicando e, q e ela incl i aq ilo q e e fora dela. A e ce o oberana , en o, a fig ra em q e a ing laridade repre en ada como al, o eja, enq an o irrepre en el. Aq ilo q e n o pode er em nenh m ca o incl do em a er incl do na forma da e ce o. No e q ema de Badio ela in rod ma q ar a fig ra, m limiar de indiferen a en re e cre c ncia (repre en a o em apre en a o) e ing laridade (apre en a o em repre en a o), algo como ma parado al incl o do per encimen o me mo. E a a e de e c d

d a a e e ce e de e e ce a c a e de de

e e c d . O q e emerge ne a fig ra limi e a cri e radical de oda po ibilidade de di ing ir com clare a en re per encimen o e incl o, en re o q e e fora e o q e e den ro, en re e ce o e norma.

# O pen amen o de Badio , ne a per pec i a, m pen amen o rigoro o da e ce o. A a ca egoria cen ral, aq ela de e en o, corre ponde de fa o e r ra da e ce o. Ele define o e en o como o elemen o de ma i a o al q e e per encimen o a e a, do pon o de i a da i a o, n o pode er decidido. Ele aparece, por i o, ao E ado nece ariamen e como e cre c ncia. A rela o en re per encimen o e incl o , al m di o, eg ndo Badio , marcada por ma inadeq a o f ndamen al, pela q al a incl o e cede empre o per enci men o ( eorema do pon o de e ce o). A e ce o e prime j amen e e a impo ibilidade de m i ema de fa er coincidir a incl o com o per encimen o, de red ir a nidade oda a a par e .

Do pon o de i a da ling agem, po el eq iparar a incl o ao en ido e o per encimen o deno a o. Ao eorema do pon o de e ce o corre ponder en o o fa o de q e ma pala ra em empre mai en ido de q an o po a em a o deno ar e q e en re en ido e deno a o e i e ma obra in r el. preci amen e e a obra q e e em q e o an o na eoria l i ra iana da e cel ncia con i i a do ignifican e em rela o ao ignificado ( a

(26)

e !, e e da 'e e ce d' e ab da ce de g f a a

a a g f e e e e e e e : L i S ra , 1950,

p. XLIX) q an o na do rina ben eni iana da opo i o irred el en re emi ica e em n ico. Em q alq er mbi o o pen amen o do no o empo e encon ra confron ado com a e r ra da e ce o. A pre en o de oberania da ling agem con i ir en o na en a i a de fa er coincidir o en ido com a deno a o, de e abelecer en re e e

ma ona de indi in o, na q al a l ng a e man m em rela o com e de a a abandonando o , re irando e de e em ma p ra

a g e (o "e ado de e ce o" ling ico). o q e fa a de con r o, colocando indecid ei em e ce o infini o obre oda efe i a po ibilidade de ignificado.

1.6 Por i o, em Schmi , a oberania e apre en a na forma de ma deci o obre a e ce o. A deci o n o aq i a e pre o da on ade de m jei o hierarq icamen e perior a q alq er o ro, ma repre en a a in cri o, no corpo do , da e erioridade q e o anima e lhe d en ido. O oberano n o decide en re l ci o e il ci o, ma a implica o srcin ria do er

i en e na e fera do direi o, o , na pala ra de Schmi , a "e r ra o normal da rela e de ida", de q e a lei nece i a. A deci o n o concerne nem a ma ae nem a ma ae fac , ma pr pria rela o en re o direi o e o fa o. N o e ra a aq i apena , como Schmi parece gerir, da irr p o da " ida efe i a" q e, na e ce o, "rompe a cro a de m mecani mo enrijecido na repe i o", ma de algo q e concerne na re a mai n ima da lei. O direi o em car er norma i o, "norma" (no en ido pr prio de "e q adro") n o porq e comanda e pre cre e, ma enq an o de e, an e de mai nada, criar o mbi o da pr pria refer ncia na ida real,a a. Por i o enq an o, digamo , e abelece a condi e de a refer ncia e, im l aneamen e, a pre p e a e r ra srcin ria da norma empre do ipo: "Se (ca o real,6 . e .: e b ) , en o

(con eq ncia j r dica, . e .: a e )", onde m fa o incl do na ordem j r dica a ra de a e cl o e a ran gre o parece preceder e de erminar o ca o l ci o. Q e a lei enha inicialmen e a forma de ma e

a ( a , al e de a , q er di er: a me ma coi a), ignifica q e a ordem j r dica n o e apre en a em a srcem imple men e como an o de m fa o ran gre i o, ma con i i e, obre do, a ra do repe ir e do me mo a o em an o alg ma, o eja, como ca o de e ce o. E e n o

ma p ni o do primeiro, ma repre en a a a incl o na ordem j r dica, a iol ncia como fa o j r dico primordial ( e e e a e d c a :

Fe o, 496, 15). Ne e en ido, a e ce o a forma srcin ria do direi o.

