Transferência da informação
genética
Ana Beatriz Santoro
Replicação do DNA
• Características universais do mecanismo de replicação -Semi-conservativo
-Bidirecional
Replicação do DNA bacteriano
Replicação do DNA bacteriano
• Etapas:
Início
Elongação Término
Estrutura da origem de replicação
bacteriana
• Apenas uma origem de replicação
• Origem de replicação muito conservada
• Seqüências consenso de 9 e 13 pb rica em A-T
Origem de replicação em bactérias
Somente origens completamente metiladas podem iniciar a replicaçãoProteínas presentes na origem de
replicação
Replicação do DNA bacteriano
• Etapas:
Início
Elongação
Proteínas presentes na forquilha de
replicação
Replicação do DNA bacteriano
• Etapas:
Início Elongação
Seqüências terminadoras
• Terminação ocorre na região ter do cromossomo de E. coli
• Região ter rica em G e T
• Proteína Tus (terminus utilization substance) liga-se à região ter
• Tus pára a forquilha de replicação através da inibição da atividade de helicase
Transferência horizontal de genes
•
Organismo transfere material genético para outra célula que não é sua descendente (≠ transferência vertical)• Importante mecanismo na evolução e variabilidade genética de procariotos
• Interações genéticas entre bactérias permitem a evolução de seus genomas mais rapidamente que as mutações apenas
Descoberta da transferência gênica
bacteriana
Transferência gênica bacteriana:
necessidade de contato
Características gerais da transferência
gênica em bactérias
Unidirecional
- Doador → receptor
Pode ocorrer entre diferentes espécies
Interações genéticas entre bactérias
•
Tipos:Conjugação Transformação Transdução
Conjugação
•
Definição: transferência de DNA de uma célula doadorapara uma célula receptora através de contato direto entre elas
• Mating types em bactérias:
Doador
Receptor
• Doador:
- fator F (fator de fertilidade): plasmídeo circular que se replica de forma independente
- Pilus F
• Receptor:
Pilus F e exclusão de superfície
• Filamento extracelular que se extende da superfície da célula doadora; componentes: pilina e uma proteína na ponta que faz contato com a superfície da receptora.
• O pilus reconhece vários receptores na superfície da célula receptora (LPS, protein)
• Células F+ não conjugam com outra F+ devido ao fenômeno de “exclusão de superfície”
• TraT– proteína da membrana externa bloqueia a formação do par e a proterína TraS bloqueia a transferência do DNA.
Estados fisiológicos do fator F
•
Autônomo (F
+)
– Características do cruzamento F+ x F
-• F- → F+ e F+ permanece F+
• Não há transferência de genes cromossomais da doadora
Estados fisiológicos do fator F
•
Integrado (Hfr: high-frequency recombination)
F+ Hfr
– Características do cruzamento Hfr x F
-• F- raramente se transforma Hfr e Hfr permanece Hfr
Estados fisiológicos do fator F
•
Autônomo com genes do doador
(F’)
– Características do cruzamento F’x F
-• F- → F’ e F’ permanece F’
• Alta transferência de genes da doadora presentes em F’ e baixa transferência de outros genes cromossomais
Cruzamento F
+
x F
-• Formação do par • Transferência de DNA - Origem de transferência - Replicação círculo rolante F+ F- F+ F -F+ F+ F+ F+-Cruzamento Hfr x F
-• Formação par • Transferência de DNA - Origem de transferência - Replicação círculo rolante • Recombinação homóloga Hfr F- Hfr F -Hfr F -Hfr F-Cruzamento Hfr x F
-Different Alleles
Cruzamento
F’ x F
-F’ F’ F’ F’ F’ F- F’ F -• Formação do par • Transferência de DNA – Origem de transferência – Replicação círculo rolanteTransformação
•
Definição: conversão de um genótipo para outro pela• Fatores que afetam a transformação:
- Competência do receptor: habilidade de incorporar o DNA extracelular, varia com o estado fisiológico da bactéria
Muitas bactérias são naturalmente competentes, mas só o fazem em uma fase do ciclo de crescimento celular. Ex:
Streptococcus, Haemophilus, Neisseria, Bacillus.
Outras bactérias podem se tornar competentes por tratamentos específicos, Ex: CaCl2 / temperatura ; exposição a pulsos de altas voltagens (eletroporação).
-Tamanho do DNA
Eficiência de transformação é baixa com fragmentos e plasmídeos grandes
- Recombinação entre seqüências homólogas no fragmento do DNA e no cromossoma da receptora- recombinação
E. coli + pAmp/Kan E. coli eletroporação Recover at 37oC Incubate at 37oC overnight LB Amp+Kan LB Amp+Kan
Transformação - Eletroporação
Transdução
•
Definição: transferência de DNA da célula doadora para acélula receptora por meio de bacteriófagos
• Bacteriófagos
- são vírus bacterianos
- se replicam como parasitas bacterianos obrigatórios - partículas extra-celulares metabolicamente inertes
- formadas de DNA e RNA (genoma) e proteínas (capsídeo, camada protetora do DNA)
- tamanho genoma: 2-200 kb (dsDNA, ssDNA, dsRNA, circular ou linear )
Morfologia dos Fagos
Bacteriófago T2
Bacteriófago
Phage M13
Infecção por fagos
• Etapas:
1. Adsorção do fago à célula bacteriana 2. Ligação irreversível
3. Contração da cápsula
Especificidade da infecção
Cada espécie de bactéria é susceptível a uma série própria de fagos
Cada fago só infecta um conjunto específico de hospedeiras
Ex: fago A só infecta uma cepa de E. coli; fago B, pode infectar muitas cepas diferentes de E. coli.
