ANUAL // ANO XXIII// N.58 // MAIO 2011 // PREÇO 2,50 // ISSN 0805356
// www.ovibeja.com
ASSOCIAÇÃO DE CRIADORES DE OVINOS DO SUL
// REVISTA
// CATÁLOGO OFICIAL
MAPA GERAL | PROGRAMA OFICIAL | LISTA de EXPOSITORES
// Rede AniDoP - Animais Domésticos de Portugal
Nuno Carolino
// Se os políticos não se entenderem a sociedade civil terá que reagir
Manuel de Castro e Brito
N.º 58 Anual Ano XXIV Maio 2011
EDIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE CRIADORES DE OVINOS DO SUL - A.C.O.S.
DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS Filomena Maltez
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Televisão Oficial
//03
OVELHA MAIO 2011
sumário
//15 CATÁLOGO
Programa Oficial Ovibeja 2011
//22CATÁLOGO
Na Ovibeja Acontece
//24CATÁLOGO
Lista de Expositores
//04 EDITORIAL
Sector agrícola
incontornável para resolver a crise que trespassa o País A Comissão Organizadora
//05 MENSAGEM
António Serrano Ministro da Agricultura,
Desenvolvimento Rural e das Pescas
//06ARTIGO
Rede AniDoP - Animais Domésticos de Portugal Nuno Carolino
//08ARTIGO
A agricultura precisa de uma resposta nacional
ACOS
//09 ENTREVISTA
Se os políticos não se entenderem a sociedade civil terá que reagir
Manuel de Castro e Brito
Apesar das vulnerabilidades, o Alentejo que nos últimos cinquenta anos perdeu metade da sua população, apresenta oportunidades também no sector agrícola, que organiza a feira, incontornáveis para resolver a crise que trespassa o País.
Por tradição a Ovibeja é o ponto de encontro dos Alentejanos e de todos aqueles que nos visitam, e que pela 28ª vez respondem à chamada.
Bem vindos à Ovibeja.
A Comissão Organizadora
A Ovibeja faz parte do calendário nacional e afirma-se como acontecimento mediático no desenvolvimento da mais vasta região do País.
//04
Sector agrícola incontornável para resolver a crise que trespassa o País
editorial
OVELHA MAIO 2011 Na discussão política que decorre sobre a futura PAC, Portugal deve defender o reforço do apoio ao investimento e à investigação científica ao serviço da produção de alimentos.
Estou convicto que o Alentejo será um grande centro de produção em áreas onde já se afirmou, mas também nas novas áreas de produtos frescos. O Alentejo exporta, hoje, produtos de elevada qualidade para o Mundo. Eu acredito nos agricultores alentejanos. Tenho a certeza que os agricultores vão aproveitar as oportunidades já hoje existentes na região.
Ao Estado compete criar as condições que favoreçam o crescimento económico e o investimento no sector.
Foi por essa razão que os parceiros sociais, o governo e os sindicatos, celebraram um acordo de concertação social no dia 22 de Março em que o compromisso no reforço dos apoios ao sector está bem patente, com mais de uma dezena de medidas, das quais destaco as que se referem ao investimento, às ajudas directas, às linhas de crédito, aos seguros, à continuidade da “electricidade verde” e à suspensão da cobrança da taxa de recursos hídricos durante este ano. Conquistas muito importantes para a Agricultura que comprometem todos os que participaram neste processo e que o próximo Governo, certamente respeitará. Termino esta breve nota, endereçando as minhas felicitações aos organizadores desta feira, em especial ao seu Presidente Comendador Eng. Manuel Castro e Brito e envio um cumprimento a todos os Agricultores que desenvolveram um trabalho de cooperação com Ministério que tutelo.
Tem sido uma honra e um privilégio trabalhar para todos vós, servindo Portugal. Uma boa feira para todos e faço votos para que ela constitua uma oportunidade para se discutir o futuro da Agricultura numa perspectiva positiva. A região e o país precisam de uma Agricultura competitiva e moderna como aquela que se apresenta em cada edição da Ovibeja.
A 28ª Ovibeja representa a capacidade de uma região e de uma estrutura associativa na dinamização de um evento de prestígio que valoriza a Agricultura e a Pecuária nacional.
Este ano a feira decorre num período de crise financeira internacional e nacional, a que se juntou uma crise política, pelo que a sua organização é ainda mais determinante para apresentação do que a nossa região pode fazer pelo País. O Alentejo é uma terra de oportunidades para os empresários Portugueses e também para todos os investidores internacionais com interesse na Agro- Indústria, na Aeronáutica e no Turismo. A construção do Alqueva e a conclusão do Aeroporto de Beja são os pilares do desenvolvimento sustentável da região, promovendo a criação de emprego e a geração de riqueza.
Estamos em presença de uma região em transformação, com investimentos públicos e privados em curso. Só o investimento público em Alqueva representa cerca de 2,5 mil milhões de euros. O maior investimento público alguma vez efectuado numa única região. Tal só foi possível graças à correcta visão política de que este empreendimento é um motor da região e do aumento da produção agro-industrial em Portugal. Os agricultores da região estão mobilizados para os desafios que se colocam e merecem todo o apoio para concretizarem os seus investimentos privados e dessa forma tirar proveito do investimento público. O PRODER tem apoiado a região com múltiplos investimentos.
É absolutamente crucial que este apoio seja continuado, quer no actual quadro comunitário, quer em especial no próximo quadro 2014-2020.
