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MATEMÁTICA FINANCEIRA

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Academic year: 2022

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(1)

MATEM´ ATICA FINANCEIRA

P´os-Gradua¸c˜ao em Matem´atica para Empresas

Pedro Mota

[email protected]

Departamento de Matem´atica & CMA da FCT/UNL

(2)

Introdu¸ c˜ ao/Motiva¸ c˜ ao

MATEM ´ATICA FINANCEIRA os-Gradua¸ao em Matem´atica para Empresas Junho 2021 2 / 147

(3)

Produtos derivados e ativos subjacentes

Produtos Derivados

Um produto derivadooudireito contingente ´e um produto financeiro (traduzido num contrato) que ´e definido em fun¸c˜ao de algum activo mais b´asico usualmente designado por ativo subjacente.

Exemplo 1.1

De entre os produtos derivados mais usuais e que iremos definir mais `a frente temos por exemplo os contratos Forward ou de Futuros e as Op¸c˜oes.

Ativos subjacentes

J´a os activos subjacentes mais usuais s˜ao as ac¸c˜oes de empresas cotadas em bolsa, mas tamb´em podem ser mat´erias primas como o petr´oleo, g´as

(4)

Pre¸cos de produtos Derivados

Observa¸c˜ao 1.1

O pre¸co do produto derivado depende do pre¸co do ativo subjacente e do respectivo modelo de evolu¸c˜ao de pre¸cos.

O objetivo ´e determinar os pre¸cos dos produtos derivados, de forma consistente com os pre¸cos do activo subjacente e de uma forma

´ unica.

Contexto inicial

Dois instantes de tempot= 0(atual) e t=T (maturidade).

O processoSt, t∈[0, T], representa a evolu¸c˜ao dos pre¸cos do ativo subjacente no intervalo[0, T].

Emt= 0 o pre¸co do ativo subjacente S0 ´e observ´avel (conhecido), mas numa qualquer data futurat∈[0, T]o pre¸co do ativo

subjacenteSt´e aleat´orio, pelo que ser´a desconhecido `a data t= 0.

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(5)

Contratos Forward

Defini¸c˜ao 1.1 (Contrato Forward)

Um contrato Forward´e um contrato entre duas partes para comprar ou vender uma certa quantidade do ativo subjacente a um determinado pre¸co (pre¸co de exerc´ıcio) e com entrega numa determinada data futura T (data de maturidade).

Observa¸c˜ao 1.2

Do comprador diz-se que assume uma posi¸c˜ao longa e do vendedor diz-se que assume uma posi¸c˜ao curta. J´a o pre¸co de exerc´ıcio ´e estabelecido na data de celebra¸c˜ao do contrato e ´e usualmente definido de modo a que nessa data o custo associado ao contrato seja zero (designando-se nessa

(6)

Contratos Forward

Exemplo 1.2

Considere-se um contrato Forward assinado hoje para a compra de1000 barris de petr´oleo a$60por barril (pre¸co de exerc´ıcio) daqui por 6meses (maturidade).

Suponha-se que daqui por 6meses o pre¸co do petr´oleo ´e de $55por barril. Como ficam as duas partes?

J´a se o pre¸co daqui por 6meses subir para $65por barril a situa¸c˜ao inverte-se e nesse caso como ficam as duas partes?

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(7)

Contratos Forward

Observa¸c˜ao 1.3

Relativamente `a data de maturidade T.

O valor de uma posi¸c˜ao longa num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:

Φ(ST) =ST −K

O valor de uma uma posi¸c˜ao curta num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcio K, ´e dado por:

Φ(ST) =K−ST

(8)

Contratos Forward

O lucro (cash-flow) na data de maturidadeT, associado `as posi¸c˜oes longa/curta num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcio K est´a representado na figura.

K

ST K

Lucro Posição Longa

K

ST K

Lucro Posição Curta

Figura 1:Lucros associados a posi¸c˜oes longa/curta num contrato Forward

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(9)

Op¸c˜ oes

Op¸c˜ao- s.f. Faculdade, a¸c˜ao de optar, de escolher entre duas ou v´arias coisas. Dir. Direito de op¸c˜ao, faculdade, concedida por lei, de preferir uma de duas ou mais coisas, um de dois ou mais direitos.

Op¸c˜ao de Compra (Call)- Uma op¸c˜ao que permite comprar um ativo por um certo pre¸co numa determinada data.

Op¸c˜ao de Venda (Put) - Uma op¸c˜ao que permite vender um ativo por um certo pre¸co numa determinada data.

(10)

Op¸c˜ oes (continua¸c˜ ao)

Op¸c˜ao Europeia - Op¸c˜ao que s´o pode ser exercida na maturidade.

Op¸c˜ao Americana- Op¸c˜ao que pode ser exercida em qualquer momento at´e `a sua maturidade.

Op¸c˜ao Asi´atica- Op¸c˜ao com um retorno que depende do pre¸co m´edio do activo subjacente num certo intervalo de tempo.

Op¸c˜ao Barreira - Op¸c˜ao cujo retorno depende do pre¸co do activo subjacente atingir uma certa barreira.

