CAPÍTULO INCIDÊNCIA DE ENDOPARASITAS EM OVINOS ALIMENTADOS COM FENO DE JUREMA PRETA (MIMOSA TENUIFLORA (WILD) POIR) RESUMO

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CAPÍTULO

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INCIDÊNCIA DE ENDOPARASITAS EM OVINOS ALIMENTADOS COM FENO DE JUREMA PRETA (MIMOSA TENUIFLORA (WILD) POIR)

Palavras-chave: Caatinga; Carneiros; Taninos, Trichostrongylus.

RESUMO

Objetivou-se avaliar a incidência de parasitas Trichostrongylus spp. em ovinos alimentados com feno de jurema preta. Foram utilizados 24 ovinos machos não castrados inicialmente vermifugados com anti-helmíntico comercial e com a última dose de reaplicação substituída pela avaliação do efeito de quatro rações experimentais contendo os níveis de 0, 12,5, 25 e 37,5% de inclusão de feno de jurema preta. As fezes foram coletadas e analisadas pelo teste de flutuação de ovos para detecção da presença de helmintos Trichostrongylus. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P<0,05). Foi observado que os animais alimentados com inclusão de 12,5% e 25% de feno de jurema preta obtiveram menor contagem de parasitos via OPG, enquanto os animais alimentados com 0 e 37,5% de inclusão do feno da leguminosa taninífera obtiveram maiores índices de infecção parasitária. É conhecido o uso de extrato de jurema preta como antiparasitário fitoterápico funcional, embora fatores individuais do animal também influenciem a resposta às verminoses. Desta forma, a inclusão de 12,5% e 25% de feno de jurema preta para ovinos influenciou sobre os parasitos gastrointestinais dos ovinos de modo positivo e os demais níveis devem ser associados ao uso de vermífugos.

Iara Tamires Rodrigues Cavalcante

UFPB

Newcelia Paiva Barreto UFCG

Joyce Barreto Fernandes Ana Carolina Alves

Caldas

José Morais Pereira Filho

UFCG Évyla Layssa Gonçalves Andrade Nágela Maria Henrique

Mascarenhas UFCG

Saullo Laet Almeida Vicente

Danilo Ramon Silva Pereira

UFCG

Tácio Ferreira da Silva UFCG

Sheyla Priscila Oliveira Nascimento

UNIVASF

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1.

INTRODUÇÃOA jurema preta (Mimosa tenuiflora (Willd.)Poir) é uma Fabacea lenhosa, da subfamília Mimosoide- ae, disseminada nas vastas áreas antropizadas do Bioma Caatinga. Trata-se de uma espécie arbustiva nativa, pioneira, de rápido crescimento, resistente à seca, com grande capacidade de rebrota durante todo o ano, que produz lenha e carvão de excelente qualidade, sendo empregada também para confec- ção de cercados e fins forrageiros. Pode ser utilizada como espécie reflorestadora de áreas degradadas e produtora de forragem e sombra em sistemas silvi- pastoris, contribuindo para a viabilidade econômica e ecológica da caprino-ovinocultura (Rocha et al., 2015; Calegari et al., 2016; Cordão et al., 2012).

Quando empregadas na nutrição animal, a jurema preta pode se destacar pelo seu elevado teor pro- teico, enriquecendo a dieta dos animais. Formiga et al. (2011) relataram que o teor de proteína bruta das folhas de jurema preta pode variar de 12,0 a 12,9, sendo superior as 7% e considerado satisfatório para a manutenção da atividade microbiana ruminal.

Cordão et al. (2016) não observaram alteração no consumo de matéria seca por ovinos ao substituírem o concentrado da dieta por vagens de jurema preta.

Porém apesar das diversas vantagens do uso da jurema preta, deve-se atentar para presença de ta- ninos na planta. Azevêdo et al. (2017) ao quantificar os teores de tanino na casca de jurema preta, en- controu que o teor de taninos condensados (TTC) varia de acordo com o estágio de desenvolvimento da planta, com maiores teores quando a planta se encontra apenas com presença de folhas verdes e menores valores quando a planta apresentava frutos, com valores entre 16,04 e 21,90% de TTC.

Bandeira et al. (2017) observaram que incluir feno de M. tenuiflora ao nível de 20% MS (43,4 g/kg MS de TTC) em substituição ao feno de capim Buffel aumentou o consumo de MS, peso final, ganho de peso total, ganho médio diário e eficiência alimentar de cordeiros. Os autores também observaram efeito quadrático positivo na inclusão de 20 g/100 MS d feno de M. tenuiflora no peso de abate, peso de carcaça quente, peso de carcaça fria e rendimento de carcaça.