//05
Ovibeja 2011:
do Alentejo para o mundo
António Serrano
Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas
//06
Rede AniDoP – Animais Domésticos de Portugal
Por
(*) Nuno Carolino
OInstituto Nacional de Recursos Biológicos, I.P. (INRB, I.P.), através da sua Unidade de Investigação de Recursos Genéticos, Reprodução e Melhoramento Animal, em parceria com outras 11 entidades Portuguesas, encontra-se a desenvolver uma Rede Temática de Informação e Divulgação sobre Melhoramento, Conservação e Promoção de Recursos Genéticos Animais: Rede AniDoP – Animais Domésticos de Portugal.
A Rede AniDoP, iniciada em 2011, foi incluída numa candidatura apresentada no âmbito da Acção 4.2.2 “Redes Temáticas de Informação e Divulgação” do Programa PRODER e tem como finalidade principal promover a gestão e organização de informação sobre os recursos genéticos animais (RGAn), nomeadamente, sobre melhoramento, conservação e promoção dos produtos.
A acção n.º 4.2.2 do PRODER tem como objectivo incentivar o aparecimento de redes de tratamento e difusão da informação dispersa por várias instituições, que organizem conhecimento técnico e científico já disponível, de forma a optimizar a sua transferência junto dos seus potenciais interessados. Neste contexto, o INRB, I.P., a Associação de Criadores de Ovinos do Sul, o Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, a Direcção-Geral de Veterinária, a Escola Universitária Vasco da Gama, a Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação, a Ruralbit, a Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia, a Sociedade Portuguesa de Recursos Genéticos Animais e a Universidade de Évora, com o apoio técnico-científico da Agri-Ciência, apresentaram uma candidatura que visa essencialmente:
• Criar uma rede de tratamento e difusão da informação técnica e científica no âmbito do
melhoramento, conservação e promoção de recursos genéticos, promovendo a articulação e adequação entre a produção de conhecimento e os seus potenciais utilizadores, criadores, técnicos, docentes, investigadores, alunos e sociedade civil em geral;
• Melhorar o tratamento e o acesso à informação necessária para o desenvolvimento da competitividade das empresas no contexto do melhoramento, conservação e promoção de RGAn;
• Promover a cooperação e a organização sectorial, favorecendo a emergência de estratégias sectoriais de desenvolvimento e reforço dos “clusters” nacionais, assentes numa maior eficácia e eficiência de acções relacionadas com o melhoramento, conservação e promoção de RGAn.
A Rede AniDoP – Animais Domésticos de Portugal pretende criar canais de comunicação entre as diversas entidades intervenientes e o publico em geral, mediante uma plataforma Web (site) com diversas funcionalidades, nomeadamente, serviços de notícias (News), criação de um wiki (Wiki) num sistema semelhante ao da Wikipédia, canal no YouTube, desenvolvimento de um serviço AskMe, serviço informativo dedicado aos mais recentes desenvolvimentos verificados no campo da I&ED, bem como sobre trabalhos já desenvolvidos, um repositório documental, etc. Adicionalmente, no âmbito desta Rede, serão realizados diversos eventos (encontros/seminários) sobre RGAn, com a colaboração das entidades parceiras e a possibilidade de participação do público em geral, estando também prevista a publicação de um Catálogo sobre Raças Autóctones Portuguesas e a construção de um glossário sobre Recursos Genéticos Animais. n
(*) (INRB, I.P./ EUVG)
//08
A agricultura precisa de uma resposta nacional
Por
ACOS
PRODER
Apoio ao investimento na agricultura
A resposta da produção ao último concurso da acção
“modernização e capacitação de empresas” do PRODER — 900 MEuros de intenções de projectos para 50 MEuros postos a concurso — exemplifica bem a postura do sector perante o futuro. É essencial que o Estado não iniba este esforço de investimento privado, garantindo a contrapartida nacional dos fundos comunitários.
Medidas agro-ambientais
É com preocupação que encaramos a suspensão de novas candidaturas às acções “alteração de modos de produção agrícola”, “protecção da biodiversidade doméstica” e
“conservação do solo”, fruto, em nossa opinião, de uma incorrecta afectação de verbas no PRODER. A correcção da dotação financeira e a reabertura das candidaturas a estas acções assume grande importância na viabilização de um conjunto muito significativo de explorações e na consolidação das conquistas ambientais conseguidas ao longo dos últimos anos.
Alqueva
É com redobrada preocupação que assistimos ao avolumar das dúvidas relativas à capacidade do Estado para assegurar o financiamento da última fase da obra, que não só envolve os melhores solos do país, como incide sobre um conjunto muito vasto de investimentos, já no terreno, num esforço de investimento privado impar no nosso país.
A conclusão da obra é absolutamente vital para a coerência e viabilização de todo o projecto do EFMA e da própria agricultura das zonas abrangidas, pelo que deverá ser assegurada a competente contrapartida nacional dos financiamentos. Para tal, é também essencial que a EDIA
se concentre naquela que é a sua missão primordial: a conclusão da obra e a gestão da rede primária.
Pagamento das ajudas directas
A utilização da prerrogativa de pagamento antecipado das ajudas directas nos casos em que os procedimentos de controlo estejam concluídos, seria uma medida de grande utilidade — e de baixo custo — que permitiria aliviar as condições de tesouraria das empresas agrícolas, permitindo-lhes assim atenuar o enquadramento de crise em que laboram.
Delegação de competências do Estado nas associações A necessidade crescente de interacção entre agricultores e Administração, seja através de um conjunto de sistemas de informação, seja pelo preenchimento de documentação impressa, exige um acesso fácil, eficaz e célere a um conjunto de serviços, por parte dos agricultores, acesso esse que deverá ser completamente delegado nas organizações de agricultores, cuja capacidade de substituição do Estado está já sobejamente demonstrada, reservando-se o Estado um papel regulador e fiscalizador.
