• Nenhum resultado encontrado

APNEP2015 Revista VolumeIX

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "APNEP2015 Revista VolumeIX"

Copied!
120
0
0

Texto

(1)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

Volume IX Número 1

ABRIL 2015

Revista

(2)

APNEP

Órgão Oficial da

Associação Portuguesa de

Nutrição Entérica e Parentérica

Vol. IX

|

N.º 1

|

a

bril 2015

CONTACTOS

www.apnep.pt

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

Apartado

4408 4007-001 Porto

PRESIDENTE Aníbal Marinho

[email protected]

SECRETÁRIA Carla Pinto

[email protected]

PRESIDENTE ANÍBAL MARINHO

Centro Hospitalar Porto, Porto

SECRETÁRIO LINO MENDES

Escola Superior Tecnologia Saúde Lisboa, Lisboa [email protected]

TESOUREIRA

MANUELA OLIVEIRA Centro Hospitalar Porto, Porto [email protected]

VOGAIS

NUNO CARVALHO

Hospital Garcia de Orta, Almada [email protected]

TERESA AMARAL

Faculdade Ciências Nutrição e Alimentação, Porto [email protected]

JOSÉ PESSOA B.Braun Medical [email protected] ABÍLIO CARDOSO TEIXEIRA Centro Hospitalar Porto, Porto [email protected]

PRESIDENTE

ANTÓNIO SOUSA GUERREIRO

Faculdade Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa [email protected]

PRESIDENTE

FERNANDO PRÓSPERO

Centro Hospitalar Trás-os-Montes e Alto Douro, Chaves [email protected]

VOGAIS

ISABEL MIRANDA

Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa [email protected]

JOÃO PEDRO PINHO

Centro Hospitalar Médio Ave, Famalicão [email protected]

LINO MENDES (Coordenador)

Escola Superior Tecnologia Saúde Lisboa, Lisboa [email protected]

MARÍLIA CRAVO

Hospital Beatriz Ângelo, Loures [email protected]

MARISA CEBOLA

Escola Superior Tecnologia Saúde Lisboa, Lisboa [email protected]

SÓNIA VELHO

Hospital Beatriz Ângelo, Loures [email protected]

NOTA: Os originais recebidos para publicação

são da responsabilidade dos seus autores, e nem todos se encontram elaborados segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

DIREÇÃO

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

CONSELHO FISCAL

(3)

|

|

5.ª Direção – 2006-2009

5.º Presidente – Dr. Anibal Marinho

5.º Key-Member – Dr. Anibal Marinho

Breve História da APNEP

Fundação da Associação em 1996

Fundação da Associação em 1996

1.ª Direção – 1997-1999

1.ª Presidente – Prof.ª Ermelinda Camilo

Fundadora e 1.ª Presidente da APNEP 1997 – 1999

1.º Key-Member – Prof.ª Marilia Cravo

2.ª Direção – 1999-2001

2.º Presidente – Prof. António Sousa Guerreiro

2.º Key-Member – Prof.ª Luiza Kent-Smith

3.ª Direção – 2001-2003

3.º Presidente – Dr. Paulo Martins

3.º Key-Member – Dra. Ana Lopes

4.ª Direção – 2003-2006

4.ª Presidente – Prof.ª Luiza Kent-Smith

4.º Key-Member – Prof.ª Luiza Kent-Smith

Organização do 26.º Congresso da ESPEN em Portugal

Breve História da APNEP

6.ª Direção – 2009-2012

6.º Presidente – Dr.ª Lourdes Tavares

6.º Key-Member – Prof.ª Catarina Sousa Guerreiro

7.ª Direção – 2012-2015

7.º Presidente – Dr. Anibal Marinho

7.º Key-Member – Dr. Anibal Marinho

APNEP

(4)

Editorial

ESTÁ NA ALTURA DE SE IMPLEMENTAR UM “SURVIVING NUTRITION CAMPAIGN”?

A sociedade em que vivemos é, cada vez mais, baseada na informação. A quantidade de informação aumenta a um ritmo elevado, a cada dia que passa, tornando-se a sua gestão cada vez mais complicada. O sucesso depende, entre outros factores, da motivação, da dedicação e persistência, da percepção que se tem do mundo e da própria sociedade de informação.

Quando aplicada à nossa realidade, mais precisamente na necessidade em nutrir de uma forma adequada os nossos doentes, verificamos que nem sempre a estratégia que se tem estado a seguir ao longo dos últimos anos tenha sido um exemplo de sucesso.

O modelo utilizado pela maioria das sociedades internacionais em fomentar a utilização de guidelines como um princípio orientador da nossa prática clinica, se bem que potencialmente inovadora, acabou por não dar a tão desejada garantia de sucesso, como inicialmente se pretendia.

Há todo um conjunto de factores que podem influenciar o atingir ou não esse sucesso.

Sempre que se aborda um tema relacionado com o suporte nutricional temos de ter presente os diferentes factores que influenciam direta ou indiretamente as necessidades nutricionais dos nossos doentes.

Alguns destes factores foram sendo assumidos como verdadeiros, baseados em estudos realizados há mais de duas décadas e a sua permanente citação em artigos recentes fazem com que continuem a perpetuar no tempo embora com um suporte científico discutível.

Infelizmente são ainda poucos os investigadores na área do suporte nutricional com experiência clínica que realizam estudos científicos bem desenhados que de uma forma credível, nos permitam orientar o suporte nutricional que devemos instituir aos nossos doentes.

Ainda recentemente, em 2009, a ESPEN numa tentativa arrojada de fomentar um aumento do valor energético a fornecer ao doente crítico, elaborou uma nova guideline em que promovia o início precoce de nutrição parentérica como um meio alternativo eficaz de se atingir o mais rapidamente possível este objetivo.

A ideia que esteve na base da reformulação desta guideline era boa mas na prática acabou por se tornar numa medida de eficácia duvidosa, levando ao aparecimento de diversos estudos que de uma forma incisiva, eu diria até oxidativa, acabaram por ter um efeito contrário ao pretendido.

O que falhou? Quem falhou? O sucesso de uma iniciativa como esta dependia, entre outros factores, da motivação, da dedicação e persistência, mas acima de tudo uma preocupação de validação, de qual a melhor estratégia a seguir, promovendo de uma forma célere a reformulação da guideline adaptada à crescente evidência que ia surgindo, que colocavam em causa a sua implementação.

(5)

|

|

Contamos com a ESPEN para que após seis anos desta publicação, se possa dar um exemplo de um espírito crítico permanentemente, desperto para a necessidade de nutrir a gestação de ideias e de as transformar em verdadeiras oportunidades.

Mais do que nunca temos de ter uma estratégia mais bem delineada para enfrentar este problema. Definida essa estratégia, há que ser consequente e persistente no seu acompanhamento, mesmo quando não é evidente qual vai ser o resultado da sua aplicação; pode parecer um sucesso e transformar-se numa moda, que rapidamente passa ou, pelo contrário, ter um sucesso sustentado, que até pode ser inesperado.

O exemplo mais esclarecedor nestas duas últimas décadas foi o “surviving sepsis campaign”. Fizeram-se guidelines que foram sendo reformuladas periodicamente à medida que a evidência se alterava. O forte contributo das diferentes sociedades internacionais alicerçaram o estudo, a profusão de informação, o aumento do conhecimento, a divulgação e formação dos diferentes profissionais de saúde. Passada mais de uma década desde a sua criação, nunca uma iniciativa como esta teve uma aplicabilidade prática tão generalizada e com um sucesso tão sustentado, sendo um modelo a ser seguido em iniciativas futuras.

Penso que será esta a altura ideal de lançar um “surviving nutrition campaign”. Este ano particularmente, estão reunidas as condições para levar a cabo uma iniciativa desta dimensão. Temos o congresso nacional da APNEP a realizar abril, temos o congresso europeu da ESPEN que se irá realizar em Lisboa em setembro, pelo que vamos procurar dinamizar a realização de um simpósio em novembro para dar início a esta iniciativa. Até lá iremos procurar sensibilizar diversas entidades, nomeadamente a ESPEN, com o intuito de se promover uma verdadeira cooperação entre diferentes associações, sociedades nacionais e internacionais, procurando assim massificar a informação a ser fornecida aos principais alvos a serem identificados.

Com a ajuda de todos vós, talvez agora se consiga mudar uma realidade que se tem vindo a perpetuar ao longo de várias décadas, revelada num desvalorização dos diferentes profissionais de saúde para a verdadeira importância do suporte nutricional dos seus doentes.

