TRANSPORTE ESCOLAR: UMA ANÁLISE DOS CUSTOS NA PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA DO INCRA - RS 1

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TRANSPORTE ESCOLAR: UMA ANÁLISE DOS CUSTOS NA PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA DO INCRA - RS

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School transport: an analysis the costs in the municipality of Boa Vista do Incra - RS

Mariele da Silva Antonello2 Jaciara Treter Sippert3 RESUMO

São diversos os dispositivos legais que abordam a mensuração dos custos no setor público, como a Lei Nº 4.320/1964, Lei Complementar Nº 101/2000, e a Resolução CFC N.º 1.366/2011 que aprovou a NBC T 16.11. Através das diversas contribuições que a mensuração dos custos no setor público pode fornecer, como apoio a tomada de decisões, entre outros benefícios, é possível corroborar sua importância. O objetivo deste estudo foi analisar qual a opção economicamente mais vantajosa em relação aos custos de transporte escolar por linhas próprias ou por linhas terceirizadas da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra – RS. O estudo foi desenvolvido através de uma pesquisa descritiva, em relação aos procedimentos técnicos, a pesquisa trata-se de um estudo de caso e uma pesquisa bibliográfica e documental, é classificada como quali-quantitativa, a coleta de dados foi feita por meio observação e pesquisa documental e a análise de dados, foi feita por meio de análise de conteúdo. Os principais resultados a partir dos cálculos efetuados, demonstraram que em todos os anos em que foi efetuada a comparação dos custos (2017, 2018 e 2019) o custo por Km de linhas próprias prevaleceu maior que o custo do transporte escolar de linhas terceirizadas.

Palavras-chave: Mensuração. Terceirização. Comparação. Transparência.

ABSTRACT

There are several legal provisions that address the costs measurement in the public sector, such as Law Nº 4.320/1964, Complementary Law Nº 101/2000, and CFC Resolution Nº 1.366/2011, which approved NBC T 16.11. Through the various contributions that the costs measurement in the public sector can provide, as support for decision making, among other benefits, it is possible to corroborate its importance. The objective of this study was to analyze which is the most economically advantageous option in relation to school transportation costs by own lines or by outsourced lines from the Boa Vista do Incra - RS Municipality. The study was developed through a descriptive research, in relation to technical procedures, the research is a case study and a bibliographic research and documentary, it is classified as qualitative and quantitative, the data collection was done through observation and

1 Artigo desenvolvido como trabalho de conclusão do curso de graduação em Ciências Contábeis, da Universidade de Cruz Alta, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis em 2020, apresentado em 03/12/2020.

2 Acadêmica do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Cruz Alta – Unicruz. E-mail:

mariantonello@outlook.com.

3 Professora do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Cruz Alta – Unicruz, bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas e em Ciências Contábeis – UFSM e mestre em Desenvolvimento Gestão e Cidadania - UNIJUI. E-mail: jtreter@unicruz.edu.br.

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documentary research and data analysis was done through content analysis. The main results from the calculations performed showed that in all the years in which the costs were compared (2017, 2018 and 2019) the cost per Km of own lines prevailed higher than the cost of outsourced lines school transport.

Keywords: Mensuration. Outsourcing. Comparison. Transparency.

1 INTRODUÇÃO

Os avanços que a contabilidade e a sociedade alcançaram nas últimas décadas não seguiram no mesmo compasso da legislação que regulamenta a contabilidade pública, que data do ano de 1964. Esta discrepância se comprova com estudos em municípios da região, que apontam que poucas ações efetivas foram desenvolvidas para implantação de sistema de custos voltado à área pública (SOARES; PARCIANELLO, 2018).

Conforme um estudo realizado por Carvalho e Souza (2011), o qual tinha por objetivo avaliar a preparação da implantação do sistema de custos por Prefeituras Municipais do Estado do Rio Grande do Sul, apesar dos respondentes demonstrarem uma avaliação positiva em relação à importância e necessidade da gestão dos custos na administração pública, foi constatado que as prefeituras ainda não estavam adequadas para adotar o sistema de custos a partir do ano de 2013.

Em vários dispositivos legais é abordada a mensuração dos custos no setor público, como na Lei Nº 4.320/1964, a Lei Complementar Nº 101/2000 que estabelece em seu Art. 50 VI § 3o “A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial”, e a Resolução CFC N.º 1.366/2011 que aprovou a NBC T 16.11 - Sistema de Informação de Custos do Setor Público.

O Estado do Rio Grande do Sul obteve um grande avanço em relação à mensuração de custos no âmbito da Administração Pública Estadual, pois através do Decreto Nº 49.766/2012 instituiu o Sistema de Informações de Custos do Estado do Rio Grande do Sul – CUSTOS/RS, ele foi integrado pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado – CAGE - como Órgão Central, pelos Órgãos e Entidades da Administração Pública Estadual e seus respectivos Grupos Setoriais de Custos.

O CUSTOS/RS representa um conjunto de regras, normas e procedimentos e sistemas informatizados para o registro, processamento, e evidenciação dos custos da Administração Pública Estadual o qual tem por objetivo a apuração e evidenciação dos custos, auxiliando na tomada de decisões, na avaliação de resultados, suporte e integração do sistema contábil de suporte no planejamento e orçamento.

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A Lei Nº 13.429/2017, que alterou os dispositivos da Lei Nº 6.019/1974, “dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de prestação de serviços a terceiros”, autoriza a execução de terceirização das atividades-fim da empresa, conforme diz respeito o Art. 9 V § 3º “O contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços (NR)”

A terceirização é indicada para diversos serviços, e um deles pode ser o transporte escolar, por este motivo a relevância da mensuração dos custos do transporte escolar da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra. Como exemplo, a Prefeitura Municipal de Santo Ângelo – RS ao terceirizar algumas linhas de transporte escolar no ano de 2019, gerou uma economia mensal de R$ 60 mil ao município, ou seja, R$ 720 mil ao ano, fazendo com que aumentasse a quantidade de linhas a serem terceirizadas em 2020, visando uma economia de 60% nas despesas de serviço (BERGSLEITHNER, 2020).

