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ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA

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Academic year: 2022

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ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA

LOTEAMENTO NOVA TAMOIOS

Cabo Frio – RJ

ABRIL 2021

(2)

Empreendimento:

Razão Social: NOVA TAMOIOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA ME.

CNPJ: 23.079.184/0001-22

Endereço:Rodovia Amaral Peixoto, KM 123.

Nome: “Nova Tamoios”..

Tipologia: Parcelamento do solo.

Endereço: - LOT: 09-B GLEBA: G- Bairro TAMOIOS - CABO FRIO.

Área da gleba: 225.709,00 m².

Área do Lote 9-b da Gleba G : 180.025,50 m² Quantidade de lotes: 313 lotes.

Acesso: Pela Rodovia Amaral Peixoto, sentido a cidade de

São Pedro da Aldeia, seguindo pelo canal do Ramalho,

terminando um poligono dentro desta área e finalizando na

Rodovia Amaral Peixoto.

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Sumário

1. – Considerações Iniciais ... 4

1.1 –Considerações do processo de aprovação...7

2. – Objetivos ...7

4.- Dados do Empreendimento...9

4.2 – Dados Gerais ... 10

4.3 – Inserção municipal ... 11

4.4 - Meio Físico ...15

4.5 – Projeto...15

4.6 – Cronograma de Obras ...18

4.7 – Movimento de Terra ... 19

4.12 – Aprovações ... 19

5.1 – Zoneamento municipal... 22

5.2 – Uso e ocupação do solo...22

5.4 – Considerações sobre as áreas de vizinhança ...25

6. – Estrutura Viária Urbana ... 25

6.5 – Tráfego ...27

7. -. Ambiente Natural e Histórico ...27

8.3 – Matriz de avaliação setorial ...31

8.2- Avaliação Preliminar de Impacto...35

8.3- Itens de Analise...36

8.5– Avaliação de Impactos ...36 Relatório de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

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udo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV1 – Considerações Iniciais

O presente trabalho apresenta os resultados consolidados das pesquisas e estudos realizados por equipe multidisciplinar para a elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) de loteamento residencial, cujos projetos foram desenvolvidos obedecendo plenamente ao disposto na Lei Federal 6.766/1979 o parcelamento do solo urbano no âmbito federal e municipal,e Lei Municipal complementar n: 4 / 07/12/2006, que institui a criação do novo plano diretor de Cabo Frio / RJ e no seu artigo 67, dispõe sobre o estudo prévio do EIV.O Estudo de Impacto de Vizinhança, como definido pela legislação urbanística federal, Lei Federal 10.257/2001, denominada Estatuto da Cidade e pelo Plano Diretor Municipal de Cabo Frio, Lei Complementar n.º 4/2006 NO SEU ART. 67, tem como finalidade básica identificar os impactos gerados por atividades e empreendimentos e analisar seus reflexos na qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades.Tendo em vista que Cabo Frio ainda possui a lei específica conforme determina o art. 67 do Plano Diretor, o conteúdo dos estudos desenvolvidos neste EIV foi definido tendo como base as disposições do Estatuto da Cidade e as pesquisas sobre os conteúdos de e anuência de projetos de

parcelamento do solo urbano. A aprovação municipal

foi precedida da apresentação de EIV acolhido pelos conselhos municipais. O presente EIV visa complementar o que já foi apresentado, atendendo a todos os aspectos eventualmente não considerados anteriormente.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

O empreendimento está localizado de frente a Rodovia Amaral Peixoto, entre os bairros de Botafogo, Florestinha e Maria Joaquina, não fazem parte integrante do sistema viário do loteamento.Sua vizinhança imediata é composta, independente, funcional e viverá a parte do Loteamento Nova Tamoios, também se encontra cercada por canal de drenagem Ramalho que se liga ao Rio Una, afastado por 1,25 Km do empreendimento.O local do empreendimento diferencia-se por sua posição topográfica que permite acesso fácil, pela Rodovia a vários municípios, sendo composto por partes comerciais e urbanas, tende a ser uma área suburbana com perfis de moradia que privilegiam as famílias em seus limites internos e bem definidos.

A região de implantação encontra-se em processo de adensamento por atividades urbanas, principalmente voltadas para o uso residencial complementado por usos de comércio e serviços. A Rodovia Amaral Peixoto, aqui serve de via de ligação e fluxo rápido, também de fácil acesso para o Loteamento proposto.

O local é servido por sistema de transporte público de capacidade intermunicipal e municipal, operado por empresas concessionárias, 1001 e Salineira, com

intervalo de 40 a 50 minutos em cada sentido.

O empreendimento está situado a cerca de 3 km das áreas mais centrais do 2° Distrito do município. De acordo com o Plano Diretor do Município, o local está inserido em área destinada a usos mistos, comerciais e de serviços, incluindo o uso residencial.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RI

O local de implantação encontra-se em uma áreas de crescimento natural e expansão a qual deverá ser controlada, por implantações de loteamentos, que seguem o regime de lei, onde se verifica um processo de expansão urbana e adensamento de atividades, principalmente voltadas para o uso residencial de padrão médio e estabelecimentos comerciais e de serviços direcionados para um mercado de poder aquisitivo médio.

(5)

As atividades programadas para serem desenvolvidas no interior do empreendimento são voltadas para uso residencial e comercial.

O empreendimento também irá gerar áreas públicas, com destaque para a Área Verde, Sistema de Lazer e Área Institucional, todas elas com frente para a Rodovia Amaral Peixoto, essas áreas se integrariam com Bosques Municipais, permitindo seu fácil acesso entre bairros e também estimulando a criação de uma estrada interligando o Bairro de São Jacinto ao Bairro de Maria Joaquina. A partir das análises do projeto e das condições existentes no entorno são apontados, no presente trabalho, os impactos gerados pelo empreendimento bem como as medidas corretoras, mitigadoras ou compensatórias de

eventuais impactos negativos.

Este trabalho buscou analisar todas as formas de impacto de vizinhança que o empreendimento possa provocar, desde os impactos permanentes, como a alteração da paisagem, aos temporários e intermitentes, como é o caso do fluxo de caminhões durante o período de implantação da infra-estrutura e do sistema viário e o futuro fluxo de automóveis, visitantes, materiais e prestadores de serviços que desenvolverão atividades quando do

funcionamento do empreendimento.

Os estudos desenvolvidos atendem ao disposto na Lei Municipal n: 4, no seu artigo 67 e Federal n.º 10.257, de10 de julho de 2001, denominada como Estatuto da Cidade, em especial o artigo 37 que determina que o Estudo de Impacto de Vizinhança deva incluir,no

mínimo, a análise dos itens a seguir:

Estudo de Impa

Vizinhança EIV-RIV

I - adensamento populacional;

II - uso e ocupação do solo e do espaço;

III - valorização ou desvalorização imobiliária;

IV -áreas de interesse histórico, cultural, arqueológico, paisagístico e ambiental;

V - equipamentos urbanos, incluindo consumo de água e de energia elétrica, bem como geração de resíduos sólidos, líquidos e efluentes de drenagem de águas pluviais;

VI - equipamentos comunitários, tais como os de saúde e educação;

VII -sistema de circulação e transportes, incluindo, entre outros, tráfego gerado, mobilidade, estacionamento, carga e descarga, embarque e desembarque;

VIII -poluição sonora, atmosférica e hídrica, incluindo os lençóis freáticos;

IX - vibração;

X – risco de explosão e incêndio;

XI – geração, coleta e depósito de resíduos sólidos;

XII - impacto sócio-econômico na população residente ou atuante no entorno;

XIII – ventilação e iluminação.

