grande prazer e satisfação que iniciamos mais um programa da série "Através da

Texto

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

Olá amigo, quero saudá-lo em nome de Jesus Cristo, o nosso salvador. É com grande prazer e satisfação que iniciamos mais um programa da série "Através da Bíblia". E, para você que tem nos acompanhado fielmente declaramos a nossa gratidão por termos a possibilidade de, a cada programa, estudarmos com você mais um trecho das Escrituras Sagradas. Sentimos-nos privilegiados quando recebemos a carta dos nossos amigos contando-nos suas experiências com Deus através desse programa. Por isso, incentivamos a você que é nosso ouvinte assíduo a escrever dando-nos suas impressões sobre o programa.

Exatamente por isso, compartilhamos a carta de uma irmão que é da cidade de São Carlos, no estado de São Paulo. São essas as suas palavras: "Quero congratular-me com vocês do Através da Bíblia que vêm todas as noites glorificando ao Deus verdadeiro e nosso Senhor Jesus Cristo, traduzindo brilhantemente para todos os ouvintes, cujas almas têm sede da fonte misericordiosa que é o próprio Cristo. Que Deus os abençoe". Querido irmão, somos gratos por suas palavras. Elas são um incentivo. Mas essas palavras nos enchem de temor e tremor e por isso pedimos a Deus que tenhamos programas que edifiquem a cada um de vocês. Por isso oramos pedindo as bênçãos de Deus. E, é para isso que chamo a sua atenção agora. Vamos orar: "Pai de amor, somos gratos pela oportunidade que tu nos dás de abrirmos a sua palavra e juntos ouvirmos a sua voz. Senhor desejamos e necessitamos da iluminação do teu Espírito para podermos compreender a Tua Palavra e capacitados por ele mesmo cumprirmos os teus mandamentos. Pai querido, obrigado porque tu nos ouves. Obrigado porque através de Jesus, respondes as nossas orações. Por isso oramos em nome de Jesus, Amém".

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

Querido amigo, estamos iniciando o estudo do capítulo 4 do livro do Êxodo onde encontraremos as objeções que Moisés apresentou para Deus tentado se livrar da missão para a qual Deus lhe convocava e também o relato do seu retorno ao Egito.

Mas antes de irmos direto ao teto gostaria de destacar dois pontos que vimos no estudo passado. Em primeiro lugar vale a pena registrar que alguns estudiosos, diante do relato da sarça que ardia e não se consumia entendem que além de ser uma experiência real aquela que Moisés teve ao ver o arbusto que não se queimava, aquele episódio tem também um simbologia muito interessante em relação a Israel. Entendem esses estudiosos que os judeus simbolizam a sarça que arde, pelo fogo da perseguição, mas que não se consome,não se acaba. E só este fato deveria levar os descrentes a entenderem que a Bíblia é a Palavra de Deus. A verdade é que o povo de Israel tem existido através dos séculos desde os dias de Moisés até o momento presente. Eles têm existido e são como a sarça que não pode ser consumida. Outras nações vêm e vão, e outras apareceram e muitas desapareceram, enquanto Israel assiste como o que, o funeral delas, e permanece existindo. Esse destaque queríamos fazer, pois nessa simbologia vemos como a Palavra de Deus é fiel e podemos crer nela.

Mas, em segundo lugar, uma outra lição que aprendemos também no estudo passado vem de 3.11 quando Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ao Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" Estas palavras de Moisés que parecem desconcertantes, nos ensinam uma grande verdade. Nós estamos lembrados de que 40 anos antes deste encontro Moisés pensava que se achava preparado para libertar o seu povo com toda a instrução que recebera no Egito. Isso ele