PAC pós-2013
Qualquer que seja a opção negocial de Portugal, deverá sempre ser salvaguardada a manutenção de um sector agrícola vivo e produtivo, gerador de riqueza e pilar de um conjunto de funções que a sociedade necessita e deseja ver asseguradas. n
OVELHA MAIO 2011
//09
E
m vésperas do início da 28ª Ovibeja, que se realiza em Beja, de 4 a 8 de Maio, Manuel Castro e Brito considera que “a Ovibeja tem conseguido resistir à crise” e que este ano se verificou mesmo “um aumento do número de inscrições de expositores”. Para o também presidente da ACOS (Associação de Criadores de Ovinos do Sul) a crise que o país vive “é grave”, mas “a vida tem que continuar”. Daí que Castro e Brito faça um apelo para que, a um mês das eleições, os dirigentes partidários transformem a maior feira agrícola do sul “num espaço de democracia mais directa”, aproveitando para falarem“directamente com as pessoas” e para levarem da Ovibeja
“mensagens a que, posteriormente, possam dar resposta”.
Com o país em recessão, com a presença do FMI em Portugal e uma situação económica muito difícil, quais são as perspectivas para esta edição da Feira do Alentejo? Vai continuar a ser uma grande Ovibeja?
Vai ser uma grande Ovibeja, pelo que sabemos. Ao nível de inscrições de expositores não houve quebra relativamente
Se os políticos não se entenderem a
sociedade civil terá que reagir
a anos anteriores, houve até aumento, e esperemos que a dinâmica destes novos acontecimentos seja também abordada aqui na Feira, que é um espaço de encontro, mas também de discussão. E sobre estes temas há muita expectativa entre as pessoas.
Sendo a Ovibeja todos anos um grande palco político, este ano ainda o poderá ser mais com eleições legislativas, antecipadas, à porta.
A Ovibeja também é para os políticos, para os partidos, e também serve para exercer uma democracia mais directa porque nestas alturas os políticos estão mais disponíveis para falarem directamente com as pessoas. E essas questões vão estar, certamente, na agenda.
Anualmente a Ovibeja serve também para que os responsáveis pelo sector agrícola aqui venham apresentar as linhas de desenvolvimento que preconizam para as diversas áreas. Este ano o governo está demissionário e em gestão. As respostas não serão poucas?
O governo é de gestão, mas o PS concorre às eleições e há-de ter um projecto para a futura governação. Tanto o PS como os partidos da oposição poderão levar também, daqui da Ovibeja, mensagens a que, posteriormente, possam dar resposta.
Como é que a ACOS, enquanto organização de agricultores, vê esta entrada do FMI em Portugal e também esta crise política em que o país está mergulhado?
Eu penso que tudo tem solução na vida, e se a intervenção do FMI devia ter sido antes ou agora, é algo que pode ser discutível. No entanto, a análise terá que ser feita com base nos resultados. Se o FMI servir para pôr as contas em dia será bem vindo. No entanto, os sacríficios serão muito grandes para as pessoas, mas sobretudo para as empresas
Entrevista a
Manuel de Castro e Brito
da Comissão Organizadora da Ovibeja
agrícolas que já estão a ter muitas dificuldades, sobretudo em áreas como o crédito e com os muitos cortes que têm havido nos últimos tempos. Para além disto, as empresas agrícolas também estão à mercê do clima e do tempo. As coisas não estão famosas, mas é preciso ultrapassarmos esta crise.
Tem sido uma crise muito sentida pelo sector agrícola?
Ou há áreas que lhe tenham escapado?
Tem sido bastante sentida e ainda mais, recentemente, com a subida das taxas de juro e também com os cortes orçamentais que tememos possam pôr em causa muitos projectos de investimento ao abrigo da política agrícola comum, que terão que ter também uma comparticipação do estado português. E vamos ver se as coisas correm bem por esse lado.
É difícil Portugal ser competitivo nalguns produtos agrícolas
O sector agrícola tem sido sujeito a mudanças muito rápidas de políticas. Tão depressa se diz que o agricultor não deve produzir, para passar a ser o guardião do ambiente, como se anuncia que é preciso reforçar a produção agrícola nacional. Isto baralha o comum dos cidadãos: afinal Portugal conseguiria produzir tudo o que consome ou não?
Nós produzimos 70 por cento daquilo que comemos. Ou seja, importamos 30 por cento do que consumimos. Há uns produtos que produzimos mais, outros menos, mas esta é a média. Os agricultores produzem mais ou menos conforme as vantagens que têm e conforme as regras próprias de qualquer negócio: se tirarem daí rendimento produzem, senão não produzem. Houve alguma subida de produtos agrícolas, nomeadamente dos cereais e das oleaginosas, o que fez com que este ano os agricultores tivessem maior actividade nestas culturas, mas a meteorologia também não ajudou na altura das sementeiras. No entanto, este ano poderá ser o da recuperação, pelo menos, dos cereais, o que é muito importante para esta região.
Mas, se existissem políticas adequadas, Portugal poderia ser auto-suficiente do ponto de vista alimentar?
É difícil porque da parte de alguns produtos temos uma concorrência muito grande, seja de países da União Europeia, seja de países terceiros. Por outro lado, as cadeias de distribuição em Portugal não ajudam a produção nacional e isso não convida a que se produzam alguns produtos, porque não são economicamente compensadores.
Há um ano, no encerramento da 27ª Ovibeja, o Presidente da República, Cavaco Silva referiu-se a essa questão apelando aos distribuidores para apostarem na produção nacional, pagando um “preço justo” aos produtores. Neste ano sentiu-se alguma diferença no relacionamento com as grandes cadeias de distribuição?
No aspecto dos pagamentos, que eram a vários meses, a situação pode ter melhorado um pouco, mas no aspecto das importações de produtos, em que não somos concorrenciais, mas em que também não se paga a qualidade do que produzimos, tudo continua na mesma.
