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GRUPOS DE PERMUTAÇÕES E ALGUMAS DE PROPOSIÇÕES   

Thiago Mariano Viana1, Marco Antônio Travasso2 & Antônio Carlos Tamarozzi3    1  Aluno do Curso de Lic. em Matemática da UFMS; e‐mail: [email protected];  2  Aluno do Curso de Lic. em Matemática da UFMS; 3 Professor da UFMS, Departamentos de  Ciências Exatas;       RESUMO 

As  permutações  de  elementos  de  um  determinado  conjunto  E,  surgem  em  diversas  situações  dentro e fora da Matemática.  Se visualizadas como aplicações entre elementos de E, formam um  exemplo  de  estrutura  de  Grupo  com  repercussões  de  impacto  para  o  desenvolvimento  da  Matemática,  em  particular  da  Álgebra  Abstrata.  Neste  trabalho  apresentamos  um  desenvolvimento introdutório da Teoria dos Grupos de Permutações de n elementos (Sn), visando  demonstrar  algumas  proposições  importantes,  para  o  estudo  dos  mesmos.  Foram  exploradas  as  características  do  Sn  quanto  a  sua  construção  e  sua  notação  cíclica,  o  que  facilita  o  estudo  das  propriedades das permutações e a obtenção do objetivo principal do trabalho que é o estudo da  paridade das permutações e, em consequência, a criação do grupo alternado de permutações.   Palavras‐chave: Grupo Simétrico, Teorema de Cayley, Grupos Alternados.      INTRODUÇÃO 

A  Teoria  dos  Grupos  começou  a  ser  estudada,  quando  entre  1500  e  1515,  o  matemático  italiano Scipione del Ferro (1456‐1526) descobriu que a equação cúbica era solúvel por radicais. E  disso surgiu o desafio de determinar se todas as equações algébricas são solúveis por radicais. Os  matemáticos  desse  período  viram  na  Teoria  dos  grupos  uma  grande  ferramenta  para  a  solução  desse  problema.  Então  o  matemático  francês  Evariste  Galois  (1811‐1832),  usou  grupos  de  permutações para esclarecer a questão de resolubilidade por radicais das equações de grau > 4. 

Assim nesse trabalho, mostraremos como é estudado na Teoria dos Grupos, o conjunto de  todas as bijeções de um conjunto nele mesmo, o chamado grupo das permutações. E que pode ser  estabelecido  entre  um  grupo  qualquer  finito  e  um  conveniente  subgrupo  de  permutações,  um  isomorfismo,  tornando  possível  estudar  até  mesmo  os  grupos  mais  abstratos  de  difícil  manipulação. 

Também é visto a notação em r‐ciclos das permutações, o que facilita a demonstração de  outras propriedades quanto à decomposição das permutações em ciclos e transposições, que nos  leva  a  definição  de  permutações  pares  e  o  Grupo  Alternado.  A  exploração  dos  Grupos  de  permutações  e  Alternados  ocupa  um  interesse  crucial  para  o  desenvolvimento  da  Teoria  dos  Grupos e em consequência para toda a matemática. 

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METODOLOGIA 

Ao  longo  do  trabalho,  foi  considerada  que  a  operação  entre  duas  permutações  é  a  operação  de  composição,  no  entanto,  sem  perda  de  generalidade,  utilizaremos  a  notação  multiplicativa.  Assim  sendo,  dadas as  permutações  α e β, temos  que: α  β =  α  ○  β,  enquanto α‐1  denota o simétrico de α. Para a notação de uma aplicação bijetora f sobre E {1,...,n}  em que   f(1)  =i1, f(2) =i2, ... f(n) =in, utilizaremos a seguinte notação: 

 