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

pensava quando tentou libertar um israelita e matou um egípcio. Moisés pensava naquele tempo que poderia fazer a obra de libertação pela sua própria sabedoria, dependendo de sua estratégia. Ele achava que conseguiria fazer tudo conforme os seus métodos, mas, ele estava completamente enganado. Então, Deus o preparou durante mais 40 anos no deserto. E depois daquele tempo Moisés descobriu uma coisa muito importante: ele não podia fazer aquela obra, cumprir aquela missão, com os seus próprios recursos. Foi aí que ele disse: "Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" 40 anos antes, ele achava que podia; 40 anos mais tarde ele descobriu que não era possível fazer por si mesmo a obra da libertação. Querido amigo, esse reconhecimento é muito importante porque somente quando o homem chega a reconhecer a sua incapacidade para fazer determinadas coisas que só Deus mesmo pode fazer é que ele está pronto para ser usado por Deus. Quando Moisés reconheceu que não podia fazer nada por si mesmo, então ele estava preparado para ser usado por Deus. Foi para que chegasse aquela conclusão que Deus preparou Moisés durante 40 anos no deserto. Quando o homem descobre a sua fraqueza, sua ineficiência, sua incapacidade, então é que chegou o momento de Deus usá-lo.

Querido amigo essas são lições importantes e devem ser incorporados por todos nós e, agora dando prosseguimento ao texto estamos no capítulo 4 de Êxodo.

Neste capítulo vemos que Moisés ainda apresentou certa relutância para aceitar a tarefa para a qual Deus o está convocando e encontramos também o relato do seu retorno ao Egito.

Vemos neste capítulo que Moisés ainda apresenta relutância para aceitar a tarefa que lhe está sendo entregue por Deus. Na verdade seria bom que você

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

conseguisse anotar aí as 5 resistências que Moisés colocou diante de Deus como motivo para não aceitar a tarefa para a qual Deus estava lhe convocando e para a qual Deus o tinha preparado durante 40 anos enquanto servia como pastor dos rebanhos do seu sogro Jetro.

Anote essas 5 resistências pois talvez algumas delas nós mesmos as usamos em muitas ocasiões quando não queremos atender ao chamado do Senhor, Em 1º lugar, em 3.11, Moisés alegou falta de capacidade, quando disse: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Muitas vezes alegamos incapacidade para que não termos que atender o chamado de Deus. Temos que nos lembrar que se Deus nos chama Ele mesmo nos capacita para a obra que Ele quer realizar.

Em 2º lugar, em 3.13, Moisés alegou falta identificação, quando disse: Eis que quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

Querido amigo, é lógico que para qualquer missão temos que ter bem clara a nossa identificação e a identificação de quem representamos, mas o que Deus espera de nós é uma completa submissão aos seus planos.

Em 3º lugar, em 4.1, Moisés alegou falta de autoridade, quando disse: Mas eis que não crerão nem acudirão à minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.

Moisés como muitos de nós vai procurando argumentos os mais variados possíveis para não atender ao chamado de Deus. Querido amigo, temos que reconhecer que, aproveitando o desejo de não atendermos a Deus, Satanás tenta nos convencer de que as pessoas não acreditarão na proclamação das verdades divinas.

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

Em 4º lugar, em 4.10, Moisés alegou falta de eloqüência, quando disse: Ah!

Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. Moisés estava dizendo a Deus que ele não era fluente, provavelmente, estava dizendo a Deus que ele não era ágil de mente para responder rapidamente ao Faraó. É, isso mesmo! Uma possibilidade de tradução dessa frase é que Moisés estava dizendo que ele tinha dificuldades de falar em público. Você conhece pessoas assim? Essa é uma objeção correta, e como veremos, Paulo também teve problemas de comunicação como vemos em 2Co 10.1 e 10, pois era criticado pois se expressava com vigor só quando estava ausente. Querido amigo, Moisés era um homem igual a nós e as vezes lhe faltava a fé.

Em quinto lugar, em 4.13, Moisés alegou falta de aptidão para a tarefa para qual estava sendo convocado, quando disse: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim. Isto é, Moisés, em outras palavras disse a Deus o seguinte: Senhor, envia qualquer outro em meu lugar! Querido amigo, Moisés não queria assumir a responsabilidade.

Mas, talvez alguém esteja perguntando, Por que tanta resistência por parte de Moisés? Será que ele se lembrava de como era o ambiente na corte do Egito?

Será que ele já previa como o próprio Deus dissera, que a reação do Faraó e sua corte seria impedir a libertação? Certamente Moisés estava temeroso, pois era uma missão dificílima, mas ele deveria saber que poderia contar com o Senhor que estaria à sua frente dirigindo os seus passos. Não havia mais obstáculos para Moisés apresentar a Deus.