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(11)

Op¸c˜ oes Europeias

Defini¸c˜ao 1.2 (Op¸c˜oes Europeias)

Uma Op¸c˜aode Compra (Venda) Europeia, com pre¸co de exerc´ıcioK e maturidade T, sobre um ativo subjacente de pre¸co S ´e um contrato com as seguintes cl´ausulas:

O detentor da op¸c˜ao tem, `a data T, o direito de comprar (vender) uma unidade do ativo subjacente ao pre¸coK.

O detentor da op¸c˜ao n˜ao ´e de nenhuma forma obrigado a comprar (vender) o ativo subjacente.

O direito de comprar (vender) o ativo subjacente ao pre¸co K s´o pode ser exercido na dataT.

(12)

Op¸c˜ oes Europeias

Exemplo 1.3

Considere-se uma situa¸c˜ao an´aloga `a do exemplo 1.2, isto ´e, considere-se uma op¸c˜ao de compra adquirida hoje para a compra de 1000barris de petr´oleo a$60por barril daqui por6 meses.

Se daqui por6 meses o pre¸co do petr´oleo for de$55por barril, o que dever´a acontecer?

Se o pre¸co daqui por6 meses subir para$65por barril, o que dever´a acontecer?

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(13)

Op¸c˜ oes Europeias

Exemplo 1.4

Considere-se uma situa¸c˜ao an´aloga `a do exemplo 1.2, isto ´e, considere-se uma op¸c˜ao de compra adquirida hoje para a compra de 1000barris de petr´oleo a$60por barril daqui por6 meses.

Se daqui por6 meses o pre¸co do petr´oleo for de$55por barril, o comprador/detentor da op¸c˜ao n˜ao exercer´a o contrato. A perda para o detentor da op¸c˜ao ser´a o custo inicial que pagou pela mesma.

Se o pre¸co daqui por6 meses subir para$65por barril o detentor da op¸c˜ao exercer´a a op¸c˜ao pois poder´a atrav´es desse contrato comprar o petr´oleo a um pre¸co inferior ao pre¸co de mercado. A op¸c˜ao resultar´a num lucro de $5000ao qual ter´a de subtrair o custo inicial

(14)

Op¸c˜ oes Europeias

Observa¸c˜ao 1.5

Relativamente `a data de maturidade T.

O valor de uma op¸c˜ao de compra Europeia `a data T com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:

ΦC(ST) = max(ST −K,0) =

ST −K, ST > K 0, ST ≤K

O valor de uma op¸c˜ao de venda Europeia `a data T com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:

ΦP(ST) = max(K−ST,0) =

K−ST, K > ST

0, K≤ST

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(15)

Op¸c˜ oes Europeias

O lucro (cash-flow) na data de maturidadeT, associado `a compra de op¸c˜oes de compra/venda Europeias com pre¸co de exerc´ıcio K est´a representado na figura.

K

ST

-c0 Lucro

Call Option

K

ST

-p0 Lucro

Put Option

(16)

Op¸c˜ oes Europeias

Repare-se que comparando com o lucro associado ao contrato Forward, ou com uma estrat´egia simples de compra ou venda a descoberto do ativo subjacente, as op¸c˜oes limitam as perdas potenciais.

K

ST -c0

Lucro

Posição Longa+Opção de Compra

K

ST -p0

Lucro

Posição Curta+Opção de Venda

Figura 3: Lucros associados a Op¸oes e contratos Forward

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(17)

Estrat´ egias de Investimento

(18)

Covered Call

1

posi¸c˜ao longa no ativo subjacente;

posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra sobre esse mesmo ativo.

K

ST Lucro

Covered Call

Figura 4:Lucro associado a uma covered call

1https://www.investopedia.com/terms/c/coveredcall.asp

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(19)

Covered Call

O lucro desta estrat´egia na maturidade, pode ser resumido por:

L=ST −max(ST −K,0)−s+c

onde ST representa o pre¸co do ativo na maturidade, K o pre¸co de exerc´ıcio,so pre¸co inicial de compra do ativo e co pre¸co da op¸c˜ao de compra.

Para diferentes valores do ativo subjacente (na maturidade), temos o lucro da covered call, resumido na tabela 1.

Estrat´egia ST ≤K ST > K long ativo ST −s ST −s

short call c K−ST +c

Total S −s+c K−s+c

(20)

Reverse Covered Call

posi¸c˜ao curta no ativo subjacente;

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra sobre esse mesmo ativo.

K

ST Lucro

Reverse of covered Call

Figura 5:Lucro associado a uma reverse covered call

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(21)

Reverse Covered Call

Com esta estrat´egia o investidor limita as potenciais perdas associadas `a posi¸c˜ao curta no ativo subjacente.

L=−(ST −max(ST −K,0)−s+c) Q: Construa a tabela do lucro correspondente.

R:

Estrat´egia ST ≤K ST > K short S −ST +s −ST +s

long call −c −K+ST −c

Total −ST +s−c −K+s−c Tabela 2:Lucro reverse covered call

(22)

Reverse Covered Call

Com esta estrat´egia o investidor limita as potenciais perdas associadas `a posi¸c˜ao curta no ativo subjacente.

L=−(ST −max(ST −K,0)−s+c) Q: Construa a tabela do lucro correspondente.

R:

Estrat´egia ST ≤K ST > K short S −ST +s −ST +s

long call −c −K+ST −c

Total −ST +s−c −K+s−c Tabela 2:Lucro reverse covered call

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(23)

Protective Put

2

posi¸c˜ao longa no ativo subjacente;

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda sobre esse mesmo ativo.