A mensuração dos custos no setor público é de extrema relevância, pois auxilia na tomada de decisões, na transparência de informações, na análise de dados, criação de relatórios e estas informações podem ser utilizadas para fins gerenciais, pois há uma crescente preocupação com a correta aplicação dos recursos públicos. Por este motivo, a relevância deste trabalho para a Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra.

Sendo assim, uma mensuração dos custos de transporte é de grande relevância para a avaliação de resultados, apoio na tomada de decisões por parte da gestão pública de Boa Vista do Incra, sobretudo por meio da comparação de dados entre os períodos que foram analisados e comparados os custos de linhas próprias com as linhas terceirizadas, respondendo qual o mais vantajoso.

Além disso, há poucos trabalhos sobre mensuração de custos de transporte escolar e análise de terceirização de serviços públicos, e este ficará de referência para outros alunos e para os profissionais da contabilidade, tanto atuais como futuros, que podem desenvolver esta prática em seu município, pois uma das maneiras para saber se a terceirização é economicamente mais vantajosa, seria com a mensuração dos custos dos serviços públicos.

O objetivo geral desta pesquisa foi o de analisar qual a opção economicamente mais vantajosa em relação aos custos de transporte escolar por linhas próprias ou por linhas terceirizadas da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra – RS, tendo como objetivos específicos mensurar os custos do transporte escolar do período de 2017 a 2019; realizar um comparativo dos custos entre linhas próprias e linhas terceirizadas e analisar qual a modalidade mais vantajosa com base nos resultados obtidos.

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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Contabilidade Pública

A contabilidade pública tem como função fornecer informações sobre os resultados orçamentários, fiscais, patrimoniais, dentre outros, além de promover transparência, auxiliar na adequada prestação de contas, na tomada de decisões, e no controle social, bem como, demonstrar a movimentação dos valores do patrimônio público, pois tem como objeto o patrimônio público, conforme pode ser verificado no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) atualmente em sua 8º edição.

Silva L. (2011) destaca que para que a contabilidade possa operar em conformidade, deve seguir os princípios de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público.

Ressalta-se que a NBC T 16.1 que trata da Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação, da Contabilidade Aplicada ao Setor Público, a NBC T 16.2 que trata do Patrimônio e Sistemas Contábeis, a NBC T 16.3 que trata do Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil, a NBC T 16.4 que trata de Transações no Setor Público, e a NBC T 16.5 que trata do registro Contábil, foram revogadas a partir de 01/01/2017, data que passou a vigorar a Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual, segundo o portal do Conselho Federal de Contabilidade.

A Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público (Estrutura Conceitual) estabelece os conceitos que devem ser aplicados no desenvolvimento das demais Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCsTSP) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) destinados às entidades do setor público Além disso, tais conceitos são aplicáveis à elaboração e à divulgação formal dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs). (CFC, 2016, p.5).

O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) atualmente em sua 8º edição, aprovado pela portaria STN Nº 877/2018, tem como objetivo o de padronização dos registros contábeis e de auxiliar nas informações para os usuários. Além disto, a contabilidade aplicada ao setor público, obteve significativas mudanças, como a transformação rumo à convergência às normas internacionais de contabilidade aplicada ao setor público (CASP), visando contribuir primordialmente para o desenvolvimento do aspecto patrimonial.

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5 A contabilidade pública tem como objetivo auxiliar o gestor no processo decisório.

É na contabilidade que se encontra registrado o orçamento aprovado em cada ano (as receitas e as despesas autorizadas pela Lei Orçamentária Anual) e as informações sobre os bens (equipamentos, imóveis etc.), os direitos (valores a receber) e as obrigações (valores a pagar) do ente público municipal (LIMA, 2012, p. 14).

Por meio dos recursos distribuídos aos Municípios, que o poder público presta serviços aos cidadãos, e a partir disto, tem como função a de zelar pelo bem estar da sociedade, promovendo serviços de qualidade, como saúde, educação, obras etc.

Segundo Kohama (2016, p. 1) “Consideram-se serviços públicos o conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade, visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem-estar social ou "da prosperidade pública".”

São inúmeros os benefícios da Contabilidade Pública, pois a partir das informações estruturadas fornecidas pela contabilidade que é possível a tomada de decisões, e também através dos dados mensurados pela contabilidade, como a projeção dos gastos e das receitas, e suas aplicações, bem como a prestação de contas referentes aos recursos recebidos, para estar sempre em conformidade com a lei.

Em seu artigo Art. 70. a Constituição Federal de 1988 institui sobre:

A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder (CF, 1988).

Sendo assim, a fiscalização contábil, feita por meio do controle externo e sistema de controle interno de cada poder, observa os princípios da administração pública, verificando os princípios da legalidade, legitimidade e economicidade, além da aplicação dos recursos financeiros e a renúncia de receitas. Posto isto, fica evidente a importância da contabilidade pública para que a administração pública esteja em conformidade com a lei.

A contabilidade opera como um sistema integrador dos registros orçamentários, econômicos, financeiros e patrimoniais, com o objetivo de evidenciar todas as movimentações do patrimônio público e identificar os responsáveis por tais movimentações com vistas à prestação de contas que todo agente público deve apresentar, pelo menos, ao final de cada exercício (SILVA L., 2011 p. 11).

A fundamentação legal da contabilidade Pública, segundo Lima e Guimarães (2009, p.

16), está organizada em três pilares;

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6 Atualmente, além dos PFC e das NBCASP, a Contabilidade Pública encontra-se estruturada em três pilares: a Lei 4.320/1964, que estatuiu as normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal; a Lei Complementar 101/2000, que estabeleceu as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal; e as portarias e instruções normativas expedidas pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN.

Segundo a Lei nº 4.320/1964, Art. 90 “A contabilidade deverá evidenciar, em seus registros, o montante dos créditos orçamentários vigentes, a despesa empenhada e a despesa realizada, à conta dos mesmos créditos, e as dotações disponíveis.”