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Figura 1 – Localização do empreendimento.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Nova Tamoios Bairro de Botafogo

Bairro de Maria Joaquina Tamoios

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1.1 –Considerações sobre o processo de aprovação

A Gleba onde o loteamento foi aprovado pertencia originalmente à uma fazenda sem exploração. Em 2015, a gleba foi negociada com o propósito de se fazer um loteamento no que estava sendo conceituado como um vazio urbano .Em 2016 foi protocolado na

Prefeitura o pedido de diretrizes viárias.Dentro dos trâmites municipais, o projeto passou por várias modificações,atendendo sugestões das comissões e conselhos, até que a

configuração final fosse definida. Foi gerado Termo de Ajuste de Conduta, Ambiental, onde uma compensação foi proposta em formato de viatura de apoio. Gerado o Licenciamento Ambiental e depois a Averbação do mesmo. Com o projeto pré-aprovado, foi elabora do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), que foi encaminhado à Prefeitura e às comissões e conselhos para apreciação.Encontra-se agora na Câmara especializado do Plano Diretor, com competentes membros para a sua aprovação.Desta forma, vemos que o

empreendimento seguiu todo o rigoroso rito de aprovação do parcelamento de solo urbano, sendo considerado totalmente regular perante todos os órgãos públicos com atribuição legal de competência para a análise e aprovação de tais empreendimento.

Estudo

De Impacto de Vizinhança EIV-RIV

2-Objetivos

O objetivo do presente estudo é identificar e avaliar os possíveis impactos,positivos e negativos, decorrentes da implantação do empreendimento sobre sua vizinhança.O Estudo de Impacto de Vizinhança, EIV, como definido pela legislação

urbanística federal Lei 10.257/2001 e da Lei n: 1968, de 23 de novembro de 2006, que estabelece normas de uso e ocupação do solo urbano da área de expansão urbana e da cidade de Cabo Frio,especialmente pelo que dispõe o Plano Diretor – Lei Complementar n.º 4 de 7 de dezembro de 2007, tem como finalidade básica identificar os impactos gerados por atividades e empreendimentos, e seus reflexos na qualidade devida da população residente na área e em suas proximidades.

A partir das análises do projeto e das condições existentes no entorno, são

apontados os impactos gerados pelo empreendimento em estudo, bem como as medidas corretoras, mitigadoras ou compensatórias de eventuais impactos negativos.Faz parte dos objetivos deste Estudo formalizar a não alteração da nomenclatura áreas públicas, por se tratar de um primeiro ponto de adensamento, com poucos lotes, ou seja, sem impacto relevante no seu entorno e na cidade em si e para atendimento da Legislação Municipal e solicitação do Executivo.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV 3-Metodologia

No Estatuto da Cidade, um dos instrumentos urbanísticos inseridos para a

construção de uma cidade mais adequada ao bem estar dos seus cidadãos é o Estudo de Impacto de Vizinhança. Este estudo deve contemplar a análise dos efeitos positivos e negativos dos vários empreendimentos ou atividades urbanos na qualidade de vida da população residente na área e em suas proximidades.Embora seja um instrumento

obrigatório há mais de uma década, pouca atenção tem sido dada ao processo e sistema de elaboração e metodologia de avaliação e análise de impactos de vizinhança. A produção de literatura acadêmica sobre o instrumento ainda é escassa, havendo poucas publicações sobre o tema, ressaltando-se os trabalhos acadêmicos de Moreira(1997), Lolloe

Rohm(2005), Sampaio (2005), Tomanik (2008), Chamié (2010), Bechelli(2010), Abiko e Barreiros (2014).

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Buscou-se analisar todas as formas de impacto de vizinhança que o

empreendimento possa provocar, desde os impactos permanentes, como a alteração da paisagem, o adensamento demográfico, incremento de demandas públicas, infra-estrutura, transporte, valorização da terra, aos temporários e intermitentes como é o caso do fluxo de veículos durante o período de obras, o fluxo de pessoas e outros possíveis impactos que possam vir a decorrer da implantação projetada.No desenvolvimento deste trabalho, por questões metodológicas, buscou-se também contemplar, além da legislação federal – Estatuto da Cidade, os itens constantes na Resolução CONAMA 1/86. Essa resolução, embora seja direcionada especificamente aos estudos de impactos ambientais, possui uma abordagem de análises que também pode ser utilizada para o estudo de impactos de vizinhança .t

e Vizinhança EIV-RIV

A metodologia utilizada pela Nova Tamoios apoia-se em matrizes desenvolvidas pelo arquiteto urbanista Mário Barreiros, em sua tese de doutorado na Poli/USP, baseadas na Matriz de Leopold e no método AHP – Analytical Hierachy Process.

Com a metodologia desenvolvida pela Nova Tamoios, os estudos geraram uma matriz

que ilustra com mais objetividade os reflexos da implantação do empreendimento no meio urbano. As análises e avaliações levaram em consideração os seguintes aspectos:

Impactos benéficos ou adversos – positivo - negativo

Impactos diretos ou indiretos

Impactos imediatos, de médio ou longo prazo

Impactos temporários ou permanentes

Impactos reversíveis ou irreversíveis

Impactos mitigáveis / passíveis de correção

Medidas compensatórias

Propriedades cumulativas ou sinérgicas dos impactos

Com a matriz pronta, faz-se nova leitura do projeto e seus impactos buscando-se alternativas, medidas mitigadoras, remediadoras e compensatórias para os impactos negativos apontados. Além desses itens, o trabalho também verificou as questões afetas à produção de ruídos, emissão de agentes poluentes,resíduos sólidos, efluentes, inserção e adequação do empreendimento no tecido urbano, drenagem, itinerários de carga, entrada e saída de produtos e alterações ambientais e socioeconômicas.

O local foi objeto de pesquisas diretas, através de visitas ao local e seu entorno e de pesquisas indiretas, através de pesquisas em publicações e literatura específica. Foram feitas entrevistas nas empresas do entorno para avaliar as reações ao empreendimento.

Também foram pesquisados preços de imóveis da redondeza.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Este trabalho divide-se em estudos que contemplam uma visão geral do empreendimento, sua inserção municipal e local, e adequação ao meio físico e socioeconômico existente. São desenvolvidas matrizes de identificação das áreas de influência e possíveis impactos. Na sequência, são analisados todos os temas relacionados com as possibilidades de impactos previstos com a implantação do empreendimento. Após as análises de impactos, são montadas matrizes bastante abrangentes que estabelecem índices relativos aos impactos, tanto negativos quanto positivos. Com esses índices, é estabelecido o índice geral do impacto decorrente da implantação proposta. Para finalizar,com as análises realizadas e o resultado da matriz, são emitidas as conclusões sobre a implantação do empreendimento sob a ótica de seus impactos.

Estudo de Impac

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to de Vizinhança EIV-RIV 4.Dados do Empreendimento 4.1 – Conceituação

O empreendimento em estudo é conceituado como um loteamento residencial e misto de médio padrão. Trata-se de um empreendimento de urbanização de gleba ainda não ocupada por usos urbanos. Com a urbanização são estabelecidas as formas gerais de ocupação para fins urbanos, com espaços delimitados para o uso residencial, comercial, uso institucional, sistema viário, áreas de proteção permanente (APP), áreas verde se sistema de lazer. Além disso, ficam estabelecidos: o número e o tamanho dos

lotes, a configuração, características e geometria do sistema viário, a infra-estrutura necessária para abrigar a população prevista.A unidade em estudo possui área de terreno com 225.709,00 m² devendo,quando implantado, apresentar 306 lotes, sendo parte deles destinados a uso comercial. Deverá abrigar uma população de cerca de 1.500 a 2.000 pessoas(sendo considerada a média de 3,2 pessoas por domicílio segundo o PNAD

2011) e mais os lotes comerciais e de uso misto.

Do ponto de vista urbanístico a implantação está de acordo com o zoneamento municipal.

De acordo com Lei n: 1968, de 23 de novembro de 2006, que estabelece normas de uso e ocupação do solo urbano da área de expansão urbana e da cidade de Cabo Frio,especialmente pelo que dispõe o Plano Diretor – Lei Complementar n.º 4 de 7 de dezembro de 2007. O porte da ocupação é adequado ao local,respeitando todas as regulações da legislação ambiental vigente, e se integrará com o entorno dos bairros vizinhos, com os quais não há nenhum choque de usos.

