MATEM´ ATICA FINANCEIRA
P´os-Gradua¸c˜ao em Matem´atica para Empresas
Pedro Mota
Departamento de Matem´atica & CMA da FCT/UNL
Introdu¸ c˜ ao/Motiva¸ c˜ ao
MATEM ´ATICA FINANCEIRA P´os-Gradua¸c˜ao em Matem´atica para Empresas Junho 2021 2 / 147
Produtos derivados e ativos subjacentes
Produtos Derivados
Um produto derivadooudireito contingente ´e um produto financeiro (traduzido num contrato) que ´e definido em fun¸c˜ao de algum activo mais b´asico usualmente designado por ativo subjacente.
Exemplo 1.1
De entre os produtos derivados mais usuais e que iremos definir mais `a frente temos por exemplo os contratos Forward ou de Futuros e as Op¸c˜oes.
Ativos subjacentes
J´a os activos subjacentes mais usuais s˜ao as ac¸c˜oes de empresas cotadas em bolsa, mas tamb´em podem ser mat´erias primas como o petr´oleo, g´as
Pre¸cos de produtos Derivados
Observa¸c˜ao 1.1
O pre¸co do produto derivado depende do pre¸co do ativo subjacente e do respectivo modelo de evolu¸c˜ao de pre¸cos.
O objetivo ´e determinar os pre¸cos dos produtos derivados, de forma consistente com os pre¸cos do activo subjacente e de uma forma
´ unica.
Contexto inicial
Dois instantes de tempot= 0(atual) e t=T (maturidade).
O processoSt, t∈[0, T], representa a evolu¸c˜ao dos pre¸cos do ativo subjacente no intervalo[0, T].
Emt= 0 o pre¸co do ativo subjacente S0 ´e observ´avel (conhecido), mas numa qualquer data futurat∈[0, T]o pre¸co do ativo
subjacenteSt´e aleat´orio, pelo que ser´a desconhecido `a data t= 0.
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Contratos Forward
Defini¸c˜ao 1.1 (Contrato Forward)
Um contrato Forward´e um contrato entre duas partes para comprar ou vender uma certa quantidade do ativo subjacente a um determinado pre¸co (pre¸co de exerc´ıcio) e com entrega numa determinada data futura T (data de maturidade).
Observa¸c˜ao 1.2
Do comprador diz-se que assume uma posi¸c˜ao longa e do vendedor diz-se que assume uma posi¸c˜ao curta. J´a o pre¸co de exerc´ıcio ´e estabelecido na data de celebra¸c˜ao do contrato e ´e usualmente definido de modo a que nessa data o custo associado ao contrato seja zero (designando-se nessa
Contratos Forward
Exemplo 1.2
Considere-se um contrato Forward assinado hoje para a compra de1000 barris de petr´oleo a$60por barril (pre¸co de exerc´ıcio) daqui por 6meses (maturidade).
Suponha-se que daqui por 6meses o pre¸co do petr´oleo ´e de $55por barril. Como ficam as duas partes?
J´a se o pre¸co daqui por 6meses subir para $65por barril a situa¸c˜ao inverte-se e nesse caso como ficam as duas partes?
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Contratos Forward
Observa¸c˜ao 1.3
Relativamente `a data de maturidade T.
O valor de uma posi¸c˜ao longa num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:
Φ(ST) =ST −K
O valor de uma uma posi¸c˜ao curta num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcio K, ´e dado por:
Φ(ST) =K−ST
Contratos Forward
O lucro (cash-flow) na data de maturidadeT, associado `as posi¸c˜oes longa/curta num contrato Forward com pre¸co de exerc´ıcio K est´a representado na figura.
K
ST K
Lucro Posição Longa
K
ST K
Lucro Posição Curta
Figura 1:Lucros associados a posi¸c˜oes longa/curta num contrato Forward
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Op¸c˜ oes
Op¸c˜ao- s.f. Faculdade, a¸c˜ao de optar, de escolher entre duas ou v´arias coisas. Dir. Direito de op¸c˜ao, faculdade, concedida por lei, de preferir uma de duas ou mais coisas, um de dois ou mais direitos.
Op¸c˜ao de Compra (Call)- Uma op¸c˜ao que permite comprar um ativo por um certo pre¸co numa determinada data.
Op¸c˜ao de Venda (Put) - Uma op¸c˜ao que permite vender um ativo por um certo pre¸co numa determinada data.
Op¸c˜ oes (continua¸c˜ ao)
Op¸c˜ao Europeia - Op¸c˜ao que s´o pode ser exercida na maturidade.
Op¸c˜ao Americana- Op¸c˜ao que pode ser exercida em qualquer momento at´e `a sua maturidade.
Op¸c˜ao Asi´atica- Op¸c˜ao com um retorno que depende do pre¸co m´edio do activo subjacente num certo intervalo de tempo.
Op¸c˜ao Barreira - Op¸c˜ao cujo retorno depende do pre¸co do activo subjacente atingir uma certa barreira.
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Op¸c˜ oes Europeias
Defini¸c˜ao 1.2 (Op¸c˜oes Europeias)
Uma Op¸c˜aode Compra (Venda) Europeia, com pre¸co de exerc´ıcioK e maturidade T, sobre um ativo subjacente de pre¸co S ´e um contrato com as seguintes cl´ausulas:
O detentor da op¸c˜ao tem, `a data T, o direito de comprar (vender) uma unidade do ativo subjacente ao pre¸coK.
