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Fisioter. Pesqui. vol.22 número3

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Academic year: 2018

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ORIAL

212

DOI: 10.590/1809-2950/00000022032015

212

H

á aproximadamente 60 anos, a

Fisioterapia começou sua trajetória no Brasil. Começamos como técnicos em Fisioterapia, evoluímos para auxiliares e conquistamos a autonomia em 1969 como proissionais de nível superior.

Somente para relembrar, o Parecer nº 388, de 1963, do Conselho Federal de Educação diz que

a referida Comissão insiste na caracterização desses

proissionais como auxiliares médicos que desempenham

tarefas de caráter terapêutico sob a orientação e

responsabilidade do médico. A este cabe dirigir, cheiar e liderar a equipe de reabilitação, dentro da qual são elementos básicos: o médico, o assistente social, o psicólogo, o

isioterapeuta e o terapeuta ocupacional […].

Não compete aos dois últimos o diagnóstico da doença ou da deiciência a ser corrigida. Cabe-lhes executar com perfeição, aquelas técnicas, aprendizagens e exercícios recomendados pelo médico, que conduzem à cura ou à recuperação dos parcialmente inválidos para a vida social. Daí haver a Comissão preferido que os novos

proissionais paramédicos se chamassem Técnicos em

Fisioterapia e Terapia Ocupacional (grifos meus).

O Decreto Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969, dispõe em seu art. 2º que“o isioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por escolas

e cursos reconhecidos, são proissionais de nível

superior” (grifos meus), e no art. 3º que “é atividade

privativa do isioterapeuta executar métodos

e técnicas isioterápicas com a inalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente” (grifos meus).

A nossa realidade mudou muito nos últimos 40 anos: no inal da década de 1960, o Brasil tinha pouco mais de 600 proissionais e cinco cursos de isioterapia. Hoje, temos mais de 500 cursos e somos aproximadamente 200 mil proissionais.

Mas nem tudo mudou, então precisamos fazer algumas relexões: Como está a valorização da nossa proissão? Como cada um de nós está exercendo a proissão? O que temos feito para melhorar a visibilidade e a qualidade do nosso trabalho? Temos nos unido para conquistar remuneração justa? Temos valorizado nosso trabalho e exercido a atividade privativa do isioterapeuta ou continuamos aceitando a prescrição médica?

Somos muitos, mas se não nos unirmos e lutarmos pela valorização proissional, nosso caminho será longo e tortuoso. Faça sua parte, valorize a Fisioterapia.

Amelia Pasqual Marques Editora chefe

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