Está a referir-se, por exemplo, ao sector pecuário?
Sim. O sector bovino tem-se mantido estabilizado, enquanto os ovinos e caprinos têm diminuído vertiginosamente. Neste
sector muitos produtores desistiram, porque os preços são os mesmos do que há 20 ou 30 anos e também porque, julgo eu, não se ter insistido mais junto da Comissão Europeia para estes sectores, que geralmente ocupam terras com pouca aptidão agrícola e de explorações de interior, com dificuldades de mão de obra, e que deviam ser mais ajudados. Também a burocracia que anda à volta do sector animal é muito pesada e leva alguns a desistirem.
E a distribuição tem protegido esse sector?
Não. Nós eramos autosuficientes em carne até há pouco tempo. Agora não o seremos tanto, mas não somos competititvos com as importações que há, no caso dos borregos, da Austrália e da Nova Zelândia que fazem
“dumping” e têm grandes apoios à exportação destes produtos. Também não temos a compreensão dos distribuidores porque os nossos produtos têm muito mais qualidade do que a carne de ovino que é importada e isso pouco lhes interessa.
O mercado português não premeia a qualidade?
Não. Nem a distribuição se interessa por isso. Às grandes cadeias interessa ter carne de qualidade, nacional, para fazer promoção da carne que é importada, porque nas grandes superficíes existe uma confusão, que eu acho que é propositada, entre os diversos produtos.
Acha que devia haver campanhas no sentido de “educar”
os compradores para a qualidade?
Acho que sim, mas devia haver também uma individualização do produto quando chega ao consumidor, mas a verdade é que, às vezes, existe uma montra de carne nacional e há referência a isso, mas na mesma montra existe carne importada, sem a mesma qualidade, e muito mais barata.
//10
//11 É preciso repensar o preço
e o modelo de gestão da água
A ACOS, que organiza a Ovibeja, tem mantido um bom relacionamento com o actual ministro da Agricultura, António Serrano. O que é que facilitou o diálogo?
De facto, houve uma alteração positiva. Este ministro é uma pessoa com bom senso e é uma pessoa que trabalhou e melhorou algumas situações, principalmente no funcionamento da Política Agrícola Comum, mas também porque se aproximou muito dos agricultores, colaborou muito connosco e as coisas melhoraram a esse nível.
Entre esta e a anterior Ovibeja mudou alguma coisa na agricultura alentejana, a não ser, o que não é pouco, o crescimento da área de olival? Já se sente o efeito da água de Alqueva?
Isso é evidente. A água já rega os olivais e outras culturas.
Há mais sistemas de rega, mais utilização da água e as coisas vão-se fazendo. Esperemos que não abrandem agora com esta nova situação politica. Há um grande investimento da parte dos agricultores e das empresas agrícolas, porque a transição do sequeiro para o regadio não é fácil ao nível do investimento, mas também tem que haver uma aprendizagem nas culturas de regadio. É uma aprendizagem que se está a fazer, para mim a grande velocidade, e tudo aponta para que as coisas vão correr bem.
OVELHA MAIO 2011
//12
Por vezes tem-se a ideia de que a água de Alqueva está apenas a servir para regar os novos olivais. É assim?
Essa é uma afirmação recorrente e feita, muitas vezes, por pessoas que não estão dentro do sector. É muito positivo que Portugal deixe de ser importador de azeite e passe a ser exportador e isso vai acontecer dentro de muito pouco tempo. Foi um sector que se desenvolveu muito, não apenas no aspecto da cultura, mas também da transformação.
Há muitos lagares e lagares modernos, o que também faz que tenhamos uma muito boa qualidade de azeite.
Esse é um dado muito positivo. Mas outras culturas estão a aparecer como o milho, pomares, fruteiras e outras que se estão agora a ensaiar. Esta coisa dos olivais faz-me lembrar aquela fábula do rapaz, do velho e do burro. O que é mais perigoso é a ignorância.
Mas o preço da água de Alqueva continua um problema, a prazo?
Sim. O preço da água é condicionante e quem está a regar está a pagar hoje 30 por cento do preço da água. O preço está escalonado e daqui a sete anos, quando for pago na totalidade, o preço da água pode ser uma limitação ao desenvolvimento da nossa agricultura e da nossa economia.
É um assunto que tem estado em debate, tal como o do modelo de gestão da água, que não pode ser um modelo estatizado, através de uma empresa de capital cem por cento do Estado. Também tem que haver diálogo para resolver este caso e uma partilha entre os agricultores e as suas organizações.
Os políticos têm que se entender
As eleições vão ser no dia 5 de Junho, sensivelmente um mês depois da Ovibeja. O que é que os agricultores esperam deste novo governo?
Eu, neste caso, não posso falar pelos agricultores, mas há aqui um grande ponto de interrogação. O que os empresários, em geral, esperam dos governos é que os deixem trabalhar e, naquilo que lhes diz respeito, que tem a ver com as negociações com a União Europeia e com outros países, que sejam competentes e que não utilizem todas as oportunidades para fazerem política partidária ou mesmo pessoal. Há neste momento um grande descrédito e uma grande falta de confiança na classe política e isso não é bom.
Aqueles que têm empresas pequenas, grandes ou micro, como é o caso de grande parte das empresas agrícolas, de tipo familiar, o que querem é que “eles se entendam”.
E se não houver um entendimento entre os políticos a sociedade civil terá que reagir e assumir algumas situações.
Preconiza uma intervenção maior da sociedade civil se não houver entendimento entre os partidos para governarem o país, criando uma maioria alargada?
Obviamente. As pessoas precisam de trabalhar e de produzir no seu dia a dia com sossego e com confiança e em que vejam que o seu investimento, o seu esforço e o seu trabalho não foram em vão.