Vamos todos dar o nosso contributo a esta iniciativa. O problema está identificado. É chegada a altura de sermos mais pragmáticos. Bem hajam pela vossa colaboração!

O Presidente da APNEP

Aníbal Marinho

APNEP

(6)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

sala 1 | 27 de abril

MESAS DE CONTROVÉRSIAS: NUTRIÇÃO PARENTÉRICA NO DOENTE CRÍTICO - SERÁ QUE SE JUSTIFICA?

• A favor

Aníbal Marinho ... 2 • Contra

Miguel Tavares ... *

A NUTRIÇÃO ARTIFICIAL ESTÁ CONTRAINDICADA NUM DOENTE COM INSTABILIDADE HEMODINÂMICA?

• A favor

Aníbal Marinho ... 2 • Contra

Luísa Trindade ... *

MESA REDONDA

• Estudo ANUCI – resultados preliminares

Mariana Santos ... 3 • Controlo glicémico do doente crítico: como estamos? Ricardo Marinho ... 4 • Será o fornecimento proteico mais importante que o

fornecimento calórico?

Sónia Cabral ... * • Ao fim de mais de duas décadas continuamos a hiponutrir

os nossos doentes. Até quando?

Aníbal Marinho ... 4

A IMUNO NUTRIÇÃO NO DOENTE CRÍTICO FAZ SENTIDO? • A favor

Paulo Martins ... * • Contra

Miguel Tavares ... *

sala 2 | 27 de abril

QUANDO ESTOU DOENTE SÓ PRECISO DE “CANJA DE GALINHA” • Prós

José Andrade Gomes ... * • Contras

Paulo Martins ... *

ATROFIA MUSCULAR NA DOENÇA GRAVE - POSSÍVEIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

• Atrofia muscular - causas e consequências

Rosa Mendes ... 5 • Nutrição e metabolismo muscular

Pedro Póvoa ... * • Consequência da sarcopenia no doente cirúrgico

Nuno Carvalho ... 6

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO IDOSO INTERNADO • Importância do seu uso por rotina

Isabel Fonseca ... * • Métodos antropométricos e bioimpedância

José Bernardes Correia ... * • Métodos bioquímicos

Rogério Ferreira ... 6 • Instrumentos de triagem

João Pedro Gomes ... *

Indice Geral

REALIMENTAÇÃO DO IDOSO DESNUTRIDO

• Quantidade e qualidade de alimentos/nutrientes

João Fonseca ... * • Vias de administração

Hugo Clemente ... 7 • Uso de suplementos

Patrícia Mendes ... 7 • Uso de anabolizantes esteróides/hormona do crescimento Hélder Esperto ... *

ÓMEGA 3: UMA PERSPETIVA TRANSVERSAL • Doenças mentais

Conceição Calhau ... * • Desporto

Mónica Sousa ... * • Fontes

Pedro Carvalho ... *

sala 3 | 27 de abril

GUIDELINES USA 2015: NOVOS AMIGOS OU VELHOS INIMIGOS? • Colesterol e gorduras saturadas

Marisa Cebola ... 8 • Sódio e cafeína

Simone Fernandes ... 8 • Edulcorantes

Vera Dias ... 9 • Padrão alimentar

Graça Raimundo ... *

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE, EMERGENTE A AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RISCO NUTRICIONAL

• Diferentes procedimentos cirúrgicos e implicações nutricionais

Jorge Limão ... 10 • Emergência do diagnóstico nutricional no TCO, a longo

prazo

Vânia Costa ... 10 • Identificação e avaliação do risco nutricional no TCO Rossela Bragança ... 11 • A gestação na utente submetida a TCO

Mónica Santos ... 11

MESA DO GRUPO DE ESTUDO DA DESNUTRIÇÃO DA APNEP • Nutrition Day 2014 em Portugal

Paula Alves ... * • Atividades do GED 2014

Teresa Amaral ... 12 • Pretendo implementar o rastreio da desnutrição no meu

hospital: que ferramenta escolher?

Rita Guerra ... * • Novos parâmetros para o rastreio da desnutrição: força

preensora da mão, ângulo de fase, fat-free mass index - Que evidência científica?

Rita Guerra ... *

ESPEN 2015 – HEALTHY LIFE THROUGH NUTRITION • Conferencista

(7)

|

|

sala 4

|

27 de abril

CURSO SATÉLITE. CONCEITOS DE TREINO PARA A NUTRIÇÃO

• Métodos de treino

Rui Norte ... * • Métodos de avaliação e controlo de treino

Rodrigo Martins ... * • Do treino à Nutrição

Marco Pereira ... 12

FICÇÃO OU REALIDADE?

• Antioxidantes ou anti-treino?

Sérgio Veloso ... 13 • Janela ou portão de oportunidade?

Filipa Vicente ... 14 • Quilómetro 30 da maratona

Marco Pereira ... *

NUTRIÇÃO GASTRODESPORTIVA

• Glut 4, não insulinodependentes

Sequeira Duarte ... * • Complicações gastrointestinais durante o exercício Inês Real ... 14 • Hiponatrémia versus desidratação

Cláudia Minderico ... *

TIMING DOS NUTRIENTES

• Vitaminas e minerais

Vera Fernandes ... 15 • Proteína, para quando?

Filipa Vicente ... 16 • Glícidos durante o exercício

Bruno Pereira ... * • Lípidos, para quando?

Sérgio Veloso ... 17

TRABALHO DE CAMPO EM NUTRIÇÃO DESPORTIVA

• Ingestão glicídica e hídrica durante uma prova de triatlo: Os atletas cumprem as recomendações?

Catarina Elias ... 17 • Caracterização da ingestão alimentar e composição

corporal: Em triatletas de elite em simulação à exposição a condições de altitude

Solange Fernandes ... 18 • Caracterização da ingestão alimentar e composição

corporal: Atletas Portugueses de meio-fundo

Susana Francisco ... 19 • Caracterização da ingestão alimentar e composição

corporal: Equipas profissionais de basquetebol feminino Teresa Santos ... 19

sala 5

|

27 de abril HISTÓRIAS DE COMER E BEBER - PERSPETIVAS DO ENFERMEIRO • A história das amas de leite

Carlos Subtil ... * • Indicações para a alimentação da população no sec - XVIII Helga Rafael ... * • Importância da aula de dietética numa ESE Portuguesa de

renome internacional em meados do séc - XX

Óscar Ferreira ... 20 • A alimentação dos militares portugueses feridos e/ou

doentes dos séculos XVII, XVIII e XIX

Jorge Ferreira ... 21

CONFERÊNCIA - ENFERMAGEM NAS EQUIPAS DE NUTRIÇÃO HOSPITALAR: REALIDADE OU UTOPIA?

• Conferencista

Abílio Cardoso Teixeira ... *

NUTRIÇÃO E SEGURANÇA DO DOENTE

• Estado nutricional um indicador para a segurança do doente

André Coelho ... 22 • Causas de desnutrição / desidratação no hospital

Joana Santos ... * • Instrumentos de avaliação do estado nutricional

Ana Marta Oliveira ... 23

NUTRIÇÃO E REABILITAÇÃO

• Reabilitação da deglutição da pessoa com AVC

Ricardo Braga ... 24 • Reabilitação da mastigação no traumatismo de maxilar Sílvia Fernandes ... 24 • Produtos de apoio para a promoção da independência na

alimentação

Simone Francisco ... 24

CAPACITAR O FAMILIAR CUIDADOR

• Capacitar os Pais para a diversificação alimentar

Cristina Preguiça ... 25 • A criança com NEE

Maria João Santos ... * • Capacitar o familiar cuidador do idoso dependente Isabel Ferraz ... 26 • A dieta do doente renal especificidades e envolvimento

familiar

Filipe Cristóvão ... 27

sala 6

|

27 de abril DIETÉTICA NA PATOLOGIA RENAL: EVIDÊNCIAS

• IRC estadio 3 e 4: dieta

Fernando Domingos ... 28 • Hemodiálise

Brígida Velez ... 29 • Litíase

Adelaide Serra ... 30

RISCO NUTRICIONAL EM CONTEXTO PEDIÁTRICO - ONE STEP BEYOND. QUE INDICADORES? DAS LIMITAÇÕES ÀS IMPLICAÇÕES • O risco em internamento: Período neonatal

Luís Pereira da Silva ... 31 • O risco em internamento: Criança e adolescente

Helena Mansilha ... 32 • O risco em ambulatório: Exemplos da prática clínica Ana Catarina Moreira ... 33

CONFERÊNCIA: A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO NA PARALISIA CEREBRAL

• Preletora:

Maria Antónia Campos ... 33

AMAMENTAÇÃO: APGAR À VIDA • Importância do aleitamento materno

Clara Ventura ... * • O papel do enfermeiro na promoção da amamentação Ana Cândido ... *

NUTRIÇÃO NAS “ESTRUTURAS RESIDENCIAIS PARA IDOSOS” • Estado nutricional e hidratação: indicador de qualidade das

ERI?