(27)

cer amen e carac er ica e cl i a da norma j r dica), ma a c lpa (n o no en ido cnico q e e e concei o em no direi o penal, ma naq ele srcinal q e indica m e ado, m e ar em d bi o: c a e e) , o eja, preci amen e, o er incl do a ra de ma e cl o, o e ar em rela o com algo do q al e foi e cl do o q e n o e pode a mir in egralmen e. A c a e efe e a g e , e a, de e a d c e d c ,

a a g c a da e , a e e efe e a a g a c a. E a a ra o l ima da m ima j r dica e ranha a oda moral eg ndo a q al a ignor ncia da norma n o elimina a c lpa. Ne a impo ibilidade de decidir e a c lpa q e f ndamen a a norma o a norma q e in rod a c lpa, emerge claramen e l a indi in o en re e erno e in erno, en re ida e direi o q e carac eri a a deci o oberana obre a e ce o. A e r ra " oberana" da lei, o e par ic lar e srcinal " igor" em a forma de m e ado de e ce o, em q e fa o e direi o o indi ing ei (e de em, oda ia, er decidido ). A ida, q e e a im b ga a,7 implicada na e fera

do direi o pode lo, em l ima in ncia, omen e a ra da pre po i o da a e cl o incl i a, omen e em mae ce .E i e ma fig ra limi e da ida, m limiar em q e ela e , im l aneamen e, den ro e fora do ordenamen o j r dico, e e e limiar o l gar da oberania.

A afirma o eg ndo a q al "a regra i e omen e da e ce o" de e er omada, por an o, ao p da le ra. O direi o n o po i o ra ida al m daq ela q e con eg e cap rar den ro de i a ra da e cl o incl i a da

e ce : ele e n re dela e, em ela, le ra mor a. Ne e en ido erdadeiramen e o direi o "n o po i por i nenh ma e i ncia, ma o e er a pr pria ida do homen ". A deci o oberana ra a e de an o em an o reno a e e limiar de indiferen a en re o e erno e o in erno, e cl o e incl o, e , em q e a ida srcinariamen e e cepcionada8 no

direi o. A a deci o a coloca o de m indecidi el.

# N o por m aca o q e o primeiro rabalho de Schmi eja in eiramen e dedicado defini o do concei o j r dico de c lpa. O q e de imedia o impre iona ne e e do a de ermina o com q e o a or rec a q alq er defini o cnico formal do concei o de c lpa, para carac eri lo em e di o em ermo q e parecem primeira i a an e morai q e j r dico . De fa o, a c lpa aq i (con ra o an igo ad gio j r dico q e afirma ironicamen e q e "n o e i e c lpaem norma") an e de do m "proce o da ida in erior" (V ga g de I e ebe ) , i o , algo de e encialmen e "in ra bje i o" (I e b e e ) (Schmi , 1910, p. 18 24), q alific el como ma gen na "m on ade" (b e W e ) , q e con i e no "po icionamen o con cien e de fin con r rio q ele do

(28)

ordenamen o j r dico" (Ibidem. p. 92).

N o po el di er e Benjamin eria conhecimen o de e e o enq an o e cre ia De e ca e e Pe a c ca da c a; fa o, por m, q e a a defini o da c lpa como concei o j r dico srcin rio inde idamen e ran ferido e fera ico religio a e perfei amen e de acordo com a e e de Schmi ainda q e em ma dire o decididamen e opo a. Dado q e, enq an o para Benjamin ra a e preci amen e de perar o e ado de e i ncia dem nica, do q al o direi o m re d o, e de liberar o homem da c lpa (q e n o o ra coi a en o a in cri o da ida na ral na ordem do direi o e do de ino), fren e da rei indica o chmi iana do car er j r dico e da cen ralidade da no o de c lpa n o e a liberdade do homem ico, ma omen e a for a refreadora de m poder oberano ( a ) q e, no melhor do ca o , pode apena re ardar o dom nio do An icri o.