Conforme disposto acima, a Lei nº 4.320/1964 é um importante pilar para a contabilidade pública. E como tem por função a de registrar os atos e fatos da gestão do patrimônio público, por meio da execução da despesa orçamentária, que é feito o empenho, liquidação e pagamento. É na contabilidade que é feito o registro do empenho, que pode ser classificado como ordinário, estimativo e global, e que consiste na criação da obrigação de pagamento e reserva de dotação orçamentária, porém ele só será pago, após sua liquidação, que é a comprovação de que o bem foi recebido ou o serviço foi prestado, em seguida a ordem de pagamento, sendo ambos registrados na contabilidade, e o pagamento é efetuado pela tesouraria.

As definições de empenho, liquidação, e pagamento são abordadas na Lei Nº 4.320/1964, conforme o Art. 58. “O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição”. E em seguida no Art. 60, ressalta que não se pode ocorrer a despesa sem prévio empenho. Após a emissão do empenho, o pagamento só poderá ocorrer após a liquidação, que conforme o Art. 63. “A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito”, após feita a liquidação, a contabilidade faz o registro da ordem de pagamento, segundo o Art.

64. “A ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga”, e no Parágrafo Único do Art. 64. institui que “A ordem de pagamento só poderá ser exarada em documentos processados pelos serviços de contabilidade”. E conforme o Art. 65. “O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento.”

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Além disto, o PCASP incluiu a fase de “em liquidação”, que torna possível o processo de convergência as normas contábeis internacionais, e que é uma fase anterior a de liquidação e consiste em:

Busca o registro contábil no patrimônio de acordo com a ocorrência do fato gerador, não do empenho. Essa regra possibilita a separação entre os empenhos não liquidados que possuem fato gerador dos que não possuem, evitando assim a dupla contagem para fins de apuração do passivo financeiro (MCASP, 2018, p.99).

Mauss e Souza (2020) destacam que a mensuração dos custos deve ser feita com base na liquidação, por ser neste estágio que é formada a obrigação do pagamento pelo órgão público, por consequência da existência dos empenhos globais e por estimativa, e de o empenho não caracterizar uma obrigação efetiva do órgão público. Posto isto, a fase do empenho, não é a mais adequada para a mensuração dos custos.

Sendo assim, a contabilidade pública é uma importante aliada da administração pública, pois ela estrutura as informações, registra os atos e fatos, auxilia e executa as prestações de contas, faz a instrumentalização do controle social, e a mensuração dos custos, a confecção de relatórios, para auxílio a tomada de decisões.

2.2 Mensuração dos Custos no Setor Público

A mensuração dos custos do setor público, é uma importante aliada para orientar o processo de decisão, pois a partir dos resultados obtidos, é possível analisar os dados e tomar decisões gerenciais a partir deles.

Para Leone G. e Leone R. (2010, p. 5) "A Contabilidade de Custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxílio às funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões.”

Além da importância da mensuração dos custos para auxílio à administração pública na tomada de decisões, é possível verificar a relevância dos custos aplicados ao setor público, por meio das diversas leis que abordam a sua mensuração.

A adoção da mensuração dos custos públicos é abordada desde o advento da Lei Nº 4.320/1964 que em seu Art. 99 impõe que “Os serviços públicos industriais, ainda que não organizados como empresa pública ou autárquica, manterão contabilidade especial para determinação dos custos, ingressos e resultados, sem prejuízo da escrituração patrimonial e financeira comum.”

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Por meio da NBC T 16.11, através da Resolução CFC Nº 1.366/11, é estabelecido que o Subsistema de Informação de Custos do Setor Público (SICSP) de bens e serviços e outros objetos de custos públicos têm por objetivo:

(a) mensurar, registrar e evidenciar os custos dos produtos, serviços, programas, projetos, atividades, ações, órgãos e outros objetos de custos da entidade; (b) apoiar a avaliação de resultados e desempenhos, permitindo a comparação entre os custos da entidade com os custos de outras entidades públicas, estimulando a melhoria do desempenho dessas entidades; (c) apoiar a tomada de decisão em processos, tais como comprar ou alugar, produzir internamente ou terceirizar determinado bem ou serviço; (d) apoiar as funções de planejamento e orçamento, fornecendo informações que permitam projeções mais aderentes à realidade com base em custos incorridos e projetados; (e) apoiar programas de controle de custos e de melhoria da qualidade do gasto.

Posto isto, observa-se que a mensuração dos custos públicos tem muitas funções, e que além de ser utilizada neste trabalho para verificar se a terceirização realmente seria vantajosa, ela também pode ser utilizada para outras funções, como apoiar no orçamento, fornecendo informações que vão permitir projeções mais aproximadas da realidade.

Outro benefício a partir desta mensuração dos custos é o acesso à informação, conforme a Lei Nº 12.527/2011, pois a partir da divulgação dos custos públicos, é possível se ter uma informação mais transparente dos gastos públicos.

No periódico do BNDES, (Informe-se, n. 18, ago. 2000), Afonso (2000) dá ênfase à importância de reduzir custos, porém ressalta que esta redução não deve afetar a qualidade do serviço público, além disto, a economia da gestão pública está relacionada a informações adequadas de custos. Também é citada a lei da responsabilidade fiscal, que retomou a preocupação com a redução dos gastos e com a implantação dos custos no setor público. Ele também expõe uma modelagem de um sistema de custos para a administração pública, ressaltando que o modelo deve ser utilizado para criar um ambiente gerencial, para que a informação seja um elemento facilitador para as ações dos gestores na otimização dos resultados.

Vários autores discorrem sobre a importância dos custos para o controle financeiro, tomada de decisões, e para a análise dos dados, pois para a tomada de decisões, é apropriada uma análise dos resultados da mensuração dos custos para que se tenha a devida segurança de que foi correta a decisão, como, por exemplo, o de terceirizar ou não um serviço.

Na coletânea de Gestão Pública Municipal da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a autora Lima (2012, p. 42) discorre sobre a implementação do sistema de custos na contabilidade pública que segundo ela “Cria um controle financeiro efetivo, contribuindo para a gestão do Município de várias maneiras, entre elas: avaliação de custo-benefício; como e

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quando gastar; apoio ao controle interno e suporte indispensável para as decisões estratégicas.”

No cenário atual, é evidente a importância de se ter um devido controle das despesas, sendo assim, a partir da mensuração dos custos, é possível a verificação do desempenho do ente público.

