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JUSTIÇA PARA O SÉCULO 21 PROTOCOLO DE INTENÇÕES

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JUSTIÇA PARA O SÉCULO 21

PROTOCOLO DE INTENÇÕES

A 3ª Vara do Juizado Regional da Infância e da

Juventude de Porto Alegre, a Associação dos Juízes do

Rio Grande do Sul – AJURIS, o Conselho Municipal dos

Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Porto Alegre, a Defensoria Pública da 3ª Vara do Juizado

Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre, a

Escola Superior da Magistratura da AJURIS, a

Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a Fundação de

Assistência Social e Cidadania do Município de Porto Alegre, a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do

Estado do Rio Grande do Sul, a Fundação Escola

Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul,

o Projeto Justiça Instantânea do Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre, a 3ª Promotora

de Justiça da Promotoria de Justiça Especializada da Infância e da Juventude de Porto Alegre, a Secretaria

de Estado da Educação do Rio Grande do Sul, a

Secretaria Municipal da Educação do Município de Porto Alegre, a Secretaria Municipal da Saúde do

Município de Porto Alegre, a Secretaria Municipal de

Coordenação Política e Governança Local do Município de Porto Alegre, e a Secretaria Municipal de

Direitos Humanos e Segurança Urbana do Município de Porto Alegre firmam entre si o presente PROTOCOLO DE

INTENÇÕES com vistas à consecução dos objetivos do PROJETO JUSTIÇA PARA O SÉCULO 21, conforme as

seguintes cláusulas:

Cláusula 1ª – Objeto

O presente Protocolo de Intenções tem por objeto articular e promover ações interinstitucionais em apoio à implementação do PROJETO JUSTIÇA PARA O

SÉCULO 21, nos termos de projeto homônimo firmado por Termo de Convênio

originalmente entre a AJURIS e a UNESCO/Criança Esperança, que objetiva divulgar e testar as práticas da Justiça Restaurativa no Sistema de Justiça, na Rede de Atendimento à Infância e à Juventude e na Rede Escolar de Porto Alegre;

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§ Único – O presente Protocolo de Intenções visa a estimular as partes a tomar as

providências necessárias em seus respectivos órgãos para a criação, implantação e implementação das seguintes instâncias e atividades contempladas nos objetivos do referido Projeto:

I. Objetivo Geral

Qualificar a execução das medidas sócio-educativas no Juizado da Infância e da Juventude de Porto Alegre, no âmbito do processo judicial e do atendimento técnico, mediante os princípios e métodos da Justiça Restaurativa, de forma a contribuir com a garantia dos direitos humanos e com a prevenção da violência nas relações em que os adolescentes em atendimento tomam parte, bem como sistematizar e difundir a metodologia necessária à implantação da Justiça Restaurativa para o Sistema de Justiça Penal Juvenil e para o Sistema de Ensino.

II. Objetivos Específicos

Os objetivos são especificados em torno de quatro eixos de atividades, a serem viabilizadas mediante a conjugação de esforços resultante do presente Protocolo de Intenções, a saber:

a. Atividades de Formação

i. Realizar Curso de Práticas Restaurativas ii. Instalar e manter Grupos de Estudos

iii. Promover Seminários Técnicos e Jornadas Comunitárias iv. Publicar Material didático multimídia

b. Atividades de Mobilização Institucional e Social

i. Instalar Instância de Coordenação Interinstitucional

ii. Instalar Instâncias internas de Coordenações Institucional iii. Instalar Site na Internet

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iv. Promover divulgação mediante publicação de folder, cartilha, palestras e apresentações do projeto;

c. Atividades de Aplicação das Práticas Restaurativas

i. Implementar Práticas Restaurativas nas seguintes instâncias: 1. Planos de Atendimento das Medidas Privativas da

Liberdade

2. Planos de Atendimento das Medidas de Meio Aberto

3. Conflitos nas Escolas d. Atividades de Pesquisa e Avaliação

Cláusula 2ª – Duração:

O Projeto tem como período de implementação o segundo semestre do ano de 2005 e o primeiro semestre do ano de 2006 (entre junho de 2005 e julho de 2006), prorrogável por prazo indeterminado enquanto não houver sido alcançados seus objetivos, a critério da Coordenação-Geral.

Cláusula 3ª – Abrangência:

O projeto está inserido na rede de atendimetno ao adolescente em conflito com a lei a partir do Sistema de Justiça, mas estabelece parcerias de forma que amplia sua abrangência produzindo repercussões no âmbito de outras políticas como as de Segurança, Assistência, Educação e Saúde.

Cláusula 4ª – Implementação:

Para implementar o projeto, as instituições signatárias comprometem-se a envidar esforços internos e interinstitucionais de forma a viabilizar a criação de uma estrutura de rede capaz de otimizar a difusão dos conhecimentos sobre Justiça e Práticas Restaurativas a serem aplicados para potencializar a reverberação da experiência

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no âmbito de cada esfera institucional e comunitária a ser envolvida, composto das seguintes instâncias:

I. Coordenação-Interinstitucional

Grupo interinstitucional responsável pela articulação e gerenciamento político do projeto;

II. Coordenação Executiva

Grupo interinstitucional responsável pela secretaria, gerencialmento e execução operacional do projeto, a ser instituído por deliberação da Coordenação-Geral.