O detentor da op¸c˜ao n˜ao ´e de nenhuma forma obrigado a comprar (vender) o ativo subjacente.
O direito de comprar (vender) o ativo subjacente ao pre¸co K s´o pode ser exercido na dataT.
Op¸c˜ oes Europeias
Exemplo 1.3
Considere-se uma situa¸c˜ao an´aloga `a do exemplo 1.2, isto ´e, considere-se uma op¸c˜ao de compra adquirida hoje para a compra de 1000barris de petr´oleo a$60por barril daqui por6 meses.
Se daqui por6 meses o pre¸co do petr´oleo for de$55por barril, o que dever´a acontecer?
Se o pre¸co daqui por6 meses subir para$65por barril, o que dever´a acontecer?
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Op¸c˜ oes Europeias
Exemplo 1.4
Considere-se uma situa¸c˜ao an´aloga `a do exemplo 1.2, isto ´e, considere-se uma op¸c˜ao de compra adquirida hoje para a compra de 1000barris de petr´oleo a$60por barril daqui por6 meses.
Se daqui por6 meses o pre¸co do petr´oleo for de$55por barril, o comprador/detentor da op¸c˜ao n˜ao exercer´a o contrato. A perda para o detentor da op¸c˜ao ser´a o custo inicial que pagou pela mesma.
Se o pre¸co daqui por6 meses subir para$65por barril o detentor da op¸c˜ao exercer´a a op¸c˜ao pois poder´a atrav´es desse contrato comprar o petr´oleo a um pre¸co inferior ao pre¸co de mercado. A op¸c˜ao resultar´a num lucro de $5000ao qual ter´a de subtrair o custo inicial
Op¸c˜ oes Europeias
Observa¸c˜ao 1.5
Relativamente `a data de maturidade T.
O valor de uma op¸c˜ao de compra Europeia `a data T com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:
ΦC(ST) = max(ST −K,0) =
ST −K, ST > K 0, ST ≤K
O valor de uma op¸c˜ao de venda Europeia `a data T com pre¸co de exerc´ıcioK, ´e dado por:
ΦP(ST) = max(K−ST,0) =
K−ST, K > ST
0, K≤ST
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Op¸c˜ oes Europeias
O lucro (cash-flow) na data de maturidadeT, associado `a compra de op¸c˜oes de compra/venda Europeias com pre¸co de exerc´ıcio K est´a representado na figura.
K
ST
-c0 Lucro
Call Option
K
ST
-p0 Lucro
Put Option
Op¸c˜ oes Europeias
Repare-se que comparando com o lucro associado ao contrato Forward, ou com uma estrat´egia simples de compra ou venda a descoberto do ativo subjacente, as op¸c˜oes limitam as perdas potenciais.
K
ST -c0
Lucro
Posição Longa+Opção de Compra
K
ST -p0
Lucro
Posição Curta+Opção de Venda
Figura 3: Lucros associados a Op¸c˜oes e contratos Forward
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Estrat´ egias de Investimento
Covered Call
1posi¸c˜ao longa no ativo subjacente;
posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra sobre esse mesmo ativo.
K
ST Lucro
Covered Call
Figura 4:Lucro associado a uma covered call
1https://www.investopedia.com/terms/c/coveredcall.asp
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Covered Call
O lucro desta estrat´egia na maturidade, pode ser resumido por:
L=ST −max(ST −K,0)−s+c
onde ST representa o pre¸co do ativo na maturidade, K o pre¸co de exerc´ıcio,so pre¸co inicial de compra do ativo e co pre¸co da op¸c˜ao de compra.
Para diferentes valores do ativo subjacente (na maturidade), temos o lucro da covered call, resumido na tabela 1.
Estrat´egia ST ≤K ST > K long ativo ST −s ST −s
short call c K−ST +c
Total S −s+c K−s+c
Reverse Covered Call
posi¸c˜ao curta no ativo subjacente;
posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra sobre esse mesmo ativo.
K
ST Lucro
Reverse of covered Call
Figura 5:Lucro associado a uma reverse covered call
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Reverse Covered Call
Com esta estrat´egia o investidor limita as potenciais perdas associadas `a posi¸c˜ao curta no ativo subjacente.
L=−(ST −max(ST −K,0)−s+c) Q: Construa a tabela do lucro correspondente.
R:
Estrat´egia ST ≤K ST > K short S −ST +s −ST +s
long call −c −K+ST −c
Total −ST +s−c −K+s−c Tabela 2:Lucro reverse covered call
Reverse Covered Call
Com esta estrat´egia o investidor limita as potenciais perdas associadas `a posi¸c˜ao curta no ativo subjacente.
L=−(ST −max(ST −K,0)−s+c) Q: Construa a tabela do lucro correspondente.
R:
Estrat´egia ST ≤K ST > K short S −ST +s −ST +s
long call −c −K+ST −c
Total −ST +s−c −K+s−c Tabela 2:Lucro reverse covered call
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Protective Put
2posi¸c˜ao longa no ativo subjacente;
posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda sobre esse mesmo ativo.