A Ovibeja este ano tem como tema central o Ano Internacional das Florestas, que está a decorrer. A floresta é importante para os rendimentos dos agricultores no Alentejo?
É e cada vez tem mais importância porque se desenvolveram bastantes projectos florestais que, por um lado, contribuem para o rendimento dos agricultores, mas também para a
imagem e o impacto ambiental do país e para a própria balança de pagamentos.
Ainda que os preços, por exemplo, dos produtos da floresta tradicional do Alentejo – o montado -, como a cortiça tenham vindo a cair “a pique” nos últimos anos.
Temos esse problema em sectores muito cartelizados e em que é difícil a entrada em novos mercados. Este é, de facto, um problema que se tem vindo a agudizar nos últimos tempos.
Xutos e Buraka nas ovinoites
A Ovibeja tem quase três décadas e, dentro do figurino que é o seu, não tem sofrido grandes alterações ao longo dos anos, embora apresente sempre algumas novidades.
Quais são os pontos de atracção para esta edição?
Este ano vamos fazer uma abordagem ao Ano Internacional das Florestas, tratando-o como um assunto que é preciso debater e desenvolver; vamos mostrar também toda a fileira do olival e do azeite e, através de vários colóquios, abordar temas de actualidade como são a reforma da PAC e a sua orçamentação, para além de diversas actividades e debates em torno daquilo que produzimos e das novas tecnologias e equipamentos, indispensáveis para uma agricultura moderna.
Um dos momentos altos da Ovibeja é, todos os anos, o cartaz de espectáculos. Mas também o convívio, os copos, as ovinoites, os negócios…
A Ovibeja é um ponto de encontro, é uma oportunidade para as pessoas virem ao Alentejo, para serem confrontadas com a nossa gastronomia, também a nossa maneira de ser, e também como um espaço lúdico e de convívio.
As ovinoites já fazem parte da tradição e realizam-se aqui os primeiros grandes concertos, transformando as noites da
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Ovibeja num dos primeiros festivais de música a realizar-se no país antes do Verão. Temos optado mais por grupos nacionais e este ano não fugimos à regra e a qualidade do cartaz é belíssima. Vamos ter os “Xutos & Pontapés” na noite de sábado, dia 7 de Maio, a grande noite da Feira.
Os espectáculos começam logo no dia de abertura, quarta-feira, dia 4 de Maio, com a irreverência de Tunas Académicas, no dia 5 teremos os Expensive Soul, cabendo aos Buraka Som Sistema a animação da noite de sexta-feira, dia 6 de Maio, outra noite em grande em que as portas da feira não chegam a fechar.
A Ovibeja, apesar da crise, continua a ser uma feira sustentável, que se auto-financia?
A Ovibeja é uma marca muito forte, tem muito prestígio e não tem sentido agudamente os problemas e as dificuldades
da crise, sentidos por muitas outras feiras. Temos todos os espaços vendidos, temos mais inscrições do que no ano anterior, o que nos leva a crer que a Ovibeja continua a ser um bom investimento para quem cá vem e, por isso, continua a ser uma feira de sucesso. Demonstramos que, apesar das crises, a vida não pára. Vamos continuando a trabalhar e temos aqui, na Ovibeja, todas as condições para que se crie um clima de encontros e de negócios. E são todos os que aqui vêm fazer negócio e o público em geral que nos ajudam a manter a feira. n
O Gabinete de Imprensa da 28ª Ovibeja Beja, 18 de Abril de 2011
PROGRAMA OFICIAL
www.ovibeja.com
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//04
QUARTA
Maio
//11.00h Abertura da Feira
Desporto
//11.00h Gincana Equestre – Prova para Cavaleiros Especiais –
com a colaboração do Centro de Paralisia Cerebral de Beja / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
//14.00h Equitação de Trabalho / Picadeiro D. Diogo Braancamp
Sobral
Concursos
//11.00h XIV Concurso Morfológico de Reprodutores de
Suínos da Raça Alentejana / Pavilhão da Pecuária
//11.00h Concurso de Ovinos / Pavilhão da Pecuária
• Raça Merina Branca
• Raça Merina Preta
• Raça Campaniça
Colóquios
//15.30h Auditório da ExpoBeja da
responsabilidade da Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos
• Apresentação do Estudo Económico da Criação de Bovinos Mertolengos
• Apresentação da Página da ACBM na Internet
• Apresentação da Imagem da Carne Mertolenga DOP
//14.00h Auditório do NERBE – da responsabilidade do Instituto
Politécnico de Beja
TEMA: “Investigação Aplicada ao Desenvolvimento Regional e Nacional: Projectos e Estudos Realizados no IPBeja”
Abertura Oficial – Presidente do IPBeja, Vasco da Gama, Centro de Transferência de Conhecimento do IPBeja Oradores:
• “Qualidade do Ambiente no Alentejo - Soluções Globais para Problemas Locais”
– Paula Maria da Luz Alvarenga – IPBeja
2011
04 a 08 de Maio
Todos os dias das 11:00H às 23:00H
“VIVA A FLORESTA” - Exposição temática e interactiva integrada nas comemorações do Ano Internacional das Florestas / Alameda Principal da Feira
Workshops “CIÊNCIA DAS FLORESTAS”
desenvolvidos pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova e pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro
Pavilhão “Azeite Alentejo”
Exposição Temática e Interactiva sobre a Fileira do Azeite
• Mostra, degustação e provas comentadas dos azeite submetidos ao 1º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra
• Prova de Azeitonas de Mesa
• Exposição de Azeites Regionais, Nacionais e Internacionais