Uma con erg ncia an loga e em com rela o ao concei o de car er. Tamb m Schmi , como Benjamin, di ing e claramen e car er e c lpa ("o concei o de c lpa" ele e cre e " em a er com m

e a , e n o com m e e": Ibidem. p. 46). Em Benjamin, oda ia, j amen e e e elemen o (o car er enq an o e capa a oda on ade con cien e) a apre en ar e como o princ pio capa de liberar o homem da c lpa e de afirmar a a na ral inoc ncia.

1.7 Se a e ce o a e r ra da oberania, a oberania n o , en o, nem m concei o e cl i amen e pol ico, nem ma ca egoria e cl i amen e j r dica, nem ma po ncia e erna ao direi o (Schmi ), nem a norma prema do ordenamen o j r dico (Kel en): ela a e r ra srcin ria na q al o direi o e refere ida e a incl i em i a ra da pr pria

pen o. Re omando ma ge o de Jean L c Nanc , chamemo ba d 9

(do an igo ermo germ nico q e de igna an o a e cl o da com nidade q an o o comando e a in gnia do oberano) a e a po ncia (no en ido pr prio da d a ari o lica, q e empre amb md a e e ge ,

po ncia de n o pa ar ao a o) da lei de man er e na pr pria pri a o, de aplicar e de aplicando e. A rela o de e ce o ma rela o de ba d .

Aq ele q e foi banido n o , na erdade, imple men e po o fora da lei e indiferen e a e a, ma aba d ad por ela, o eja, e po o e colocado em ri co no limiar em q e ida e direi o, e erno e in erno, e conf ndem. Dele n o li eralmen e po el di er q e e eja fora o den ro do ordenamen o (por i o, em a srcem, ba d , a ba d ignificam em i aliano an o " merc de" q an o "a e alan e, li remen e", como na e pre o c e e a ba d ,e ba d q er di er an o "e cl do, po o de lado" q an o "aber o

(29)

a odo , li re", como em e a ba d a e a ed a ba d a). ne e en ido q e o parado o da oberania pode a mir a forma: "n o e i e m fora da lei". A e a g da e ca a da a a ca , a Aba d .

A po ncia in per el do , a a g a 'f a de e ", q e ele man m a ida em e ba d abandonando a. E e a e r ra do ba d

q e ra aremo de compreender aq i, para podermo , e en almen e, rein oc la q e o.

# O ba d ma forma da rela o. Ma de q e rela o propriamen e e ra a, a par ir do momen o em q e ele n o po i nenh m con e do po i i o, e o ermo em rela o parecem e cl ir e (e, ao me mo empo, incl ir e) m amen e? Q al a forma da lei q e nele e e prime? O ba d a p ra forma do referir e a alg ma coi a em geral, i o , a imple coloca o de ma rela o com o irrela o. Ne e en ido, ele e iden ifica com a forma limi e da rela o. Uma cr ica do

ba d de er en o nece ariamen e p r em q e o a pr pria forma da rela o e e perg n ar e o fa o pol ico n o eria por aca o pen el al m da rela o, o eja, n o mai na forma de m relacionamen o.

(30)

2.1 O princ pio eg ndo o q al a oberania per ence lei, q e parece hoje in epar el da no a concep o de democracia e do E ado de direi o, n o elimina de modo alg m o parado o da oberania, ma o impele, ali , ao e remo. De de a mai an iga form la o q e no foi ran mi ida de e principio, o fragmen o 169 de P ndaro, a oberania da lei e i a, de fa o, em ma dimen o o ob c ra e amb g a, q e j amen e a prop i o di o e p de falar com ra o de m "enigma" (Ehrenberg, 1921, p. 119). Ei o e o do fragmen o, c ja recon r o e de e a Boeck:

N ba e

a e a a a ge d a b a a

e a e : e a a

g He a 10

O enigma aq i n o con i e an o no fa o de q e no fragmen o ejam po ei ria in erpre a e ; deci i o an e q e, como a refer ncia ao f r o de H racle d a en ender al m de q alq er d ida, o poe a define a oberania do n mo a ra de ma j ifica o da iol ncia. O ignificado do fragmen o e e clarece, en o, omen e e compreende e q e ele po i em e cen ro ma e candalo a compo i o daq ele princ pio por e cel ncia an i ico q e o, para o Grego , B a e D e, iol ncia e j i a. N o poder q e opera "com m o mai for e" a ni o parado al de e doi opo o (ne e en ido, e en ende e por enigma, eg ndo a defini o ari o lica, a "conj n o de opo o ", o fragmen o con m erdadeiramen e m enigma).