K
ST Lucro
Protective Put
Protective Put
Com esta estrat´egia o investidor reduz o risco associado a uma quebra do pre¸co do ativo subjacente mantendo a possibilidade de um ganho
ilimitado se o pre¸co do ativo subjacente crescer indefinidamente.
L=ST +max(K−ST,0)−s−p com p o custo da op¸c˜ao de venda.
Q: Construa a tabela do lucro correspondente.
R: Estrat´egia ST < K ST ≥K
long S ST −s ST −s
long put K−ST −p −p Total K−s−p ST −s−p
Tabela 3:Lucro protective put
Uma posi¸c˜ao curta numaprotective put, ou seja, uma posi¸c˜ao curta no ativo e na op¸c˜ao de venda ´e designada por reverse protective put.
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Protective Put
Com esta estrat´egia o investidor reduz o risco associado a uma quebra do pre¸co do ativo subjacente mantendo a possibilidade de um ganho
ilimitado se o pre¸co do ativo subjacente crescer indefinidamente.
L=ST +max(K−ST,0)−s−p com p o custo da op¸c˜ao de venda.
Q: Construa a tabela do lucro correspondente.
R: Estrat´egia ST < K ST ≥K
long S ST −s ST −s
long put K−ST −p −p Total K−s−p ST −s−p
Tabela 3:Lucro protective put
Spreads
Estrat´egias que envolvam a combina¸c˜ao numa carteira de diversas op¸c˜oes do mesmo tipo s˜ao usualmente designadas porSpreads.
Bull spreads Call Put Bear spreads
Call Put
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Bull Spread Call
3posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2 onde K1< K2.
K1 K2
ST
Lucro Bull Spread Call
Bull Spread Call
Com esta estrat´egia o investidor acredita na subida do pre¸co do ativo, da´ı a utiliza¸c˜ao do termobull.
A fun¸c˜ao de lucro associada `a estrat´egia Bull Spread Call ´e a seguinte:
L=max(ST −K1,0)−max(ST −K2,0)−c1+c2=
=
−c1+c2, ST ≤K1 ST −K1−c1+c2, K1 < ST ≤K2 K2−K1−c1+c2, ST > K2
onde c1 ec2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.
Repare-se que K1< K2 ⇒c1 > c2 (porquˆe?) e que o ganho m´aximo ´e dado porK2−K1−c1+c2 enquanto que a perda m´axima ´e dada por
−c1+c2.
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Bull Spread Put
4posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK1; posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK2 onde K1< K2.
K1 K2
ST
Lucro Bull Spread Put
Bull Spread Put
Q: Descreva o lucro desta estrat´egia e compare com o lucro associado `a bull spread call.
R:
L=max(K1−ST,0)−max(K2−ST,0)−p1+p2=
=
K1−K2−p1+p2, ST ≤K1
ST −K2−p1+p2, K1 < ST < K2
−p1+p2, ST ≥K2
onde p1 ep2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.
Repare-se que K1< K2 ⇒p2 > p1 (porquˆe?) e que esta estrat´egia ´e similar, em termos de lucro, `abull spread call.
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Bull Spread Put
Q: Descreva o lucro desta estrat´egia e compare com o lucro associado `a bull spread call.
R:
L=max(K1−ST,0)−max(K2−ST,0)−p1+p2=
=
K1−K2−p1+p2, ST ≤K1
ST −K2−p1+p2, K1 < ST < K2
−p1+p2, ST ≥K2
onde p1 ep2 s˜ao os custos das op¸c˜oes com pre¸cos de exerc´ıcioK1 e K2, respectivamente.
Repare-se que K1< K2 ⇒p2 > p1 (porquˆe?) e que esta estrat´egia ´e
Bear Spread Call
5posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2 onde K1< K2.
O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:
L=−max(ST −K1,0) +max(ST −K2,0) +c1−c2 =
=
c1−c2, ST ≤K1
−ST +K1+c1−c2, K1 < ST ≤K2
K1−K2+c1−c2, ST > K2
5https://www.investopedia.com/terms/b/bearcallspread.asp
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Bear Spread Call
Q: Apresente um esbo¸co do gr´afico de Lucro da Bear Spread Call.
R:
K1 K2
ST Lucro
Bear Spread Call
Figura 9:Lucro associado a uma bull spread call
Bear Spread Call
Q: Apresente um esbo¸co do gr´afico de Lucro da Bear Spread Call.
R:
K1 K2
ST Lucro
Bear Spread Call
Figura 9:Lucro associado a uma bull spread call
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Bear Spread Put
6posi¸c˜ao curta numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK2 onde K1< K2.
K1 K2
ST
Lucro Bear Spread Put
Bear Spread Put
O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:
L=−max(K1−ST,0) +max(K2−ST,0) +p1−p2 =
=
−K1+K2+p1−p2, ST < K1
K2−ST +p1−p2, K1≤ST < K2 p1−p2, ST ≥K2
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Butterfly Spread Call (long)
7posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K1; posi¸c˜ao curta de duas op¸c˜oes de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2= (K1+K3)/2.
posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K3
onde K1< K3.
K1 K2 K3
ST Lucro
Butterfly Spread Call
Butterfly Spread Call
Q: Escreva a fun¸c˜ao de lucro e a tabela correspondente para esta estrat´egia.