K

ST Lucro

Protective Put

(24)

Protective Put

Com esta estrat´egia o investidor reduz o risco associado a uma quebra do pre¸co do ativo subjacente mantendo a possibilidade de um ganho

ilimitado se o pre¸co do ativo subjacente crescer indefinidamente.

L=ST +max(K−ST,0)−s−p com p o custo da op¸c˜ao de venda.

Q: Construa a tabela do lucro correspondente.

R: Estrat´egia ST < K ST ≥K

long S ST −s ST −s

long put K−ST −p −p Total K−s−p ST −s−p

Tabela 3:Lucro protective put

Uma posi¸c˜ao curta numaprotective put, ou seja, uma posi¸c˜ao curta no ativo e na op¸c˜ao de venda ´e designada por reverse protective put.

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(25)

Protective Put

Com esta estrat´egia o investidor reduz o risco associado a uma quebra do pre¸co do ativo subjacente mantendo a possibilidade de um ganho

ilimitado se o pre¸co do ativo subjacente crescer indefinidamente.

L=ST +max(K−ST,0)−s−p com p o custo da op¸c˜ao de venda.

Q: Construa a tabela do lucro correspondente.

R: Estrat´egia ST < K ST ≥K

long S ST −s ST −s

long put K−ST −p −p Total K−s−p ST −s−p

Tabela 3:Lucro protective put

(26)

Spreads

Estrat´egias que envolvam a combina¸c˜ao numa carteira de diversas op¸c˜oes do mesmo tipo s˜ao usualmente designadas porSpreads.

Bull spreads Call Put Bear spreads

Call Put

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(27)

Bull Spread Call

3

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2 onde K1< K2.

K1 K2

ST

Lucro Bull Spread Call

(28)

Bull Spread Call

Com esta estrat´egia o investidor acredita na subida do pre¸co do ativo, da´ı a utiliza¸c˜ao do termobull.

A fun¸c˜ao de lucro associada `a estrat´egia Bull Spread Call ´e a seguinte:

L=max(ST −K1,0)−max(ST −K2,0)−c1+c2=

=

−c1+c2, ST ≤K1 ST −K1−c1+c2, K1 < ST ≤K2 K2−K1−c1+c2, ST > K2

onde c1 ec2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.

Repare-se que K1< K2 ⇒c1 > c2 (porquˆe?) e que o ganho m´aximo ´e dado porK2−K1−c1+c2 enquanto que a perda m´axima ´e dada por

−c1+c2.

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(29)

Bull Spread Put

4

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK1; posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK2 onde K1< K2.

K1 K2

ST

Lucro Bull Spread Put

(30)

Bull Spread Put

Q: Descreva o lucro desta estrat´egia e compare com o lucro associado `a bull spread call.

R:

L=max(K1−ST,0)−max(K2−ST,0)−p1+p2=

=

K1−K2−p1+p2, ST ≤K1

ST −K2−p1+p2, K1 < ST < K2

−p1+p2, ST ≥K2

onde p1 ep2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.

Repare-se que K1< K2 ⇒p2 > p1 (porquˆe?) e que esta estrat´egia ´e similar, em termos de lucro, `abull spread call.

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(31)

Bull Spread Put

Q: Descreva o lucro desta estrat´egia e compare com o lucro associado `a bull spread call.

R:

L=max(K1−ST,0)−max(K2−ST,0)−p1+p2=

=

K1−K2−p1+p2, ST ≤K1

ST −K2−p1+p2, K1 < ST < K2

−p1+p2, ST ≥K2

onde p1 ep2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.

Repare-se que K1< K2 ⇒p2 > p1 (porquˆe?) e que esta estrat´egia ´e

(32)

Bear Spread Call

5

posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2 onde K1< K2.

O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:

L=−max(ST −K1,0) +max(ST −K2,0) +c1−c2 =

=

c1−c2, ST ≤K1

−ST +K1+c1−c2, K1 < ST ≤K2

K1−K2+c1−c2, ST > K2

5https://www.investopedia.com/terms/b/bearcallspread.asp

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(33)

Bear Spread Call

Q: Apresente um esbo¸co do gr´afico de Lucro da Bear Spread Call.

R:

K1 K2

ST Lucro

Bear Spread Call

Figura 9:Lucro associado a uma bull spread call

(34)

Bear Spread Call

Q: Apresente um esbo¸co do gr´afico de Lucro da Bear Spread Call.

R:

K1 K2

ST Lucro

Bear Spread Call

Figura 9:Lucro associado a uma bull spread call

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(35)

Bear Spread Put

6

posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK2 onde K1< K2.

K1 K2

ST

Lucro Bear Spread Put

(36)

Bear Spread Put

O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:

L=−max(K1−ST,0) +max(K2−ST,0) +p1−p2 =

=

−K1+K2+p1−p2, ST < K1

K2−ST +p1−p2, K1≤ST < K2 p1−p2, ST ≥K2

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(37)

Butterfly Spread Call (long)

7

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao curta de duas op¸c˜oes de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2= (K1+K3)/2.

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K3

onde K1< K3.

K1 K2 K3

ST Lucro

Butterfly Spread Call

(38)

Butterfly Spread Call

Q: Escreva a fun¸c˜ao de lucro e a tabela correspondente para esta estrat´egia.