Ao  longo  do  trabalho  desenvolvemos  a  teoria  inicial  dos  grupos  de  permutações  e  as  ferramentas  da  Teoria  dos  Grupos  necessária  para  a  compreensão  de  algumas  das  proposições  estudadas.  Nossa  linha  de  pesquisa  segue  os  trabalhos  desenvolvidos  em  [1]  para  a  revisão  da  teoria  elementar  dos  Grupos  e  Teorema  de  Cayley,  [2],  [3]  para  Grupos  de  permutações  e  a  construção dos grupos alternados.    RESULTADOS   Na teoria dos grupos é chamada de permutação uma bijeção de um conjunto nele mesmo.  Se E é um conjunto não vazio denotaremos por S(E) o conjunto de todas as permutações (bijeções)  de E. A composição de aplicações é considerada uma operação sobre S(E). Pois a composição de  duas bijeções também será uma bijeção, i.e. se f :E → E e g:E → E são bijeções, então g ○ f :E → E  também é uma bijeção. 

Temos  nessa  operação  a  propriedade  associativa,  pois  ׊  f,  g,  e  h,  

h ○(g ○ f) = (h ○ g)○ f. Observemos também que iE: E → E , a aplicação identidade, que obviamente 

é  uma  bijeção,  é  o  elemento  neutro,  visto  que  (iE  ○  f)  (x)  =  iE  (f(x))  =f(x),  para  todo  x  א  E,  que 

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Por  fim,  se  f  é  uma  permutação  de  E  então  f ‐1(aplicação  inversa)  também  será,  pois  a  inversa  de  uma  bijeção  também  é  uma  bijeção,  e  esta  será  o  elemento  inverso  de  f  para  a  composição de aplicações, visto que f ○ f ‐1= f ‐1 ○ f = iE. 

Portanto  (S(E),  ○)  é  um  grupo,  o  grupo  das  permutações  sobre  E.  Esse  grupo  só  é  comutativo se a sua ordem for 1 ou 2. Se sua ordem for 1, então o grupo só terá a identidade que  claramente  comuta  consigo  mesma.  Isto  ocorre  porque  se  o(S(E),  ○)˃2  então  E  tem  mais  de  2  elementos, assim seja a, b e c elementos distintos e consideremos as permutações f  e g de S(E)  definidas por:  f(a)=b, f(b) =a e f(x) =x qualquer que seja x ≠ a, b     e  g(a) =c, g(c) =a e g(x) =x qualquer que seja x ≠ a, b.  Temos que f e g são permutações de E, pela forma como foram construídas. No entanto,  (f ○ g) (a) = f(g(a)) = f(c) =c enquanto (g ○ f) (a) = g(f(a)) =g(b) =b  O que mostra que f ○ g ≠ g ○ f, portanto S(E) não é comutativo. 

Um  caso  particular  importante  de  grupos  de  permutações,  é  aquele  que  

E= {1, 2, ..., n}, e n ≥ 1. E nesse caso a notação S(E) é simplificada por Sn, para indicar o conjunto  das permutações sobre E. E o grupo (Sn, ○) tem o nome especial: grupo simétrico de grau n. Uma  visualização simples com analise combinatória pode‐se mostrar que esse grupo tem ordem n! 

Teorema de Cayley 

O  teorema  de  Cayley  garante  que  todo  grupo  é  isomorfo  a  um  grupo  de  permutações  conveniente,  o  que  facilita  a  trabalhar  com  vários  grupos  por  mais  abstratos que eles sejam. 

Definição: seja G um grupo. Para cada a א G, a aplicação:  

δa:G → G 

tal que δg(x) = ax para qualquer x א G, será chamada de translação à esquerda definida por 

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Proposição: Toda translação é uma bijeção, ou seja, é uma permutação dos elementos de 

G. 

Demonstração:  Seja  δa uma  translação  de  G  e  suponhamos  δa(x)  =  δa(y).  Então  ax=ay  e,  portanto,  x=y,  uma  vez  que  todo  elemento  de  um  grupo  é  regular.  Assim  δa é  injetora.  Para 

mostrar que é sobrejetora basta tomar um y א G, sempre será possível encontrar x א G, tal que 

ax=y. E essa equação tem solução no grupo: o elemento a‐1y א G. Então δa é sobrejetora. 