Por meio de um sistema de custos seria possível avaliar o desempenho do ente público, sendo uma ferramenta de verificação da eficiência, eficácia, efetividade e economicidade dos gastos de ações e programas de governo executados por qualquer ente, fornecendo informações à tomada de decisões (SOARES, 2015, p. 2).

Conforme disposto acima, após observados os evidentes benefícios que a mensuração dos custos possui para a administração pública, se faz necessário a compreensão da forma que é feita esta mensuração.

A Resolução CFC Nº 1.366/21 que aprovou a NBC T 16.11, na qual dispõe sobre a forma de mensuração dos custos do setor público, onde é obrigatória a adoção dos princípios de contabilidade, devendo ser utilizado a mensuração dos custos por meio do regime de competência, que consiste no registro simultâneo das receitas e despesas no período em que ocorreram. Porém em relação aos métodos de custeio, a norma ressalta:

A escolha do método deve estar apoiada na disponibilidade de informações e no volume de recursos necessários para obtenção das informações ou dados. As entidades podem adotar mais de uma metodologia de custeamento, dependendo das características dos objetos de custeio.

Sendo assim, percebe-se que a escolha do método deve ser realizada por meio da disponibilidade de informação e dos recursos para obter as informações desejadas, sendo assim o sistema deve ser moldado conforme as necessidades da entidade que pretende utilizar as informações obtidas a partir do resultado da mensuração dos custos.

Mauss e Souza (2020) destacam que cada entidade seja ela pública ou privada precisa moldar seu sistema de custos conforme suas necessidades, pois não se encontra um sistema de custos que sirva como padrão para toda e qualquer entidade, pois cada uma possui sua complexibilidade, suas necessidades de informações e sua realidade. Salientam também o detalhamento da mensuração dos custos, que deve retratar a estrutura da organização, os objetos de custos, os relatórios legais e gerenciais e da informação e a informação demandada.

Sendo assim, é visível a importância da mensuração dos custos do setor público, e que cada entidade deve fazer esta mensuração com base nas informações e ferramentas

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disponíveis, e com os recursos que possuem, mensurando os custos com base nas informações necessárias para que se possa tomar as decisões adequadas por meio dos dados analisados.

2.3 Terceirização de Serviços Públicos

A terceirização é a atividade que é resultante de serviços no qual tem utilidade de interesse para a administração pública, através da transferência de um determinado serviço para uma empresa especializada.

Segundo Silva P. (2011) em sua matéria na Revista do Tribunal Superior do Trabalho sobre Terceirização nos serviços públicos. A terceirização é a cedência da prestação de serviço da administração pública, para empresas privadas especializadas, é uma das formas pela qual o estado busca parceria com o setor privado para a execução de atividades, com o propósito da administração pública desempenhar com mais eficiência suas competências institucionais.

A Lei nº 8.666/1993 estabelece normas sobre licitações e contratos administrativos, no qual menciona em seu Art. 6o, II o serviço como “toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração” e também menciona as atividades suscetíveis de terceirização “demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais;”. Observa-se que segundo a Lei nº 8.666/1993, um dos serviços que podem ser terceirizados na administração pública é o transporte.

Recentemente em uma notícia publicada no Site da Prefeitura Municipal de Santo Ângelo - RS foi pautado sobre a Terceirização do Transporte escolar, que gerou uma economia mensal de R$ 60 mil ao município, ou seja, R$ 720 mil ao ano. No ano de 2019, a Secretaria Municipal de Educação daquela cidade contava com 14 linhas próprias e 10 terceirizadas para o transporte de estudantes da rede pública. Visando uma economia de 60%

nas despesas de serviços em 2020, foi definido o aumento da terceirização das linhas do transporte escolar, sendo 5 linhas próprias e 19 terceirizadas, pois o transporte terceirizado diminui os custos com as horas extras, combustível e despesas com a manutenção dos veículos (BERGSLEITHNER, 2020).

Apesar da terceirização ser uma possibilidade para a administração pública, deve-se verificar se esta modalidade seria realmente vantajosa, pois para compensar a terceirização de um serviço seria adequado que houvesse redução dos gastos provenientes do serviço que

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anteriormente não era terceirizado. A partir disto fica evidenciada a importância da mensuração dos custos, para que seja possível a tomada de decisões sobre a terceirização.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Quanto aos objetivos, a pesquisa é descritiva, pois foi desenvolvido um estudo referente à análise de custos e a terceirização de serviços públicos, por meio do cálculo dos custos das linhas de transporte escolar próprias e confronto com os custos das linhas terceirizadas do município de Boa Vista do Incra. A partir da análise destes dados, foi feita uma comparação entre estas duas variáveis, e foi verificado se a terceirização ou as linhas próprias foi a alternativa mais vantajosa para a prefeitura. Segundo Gil (2018, p. 26) a pesquisa descritiva “têm como objetivo a descrição das características de determinada população ou fenômeno. Podem ser elaboradas também com a finalidade de identificar possíveis relações entre variáveis.”

Em relação aos procedimentos técnicos, a pesquisa foi um estudo de caso e uma pesquisa bibliográfica e documental. Considera-se estudo de caso pois foram analisados os dados da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra, e buscou-se compreender os resultados provenientes da mensuração dos custos do transporte escolar exclusivamente daquele município. Segundo Almeida (2014, p. 29) “Este tipo de estudo permite observar e compreender com profundidade a realidade de uma organização, grupo ou indivíduo”. A pesquisa foi bibliográfica em função de ser desenvolvida pesquisas em livros, revistas e artigos. Segundo Gil (2018, p.28) “A pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já publicado. Tradicionalmente, esta modalidade de pesquisa inclui material impresso, como livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos.” Ainda segundo Almeida (2014) a pesquisa documental consiste na análise de documentos governamentais que ainda não tenham sido trabalhados neste sentido, e são estudos característicos sobre as finanças de uma entidade, pois são analisados os relatórios e dados existentes na empresa.

Sendo assim, considera-se pesquisa documental, pois os cálculos do trabalho foram feitos com base em dados fornecidos mediante autorização do Prefeito Municipal a partir de documentos e relatórios da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra.