Sua localização é adequada ao que dispõe o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do

Solo de Cabo Frio.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

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4.2 – Dados Gerais

Razão Social: NOVA TAMOIOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA ME.

CNPJ: 23.079.184/0001-22

Endereço:Rodovia Amaral Peixoto, KM 123.

Nome: “Nova Tamoios”..

Tipologia: Parcelamento do solo.

Endereço: - LOT: 09 GLEBA: G- Bairro TAMOIOS - CABO FRIO.

Área da gleba: 225.709,00 m².

Área do Lote 9-b da Gleba G : 180.025,50 m² Quantidade de lotes: 313 lotes.

Acesso: Pela Rodovia Amaral Peixoto, sentido a cidade de São Pedro da Aldeia, seguindo pelo canal do Ramalho, terminando um polígono dentro desta área e finalizando na Rodovia Amaral Peixoto.

IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Razão Social: Nova Tamoios Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda EPP.

CNPJ: 23.079.184/0001-22.

Endereço: Rodovia Amaral Peixoto, s/n, Tamoios – Cabo Frio- RJ. CEP:28.927-000.

Responsáveis Legais: Paulo Cesar Carvalho Machado – CPF: 074.819.897-02 – Tel.: (22) 98857-5657

Zone: 23k

Latitude: 804422,97 mE Longitude: 7483198,88 mE Altitude média de 0,00 metros

Micro bacia do Rio Una – Baixo da Rasa.

Bacia Hidrográfica do Rio Una e Rio São João/ por contribuição de canais.

Uso : conforme as Regras e Posturas do Loteamento Nova Tamoio, com projetos tipo e frações em lote, são os seguintes:

a) Residencial Multifamiliar e Comercial: Quadra B (todos os lotes), Quadra C (todos os lotes),Quadra D (todos os lotes), Quadra E (todos os lotes), Quadra F (todos os lotes), Quadra G (todos os lotes),Quadra N (todos os lotes), Quadra Q (todos os lotes), Quadra M (todos os lotes), Quadra L (todos os lotes), Quadra K (todos os lotes), Quadra J (todos os lotes), Quadra I (todos os lotes).

b) Residencial Unifamiliar, Multifamiliar e/ou Comercial: Quadra A (todos os lotes), Quadra H (todos os lotes)

Lotes residenciais; 277 nos lotes.

Lotes comercial, 36 nos lotes mistos.

Deve-se levar em conta que a ocupação de um loteamento residencial normalmente é realizada ao longo do tempo, com a construção das edificações. Não se dá de forma imediata

Portanto o número de usuários do empreendimento, dentro de uma perspectiva temporal de 5 anos, com 20% de ocupação, deverá estar situado entre 450 a

550 pessoas. A plena ocupação residencial deverá ocorrer entre 16 e 20 anos e a ocupação

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comercial entre 8 a 12 anos.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV 4.3.-Inserção Municipal

O empreendimento encontra-se inserido no Segundo Distrito da cidade de Cabo Frio.

A tipologia do empreendimento é adequada ao padrão urbanístico de seu entorno, constituído predominantemente, por empreendimentos residenciais de médio padrão.

Está localizado em um dos principais eixos viários urbanos municipais,permitindo excelente acesso, inclusive completando-o e finalizando-o com a implantação do empreendimento.

O empreendimento contará com toda a infra-estrutura urbana necessária ao suporte das atividades que ali serão desenvolvidas.

Figura 02– Localização e dados básicos de Cabo Frio (2.Distrito). Fonte: IBGE.

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Figura 02– Localização e dados básicos de Cabo Frio. Fonte: IBGE.

Código do Município

3300704 Gentílico

cabo-friense Prefeito

JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA NOVELLINO POPULAÇÃO

População estimada [2020] 230.378 pessoas População no último censo [2010] 186.227 pessoas Densidade demográfica [2010] 453,75 hab/km²

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

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Figura 03– Localização de Cabo Frio no mapeamento do IBGE. Fonte: IBGE.

Figura 04- Vista de Cabo Frio: site territórios.com.br.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Cabo Frio apresenta uma urbanização de boa a ótima qualidade.

A infra-estrutura é adequada apesar de não atender a toda cidade.

As áreas centrais apresentam grande dinamismo urbano com um setor de comércio e serviços que atende não apenas ao município, mas a toda a região, sendo um exemplo disso os serviços de educação e saúde cuja área de influência ultrapassa os limites do estado. A implantação de novos empreendimentos

residenciais, na forma de loteamentos fechados, tem incrementado a qualidade dos espaços residenciais, multiplicando a atratividade da cidade. A qualidade ambiental da cidade, somada à qualidade de novos espaços urbanos, é um aspecto de destaque a ser mantido. Nessa perspectiva, o empreendimento em análise se adéqua à qualidade urbana desejada.

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Figura 05 – Localização do empreendimento

Fonte: Google Earth.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Figura 06 - Estruturas viárias. Destaque para a RJ 106- Rodovia Amaral Peixoto.

Fonte: Google Earth.

Nova Tamoios

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4.4 Meio Físico

Topografia: com pouco mais de 225 mil metros quadrados, o terreno está situado dentro de área urbanizada, em área que não apresenta declividades

Está inserido na Micro bacia do Rio UNA , O entorno apresenta as seguintes características:

a) Predominância de uso residencial;

b) Loteamentos de médio padrão;

c) Ambiente urbano;

d) Paisagens com vista para a Morro São João;

e) Tráfego pouco intenso nas vias locais;

f) Baixo tráfego de pedestres;

g) Trafego intenso na RJ 102;

h) Presença de serviços médicos importantes (UPA de TAMOIOS, Clinicas, PSF e Hospital de TAMOIOS)

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Do ponto de vista da ocupação da gleba para uso urbano, o local é apropriado,com topografia suave, entre 2% a 7% de declividade, sem passivos ambientais,sem apresentar áreas degradadas, erosões, matacões e afloramentos de rochas. Não possui áreas

alagadiças ou impróprias para o uso residencial.Não apresenta processos erosivos.

A configuração topográfica suave do terreno implica em pouca movimentação de terra para nivelamento de terrenos.Sob a ótica ambiental o empreendimento encontra-se fora de Áreas de proteção Ambiental (APA), possui uma APP inserida em Área Verde totalmente protegida pelo projeto.

A gleba foi objeto de estudos ambientais específicos para subsidiar os projetos e garantir o integral obedecimento aos dispositivos legais em vigor.Do ponto de vista legal, as atividades do empreendimento não conflitam comas leis de ordenamento de uso e ocupação do solo, com as leis ambientais e com o Plano Diretor de Cabo Frio.Sob a ótica física-

morfológica, o terreno é considerado adequado à implantação de usos urbanos sendo, portanto, condizente com uso residencial,comercial e institucional.

O projeto utiliza o terreno de forma a não ser necessário grande movimento de terra.

Os projetos de terraplanagem prevêem apenas acertos do greide do sistema viário. Não haverá necessidade de bota-fora ou importação de terra.O local não foi ocupado

anteriormente por uso industrial ou outros usos urbanos. Não há registro de contaminação do solo no terreno. O terreno não se encontra listado como área contaminada pela

SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

A gleba, na qual o empreendimento encontra-se inserido, não apresenta áreas de risco.A gleba está inserida em local de ocupação urbana superior a 15 anos, com toda a infra-estrutura urbana necessária para atender a população que ali irá

habitar.

4.5 Projeto

O projeto do loteamento inclui um acesso na Rodovia Amaral Peixoto, com a execução via lateral e entrada na estrada paralela e de apoio, frontal ao loteamento e a partir dai o tráfego é local. Como já mencionado, o prolongamento da avenida permitirá o fácil acesso da população ao Loteamento. O acesso é feito por avenida com duas pistas que se interliga com ruas locais. O sistema viário assim hierarquizado organizará o fluxo interno de veículos.Há uma busca pela integração e harmonização dos espaços com a configuração física da gleba.O sistema viário atende às regulações municipais, sendo que o

prolongamento da Rodovia Amaral Peixoto possuirá caixa de 13,00m, com uma pistas de 8,00m de leito carroçável cada pista, canteiro central de 9,00m e passeios de 1,50m. Esta avenida irá acessar a área verde, o sistema de lazer e área institucional projetados.