III. Coordenações Institucionais

Grupos a formarem-se no âmbito interno de cada instituição participante, servindo como apoio e referência político-institucional aos parceiros internos e externos, bem como objetivando a difusão e alavancagem dos objetivos do projeto no respectivo segmento institucional.

IV. Grupos de Estudo

Grupo de pessoas interessadas e ou envolvidas na implementação de práticas restaurativas no âmbito de cada unidade administrativa das instituições parceiras. Espaço de amplificação e multiplicação a ser articulado por cada integrante do Grupo de Referência.

V. Encontros Restaurativos

Encontros entre as pessoas diretamente interessadas na solução de um conflito, ou problema, ou na elaboração de planejamento, incluindo as respectivas comunidades de assistência (rede de pessoas com vínculos jurídicos, materiais e/ou afetivos).

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VI. Grupo de Difusão Acadêmica

Equipes de trabalho das instituições acadêmicas parceiras, responsáveis por atividades de pesquisa, monitoramento e avaliação de processos e resultados, bem como sistematização, formulação e difusão de conhecimento, incluindo a formação de agentes.

a. As atividades de formação e difusão acadêmica serão desempenhadas em regime de colaboração entre os parceiros seguintes:

i. Escola Superior da Magistratura da AJURIS, através do seu

Núcleo de Estudos em Justiça Restaurativa;

ii. Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio

Grande do Sul, através do Curso de Pós-Graduação em Direito da Criança e do Adolescente;

iii. Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade

Católica do Rio Grande do Sul, através dos seus Núcleo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos – NUPEDH e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Violência – NUPEV.

b. As atividades de documentação, monitoramento e avaliação ficarão a cargo do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos - NUPEDH e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Violência – NUPEV, ambos da Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

VII. Grupo de Referência

Pessoas que integram a Coordenação Interinstitucional, as Coordenações Institucionais, o Grupo de Difusão Acadêmica, e ainda os ex-alunos do Curso de Formação em Práticas Restaurativas, servindo de apoio e referência técnica e de articulação aos parceiros internos e externos, bem como objetivando a difusão e alavancagem das práticas restaurativas no respectivo segmento institucional.

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§ único – As ações específicas a serem assumidas e implementadas a cargo de

cada uma das instituições firmatárias serão circunstanciadas em comunicação própria, a ser dirigida pelos respectivos representantes legais à Coordenação Intersinstitucional do Projeto, conforme instituída na cláusula seguinte.

Cláusula 5ª – Coordenação Interinstitucional

A Coordenação do projeto terá caráter interinstitucional e será exercida através de um colegiado com a seguinte composição:

I. 3ª Vara do Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

II. Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul – AJURIS

III. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Porto Alegre

IV. Defensora Pública da 3ª Vara do Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

V. Escola Superior da Magistratura da AJURIS

VI. Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

VII. Fundação de Assistência Social e Cidadania do Município de Porto Alegre

VIII. Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Estado do Rio Grande do Sul

IX. Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul

X. Projeto Justiça Instantânea do Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

XI. 3ª Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça Especializada da Infância e da Juventude de Porto Alegre

XII. Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Sul

XIII. Secretaria Municipal da Educação do Município de Porto Alegre XIV. Secretaria Municipal da Saúde do Município de Porto Alegre

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XV. Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local XVI. Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana do

Município de Porto Alegre

XVII. Escritório Antena da UNESCO no Rio Grande do Sul

§ 1º - Cada parceiro terá um representante titular e um suplente.

§ 2º – A execução financeira do projeto, bem como as responsabilidades

respectivas, respeitarão o disposto em convênio firmado entre a AJURIS e a UNESCO, não importanto a presente qualquer forma de responsabilização solidária ou subsidiária por parte das demais instituições firmatárias.

§ 3º – A implementação das ações a serem especificadas na forma do § único da

cláusula 4ª respeitará a autonomia jurídica, administrativa e política de cada uma das partes firmatárias;

§ 4º – Havendo consenso entre os parceiros já integrantes da Coordenação

Interinstitucional será possibilitada a adesão de novos parceiros.

§ 5º - A Coordenação Interinstitucional reunir-se-á mensalmente, em dias e horários

a serem fixados e em local a ser definido.

E por estarem justos e acordados, firmam o presente.

Porto Alegre, 08 de dezembro - Dia da Justiça - de 2005.

Firmam como parceiros:

3ª Vara do

Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul – AJURIS

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Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Porto Alegre

Defensora Pública da 3ª Vara do

Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

Escola Superior da Magistratura da AJURIS

Faculdade de Serviço Social da

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Fundação de Assistência Social e Cidadania do Município de Porto Alegre

Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Estado do Rio Grande do Sul

Fundação Escola Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Projeto Justiça Instantânea do

Juizado Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre

3ª Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça Especializada da Infância e da Juventude de Porto Alegre

Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Sul

Secretaria Municipal da Educação do Município de Porto Alegre

Secretaria Municipal da Saúde do Município de Porto Alegre

Secretaria Municipal de

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Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana do Município de Porto Alegre

Firma como testemunha:

Escritório Antena da UNESCO no Rio Grande do Sul

Referências

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