Se no fragmen o 24 de S lon de e e ler (como o fa a maioria do e dio o ) e , j no c lo VI a e pec fica "for a" da lei era iden ificada prec amen e em ma "cone o" de iol ncia e j i a ( e / b a e a d e a a ,"com a for a do conec ei iol nc a e j i a": ma me mo lendo e em e de , a id ia cen ral permanece a me ma, a par ir do momen o em q e S lon e falando de a a i idade de legi lador: cf. De Romill , 1971, p. 15). A me mo m recho

(31)

do E gade He odo q e P ndaro podia er em men e confere ao ma po i o deci i a no relacionamen o en re iol ncia e direi o:

Per e , em em men e e a coi a e, dando o ido j i a (D ke), e q ece a iol ncia (B a). Ao homen , em erdade, Ze de ino e e n mo : pr prio do pei e , da fera e do alado p aro de orarem e n ao o ro , poi n o e i e D ke en re ele ; ma ao homen ele de a D ke, q e de longe a melhor.

Enq an o, em He odo, oda ia, o o poder q e di ide iol ncia e direi o, m ndo ferino e in ndo h mano, e, em S lon, a "cone o" de B a e D ke n o con m ambig idade nem ironia, em P ndaro e e e o n q e ele dei a como heran a ao pen amen o pol ico ociden al, e q e fa dele, em cer o en ido, o primeiro grande pen ador da oberania o be a

c e, c ga d d e e c a, a ca a d .

Ne e en ido, o fragmen o pind rico obre o ba e con m o paradigma oc l o q e orien a oda ce i a defini o da oberania: o oberano o pon o de indiferen a en re iol ncia e direi o, o limiar em q e aiol ncia ra pa a em direi o e o direi o em iol ncia. # Na a er o comen ada do fragmen o de P ndaro (q e Bei ner da a de 1803), H lderlin (q e, com oda ero imilhan a, inha dian e do olho m e o emendado no en ido da ci a o pla nica no

G g a : b a d a a ) rad o fragmen o de e modo:

Da H c e Da Ge e , V a e de K g, S e b c e d U e b c e ; da f ebe Da ge a g Da ge ec e e Rec a e c e Ha d. 11

Em nome da a eoria da perioridade con i i a do obre a lei (Ge e , no en ido de po i o con encional), Schmi cri ica a in erpre a o h lderliana do fragmen o. "A me mo H lderlin" ele e cre e "conf nde a a rad o do fragmen o (Hellingra h, V, p. 277) er endo em alem o o ermo com Ge e e e dei a de ar por e a pala ra infeli , embora aiba q e a lei med a o rigoro a. O em en ido srcin rio , ao con r rio, o p ro imedia i mo de ma for a j r dica (Rec af )n o mediada pela lei; ele m e en o hi rico con i n e, m a o da legi imidade, a q al

nicamen e orna em geral en a a a legalidade da no a lei." (Schmi , 1974, p. 63)

(32)

Schmi eq i oca aq i comple amen e a in en o do poe a, q e j amen e dirigida con ra odo princ pio imedia o. No e comen rio, H lderlin define, na erdade, o (q e di ing e do direi o) como media o rigoro a ( e ge M e ba e ): "O imedia o"

e cre e " omado no en ido rigoro o impo el an o para o mor ai q an o para o imor ai ; o de de e di ing ir di er o m ndo , eg ndo a a na re a, poi o ben cele iai de em er

agrado por i me mo , em comi o. O homem, enq an o cogno ci i o, de e amb m ele di ing ir di er o m ndo , po o q e o conhecimen o po el median e a opo i o." (H lderlin, 1954, p. 309) Se, por m lado, H lderlin (como Schmi ) no

ba e m princ pio mai al o q e o imple direi o, por o ro, ele em o c idado de preci ar q e o ermo " oberano" n o e refere aq i a m "poder premo" ( c e Mac ) , e im ao "mai al o f ndamen o cogni i o" (Idem.). Com ma daq ela corre e o carac er ica de a l ima rad e , H lderlin ran fere a im m problema j r dico pol ico (a oberania da lei como indi in o de direi o e iol ncia) e fera da eoria do conhecimen o (a media o como poder de di ing ir). Mai srcinal e for e q e o direi o n o (como em Schmi ) o enq an o principio oberano, ma a media o q e f nda o conhecimen o.