• “CIÊNCIA DO AZEITE”
- Workshops desenvolvidos pela Fábrica / Centro Ciência Viva - Aveiro
www.ovibeja.com
//17
• “Valorização de Alimentos Tradicionais e Desenvolvimento de Produtos”
– Nuno Bartolomeu Alvarenga – IPBeja
• “Novas Técnicas de Produção de Cevada para Malte”
– Manuel Patanita – IPBeja
• “Estudo Hidrológico e Hidráulico da Ribeira de Santana da Serra”
– João Filipe Santos – IPBeja Pausa para café
• “HackLab – Ambiente de Virtualização de Sistema Informáticos para Auditorias de Segurança Ofensiva”
– Rui Silva – IPBeja
• “Participação Pública e Sustentabilidade – Formação de Parcerias e Criação de Redes”
– Maria Albertina Raposo – IPBeja
• “ANIM@TE – Uma Experiência Partilhada”
– A. Piedade Lavado – IPBeja
• “Eugénio V3 - Inovação em Tecnologias de Apoio para Pessoas com Necessidades Especiais”
– Luís Garcia – IPBeja
Encerramento - Pro-presidente para a Investigação e Conhecimento
Espectáculos
//18.00h Demonstração Cinotécnica da Secção de Cães de
Guerra da Escola de Tropas Paraquedistas / Arena Multiusos
//22.30h Tunas / Pavilhão 6 | Arena Multiusos
//23.30h DJ Frederico Barata / Pavilhão 6 | Arena Multiusos
//05
Homenagem
//12.00h Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro -
Homenagem conjunta da Câmara Municipal de Beja e da Associação de Criadores de Ovinos do Sul – Medalha de Mérito - Grau Prata, atribuída pela
Câmara Municipal de Beja – Stand do Município de Beja / Pavilhão Institucional
Desporto
//11.00h Equitação de Trabalho / Picadeiro D. Diogo
Braancamp Sobral
Colóquios
//10.30h Auditório do NERBE – da responsabilidade da ACOS
TEMA: “Gestão da Rede Secundária do Regadio de Alqueva”
Moderador: João Libório – Director Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo
Oradores:
• Juan Antonio Millán Jaldón – Alcalde del Ayuntamiento de Cartaya e Presidente da la Asociación Comunidad de Regantes de Huelva
• José Núncio – Presidente da Federação Nacional de Regantes de Portugal
• António Parreira – Presidente da Associação de Beneficiários do Roxo
• Manuel dos Reis – Presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas
//15.00h Auditório do NERBE – da responsabilidade da ACOS
TEMA: “Novas Oportunidades nas Culturas de Regadio”
Moderador: António Parreira – ACOS Oradores:
• João Miranda – Portugal Foods - Presidente do Conselho de Administração do Pólo de Competitividade Agro-Alimentar
• João Lopes de Sousa - Cluster - Agro-Industrial do Ribatejo
• Isabel Martín – Agromartín - Cartaya
• Emílio Martín Gonzalez – Valenciagro Produção Frutícola Unipessoal Lda.
• Mariana Regato – Escola Superior Agrária - IPBeja
e 14.00h
//04
QUARTA QUINTA
Maio
//18
//05
• Carlos Ramalho – Director Regional de Florestas do Alentejo
• Filipa David – ACPA
Pausa – Presuntos qualificados com DOPs e IGPs de Porco Alentejano
2º Painel - Viabilização Económica do Montado Moderador: José Cândido Nobre – Presidente da ACPA Oradores:
• Helena Diegues Garbaio - AECERIBER
• José Luís Tirapicos Nunes - Universidade de Évora
• Daniel Montes - Gabinete de Projectos O TREVO Apresentação do VI Congresso Mundial do Presunto – Jose António Carril – Secretário do Comité Organizador Auditório do ExpoBeja – da responsabilidade da Câmara Municipal de Beja e da Inovobeja - Empresa Municipal de Desenvolvimento EEM, com a
colaboração do Grupo Local de Suporte Urbact e das Escolas Secundárias de Beja, D. Manuel I e Diogo de Gouveia
Workshop: “O Veículo Eléctrico”
//10.00h Sessão de Abertura – Jorge Pulido Valente – Presidente
da Câmara Municipal de Beja
Moderador: Luís Borba – Grupo Local de Suporte Urbact Oradores:
• “A produção de energia eléctrica”
– Ganso Barão - EDP Distribuição
• Experiência do carro eléctrico em NOUDAR”
– Bárbara Pinto - EDIA
• “Principais questões associadas à mobilidade eléctrica”
– Paulo Ribeiro - Universidade do Minho
• “O que os jovens pensam dos veículos eléctricos”
– Alunos das Escolas Secundárias D. Manuel I e Diogo de Gouveia (3º ciclo)
//11.45h Pausa para café
QUINTA SEXTA
Maio
//11.00h Auditório da ExpoBeja – da responsabilidade da
Rede Rural Nacional e Federação MINHA TERRA
//14.30h TEMA: “LEADER e Cooperação para o Desenvolvimento”
Espectáculos
//18.00h Demonstração Cinotécnica da Secção de Cães de
Guerra da Escola de Tropas Paraquedistas / Arena Multiusos
//22.30h Expensive Soul / Pavilhão 6 | Arena Multiusos
//23.30h DJ DJ Mikas / Pavilhão 6 | Arena Multiusos
//24.00h Garraiada / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
//06
Desporto
//14.00h Concurso Nacional de Saltos – Classe E
/ Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
Colóquios
Auditório do NERBE – da responsabilidade da ACPA - Associação de Criadores de Porco Alentejano
I Simpósio Franco-Ibérico das Quercíneas
/10.30h Apresentação do Filme “DOP e IGP a excelência de
um ecossistema”
1º Painel - As Quercíneas na Europa Mediterrânea Moderador: João Libório – Director Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo
Oradores:
• Rafael Navarro – Universidade de Córdoba
• Armand Touzanne – Director do Consortium du Noir de Bigorre
e 17.30h e 13.00h
www.ovibeja.com
//19
Exposição e experimentação de veículos eléctricos
//15.00h Auditório do NERBE – da responsabilidade da ACOS
TEMA: “Orçamento da U.E. e PAC pós 2013:
Um desafio para o Alentejo”
1º Painel
Moderador: Raul Fernandes Jorge – Consultor do Gabinete do Primeiro-Ministro para as Questões de Agricultura