R:

L=max(ST−K1,0)−2max(ST−K2,0)+max(ST−K3,0)−c1+2c2−c3

L=





−c1+ 2c2−c3, ST ≤K1

ST −K1−c1+ 2c2−c3, K1 < ST ≤K2

−ST +K3−c1+ 2c2−c3, K2 < ST ≤K3

−c1+ 2c2−c3, K3 < ST

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(39)

Butterfly Spread Call

Q: Escreva a fun¸c˜ao de lucro e a tabela correspondente para esta estrat´egia.

R:

L=max(ST−K1,0)−2max(ST−K2,0)+max(ST−K3,0)−c1+2c2−c3

L=





−c1+ 2c2−c3, ST ≤K1

ST −K1−c1+ 2c2−c3, K1 < ST ≤K2

−ST +K3−c1+ 2c2−c3, K2 < ST ≤K3

−c1+ 2c2−c3, K3 < ST

(40)

Straddle

8

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K;

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK.

K

ST Lucro

Straddle

Figura 12:Lucro associado a uma straddle

8https://www.investopedia.com/terms/s/straddle.asp

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(41)

Straddle

O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:

L=max(ST −K,0) +max(K−ST,0)−c−p=

=

K−ST −c−p, ST ≤K ST −K−c−p, K < ST

(42)

Strangle

9

posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK1 e K1< K2.

K1 K2

ST

Lucro Strangle

Figura 13:Lucro associado a uma strangle

9https://www.investopedia.com/terms/s/strangle.asp

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(43)

Strangle

O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:

L=max(ST −K2,0) +max(K1−ST,0)−c−p=

=

K1−ST −c−p, ST < K1

−c−p, K1 ≤ST ≤K2 ST −K2−c−p, K2 < ST

(44)

Op¸ c˜ oes, Carteiras e Arbitragem

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(45)

Op¸c˜ oes Americanas

Uma op¸c˜ao Americana difere da Europeia apenas pelo facto de puder ser exercida em qualquer momento anterior ou igual `a sua maturidade T. Defini¸c˜ao 3.1

Uma op¸c˜aode compra (venda) Americana, com pre¸co de exerc´ıcio K e maturidade T, sobre um ativo subjacente de pre¸coS ´e um contrato com as seguintes cl´ausulas:

O detentor da op¸c˜ao tem, em qualquer instante at´e `a data T, o direito de comprar (vender) uma unidade do ativo subjacente ao pre¸co K.

O detentor da op¸c˜ao n˜ao ´e de nenhuma forma obrigado a comprar (vender) o ativo subjacente.

(46)

Vari´ aveis Influentes no pre¸co de Op¸c˜ oes

Pre¸cos de Op¸c˜oes

Designemos por C0e, P0e e C0a, P0a os pre¸cos das op¸c˜oes de compra e venda Europeias e Americanas, respectivamente, no instantet= 0.

H´a um conjunto de vari´aveis que influenciam o pre¸co das op¸c˜oes:

S0 - o pre¸co corrente do ativo subjacente.

K - o pre¸co de exerc´ıcio.

T - a maturidade.

σ - a volatilidade do pre¸co do ativo subjacente.

r - a taxa de juro sem risco.

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(47)

Vari´ aveis Influentes no pre¸co de Op¸c˜ oes

A influˆencia do incremento de cada uma destas vari´aveis, quando todas as outras permanecem inalteradas, pode ser resumido no seguinte quadro:

Tabela 4: Efeito do incremento das vari´aveis, no pre¸co das op¸oes

Vari´avel Ce Pe Ca Pa

S0 + − + −

K − + − +

T ? ? + +

σ + + + +

r + − + −

(48)

Arbitragem

Defini¸c˜ao 3.2 (Arbitragem)

A existˆencia de uma oportunidade arbitragem, traduz-se na existˆencia de uma estrat´egia de investimento (h) cujo valor inicial ´e zero, mas o valor futuro ´e estritamente positivo com probabilidade 1.

Formalmente, se designarmos porV0h o valor da estrat´egia na data inicial e VTh o valor da estrat´egia na data futura T, uma oportunidade de arbitragem traduz-se em:

V0h= 0,

VTh>0; P−q.c.

Diz-se que um mercado ´e livre de arbitragem se n˜ao existirem oportunidades de arbitragem.

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(49)

Arbitragem

Teorema 3.1 (Lei do pre¸co ´unico)

Suponha-se que temos um mercado sem oportunidades de arbitragem e dois ativosA e B nesse mercado. Se os pre¸cos dos ativos na data inicial s˜ao p0(A)e p0(B), respectivamente, e se na data futura T ≥0 os pre¸cos deA e B s˜ao iguais (quase-certamente):

pT(A) =pT(B) com probabilidade 1.

Ent˜ao,

p0(A) =p0(B).

(50)

Carteiras ou Portfolios

Considere-se a seguinte nota¸c˜ao:

N- n´umero de diferentes tipos de ativos,

hi,t- n´umero de ativos do tipo idetidos no instantet, ht- a carteira(h1,t, ..., hN,t) detida no instante t, Si,t- o pre¸co do ativoino instante t,

Vth- o valor da carteira h no instantet.

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(51)

Carteiras ou Portfolios

Defini¸c˜ao 3.3

Considere-se{St= (S1,t, ..., SN,t);t≥0} o processo (de dimens˜aoN) de pre¸cos dos ativos.