Querido amigo, quando estudamos detalhadamente este texto verificamos que

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

para cada obstáculo, para cada resistência que Moisés apresentou Deus lhe respondia e confirmava o seu chamado. Acompanhe comigo as 5 respostas que Deus deu às objeções de Moisés.

Em 1º lugar, em 3.12 quando Moisés apresentou a sua falta de capacidade, Deus disse a Moisés: Eu serei contigo, prometendo-lhe a Sua presença. Deus garante que estará conosco em todos os momentos difíceis!

Em 2º lugar, em 3.14 quando Moisés apresentou a sua falta de identificação, Deus disse a Moisés: eu sou o que sou me enviou a vós outros. Querido amigo esse nome de Deus é uma auto revelação divina do seu próprio Ser.

Em 3º lugar, em 4.1 quando Moisés apresentou a sua falta de autoridade, conf.

os versos 2-9 Deus mostrou a Moisés o seu poder, a sua autoridade sobre todos e sobre tudo e daquele bordão, daquele cajado de pastor que Moisés segurava em suas mãos Deus o transformou em uma serpente e depois a serpente, transformou-a em bordão. E, para que os israelitas cressem que Moisés era Seu enviado, Deus ordenou que Moisés colocasse a mão no peito e a mão se tornou leprosa, mas disse-lhe que colocasse de novo a mão no peito e ela apresentou- se completamente livre da lepra. Mas mesmo se com esses sinais ainda não cressem em Moisés como servo do Senhor ele deveria derramar da água do rio sobre a terra e ela seria transformada em sangue. Querido amigo, o nosso Deus é onipotente. Nada é impossível para Ele!

Em 4º lugar, em 4.10 quando Moisés apresentou a sua falta de eloqüência, conf.

os versos 4.11-12 Deus desafiou Moisés a refletir: Quem fez a boca do homem?

Ou quem fez o mudo ou o surdo, ou o que vê ou o cego? Deus desafiou Moisés a reconhecer que Ele é quem fazia tudo. Ele é o Deus criador! E Deus então o

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

desafiou a aceitar a sua missão, pois Ele, Deus, estaria com a boca de Moisés e lhe ensinaria o que ele deveria dizer. Querido amigo, você percebe como Deus se apresenta a Moisés como o Senhor soberano e criador? Será que Deus mudou? Certamente não, então podemos contar com sua ações poderosas e soberanas sobre as nossas vidas.

Mas, em 5º e último lugar, em 4.13 quando Moisés apresentou a sua falta de aptidão para aquela missão, conf. os versos 14-16 se acendeu a ira de Deus contra Moisés e Deus respondeu a Moisés que Ele já tinha providenciado tudo para que nada fosse obstáculo para ele assumir a missão. Deus disse a Moisés que já tinha providenciado a Arão como porta-voz de Moisés, assim como Moisés seria o porta-voz de Deus! Arão seria como a boca de Moisés e Moisés seria como Deus para Arão. Arão seria um porta-voz de Moisés assim como um profeta era um porta-voz de Deus. Arão foi identificado como levita para mostrar a sua condição de sacerdote levítico, lembrando que uma das funções do sacerdote era ensinar, conf. Lv. 10.11 e Dt 33,10 e isso requeria capacidade de se comunicar bem com os outros.

Na verdade, cremos que essa não era a vontade de Deus.

Moisés tinha cometido um grande erro. Deus iria usar Arão, mas Moisés estava completamente errado. Deus não queria que o povo tivesse uma liderança dividida. Deus queria evitar isto porque certamente surgiriam problemas durante a peregrinação ou a viagem pelo deserto. Nós veremos isto melhor quando chegarmos ao livro de Números. Nós iremos observar o inconveniente de se ter Moisés e Arão na liderança, quando encontrarmos Arão no deserto atendendo o povo e fazendo um bezerro de ouro.

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

Mas, você percebe querido amigo como Deus não deixou nenhum dos obstáculos apresentados por Moisés sem resposta? É... esse é o nosso Deus.