Oradores:
• Maria da Graça Carvalho – Deputada ao Parlamento Europeu (Comissão de Orçamentos)
• Vasco Cal – Conselheiro de Política Europeia – Comissão Europeia
• Salvador Garriga Polledo – Deputado Espanhol ao Parlamento Europeu (Comissão de Orçamentos
• Duarte Rodrigues – Coordenador Adjunto do Observatório do QREN
Pausa – Degustação de Produtos Regionais 2º Painel
Oradores:
• Maria do Céu Patrão Neves – Deputada ao Parlamento Europeu
• Luís Capoulas Santos – Deputado ao Parlamento Europeu
• João de Deus Cordovil – Presidente da CCDR Alentejo
//15.00h Auditório da ExpoBeja – da respondabilidade da Nutriprado
TEMA: “O prado como alimento mais económico para a alimentação animal”
Orador:
• Francisco José Picão Abreu
/17.00h Auditório da ExpoBeja – da respondabilidade do Ciclo
Taurino do Alentejo TEMA: “Toiros em Portugal”
Moderador: Joaquim Fialho Oradores:
• António José Zuzarte
• Álvaro Domecq
• Francisco Moita Flores
• João Patinhas
• Joaquim Grave
Leilão
//15.00h Leilão de Reprodutores - Raças Merina Branca e
Merina Preta - Organizado pela ANCORME / Pavilhão da Pecuária
//16.00h Leilão de Reprodutores de Suínos da Raça Alentejana
- Organizado pela ACPA / Pavilhão da Pecuária
//17.00h Demonstração de Identificação Electrónica em
Ovinos - da responsabilidade da ACOS e Ruralbit / Pavilhão da Pecuária
Espectáculos
//15.00h Equipa de Demonstração Cinotécnica da Força Aérea
Portuguesa / Arena Multiusos
//18.00h Demonstração Cinotécnica da Secção de Cães de
Guerra da Escola de Tropas Paraquedistas / Arena Multiusos
//22.30h Buraka Som Sistema / Arena Multiusos
//23.30h Dj Overule & Mc Virgul / Arena Multiusos
//24.00h Garraiada / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
//06
SEXTA
Maio
//20
//14.00h Auditório da ExpoBeja - da responsabilidade ANEFA -
Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente
TEMA: “Sector Florestal: Valor e Inovação”
Abertura: Amândio Torres - Presidente da Autoridade Florestal Nacional
Moderador: Daniel Montes - O Trevo Oradores:
• “A Necessidade de Investimento à Floresta” – Pedro Serra Ramos – ANEFA
• ”Biometria e Inventário Florestal” – Pedro Fernandes – Terrages
• “Solução de Fertilização para a Floresta” – Pedro Cabanita – Interadubo / Agrifértil Intervalo
• “Benefícios da utilização de Micorrizas em povoamentos florestais” – Maria Bagulho – Micoflora
• ”Novos Produtos de Aplicação Fitossanitária” – Rui Delgado – Syngenta
• “O uso do fogo controlado na gestão de espaços florestais” – GIFF Gestão Integrada de Fogos Florestais
Debate
//15.00h Demonstração de Identificação Electrónica em
Ovinos - da responsabilidade da ACOS e Ruralbit / Pavilhão da Pecuária
Concursos
//15.00h XXII Concurso Regional de Beja do Rafeiro do
Alentejo – da responsabilidade da ACRA / Av. Principal da Feira
Espectáculos
//10.30h 13ª Corrida à Corda – Participação dos Pastores da
Ganadaria Manuel João Rocha – Ilha Terceira - com a colaboração do Governo Regional dos Açores / Av. Miguel Fernandes
Desporto
//08.30h 3º Passeio Turístico de Todo o Terreno Ovibeja / TTB
Aventura - Organizado pela Associação TT-B Aventura
//11.00h Concurso Nacional de Saltos – Classe E
/ Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
//18.00h Horse Ball / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
Colóquios
//11.00h Auditório do NERBE - da responsabilidade da ACOS
TEMA: “Estratégias para a Valorização do Azeite”
Presidente: Jean-Louis Barjol – Director Executivo do Conselho Oleícola Internacional
Moderador: Mariana Matos – Casa do Azeite Oradores:
• “Importância do Marketing e da Imagem na Promoção do Azeite” – Duarte Roquette - Direcção de Marketing da Sovena
• ”Futuras alterações em matéria de Rotulagem de Azeite: Rotulagem Nutricional, Alegações de Saúde e Informação ao Consumidor” – Fernando Amaral - Direcção de Serviços de Produção e Mercados Agrícolas – GPP
• “A Dieta Mediterrânica e os Benefícios do Azeite” – Manuel Carrageta - Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia
//13.00h Cerimónia de entrega dos Prémios do
I Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra
“Prémio Ovibeja” / Pavilhão Azeite Alentejo
//14.30h Auditório do NERBE – da responsabilidade da
Autoridade de Gestão do PRODER
Sessão de Divulgação – Jovens Agricultores PRODER:
Novas Regras
e 14.00h
//07
SÁBADO
Maio
www.ovibeja.com
//21
//11.00h Equipa de Demonstração Cinotécnica da Força Aérea
Portuguesa / Arena Multiusos
//17.00h Filarmonia em Português: – Sociedade Filarmónica
Capricho Bejense, Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense e Sociedade Filarmónica de Serpa – da responsabilidade da Fundação INATEL / Av. Salgueiro Maia e recinto da Ovibeja
//17.00h 15ª Grandiosa Corrida de Touros OVIBEJA
6 Toiros 6: Ganadaria António Silva Cavaleiros:
• Tito Semedo
• Sónia Matias
• João Moura Caetano Forcados:
• Forcados Amadores de Beja – Cabo Manuel Almodôvar
• Forcados Amadores de Alcochete – Cabo Vasco Pinto
//18.00h Filarmonia em Português – Concerto Final
/ Palco da AMBAAL
//20.00h XXI Intercâmbio de Freguesias Salvador /
S. Salvador de Portrugal Beja; Briteiros (Guimarães);
Ílhavo; Santarém; Serpa; Odemira; Torres Novas
//22.30h Xutos & Pontapés / Arena Multiusos
//23.30h Dj Frank Maurel / Arena Multiusos
//24.00h Garraiada / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
//08
Desporto
//11.00h Concurso Nacional de Saltos – Classe E / Picadeiro D.