Para ovinos, a presença de taninos pode trazer pre- juízos quanto à digestibilidade. Wischer et al. (2014) observaram menor digestibilidade da matéria seca ao adicionar extrato de castanha rica em taninos na dieta de ovinos a depender do nível de inclusão na dieta. Já Dentinho et al. (2014) concluíram que a utilização de farelo de soja suplementada com 15 g/kg de taninos condensados de Cistus ladanifer pode reduzir a degradabilidade efetiva da proteína ruminal sem comprometer a degradabilidade efeti-

va da matéria seca e a digestibilidade dos demais nutrientes. Gerlach et al. (2018) relatou que a suple- mentação de com Acacia mearnsii para ovinos re- duziu a digestibilidade de nutrientes em níveis muito mais baixos do que os relatados para outras fontes como por exemplo, leguminosas forrageiras como a jurema preta, sugerindo que a fonte de tanino afeta a capacidade de degradação de nutrientes.

Porém os taninos também têm suas vantagens quando usada na dieta de ruminantes, visto que seu uso, em associação ou não com fármacos comer- ciais, pode ser responsável pelos efeitos verificados na produção de oocistos em pequenos ruminantes.

Burke et al. (2012) observaram incidência de des- parasitação em ovinos que pastejaram em áreas compostas por Sericea lespedeza, reduzindo a con- tagem fecal de ovos de parasitos gastrointestinal em cordeiros, apesar da relutância dos cordeiros em pastar.

Von Son-de Fernex et al. (2012) avaliaram a ação anti-helmíntica de plantas taniníferas sobre a migra- ção de H. contortus e observaram que as espécies Cratylia argentea, Cratylia argentea Veranera e Gli- ricidia sepium foram capazes de inibir totalmente a migração larval.

Os efeitos dos taninos condensados no parasitismo gastrointestinal ruminantes têm sido extensamente estudados visto que o consumo de plantas ricas em TTC parece representar um método alternativo ou complementar ao uso de anti-parasitários gastroin- testinais (Hoste et al., 2012; Hoste et al. 2015).

Aliado a isso, sabe-se que Trichostrongylus spp. são um dos mais importantes causadores de enterite pa- rasitária provocando diarreia prolongada, fraqueza, perda de produção e até a morte dos animais, assim é necessário atentar para o controle deste nematoi- de gastrointestinal. Ainda deve-se considerar que anti-helmintos sintéticos e semi-sintéticos são res- ponsáveis pelo desenvolvimento de resistência que pode levar à falha no controle parasitário nos ani- mais, indicando que a total dependência de anti-hel- míntico farmacêutico pode representar dificuldades no manejo de infecções doenças gastrointestinais parasitárias nos animais, necessitando de métodos alternativos de controle (Olounladé et al., 2017).

Assim, objetivou-se avaliar o efeito do uso de ní- veis crescentes de feno de jurema preta na dieta de ovinos sob a incidência de endoparasitas Trichos- trongylus spp.

2.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no Núcleo de Pesquisa para o Desenvolvimento do Semiárido

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(NUPEARIDO), pertencente ao Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), localizado no municí- pio de Patos, Paraíba.

Foram utilizados 24 ovinos machos, não castrados, mestiços de Santa Inês. De acordo com peso vivo foram distribuídos aleatoriamente, colocados em gaiolas individuais alocadas em galpão com piso ripado. Os animais tinham acesso a água a vontade e eram alimentados duas vezes ao dia com ração contendo feno de jurema preta (Mimosa tenuiflora [Willd.] Poir.) em substituição ao feno de brachiaria (Brachiaria decumbens) (FB) nas proporções de 0;

12,5; 25 e 37,5% de feno de jurema preta na dieta, conforme mostra a Tabela 1.

Tabela 1. Participação dos ingredientes na ração (kg) e composição química das dietas experimentais (%)

Tabela 2: Incidência de Trichostrongylus spp. em ovinos alimentados com feno de jurema preta (Mimosa tenuiflora

[Willd.] Poir.)

MS= matéria seca; PB= proteína bruta; FDN= fibra em detergente neu- tro; FDA= fibra em detergente ácido; NDT = nutrientes digestíveis totais;

MM= matéria mineral; EE= extrato etéreo, CT= carboidratos totais; EM

= energia bruta Mcal/KgMS; * = obtido Petterson (2000); ** = obtido Rodrigues (2009)

Obs.: Letras diferentes na mesma coluna diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p<0,05)

As dietas experimentais foram formuladas permi- tindo sobras de 10% e elaboradas para atender as exigências para um ganho de 200 gramas por dia, segundo (NRC, 2007).