Quanto à forma de abordagem do problema, a pesquisa classifica-se como quali- quantitativa. Segundo Gil (2018, p. 39) “Nas pesquisas quantitativas os resultados são apresentados em termos numéricos e, nas qualitativas, mediante descrições verbais”. Tendo em vista que o trabalho tem como o objetivo o cálculo dos custos dos anos de 2017 a 2019,

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para posterior análise dos dados, foram utilizados dados numéricos como resultado e descrições verbais para a análise destes dados.

Quanto ao instrumento de coleta de dados, foi feito por meio de observação e pesquisa documental. Segundo Marconi e Lakatos (2017, p. 208) “A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações que utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar”. Sendo assim foi utilizada a observação para coletar e examinar os documentos e relatórios referentes aos valores gastos com o transporte das linhas próprias, e em relação a relatórios sobre os valores desembolsados para o pagamento das linhas terceirizadas, que foram utilizados para a execução dos cálculos de custos.

Quanto à forma de análise de dados, foi feita por meio de análise de conteúdo, segundo Martins e Theóphilo (2016, p. 99) “A Análise de Conteúdo presta-se tanto aos fins exploratórios, ou seja, de descoberta, quanto aos de verificação, confirmando, ou não, proposições e evidências. Grandes quantidades de dados podem ser tratadas com auxílio de programas de computador”. Sendo assim, os dados coletados foram agrupados, para a execução dos cálculos dos custos do transporte por linhas próprias, que foi feito por Km rodado, utilizando o custeio por absorção, em planilha de Excel e posteriormente foram analisadas as informações, para verificar qual opção é economicamente mais vantajosa para o munícipio.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 Estrutura do Transporte Escolar

O Município de Boa Vista do Incra foi criado pela Lei nº 10.740 de 16 de abril de 1996, porém apenas no ano de 2000 é que foram realizadas as eleições municipais, sendo assim, a partir do dia 1º de janeiro de 2001 que o município foi oficialmente instalado.

Possui uma população de 2.425 habitantes conforme o último censo (2010). Localiza- se na Região do Planalto Médio, e sua distância da capital do estado é de 385 km.

Como o município foi instalado em 2001, somente a partir desta data que o transporte escolar foi lançado por meio de sistema contábil. Mas anteriormente também era oferecido transporte escolar. Conforme dados do IBGE em 2018 o município possuía 286 matrículas no ensino Fundamental e tinha 2 estabelecimentos de ensino fundamental.

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Como o cálculo dos custos do transporte escolar no presente estudo considera os anos de 2017 a 2019, teve algumas alterações de quantidades de Km diários e mudanças de linhas entre estes anos, conforme demonstra as tabelas 1 e 2 abaixo:

Tabela 1: Km diários de linhas terceirizadas

Fonte: Dados da pesquisa (2020)

A tabela 2 demonstra as linhas próprias e suas respectivas quilometragem, como é possível observar abaixo:

Tabela 02: Km diários de linhas próprias

Fonte: Dados da pesquisa (2020)

Como se pode observar pelo número de abrangência do transporte escolar no município em termos de quilometragem, que o serviço de transporte escolar é de suma importância, pois envolve alunos da educação infantil, do ensino fundamental, ensino médio, alunos universitários e pós-médio, porém os custos foram apurados somente da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, não sendo estudado o custo universitário e pós- médio.

Sem o fornecimento do transporte escolar, muitas pessoas não teriam condições de se deslocar até a escola, sendo assim, tem muita representatividade no município pois possibilita aos alunos o acesso à educação.

2017 2018 2019

Linha Almeida 155 104 140

Linha Pretas 174,8 214,8 204,4

Linha Tiradentes I ou A 106 186,4 188

Linha Tiradentes B 100,2

Linha Corticeira 145,6 145,6

Linha Corticeira B 85,2

Total: 621,2 650,8 678

Linha: Anos

2017 2018 2019

Anexo E 103,5 103,5

Anexo C e F 92 100,2 83,2

Juraci 55,2 50 60

Backes 106,6 106,6 80

Santo Izidro 80,8 80,8

Linha Corticeira A 120,2

Anexo F e Gaucha 82

Total: 477,5 441,1 386

Linha: Anos

(14)

14

4.2 Memória de Cálculo

Para realização do cálculo do custo com transporte escolar de linhas próprias foi solicitado à servidora do transporte escolar da prefeitura, que identificasse o veículo que percorre cada uma das linhas das linhas e o motorista do respectivo veículo.

A partir destas informações foram levantados os seguintes dados e informações:

1- o consumo de combustível (através do relatório fornecido pelo setor de frotas foi realizada a soma por veículo);

2- as despesas de cada veículo através da identificação individualizada na relação de empenhos das ações de transporte escolar, bem como través do relatório fornecido pelo setor de frotas foi realizada a soma por veículo;

3- a identificação de “socorro” para cada uma das linhas (quando um veículo de transporte escolar de linhas próprias estraga, e é necessário terceirizar o período em que este veículo está em manutenção);

4- cálculo do valor de pessoal e encargos ou remuneração: A partir do extrato mensal da folha por organograma, do organograma 7.59 Manutenção do transporte escolar do ensino fund.;

5- como critério de percentual do custo administrativo, foi utilizado o percentual de gastos administrativos, considerando como gastos os valores liquidados da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo em relação as despesas finalísticas a cargo da mesma Secretaria Municipal;

A partir do percentual identificado de acordo com critério acima, o mesmo foi proporcionalizado pelas linhas terceirizadas a próprias de acordo com estimativa de horas trabalhadas em cada modalidade pela Chefe do Setor de Transporte, sendo utilizado, de acordo declaração da mesma, a quantidade de 20 horas para modalidade terceirizada e 180 horas para modalidade própria, do total de 200 horas considerados no mês.