R:
L=max(ST−K1,0)−2max(ST−K2,0)+max(ST−K3,0)−c1+2c2−c3
L=
−c1+ 2c2−c3, ST ≤K1
ST −K1−c1+ 2c2−c3, K1 < ST ≤K2
−ST +K3−c1+ 2c2−c3, K2 < ST ≤K3
−c1+ 2c2−c3, K3 < ST
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Butterfly Spread Call
Q: Escreva a fun¸c˜ao de lucro e a tabela correspondente para esta estrat´egia.
R:
L=max(ST−K1,0)−2max(ST−K2,0)+max(ST−K3,0)−c1+2c2−c3
L=
−c1+ 2c2−c3, ST ≤K1
ST −K1−c1+ 2c2−c3, K1 < ST ≤K2
−ST +K3−c1+ 2c2−c3, K2 < ST ≤K3
−c1+ 2c2−c3, K3 < ST
Straddle
8posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K;
posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK.
K
ST Lucro
Straddle
Figura 12:Lucro associado a uma straddle
8https://www.investopedia.com/terms/s/straddle.asp
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Straddle
O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:
L=max(ST −K,0) +max(K−ST,0)−c−p=
=
K−ST −c−p, ST ≤K ST −K−c−p, K < ST
Strangle
9posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de compra com pre¸co de exerc´ıcio K2; posi¸c˜ao longa numa op¸c˜ao de venda com pre¸co de exerc´ıcioK1 e K1< K2.
K1 K2
ST
Lucro Strangle
Figura 13:Lucro associado a uma strangle
9https://www.investopedia.com/terms/s/strangle.asp
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Strangle
O lucro desta estrat´egia ser´a dado por:
L=max(ST −K2,0) +max(K1−ST,0)−c−p=
=
K1−ST −c−p, ST < K1
−c−p, K1 ≤ST ≤K2 ST −K2−c−p, K2 < ST
Op¸ c˜ oes, Carteiras e Arbitragem
MATEM ´ATICA FINANCEIRA P´os-Gradua¸c˜ao em Matem´atica para Empresas Junho 2021 39 / 147
Op¸c˜ oes Americanas
Uma op¸c˜ao Americana difere da Europeia apenas pelo facto de puder ser exercida em qualquer momento anterior ou igual `a sua maturidade T. Defini¸c˜ao 3.1
Uma op¸c˜aode compra (venda) Americana, com pre¸co de exerc´ıcio K e maturidade T, sobre um ativo subjacente de pre¸coS ´e um contrato com as seguintes cl´ausulas:
O detentor da op¸c˜ao tem, em qualquer instante at´e `a data T, o direito de comprar (vender) uma unidade do ativo subjacente ao pre¸co K.
O detentor da op¸c˜ao n˜ao ´e de nenhuma forma obrigado a comprar (vender) o ativo subjacente.
Vari´ aveis Influentes no pre¸co de Op¸c˜ oes
Pre¸cos de Op¸c˜oes
Designemos por C0e, P0e e C0a, P0a os pre¸cos das op¸c˜oes de compra e venda Europeias e Americanas, respectivamente, no instantet= 0.
H´a um conjunto de vari´aveis que influenciam o pre¸co das op¸c˜oes:
S0 - o pre¸co corrente do ativo subjacente.
K - o pre¸co de exerc´ıcio.
T - a maturidade.
σ - a volatilidade do pre¸co do ativo subjacente.
r - a taxa de juro sem risco.
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Vari´ aveis Influentes no pre¸co de Op¸c˜ oes
A influˆencia do incremento de cada uma destas vari´aveis, quando todas as outras permanecem inalteradas, pode ser resumido no seguinte quadro:
Tabela 4: Efeito do incremento das vari´aveis, no pre¸co das op¸c˜oes
Vari´avel Ce Pe Ca Pa
S0 + − + −
K − + − +
T ? ? + +
σ + + + +
r + − + −
Arbitragem
Defini¸c˜ao 3.2 (Arbitragem)
A existˆencia de uma oportunidade arbitragem, traduz-se na existˆencia de uma estrat´egia de investimento (h) cujo valor inicial ´e zero, mas o valor futuro ´e estritamente positivo com probabilidade 1.
Formalmente, se designarmos porV0h o valor da estrat´egia na data inicial e VTh o valor da estrat´egia na data futura T, uma oportunidade de arbitragem traduz-se em:
V0h= 0,
VTh>0; P−q.c.
Diz-se que um mercado ´e livre de arbitragem se n˜ao existirem oportunidades de arbitragem.
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Arbitragem
Teorema 3.1 (Lei do pre¸co ´unico)
Suponha-se que temos um mercado sem oportunidades de arbitragem e dois ativosA e B nesse mercado. Se os pre¸cos dos ativos na data inicial s˜ao p0(A)e p0(B), respectivamente, e se na data futura T ≥0 os pre¸cos deA e B s˜ao iguais (quase-certamente):
pT(A) =pT(B) com probabilidade 1.
Ent˜ao,
p0(A) =p0(B).
Carteiras ou Portfolios
Considere-se a seguinte nota¸c˜ao:
N- n´umero de diferentes tipos de ativos,
hi,t- n´umero de ativos do tipo idetidos no instantet, ht- a carteira(h1,t, ..., hN,t) detida no instante t, Si,t- o pre¸co do ativoino instante t,
Vth- o valor da carteira h no instantet.