Assim  notaremos  por  T(G)  o  conjunto  das  translações  de  G  e  como  S(G)  é  o  conjunto  de 

todas as permutações dos elementos de G, então temos que T(G) ؿS(G). ■ 

Proposição: (Teorema de Cayley) Se G é um grupo, a aplicação δ: G → T(G) que associa a  cada elemento g a translação δg (isto é δ(g)= δg) é um isomorfismo de grupos. 

Demonstração:  Seja  G  um  grupo  e  sejam  as  translações  δg:G  →  G  tal  que  

x  հgx,  para  cada  g  א  G.  então  ׊a,  b  א  G,  δab=  δa  δb  ֞  δa  δb(x)  =  (δa  ○  δb)  (x),  para  qualquer 

elemento x em G, mas δa δb(x) = (ab)x=a (bx) = a (δb(x)) = (δa ○ δb) (x). Portanto, ׊a, b א G, δab= δa 

δb. 

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      δ: G → T(G)             g հ δg: G → G                     x  հ gx  (i) É um Homomorfismo, pois ׊a, b א G, δab= δa ○ δb  (ii) É injetora, pois ׊a, b א G, temos δ(a)= δ(b) ֜ δa=δb֜ δa (x) =δb(x), e então   x א G, temos ax=bx ֜ a=b  (iii) É sobrejetora, pois ׊ δgא S(G), ׌g א G tal que δ(g) = δg Logo δ é um isomorfismo. Portanto, G e S(G) são isomorfos. ■         

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Ciclos e notação cíclica 

Definição:  Sejam  a1,  a2,  ...,  ar א In=  {1,  2,  ...,  n},n  ≥  2,  inteiros  distintos.  Se  σ  א  Sn  é  uma 

permutação tal que σ(a1)= a2, σ(a2)= σ2(a1)= a3, σ(ar‐1)= σr‐1(a1)= ar, σ(ar) = σr(a1)= a1 e σ(x) =x, para 

todo x א In ‐ {a1, a2, ..., ar}, assim chama‐se σ  de ciclo de comprimento r e que {a1, a2, ..., ar} é o  conjunto suporte de σ . Para permutações definidas dessa forma usaremos a notação (a1, a2, ...,  ar). Se r= 2, então σ é chamado transposição.  Exemplo: Consideremos em S5 a permutação:    Como σ(1) = 4, σ(4) = 2, σ(2) = 1, σ(3) = 3, σ(5) = 5, então σ é um ciclo de comprimento 3  cujo conjunto suporte é {1, 2, 4}. Portanto podemos escrever: σ = (1 4 2)  Definição: seja α um r‐ciclo e β um s‐ciclo pertencentes a Sn. Os ciclos α e β disjuntos se  nenhum  elemento  é  movido  ao  mesmo  tempo  por  ambos,  ou  seja,  

׊ x א {1, 2, ...,n}, α(x) =x e β(x) =x. Ou seja, ciclos cujos suportes são disjuntos. 

Proposição: Dois ciclos disjuntos comutam. 

Demonstração: Sejam α e β ciclos disjuntos de Sn, temos que: 

α(a) ≠ a ֜ β(a) = a e β(a) ≠ a ֜ α(a) = a 

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1º caso Se β(x) =y, y ≠ x ֜  β(y) ≠ y e α(y) =y  Então  α (β(x)) = α (y) = y= β(x) = β(α (x)) = (β ○ α) (x) = β α(x)  2º caso Se α (x) =y, y ≠ x ֜  α (y) ≠ y, β (x) =x e β (y) =y  Então  α (β(x)) = α (x) = y= β(y) = β(α (x)) = (β ○ α) (x) = β α(x)  3º caso Se β(x) = x e α(x) = x  Então  α (β(x)) = α (x) = x= β(x) = β(α (x)) = (β ○ α) (x) = β α(x)  Assim α β(x) = β α(x), ׊ x א {1, 2,..., n}. Portanto α β= β α. ■  Proposição: Seja  σ  א Sn uma permutação. Então σ pode ser escrita como um produto de  ciclos disjuntos. E essa fatoração é única, a não ser pela ordem dos ciclos. Por se muito extensa a  demonstração desta será omitida, mas pode ser vista em [1].    DISCUSSÃO 

Obtemos  assim  o  Sn,  cuja  continuidade  dessa  linha  de  trabalho  no  permite  construir  o  grupo  alternado  An  ferramenta  usada  por  Galois  na  resolução  de  equações  de  grau  >  4,  e  aqui  apresentamos algumas das propriedades que foram estudadas. 