Tiago Nascimento ... 34 • Prevenção da desidratação

António Simões ... 34 • Gestão da nutrição nas ERI

Simone Fernandes ... 35

APNEP

(8)

sala 1 | 28 de abril

NUTRIÇÃO EM ONCOLOGIA – PERSPECTIVAS

• Nutrição integrada na prevenção e diagnóstico precoce de cancro - realidades

Telma Barroso ... *

• Superfoods no tratamento do cancro - mitos ou factos?

Dina João ... 37

• Nutrir os cancer survivors - especificidades?

Diana Alexandre ... 37

ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS PARA O SÍNDROMA DO INTESTINO IRRITÁVEL

• Síndroma do intestino irritável: porquê?

Ana Vieira ... 38

• Suplementos nutracêuticos: moda ou ajuda?

Manuel Alejandro Pita ... *

• Sensibilidade alimentar e síndroma do intestino irritável

Pedro Morais Silva ... *

• FODMAP’s - a nova fronteira no tratamento do síndroma do intestino irritável

Sofia Amálio ... 38

NUTRIÇÃO ENTÉRICA NO DOENTE CRÍTICO

• Quando começar e com que aporte?

Isabel Miranda ... 39

• Devo monitorizar o conteúdo gástrico?

José Sempere ... *

• Diarreia limita a nutrição entérica?

Fernando Próspero ... *

DIETA NEUTROPÉNICA.

• Prós

Eugénia Santos Silva ... *

• Contras

Isilda Rebelo ... *

sala 2 | 28 de abril

QUANDO O INTESTINO FALHA

• Falência intestinal - conceitos

Nuno Carvalho ... 40

• Reabilitação intestinal - O que há de novo?

Beatriz Costa ... *

• Dieta zero na fístula entérica - Faz algum sentido?

Rita Marques ... 41

NUTRIENTES, FLUÍDO E IMUNIDADE NO PERI-OPERATÓRIO

• Suplementos nutricionais no pós-operatório não complicado

Carla Santos ... *

• Qual o melhor fluído para anastomose?

Diogo Albergaria ... 41

• Que parâmetros imunológicos para avaliar o estado nutricional?

Santos Rosa ... *

TUBOS E NUTRIENTES

• História da NPT

Nuno Carvalho ... 42

• Vias de acesso venoso central

Miguel Fróis Borges ... 42

• NPT no peri-operatório - alimento para o tumor?

Pedro Neves ... *

SARCOPÉNIA: UMA PROBLEMÁTICA ATUAL

• Hospitalização

Ana Sofia Limas de Sousa ... 43

• Nutrição

Ana Sofia Limas de Sousa ... 43

• Exercício

Inês Gonçalves ... *

• Suplementação

Mónica Sousa ... *

sala 3 | 28 de abril

NUTRIÇÃO NA DIABETES

• A educação para o autocuidado ao utente com diabetes na prática dos cuidados de enfermagem

Eva Guilherme ... 44

• Update na dietoterapia da diabetes

Ana Lúcia Narcisa ... *

• Relação entre a contagem dos hidratos de carbono e a Hba1c

Raquel Oliveira ... 45

• Benefícios das águas naturais ricas em minerais: uma perspetiva metabólica

Cidália Pereira ... 45

DIETA MEDITERRÂNICA COADJUVANTE NO TRATAMENTO DAS DCNTS

• Dieta mediterrânica, um princípio de sustentabilidade

Jorge Queiroz ... 46

• Relação das DCNTs e diabetes mellitus

Rute Ferreira ... *

• DM no tratamento cirúrgico da obesidade

Cristina Tomás ... 47

TIC E UM CLIC PARA MAIS EDUCAÇÃO ALIMENTAR

• Sistemas e-terapêuticos para adolescentes com excesso de peso

Pedro Sousa ... 48

• Brocoli à descoberta do mundo dos alimentos

Rute Borrego ... 49

• Papa bem

Gisele Câmara ... 50

SERÃO AS SOBRAS ALIMENTARES UM VITAL RESOURCE?

• A evidência da academia

Iva Pires ... 51

• O poder do poder local

CMLisboa ... *

• A força do voluntariado

Hunter Halder ... *

sala 4 | 28 de abril

SUPLEMENTOS

• Fiscalização

Maria Mendes ... *

• Suplementação em idades pediátricas

Leonor Sassetti ... 52

• Importância clínica

Custódio César ... *

• Evidência científica

Inês Domingos ... *

(9)

|

|

MULHER ATLETA

• Diferenças fisiológicas entre homem e mulher atleta

Catarina Godinho ... 52

• Efeitos do exercício na mulher

Diogo Bruno ... 53

• Prevenção de desordens alimentares em atletas

João Lameiras ... 54

• Tríade na mulher

Arnaldo Abrantes ... *

AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM ATLETAS

• Laboratório ao contexto real

Analiza Silva ... 55

• Metodologia de Lohman ou ISAK

Filomena Vieira ... 56

• Equações antropométricas para atletas

Ana Catarina Moreira ... *

DOPING

• Suplemento e contaminação inadvertida

Arnaldo Abrantes ... *

• Alimentos e doping que relação?

Inês Fernandes ... 56

• Sistema de controlo antidoping - Como?

António Júlio Nunes ... *

• Geno doping

Constança Coelho ... 57

sala 5 | 28 de abril NUTRIR EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS

• Nutrição materna: desafios

Adelaide Bento ... 58

• Nutrição infantil: evolução histórica

Cláudia Rainha ... 59

• O enfermeiro e a nutrição do dependente em domicílio

Cristina Pinto ... 60

• A nutrição da mulher na menopausa: papel do enfermeiro

de cuidados de saúde primários

Helena Presado ... 60

A NUTRIÇÃO NO DOENTE COM FERIDAS

• A influência da nutrição na cicatrização de feridas - que

evidência

Paulo Ramos ... 61

• Prevenção e tratamento de úlceras de pressão - novas

guidelines

Paulo Alves ... 62

• Feridas complexas e a TPN

Anabela Moura ... 63

SIMPÓSIO SATÉLITE NESTLÉ: Desafios nutricionais da população

geriátrica

• Malnutrição no sénior

Zélia Santos ... *

• Disfagia no sénior: implicações nutricionais

Paula Alves ... *

• Suporte nutricional e feridas/úlceras por pressão - update

Diana Mendes ... 64

A ALIMENTAÇÃO VAI À ESCOLA

• Projeto Lanche Saudável

Ana Marta Correia ... *

• Escola e alimentação saudável: o papel do professor

Eduarda Gageiro ... 64

• A família na equipa de saúde escolar

Amália Costa ... *

AFINAL JÁ NÃO É DO PRADO AO PRATO...

• Como suplementar selénio no campo?

Catarina Galinha ... 65

• Aditivos e bioacessibilidade dos minerais - o pão como

exemplo

Maria Marquito ... 66

• Do prato à biodisponibilidade

Carla Mota ... 67

• Como gerir e comunicar a informação nutricional

Isabel Castanheira ... 68

sala 6 | 28 de abril

PROMOÇÃO DE UMA ALIMENTAÇÃO ORAL POSITIVA NA CRIANÇA PREMATURA

• O desenvolvimento músculo-esquelético e oro-motor

Thereza Vasconcellos ... 69

• Escala de observação das competências precoces na

alimentação oral

Lígia Marques ... 70

• Estudo de validação das escalas de observação das

competências precoces na alimentação oral

Maria Alice Curado ... 71

ESTADO NUTRICIONAL EM PORTUGAL: DA CONCEPÇÃO À ADOLESCÊNCIA

• Como está a grávida e consequências para o

recém-nascido

Luís Pereira da Silva ... 72

• Como está a criança pequena (1-3 anos)

Carla Rêgo ... 73

• Como está a criança pré-escolar

Carla Lopes ... *

• Como está o adolescente

Elisabete Ramos ... *

MALNUTRIÇÃO NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

• Ordenamento do território e desigualdades em saúde

Francesca Poggi ... 74

• Relação de ocupação do território e doenças crónicas não

transmissíveis

Zélia Santos ... 74

• Avaliação nutricional em populações de difícil acesso

Luzia Gonçalves ... 74

• Malnutrição e desigualdades nutricionais

Beatriz Goulão e Daniela Alves ... 75

SUPORTE BÁSICO DE GESTÃO APLICADO AO SDN NA EFICIENTE RESPOSTA

• Visão estratégica e enquadramento do SDN

Elisabete Santos ... *

• Prioridades e rentabilidade na gestão

Patrícia Almeida Nunes ... *

• Desafios do SDN de apoio à comunidade

Zélia Santos ... 77

COMUNICAÇÕES ORAIS ... 79 - 82

POSTERS ... 83 - 97

APNEP

(10)

r

evista APNEP

|

Volume VIII - n.º 1 - abril 2014

|

pag |

1

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

Vol. VII – N.º 1 – abril 2013 ISSN: 1646-7183

COMUNICAÇÕES

Vol. VII – N.º 1 –

COMUNICAÇÕES

Vol. VII – N.º 1 –

COMUNICAÇÕES

Vol. VII – N.º 1 –

COMUNICAÇÕES

(11)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

sala 1

|

dia 27 de abril

______________

MESAS DE CONTROVÉRSIAS

Nutrição parentérica no doente crítico -

Será que se justifica?