Os animais no início do experimento foram pesa- dos, identificados, vacinados contra clostridiose e desverminados usando o anti-helmíntico Ripercol®

injetável na dose de 1mg/kg de peso vivo, sendo reaplicado depois de 7 dias, sem fazer uma terceira aplicação a fim de verificar se haveria efeito antipa- rasitário da dieta.

Após duas aplicações de anti-helmíntico comercial, as fezes dos animais foram coletadas via ampola re- tal, acondicionadas em sacos plásticos devidamente identificados e mantidos sob refrigeração até chega- da no Laboratório de Parasitologia do CSTR-UFCG, onde foi realizado exame de OPG segundo método

de Willis (1921). Os critérios usados para identifica- ção dos oocistos esporulados, foram baseados nas características morfológicas e as dimensões encon- tradas por meio de ocular micrométrica.

O experimento foi conduzido em delineamento intei- ramente casualizado com quatro tratamentos e seis repetições. Os dados foram submetidos a análises de variância e as médias foram avaliadas pelo teste de Tukey, sempre ao nível de 5% de probabilidade, utilizando o Software SAEG versão 9.1 (2007).

3.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados obtidos mostram que foi observado efeito significativo (P>0,05) do nível de inclusão de feno de jurema preta sobre o número de oocistos nas fezes dos ovinos, conforme disposto na Tabela 2.

Observou-se que os animais que receberam dieta com o nível 12,5% e 25% de inclusão de feno de jurema preta apresentaram menor ocorrência de infecção por Trichostrongylus spp., reduzindo em 41% e 11% respectivamente, a presença de oocistos quando comparado ao grupo com dieta controle.

Enquanto nos animais alimentados com 0 e 37,5%

de inclusão de feno de jurema preta a incidência de endoparasitas foi maior, porém diferentes entre si, sendo os animais da dieta de inclusão máxima de feno de jurema preta que mais apresentaram infecção por parasitose gastrointestinal.

Os resultados do presente trabalho concordam com os dados obtidos por Santana et al. (2011) que obser- varam a redução de 87,5% da incidência de oocistos nas fezes de ovinos ao administrar a terceira dose do tratamento bioativo com extrato de jurema preta.

A partir dos dados obtidos, pode-se inferir que ao incluir 2,17 e 2,56 g de tanino por quilo de maté- ria seca consumida há a diminuição significativa do aparecimento de helmintos Trichostrongylus, o que corresponde a 20,20 e 27,29 g de equivalente a ácido tânico/100 g MS, respectivamente. Porém acrescentar 1,70 e 3,39g kg MS-1 não parece afetar o desenvolvimento dos endoparasitos, o que cor- responde a 18,03 e 37,08 g de equivalente a ácido tânico/100 g MS, respectivamente.

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Ao avaliar o efeito das plantas taníferas africanas Newbouldia laevis e Zanthoxylum zanthoxyloidesa com 1% e 2,5% de TTC, Olounladé et al. (2017) observaram que os extratos vegetais das espécies vegetais foram capazes de inibir a migração in vitro de larvas de T. colubriformis independente da con- centração do extrato. A presença de taninos conden- sados nas duas espécies utilizadas no experimento justifica o efeito anti-helmíntico observado, porém as moléculas responsáveis por tal efeito ainda são desconhecidas.

Pode-se supor que tal efeito aconteça por efeito de flavonoides que muitas vezes são associados a presença de taninos e que há anos vêm sendo relacionados com efeitos positivos na saúde dos animais, devido principalmente à sua atividade an- tioxidante, que atua diretamente sobre a redução do envelhecimento celular e melhora da imunidade (Ferreira et al., 2010; Sprenger et al., 2015).

Manolaraki et al. (2010) testaram a ação anti-hel- míntica de taninos condensados presentes em Pis- tacia lentiscus, Quercus coccifera e Ceratonia so- liqua (TTC=10,92; 7,84 e 11,57 g de equivalente a ácido tânico/100 g MS, respectivamente) em ovinos infectados com H. contortus e T. colubriformis e ob- servaram que houve redução na eliminação de ovos devido a diminuição da fecundidade das fêmeas de ambas as espécies.