Proposição:  a)  Todo  Elemento  de  Sn  é  produto  de  transposições,  isto  é  

Sn= < {transposições} >.  

b) Sn= < (1 2), (1 3), ..., (1 n) >.  c) Sn= < (1 2), (2 3), ..., (n‐1 n) >. 

(8)

Demonstração: a) Temos que id= (1 2)(1 2) ∈ < {transposições} > como toda permutação é  produto  de  ciclos  disjuntos  como  vimos  na  proposição  anterior,  então  basta  mostrar  que  todo  ciclo (a1, a2, ..., ar) é produto de transposições. E de fato, temos: 

Seja α um r‐ciclo. Aplicaremos indução sobre r. Se r= 2 então α= (a1 a2) é uma transposição,  enquanto que se r= n>2 , por hipótese de indução: 

α= (aa2... an) = (a1 an)... (a1 a3) (a1 a2)  Para r= n+1 temos: 

α= (aa2... an an+1) = (a1 an+1) (a1 a2... an) = (a1 an+1) (a1 an)... (a1 a3) (a1 a2) 

Assim, todo r‐ciclo (a1, a2, ..., ar) é produto de transposições, e portanto toda permutação é  produto de transposições. 

b)  De  a)  temos  apenas  que  mostrar  que  toda  transposição    (i j) ∈ < (1 2), (1 3), ..., (1 n) >, e de fato, temos que (i j) = (1 i) (1 j) (1 i), se 1, i e j são distintos. 

c)  Para  todo  inteiro  i  ≥  2,  temos  (1  i+1)=  (1  i)  (i  i+1)  (1  i),  logo  o  subgrupo   < (1 2), (2 3), ..., (n‐1 n) > contem (1 i), para cada i= 2, ..., n. Assim pelo item b), este subgrupo é  igual a Sn. ■  Exemplo: Seja σ  ∈ S5, tal que:   .  Então  pode ser escrito como:  Produto de ciclos disjuntos: σ = (1 4 2) (3 5).  Produtos de transposições: σ = (1 2) (1 4) (3 5).  Produtos de transposições pertencentes a < (1 2), (1 3),..., (1 n) >.  σ = (1 2) (1 4) (1 3) (1 5) (1 3).  Produtos de transposições pertencentes a < (1 2), (2 3),..., (n‐1 n) >.  σ = (2 3) (3 4) (2 3) (3 4) (2 3) (4 5) (2 3) (1 2) (3 4).  Observações:   1) Um elemento α ∈ Sn pode se escrito como um produto de transposições disjuntas se e  somente se sua ordem for igual a 2.  Demonstração:(⇒) Seja α ∈ Sn um produto de transposições disjuntas então:  α= α1 α1 ... αn⇒ o(α) =m.m.c.(o(α1), o(α1), ..., o(αn))  como o(αi) = 2, ∀ i= 1, 2, ..., n. Então o(α) = 2 

(⇐)  Seja  α  ∈  Sn,  e  o(α)  =  2,  como  toda  permutação  é  pode  ser  escrita  como  produto  de  ciclos  disjuntos,  então:  α=  α1  α2  ...  αn. Sabendo  que  o(α)  =m.m.c.(o(α1),  o(α1),  ...,  o(αn)),  temos 

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o(αi)|2, ∀ i= 1, 2, ..., n ⇒ o(αi) =1 ou o(αi) =2. Se o(αi) =1 ⇒ αi=id, enquanto que se o(αi) =2 ⇒ αi é  transposição. 