Aníbal Marinho

Serviço de Cuidados Intensivos - Centro Hospitalar do Porto.

______________

Disponível desde o início da década de 60, teve o seu

período de maior fulgor até ao fim da década de 80,

altura em que se comprovou que a sua utilização com o intuito de promover a hipernutrição tinha um impacto negativo na morbilidade e mortalidade para a maioria dos doentes.

Talvez por nunca se ter esclarecido e demonstrado de uma forma inequívoca que o que esteve sempre em causa neste período áureo da nutrição parentérica foi a sua má utilização, a sua história nas últimas três décadas e meia acaba por se traduzir numa trajetória sucessiva de perdas e danos.

Nela, a nutrição parentérica tem sido, paradoxalmente, vítima daquilo que tem de mais especial — sua magia, sua exuberância e sua riqueza. Conseguir nutrir por dezenas de anos, seres humanos por via parentérica por ausência de um tubo digestivo funcionante, só demonstra o carácter precioso e até um pouco excêntrico desta solução tornando-se uma autêntica poção mágica para todos aqueles que dela dependem para sobreviver.

Quando se houve de uma forma pouco esclarecida e muito mal fundamentada, criticar tão abertamente a sua utilização, como atualmente tem acontecido desde a ultima revisão das guidelines da ESPEN 2009, não deixa de ser estranho que estes críticos ignorem que por exemplo só nos Estados Unidos da América mais de 40.000 pessoas estão dependentes da nutrição parentérica domiciliária desde à vários anos para conseguirem sobreviver.

Em vez de discutirmos a sua utilidade, mais do que comprovada neste grupo muito particular de doentes, devíamos focar a nossa atenção para uma formação sustentada do pessoal de saúde sobre suporte nutricional. Acaba por ser confrangedor a formação

atual que muitos profissionais de saúde têm sobre esta

matéria.

______________

A nutrição artificial está contraindicada num

doente com instabilidade hemodinâmica?

Aníbal Marinho

Serviço de Cuidados Intensivos - Centro Hospitalar do Porto.

______________

Quando se discute qual o suporte nutricional adequado a fornecer a um doente crítico, temos de ter sempre em consideração que se trata de um doente com um internamento prolongado em cuidados intensivos:

• Com uma condição clínica muito grave, com uma elevada taxa de mortalidade.

• Na maior parte das vezes não estabiliza em 24-48h. • Com um défice tecidular de oxigénio, o que vai

limitar uma metabolização adequada dos diferentes macronutrientes fornecidos.

• Pelo que não necessita de um fornecimento energético inicial tão elevado como o preconizado pelas recentes guidelines internacionais.

Muitas vezes quando abordamos este tema

esquecemo-nos que a nutrição artificial só é fundamental para

doentes com internamento superiores a 48-72h em cuidados intensivos. Um doente com internamento de curta duração, aquilo a que comumente se apelida de “recobro em cuidados intensivos”, irá precisar fundamentalmente de uma fonte de energia à base de hidratos de carbono, que serão fornecidos através de soros glicosados, procurando com esta prática limitar o catabolismo proteico destes doentes.

Já os doentes em que se prevê um internamento mais prolongado, desde que se encontre estável hemodinâmicamente e com tubo digestivo funcionante deve iniciar o suporte nutricional por via entérica precocemente (< 24h).

Ao longo dos anos tem existido uma grande controvérsia relativamente ao que se considera um doente estável hemodinâmicamente. Será que poderemos considerar um doente a quem foi prescrito uma determinada dose de aminas pressoras, um doente estável hemodinâmicamente? Será que um doente que está a tolerar um suporte nutricional por via entérica e que por agravamento do seu quadro clínico inicia aminas pressoras, deverá suspender o suporte nutricional por via entérica?

Mas afinal porque é que não podemos utilizar a via

(12)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

em consideração.

O indicador que deveremos ter em consideração será o de sabermos se um doente instável hemodinâmicamente vai tolerar um fornecimento calórico de 20 a 25 Kcal/kg/ dia. E não se coloca o problema de esse fornecimento ser feito por via entérica ou parentérica. Um doente muito instável é um doente em que o suporte nutricional não é prioritário e será na maioria das situações um fator de agravamento do seu quadro clínico.

Um doente instável, com acidemia metabólica, com hiperlactacidemia é um doente que tem um fornecimento inadequado de oxigénio aos tecidos e nunca irá aproveitar o fornecimento energético que lhe está a ser fornecido. Muito pelo contrário, este fornecimento energético irá agravar o défice de oxigénio ao nível das células, irá agravar a sua hiperlactacidemia e irá consequentemente agravar o seu quadro clínico. Nestes doentes torna-se prioritário estabilizar rapidamente o seu quadro clinico e o único aporte energético deverá ser obtido através de fornecimento de uma baixa dose de hidratos de carbono pela soroterapia.

A dúvida reside nos doentes com necessidade de aminas pressoras numa dose baixa, sem hiperlactacidemia e sem acidemia metabólica. Devemos suspender ou não iniciar a nutrição entérica ou parentérica nestes doentes? Se o doente não apresenta sinais prévios de fornecimento inadequado de oxigénio aos tecidos (sem acidemia metabólica, sem hiperlactacidemia, com uma saturação venosa central adequada) e que após iniciar um determinado valor energético não se verifica um agravamento destes parâmetros podemos considerar que estamos a fazer um suporte nutricional adequado ao estado clínico do doente.

______________

MESA REDONDA

Estudo ANUCI – Dados preliminares

Mariana Santos

Faculdade de Ciencias da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

______________

O suporte nutricional é reconhecido como parte essencial no tratamento de doentes hospitalizados, nomeadamente daqueles internados em Unidades de Cuidados Intensivos, embora a definição da ingestão energética adequada para doentes críticos seja ainda controversa. Tanto a Sociedade Europeia (ESPEN) como a Sociedade Americana de Nutrição Entérica e

Parentérica (ASPEN) recomendam que a estes doentes seja fornecido, em média, cerca de 25 kcal/kg/dia; no entanto, vários estudos evidenciam que utilizando exclusivamente a via entérica, apenas se consegue suprir 50% das necessidades energéticas do doente na primeira semana, sendo o fornecimento proteico ainda mais deficitário.

Neste momento desconhece-se a posição das UCIs Portuguesas quanto à prática adotada depois de publicadas as novas guidelines da ESPEN em 2009, onde se preconiza o início da Nutrição Parentérica de forma precoce sempre que a Nutrição Entérica não seja suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais dos doentes críticos.

Objetivos: Avaliar a precocidade com que os DC iniciam nutrição entérica (NVE) e/ou parentérica (NVP), bem como quantificar a energia fornecida a estes doentes, durante 7 dias. Pretendeu-se também verificar quantificar a composição nutricional da dieta e avaliar a adequabilidade do fornecimento energético ao recomendado na literatura.

Material e Métodos: Estudo observacional prospetivo e multicêntrico, efetuado em 11 UCIs de 9 Hospitais Portugueses. Foram avaliados todos os doentes internados com idade superior a 18 anos, ventilados, sob nutrição artificial e com tempo de internamento superior a 7 dias.