1 O processo valorVh da carteirah ´e dado por, Vth=

N

X

i=1

hi,tSi,t, ∀t≥0.

2 Uma carteira h diz-se autofinanciada se o processo valor da carteira, Vh, satisfaz,

dVth=

N

Xhi,tdSi,t, ∀t≥0.

(52)

Carteiras ou Portfolios

Defini¸c˜ao 3.4

Para uma dada carteiraha correspondente carteira relativau`a datat, ´e dada por

ui,t= hi,tSi,t

Vth , i= 1, ..., N, e onde temos

N

X

i=1

ui,t= 1.

Em termos da carteira relativa tamb´em podemos definir carteira autofinanciada.

Proposi¸c˜ao 3.2

Uma carteirahdiz-se autofinanciada se o processo valor,Vh, satisfaz,

dVth=Vth

N

X

i=1

ui,tdSi,t Si,t

, ∀t0.

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(53)

Direitos Contingentes

Defini¸c˜ao 3.5

Considere-se um mercado financeiro com um vector de pre¸cosS. Um direito contingente (ou derivado) com data de maturidade T, tamb´em chamado de direito-T, ´e uma qualquer v.a. χque seja FTS−mensur´avel.

Se for da formaχ= Φ(ST) diz-se um direito simples, `a fun¸c˜ao Φ chama-se de fun¸c˜ao contrato.

Uma op¸c˜ao Europeia ´e um direito contingente simples com fun¸c˜ao de contrato Φ(x) = max[x−K,0] pelo queΦ(ST) = max[ST −K,0].

(54)

Carteira R´ eplica ou de Cobertura

Defini¸c˜ao 3.6

Diz-se que um direito contingenteΦ´e replic´avel (ou alcan¸cavel, ou coberto), se existe uma carteira autofinanciadahtal que:

VTh= Φ(ST), Pq.c.

Diz-se ent˜ao queh´e uma carteira de cobertura (ou carteira r´eplica) contraΦ.

Defini¸c˜ao 3.7

Se todos os direitos contingentes s˜ao replic´aveis ent˜ao o mercado diz-se completo.

Proposi¸c˜ao 3.3

Suponha-se que o direitoΦ´e replic´avel pela carteirah. Ent˜ao o ´unico processo de pre¸cos livre de arbitragem para o direito contingenteΦ´e,

Π(t; Φ) =Vth, t[0, T].

MATEM ´ATICA FINANCEIRA os-Gradua¸ao em Matem´atica para Empresas Junho 2021 49 / 147

(55)

Vari´ aveis Aleat´ orias e

Processo Browniano

(56)

Vari´ avel Aleat´ oria

Podemos definir, de forma informal, uma vari`avel aleat´oriacomo sendo uma fun¸c˜ao que depende de fatores aleat´orios e toma valores reais.

Exemplo 4.1

O n´umero de pontos obtidos no lan¸camento de um dado.

O tempo de vida de uma lˆampada.

O pre¸co de uma a¸c˜ao de uma empresa num determinado instante.

As vari´aveis aleat´orias s˜ao representadas por letras ma´ıusculas,X,Y,Z, ...

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(57)

Distribui¸c˜ ao Normal

Diz-se que uma vari´avel aleat´oriaZ tem distribui¸c˜ao normal standard, tamb´em designada por N(0,1), se tem a seguinte fun¸c˜ao densidade,

f(x) = 1

√2πex

2

2 , x∈R.

0.1 0.2 0.3 0.4

(58)

Distribui¸c˜ ao Normal

Uma vari´avel aleat´oria, Z, que tenha distribui¸c˜ao normal standard (ou reduzida), verifica as seguintes propriedades:

1 Valor esperado nulo,E[Z] = 0,

2 Variˆancia unit´aria,V[Z] = 1,

3 Dadas constantesae b, verifica-se que: E[aZ+b] =b e V[aZ+b] =a2.

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(59)

Fun¸c˜ ao Distribui¸c˜ ao

Para o c´alculo de probabilidade ´e muitas vezes necess´ario a utiliza¸c˜ao da fun¸c˜ao distribui¸c˜ao cumulativa.

Defini¸c˜ao 4.1

A fun¸c˜ao distribui¸c˜ao de probabilidade de uma vari´avel aleat´oriaX ´e definida por:

∀x∈R, FX(x) =P(X≤x)

(60)

Processos Estoc´ asticos

Defini¸c˜ao 4.2

Um processo estoc´astico´e uma fam´ılia de vari´aveis aleat´orias (v.a.) X={Xt:t∈T} definidas num espa¸co de probabilidade (Ω,F,P).

Se por exemplo temos,T =NouT =Ztemos um processo estoc´astico a tempo discreto.

Se por exemplo temos,T = [0,+∞[ouT =Rtemos um processo estoc´astico a tempo cont´ınuo.

Repare-se que em rigor Xt≡Xt(ω)com t∈T eω ∈Ωou seja estamos perante uma fun¸c˜ao de duas vari´aveis.

Se fixarmostent˜ao a fun¸c˜aoXt(.) : Ω→R´e uma vari´avel aleat´oria;

Se fixarmosω ent˜ao a fun¸c˜aoX.(ω) :T →R´e uma traject´oria (ou realiza¸c˜ao) do processo estoc´astico X.