Susceptibilidade depende de receptores específicos na superfície da célula hospedeira- em geral carboidratos LPS nas Gram
-- Ácido teicóico nas Gram+
- Alguns fagos se ligam ao pilus sexual (F). Fagos macho-específicos, ex: M13
Tipos de fagos
Líticos ou virulentos- são fagos que se multiplicam na bactéria e causam a lise da célula no final do ciclo.
Ex: Fagos T2, T4,T1-T7 de E. coli
Fagos lisogênicos ou temperados- são fagos que se multiplicam via ciclo lítico e/ou entram em estado quiescente na célula através do qual o DNA do fago pode se integrar ao cromossoma da bactéria hospedeira, como profago. Ex: Fago Lambda () de E. coli.
Total
Phage Extracellular Phage
Eclipse Acumulaçãointracelular
Time after Infection
Number of I nf ectio us Pa rt icl es Lise
Ciclo de multiplicação de um fago lítico
-Eclipse- partículas do fagonão são encontradas no sobrenadante da cultura ou intracelularmente após inoculação da cultura com os fagos. Expressão de genes da fase inicial e tardia e do material genético
- Acúmulo intracelular
- Lise bacteriana e liberação dos fagos
Fagos lisogênicos
Se multiplicam via ciclo lítico e/ou entram em estado quiescente na célula.
Em estado quiescente, material genético do fago está integrado (forma aleatória ou não) ao cromossoma da bactéria. O DNA do fago no estado reprimido é denominado profago
A maioria dos genes do fago não é transcrita e está sob repressão.
Fagos lisogênicos
O DNA integrado no cromossoma é replicado junto ao do hospedeiro e é passado para as células flihas.
A célula bacteriana que carreia um DNA integrado é denominada uma bactéria lisogênica, imune a infecção pelo mesmo fago!
Conversão lisogênica- alguns fagos temperados além dos genes para o ciclo lítico e lisogênico, possuem genes cuja expressão dão à bactéria hospedeira novas características, Ex: genes virais para produção de toxinas por diversos patógenos bacterianos
Transdução
•
Definição: transferência de DNA da célula doadora para acélula receptora por meio de bacteriófagos
• Tipos
-Generalizada: qualquer gene do doador bacteriano pode ser transferido para a receptora
-Especializada: apenas certos genes do doador são transferidos à célula receptora
Transdução Generalizada
• Replicação do fago e degradação do DNA da hospedeira
• Montagem e liberação das partículas do fago
• Infecção da célula receptora
• Recombinação homóloga
• Infecção da bactéria doadora
Vetor: bacteriófagos líticos- o DNA do doador em pedaços menores é empacotado em seus capsídeos
Transdução Especializada
Vetor: bacteriófagos temperados- diferentes fagos transferem diferentes genes
• Excisão do profago
• Replicação do DNA, montagem das partículas e liberação dos fagos
• Infecção da célula receptora
gal bio gal bio
gal
bio
Integração do fago ao genoma
bacteriano
gal bio gal bio gal bio gal bio bio
Transdução Especializada
O genótipo de uma bactéria pode ser modificado por mutações que são alterações hereditárias no material genético.
Lesões no DNA- qualquer alteração na estrutura do DNA; pode incidir sobre o grupamento fosfato, desoxirribose ou base nitrogenada. Não são hereditárias (não se perpetuam entre as células filhas); podem ser corrigidas por mecanismos de reparo específico ou acabam por levar a célula à morte ou a dar origem a mutações.
Mutações- alterações no conteúdo informacional do DNA (bases nitrogenadas); modificações na seqüência ou número de bases. São hereditárias .
Mutações podem ocorrer: - Espontaneamente
- Induzidas por tratamento com material químico, físico ou biológico
Mutações espontâneas
Substituição de base única
- Missense - Nonsense
- Mutação silenciosa
Transição: - Purina-purina (A ou G) - Pirimidina-pirimidina (C ou T) Transversão: - Purina-pirimidina - Pirimidina-purina
Mutação silenciosa
- Alteração no códon não altera o AA
Diferentes códons codificam um mesmo AA
Mutação Missense
- Alteração de um códon altera o AA - Efeito variavel
Mutação Nonsense
- Formação de códon de parada (TAA, TAG, ou TGA)
Proteína truncada
Adição ou remoção de no variável de PB
No de PB não múltiplo de 3 é adicionado ou removido: Mutação Frameshift
Mudança da matriz de leitura
Causas de mutação espontânea
Erros de replicação do DNA
Dano ao DNA (tautomerização, deaminação, oxidação e alquilação)
Agentes químicos (Ex: agrotóxicos, conservantes)
Agentes físicos (Ex: luz UV, raios X)
Agentes biológicos (Ex: elementos de transposição)