Resultados: Foram avaliados 130 doentes, maioritariamente do sexo masculino (63,8%), com idade média de 64±16 anos e com tempo de internamento na UCI médio de 15±6 dias. A maioria dos doentes estava internada por motivos médicos (70%) e apresentava excesso ponderal (43,1%). Relativamente à globalidade da amostra, verifica-se que a Nutrição Entérica foi utilizada em 66% dos dias de avaliação e a Nutrição Parentérica em 14% dos dias. O aporte energético médio foi de 12,4±6,6 kcal/ kg/dia e de 15,6±7,4 kcal/kg/dia, se ignorarmos os 3 primeiros dias de internamento, por se tratar de um período em que o doente está hemodinâmicamente instável e é necessária uma adaptação gradual e progressiva do organismo à nutrição artificial. Quando se quantificaram os macronutrientes fornecidos aos doentes, verificou-se que, em média, foram dadas 1,5±0,9g/kg/dia de hidratos de carbono, 0,4±0,3g/ kg/dia de lípidos e 0,3±0,3g/kg/dia de proteínas. Em relação ao contributo energético do propofol e soros glicosados para o aporte total, constata-se que o propofol e os soros contribuem com 1,0±0,6kcal/kg/dia e 1,3±1,0kcal/kg/dia, respetivamente.

(13)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

das necessidades energéticas destes doentes. Por fim, constata-se que maior que o défice energético é o défice proteico, já que a quantidade de proteínas fornecida suprime apenas 25% das necessidades dos doentes. Esta discrepância pode deve-se, em parte, ao facto do conteúdo glicídico e lípido provir não só da alimentação como também dos soros glicosados e do propofiol, respetivamente.

______________

MESA REDONDA

Controlo glicémico no doente crítico:

Como estamos?

Ricardo Marinho

Cuidados Intensivos, Centro Hospitalar do Porto

______________

Introdução: O doente crítico apresenta uma grande variabilidade glicémica. Classicamente, a hiperglicemia tem-se associado a efeitos adversos nestes doentes. Atualmente, a maioria das organizações internacionais aconselham que, ao doente crítico, se deva proceder à administração de insulina endovenosa para valores de glicemia superiores a 180mg/dL, procurando manter os valores glicémicos destes doentes entre os 140 e os 180mg/dL. Preconizam também evitar níveis de glicemia inferiores a 100mg/dL, definindo como hipoglicemia valores inferiores a 70mg/dL e hipoglicemia grave inferior a 40mg/dL.

Utilizando os dados obtidos de um estudo multicêntrico efetuado em diferentes UCIs portuguesas procurou-se avaliar o controlo glicémico efetuado ao doente crítico internado nestas UCIs procurando tambem avaliar a incidência de hipoglicemias que estes doentes possam apresentar.

Material e Métodos: Estudo prospetivo observacional multicêntrico. Foram avaliados todos os doentes admitidos em 10 UCIs de 9 Hospitais por um período de 7 dias, tendo-se procedido à colheita de dados demográficos e valores glicémicos diários. Critérios de exclusão: doentes em fase terminal, doentes com idade inferior a 18 anos, indivíduos com tempo de internamento inferior a 7 dias na UCI ou doentes que nunca estiveram ventilados durante o período de avaliação. Foi solicitado o parecer da Comissão de Ética de todos os Hospitais envolvidos.

Resultados: Foram avaliados 130 doentes com uma idade média de 64 ± 16 anos, 63,8% sexo masculino com IMC médio de 27,9 ± 5,9, taxa de mortalidade de 26,9%, Destes 29,2% eram diabéticos (n=38) e apenas

31,5% (n=41) eram normoponderais, apresentando os restantes excesso de peso ou obesidade. Relativamente ao motivo de admissão: 70% dos doentes pertence ao foro médico; 8,5% a cirurgia urgente; 3,8% a cirurgia programada; 10% a neurocirurgia e 7,7% a politraumatizados. Nestes 130 doentes foram avaliados 1223 dias de internamento, tendo sido efetuadas 5561 medições de glicemia, o que corresponde a uma média de 6,4 medições diárias por doente (diabéticos – 6,6 e não diabéticos – 6,1 medições/dia/doente). O valor médio das glicemias ao longo dos 7 dias de internamento foi de 156,6 ± 40,5 mg/dL (diabéticos – 182 ± 84 mg/dL; não diabéticos – 147 ± 84mg/ dL). Nas 5561 medições efetuadas, observaram-se 65 determinações com valores de glicemia inferiores a 70mg/dL (diabéticos – 0,9% das medições; não diabéticos – 1,3% das medições). No total das 4679 medições, 1452 medições foram superiores a 180mg/ dL (diabéticos – 47,1% das medições; não diabéticos – 17,4% das medições).

Conclusão: A hiperglicemia é uma condição frequente no doente crítico. Na atualidade preconiza-se obter valores glicémicos entre 140-180 mg/dL, em vez de objetivos glicémicos mais rigorosos como se recomendava no início do século, dada a incapacidade do doente crítico responder de uma forma adequada a episódios de hiperglicemia. Neste estudo obteve-se um valor médio de glicemias dentro do pretendido, sendo no entanto este valor manifestamente superior nos doentes previamente diabéticos. Verificou-se também que os doentes não diabéticos apresentaram uma maior incidência de hipoglicemias.

______________

MESA REDONDA

Ao fim de mais de duas décadas

continuamos a hiponutrir os nossos

doentes. Até quando?

Aníbal Marinho

Serviço de Cuidados Intensivos - Centro Hospitalar do Porto.

______________

Não deixa de ser estranho que ao longo da nossa vida ativa, nos preocupamos tanto em nos alimentarmos de uma forma adequada e até muitas vezes, de uma forma desequilibrada e exagerada, quando nos encontramos doentes e dependente de terceiros, sejamos vítimas de uma prescrição energética inadequada e desadequada às nossas reais necessidades.

(14)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

internamento a fonte principal de energia baseia-se fundamentalmente em hidratos de carbono, fornecidos sob a forma de soros glicosados.

A soroterapia será uma das prescrições mais frequentemente efetuada pelos médicos. No entanto, logo aqui se verifica um desconhecimento generalizado entre o pessoal de saúde do que é realmente infundido ao doente com estes solutos.

Muitas vezes assume-se que um doente a soro está a ser “alimentado”, seja qual for o tipo de soro que está a ser administrado.

Doentes que estiveram por um período de horas em jejum (para efetuar um exame do foro gastrointestinal, por apresentarem quadro de vómitos ou dejeções liquidas, por mal estar geral, ou outros motivos clínicos) quando chegam a uma instituição hospitalar é-lhes frequentemente prescrito um soro não glicosado (que não tem qualquer valor energético).

Frequentemente nem sequer se procede ao seu controlo glicémico para despiste de uma hipoglicemia. Não raras vezes, o conhecimento de que estamos perante um doente diabético, leva ao pressuposto de que esta será uma contra-indicação para o uso de soros glicosados.

Ao observarmos um desconhecimento tão flagrante, em atos médicos tão banais como estes que acabam de ser referidos, em que se exige apenas conhecimentos muito básicos de medicina, facilmente compreendemos porque se tem perpetuado ao longo de todos estes anos uma cultura de profundo desprezo sobre como nutrir de forma adequada os nossos doentes.

No momento em que o mundo migra para a sociedade do conhecimento, as deficiências de nossa educação sobre um adequado suporte nutricional vão-nos condenando a um estado de hiponutrição permanente, nomeadamente nos doentes mais carenciados e idosos, com implicações que acabam inclusive por pôr em causa a sua própria sobrevivência.

Os modelos de formação que têm sido adotados nestas últimas décadas têm-se mostrado insuficientes e na maioria das vezes ineficazes para mudar esta realidade.

A tolerância com que se aceita esta impreparação do prescritor, a resistência que muitas faculdades de medicina continuam a ter em fornecer uma adequada preparação aos seus alunos sobre suporte nutricional, a passividade com que se assiste a estas práticas lesivas á saúdes dos nossos doentes diariamente em diferentes instituições de saúde em todo o mundo, deverá ser um motivo de profunda reflexão por todos os que se interessam por esta matéria.

sala 2

|

dia 27 de abril

______________

ATROFIA MUSCULAR NA DOENÇA GRAVE - POSSÍVEIS

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

Atrofia muscular - causas e consequências

Rosa Mendes

UCIP 7, Hospital Curry Cabral, CHLC, Lisboa.

______________

A degradação do tecido muscular faz parte da resposta fisiológica ao stress. Esta degradação é consequência da necessidade aumentada de aminoácidos para a gliconeogénese e síntese de proteínas envolvidas na resposta de fase aguda, imunológicas, proteínas de fase aguda e reparação tecidular. Apesar da síntese proteica estar mantida, o consumo está aumentado, conduzindo a uma perda importante de massa corporal, principalmente massa muscular esquelético, mas também de proteínas viscerais e circulantes. O stress metabólico prolongado, sem fornecimento de suporte nutricional adequado, leva a uma deficiência das funções vitais, culminando na desnutrição. Em estado anabólico a síntese proteica é superior à degradação resultando num balanço nitrogenado positivo. Sob stress metabólico apesar da síntese proteica estar conservada a degradação está aumentada resultando num balanço nitrogenado negativo.