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Carteiras ou Portfolios
Defini¸c˜ao 3.3
Considere-se{St= (S1,t, ..., SN,t);t≥0} o processo (de dimens˜aoN) de pre¸cos dos ativos.
1 O processo valorVh da carteirah ´e dado por, Vth=
N
X
i=1
hi,tSi,t, ∀t≥0.
2 Uma carteira h diz-se autofinanciada se o processo valor da carteira, Vh, satisfaz,
dVth=
N
Xhi,tdSi,t, ∀t≥0.
Carteiras ou Portfolios
Defini¸c˜ao 3.4
Para uma dada carteiraha correspondente carteira relativau`a datat, ´e dada por
ui,t= hi,tSi,t
Vth , i= 1, ..., N, e onde temos
N
X
i=1
ui,t= 1.
Em termos da carteira relativa tamb´em podemos definir carteira autofinanciada.
Proposi¸c˜ao 3.2
Uma carteirahdiz-se autofinanciada se o processo valor,Vh, satisfaz,
dVth=Vth
N
X
i=1
ui,tdSi,t Si,t
, ∀t≥0.
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Direitos Contingentes
Defini¸c˜ao 3.5
Considere-se um mercado financeiro com um vector de pre¸cosS. Um direito contingente (ou derivado) com data de maturidade T, tamb´em chamado de direito-T, ´e uma qualquer v.a. χque seja FTS−mensur´avel.
Se for da formaχ= Φ(ST) diz-se um direito simples, `a fun¸c˜ao Φ chama-se de fun¸c˜ao contrato.
Uma op¸c˜ao Europeia ´e um direito contingente simples com fun¸c˜ao de contrato Φ(x) = max[x−K,0] pelo queΦ(ST) = max[ST −K,0].
Carteira R´ eplica ou de Cobertura
Defini¸c˜ao 3.6
Diz-se que um direito contingenteΦ´e replic´avel (ou alcan¸cavel, ou coberto), se existe uma carteira autofinanciadahtal que:
VTh= Φ(ST), P−q.c.
Diz-se ent˜ao queh´e uma carteira de cobertura (ou carteira r´eplica) contraΦ.
Defini¸c˜ao 3.7
Se todos os direitos contingentes s˜ao replic´aveis ent˜ao o mercado diz-se completo.
Proposi¸c˜ao 3.3
Suponha-se que o direitoΦ´e replic´avel pela carteirah. Ent˜ao o ´unico processo de pre¸cos livre de arbitragem para o direito contingenteΦ´e,
Π(t; Φ) =Vth, t∈[0, T].
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Vari´ aveis Aleat´ orias e
Processo Browniano
Vari´ avel Aleat´ oria
Podemos definir, de forma informal, uma vari`avel aleat´oriacomo sendo uma fun¸c˜ao que depende de fatores aleat´orios e toma valores reais.
Exemplo 4.1
O n´umero de pontos obtidos no lan¸camento de um dado.
O tempo de vida de uma lˆampada.
O pre¸co de uma a¸c˜ao de uma empresa num determinado instante.
As vari´aveis aleat´orias s˜ao representadas por letras ma´ıusculas,X,Y,Z, ...
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Distribui¸c˜ ao Normal
Diz-se que uma vari´avel aleat´oriaZ tem distribui¸c˜ao normal standard, tamb´em designada por N(0,1), se tem a seguinte fun¸c˜ao densidade,
f(x) = 1
√2πe−x
2
2 , x∈R.
0.1 0.2 0.3 0.4
Distribui¸c˜ ao Normal
Uma vari´avel aleat´oria, Z, que tenha distribui¸c˜ao normal standard (ou reduzida), verifica as seguintes propriedades:
1 Valor esperado nulo,E[Z] = 0,
2 Variˆancia unit´aria,V[Z] = 1,
3 Dadas constantesae b, verifica-se que: E[aZ+b] =b e V[aZ+b] =a2.
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Fun¸c˜ ao Distribui¸c˜ ao
Para o c´alculo de probabilidade ´e muitas vezes necess´ario a utiliza¸c˜ao da fun¸c˜ao distribui¸c˜ao cumulativa.
Defini¸c˜ao 4.1
A fun¸c˜ao distribui¸c˜ao de probabilidade de uma vari´avel aleat´oriaX ´e definida por:
∀x∈R, FX(x) =P(X≤x)
Processos Estoc´ asticos
Defini¸c˜ao 4.2
Um processo estoc´astico´e uma fam´ılia de vari´aveis aleat´orias (v.a.) X={Xt:t∈T} definidas num espa¸co de probabilidade (Ω,F,P).
Se por exemplo temos,T =NouT =Ztemos um processo estoc´astico a tempo discreto.
Se por exemplo temos,T = [0,+∞[ouT =Rtemos um processo estoc´astico a tempo cont´ınuo.
Repare-se que em rigor Xt≡Xt(ω)com t∈T eω ∈Ωou seja estamos perante uma fun¸c˜ao de duas vari´aveis.