2.2 ob e a l q e e de e ler a ci a o pla nica no G g a (484b, 1 10) q e, fingindo e q ecimen o, al era con cien emen e o e o pind rico:

Ta b P da , a ece e,

e e e e a e e ca e d :

de d be a

a e a e e eg e a :

c d c a f fa e d e c a a a .

Somen e ma ag da c c fe a p de ind ir o fil logo (em par ic lar o c rador da j en elhecida edi o cr ica o oniana de Pla o) a corrigir o b a d a a do c dice mai a ori ado para rein egrar o er o pind rico (d a b a a ). Como Wilamo i fe j amen e ob er ar (Wilamo i , 1919, p. 95 97), b a por demai raro em grego para q e e po a e plicar com m lap o de mem ria (e ainda meno com m a ca a ) , e o en ido do jogo de pala ra pla nico perfei amen e claro: a "j ifica o da iol ncia" aq i, na me ma medida,

m "fa er iol ncia ao mai j o" e ni o e nada mai con i e a " oberania" do de q e fala P ndaro.

(33)

Uma in en o an loga g ia an o a ci a o impl ci a q e Pla o, no

P g a , p e no l bio de H pia ("V homen pre en e , e pre mo q e ejai odo paren e , familiare e cidad o por na re a, n o por lei. Por na re a o imilar paren e do imilar, ma o , irano ( a , n o

ba e ) do homen , come e m i a iol ncia con ra a na re a", 337c) q an o aq ela, e pl ci a, deLe 690d e eq.:

(o a ioma eg ndo o q al domina q em mai for e) m i imo dif ndido por na re a en re odo o i en e , como di e P ndaro ebano. Ma o a ioma q e parece mai impor an e o e o, o eja, aq ele q e ordena q e q em apien e e in eligen e comande e go erne e q e, por an o, o ignoran e o iga. E i o, apien imo P ndaro, n o poderia di er q e ocorra con ra a na re a, ma eg ndo a na re a, o eja, eg ndo o poder da lei obre q em

ol n ariamen e a acei a, e n o por iol ncia.

Em ambo o ca o , o q e a Pla o in ere a n o an o a opo i o en re

e , q e e a a no cen ro do deba e of ico (S ier, 1928, p. 245 246), q an o coincid ncia de iol ncia e direi o q e con i i a oberania. No recho ci ado da Le ,o poder da lei definido conforme com a na re a ( a ) e e encialmen e n o iolen o, poi o q e Pla o oma a pei o preci amen e ne rali ar a opo i o q e, an o para o ofi a q an o (de modo di er o) em P ndaro, j ifica a a conf o " oberana" de B a e D ke.

Todo o ra ado do problema da rela o en re e no li ro X da Le e de ina a de mon ar a con r o of ica da opo i o, como amb m a e e da an erioridade da na re a em rela o lei. Ele ne rali a a amba afirmando a srcinariedade da alma e de " do aq ilo q e per ence ao g nero da alma" (in elec o, e e ) em rela o ao corpo e ao elemen o "q e erroneamen e di emo er por na re a" (892b). Q ando Pla o (e, com ele, odo o repre en an e daq ilo q e Leo S ra chama de "direi o na ral cl ico") di q e "a lei de e reinar obre o homen e n o o homen obre a lei", n o pre ende, por an o, afirmar a oberania da lei obre a na re a, ma , ao con r rio, apena e car er "na ral", o eja, n o iolen o. Enq an o, em Pla o, a "lei da na re a" na ce, por an o, para colocar fora de jogo a con rapo i o of ica en re e e e cl ir a conf o oberana de iol ncia e direi o, no ofi a a opo i o er e preci amen e para f ndar o princ pio de oberania, a ni o de Bia e Dike.