Diogo Braancamp Sobral
//16.00h Horse Ball / Picadeiro D. Diogo Braancamp Sobral
// 16ª Mostra de Aves / Pavilhão das Aves
// Workshops ”CIÊNCIA DAS FLORESTAS” integrado na Exposição “Florestas para Todos” / Alameda Principal da Feira
// 4 de Maio - Quarta-feira • “Segredos da Clonagem”
pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova – sessões contínuas das 11:00 H às 14:30 H
• “Teatro de Sombras: Floresta de Sombras”
desenvolvido pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro – sessões contínuas das 14:30 H às 20:00 H
// 5 de Maio - Quinta-feira
• “Volta ao Mundo em 10 Árvores”
desenvolvido pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro – sessões contínuas das 11:00 H às 14:30 H
• “Cientistas de Palmo e Meio”
desenvolvido pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova
– sessões contínuas das 14:30 H às 20:00 H
// 6 de Maio - Sexta-feira
• “Minhocário”
desenvolvido pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova
– sessões contínuas das 11:00 H às 14:30 H
• “Anatomia da Flor”
desenvolvido pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro – sessões contínuas das 14:30 H às 20:00 H
// 7 de Maio - Sábado
• “Vida numa Gota d’Água”
desenvolvido pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro – sessões contínuas das 11:00 H às 14:30 H
• “Flores de Resina”
desenvolvido pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova
– sessões contínuas das 14:30 H às 20:00 H
2011
04 a 08 de Maio
//07
SÁBADO DOMINGO
Maio
// Na Ovibeja Acontece
//22
// 8 de Maio - Domingo
• “Sais de Banho”
desenvolvido pelo Centro Ciência Viva da Floresta Proença-a-Nova
– sessões contínuas das 11:00 H às 14:30 H
• “Volta ao Mundo em 10 Árvores”
desenvolvido pela Fábrica – Centro Ciência Viva de Aveiro – sessões contínuas das 14:30 H às 20:00 H
// Alentejo Blues / Recinto da Feira, perto do Picadeiro Espaço cultural e experimental com actividades diárias:
• Exposição permanente de pintura, gravura, serigrafia e joalharia
• Espectáculos de Dança, Música, Jam & Jazz Sessions, Actuações de DJ’s, Tertúlias e Workshops
• Pintura ao vivo de um mural (Work in Progresss durante a feira) pelos alunos do Curso de Artes Plásticas e Multimédia da ESEB / Instituto Politécnico de Beja
// Demonstração de Tosquia de Ovinos – Todos os dias entre as 11.00 H e as 13.00 H e as 16.00H e as 18.00 H / Pavilhão da Pecuária
// Associação de Criadores da Raça Limousine / Pavilhão da Pecuária
• Desfile de animais da raça Limousine - dias 5, 6 e 7 de Maio ás 17.00 H
• Lançamento da Revista Limousine - dia 7 Maio ás 15.00 H
• Exposição fotográfica “Limousine e o Montado” e Filme “Limousine no Alentejo”
// Espaço do Exército Português
• Torre de Multiactividades – Slide, Rapel, Escalada
• Espaço de Divulgação Regime de Voluntariado / Regime de Contracto do Exército
• Exposição de Equipamentos do Exército e Demonstração de Actividades Militares
// Espaço da Força Aérea Portuguesa
• Exibições Cinófilas
• Sobrevoo de Meios Aéreos da Base Aérea nº 11
• Exposição e Material de Divulgação do Centro de Recrutamento e Mobilização da Força Aérea
// Programa Cultural e Recreativo dos Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral – da responsabilidade da AMBAAL / Palco Exterior junto ao Pavilhão Institucional
• Dia 6 de Maio | Sexta-feira – Dia da Serra, da Planície e do Campo Branco
– Grupos musicais dos Municípios de:
• Beja • Ourique • Castro Verde • Aljustrel • Almodôvar
• Ferreira do Alentejo
• Dia 7 de Maio | Sábado – Dia da Margem Esquerda do Guadiana
– Grupos Musicais dos Municípios de:
• Serpa • Mértola • Barrancos
• Dia 8 de Maio | Domingo – Dia do Mar e do Baco – Grupos Musicais dos Municípios de:
• Santiago do Cacém • Sines
• Alcácer do Sal • Grândola • Odemira • Vidigueira • Alvito • Cuba
// Actividades de Animação Sociocultural, promovidas pela Delegação de Beja da Escola Bento de Jesus Caraça
2011
04 a 08 de Maio
// Na Ovibeja Acontece
LISTA DE
EXPOSITORES
//24