Assim se o(α) = 2, então α pode se escrito como transposições. ■ 

2) A decomposição de um elemento α ∈ Sn como produto de transposições não é única,  mesmo  se  exigirmos  um  numero  mínimo  de  transposições;  por  exemplo,    (1  2  3)  =  (1  3)  (1  2)  =  (2  3)  (1  3).  No  entanto,  a  paridade  do  numero  de  transposições  em  uma  decomposição é bem definida 

3)  Se  α=  τt ○  ...○  τ1=  μu  ○  ...○  μ1  são  duas  fatorações  distintas  de  α  como  produto  de  transposições, então t ≡u mod 2. 

Definição:  um  elemento  α  ∈  Sn é  uma  permutação  par  quando  α  se  decompõe  em  um  numero par de transposições, e é uma permutação impar quando α se decompõe em um numero  impar de transposições. 

Proposição: Seja An= {α ∈ Sn| α é uma permutação par}. Então An é um subgrupo de Sn de  ordem n!/2 e índice 2 . 

Demonstração:  Seja  ψ:  Sn→{‐1,+1}  a  função  definida  por  ψ(β)  =  1  se  β  é  par  e   ψ(β)  =  ‐1  se  β  é  impar.  É  claro  que  a  função  ψ  é  um  homomorfismo  sobrejetor  cujo  núcleo  é 

exatamente o grupo alternado An. Assim An é um subgrupo de Sn. 

Sejam r o numero de todas as permutações pares e s o numero de todas as permutações  impares  de  Sn,  que  denotaremos  respectivamente  por  σ1,  σ2,  ...,  σr,  e  

φ1,  φ2,  ...,  φs.  multiplicando  as  permutações  pares  por  uma  transposição  τ,  obteremos  as  permutações: 

τ ○ σ1, τ ○ σ2, ..., τ ○ σr 

Como todo elemento de um grupo é regular, o numero desses também é r. Mas como é o  produto  de  uma  permutação  impar  (a  transposição)  por  uma  par,  todos  esses  produtos  são  impares. Logo, r ≤ s. 

Analogamente,  se  multiplicarmos  as  permutações  impares  por  τ,  obteremos  as  s  permutações pares:  τ ○ φ1, τ ○ φ2, ..., τ ○ φs  Assim s ≤ r. De onde, r=s, e como r+s=n!, então o(An) = n!/2 e consequentemente (Sn:An) =  2. ■      CONCLUSÃO 

(10)

Este  trabalho  de  pesquisa  possibilitou  o  contato  com  algumas  aplicações  dos  grupos  de  permutações para estudo de outros grupos finitos, tomando por base o Teorema da Cayley, em  que todo grupo finito pode ser isomorficamente imerso em um grupo de permutações. O grupo de  permutações  foi  usado  por  Evariste  Galois  como  ferramenta  para  determinar  a  possibilidade  de  resolver  equações  de  grau  ≥  5,  em  termos  de  seus  coeficientes,  usando  apenas  adições,  subtrações, multiplicações, divisões e radiciação.  

Assim durante o desenvolvimento da pesquisa foi introduzido as proposições relacionadas  aos  grupos  das  permutações  e  aos  seus  subgrupos.  Foi  identificada  sua  classificação  em  n‐ciclo  quanto a suas notações cíclicas e observado a decomposição em ciclos disjuntos e transposições. A  decomposição em transposições nos auxilia na identificação das permutações pares e impares e,  em consequência pode‐se obter o grupo alternado An, formado por todas as permutações pares  de  Sn.  Desta  forma,  outra  consequência  importante  do  trabalho  é  apoderarmos  de  algumas  das  ferramentas  usadas  por  Evariste  Galois,  no  esclarecimento  da  questão  de  resolubilidade  por  radicais das equações de grau ≥ 5.    REFERÊNCIAS  [1]. DOMINGUES, HYGINO H.; IEZZI, G. Álgebra Moderna, São Paulo, Atual Editora LTDA, 1995.   [2]. GARCIA, A.; LEAQUIM, I. Álgebra, um Curso de Introdução, Rio de Janeiro, Impa, 1989.   [3]. GONÇALVES, A. Introdução à Álgebra, Rio de Janeiro, Impa, 1980. 

Referências

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