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As ruas locais terão caixa de 10,00m, leito carroçável de 9,00m e passeios de 2.00m. A pavimentação dos leitos carroçáveis será executada com recobrimento de saibro ou material equivalente. O sistema de drenagem será executado com sarjetas e bocas de lobo assim como o aproveitamento das curvas de nível naturais do terreno. Não foi verificada

ocorrência de processos erosivos na drenagem natural da gleba.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

O sistema de abastecimento de água potável e de esgotamento sanitário obedeceu às diretrizes da PROLAGOS E PMCF -SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE, SETOR DE SANEAMENTO BASICO, com os seguintes destaques:

1) o fornecimento de água tem vazão suficiente para o abastecimento contínuo do empreendimento. O ponto de interligação localiza-se na frente do empreendimento. As redes de distribuição deverão ser duplas pelo passeio.

2) o esgotamento do empreendimento será encaminhado para o sistema de FOSSA, FILTRO E SUMIDOURO.– O

3)sistema de fornecimento de energia elétrica do empreendimento será executado em rede aérea. A viabilidade foi garantida por consulta a ENEL.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

Os lotes projetados possuem áreas iguais ou superiores a 360,00 m² o que permitirá a implantação de residências e estabelecimentos comerciais de padrão para população de classe baixa e classe média baixa, à semelhança do que já se verifica em

empreendimentos similares na região .

dFigura 07 – Projeto urbanístico do empreendimento

(17)

Figura 08 – Implantação do loteamento e empreendimentos vizinhos.

Figura 09 – Área Verde do empreendimento.

(18)

Figura 10 – Detalhe da área de acesso ao Loteamento.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

4.6 - Cronograma de Obras

CRONOGRAMA DE OBRAS DO LOTEAMENTO NOVA TAMOIOS

SERVIÇOS

MESES Maio 2021

Jun 2021

Jul 2021

Ago 2021

Set 2021

Out 2021

Nov 2021

DEZ 2021

JAN 2021

FEV 2021 1- MOBILIZAÇÃO E

MONTAGEM DE

CANTEIRO

2- DRENAGEM DA

ÁREA

3-

TERRAPLANAGEM

4- COLOCAÇÃO DE

MEIO-FIO

5- INSTALAÇAO DE

SISTEMA DE

DISTRIBUIÇÃO DE

ÁGUA POTÁVEL

5- PAVIMENTAÇÃO COM SAIBRO E OU

SIMILAR

OBS. ESTE CRONOGRAMA ESTARÁ EM EXECUSSÃO APÓS APROVAÇÃO DEFINITIVA DO

(19)

LOTEAMENTO

RICARDO LUIZ DE MAGALAHAES BARROS Eng. Civil: CREA 2003106018

4.7 – Movimento de terra

A movimentação de terra será a mínima possível, necessária para acertos de greide de ruas. O terreno, de topografia que apresenta suaves declividades não demandará grandes movimentações. Haverá necessidade de importação de terra para aterros. O projeto de terraplenagem foi feito considerando a menor interferência possível no terreno. O projeto buscou uma compensação entre corte e aterro,onde o material do corte é utilizado para fazer os aterros de forma a causar o

menor impacto possível.

4.8 – Fundações e estrutura

Para a execução das obras de urbanização não serão necessárias obras de fundação. Não há previsão de nenhum tipo de intercorrência relacionada com vibrações propagadas pelo solo e subsolo.

4.9 – Obras complementares programadas

Todas as obras de infra-estrutura requeridas pela legislação, incluindo

pavimentação, guia, sarjeta, drenagem, esgotamento sanitário por filtro fossa e sumidouro, abastecimento

de água, paisagismo serão executadas pelo empreendedor.

4.10 – Obras de caráter público

As obras previstas incorporam toda a infra-estrutura urbana necessária para a urbanização da gleba e essa infra-estrutura - rede de água, drenagem, sistema viário, serão todas doadas ao município de Cabo Frio, na ocasião do recebimento e aceite da prefeitura.

4.11 - Projetos e Estudos Ambientais

Para o projeto de urbanização foram realizados estudos ambientais de

caracterização de fauna e flora. A vegetação nativa existente na APP será integralmente preservada. O terreno, um vazio urbano, é totalmente inserido em área urbana ocupada e sem passivos ambientais. Não foram relatados casos de existência de espécies ameaçadas ou em risco de extinção. Para maiores detalhes recomendamos a leitura do Laudo de Caracterização da Vegetação, desenvolvido para o empreendimento.

A Secretaria de Meio Ambiente também emitiu a Autorização AVA-N 012/2020 4.12–Aprovações

O projeto está em acordo com Aprovação Prévia emitida pela Prefeitura de Cabo Frio, abaixo expostas.

(20)

Figura 12 – Certidão Ambiental Municipal.

(21)

Estudo de Impacto de V

Figura 13 – Aprovação Prévia do Projeto.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV

4.13 -Abastecimento de Água

O projeto de abastecimento de água já foi aprovado em DPA e DPE de número OP 01/2017, que foi anexada à aprovação junto a Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura Municipal de Cabo Frio.

4.14 - Fornecimento de Energia Elétrica

O fornecimento de energia elétrica cuja potência total instalada será o seguinte:

a) Consumo aprox. para todos os lotes = 323 kVA

b) Consumo aprox. para toda iluminação pública = 35 kVA 4.16- Áreas Públicas

Com a aprovação do empreendimento, o município passou a contar com mais 11.256,69 m² de áreas públicas, ou seja, 6,25% de toda a área da gleba loteada passaram ao domínio do próprio município, percentual esse superior ao exigido pela Lei Federal 6.766/79 e sua alteração 9.785/99 e Lei Municipal n-4 de 7 de dezembro de 2006, que regem o parcelamento de solo no Plano Diretor. A lei

(22)

Federal 6.766/79 determinava que todo loteamento deveria ter pelo menos 35% de sua área reservada para áreas públicas. No entanto, sua revisão, a lei 9.785/99, remeteu aos municípios a competência para legislar sobre percentuais mínimos de áreas públicas.No caso de Cabo Frio, a Lei Municipal n-4 de 7 de dezembro de 2006, em seu artigo 35º,

inciso e, Sobre a composição das áreas públicas, a legislação municipal prevê a existência de Sistema Viário, Área Institucional, Área de Preservação

Permanente, Área Verde e Sistema de Lazer.

Acontece que os institutos “Área Verde” e “Sistema de Lazer” não têm definição em nenhum texto de lei e isso gera uma certa divergência entre profissionais e estudiosos do tema. Muito embora a nomenclatura sugira que as Áreas Verdes devam ser destinadas à preservação ambiental e os Sistemas de Lazer à instalação de equipamentos de lazer, não há nenhum texto legal que faça tal distinção entre os dois institutos.equipamentos esportivos e de lazer”

* - Acrescentado pelo autor

Conclui-se, portanto, que os dois institutos têm a mesma função, pois ambos devem ser revegetados e só podem ter 30% de sua área utilizadas para

ajardinamento e instalação de equipamentos esportivos e de lazer Observando a legislação municipal, nota-se que o total de Sistema de Lazer não atinge a porcentagem mínima exigida, de 10%. Isso ocorre pois sempre foi

entendimento da Prefeitura Municipal que esses 10% exigidos em lei seriam resultado da soma dos Sistemas de Lazer e das Áreas Verdes (sem incluir A.P.P.), uma vez que esses dois institutos têm a mesma destinação e finalidade, conforme Resolução acima citada.

Para atendimento de solicitação do Ministério Público e da Prefeitura Municipal no sentido de o loteamento ter os 10% de Sistema de Lazer independente da somatória com as Áreas Verdes, e não havendo qualquer prejuízo urbanístico e/ou ambiental e/ou social ao substituirmos a nomenclatura de Área Verde para Sistema de Lazer, o presente EIV tem como sugestão, formalizar a alteração dessa nomenclatura.