(15)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

______________

ATROFIA MUSCULAR NA DOENÇA GRAVE - POSSÍVEIS

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

Consequências da Sarcopenia no doente

cirúrgico

Nuno Carvalho

Cirurgia Geral, Hospital Garcia de Orta

______________

O termo sarcopenia deriva do grego, significa “pobreza de carne”. Até à idade adulta vamos ter um aumento da massa e força musculares, de forma homogénea, em diferentes indivíduos. A partir da idade adulta, e em particular na 3ª idade, vai ocorrer diminuição da massa e força musculares, com grande variabilidade em termos individuais.

A sarcopenia acompanha-se de limitação da atividade física, redução da qualidade de vida, aumento do risco de quedas e, no geral, aumento da taxa de mortalidade. A incidência da sarcopenia é variável, dependendo dos critérios utilizados. Um estudo português demonstrou que a sarcopenia é frequente em doentes hospitalizados, mesmo nos não desnutridos, com excesso de peso e obesos.

Em cirurgia colo-retal a sarcopenia é fator preditivo de infeção, necessidade de reabilitação intra-hospitalar e de prolongamento do internamento. Na resseção pancreática por adenocarcinoma a sarcopenia é preditivo de sobrevida. Doentes idosos submetidos a cirurgia abdominal urgente têm aumento do risco de complicações infeciosas e de morte se sarcopénicos. No carcinoma hepatocelular e esofágico, a sarcopenia é factor preditivo de sobrevida global e de intervalo livre de doença. Em cirurgia abdominal major e vascular a presença de sarcopenia duplica os custos de internamento, em relação aos não sarcopénicos. O músculo desempenha um papel central no metabolismo proteico, a sarcopenia invariavelmente vai associar-se a aumento de risco de morbi-mortalidade. As estratégias de intervenção, suporte nutricional e exercício têm apresentado resultados com sucesso misto.

______________

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO IDOSO INTERNADO

Métodos bioquímicos

Rogério Ferreira

Serv. de Medicina Interna A – Centro Hospitalar e Univ. de Coimbra

(16)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

______________

REALIMENTAÇÃO DO IDOSO DESNUTRIDO

Vias de administração

Hugo Clemente

CHUC - Centro Hospitalar da Universidade Coimbra

______________

O aporte nutricional encontra-se frequentemente comprometido nos doentes idosos e os cuidados nutricionais devem constituir uma parte fundamental do seu tratamento. Recomenda-se por isso uma avaliação nutricional regular nesta população e a atuação imediata assim que o risco de desnutrição se torna aparente. A nutrição entérica (NE), seja através de suplementos nutricionais orais ou de alimentação por sonda, oferece a possibilidade de aumentar ou assegurar o aporte de nutrientes em caso de ingestão alimentar oral insuficiente. Embora a evidência existente seja inconclusiva no que diz respeito aos efeitos sobre a duração de internamento hospitalar e a sobrevivência global, a NE parece melhorar o estado nutricional, funcional e a capacidade de reabilitação assim como diminuir o risco de desenvolvimento de úlceras de pressão nos doentes idosos. A NE poderá assim estar indicada no idoso frágil, deprimido, com anorexia, doença neoplásica, disfagia neurológica e em situações de demência (fases precoces) e de pós-operatório. A alimentação por sonda pode ser realizada por vários tipos de acesso: gástrico, naso-entérico, por gastrostomia ou enterostomia realizadas por via endoscópica, radiológica ou cirúrgica. Os acessos mais comumente utilizados são o naso-gástrico e a gastrostomia percutânea endoscópica (PEG), estando esta particularmente indicada quando se prevê que a necessidade de sonda alimentar ultrapasse as 4 semanas.

A nutrição parentérica (NP) poderá ser uma opção a considerar em casos de impossibilidade da utilização da via entérica ou do fornecimento adequado de nutrientes por esta via. A NP é um procedimento terapêutico seguro, pode ser administrada por via periférica ou central e a idade por si só não deverá constituir fator de exclusão. Contudo, a decisão da instituição da NP deverá ser ponderada face a uma possibilidade realista de melhoria do estado geral do indivíduo e recomenda-se que seja uma decisão refletida e partilhada, devido a questões éticas que frequentemente se colocam e particularmente em situações de doença avançada ou terminal. Deverão ainda ser equacionadas possíveis complicações associadas à NP, com maior incidência nos idosos, como hiperglicemia, deficiências em micronutrientes e até agravamento das funções cardíaca e renal. A administração subcutânea de fluidos (hipodermóclise) é uma opção válida para a hidratação em indivíduos ligeira a moderadamente desidratados mas não para suprir outras necessidades nutricionais.

______________

REALIMENTAÇÃO DO IDOSO DESNUTRIDO

Uso de suplementos

Patrícia Mende

CHUC - Centro Hospitalar da Universidade Coimbra

(17)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

sala 3

|

dia 27 de abril

______________

GUIDELINES USA 2015: NOVOS AMIGOS OU VELHOS INIMIGOS?

Colesterol e gorduras saturadas

Marisa Cebola

ESTeSL

______________

As doenças do aparelho circulatório, nomeadamente as doenças cardiovasculares (DCV), são a principal causa de morte em Portugal, atingido os 29,5% em 2013. A idade e a história familiar aumentam o risco de DCV, mas existem outros fatores de risco, nomeadamente o padrão alimentar. Segundo as DIETARY GUIDELINES FOR AMERICANS, 2010, os lípidos devem contribuir

com 20 a 35% do valor energético total diário para o adulto. Dentro dos lípidos, a recomendação é que a ingestão de lípidos saturados seja inferior a 7%, a de colesterol inferior a 300mg/dia e a de ácidos gordos trans inferior a 1%. As GUIDELINES estão em revisão, levantando-se a questão da relação 10% de lípidos saturados e risco de DVC, colesterol da dieta e hipercolesterolémia.

______________

GUIDELINES USA 2015: NOVOS AMIGOS OU VELHOS INIMIGOS?

Sódio e Cafeína

Simone Fernandes SCM Mafra

______________

As Guidelines Dietéticas para a população Americana (DGA) foram pela primeira vez elaboradas em 1980, e desde então que têm fornecido um suporte científico importante no âmbito da promoção da saúde e redução do risco de doenças crônicas através de uma alimentação saudável e atividade física regular. As doenças não transmissíveis são a principal causa de mortalidade no mundo, sendo responsáveis por mais mortes do que todas as outras causas combinadas. Intimamente ligadas à génese destas doenças estão fatores relacionados com o estilo de vida e mais propriamente com a alimentação dos indivíduos. Alguns dos constituintes alimentares que continuam

a ser fonte de pesquisa e preocupação face aos consumos da população na atualidade, dizem respeito à cafeína e ao sódio.

A par da estratégia desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde para 2013-2020 na área da Alimentação e Nutrição, que sugere as estratégias na área da redução da ingestão de sal como uma das melhores abordagens para a prevenção das doenças não transmissíveis na população na região Europeia, também nas DGA 2015, a diminuição da ingestão de sódio na alimentação da população americana é novamente uma prioridade.

As DGA 2015 estão de acordo com as 3 conclusões descritas nas Guidelines da American Heart Association/ American College of Cardiology de 2013 e que enunciaram com níveis de evidência científica moderado a elevado que:

1. Os indivíduos que beneficiem de uma redução na pressão arterial devem diminuir o consumo de sódio; 2. Os indivíduos que beneficiem de uma redução da pressão arterial devem fazer um consumo inferior a 2,400mg de sódio por dia. Embora ressalvem que, uma redução para valores de consumo na ordem dos 1,500mg/dia trouxessem ainda mais vantagens na pressão arterial.

3. Os indivíduos que beneficiem de uma redução da pressão arterial devem combinar o modelo de dieta DASH com a redução do consumo de sódio. Para além disso as DGA 2015 vão ainda mais longe, relacionando não só o consumo de sódio com a pressão arterial em crianças, com a evolução das doenças cardiovasculares, bem como, lançando diretrizes não só a nível individual e de grupo para a população, como ao nível da indústria, na adoção de estratégias para a redução do consumo de sódio pela população.

A par desta latente preocupação, está também o consumo de cafeina pela população.