Conforme o Quadro 1, as porcentagens utilizadas para o cálculo da despesa administrativa:

Quadro 01- Porcentagem da despesa administrativas

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

2017 2018 2019

Linhas Próprias 12,60% 23,40% 25,20%

Linhas Terceiricadas 1,40% 2,60% 2,80%

Total para duas modalidades: 14,00% 26,00% 28,00%

Média por modalidade: 7,00% 13,00% 14,00%

Anos:

Linhas:

(15)

15

Estes percentuais foram utilizados para calcular a despesa administrativa do custo de transporte escolar de linhas próprias e terceirizadas, conforme demonstrado no quadro 1.

6 - vale alimentação: Considerado 99% nos anos de 2017, 2018 e 2019 do valor do evento de retenção de cada evento, pois é retido 1% do valor do vale de cada servidor;

7 - o número de alunos foi extraído de planilha fornecida pela chefe do setor de transporte escolar;

8 - a quantidade de km rodados no ano para as linhas próprias em 2017 foi obtida através do relatório de abastecimento e das cadernetas dos veículos, em 2018 foi extraída somente do relatório de abastecimento e em 2019 foi extraída da caderneta de cada veículo, e para as linhas terceirizadas foi retirada do histórico das liquidações;

9 – para fixar a taxa anual de depreciação foi utilizado o Decreto Municipal nº 233/2010, no qual Recepciona Anexo I da IN SRF Nº 162, de 1988, que em seu Anexo I, Referência NCM 8702, intitula que para veículos automóveis para transporte de 10 pessoas ou mais incluindo motorista o prazo de vida útil em anos é de 4 (quatro) anos e a taxa anual de depreciação é de 25%, levando em consideração que todos os veículos do transporte escolar de linha própria possui mais de 4 (quatro) anos, não foi efetuado o cálculo da depreciação, pois os mesmos já haviam sido depreciados integralmente.

10 - para calcular o Km utilizado para outros fins dos veículos de linhas próprias foi considerado a caderneta de cada veículo, para melhor entendimento foi colocado o nome de cada linha que cada veículo percorre. A seguir estão os anos e os respectivos meses das cadernetas das quais foram retirados os Km para outros fins:

Quadro 2 - Cadernetas utilizadas

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Backes Juraci Corticeira Anexo E Anexo F

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Backes Juraci Santo Izidro Anexo E Anexo F

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Juraci e Anexo E Backes Santo Izidro Anexo F e Gaucha Anexo C e F 2

0 1 8 2 0 1 7

2 0 1 9

Meses:

Linhas:

Linhas: Meses:

Linhas: Meses:

(16)

16

As cadernetas dos veículos contêm informações como descrição do veículo, placa, mês, ano, condutor e a secretaria, bem como o hodômetro do veículo de registro inicial e final da caderneta, o registro é feito por dia com entradas de saída e entrada, com informações sobre o horário, hodômetro, destino, motivo/serviço e assinatura do condutor.

Os quadros destacados são os que possuem cadernetas, já os em branco é os meses que não possuem a caderneta. Observa-se que não foi efetuado a verificação em todos os meses do ano em algumas cadernetas, pois algumas cadernetas não estavam disponíveis no setor responsável para verificação.

Salienta-se que as cadernetas foram utilizadas para descontar os Km para outros fins, portanto não influenciam na quilometragem anual percorrida, na qual o critério utilizado está demonstrado no item 8 (oito) acima, pois esta foi verificada por meio do relatório de abastecimento, onde possui a primeira quilometragem do ano, na qual o veículo foi abastecido, e a última.

Já para a realização do cálculo dos custos com transporte escolar terceirizado, foram levantadas as seguintes informações:

1 - foi somado os valores liquidados por ano de cada uma das linhas terceirizadas, que consta no relatório de liquidações retirado do sistema contábil: No ano de 2017 até dia 31/12/2017, em 2018 até o dia 31/12/2018, e em 2019 até o dia 31/12/2019 de cada uma das linhas terceirizadas;

2 – a porcentagem utilizada para o cálculo das despesas administrativas para linhas terceirizadas consta no item 5 (cinco), quadro 1 (um) acima.

4.3 Comparativo dos custos entre linhas próprias e linhas terceirizadas

Para que a comparação dos custos entre linhas próprias e terceirizadas fique mais clara, o resultado do cálculo será demonstrado por meio de tabelas.

A Tabela 3 apresenta os dados referentes aos custos do transporte escolar de linhas próprias e linhas terceirizadas do ano de 2017.

(17)

17 Tabela 3 - Comparativo dos custos do ano de 2017

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

O cálculo do custo do transporte escolar do ano de 2017 demonstra que o custo médio das linhas próprias é de R$ 5,23 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas é de R$ 3,49 por Km/rodado.

Como observado, o custo do transporte escolar realizado com veículos próprios é mais caro que o terceirizado, considerando o valor por Km/rodado. As linhas próprias têm custo de 149% a mais que as linhas terceirizadas (R$ 5,23 para R$ 3,49).

O Gráfico 1 apresenta os dados referentes ao comparativo do custo por km de todas as linhas:

Gráfico 1 - Custo por Km do ano de 2017

Fonte: Elaborado pelo autor (2020).

Descrição da Linha Km percorrido Valor total Custo por Km Custo aluno por dia Nº alunos Linhas Próprias

Anexo E 21.291,00 R$ 95.484,71 R$ 4,48 R$ 12,12 39 Anexo F 16.550,00 R$ 112.428,73 R$ 6,79 R$ 10,91 51 Juraci 16.871,00 R$ 92.678,12 R$ 5,49 R$ 18,35 25 Backes 17.353,00 R$ 85.968,81 R$ 4,95 R$ 19,34 22 Corticeira A 23.756,00 R$ 87.879,40 R$ 3,70 R$ 14,50 30 Ed. Fisica 7.428,00 R$ 65.247,02 R$ 8,78 R$ 1,33

Média 103.249,00 R$ 539.686,78 R$ 5,23 R$ 16,00 167 LinhasTerceirizadas

Almeida 28.395,96 R$ 84.284,95 R$ 2,97 R$ 29,54 14 Pretas 34.540,58 R$ 103.671,57 R$ 3,00 R$ 33,91 15 Tiradentes A 22.144,00 R$ 72.396,03 R$ 3,27 R$ 23,68 15 Tiradentes B 19.177,60 R$ 76.019,47 R$ 3,96 R$ 16,00 16 Corticeira B 18.497,71 R$ 92.519,05 R$ 5,00 R$ 15,00 15 Média 122.755,85 R$ 428.891,07 R$ 3,49 R$ 28,45 75 Total: 226.004,85 R$ 968.577,85 R$ 4,29 R$ 19,91 242

(18)

18

A Tabela 4 apresenta os dados referentes aos custos do transporte escolar de linhas próprias e linhas terceirizadas do ano de 2018, conforme ilustrado abaixo:

Tabela 4 - Comparativo dos custos do ano de 2018

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

O cálculo do custo do transporte escolar do ano de 2018 demonstra que o custo médio das linhas próprias é de R$ 7,28 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas é de R$ 2,94 por Km/rodado.