5.- Zoneamento municipal

Figura 20 – Planta Zoneamento municipal de Cabo Frio. A seta indica o local.

O empreendimento está em Macro Zona Urbana 4, onde é permitido o uso residencial e comercial.

O uso proposto coaduna-se perfeitamente com os usos existentes no entorno,que são de predominância residencial.

O empreendimento está situado no eixo da expansão urbana, entre cidades e uma área a qual precisa ser controlada e também utilizada.

5.1-A estrutura viária de acesso ao empreendimento possui as seguintes características:

- acesso por via principal, com pista dupla até os limites da gleba;

- a via de acesso permite um acesso fácil e direto até as áreas mais centrais da cidade.

- a via possui toda a infra-estrutura necessária para o seu padrão operacional.

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5.2 - Uso e Ocupação do Solo

Figura 23– Inserção do empreendimento no contexto urbano municipal.

Figura 25: Entorno de 1.200 metros a partir do centro da gleba. .

A área de entorno de 500 metros (a partir dos limites da gleba) apresenta tipologias diversificadas de ocupação espaçadas, incluindo usos residenciais de médio padrão, escola agrícola, mas sem nenhum centro comercial, ou outras atividades.Estudo de Imp

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Figura 28 – Escola Agrícola Nilo Batista Estudo d

5.3 - Áreas de vizinhança, patrimônios históricos e ambientais.

Figura 28 – Patrimônios ambientais e históricos.

 Rio UNA

 Canal do Ramalho.

(25)

5.4 – Considerações sobre as áreas de vizinhança

O estudo da vizinhança imediata nos demonstra que o empreendimento fica em local afastado do tecido urbano consolidado, em área de expansão de atividades urbanas. A Área de Vizinhança Imediata (AVI) é constituída por loteamentos e bairros de baixo padrão e vida rural. A ocupação do solo vem sendo feita de forma constante, sendo que o local faz parte de um vetor de expansão muito importante de Cabo Frio. O empreendimento contará com toda a infra-estrutura necessária para dar suporte aos novos moradores e usuários. O entorno é servido por redes de infra- estrutura e possui equipamentos comunitários como escolas,equipamentos de saúde e transporte público. Seu principal acesso está situado em uma das principais vias estruturais urbanas integradas às áreas centrais de Cabo Frio.

A localização do empreendimento e seu projeto estão em acordo com os estudos que subcomitê do Plano Diretor Municipal e atendem plenamente a legislação federal, estadual e municipal em vigor

Portanto, as características gerais, tanto do entorno imediato quanto do mediato, são as seguintes:

1- Ocupação do solo: ocupação urbana consolidada para o uso residencial e comercial de médio padrão, alto dinamismo de implantação de novos

empreendimentos imobiliários, baixo índice de verticalização.

2- Uso: predominantemente residencial horizontal com lotes dentro dos limites da legislação municipal. Usos comerciais e de serviços de pequeno porte nas áreas de influência direta e indireta do loteamento,localizados principalmente nos eixos viários de interligação com as áreas centrais (Rod. Amaral Peixoto e outras).

3- Existência de uso institucional nas áreas influência direta e indireta.

4- Acessos: o eixo estrutural de acesso é feito por duas importantes via Amaral Peixoto

5- O abastecimento de água potável não sofre restrições de fornecimento.

6- O esgotamento sanitário no local é feito através de rede sistema de fossa, filtro e sumidouro.

7- O fornecimento de energia elétrica e de serviços de telefonia e comunicações está dimensionado para atender à demanda.

8- O entorno apresenta todas as vias pavimentadas contando com iluminação pública adequada, sistema de drenagem urbana, transporte público, hospital e escolas.

9- Existem a ocorrência de ocupações irregulares por habitações precárias no entorno, porem baixo e se ordenando em meio a ações de legalizações.

6 - Estrutura Viária Urbana 6.1 – Perfil do Município

Com relação ao sistema viário, o município de Cabo Frio é bem estruturado, com praticamente todo o seu viário pavimentado e com uma estrutura viária

hierarquizada e bem dimensionada . Os padrões funcionais das vias existentes são bastante adequados para o trânsito e o fluxo de veículos da cidade .Com a

implantação do empreendimento não haverá necessidade de alteração do padrão funcional das ruas do entorno.

6.2 – Acessibilidade urbana

Do ponto de vista da acessibilidade, o empreendimento em estudo apresenta boas condições de acesso. Está localizado na parte sem adensamento populacional, se trata do primeiro loteamento legalizado do local e ao qual, não interfere em nada no sistema de vida existente no local.

(26)

Sendo assim, devemos entender que este vem a trazer novas oportunidade de trabalho e renda, moradias de qualidade e crescimento sustentável.

A distância do empreendimento até as áreas mais centrais do município,percorrendo o sistema viário, é de 3,0 km, o que permite fácil acesso a todos os bairros de São João da Boa Vista, até mesmo por meio de bicicletas. As vias que permitem sua acessibilidade são todas pavimentadas. Sua acessibilidade também é boa para quem vem dos municípios vizinhos, principalmente para quem vem de São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras. As estradas são todas em pista dupla até o viário municipal de acesso.

Figura 36– Estrutura viária 6.3 - Circulação Interna

O empreendimento não possui grandes dimensões, possuindo um sistema simples e comum de vias internas.

(27)

6.4 – Circulação de cargas e pessoas

A implantação do loteamento deverá gerar um incremento no tráfego de máquinas e caminhões durante o período de obras, que deverá durar 12meses.

Nesse período haverá impactos negativos sobre a própria Rodovia Amaral Peixoto.

Posteriormente, com a execução das edificações, o tráfego de caminhões e veículos de carga deverá se estender por um período superior a 10 anos, mas com baixo volume, não havendo previsão de impactos.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV 6.5Tráfego

Os eixos formados pelas Rodovia Amaral Peixoto já é a estrutura da

expansão urbana para o local e região, sendo as vias do município e as coletoras e de distribuição. No casa da Nova Tamoios, não existem ligações com vias externas, sendo seu fluxo preferencialmente interno.

6.6 Transporte Urbano

O transporte urbano de Cabo Frio é feito através de empresa concessionária (Salineira). O empreendimento é servido por linha regular com intervalos de 40 a 50 minutos, conforme informação da concessionária, em linhas que já atendem ao local e o volume baixo de usuários que irá gerar o loteamento, não representara mudança. Não foi constatada a existência de problemas com relação ao transporte público nessa parte da cidade. Como a grande maioria dos moradores se deslocarão pelo município com veículo próprio, prevê-se um incremento pouco significativo na demanda de transporte urbano.

Como o adensamento demográfico ocorrerá de forma lenta, o pequeno incremento da demanda de transporte público será de pouca intensidade, não implicando em alterações no sistema hoje existente.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV 7- Ambiente Natural e Histórico

7.1 – Ambiente Natural

Descrição Geral – A sua rica diversidade natural torna Cabo Frio uma cidade com intensa atividade turística. A economia está baseada no turismo, agricultura e repasse

dos royalties do petróleo.

Geologia – As rochas mais antigas do município são metamórficas e ígneas, onde

predominam gnaisses, anfibolitos e dia básio. Na região ocorrem feições geomorfológicas típicas de baixa altitude como as planícies fluviais, flúvio-marinhas e cordões litorâneos, com destaque para os campos de dunas.

PRINCIPAIS GEOSSÍTIOS:

CAMPO DE DUNAS DA DAMA BRANCA OU DUNAS DE CABO FRIO Localização: 22º54’33.71” S; 42º2’11.11” O

Descrição: O acesso a este campo de dunas se faz pela estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo. Neste local pode-se apreciar a paisagem eólica descrita no painel do Projeto Caminhos Geológicos que está localizado no Aeroporto de Cabo Frio. A Duna Dama Branca

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é a maior duna isolada do sudeste do Brasil. Seu campo de dunas é alimentado pelas areias trazidas pelo vento de direção NE e que passam pela Praia do Forte, das Dunas e do

Foguete. Caminhando pelo Parque das Dunas é possível observar estruturas sedimentares eólicas, dunas barca nas e longitudinais, lagoas interdunas e a fauna e flora típicos

associados a este ambiente.