Qual a relação da cafeína com a mortalidade total? Qual é a relação entre o consumo de cafeína habitual e o risco de doença cardiovascular? Qual é a relação entre o consumo de cafeína habitual e doença de Parkinson? Qual é a relação entre o consumo de cafeína habitual e os seus resultados na gravidez? São estas algumas das preocupações levantadas nestas guidelines e às quais são dadas respostas com diferentes graus de evidência.

(18)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

adultos saudáveis. A par desta conclusão as evidências indicaram uma associação inversa entre a ingestão de cafeína e risco de doença de Parkinson, bem como, que o consumo moderado de cafeína em gestantes não está associado ao risco de parto prematuro.

Porém, ainda muitas outras questões ficam por

responder sendo levantadas hipóteses para estudos futuros, no sentido de fornecer informações mais consistentes face ao consumo de cafeina ou do seu consumo combinado com outras substâncias. Exemplos de algumas das questões que se levantam para investigação futura, dizem respeito a estudos

para: definir o consumo excessivo de cafeína e níveis

seguros de consumo para crianças, adolescentes e jovens adultos; determinar a prevalência de consumo excessivo de cafeína em crianças e adultos, além da ingestão de bebidas energéticas, e examinar o efeito do consumo excessivo de cafeína e bebidas energéticas em resultados de saúde, tanto em crianças e adultos. Face ao paradigma “Novos amigos ou velhos inimigos?” podemos dizer da avaliação destas diretrizes que a par das Guidelines para a população americana de 2010, o sódio mantém-se como uma preocupação

da atualidade, continuando a figurar na listagem de

nutrientes nos quais o consumo deve ser urgentemente reduzido. No que diz respeito à cafeína, as últimas evidências podem-nos levar a equacionar diversos cenários, entre os quais, até que ponto não poderemos estar diante de um novo aliado, especialmente no que diz respeito às doenças neurodegenerativas.

______________

GUIDELINES USA 2015: NOVOS AMIGOS OU VELHOS

INIMIGOS?

Edulcorantes

Vera Ruivo Dias

UCCI Cernache do Bonjardim, Santa Casa da Misericórdia de Oleiros

______________

Diversos estudos têm associado positivamente o consumo de açúcar em crianças e adultos, ao aumento do risco para a saúde, nomeadamente, da incidência de doenças não-transmissíveis. As principais patologias associadas a este comportamento são: a obesidade, a diabetes mellitus tipo 2, a doença cardiovascular e as cáries dentárias.

As Guidelines Dietéticas Americanas de 2015 focam as suas recomendações na realização de um padrão alimentar saudável pela população em geral. Um dos princípios deste padrão dietético, consiste em

limitar o aporte diário de açúcares de adição, sendo recomendado o máximo de 10% do valor energético total.

Os açúcares de adição são glícidos, adicionados às bebidas ou alimentos durante o processamento alimentar, aumentando o valor energético do produto. Estes podem ser substituídos por edulcorantes de baixo valor calórico (BVC), que possibilitam a obtenção do sabor doce, com ingestão de um menor aporte calórico.

A modificação de açúcar por edulcorantes com BVC,

pode ser recomendado em situações de diminuição de peso a curto prazo em adultos. Ainda assim, a utilização de alimentos ou bebidas com adoçantes de BVC não é considerado uma solução para o excesso de peso e obesidade, porque pode não implicar a redução do consumo ou porção do produto alimentar, que frequentemente tem aumentado o teor de outros nutrientes, como de gordura. Neste sentido o consumo de adoçantes com BVC a longo prazo, deve ser analisado individualmente de acordo com a situação da pessoa, pois pode não ter o efeito pretendido. A relação entre o elevado consumo de produtos com adição de açúcar e o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 é positiva, sendo que que as pessoas que consomem estes produtos têm elevado risco de desenvolver a doença. O consumo de refrigerantes com edulcorantes é forte, 39% dos produtos com adição de açúcares são refrigerantes. A existência de cáries dentárias em adultos e crianças tem uma forte relação com o consumo de açúcares. A utilização de produtos alimentares com edulcorantes em detrimento de alimentos com açúcar apresenta benefícios para a saúde dentária, pelo que deve representar um aporte calórico inferior a 10% à ingestão diária.

O elevado consumo de açúcares de adição é associado ao aumento dos triglicerídos séricos, tensão arterial, peso corporal, diabetes, entre outros; contribuindo para o aumento do risco de doença cardiovascular. O consumo de açúcares de absorção está associado aos principais problemas de Saúde Pública da atualidade, com importante impacto nas despesas da Saúde. Neste sentido, é fundamental desenvolver

estratégias de ação afim de informar os consumidores

(19)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

______________

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE, EMERGENTE A AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RISCO NUTRICIONAL

Diferentes procedimentos cirúrgicos e

implicações nutricionais

Jorge Limão Baroclínica

______________

A avaliação nutricional em Cirurgia Bariátrica e Metabólica deverá ser realizada ainda no pré-operatório e tratada no período antes da cirurgia e após a cirurgia, o que implica suplementação diferenciada na sua fórmula e apresentação da toma.

As necessidades de suplementação diferem conforme o tipo de doente, a doença tratada e a operação realizada. Por isso os doentes submetidos a cirurgia de Banda Gástrica , Sleeve Gástrico e Bypass Gástrico, apresentam necessidades diferentes e toleram apresentações diferentes de suplementação.

Apresentamos os resultados do estudo realizado numa amostra dos nossos doentes, sobre a suplementação em Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

______________

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE, EMERGENTE

A AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RISCO NUTRICIONAL

Emergência do diagnóstico nutricional no

TCO, a longo prazo

Vânia Costa

Hospital Lusíadas Lisboa

______________

A obesidade é uma doença cuja prevalência continua

em ascensão, e que que continuamente desafia

dietistas e nutricionistas a desenvolverem a sua qualidade técnica, a aumentarem a sua experiência prática baseada na evidência com vista a darem o seu contributo para a obtenção de resultados visíveis para a prevenção e redução de taxas desta doença metabólica.

O tratamento cirúrgico da obesidade (TCO) continua a

ser o procedimento mais eficaz, cujo sucesso depende

também do acompanhamento multidisciplinar,

nomeadamente do contributo do profissional da

área da dietética e nutrição. É recomendável que

gradualmente, a longo prazo, a intervenção do dietista/nutricionista tenha por base o modelo de prestação de cuidados nutricionais, Nutrition Care Process Terminology (NCPT) criado pela Academy of Nutrition and Dietetics em 2003. Este modelo, além de facilitar a uniformização e estruturação da informação dos documentos e registos sobre nutrição, também

simplifica a descrição quantificada da intervenção

nutricional, utilizando uma linguagem estandardizada,

e contribui para gerar novo conhecimento científico sofre a eficácia e resultados dos cuidados nutricionais

realizados. Neste modelo o foco é a relação entre o doente/cliente/grupo e o dietista/nutricionista, ilustrando uma abordagem centrada no doente/cliente/ grupo, mas considerando o ambiente envolvente e outros intervenientes (ex. família). O Nutrition Care Process organiza-se numa sequência de 4 passos: 1) Avaliação nutricional; 2) Diagnóstico nutricional; 3) Intervenção nutricional; 4) Monitorização e avaliação nutricional.

O diagnóstico nutricional, é o segundo passo do modelo, que assume um papel determinante entre a avaliação e a intervenção nutricional, e é essencial no processo de cuidados nutricionais na obesidade. É importante

clarificar que diagnóstico nutricional é diferente do

diagnóstico médico. Enquanto o diagnóstico médico descreve, de acordo com determinados critérios estabelecidos (ex. ICD-10), a doença/patologia de

órgãos específicos do organismo que podem ser

tratadas ou prevenidas, o diagnóstico nutricional é o estado de nutrição ou dietético que afeta a saúde do doente, os resultados analíticos, o diagnóstico médico, problema ou sintoma, ou seja, é o problema nutricional que poderá ser resolvido ou melhorado pela intervenção nutricional orientada por um dietista/nutricionista. Sabemos, por exemplo, que a obesidade, enquanto diagnóstico médico, corresponde ao índice de massa corporal (IMC) superior a 40kg/m2. Porém o diagnóstico nutricional poderia ser em determinado momento, por exemplo: “Ingestão energética excessiva relacionada com limitado acesso a opções alimentares saudáveis evidenciado pela história alimentar e IMC>40kg/m2. No referido modelo, o diagnóstico nutricional é uma

frase, afirmação, raciocínio, sendo recomendada a

(20)

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

que deverão ser hierarquizadas e negociadas com o doente. Um diagnóstico nutricional desadequado pode comprometer a eficácia da intervenção nutricional. A emergência de, a longo prazo, se concretizar o diagnóstico nutricional como rotina no TCO, reside nas vantagens e contributos que este modelo pode trazer para um novo nível científico que suporte os cuidados nutricionais de qualidade, a investigação e prática profissional baseada na evidência, que possa contribuir para maior recursos técnicos e científicos no tratamento nutricional da obesidade.