Como observado, o custo do transporte escolar realizado com veículos próprios é mais caro que o terceirizado, considerando o valor por Km/rodado. As linhas próprias têm custo de 247% a mais que as linhas terceirizadas (R$ 7,28 para R$ 2,94).

O Gráfico 2 apresenta os dados referentes ao comparativo do custo por km:

Gráfico 2 – Custo por Km do ano de 2018

Descrição da Linha Km percorrido Valor total Custo por Km Custo aluno por dia Nº alunos Linhas Próprias

Anexo E 17.796,00 R$ 83.473,34 R$ 4,69 R$ 12,98 32 Anexo F 13.021,00 R$ 121.694,32 R$ 9,35 R$ 16,82 36 Juraci 12.474,00 R$ 122.245,16 R$ 9,80 R$ 21,72 28 Backes 24.293,00 R$ 123.859,78 R$ 5,10 R$ 24,65 25 Santo Izidro 20.027,20 R$ 139.663,47 R$ 6,97 R$ 12,98 35

Ed. Fisica R$ 46.978,30

Média 87.611,20 R$ 637.914,38 R$ 7,28 R$ 20,34 156 Linhas Terceirizadas

Almeida 21.390,85 R$ 70.115,88 R$ 3,28 R$ 23,37 15 Pretas 36.659,36 R$ 100.223,64 R$ 2,73 R$ 31,32 16 Tiradentes 35.804,00 R$ 104.057,60 R$ 2,91 R$ 13,01 40 Corticeira B 27.938,00 R$ 84.269,05 R$ 3,02 R$ 23,41 18 Média 121.792,21 R$ 358.666,17 R$ 2,94 R$ 20,05 89 Total 209.403,41 R$ 996.580,54 R$ 4,76 R$ 20,34 245

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19 Fonte: Elaborado pelo autor (2020).

A Tabela 5 apresenta os dados referentes aos custos do transporte escolar de linhas próprias e linhas terceirizadas do ano de 2019, conforme ilustrado abaixo:

Tabela 5 - Comparativo dos custos do ano de 2019

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Custo do transporte escolar do ano de 2019, o qual demonstra que o custo médio das linhas próprias é de R$ 5,87 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas é de R$ 3,17 por Km/rodado. Como observado, o custo do transporte escolar realizado com veículos próprios é mais caro que o terceirizado, considerando o valor por Km/rodado.

As linhas próprias têm custo de 185% mais que as linhas terceirizadas (R$ 5,87 para R$ 3,17).

O Gráfico 3 apresenta os dados referentes ao comparativo do custo por km:

Gráfico 3 - Custo por Km do ano de 2019

Descrição da Linha Km percorrido Valor total Custo por Km Custo aluno por dia Nº alunos Linhas Próprias

Anexo E e Juraci 10.379,20 R$ 53.634,89 R$ 5,17 R$ 9,88 27 Anexo C e F 14.577,00 R$ 85.392,84 R$ 5,86 R$ 13,28 32 Anexo F e Gaucha 16.816,80 R$ 93.028,37 R$ 5,53 R$ 15,96 29 Backes 15.019,00 R$ 101.050,93 R$ 6,73 R$ 33,52 15 Santo Izidro 17.616,20 R$ 103.328,57 R$ 5,87 R$ 20,56 25 Média 74.408,20 R$ 436.435,60 R$ 5,87 R$ 16,96 128 Linhas Terceirizadas

Almeida 24.247,00 R$ 98.507,02 R$ 4,06 R$ 25,79 19 Pretas 39.526,59 R$ 107.272,03 R$ 2,71 R$ 59,30 9 Tiradentes 36.950,00 R$ 116.612,55 R$ 3,16 R$ 16,12 36 Corticeira 26.648,40 R$ 80.813,94 R$ 3,03 R$ 16,08 25 Média 127.371,99 R$ 403.205,53 R$ 3,17 R$ 22,54 89 Total 201.780,19 R$ 839.641,13 R$ 4,16 R$ 19,35 217

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20 Fonte: Elaborado pelo autor (2020).

Na planilha a seguir está a soma dos custos dos valores de todas as linhas, sendo o maior custo das linhas próprias, o custo com remuneração dos profissionais, tendo as linhas próprias a seguinte composição (soma de todas as linhas):

Tabela 6 - Custos das linhas próprias

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Observa-se a quantidade de quilômetros rodados com outras finalidades, as quais são diversas do transporte escolar (que corresponde a viagens para terceira idade, esportes, ou transporte universitário).

A tabela 7 apresenta os dados referentes o custo total das linhas terceirizadas, as quais possuem a seguinte composição:

Tabela 7 - Custo total das linhas terceirizadas

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

LINHAS PRÓPRIAS 2017 2018 2019

ELEMENTOS DE CUSTO R$ R$ R$

CUSTO VARIÁVEL R$ 264.294,58 R$ 327.736,46 R$ 236.356,89 Combustivel R$ 100.334,89 R$ 98.932,17 R$ 94.679,77 Manutenção R$ 141.779,34 R$ 193.098,84 R$ 112.224,35 Terceirização "Socorro" R$ 22.180,35 R$ 35.705,45 R$ 29.452,77

CUSTO FIXO R$ 343.108,29 R$ 420.552,04 R$ 365.954,25

Pessoal e encargos ou remuneração R$ 255.335,19 R$ 260.849,80 R$ 232.140,21 Despesas Administrativas R$ 65.473,35 R$ 137.729,19 R$ 114.625,86 Vale Alimentação R$ 22.299,75 R$ 21.973,05 R$ 19.188,18 CUSTO TOTAL R$ 607.402,87 R$ 748.288,50 R$ 602.311,14