Se fixarmostent˜ao a fun¸c˜aoXt(.) : Ω→R´e uma vari´avel aleat´oria;
Se fixarmosω ent˜ao a fun¸c˜aoX.(ω) :T →R´e uma traject´oria (ou realiza¸c˜ao) do processo estoc´astico X.
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Processo Browniano
Defini¸c˜ao 4.3
Um processo estoc´astico W = (Wt)t≥0 ´e um processo Browniano se as seguintes condi¸c˜oes se verificarem:
1 W0 = 0
2 O processoW tem incrementos independentes, isto ´e, se
r < s≤t < uent˜ao Wu−Wte Ws−Wr s˜ao vari´aveis aleat´orias independentes
3 Paras < t a vari´avelWt−Ws tem distribui¸c˜aoN(0, t−s)
4 W tem traject´orias cont´ınuas, q.c.
Modelo de Black-Scholes e Op¸ c˜ oes Europeias
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Modelo de Black-Sholes
Defini¸c˜ao 5.1
O modelo de Black-Scholes traduz-se na existˆencia de um mercado formado por dois ativos com dinˆamicas de pre¸cos dadas por:
dBt=rBtdt, B0 = 1
dSt=µStdt+σStdWt, S0=s
onde r,µe σ s˜ao constantes e Wt ´e um processo Browniano.
Modelo de Black-Sholes
No modelo de Black-Scholes, o primeiro ativo ´e um ativo sem risco Bt=B0ert
t B0
Bt
Ativo sem risco
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Modelo de Black-Sholes
O segundo ´e um ativo dito com risco, movimento Browniano geom´etrico.
St=S0e(µ−12σ2)t+σWt
S St
Ativo com risco
Modelo de Black-Sholes
Objectivos
Determinar o pre¸co de direitos contingentes no modelo de Black-Scholes;
Determinar carteiras de cobertura.
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Equa¸c˜ ao de Black-Sholes
Teorema 5.1
O modelo de Black-Scholes ´e completo.
Teorema 5.2
No modelo de Black-Scholes, o pre¸co livre de arbitragem do direito contingente Φ(ST)´e dado, `a data t < T, por Π(t) =F(t, St), com
F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[Φ(ST)]
e onde a dinˆamica do processoS em[t, T]´e dada por:
dS =rS dt+σSdW , S =s.
Carteira de Cobertura
Teorema 5.3
No modelo de Black-Scholes, a carteira autofinanciada ht(St), que replica o direito contingente Φ(ST) cujo processo de pre¸cos (livre de arbitragem) ´e F(t, St), t∈[0, T], ´e constituida por,
hB,t(St) = F(t,St)−St
∂F
∂s(t,St) Bt
hS,t(St) = ∂F∂s(t, St) ou em termos de carteira relativa,
uB,t(St) = F(t,St)−St
∂F
∂s(t,St) F(t,St)
uS,t(St) = St
∂F
∂s(t,St) F(t,St)
.
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F´ ormula de Risco Neutro
Dois exemplos simples:
Considere-se um direito contingente que na maturidade paga ao seu detentor uma unidade monet´aria, ent˜aoΦ(ST) = 1 e
F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[1] =e−r(T−t)
Considere-se um direito contingente que na maturidade paga ao seu detentor o valor de mercado do ativo subjacente na maturidade, ou sejaΦ(ST) =ST e
F(t, s) =e−r(T−t)Et,s[ST] =St.
Nota: Este ´ultimo resultado prova a usualmente designada de f´ormula de
Black-Sholes para Op¸c˜ oes de Compra Europeias
Proposi¸c˜ao 5.4 (F´ormula de Black-Scholes)
O pre¸co de uma op¸c˜ao de compra Europeia, com pre¸co de exerc´ıcio K e maturidadeT ´e dado pela f´ormula Cte(St;T, K) =F(t, St;T,ΦC), onde,
F(t, St;T,ΦC) =sN(d1(t, St))−e−r(T−t)KN(d2(t, St)), onde N representa a fun¸c˜ao distribui¸c˜ao da distribui¸c˜aoN(0,1)e,
d1(t, St) = 1 σ√
T−t
ln St
K
+
r+σ2 2
(T −t)
, d2(t, St) =d1(t, St)−σ√
T−t.
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Black-Sholes para Op¸c˜ oes de Compra Europeias
Proposi¸c˜ao 5.5
A carteira r´eplica ou de cobertura de uma op¸c˜ao de compra europeia no modelo de Black-Scholes ´e dada por:
hB,t(St) = −e−r(T−t)KN[dB 2(t,St)]
t
hS,t(St) =N(d1(t, St))
Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.1
Deduza a f´ormula de Black-Scholes para uma op¸c˜ao de venda Europeia e determine a respectiva carteira de cobertura.
Exerc´ıcio 5.2
Defina em a f´ormula de Black-Scholes para apre¸camento de op¸c˜oes Europeias (de compra e de venda), `a datat= 0, com a indica¸c˜ao da composi¸c˜ao da carteira de cobertura (assuma queB0 = 1).