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(61)

Processo Browniano

Defini¸c˜ao 4.3

Um processo estoc´astico W = (Wt)t≥0 ´e um processo Browniano se as seguintes condi¸c˜oes se verificarem:

1 W0 = 0

2 O processoW tem incrementos independentes, isto ´e, se

r < s≤t < uent˜ao Wu−Wte Ws−Wr s˜ao vari´aveis aleat´orias independentes

3 Paras < t a vari´avelWt−Ws tem distribui¸c˜aoN(0, t−s)

4 W tem traject´orias cont´ınuas, q.c.

(62)

Modelo de Black-Scholes e Op¸ c˜ oes Europeias

MATEM ´ATICA FINANCEIRA os-Gradua¸ao em Matem´atica para Empresas Junho 2021 57 / 147

(63)

Modelo de Black-Sholes

Defini¸c˜ao 5.1

O modelo de Black-Scholes traduz-se na existˆencia de um mercado formado por dois ativos com dinˆamicas de pre¸cos dadas por:

dBt=rBtdt, B0 = 1

dSt=µStdt+σStdWt, S0=s

onde r,µe σ s˜ao constantes e Wt ´e um processo Browniano.

(64)

Modelo de Black-Sholes

No modelo de Black-Scholes, o primeiro ativo ´e um ativo sem risco Bt=B0ert

t B0

Bt

Ativo sem risco

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(65)

Modelo de Black-Sholes

O segundo ´e um ativo dito com risco, movimento Browniano geom´etrico.

St=S0e(µ−12σ2)t+σWt

S St

Ativo com risco

(66)

Modelo de Black-Sholes

Objectivos

Determinar o pre¸co de direitos contingentes no modelo de Black-Scholes;

Determinar carteiras de cobertura.

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(67)

Equa¸c˜ ao de Black-Sholes

Teorema 5.1

O modelo de Black-Scholes ´e completo.

Teorema 5.2

No modelo de Black-Scholes, o pre¸co livre de arbitragem do direito contingente Φ(ST)´e dado, `a data t < T, por Π(t) =F(t, St), com

F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[Φ(ST)]

e onde a dinˆamica do processoS em[t, T]´e dada por:

dS =rS dt+σSdW , S =s.

(68)

Carteira de Cobertura

Teorema 5.3

No modelo de Black-Scholes, a carteira autofinanciada ht(St), que replica o direito contingente Φ(ST) cujo processo de pre¸cos (livre de arbitragem) ´e F(t, St), t∈[0, T], ´e constituida por,





hB,t(St) = F(t,St)−St

∂F

∂s(t,St) Bt

hS,t(St) = ∂F∂s(t, St) ou em termos de carteira relativa,





uB,t(St) = F(t,St)−St

∂F

∂s(t,St) F(t,St)

uS,t(St) = St

∂F

∂s(t,St) F(t,St)

.

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(69)

F´ ormula de Risco Neutro

Dois exemplos simples:

Considere-se um direito contingente que na maturidade paga ao seu detentor uma unidade monet´aria, ent˜aoΦ(ST) = 1 e

F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[1] =e−r(T−t)

Considere-se um direito contingente que na maturidade paga ao seu detentor o valor de mercado do ativo subjacente na maturidade, ou sejaΦ(ST) =ST e

F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[ST] =St.

Nota: Este ´ultimo resultado prova a usualmente designada de f´ormula de

(70)

Black-Sholes para Op¸c˜ oes de Compra Europeias

Proposi¸c˜ao 5.4 (F´ormula de Black-Scholes)

O pre¸co de uma op¸c˜ao de compra Europeia, com pre¸co de exerc´ıcio K e maturidadeT ´e dado pela f´ormula Cte(St;T, K) =F(t, St;T,ΦC), onde,

F(t, St;T,ΦC) =sN(d1(t, St))−e−r(T−t)KN(d2(t, St)), onde N representa a fun¸c˜ao distribui¸c˜ao da distribui¸c˜aoN(0,1)e,

d1(t, St) = 1 σ√

T−t

ln St

K

+

r+σ2 2

(T −t)

, d2(t, St) =d1(t, St)−σ√

T−t.

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(71)

Black-Sholes para Op¸c˜ oes de Compra Europeias

Proposi¸c˜ao 5.5

A carteira r´eplica ou de cobertura de uma op¸c˜ao de compra europeia no modelo de Black-Scholes ´e dada por:





hB,t(St) = −e−r(T−t)KN[dB 2(t,St)]

t

hS,t(St) =N(d1(t, St))

(72)

Exerc´ıcios

Exerc´ıcio 5.1

Deduza a f´ormula de Black-Scholes para uma op¸c˜ao de venda Europeia e determine a respectiva carteira de cobertura.

Exerc´ıcio 5.2

Defina em a f´ormula de Black-Scholes para apre¸camento de op¸c˜oes Europeias (de compra e de venda), `a datat= 0, com a indica¸c˜ao da composi¸c˜ao da carteira de cobertura (assuma queB0 = 1).