Nº de alunos transportados 167,00 156,00 128

KM Percorrido 117.526,00 108.885,20 104.791,20

CUSTO POR KM R$ 5,23 R$ 7,28 R$ 5,87

KM para outros fins 14.277 21.274 30.383

Valor para outros fins R$ 67.716,09 R$ 110.374,12 R$ 165.875,54 Custo do transporte escolar R$ 539.686,78 R$ 637.914,38 R$ 436.435,60 CUSTO POR ALUNO R$ 16,00 R$ 20,34 R$ 16,96

Anos: 2017 2018 2019

CUSTO TOTAL: R$ 422.969,50 R$ 349.577,16 R$ 392.223,28 Custo administrativo: R$ 5.921,57 R$ 9.089,01 R$ 10.982,25 Custo total terceirizado: R$ 428.891,07 R$ 358.666,17 R$ 403.205,53

KM Percorrido: 122.755,85 121.792,21 127.371,99

Alunos transportados: 75 89 89

CUSTO POR KM: R$ 3,49 R$ 2,94 R$ 3,17 CUSTO POR ALUNO/DIA: R$ 28,45 R$ 20,05 R$ 22,54

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Constata-se que as linhas próprias têm um custo por km maior que o de linhas terceirizadas, conforme verificado por meio das tabelas acima. Porém as linhas terceirizadas possuem um custo por aluno/dia superior que o das linhas próprias, esta diferença se dá levando em conta que as linhas terceirizadas transportam uma quantidade visivelmente inferior de alunos que as linhas próprias, e a extensão percorrida é maior.

O cálculo do custo do transporte escolar do ano de 2017 demonstrou que o custo médio das linhas próprias é de R$ 5,23 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas foi de R$ 3,49 por Km/rodado, sendo assim as linhas próprias têm custo de 149% a mais que as linhas terceirizadas.

Já em 2018 o custo médio das linhas próprias foi de R$ 7,28 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas foi de R$ 2,94 por Km/rodado, tendo as linhas próprias um custo de 247% a mais que as linhas terceirizadas.

Logo em 2019, o resultado não foi diferente, o custo médio das linhas próprias foi de R$ 5,87 por Km/rodado, enquanto o custo médio das linhas terceirizadas foi de R$ 3,17 por Km/rodado, possuindo as linhas próprias um custo de 185% a mais que as linhas terceirizadas.

Como observado, o custo do transporte escolar realizado com veículos próprios é mais caro que o terceirizado, considerando o valor por Km/rodado.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cálculo dos custos é de suma importância para avaliar os gastos e constatar qual área deixa o custo mais elevado, como neste estudo pode ser observado na tabela 6, que o custo com pessoal, com manutenção e posteriormente o combustível acaba elevando consideravelmente o custo do transporte escolar de linhas próprias.

A mensuração dos custos no setor público, apesar de muito importante, ainda não é realizada em muitas esferas municipais, pois há muitas dificuldades no que se refere a obtenção dos dados, bem como os sistemas informatizados que não possuem uma estrutura que auxilie os órgãos públicos nesta mensuração, pois é necessário um sistema que interligue as diversas áreas do setor público e associe estes dados para que a mensuração dos custos se torne mais simplificada.

A fim de atender os objetivos propostos, ao efetuar a comparação dos custos do transporte escolar da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra de linhas próprias com linhas terceirizadas, contata-se que o custo de linhas próprias acaba se tornando consideravelmente

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superior que o custo de linhas terceirizadas, considerando o valor por Km/rodado, pois custos com pessoal, manutenção, combustível acabam por expandir este custo.

Levando em consideração que os custos com linhas terceirizadas não possuem encargos a pagar pelo Poder Público, somente o valor contratado por meio de licitação, este acaba se tornando mais viável.

Há que se observar que as linhas com extensão maior naturalmente têm seu custo por Km menor, uma vez que o custo fixo diminui por Km à medida que a quantidade de Km aumenta. Assim, para haver certificação da diferença de custo entre as opções de realização do serviço com veículos próprios e serviço terceirizado é necessário realizar pesquisa de preço para as linhas próprias pelo período de um ano.

Portanto, levando em consideração poucos estudos acerca da mensuração dos custos públicos e de terceirização de serviços públicos, o tratamento em diversos dispositivos legais, sua importância e benefícios trazidos ao setor público e a comunidade é que se justifica a realização deste estudo, por meio da mensuração dos custos do transporte escolar da Prefeitura Municipal de Boa Vista do Incra.

Além disto, destaca-se a importância de um profissional contábil que auxilie a promover este tipo de estudo dentro das Prefeituras, bem como, a relevância de implantação de um sistema de custos, a fim de auxiliar o gestor público na tomada de decisões, como esta de comparar os custos de transporte escolar, ajudando a otimizar a gestão dos recursos públicos.

REFERÊNCIAS

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Contabilidade Pública de Custos. Rio de Janeiro: Produção BNDES - Informe-se, 2000.

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https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/16340/2/PRPer213391_Informe- SF_n18_Compl_P.PDF. Acesso em: 29 abr. 2020.

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https://pmsantoangelo.abase.com.br/site/noticias/educacao/47966-terceirizacao-do-transporte- escolar-gera-economia-de-r-720-mil-anuais-ao-governo. Acesso em 31 mar. 2020.

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Boa Vista do Incra (RS). Decreto 233, de 02 de agosto de 2010. Recepciona Anexo I da IN SRF nº 162, de 1998 para fixar Taxa Anual de Depreciação de Bens Móveis e Imóveis.

Disponível em:

https://www.boavistadoincra.rs.gov.br/uploads/legislacao/932/au3bhHldhjleWDGkR7InMQg deMPJ2-0j.pdf. Acesso em: 17 nov. 2020.

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BRASIL. Lei Complementar nº 131, de 27 de maio de 2009. Acrescenta dispositivos à Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução

orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, [2009]. Disponível em:

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