Exerc´ıcio 5.3
Dado um ativo com pre¸co atual St= $55. Determine:
1 Qual o pre¸co de uma op¸c˜ao Europeia sobre este ativo se K= $55, T = 1 ano, r= 2% ao ano eσ= 20% ao ano?
2 Qual a composi¸c˜ao da carteira r´eplica desta op¸c˜ao?
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Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.4
Consulte os pre¸cos de op¸c˜oes sobre a¸c˜oes de empresas cotadas no Nasdaqa, por exemplo atrav´es do site Yahoo.financeb e compare esses pre¸cos com os obtidos pela f´ormula de Black-Scholes (utilize na f´ormula de Black-Scholes, as volatilidades indicadas no site e uma taxa de juro sem risco de 1%/ano).
Nota: Considere pelo menos uma op¸c˜ao in-the-money (op¸c˜ao cujo pre¸co de exerc´ıcio faz com que o seu valor, `a data presente, seja positivo) e uma op¸c˜ao out-of-the-money (op¸c˜ao cujo pre¸co de exerc´ıcio faz com que tenha valor zero `a data presente).
ahttps://en.wikipedia.org/wiki/Nasdaq b
Pre¸cos de Carteiras
J´a vimos anteriormente que muitas estrat´egias de investimento/cobertura utilizam carteiras onde figuram mais do que um produto derivado. Para melhor se perceber qual o pre¸co justo dessas carteiras enquanto direitos contingentes, ´e importante a seguinte proposi¸c˜ao:
Proposi¸c˜ao 5.6
SejamΦe Ψas fun¸c˜oes contrato dos direitos contingentes com
maturidadeT,X = Φ(ST) eY = Ψ(ST). Ent˜ao para quaisquera, b∈R temos a seguinte rela¸c˜ao de pre¸cos:
Π(t, aΦ +bΨ) =aΠ(t,Φ) +bΠ(t,Ψ).
Exemplo 5.1
Alguns contratos b´asicos que interessam para o nosso estudo s˜ao quando:
ΦS(ST) =ST, ΦB(ST) = 1
ΦC(ST) = max(ST −K,0), ΦP(ST) = max(K−ST,0)
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Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.5 (Strangle)
Considere a fun¸c˜ao de contrato definida por:
Φ(ST) =
K1−ST, ST ≤K1
0, K1 < ST ≤K2 ST −K2, K2 < ST
Determine uma carteira que replique este contrato e o pre¸co livre de arbitragem do mesmo.
Exerc´ıcio 5.6
Considere a fun¸c˜ao de contrato definida por:
Φ(ST) =
K, ST ≤A
K+A−ST, A < ST ≤K+A 0, K+A < ST
Paridade Put-Call
Proposi¸c˜ao 5.7 (Paridade Call-Put)
SejamCte(St) e Pte(St) os pre¸cos de uma op¸c˜ao de compra e uma op¸c˜ao de venda Europeias, ambas sobre o mesmo ativo, com o mesmo pre¸co de exerc´ıcio K e a mesma maturidadeT. Ent˜ao ´e v´alida a seguinte rela¸c˜ao:
Pte(St) =Cte(St) +Ke−r(T−t)−St=e−r(T−t)KN(−d2)−StN(−d1) Demonstra¸c˜ao.
Basta ter em aten¸c˜ao que os contratos b´asicos apresentados anteriormente, tˆem os pre¸cos dados por:
Π(t; ΦS) =St, Π(t; ΦB) =e−r(T−t)
Π(t; ΦC) =Cte(St;T, K), Π(t; ΦP) =Pte(St;T, K) e que
ΦP = ΦC +KΦB−ΦS
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Volatilidade
Para apre¸car as op¸c˜oes europeias, usando a f´ormula de Black-Scholes, precisamos de conhecer St, r, T, K e σ. Os primeiros dois s˜ao
directamente observados no mercado enquanto a maturidade e pre¸co de exerc´ıcio s˜ao fixados no momento de celebra¸c˜ao do contrato.
O que falta, a volatilidade, ter´a de ser estimada e para isso h´a duas abordagens poss´ıveis.
Volatilidade Hist´orica: consiste em estimar a volatilidade usando o hist´orico de pre¸cos do ativo subjacente e a volatilidade observada num per´ıodo anterior `a celebra¸c˜ao do contrato;
Volatilidade Impl´ıcita: consiste em estimar a volatilidadedo do ativo subjacente pela volatilidade esperada pelo mercado para o
Volatilidade Hist´ orica
No modelo de Black-Scholes sabemos que a dinˆamica de pre¸cos do ativo com risco (num intervalo[s, t]) pode ser traduzida, por:
St=Sse
µ−σ2
2
(t−s)+σ(Wt−Ws)
com Wt−Ws∼N(0;t−s).
Daqui facilmente se conclu´ı que:
ln St
Ss
=
µ− σ2 2
(t−s) +σ(Wt−Ws) pelo que:
ln St
Ss
∼N
µ−σ2 2
(t−s);σ2(t−s)
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Volatilidade Hist´ orica
Se tivermos observa¸c˜oes S0, S1, ..., Sn do processo de pre¸cos do ativo com risco, nos instantes0,∆t,2∆t, ..., n∆t.