______________

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE, EMERGENTE

A AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RISCO NUTRICIONAL

Identificação e avaliação de risco

nutricional no TCO

Rossela Bragança

Hospital S. José

______________

Excesso de peso e obesidade são problemas crescentes em todo o mundo. A proporção mundial de obesos cresce substancialmente, aumentando o risco de varias patologias, nomeadamente diabetes, doenças cardiovasculares, pulmonares, respiratórias, psicológicas, e outras.

O estado nutricional de um individuo é um reflexo entre as necessidades fisiológicas de nutrientes e o gasto energético. Deste modo, deve haver um equilíbrio entre a ingestão alimentar e os gastos, representados pelas necessidades energéticas basais, atividade física, termogénese dos alimentos e em caso de doença, a resposta ao trauma.

A obesidade ocorre quando este equilíbrio é alterado. Assim, avaliar o estado nutricional é fundamental no contexto hospitalar e em ambulatório. Representa no entanto um grande desafio.. Estes indivíduos apresentam características marcantes na sua composição corporal que podem induzir erros.

A avaliação do estado nutricional e a determinação da quantidade e da distribuição da gordura corporal são fatores essenciais na avaliação clinica nos indivíduos obesos.

Não existe no entanto um método de avaliação nutricional padrão. Cada um apresenta vantagens e desvantagens. Por esse motivo são associados vários métodos no sentido de aumentar a eficácia dos resultados. Logo, é importante na anamnese do paciente obeso, abordar uma história detalhada

das doenças já existentes, das causas do aumento de peso, dos hábitos alimentares e respetivo padrão alimentar, do nível de atividade física, das tentativas de perda de peso e dos antecedentes familiares

Posto isto, a preparação de um paciente obeso candidato a cirurgia bariátrica, deve ser feita por uma equipa multidisciplinar, composta por diversos profissionais, para que se venha a conseguir o sucesso esperado com o menor risco possível.

O paciente deve ser muito bem orientado sobre todos os cuidados pré e pós operatórios para obter o melhor resultado possível, ou seja emagrecer com saúde.

______________

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE, EMERGENTE

A AVALIAÇÃO E GESTÃO DE RISCO NUTRICIONAL

A gestação na utente submetida a

tratamento cirurgico de obesidade (TCO)

Mónica Santos

Dietista, Centro de Tratamento da Obesidade do Hospital da Luz

______________

O número de pacientes obesos submetidos a tratamento cirurgico de obesidade (TCO), tem vindo a crescer exponencialmente, sendo maioritariamente as mulheres quem mais recorre a estas intervenções. Destas, pelo menos um terço encontra-se em idade reprodutiva.

Se o tratamento da obesidade é um desafio em saúde pública, a gestação após TCO também o é, constituindo uma responsabilidade dos centros de tratamento de obesidade especializados.

Assegurar o adequado estado nutricional após TCO é, a par do controlo do peso, fundamental, sendo recomendado que todos os pacientes bariátricos, façam suplementação em micronutrientes, adaptada ao tipo de cirurgia, estado nutricional e fisiológico, como medida preventiva de deficiências nutricionais. Apesar disto, a experiência e a investigação identificam que a adesão à suplementação a longo prazo é baixa, o que nesta população tem riscos acrescidos, face às necessidades nutricionais aumentadas.

(21)

|

|

APNEP

Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica

PALESTRAS

O estado nutricional durante a gravidez e a amamentação contribui para a morbilidade e mortalidade natal e maternal.

São exemplo disto a minerais como o ferro, cuja

deficiência é causa de anemia; o zinco, que em défice se associa a parto prematuro, baixo peso à

nascença e risco de espinha bifída; o magnésio, cuja suplementação está associada à redução do risco de parto prematuro e de pré eclampsia e o cálcio

que em deficiência se associa a perda de massa

óssea materna, diminuição da produção de leite e mineralização óssea fetal inadequada.

Quanto ao défice de vitaminas destaca-se a importância

do ácido fólico, relacionada com os defeitos do tubo neural; a vitamina B12, claramente associada à anemia, mas também pelo aumento dos níveis de

homocisteína, associados a aborto e em deficiências

severas, alterações neurocomportamentais e anemia nos lactentes; a vitamina A, especialmente importante no desenvolvimento e maturação pulmonar do 2º e 3º trimestres de gravidez.

______________

MESA DO GRUPO DE ESTUDO DA DESNUTRIÇÃO DA APNEP

Atividades do GED 2014

Teresa Amaral

Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto

______________

O Grupo de Estudo da Desnutrição da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica (GED) foi constituído em 2008 como um grupo de trabalho informal desta Associação, dependente da Direção da APNEP.

O GED tem como missão colaborar na criação e na divulgação de conhecimentos na área da Desnutrição e estimular a sua aplicação no encurtamento da distância entre o conhecimento e a prática clínica. E assim contribuir para a melhoria da saúde da população Portuguesa.

Para o cumprimento da sua missão, o GED tem vindo a desenvolver, fomentar ou apoiar a investigação, a difusão de ideias e de conhecimentos e a promoção de atividades educacionais nesta área, o desenvolvimento de contactos e de intercâmbio nacional e internacional

entre os diversos profissionais ligados a esta

problemática e o exercício de atividades de consultoria

científica. Nesta apresentação será efetuada uma reflexão sobre este trabalho desenvolvido pelo GED neste último ano. Serão também discutidos os desafios

e as principais linhas de ação futuras.

sala 4

|

dia 27 de abril

______________

CURSO SATÉLITE. CONCEITOS DE TREINO PARA A NUTRIÇÃO

Do treino à Nutrição

Marco Pereira

Dietista na Federação Portuguesa de Atletismo e Centro de Alto Rendimento de Rio Maior

______________

O treino provoca uma adaptação do organismo à carga externa. O aumento da carga de trabalho é proporcional ao gasto energético resultante da hidrólise de ATP. Este pode ser ressintetizado a partir de diversas vias metabólicas: aeróbia, anaeróbia e fosfatos de alta energia. Todavia estão limitadas

às características específicas da carga de treino:

intensidade, volume, duração e frequência, cujo objectivo é induzir o organismo a um estado de fadiga, ou seja, uma disfunção na contractibilidade das

fibras musculares que é revertida após o descanso. Uma das propriedades das fibras musculares é a

sua capacidade de adaptação em resposta a novas necessidades funcionais de forma a melhorar o seu desempenho contráctil.

A fadiga é um processo multifactorial, mas pode ser causada pela disponibilidade das reservas energética e/ou produtos resultantes do metabolismo energético. A disponibilidade de nutrientes é um potente modelador

de respostas fisiológicas ao exercício, incluindo varias

Referências

Documentos relacionados

O mapeamento do setor de cirurgia aconteceu de forma simples e detalhada, o dialogo com o responsável pelo processo, evidenciou o domínio da parte, detalhando de forma

HIPÓTESE As atividades anti-inflamatórias demonstradas pelo ácido caurenoico KA levam à melhoria dos sintomas clínicos e das alterações histopatológicas do SNC em camundongos

Na fachada posterior da sede, na parte voltada para um pátio interno onde hoje há um jardim, as esquadrias não são mais de caixilharia de vidro, permanecendo apenas as de folhas

Submetidas a reavaliações práticas (Sahlins, 1999), as raves desdobraram-se em festas com discursos estéticos, comportamentais e ideológicos diferenciais, as festas

Dentre as principais conclusões tiradas deste trabalho, destacam-se: a seqüência de mobilidade obtida para os metais pesados estudados: Mn2+>Zn2+>Cd2+>Cu2+>Pb2+>Cr3+; apesar dos

Então eu acho também bacana, Evelyn, de você trazer essa rede colaborativa para esse nível de escola de você trocar com seus pares, que não é aquela coisa nas portas, ficar

Acreditamos que o estágio supervisionado na formação de professores é uma oportunidade de reflexão sobre a prática docente, pois os estudantes têm contato

d) independentemente dos registros contábeis cabíveis, nas notas explicativas aos balanços da sociedade - conforme determinado pelo item XVI do Título 4 do Capítulo II