2.3 o pr prio en ido de a con rapo i o, q e ha eria de er ma de cend ncia o ena na c l ra pol ica do Ociden e, q e de e aq i er con iderado de maneira no a. A pol mica of ica con ra o em fa or da na re a (q e e de en ol e em on empre mai i o no correr do

(34)

c lo IV) pode er con iderada como a premi a nece ria da opo i o en re e ado de na re a e c ea ,q e Hobbe coloca ba e de a concep o da oberania. Se, para o ofi a , a an erioridade da

j ifica, em l ima an li e, a iol ncia do mai for e, para Hobbe preci amen e e a me ma iden idade de e ado de na re a e iol ncia ( )a j ificar o poder ab ol o do oberano. Em ambo o ca o , ainda q e em en ido aparen emen e opo o, a an inomia

/ con i i o pre po o q e legi ima o princ pio de oberania, a indi in o de direi o e iol ncia (no homem for e do ofi a o no oberano hobbe iano). impor an e no ar, de fa o, q e, em Hobbe , o e ado de na re a obre i e na pe oa do oberano, q e o nico a con er ar o e na ral c a e . A oberania e apre en a, en o, como m englobamen o do e ado de na re a na ociedade, o , e q i ermo , como m limiar de indiferen a en re na re a e c l ra, en re iol ncia e lei, e e a pr pria indi in o con i i a e pec fica iol ncia oberana. O e ado de na re a n o , por an o, erdadeiramen e e erno ao , ma con m

a ir alidade. Ele (cer amen e na Idade Moderna, ma pro a elmen e j na of ica) o er em po ncia do direi o, a a a opre po i o como "direi o na ral". De re o, como blinho S ra , Hobbe era perfei amen e con cien e de q e o e ado de na re a n o de ia er con iderado nece ariamen e como ma poca real, e im, obre do, como m princ pio in erno ao E ado, q e e re ela no momen o em q e e o con idera "como e fo e di ol ido" ( a a d a c de e , d e , a a a a a... ec e e ga : Hobbe , 1983, p. 79 80). A e erioridade o direi o de na re a e o princ pio de con er a o da pr pria ida na erdade o n cleo mai n imo do i ema pol ico, do q al e e i e no me mo en ido em q e, eg ndo Schmi , a regra i e da e ce o.

2.4 N o de e admirar, ne a per pec i a, q e Schmi ba eie j amen e obre o fragmen o de P ndaro a a eoria obre o car er srcin rio do

" da erra" e, oda ia, n o fa a nenh ma al o a e e obre a oberania como deci o obre o e ado de e ce o. O q e ele q er aq i a eg rar a odo c o a perioridade do oberano como e en o con i i o do direi o com rela o a oda concep o po i i ica da lei como imple po icionamen o e con en o (Ge e ). Por i o, me mo falando de

" oberano", Schmi de e dei ar na pen mbra a pro imidade e encial en re e e ado de e ce o. Uma lei ra mai a en a re ela, oda ia, q e e a pro imidade claramen e pre en e. Po co mai adian e, no cap lo obre a P e a a g ba , ele mo ra, de fa o, como o ne o en re locali a o e ordenamen o, no q al con i e o da erra, implica

Referências

Documentos relacionados

– Autorização do transporte regular interestadual e internacional de passageiros; transporte não regular de passageiros e transporte ferroviário do Operador

Esta desorganização e labilidade do pensamento foram significadas através de algumas sentenças interessantes durante as narrativas: “é como ler um livro, só que eu viro a página

Para obtenção das informações referentes às lesões desportivas, o IMR contém questões sobre o tipo de lesão, local anatômico, mecanismo de lesão, além da informação

Possuímos uma agenda anual comemorativa como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e da Família, todos os eventos dessa sede tem a parceria do Sindicato Sinal e o apoio do

V – incentivo a formação de arranjos produtivos locais, de forma a incremen- tar os vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre as micro e

O que existem somos nós e algumas qualidades comuns (tal como as qualidades das cores e das formas) às quais reagimos ocasionalmente atribuindo-lhes

a) variáveis quantitativas: são as características que podem ser medidas em uma escala quantitativa, isto é, numérica. Elas podem ser contínuas ou discretas. b) variáveis