Gregory et al. (2017) detectaram que houve uma redução significativa nos ovos para incubação de Trichostrongylus spp. ao acrescentar folhas de ba- nana (Musa spp.) secas e moídas junto à dieta de ovinos infectados artificialmente com H. contortus e T. colubriformis. Os autores sugeriram que Musa spp. possui propriedades anti-helmínticas, pois o tratamento inibiu completamente a eclodibilidade larval de Trichostrongylus colubriformis, o que foi associado aos teores de tanino presentes na plan- ta, embora baixos (11,72 g de equivalente a ácido tânico/100 g MS).

As propriedades anti-helmínticas do plantas bioa- tivas estão relacionadas à sua composição fitoquí- mica e os resultados inibitórios dos taninos suge- rem a atividade de outros metabólitos secundários.

Embora o mecanismo exato dos taninos no esta- belecimento de larvas em estágio L3 permanece desconhecido, a suposição é que taninos condensa- dos se complexam com as proteínas da bainha dos nemátodeos e seu alto conteúdo de prolina impede a sua liberação (Brunet et al., 2007). A liberação da bainha externa de L3 é um processo chave no ciclo de vida dos nemátodos tricoestrongilídeos pois mar- ca a transição da vida livre para a fase parasitária (Moreno-Gonzalo et al., 2013).

A validação científica dos taninos através de testes

permite uma avaliação da existência de proprie- dades inibitória de oocistos nos extratos vegetais, constituindo desta maneira, uma etapa preliminar à caracterização dos possíveis compostos ativos presentes nos vegetais, possibilitando a criação de novas alternativas para o controle das parasitoses (Costa et al., 2002).

Além do efeito da presença do tanino da jurema preta, a eficiência da resposta imunológica é influen- ciada por vários fatores, que incluem a espécie do parasita, a taxa de infecção, o tempo de exposi- ção, o estado nutricional, estresse e predisposições genéticas (Amarante et al., 2014), o que explica o fato dos animais que receberam maiores níveis de feno de jurema preta terem apresentado os maio- res níveis de infecção. A resposta imunológica ad- quirida ao longo do desafio parasitológico contínuo é responsável pela redução expressiva na taxa de estabelecimento das larvas infectantes.

Ao avaliar cordeiros Santa Inês submetidos a uma única infecção artificial com 4 mil L3 de Trichostron- gylus colubriformis, Almeida et al. (2010) observa- ram que os animais apresentaram em média 1.473 parasitas adultos quarenta dias após a infecção, isto é, 36,8% das larvas administradas estabeleceram-se na mucosa intestinal e deram origem a nematódeos adultos, demostrando que há uma resistência natu- ral dos ovinos a determinados parasitos.

Molan et al. (2000) relataram pela primeira vez que taninos condensados extraídos de diversas fontes vegetais (Lotus pedunculatus, Lotus corniculatus, He- dysarum coronarium, Onobrychis viciifolia, Dorycnium rectum, Dorycnium pentaphyllum e Rumex obtusi- folius) têm a capacidade de inibir a migração de L3 infeccioso de larvas de Trichostrongylus colubriformis.

Tais resultados sobre a infecção provocada por Trichostrongylus colubriformis são especialmente importantes visto que a literatura relata que este helminto já foi capaz desenvolver resistência aos três principais medicamentos anti-helmínticos de amplo espectro benzimidazol, lactonas macrocícli- cas e imidazotiazóis (Al-Rofaai et al., 2012).

Desta forma, o uso de alternativas acessíveis e de baixo custo para prevenção e combate dos endopa- rasitos corresponde como uma opção principalmente em situações onde o acesso de pequenos agriculto- res a anti-helmínticos químicos é limitado por razões financeiras ou práticas, como também a fim de evitar resistência a determinadas substâncias vermífugas.

Ainda tais propostas podem ser empregadas em situações onde pretende-se banir o uso de antipa- rasitários comerciais, como o caso de propriedades que seguem a tendência atual de maiores restrições no uso de drogas químicas, através de regulamen- tações nacionais ou internacionais, bem como pro-

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priedades que têm interesse em produzir produtos da Agricultura Orgânica (Hoste et al., 2012).

4.

CONCLUSÃO A inclusão de 12,5% e de 25% de feno de jure- ma preta com base na matéria seca da alimentação de ovinos mestiços de Santa Inês influenciou sobre os parasitos gastrointestinais dos ovinos de modo positivo. Para os demais níveis de inclusão deve ser feita a associação do uso de vermífugos.

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