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ESBOÇO PARA UM CÓDIGO DE NORMAS DE CONDUTA DOS TRABALHADORES

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Academic year: 2021

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ESBOÇO

PARA UM

CÓDIGO DE NORMAS DE

CONDUTA DOS

TRABALHADORES

Documento de trabalho para Discussão entre os trabalhadores, Conselho Técnico e Direcção

(2)

OBJECTIVO DO CÓDICO

Organizar um quadro de referência para facilitar o julgamento de situações e a tomada de decisões pelos profissionais da ASSOL.

ENQUADRAMENTO GLOBAL

Objectivos da ASSOL

Os estatutos estabelecem como Missão da ASSOL "contribuir para a promoção dos deficientes dos concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul"

Tradução Actual

Se o âmbito geográfico da ASSOL, no essencial, se mantém é necessário actualizar o significado da expressão "contribuir para a promoção dos deficientes".

Hoje além de pessoas com deficiência podem ser apoiadas pessoas com outras situações que limitam a sua participação social.

"Contribuir para a promoção" traduzimos hoje, por disponibilizar apoios que permitam a cada pessoa exercer o seu direito à autodeterminação, isto é tomar por si as decisões que afectam a sua vida.

Negociar o apoio com cada pessoa e a sua rede familiar e social

Todas as acções de apoio aos utilizadores são objecto de negociação com os próprios e a sua rede social.

Trabalhar em parceria com a rede de serviços da comunidade

A actividade da ASSOL nunca diminuirá a responsabilidade de outros serviços ou pessoas

A função do apoio da ASSOL é que a pessoa apoiada e a sua rede de contactos pessoais e de outros serviços com quem contacta possam assumir o máximo controle sobre a sua vida.

Promover a participação social das pessoas com deficiência na comunidade é tentar que em primeira linha os problemas sejam resolvidos pela comunidade actuando a ASSOL como complemento dos recursos existentes.

Objectivo do Apoio

O objectivo do apoio é ajudar a pessoa a superar as limitações que encontra para participar nas diversas situações e locais da sua comunidade.

As acções de apoio podem dirigir-se tanto à pessoa como ao meio físico e social envolvente.

O apoio respeita as motivações da pessoa e procura reforçar as suas capacidades para actuar com autonomia.

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Trabalhar como suporte

O apoio a cada pessoa é decidido em conjunto com ela e deve ser o suficiente para que a pessoa possa utilizar os recursos da comunidade.

O apoio ajudará a pessoa a tornar-se mais autónoma e menos dependente dos apoios institucionais.

O profissional que disponibiliza os apoios assume o papel de uma bengala que ajuda a pessoa a fazer o seu caminho, mas não decide qual é o caminho.

Apoiar para melhorar a qualidade de vida

Os apoios a disponibilizar pela ASSOL visam permitir a cada pessoa aumentar a sua qualidade de vida.

A qualidade de vida é definida como "a satisfação que cada pessoa sente com a sua vida".

Sendo a qualidade de vida referida a cada pessoa em concreto daqui decorre a exigência de os apoios serem decididos em conjunto com a pessoa, sendo sempre individuais.

DIREITOS E DEVERES

DOS TRABALHADORES DA ASSOL

Direitos

1 - Nenhum trabalhador poderá ser privado de direitos ou deveres, ou sofrer qualquer discriminação em função das suas convicções, raça, sexo, nacionalidade ou habilitações académicas

2 - È garantido aos trabalhadores o cumprimento de todos os direitos previsto na legislação aplicável e uma política geral que procura a criação de situações profissionais estáveis e previsíveis.

3 - Todos os trabalhadores têm direito a intervir em todas as reuniões, fazerem sugestões e a comunicarem qualquer facto que considerem lesivo dos interesses da ASSOL ou de qualquer pessoa.

4 - Os trabalhadores têm direito a que sejam aplicadas e respeitadas as condições de segurança e higiene

5 - É reconhecido o direito à formação contínua de todos os trabalhadores. Além da formação da iniciativa da ASSOL cada trabalhador poderá utilizar ?? dias de trabalho para formação por ano.

6 - Os trabalhadores têm direito a receberem em tempo toda a informação relacionada com a ASSOL e com o seu trabalho.

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DEVERES

1 - Deveres para com as pessoas apoiadas

(A AAMR - American Association on Mental Retardation) publicou em 2001 um conjunto de normas de conduta para profissionais que tomamos como referência)

1 - O profissional respeita as necessidades, valores e escolhas da pessoa que está a apoiar.