Exerc´ıcio 5.3

Dado um ativo com pre¸co atual St= $55. Determine:

1 Qual o pre¸co de uma op¸c˜ao Europeia sobre este ativo se K= $55, T = 1 ano, r= 2% ao ano eσ= 20% ao ano?

2 Qual a composi¸c˜ao da carteira r´eplica desta op¸c˜ao?

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(73)

Exerc´ıcios

Exerc´ıcio 5.4

Consulte os pre¸cos de op¸c˜oes sobre a¸c˜oes de empresas cotadas no Nasdaqa, por exemplo atrav´es do site Yahoo.financeb e compare esses pre¸cos com os obtidos pela f´ormula de Black-Scholes (utilize na f´ormula de Black-Scholes, as volatilidades indicadas no site e uma taxa de juro sem risco de 1%/ano).

Nota: Considere pelo menos uma op¸c˜ao in-the-money (op¸c˜ao cujo pre¸co de exerc´ıcio faz com que o seu valor, `a data presente, seja positivo) e uma op¸c˜ao out-of-the-money (op¸c˜ao cujo pre¸co de exerc´ıcio faz com que tenha valor zero `a data presente).

ahttps://en.wikipedia.org/wiki/Nasdaq b

(74)

Pre¸cos de Carteiras

J´a vimos anteriormente que muitas estrat´egias de investimento/cobertura utilizam carteiras onde figuram mais do que um produto derivado. Para melhor se perceber qual o pre¸co justo dessas carteiras enquanto direitos contingentes, ´e importante a seguinte proposi¸c˜ao:

Proposi¸c˜ao 5.6

SejamΦe Ψas fun¸c˜oes contrato dos direitos contingentes com

maturidadeT,X = Φ(ST) eY = Ψ(ST). Ent˜ao para quaisquera, b∈R temos a seguinte rela¸c˜ao de pre¸cos:

Π(t, aΦ +bΨ) =aΠ(t,Φ) +bΠ(t,Ψ).

Exemplo 5.1

Alguns contratos b´asicos que interessam para o nosso estudo s˜ao quando:

ΦS(ST) =ST, ΦB(ST) = 1

ΦC(ST) = max(ST −K,0), ΦP(ST) = max(K−ST,0)

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(75)

Exerc´ıcios

Exerc´ıcio 5.5 (Strangle)

Considere a fun¸c˜ao de contrato definida por:

Φ(ST) =

K1−ST, ST ≤K1

0, K1 < ST ≤K2 ST −K2, K2 < ST

Determine uma carteira que replique este contrato e o pre¸co livre de arbitragem do mesmo.

Exerc´ıcio 5.6

Considere a fun¸c˜ao de contrato definida por:

Φ(ST) =

K, ST ≤A

K+A−ST, A < ST ≤K+A 0, K+A < ST

(76)

Paridade Put-Call

Proposi¸c˜ao 5.7 (Paridade Call-Put)

SejamCte(St) e Pte(St) os pre¸cos de uma op¸c˜ao de compra e uma op¸c˜ao de venda Europeias, ambas sobre o mesmo ativo, com o mesmo pre¸co de exerc´ıcio K e a mesma maturidadeT. Ent˜ao ´e v´alida a seguinte rela¸c˜ao:

Pte(St) =Cte(St) +Ke−r(T−t)−St=e−r(T−t)KN(−d2)−StN(−d1) Demonstra¸c˜ao.

Basta ter em aten¸c˜ao que os contratos b´asicos apresentados anteriormente, tˆem os pre¸cos dados por:

Π(t; ΦS) =St, Π(t; ΦB) =e−r(T−t)

Π(t; ΦC) =Cte(St;T, K), Π(t; ΦP) =Pte(St;T, K) e que

ΦP = ΦC +KΦB−ΦS

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(77)

Volatilidade

Para apre¸car as op¸c˜oes europeias, usando a f´ormula de Black-Scholes, precisamos de conhecer St, r, T, K e σ. Os primeiros dois s˜ao

directamente observados no mercado enquanto a maturidade e pre¸co de exerc´ıcio s˜ao fixados no momento de celebra¸c˜ao do contrato.

O que falta, a volatilidade, ter´a de ser estimada e para isso h´a duas abordagens poss´ıveis.

Volatilidade Hist´orica: consiste em estimar a volatilidade usando o hist´orico de pre¸cos do ativo subjacente e a volatilidade observada num per´ıodo anterior `a celebra¸c˜ao do contrato;

Volatilidade Impl´ıcita: consiste em estimar a volatilidadedo do ativo subjacente pela volatilidade esperada pelo mercado para o

(78)

Volatilidade Hist´ orica

No modelo de Black-Scholes sabemos que a dinˆamica de pre¸cos do ativo com risco (num intervalo[s, t]) pode ser traduzida, por:

St=Sse

µ−σ2

2

(t−s)+σ(Wt−Ws)

com Wt−Ws∼N(0;t−s).

Daqui facilmente se conclu´ı que:

ln St

Ss

=

µ− σ2 2

(t−s) +σ(Wt−Ws) pelo que:

ln St

Ss

∼N

µ−σ2 2

(t−s);σ2(t−s)

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(79)

Volatilidade Hist´ orica

Se tivermos observa¸c˜oes S0, S1, ..., Sn do processo de pre¸cos do ativo com risco, nos instantes0,∆t,2∆t, ..., n∆t.