Que bom seria se ao invés de apresentarmos desculpas, nos aquietássemos diante de Deus sabendo que Ele sempre tem o melhor para nós e que somos apenas instrumentos em suas mãos, não é verdade?

Este parágrafo termina com o verso 17, quando enfim Deus ordena a Moisés que pegue o seu bordão e caminhe para o Egito para ali manifestar os sinais de Deus.

Mas, o texto prossegue e nos versos 18 a 20 encontramos Moisés acertando com o seu sogro, o sacerdote Jetro, o seu retorno ao Egito, juntamente com sua esposa Zípora e os seus dois filhos, Gerson, cf. 2.22 e Eliézer, cf. 18.4. Jetro os abençoou e os despediu em paz. Deus ainda avisou Moisés, dando-lhe garantia que aqueles que o queriam matar já estavam mortos. Assim Moisés e Zípora e seus dois filhos montados num jumento, voltaram para a terra do Egito, com o bordão de Deus em suas mãos.

Nas orientações a Moisés, nos versos 21-23 Deus deixou claro alguns detalhes:

1)Moisés deveria fazer os milagres que Deus lhe tinha instruído; 2) Moisés deveria saber que Faraó teria o seu coração endurecido por Deus; 3)Moisés deveria ser claro ao Faraó, deveria dizer: Israel é meu filho, meu primogênito.

Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.

Em relação ao endurecimento do Faraó é digno de nota mencionar-se que por 10 vezes diz-se que Deus endureceu o coração do Faraó, conf. 4.21; 7.3; 9.12; 10.1, 20, 27; 11.10; 14.4, 8 e 17; mas por outro lado diz-se que o próprio Faraó

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

endureceu o seu coração não permitindo Israel sair da escravidão, conf. 7.13, 14, 22; 8.15, 19, 32; 9.7, 34, 35 e 13.15. Paulo usa esse caso para ilustrar a vontade e a soberania inescrutável de Deus e de sua misericórdia para com os homens, conf. Rm 9.14-18. No texto de Êxodo Faraó já havia endurecido o seu coração sete vezes, quando Deus o endureceu pela primeira vez, demonstrando que a vontade humana é inclinada para o mal. Mas vamos voltar a esse assunto quando estudarmos os próximos capítulos.

Mas nos versos 24-26 encontramos um relato estranho. Vemos Deus querendo matar a Moisés. Por que? Bem, a circuncisão era algo muito importante, porque era o selo do pacto feito com Abraão. Era para ensinar aos judeus que não confiassem na carne. O prepúcio deveria ser cortado. A confiança deles deveria ser depositada em Deus somente. E isto foi algo ensinado a Abraão. Abraão creu em Deus e isto lhe foi imputado como justiça. Depois Isaque e Jacó seguiram o exemplo do pai e do avô, fazendo a mesma coisa, praticando o mesmo ritual.

Um, israelita de nascimento tinha que passar por esta experiência. Era um ato de fé a prática da circuncisão para os israelitas.

Essa reação de Deus provavelmente se deu pelo fato de Moisés ter adiado a circuncisão do seu filho, quebrando a expressa ordem divina, depois de ter tentado por cinco vezes esquivar-se da missão de libertar a Israel. Zípora aqui teve um papel primordial, pois, pegando uma pedra aguda, um instrumento cerimonial, circuncidou o seu filho preservando-lhe a vida, mas criticando Moisés por essa prática sanguinária, uma vez que ela não era judia e desconhecia detalhes dessa ordem divina aos israelitas.

E, finalmente, nos versos 27 a 31, terminando o capítulo e terminando o nosso

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estudo encontramos o relato dos dois irmãos: Moisés e Arão e depois o encontros dos dois com o povo de Israel. Diante dos milagres que Moisés realizou o povo creu e adorou o Senhor, que não tinha esquecido Suas promessas e via a aflição do seu povo.

Querido amigo, que bênção podermos contar sempre com o nosso amoroso Deus!

Que Deus nos dê um coração sensível à sua Palavra.

Bom amigo, chegamos assim ao final de mais um tempo de estudos.

Espero que você tenha aproveitado essas lições e que lhe Deus capacite a aplicá-las em sua vida.

Deus te abençoe, até o próximo programa.

2.770 palavras.

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