Podemos definir as vari´aveis aleat´orias independendentes e idˆenticamente distribuidas:
Yi= ln Si
Si−1
∼N
µ−σ2 2
∆t;σ2∆t)
, i= 1, ..., n e estimar σ2∆t pela variˆancia amostral, donde obteremos:
σb= v u u t
1 (n−1)∆t
n
X
i=1
Yi−Y¯2
Volatilidade Hist´ orica
Observa¸c˜ao 5.1
Algumas regras usuais relativamente ao c´alculo da volatilidade hist´orica s˜ao as seguintes:
Se os pre¸cos Si, i= 0, ..., nforem di´arios e como a volatilidade ´e usualmente apresentada em termos de volatilidade anual, deve-se considerar ∆t= 2521 (por norma consideram-se dias ´uteis e n˜ao dias de calend´ario). Se os pre¸cos forem semanais ou mensais deve-se considerar ∆t= 521 e∆t= 121, respectivamente.
Apesar de quanto maior o valor denmelhor os estimadores
baseados numa amostra aleat´oria de dimens˜aon, a volatilidade n˜ao
´e constante sob per´ıodos de tempo muito alargados, pelo que se deve considerar per´ıodos n˜ao muito longos. Uma regra usual ´e usar dados hist´oricos correspondentes a um per´ıodo que coincida com a maturidade da op¸c˜ao, isto ´e, se a maturidade T ´e de um ano, podemos usar o ´ultimo ano de dados para estimar a volatilidade.
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Volatilidade Impl´ıcita
A volatilidade impl´ıcita de um ativo subjacente ´e calculada a partir do pre¸co de mercado de um produto derivado (desde que exista).
Por exemplo, no caso de uma op¸c˜ao Europeia que j´a esteja no mercado, se estiver a ser transacionada ao pre¸co Cte, podemos estimar a
volatilidade do ativo subjacente pela volatilidade que levaria `a obten¸c˜ao do pre¸co Cte por aplica¸c˜ao da f´ormula de Black-Scholes.
A volatilidade implicita σI ´e obtido como solu¸c˜ao de:
Cte =StN(d1(t, St))−e−r(T−t)KN(d2(t, St)),
onde do lado direito temos a f´ormula de Black-Scholes com d1(.) e d2(.)
Volatilidade Impl´ıcita
Observa¸c˜ao 5.2
Algumas regras usuais relativamente ao c´alculo da volatilidade impl´ıcita s˜ao as seguintes:
Como a f´ormula de Black-Scholes n˜ao ´e invert´ıvel, a equa¸c˜ao do slide anterior deve ser resolvida usando m´etodos num´ericos.
Como diferentes op¸c˜oes (diferentes pre¸cos de exerc´ıcio ou diferentes maturidades) que estejam no mercado para o mesmo ativo
subjacente podem originar diferentes volatilidades implicitas, pode-se usar uma m´edia ponderada dessas volatilidades implicitas.
Por vezes considera-se apenas a volatilidade implicita na op¸c˜ao que
´e mais sens´ıvel a varia¸c˜oes na volatilidade.
Se n˜ao houver no mercado op¸c˜oes sobre o mesmo ativo subjacente, podem ser consideradas op¸c˜oes sobre ativos similares para c´alculo da volatilidade implicita.
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Volatilidade: Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.7
Em calcular a volatilidade hist´orica, associada aos pre¸cos di´arios das a¸c˜oes de uma qualquer empresa, do ano de 2020.
Exerc´ıcio 5.8
Dado uma op¸c˜ao de compra Europeia com pre¸co de mercadoC= $5com maturidade um ano, pre¸co de exerc´ıcio$55sob um ativo com pre¸co atual S0= $55e admitindo uma taxa de juro sem risco de1%ao ano.
Determine a volatilidade do ativo subjacente, implicita no pre¸co da op¸c˜ao.
Sugest˜ao: utilize o e a fun¸c˜ao uniroot(.) para a resolu¸c˜ao num´erica do problema.
Exerc´ıcio 5.9
The Greeks
E importante ter-se uma ideia pr´´ atica de qu˜ao sensivel ´e a fun¸c˜ao de pre¸co do produto derivado em rela¸c˜ao `as vari´aveis das quais depende.
Da f´ormula de Taylor aplicada `a fun¸c˜ao de apre¸camento do modelo de Black-Scholes, podemos escrever:
F(t+h, St+h)−F(t, St)≈ ∂F(t, St)
∂S (St+h−St) +∂F(t, St)
∂t h +∂F(t, St)
∂r (rt+h−rt) +∂F(t, St)
∂σ (σt+h−σt) +1 2
∂2F(t, St)
∂S2 (St+h−St)2
= ∆(St+h−St) + Θh+ρ(rt+h−rt) +ν(σt+h−σt) +1
2Γ(St+h−St)2 onde
∆ = ∂F(t, St)
∂S , Θ = ∂F(t, St)
∂t , ρ=∂F(t, St)
∂r ν= ∂F(t, St)
∂σ , Γ = ∂2F(t, St)
∂S2
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The Greeks
Temos que:
∆- ´e uma medida da sensibilidade do pre¸co do produto derivado em rela¸c˜ao a altera¸c˜oes de pre¸co do ativo subjacente;
Θ- ´e uma medida da dependˆencia do pre¸co do produto derivado em rela¸c˜ao ao tempo que falta para a maturidade;
ρ - a sensibilidade do pre¸co do derivado em rela¸c˜ao `a varia¸c˜ao da taxa de juro sem risco;
ν - mede a sensibilidade do pre¸co do produto derivado relativamente
`
a volatilidade σ;