Podemos definir as vari´aveis aleat´orias independendentes e idˆenticamente distribuidas:

Yi= ln Si

Si−1

∼N

µ−σ2 2

∆t;σ2∆t)

, i= 1, ..., n e estimar σ2∆t pela variˆancia amostral, donde obteremos:

σb= v u u t

1 (n−1)∆t

n

X

i=1

Yi−Y¯2

(80)

Volatilidade Hist´ orica

Observa¸c˜ao 5.1

Algumas regras usuais relativamente ao c´alculo da volatilidade hist´orica s˜ao as seguintes:

Se os pre¸cos Si, i= 0, ..., nforem di´arios e como a volatilidade ´e usualmente apresentada em termos de volatilidade anual, deve-se considerar ∆t= 2521 (por norma consideram-se dias ´uteis e n˜ao dias de calend´ario). Se os pre¸cos forem semanais ou mensais deve-se considerar ∆t= 521 e∆t= 121, respectivamente.

Apesar de quanto maior o valor denmelhor os estimadores

baseados numa amostra aleat´oria de dimens˜aon, a volatilidade n˜ao

´e constante sob per´ıodos de tempo muito alargados, pelo que se deve considerar per´ıodos n˜ao muito longos. Uma regra usual ´e usar dados hist´oricos correspondentes a um per´ıodo que coincida com a maturidade da op¸c˜ao, isto ´e, se a maturidade T ´e de um ano, podemos usar o ´ultimo ano de dados para estimar a volatilidade.

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(81)

Volatilidade Impl´ıcita

A volatilidade impl´ıcita de um ativo subjacente ´e calculada a partir do pre¸co de mercado de um produto derivado (desde que exista).

Por exemplo, no caso de uma op¸c˜ao Europeia que j´a esteja no mercado, se estiver a ser transacionada ao pre¸co Cte, podemos estimar a

volatilidade do ativo subjacente pela volatilidade que levaria `a obten¸c˜ao do pre¸co Cte por aplica¸c˜ao da f´ormula de Black-Scholes.

A volatilidade implicita σI ´e obtido como solu¸c˜ao de:

Cte =StN(d1(t, St))−e−r(T−t)KN(d2(t, St)),

onde do lado direito temos a f´ormula de Black-Scholes com d1(.) e d2(.)

(82)

Volatilidade Impl´ıcita

Observa¸c˜ao 5.2

Algumas regras usuais relativamente ao c´alculo da volatilidade impl´ıcita s˜ao as seguintes:

Como a f´ormula de Black-Scholes n˜ao ´e invert´ıvel, a equa¸c˜ao do slide anterior deve ser resolvida usando m´etodos num´ericos.

Como diferentes op¸c˜oes (diferentes pre¸cos de exerc´ıcio ou diferentes maturidades) que estejam no mercado para o mesmo ativo

subjacente podem originar diferentes volatilidades implicitas, pode-se usar uma m´edia ponderada dessas volatilidades implicitas.

Por vezes considera-se apenas a volatilidade implicita na op¸c˜ao que

´e mais sens´ıvel a varia¸c˜oes na volatilidade.

Se n˜ao houver no mercado op¸c˜oes sobre o mesmo ativo subjacente, podem ser consideradas op¸c˜oes sobre ativos similares para c´alculo da volatilidade implicita.

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(83)

Volatilidade: Exerc´ıcios

Exerc´ıcio 5.7

Em calcular a volatilidade hist´orica, associada aos pre¸cos di´arios das a¸c˜oes de uma qualquer empresa, do ano de 2020.

Exerc´ıcio 5.8

Dado uma op¸ao de compra Europeia com pre¸co de mercadoC= $5com maturidade um ano, pre¸co de exerc´ıcio$55sob um ativo com pre¸co atual S0= $55e admitindo uma taxa de juro sem risco de1%ao ano.

Determine a volatilidade do ativo subjacente, implicita no pre¸co da op¸ao.

Sugest˜ao: utilize o e a fun¸ao uniroot(.) para a resolu¸ao num´erica do problema.

Exerc´ıcio 5.9

(84)

The Greeks

E importante ter-se uma ideia pr´´ atica de qu˜ao sensivel ´e a fun¸ao de pre¸co do produto derivado em rela¸ao `as vari´aveis das quais depende.

Da f´ormula de Taylor aplicada `a fun¸ao de apre¸camento do modelo de Black-Scholes, podemos escrever:

F(t+h, St+h)F(t, St) ∂F(t, St)

∂S (St+hSt) +∂F(t, St)

∂t h +∂F(t, St)

∂r (rt+hrt) +∂F(t, St)

∂σ t+hσt) +1 2

2F(t, St)

∂S2 (St+hSt)2

= ∆(St+hSt) + Θh+ρ(rt+hrt) +ν(σt+hσt) +1

2Γ(St+hSt)2 onde

∆ = ∂F(t, St)

∂S , Θ = ∂F(t, St)

∂t , ρ=∂F(t, St)

∂r ν= ∂F(t, St)

∂σ , Γ = 2F(t, St)

∂S2

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(85)

The Greeks

Temos que:

∆- ´e uma medida da sensibilidade do pre¸co do produto derivado em rela¸c˜ao a altera¸c˜oes de pre¸co do ativo subjacente;

Θ- ´e uma medida da dependˆencia do pre¸co do produto derivado em rela¸c˜ao ao tempo que falta para a maturidade;

ρ - a sensibilidade do pre¸co do derivado em rela¸c˜ao `a varia¸c˜ao da taxa de juro sem risco;

ν - mede a sensibilidade do pre¸co do produto derivado relativamente

`

a volatilidade σ;

Referências

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