FORTE DE SÃO MATEUS

Localização: 22º53’5.87” S; 42º0’26.71” O

Descrição: Neste local também existe um painel do Projeto Caminhos Geológicos, implantado na praça que dá acesso ao Forte São Mateus, na Praia do Forte, ao lado da saída do Canal de Itajuru, que liga a Lagoa de Araruama ao mar. A geologia do local é representada por rochas paleoproterozóicas do Complexo Região dos Lagos, em especial por ortoanfibolitos. As cores muito distintas das rochas permitem ao visitante identificar cada litotipo existente. Neste painel é explicado o método utilizado para datação dessas rochas, cuja cristalização se deu há 2 bilhões de anos.O Forte é um patrimônio tombado pelo IPHAN, construído no século XVII.

ILHAS DE CABO FRIO

Localização: 22º52’38.87” S; 42º1’1.99” O

Descrição: No Boulevard Canal, existe um terminal de barcos para realização de passeio até às ilhas. Neste local existe outro painel do Projeto Caminhos Geológicos, onde é

apresentada a origem geológica das Ilhas do Breu, Pargos, Capões, Comprida, Redonda, Dois Irmãos e dos Papagaios, e das principais rochas e estruturas que podem ser vistas durante o passeio de barco. Pequenas praias de cascalho, diques e dobras podem ser observadas. As ilhas se orientam paralelamente à linha de costa e, por este motivo, cada uma delas reflete a geologia do ponto do litoral imediatamente em frente. Assim, ocorrem litotipos do Complexo Região dos Lagos, da Suíte José Gonçalves e do Grupo Búzios- Palmital.

PARQUE DA BOCA DA BARRA

Localização: 22º52’53.27” S; 42º0’11.23” O

Descrição: O local é conhecido, também, como Ilha do Japonês, localizada no Canal de Itajuru. Existe um painel do Projeto Caminhos Geológicos na entrada do estacionamento. O painel sintetiza a quebra do Gondwana e a formação do Oceano Atlântico, registradas nas rochas do embasamento paleoproterozóico e diques toleíticos do Cretáceo, com 130 milhões de anos. Possui, na praia Brava, paragnaisses do Grupo Búzios – Palmital. O Parque da Boca da Barra inclui toda a área que vai desde o início da salina na Pousada Porto Veleiro, passando pela Ilha do Japonês, até a ponta do farol da Lajinha, Praia Brava e todo o costão além da Ponta do Chapéu até a Praia das Conchas, a região é de máxima exuberância e é um museu geológico a céu aberto.

CAMPO DE DUNAS DO PERÓ

Localização: 22º51’47.75” S; 41º59’10.39” O

Descrição: O campo de Dunas do Peró é um dos mais importantes cartões postais de Cabo Frio. Além do registro eólico, possui fauna e flora endêmica, importância para formação de lagoas e brejos no seu entorno e sítios arqueológicos. Ocupa uma ampla faixa de terra entre a Ponta do Peró, na divisa com o município de Búzios até a belíssima Praia das Conchas.

Está sinalizado por um painel dos Caminhos Geológicos localizado no início do calçadão da Praia do Peró, na altura da Rua dos Pescadores.

PALEOLAGUNA DA RESERVA TAUÁ Localização: 22º45’13.19” S; 41º59’52.86” O

Descrição: A Paleolaguna da Reserva Tauá, localizada na borda leste do pântano da Malhada, entre os municípios de Cabo Frio e Armação dos Búzios, tem área aproximada de 1 km². Destaca-se por uma ocorrência singular, o que levou a sua descrição ser selecionada

(29)

e publicada pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (SIGEP).

Trata-se de uma área particular, cuja proprietária, a ambientalista Tereza Kolontai,

preservou e reintroduziu, com base em estudos botânicos, muitas espécies de flora típica de restinga. Uma fauna rica, com borboletas de diversas cores, destaca-se em meio à

exuberante vegetação. Mas a geodiversidade também se fez importante para sua reserva quando, ao escavar uma área para acumulação de água para rega de mudas e viveiros, Tereza se deparou com uma grande concentração de conchas. Ela pensou tratar-se de um sambaqui, mas a geologia trouxe a resposta: era uma coquina, acúmulo sedimentar formado quase que exclusivamente por conchas e seus fragmentos. Esse depósito, com espessura média de 0,60 m, apresenta alto grau de preservação, ou seja, muitas das conchas estão fechadas, em posição de vida. Como os sambaquis são formados principalmente por conchas que serviram de alimento para os habitantes pré-históricos, fica claro que esse depósito de conchas é natural e, portanto, geológico. Foram identificadas ali 16 espécies de moluscos, sendo 9 de biválvios, 6 de gastrópodes e uma de escafópode. Analisando esses organismos, pesquisadores concluíram que são característicos de ambiente lagunar hipersalínico, como aquele que hoje existe na Lagoa de Araruama. Também, esses

depósitos estão distantes cerca de 4 km do litoral e, assim, reconstituições ambientais vêm sendo feitas para entender estas ocorrências no passado. Aliás, o nome Paleolaguna (do grego palaiós = antigo + laguna) já explica sua origem no passado. As conchas puderam ser datadas pelo método radiocarbono e apresentaram idade entre 5.034 a 5.730 anos cal. A.P.

Com os estudos hoje realizados, tem sua formação explicada quando o nível relativo do mar atingiu 2,8 m acima do atual há cerca de 5.100 anos, época em que houve o “afogamento”

da planície costeira atual. Naquele momento, existiam na região diversas lagunas

interligadas, fechadas por cordões arenosos. Por volta de 4.900 anos, houve uma rápida descida no nível do mar, fazendo com que as lagunas não tivessem mais sua ligação com o ambiente marinho. Formou-se o ambiente pantanoso atual e as conchas que viviam em ambiente hipersalino morreram, ficando preservadas nesse belo lugar. Um painel do Projeto Caminhos Geológicos foi implantado na reserva, além de uma escultura em espiral ter sido construída para representar o tempo geológico. Vale destacar, ainda, que estudos

arqueológicos no Pântano da Malhada identificaram artefatos constituídos de quartzo lascado, bem como sepultamentos. Restos de ossos e conchas foram datados de 4.020 ± 80 anos A.P, marcando o início da ocupação humana naquele local. No local foi ainda. Hoje, a ocupação urbana se aproxima dessa região, que precisa ser preservada por guardar toda essa história biológica, geológica e humana.

LAGOA DE ARARUAMA

Localização: 22°54’40.4” S; 42°21’29.2” O

Descrição: A Lagoa de Araruama é um geossítio de extrema relevância no nosso território, não só por ser a maior sistema lagunar hipersalino em estado permanente da Terra (cerca de 220 km²) como pela raridade do ecossistema em que ocorre. Banha os municípios de Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cabo.