2 - No desempenho da sua actividade o profissional dá informação comunica de forma completa e honesta e assegura informação suficiente para capacitar as pessoas apoiadas e outras a tomarem as suas próprias decisões possam ser as melhores

3 O profissional protege a dignidade, privacidade e confidencialidade das pessoas apoiadas e guarda segredo sobre as suas limitações ou capacidades para garantir inteira confidencialidade.

4 - O profissional está alerta para situações que podem causar conflito de interesses ou tenham a aparência de conflito. Quando surge conflito real ou potencial o profissional não só actua no melhor interesse da pessoa apoiada como guarda segredo.

5 - O profissional procura prevenir e reagirá prontamente a sinais de exploração ou abuso, e não se envolverá em qualquer forma de abuso sexual, físico ou mental.

6 - O profissional assume a responsabilidade e os custos de manter actualizados a sua competência prática e os seus conhecimentos de acordo com os padrões do seu campo profissional, tentando continuamente aumentar os seus conhecimentos profissionais e a aplicá-los na prática.

7 - O profissional toma decisões dentro dos limites das suas qualificações e colabora com outros, procura conselho ou envia a situação para outras pessoas conforme for apropriado.

8 - O profissional cumpre os seus compromissos de boa fé e de uma maneira atempada. 9 - O profissional conduz a sua prática com honestidade, integridade e justiça

10 - O profissional presta os seus serviços de uma maneira que tem em consideração as diferenças de cultura e não faz discriminação contra pessoas por causa da sua raça, etnia, crenças, religião, idade, orientação sexual, nacionalidade ou deficiência ou limitação física ou mental.

2 - Deveres para com os colegas

1- Os trabalhadores usarão de lealdade para com colegas e coordenadores e defenderão o bom nome destes.

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2 - Os trabalhadores darão ajuda a um colega sempre que este peça ou o sintam em dificuldade. Esta ajuda incluí o dever de crítica quando verificam alguma falha ou opções que podem ser desajustadas.

3 - Os trabalhadores fornecerão aos colegas todas as informações que possuam e possam ser relevantes para o desempenho profissional do colega.

3 - Deveres para com a ASSOL

1 - Os trabalhadores cumprirão com as tarefas que lhe estão atribuídas e tomarão todas as iniciativas necessárias à sua realização em condições óptimas.

2 - Os trabalhadores comunicarão aos coordenadores todos os factos que lhe ultrapassem as suas capacidades de decisão

3 - Todos os trabalhadores têm o dever de manterem actualizados os seus conhecimentos profissionais.

4 - Os trabalhadores defenderão o bom nome e a reputação da ASSOL pelo seu esforço, mas também em outros ambientes.

5 - É dever dos trabalhadores sinalizar e comunicar aspectos menos eficientes do funcionamento, incluindo da gestão e sempre que possível sugerir melhorias.

6 - Executar as suas tarefas com economia de meios.

7 - Quando existirem situações que envolvam pessoas com quem o trabalhador mantém laços ou organizações a que esteja ou tenha estado ligado e possam gerar conflito com o interesse da ASSOL este deve comunicar esse facto.

Deveres para com as Famílias dos Utilizadores

1 - E dever do profissional facilitar às famílias o acesso à informação de forma honesta,

isenta e clara para que possam fazer as suas opções com conhecimento e informação adequados.

2 - É dever do profissional respeitar as opções e convicções das famílias e tratar cada pessoa com o respeito devido à sua idade

3 - É dever do profissional dar espaço e tempo para as pessoas fazerem as suas escolhas com conhecimento.

4 - É dever do profissional cumprir os seus compromissos de boa fé e de uma maneira atempada

5 - É dever do profissional não utilizar a sua posição e estatuto para condicionar as opções e decisões das famílias.

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Deveres para com as Entidades Parceiras

1 - É dever do profissional colaborar activamente e com lealdade com todas as pessoas e

entidades colectivas que dão suporte a pessoas com deficiência

2 - É dever do profissional fornecer informação de forma honeste e isenta a pessoas e organizações, que estejam disponíveis para colaborar com as pessoas apoiadas.

3 - É dever do profissional respeitar as opções e convicções das pessoas e organizações com quem contacta.

4 - É dever do profissional dar espaço e tempo para as pessoas fazerem as suas escolhas com conhecimento.

5 - É dever do profissional cumprir os seus compromissos de boa fé e de uma maneira atempada.

6 - É dever do profissional não fazer o que outras pessoas ou entidades possam estar em melhor posição para fazer.

Referências

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