A existência da Lagoa representa uma parte relativamente recente da história da Terra, correspondente aos registros de avanços e recuos do nível relativo do mar nos últimos 120 mil anos, ou seja, compreende o final do período Quaternário (pequena parte do Pleistoceno e todo o Holoceno, que é o nome da época em que vivemos). As variações no nível do mar muitas vezes representam mudanças climáticas cíclicas em nosso planeta, causadas por períodos de glaciação entremeados com momentos mais quentes, os interglaciais. Essas mudanças foram fundamentais para a deposição dos sedimentos na Restinga da

Massambaba e para a existência deste sistema lagunar tão especial. Pela observação da imagem de satélite é possível perceber que a Lagoa de Araruama está separada do mar por um grande cordão arenoso, onde estão instaladas pequenas lagunas, como as Lagoas Vermelha, Pitanguinha, Pernambuca, Brejo do Espinho, entre outras. Estudos e datações revelaram que este cordão é composto por dois cordões de idades bem distintas, sendo que o mais velho não ocorre em toda a extensão da Massambaba e está mais próximo à Lagoa de Araruama (chamado de barreira interna). Ele foi associado à elevação do nível do mar

(30)

que ocorreu há cerca de 120 mil anos, formando uma enseada onde hoje está a Lagoa de Araruama. Mas, no final do Pleistoceno, houve um período glacial bastante intenso, que fez recuar o nível do mar por conta do congelamento de água nos polos e continentes. Este recuo fez com que sedimentos se depositassem e houvesse a formação desse cordão mais velho e interno, cuja formação também foi facilitada pelo transporte de sedimentos pelas correntes marinhas. Posteriormente, entre 7 e 5 mil anos A.P (antes do Presente), houve uma nova elevação do nível do mar. A que ocorreu há 5 mil anos é considerada a maior do Holoceno e alcançou cerca de 3 m acima do nível atual. O mar novamente invadiu a Lagoa de Araruama, destruindo parte da barreira interna. No recuo do nível relativo do mar, que ocorreu após este momento, houve a formação por sedimentação da barreira externa que, assim, deixou seu registro nas pequenas lagunas existentes no interior do cordão. Sua hipersalinidade peculiar está associada ao fenômeno da ressurgência. Esse fenômeno é causado pela Corrente das Malvinas, de águas frias, que migram pelo fundo do oceano até que alcança a Ilha do Cabo Frio, ou Ilha do Farol, em Arraial do Cabo. Com os ventos de direção NE, as águas quentes nas partes mais rasas do oceano são empurradas e essa água fria sobe à superfície. Isto desfavorece a evaporação e, consequentemente, a

formação de nuvens de chuva. Além disso, os ventos também dispersam as nuvens que não encontram barreiras de montanhas para provocar a precipitação na região. Esse conjunto de fatores gera um clima semiárido. Assim, são raros os rios e córregos para abastecer a Lagoa de Araruama e todo o sistema com água doce. A insolação e os ventos fortes favorecem a evaporação da água da lagoa, tornando-a hipersaturada em sais. Esta

peculiaridade é responsável pela existência histórica das salinas na região, que emprestam beleza à paisagem com seus cata-ventos. Além disso, propicia as condições para formação de estromatólitos.

Referências: Prado, T.P.M. 2016. Caracterização de Fácies e Interpretação Paleoambiental em um Testemunho de Sondagem na Lagoa Vermelha, Planície Costeira de Araruama (Região dos Lagos), RJ. Trabalho de conclusão de curso (graduação), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Departamento de Geologia 53p. | Mansur, K.L.

2010. Diretrizes para Geoconservação do Patrimônio Geológico do Estado do Rio de Janeiro: o caso do Domínio Tectônico Cabo Frio [Rio de Janeiro]. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-

Graduação em Geologia, 214p. | Gênese da Morfologia do Fundo da Lagoa de Araruama e Cordões Litorâneos Associados | Estudo Preliminar da Climatologia da Ressurgência na Região de Arraial do Cabo, RJ

PRINCIPAIS SÍTIOS DE INTERESSE HISTÓRICO-CULTURAL:

SÍTIOS HISTÓRICOS, PRÉ-HISTÓRICOS, CULTURAIS E ECOLÓGICOS DE CABO FRIO Localização: 22º51’54.95” S ; 42º01’59.95” O (Centro de Recepção de Visitantes)

Descrição: Cabo Frio foi um dos primeiros pontos a serem ocupados pelos portugueses no litoral brasileiro, logo após o descobrimento. Antes disto, o homem pré-histórico, desde os sambaquieiros até os tamoios, deixaram também seus registros. Não se pode visitar Cabo Frio, sem deixar de conhecer o sítio arqueológico das pedras sulcadas do Itajuru, no Morro da Guia, a Fonte do Itajuru, mandada construir por D. Pedro II, o bairro colonial da

Passagem e o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, todos tombados pelo IPHAN. Aconselha-se a visitar, também, o sítio ecológico e geológico Dormitório das Garças, que fica na estrada que liga Cabo Frio a São Pedro da Aldeia, no trecho entre a Ponte Feliciano Sodré e a entrada para a Estrada Velha de Búzios. Neste local, existe um

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Centro de Recepção de Visitantes sobre o ecossistema de manguezais, com trilhas e painéis informativos. O melhor horário para observação das garças é no fim da tarde, quando elas voltam para seu dormitório. Do ponto de vista da geologia, vale observar na estrada, em frente à entrada do parque, uma falha geológica.

Cabo Frio, como a maioria dos municípios do país,apresenta problemas a serem enfrentados. Habitação, saúde, transporte, educação e segurança são sempre temas a serem colocados com prioridade para melhorar os indicadores sociais.

Ao se relacionar o Produto Interno Bruto – PIB municipal com a sua população,os índices mostram uma cidade que ainda precisa distribuir melhor suas riquezas para melhorar o padrão geral de sua população. A análise dos dados nos mostra um

município com uma densidade demográfica alta nas áreas urbanizadas, com um índice de envelhecimento alto e um crescimento populacional abaixo dos índices regionais e estaduais. Outros dados como a existência de redes de água e esgoto também nos dão o cenário de desenvolvimento urbano do município que apresenta excelente condição de atendimento. Nesse sentido podemos, por dedução, afirmar que o empreendimento propostos e coaduna com o perfil municipal, principalmente ira elevar a sua vizinhança composta por loteamentos de baixo padrão, não se vislumbrando nenhum tipo de contrariedade entre a tipologia de urbanização proposta e a dinâmica socioeconômica do município. A oferta de mais postos de empregos no setor de construção civil, tanto na etapa de implantação do loteamento quanto na construção das edificações futuras, é um ponto bastante positivo. Sob o enfoque dos aspectos socioeconômicos, o

empreendimento tem um caráter positivo direto e indireto de longo prazo. Tanto no aspecto de influência nas áreas de entorno quanto no aspecto de gerador de receitas para o município, verifica-se que o empreendimento impactará positivamente a economia municipal.

8- - Matrizes de Avaliação

As seguintes matrizes de avaliação este sendo proposta de forma simples e direta.

Avaliação Preliminar de Impactos - Atividade Características do Empreendimento Impacto Tráfego

Demografia Insolação Ventilação

(32)

8.2 Avaliação Preliminar de Impactos – fase de obras

Condição Existente

com impacto

sem impacto

Polo Gerador x

Geração de Viagens x

Caminhões x

Onibus x

Automóveis x

Biclicleta x

a pé x

Proj Sombras para vizinhos x

Pequeno - <50 mil l/dia x

Máquinas X X x

Geradores elétricos X X x

Outros x

Esp. Nativa no terreno x

APP no terreno x

Emissão de Poluentes x

Córrego raio de 100m x

Fauna aparente X X x

Possibilidade de Fauna x

Emissão de gases x

Emissão particulas x

Queima de combustíveis x

produção odores X X x

Produção de ruídos x

Zoneamento x

Uso do solo compatível x

Meio Ambiente X X x

TO Ocupação do solo x

CA Aproveitamento do solo x

Vagas de autos x

Meio Ambiente x

Qualidade Meio Urb x

Desconformidade Legal x

Infraestrutura x

Vibrações x

(33)

8.2 Avaliação Preliminar de Impactos – fase de obras AVALIAÇÃO DE IMPACTOS DE OBRA - PRELIMINAR

IMPACTO

Caracteristicas do

Empreendimento SIM Provavel NÃO

Limpeza do

terreno/Demolições X

Terraplenagem X

Bota fora / caminhões

caçambas X

Poeiras/ material

particulado X

Motores /

ruídos X

Transito de

materiais X

Transito de

operários X

Concretagem X

Tráfego

caminhões X

Ruídos à noite X

Ruídos

durante o dia X

Tapumes nos passeios X

Estacionamento nas

vias X

(34)

Matriz de Ação x Elemento

Impactado

Medidas Obs. classificar

Adensamento Populacional

ACOES Elementos

de Impacto IMPACTOS P/N ABR INT TEM Medidas

Metigatórias Ob:

Paisagismo Arborização melhorias imediato baixo N 1 1 P Projeto

Esgotamento Sanitário normal interno baixo N 1 1 P Projeto

Energia Elétrica Coleta de Lixo ligaçoes Ennell medio P D 3 N n/a

Telefone leigações OI baixo N 1 1 P n/a

Abastecimento de Agua ligações Prolagos baixo N 1 1 P n/a

Equip. Saude e Educação Adequação Publico baixo N 1 1 P Publico Resp. Sec.Saude

Drenagem implentar imediato baixo N 1 1 P n/a

Capacidade das Vias implantação local medio N 1 1 P sinalização

Circulação de Pedrestres local normal baixo N 1 1 P sinalização

Entrada e Saida interferencia positivo medio P D 2 P sinalização

Geração de Viagens local local baixo N 1 1 P sinalização

Transporte Publico s/interferencia negativo baixo N 1 1 P sinalização

Sistema Viario implantar negativo medio P 2 1 P sinalização

Bota Fora interferencia pequeno baixo N 1 1 P Manif. de Residuo

Residuo de Obra reaproveitar pequeno baixo N 1 1 P Caçamba

Cobertura Vegetal implantar meio amb. baio N 1 1 P recomposição executar

Ruido local meio amb. baixo N 1 1 P Monitorar

Qualidade do Ar s/ interferencia meio amb. baixo N 1 1 P

P= Positivo - N= negativo

D= Direta - I – Indireta

Int. = Intensidade do impacto : 1= baixa intensidade / 2= média intensidade / 3 = alta

intensidade 8

(35)

Características do Empreendimento Impacto S

valiaçã Preliminar de Impactos - Obras 8.3-Item de análise

Na avaliação setorial verificamos que os impactos negativos se relacionam apenas com o setorial de meio ambiente e tráfego e transporte. Os impactos positivos estão vinculados com tráfego e transportes, infraestrutura, economia,

sociedade, e ambiente urbano. Os impactos negativos possuem um alcance espacial local, manifestação direta e magnitude variando de baixa a média. Não foram

identificados impactos negativos de magnitude alta. Os impactos positivos também apresentaram um alcance local, exceto os relacionados com a geração de empregos, impostos e renda que apresentaram um alcance municipal. Os itens geração de empregos, geração de renda ,geração de impostos e comércio local apresentaram magnitude alta.

Estudo de Impacto de Vizinhança EIV-RIV Avaliação sobre inter-relações

A avaliação da inter-relação de itens impactados demonstrou que o maior impacto negativo recaiu sobre o tráfego de caminhões e máquinas no período de obras e sobre o incremento de tráfego quando da plena ocupação do empreendimento. Os impactos sobre o meio ambiente também foram apontados, em razão da alteração do solo, que remove o recobrimento natural,da impermeabilização do solo, e contribuição, ainda que pequena ao micro clima. O tráfego de caminhões mais importante tem uma limitação temporal de 12 meses, passando a ser discreto e diluído no período de consolidação da ocupação. Como medidas de mitigação recomenda-se o controle de horários

de circulação de caminhões, evitando os horários noturnos e de pico, além de controle da limpeza dos mesmos na saída das obras para evitar que o sistema viário do entorno seja sujo com resíduos e particulados. Deverão ser construídas cacimbas ou estruturas de contenção para a eventualidade de que chuvas intensas possam carrear o solo exposto para a APP e para o sistema viário. Da mesma forma, devem-se executar todas as obras do sistema de drenagem de forma a garantir o uma drenagem eficiente do sistema viário. A disposição final das águas pluviais no córrego afluente do Canal do Ramalho deve contar com estruturas de diminuição da energia cinética e controle de erosões.

O maior impacto positivo deverá ser sobre a valorização imobiliária do entorno,a melhoria da estrutura viária, a ocupação do solo urbano e a estrutura socioeconômica, com a criação de novos empregos e novos negócios. Serão gerados empregos do setor da construção civil por um período aproximado de20 anos.

A criação de empregos no setor de comércio e serviços deverá ocorrer deforma lenta e gradual concomitante com a consolidação da ocupação. Se apenas 1/10 dos lotes mistos for ocupado por estabelecimentos comerciais teremos a oferta de pelo menos 200 empregos diretos. Prevê-se uma ocupação de parte dos lotes comerciais para a instalação de clinicas e estabelecimentos voltados para o setor de saúde,

decorrente da proximidade como hospital, com oportunidade de criação de empregos de técnicos e médicos.

A proximidade com os loteamentos indicam que a demanda por comércio e prestação de serviços voltados para um mercado mais especifico, deverá impulsionar o

estabelecimento de estabelecimentos diferenciados com produtos e serviços de maior valor agregado.

(36)

8.5- Avaliação de Impactos

O EIV/RIV elaborado para o empreendimento foi realizado em conformidade com a legislação federal – Estatuto da Cidade, e em conformidade com a legislação

municipal de Cabo Frio.

Sobre cada um dos temas e sub temas estudados, verificou-se a incidência de impactos positivos, negativos ou nulos. Esses impactos, por sua vez foram classificados de

acordo com sua magnitude, importância do impacto no meio

urbano, transitoriedade e frequência, reversibilidade, alcance espacial e temporal e quanto à possibilidade de mitigação de efeitos negativos.

LEMBRANDO SEMPRE QUE SE TRATA DE UM EMPREENDIMENTO DE PEQUENO PORTE, EM ÁREA VAZIA, SEM PROXIMIDADE E OUTROS IMACTOS DE PESSOAS, COMERCIOS E ETC.

Os resultados foram os seguintes:

A- Infra-estrutura urbana:

O sistema de abastecimento de água sofrerá um impacto pequeno derivado do incremento da demanda. De acordo com a PROLAGOS e suas normas, o consumo de água de residências 200 litros/mês por habitante. Como o número final de habitantes deverá ficar entre 2.000 e 2.600 pessoas (conforme descrito no Capítulo 4 deste EIV) a estimativa é de que o consumo venha a ser de 400 m3 a 520 m³. Deve-se levar em conta que a ocupação do empreendimento deverá levar entre 16 a 20 anos, assim o incremento deverá ocorrer muito lentamente.

Não obstante, a PROLAGOS afirma já haver disponibilidade do volume esperado.

Portanto o impacto pode ser considerado nulo, uma vez que não afetará o sistema.

As Diretrizes da PROLAGOS informam que a interligação com o sistema público deverá ser feita na frente do loteamento. As redes de distribuição de água deverão ser duplas pelo passeio.

A rede de esgotos deverá ser por SISTEMAS DE FOSSA FILTRO E SUMIDOURO.

As medidas mitigadoras que podem ser propostas relacionam-se apenas com as futuras residências: uso de bacias com caixa acoplada e de torneiras com

temporizador. Reuso de água servida (de pias com tratamento), para descargas de bacias sanitárias. Captação e utilização de águas pluviais tratadas para lavagens e regas.

A drenagem não apresenta nenhum tipo de problema no local do

empreendimento. O escoamento de águas pluviais ocorre de forma rápida e sem possibilidade de ocorrer alagamentos. A impermeabilização do terreno de 40% deverá implicar em aumento do volume e da velocidade das águas pluviais em direção aos pontos mais baixos do mesmo. Obras previstas de quebra de energia cinética evitarão processos erosivos no local de lançamento.

Com relação à energia elétrica não haverá impactos previstos na implantação do empreendimento com relação ao fornecimento de energia elétrica pela Enel. A Enel informa que há viabilidade do fornecimento de energia.

Deverá aprovar o projeto com a utilização do ramal existente para ligação de energia de baixa voltagem e instalação de transformador. O fornecimento é normal e o aumento de demanda previsto não implicará negativamente no sistema.

Portanto, com relação à energia elétrica não haverá impactos sobre o sistema desde que atendidas as diretrizes da concessionária.

Nos aspectos relacionados com a telefonia prevê-se um incremento da demanda que é plenamente atendida tanto pela telefonia fixa quanto pela móvel. Não se vislumbra nenhum tipo de impacto negativo.

Referências

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